Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Metodologia científica 2

1,897 views

Published on

  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

Metodologia científica 2

  1. 1. Metodologia Científica<br />PrAldenei Barros<br />
  2. 2. A Prática da Pesquisa<br />
  3. 3. Uma vez que você se inscreveu em uma das linhas de pesquisa específica da Teologia (exegética, sistemática, histórica ou pastoral – o seu CAMPO), em sua linha de pesquisa específica (o seu CAMPO ESPECÍFICO, se quiser), logo perceberá a necessidade de selecionar e estreitar um tópico viável de investigação (o seu CORPUS). De modo simplificado, o aspecto mais importante para selecionar e estreitar um corpus de estudo é a sua motivação. É ela que definirá sua pergunta-problema orientadora (PROBLEMA). <br />
  4. 4. A importância de procurar realizar a pesquisa com foco cada vez mais estreito justifica-se porque não se está apenas aprendendo a metodologia da pesquisa em cada disciplina; nessa prática o aluno está desenvolvendo o seu sendo crítico e investigativo, habilidade de comparação, equilíbrio e senso de proporção. Essas qualidades somente podem ser adquiridas com muita leitura e reflexão.<br />
  5. 5. Selecionando as Referências<br />
  6. 6. É necessário que o estudante cultive a habilidade de identificar os livros e artigos importantes em um dado assunto e saiba distinguí-lo dos demais. Depois que a bibliografia (REFERÊNCIA) for anotada, é preciso peneirar mais. É o momento de retirar da lista os livros de caráter popular, os que não estejam bem documentados ou ainda os que não dizem respeito à sua pesquisa. Para isso, uma vez formulada a pergunta PROBLEMA e o surgimento do TEMA, recomenda-se consultar um bom dicionário, enciclopédia ou banco de dados de alguma biblioteca teológica presencial ou virtual.<br />
  7. 7. Os artigos mais recentes sobre o assunto de seu interesse trarão, em geral, matéria bibliográfica que propiciará orientação à sua pesquisa. Isso significa que muitas vezes trabalha-se do mais recente para trás. E lembre-se de continuamente consultar as fontes primárias no original.<br />
  8. 8. Metodologia de Leitura<br />
  9. 9. Cada pessoa adota um procedimento para tomar notas de leitura. Entretanto, certas recomendações ainda se fazem necessárias. A regra de ouro é registrar os apontamentos sempre da mesma forma. Por outro lado, é importante que você conheça várias técnicas de leitura (sublinhar, métodos hermenêuticos indutivos, etc). Uma leitura apenas não é suficiente para um estudo mais aprofundado; pelo menos, não da bibliografia primária. Alguns escrevem em folhas soltas, outros utilizam fichas e há ainda os que anotam diretamente no computador. <br />
  10. 10. O mais importante é que as notas sejam consistentes e registradas com cuidado. Lembre-se de que suas anotações devem permitir ser estruturada posteriormente em um esboço coerente com o assunto de seu interesse na pesquisa. Nas anotações bibliográficas, procure estabelecer pelo menos uma frase explicativa que permita o uso dessa nota posteriormente. Procure escrever um ou, no máximo, dois parágrafos em cada ficha ou folha, e em apenas um dos lados. Isto certamente o obrigará a trabalhar de modo conciso e objetivo. Se você fizer o fichamento, ou seja, autor, título, lugar da publicação, editora e data, procure fazê-lo já no formato bibliográfico padronizado pela ABNT, conforme indicado posteriormente neste trabalho. Isso lhe poupará muito trabalho.<br />
  11. 11. Estas são questões importantes, pois em poucos meses, se a anotação não tiver sido tomada apropriadamente, você não saberá se são suas as palavras ou se pertencem a outras fontes. Você pode criar uma legenda para a distinção. Na maioria dos casos, as notas em seu trabalho são de fontes primárias. As notas de fontes secundárias, em geral, são em menor número. O processo da pesquisa envolve a habilidade de interagir analítica, crítica e sabiamente com um documento em lugar de apenas reproduzi-lo. Lembre-se que os autores citados são testemunhas de autoridade, e o testemunho de autoridade ocorre somente após a análise da obra.<br />
  12. 12. Reunindo as Anotações<br />Um Esboço Preliminar<br />
  13. 13. Em todo o processo de pesquisa, reunidas as anotações (e não deixe de lado os insights), uma pergunta deve estar sempre presente: “Como isso se articula com o restante?”. O esboço preliminar de cada capítulo e de toda a dissertação depende de algumas medidas simples. Uma delas é ter em vista sempre a pergunta-PROBLEMA na sua versão mais recente. Outra é a reflexão e consideração inicial dos limites do tópico. Outra condição é que o esboço surja do próprio material pesquisado, considerando sua orientação cronológica ou fluxo lógico. De qualquer forma, a pergunta “como esse material pode ser mais bem organizado?” deve ser outra constante nas considerações pessoais.<br />
  14. 14. O esboço preliminar é de extrema importância para dar direção ao andamento do trabalho. Pode-se perceber, antes de chegar ao final, a necessidade de promover algum tipo de alteração de rota, ou até mesmo a supressão ou a mudança completa de abordagens, desde a pergunta-PROBLEMA. O esboço é uma espécie de declaração sintética de uma hipótese que ainda está sendo analisada. Esse trabalho inicial será importante para o relacionamento harmonioso com seu orientador, pois tornará mais simples discutir e amadurecer o trabalho.<br />
  15. 15. Redação Científica<br />
  16. 16. Escrever bem é uma tarefa difícil que exige raciocínio, capacidade de organizar os pensamentos e muita concentração, tanto quanto leitura. O texto, na verdade, exerce a função de expressar as suas idéias na sua ausência. No momento de escrever, a habilidade adquirida com a prática é o fator mais importante. Isto significa que não adianta, de um dia para o outro, ou à véspera do vencimento dos prazos, querer produzir textos brilhantes. A habilidade em escrever bem é obtida através da prática e da leitura cuidadosa.<br />
  17. 17. A melhor forma de escrever o primeiro parágrafo é iniciar a discussão envolvendo-se com outros escritores naquele campo específico. Assim, é preciso que se esteja preparado para observar, conceber, desenvolver e exprimir idéias com desenvolturas e conhecimento. Submeta sempre a redação definitiva a um ou mais revisores. Poucos dominam o português ou outra língua estrangeira perfeitamente. Sobre esse assunto de “boa revisão” recomendo o texto do professor Rogério Lacaz-Ruiz, Notas e Reflexões sobre Redação Científica, disponível no APÊNDICE 5.<br />

×