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Racismo

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Aulas de AntropoloBAN-AM.

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Racismo

  1. 1. Antropologia Missionária Racismo Pr Aldenei Barros
  2. 2. O Mito da Superioridade RacialNo início do século XIX, o colonialismo, oimperialismo e a escravidão precisavamurgentemente de uma justificação moral esocial. Algumas pessoas tentaram usarGênesis 9.25 para provar que, como Canaãera filho de Cão, o qual foi amaldiçoado peloseu pai, dele descenderam os negros(acontece que os cananitas é que são osdescendentes e não são negros!).
  3. 3. O Mito da Superioridade RacialMas essa não era uma explicaçãosuficientemente científica, "necessária" parao século xix. Então, para colocar panosquentes no assunto, surgiu uma teoriabiológica segundo a qual os mulatos e osnegros eram menos desenvolvidos naescala evolucionáría e, conseqüentemente,menos capacitados e menos "homens"!
  4. 4. O Mito da Superioridade RacialEssa teoria foi grandemente aceita, e aEuropa forneceu a sua própria base"científica" para provar a sua superioridade,edificando-a sobre os seguintesfundamentos: a descoberta da pólvora (quena verdade foi inventada pelos chineses); ainvenção da navegação (não inventadapelos europeus) e o desejo de riquezas (queé um desejo universal, inerente a todohomem).
  5. 5. O Que É Raça?A raça humana pode ser dividida em trêsgrupos étnicos principais: (1) negróide; (2)mongolóide; e (3) caucasóide. Para umaexplicação detalhada sobre estaclassificação, leia o livro de AshleyMontagu, Introdução à Antropologia,capítulo 7, Editora Cultrix, São Paulo, 1972.
  6. 6. As Consequências do RacismoO racismo tem sempre prejudicado orelacionamento das raças, consistindo numproblema sério no século presente, o queafetou também o trabalho missionário.Poderíamos citar muitos exemplos dedificuldades enfrentadas nesta área, taiscomo na África do Sul, onde era proibida amistura das raças. Mas cremos não serpreciso, pois já deixamos claro o perigo dese considerar alguém inferior a mim porcausa da cor da sua pele.
  7. 7. 4 Orientações1. Adaptar-se aos costumes locais em relação às boas maneiras. Seguir as boas maneiras do povo.2. Demonstrar genuíno interesse pelas idéias dos outros.3. Procurar meios para curar sentimentos feridos.4. Procurar descobrir um ponto de concordância, em vez de, logo no princípio, descobrir e apontar defeitos.
  8. 8. Agricultura e EconomiaMuitas vezes, quando pensamos sobre osíndios do Amazonas ou da África, temos umretrato mental de um povo preguiçoso, semcriatividade para viver uma vida melhor esem condições suficientes de sustento, anão ser um pouco de caça, pesca e coletade frutas silvestres. Mas podemos estarmuito enganados, longe da realidade dospovos chamados "primitivos".
  9. 9. Agricultura e EconomiaExemplificando: os incas, do Peru, inventaram um sistemade irrigação que ultrapassa o nosso conhecimento ecapacidade inventiva. As casas, na África Central, feitas debarro e sem janelas, parecem insuportáveis por causa doclima, mas não há tipo de construção mais fresca. Ondeestão as vantagens da nossa tecnologia? Aquelas casasainda têm a conveniência de serem escuras, o que eliminaas moscas, para o conforto de todos. Já os esquimós têmuma maneira muito natural e inteligente de esquentar assuas casas, que são feitas de gelo, com uma entrada quetem uma parte mais baixa. Nessa entrada, o ar ficaestagnado. Assim é mais fácil o ar quente permanecerdentro da casa, e o gasto de combustível é menor.
  10. 10. A Cultura Material X Cultura SocialO dinheiro e a riqueza são desejados pelohomem, não só porque possuem valor emsi, mas também porque proporcionam umstatus diferente diante de uma sociedade.Um homem rico é um homem importante,respeitado. A riqueza proporcionasegurança, poder e prestígio (a não ser quetenha sido adquirida por roubo).
  11. 11. A Cultura Material X Cultura SocialA tendência natural do homem de quererpossuir tal status produz uma influênciainevitável da cultura material sobre a culturasocial.
  12. 12. A Cultura Material em Relação à Cultura ReligiosaA influência do material é forte, até mesmo na vidareligiosa. Isso nos traz mais uma vez à revelação daverdadeira essência da natureza humana. Observandoalgumas tribos de índios, vemos que eles têm toda umahierarquia de deuses que dirigem o seu cotidiano.Agem, por um lado, com o medo de ofendê-los e, por outrolado, com o desejo de agradá-los para que possam viverbem. Eles querem êxito na caça, boas plantações, umafarta pescaria, etc. Então fazem sacrifícios aos deusespara que estes mandem chuva ou sol, etc, e assim a terrapossa produzir, a caça não fugir, e por fim haja alimento.Talvez eles realmente nem percebam o ciclo vicioso detodo esse complexo, mas ali estão a economia e a suainfluência.
  13. 13. A Cultura Material em Relação à Cultura EstéticaA cultura estética também pode ser influenciada pelaeconomia. A arte dos povos depende dos materiais queeles possuem. Os índios do Oeste dos Estados Unidosfazem lindas jóias com prata e turquesa, que se achamcom abundância naquela região. Já os esquimós usam omarfim da morsa para decorações e enfeites. Tambémmuitos brasileiros utilizam as ricas madeiras do Sul do paíspara expressar seus talentos artísticos.
  14. 14. A Cultura Material e a Missão CristãNós sabemos que Deus está interessado noindivíduo inteiro, tanto na sua parte espiritualcomo na física. No entanto, acontece que, nãopoucas vezes, temos separado estas duas partesessenciais do ser humano, pensando que Deus sóestá interessado na parte espiritual. Essa não é amensagem que a Bíblia nos transmite. Muito pelocontrário; desde o Gênesis até ao Apocalipse,vemos a importância que é dada ao homem total.Por isso, é dever das missões transmitirem essamesma mensagem, de um modo que penetre navida toda do homem e da sociedade.
  15. 15. A Cultura Material e a Missão CristãA segunda razão por que deve ser assim, é o fatocomprovado de que a cultura de um homemconvertido vai mudando e melhorando dentro doseu pensamento e da sua sociedade. A expressãodo cristianismo pode se achar em melhoramentosna área da saúde, agricultura, economia,moralidade, etc... O dever do missionário é levar ohomem à expressão mais perfeita possível de suafé em Cristo Tesus, numa nova vida nEle.
  16. 16. Estudo de Caso Antes da Bíblia Depois da BíbliaCondição Antipáticos para com as Simpáticos para com as pessoas de social pessoas de fora fora Sem liderança Com liderança Contínuas rixas entre si Ausência de rixas Sem respeito ao governo Desejosos de ser uma parte do BrasilCondição Saúde ruim Saúde melho física Muitas mortes Menos mortes Sem assistência médica Assistência médica Muita bebedeira Ausência de bebedeiras Roças pequenas Roças grandes Poucas frutas Muitas frutas Sem poços Sete poços
  17. 17. Estudo de Caso Antes da Bíblia Depois da BíbliaCondição Medo dos demônios Sem medo dos demôniosespiritual Medo de feitiçaria Ausência de feitiçaria e espiritismo Sem motivação para a Satisfação, gozo e paz vida Liberdade da escravidão Escravidão aos ritos e sacrifícios exigidos pelos feiticeiros Nível Dois homens podiam falar Quarenta e oito adultos podem lereducacional e ler português palikur e português Falta de interesse pela Grande interesse pela educação educaçãoContribuição Vendiam pouca farinha e Vendem muita farinha e Econômica peixe peixe Vendem laranjas Pretendem vender muitos outros produtos
  18. 18. Estudo de CasoEssas são as situações anterior e posteriorà chegada da Bíblia à tribo palikur, doBrasil. Isso começou a acontecer de 1967para cá, com a chegada de missionários doInstituto Lingüístico de Verão. (O Elo deOração, nº. 2,1978.)

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