PROPOSTA DE ABRIGO TIPO CASA LAR EM SARANDI/PR

8,010 views

Published on

Published in: News & Politics
0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
8,010
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
11
Actions
Shares
0
Downloads
132
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

PROPOSTA DE ABRIGO TIPO CASA LAR EM SARANDI/PR

  1. 1. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SARANDI Rua José Emiliano de Gusmão, 565 Centro - Sarandi - Paraná CEP: 87111-230 PROPOSTA DE ABRIGO TIPO CASA LAR PREFEITO MUNICIPAL CARLOS ALBERTO DE PAULA JÚNIORSECRETARIA MUNICIPALDE ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA Janaína Claudia Santoro de Paula. Sarandi /2011
  2. 2. 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃONome da Instituição Proponente CNPJ78.200.482/0001-10Endereço Prefeitura do Município de Sarandi CEP 87111-230Telefone Fax E-mailprefeitura_sarandi@wnet.com.br(44) 3035-0800 (44) 3035-0800Banco* Nº Agência Nº Conta CorrenteNome do Responsável Legal da Instituição ProponenteCARLOS ALBERTO DE PAULA JÚNIORFunção Prefeito RG 4.323.442-0 CPF 668 320 639-20MunicipalTelefone Celular E-mail( 44 ) 3264-8600 ( )Endereço Residencial Rua das Violetas 181 CEP 87111-230Telefone Fax( 44 ) 3035-0800 ( 44 ) 3035-0800Nome do Responsável Técnico da Instituição ProponenteFunção RG CPFPsicóloga/Coordenador 5.037510-2 711.342.719-72aTelefone (44)3905-1873 Celular(44)9944196 E-mail(44) 9944-1969 9 deboraapsantana@gmail.co mFormação:psicóloga Número do Registro Profissional: CRP 08/08149-8Não será a primeira vez que o saudável exercício de “olhar para trás”ajudará a iluminar os caminhos que agora percorremos, entendendo melhoro porquê de certas escolhas feitas por nossa sociedade.Para começar, a história sobre a criança feita no Brasil, assim como noresto do mundo,vem mostrando que existe uma enorme distância entre omundo infantil descrito pelas organizações internacionais, pelas nãogovernamentais e pelas autoridades, daquele no qual a criança encontra-sequotidianamente imersa.Mary Del Priore
  3. 3. FORMULÁRIO CADASTRAL DE PROGRAMAS E SERVIÇOS1. Identificação: ( ) Programa ( x ) Serviço1.1. Nome: Abrigo1.2. Nome da entidade: Abrigo tipo casa lar1.3. Endereço: Rua Ponta Porã, n 1400Bairro: Jardim Bela Vista CEP 87112-160Ponto de Referência:Horário de Funcionamento: permanente1.4. Situação do imóvel: ( x ) próprio ( ) cedido ( ) alugado1.5. Responsável da entidade:Nome: Prefeitura do Município de Sarandi1.6. Objetivo social da entidade:"O abrigo é medida provisória e excepcional, utilizável como forma de transiçãopara a colocação em família substituta, não implicando privação de liberdade."(ECA/art.101/parágrafo único), visto que não há no momento alguma entidadenão governamental que tenha interesse em assumir junto a Prefeitura doMunicípio de Sarandi, os serviços de abrigamento, e a necessidade imediatada reestrutruão e Municipalização deste, visando a prioridade absoluta, no quese refere aos direitos da criança e adolescente, o Município de Sarandi, atravésda Secretaria de Assistencia Social tem como objetivo atendercrianças/adolescentes , buscando um melhor desenvolvimento e atendimentode suas necessidades, não perdendo de vista a perspectiva de revinculaçãofamiliar e comunitária. Visando ainda, oportunizar às crianças e adolescentesque necessitem do espaço protetivo a vivência de um modelo de relações quepossibilite o resgate da auto-estima e a construção de um projeto de vida.
  4. 4. 2. Programas e/ou serviços:2.1. Regime de atendimento :Abrigamento Tipo Casa larAbrigamento de crianças e adolescentes com medida de proteção prevista noEstatuto da Criança e Adolescente ECA (artigos 92 e 94), adotada quando ovínculo familiar encontra-se rompido ou fragilizado e a criança/adolescente emsituação de risco, a ponto de ser necessário o afastamento do convívio familiar.Até o momento o abrigamento no Município de Sarandi, foi realizado por ONG,esta o Larcra - Lar Da Criança recanto do Amor, a qual na data de 31 demarço, comunicou seu desligamento com o abrigamento de crianças de 0-12anos.Desta forma o Município de Sarandi, vem apresentar sua Proposta deAbrigamento a este Conselho, com a finalidade de executar os serviços deacolhimento de 20 crianças e adolescentes, entre 0 – 18 anos.2.2. Objetivo:O Abrigo Municipal tem por objetivo geral garantir a integridade física epsicológica das crianças e adolescentes, garantindo a execução da doutrina daProteção Integral à Criança e ao Adolescente, de forma integrada, isto é, com aparticipação da família, dedicando-se ao seu bem estar, na forma estabelecidanos Arts. 226 a 230 da Constituição Federal e na Lei 8.069/90 de 13.07.90, quetrata do Estatuto da Criança e do Adolescente, sendo que, para o cumprimentodesse objetivo, contará com a ajuda dos poderes governamentais visando osseguintes objetivos específicos:-Garantir o respeito à inviolabilidade da sanidade física, afetiva, psíquica, morale espiritual da criança, do adolescente, abrangendo a preservação da imagem,da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços eobjetos pessoais, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano,violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor;-Promoção a saúde;-Promoção da assistência social;-Promoção da segurança alimentar e nutricional;-Estímulo à educação e à religiosidade promovendo a ética, a paz, a cidadania,os direitos humanos, e a democracia;-Promoção do esporte solidário e do lazer comunitário;-Promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;-Defesa, preservação, e conservação do meio ambiente e promoção dodesenvolvimento sustentável;
  5. 5. -Proceder a exames, visando ao diagnóstico e terapêutica de anormalidades nometabolismo da criança e do adolescente, bem como prestar orientação aosseus familiares;-Promover ações que permitam a criança e adolescente o lazer, à cultura, aprática esportiva e a participação na vida familiar e comunitária, semdiscriminação.E ainda:- Preservar os vínculos familiares preexistentes ao Processo de Abrigamento ,estimulando contato com figura de referência afetiva, desde que não hajaimpedimento legal.2.3. Critérios usados para ingresso:Crianças e adolescentes de 0 a 18 anos que encontram-se com vínculosfamiliares rompidos e/ou fragilizados com medida protetiva de abrigamentoaplicada pelo Juiz da Vara da Infância e da Juventude ou pelo ConselhoTutelar.Em caráter excepcional e de urgência, poder-se-á abrigar crianças eadolescentes através do Conselho Tutelar, sem prévia determinação daautoridade competente, fazendo comunicação do fato até o 2° dia útil imediato,segundoArtigo 93 do Estatuto da Criança e do Adolescente.O desabrigamento da criança e/ou do adolescente ocorrerá por determinaçãoda autoridade competente e com os devidos procedimentos para que odesabrigamento ocorra de forma saudável sem constrangimento, insegurançaou receio.2.4. Fundamentação/Proposta pedagógica ( ainda em construção comprazo máximo de 90 dias para sua apresentação)A Secretaria de Assistência Social é o órgão Gestor que executa Programas,Projetos e Serviços destinados ao atendimento da população em situação devulnerabilidade social e/ou risco social seja através de rede própria ouconveniada. Tais ações estão voltadas à Infância e Juventude, PopulaçãoAdulta e Idosa, Família e Pessoas com Deficiência. A coordenação destesprogramas é dividida entre Coordenação da Proteção da Rede EspecializadaCREAS, Coordenação da Rede Básica e Coordenação Técnica eAdministrativa.O estabelecimento e a utilização de programas em regime de abrigo estáprevisto no Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 90, inciso IV,no artigo 101, inciso VII e no parágrafo único deste artigo que, para além deconceituar o programa, delimita sua operacionalização: “o abrigo é medida
  6. 6. provisória e excepcional, utilizável como forma de transição para a colocaçãoem família substituta, não implicando privação de liberdade”.A Proteção Social Especial organiza, no âmbito do SUAS, a oferta de serviços,programas e projetos de caráter especializado, destinado a famílias eindivíduos em situação de risco pessoal e social, com violação de direitos. Taissituações podem incidir sobre as relações familiares e comunitárias, gerandoconflitos, tensões e rupturas, demandando, portanto, atenção especializada emaior articulação com os órgãos de defesa de direitos e outras políticaspúblicas setoriais.A atenção na Proteção Social Especial tem como objetivo principal contribuirpara a prevenção de agravamentos e potencialização de recursos para areparação de situações que envolvam risco pessoal e social, violência,fragilização e rompimento de vínculos familiares, comunitários e/ou sociais.Nesse sentido, algumas situações podem ser aqui elencadas: violência física,psicológica e negligência; abandono; violência sexual; situação de rua; trabalhoinfantil; cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto; afastamentodo convívio familiar, dentre outras.Considerando os níveis de agravamento, a natureza e a especificidade doatendimento ofertado, a atenção na Proteção Social Especial organiza-se emProteção Social Especial de Média Complexidade e Proteção Social Especialde Alta Complexidade.O abrigamento de crianças e adolescentes é uma medida de proteção de altacomplexidade, prevista no Estatuto da Criança e Adolescente ECA (artigos 92e 94), adotada quando o vínculo familiar encontra-se rompido ou fragilizado e acriança/adolescente em situação de risco, a ponto de ser necessário oafastamento do convívio familiar.Até o momento o abrigamento no Município de Sarandi, foi realizado por ONG,esta Larcra, a qual na data de 31 de março, comunicou seu desligamento como abrigamento de crianças de 0-12 anos.Desta forma o município de Sarandi, vem apresentar sua Proposta deAbrigamento a este Conselho, com a finalidade de executar os serviçosacolhimento de 20 crianças e adolescentes.Deve-se salientar que no Programa de Atendimento que serár desenvolvidosos recursos a implantação e manutenção do abrigo serão previstos nasdotações orçamentárias dos órgãos públicos encarregados... observando-se oprincipio da prioridade absoluta ‘a criança e ao adolescente preconizado pelocaput do Art.227 da Constituição Federal e pelo caput e parágrafo único do Art.4º desta lei.
  7. 7. 2. JUSTIFICATIVACom o desligamento da ONG Larcra na prestação dos serviços de abrigamentoe, considerando que Município de Sarandi não possui outra forma deabrigamento, seja através de casa de acolhida, família substituta ou outras,tornou-se URGENTE a necessidade de implantação do abrigo de formamunicipalizada, como alternativa imediata , buscando proporcionar às criançase adolescentes a possibilidade de desenvolverem-se em um modelo deabrigagem que se aproxime do modelo familiar com atendimento adequadosendo necessário para isso reordenar metodologias, numa perspectiva quesegundo Cláudia Fonseca (2006), garanta a diversidade de modelos deatendimento para contemplar as diferentes necessidades das crianças eadolescentes.O estabelecimento e a utilização de programas em regime de abrigo estáprevisto no Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 90, inciso IV,no artigo 101, inciso VII e no parágrafo único deste artigo que, para além deconceituar o programa, delimita sua operacionalização: “o abrigo é medidaprovisória e excepcional, utilizável como forma de transição para a colocaçãoem família substituta, não implicando privação de liberdade”.Cientes de que cabe ao poder executivo a responsabilidade primeira peloestabelecimento de infra-estrutura adequada para a aplicação de medidasrequeridas pelo Conselho Tutelar, Judiciário e pelo Ministério Público e queainda pode-se contar com a parceria de instituições não-governamentais, deforma articulada, como previsto no artigo 86 do Estatuto da Criança e doAdolescente, foram feitos alguns contatos e solicitações para outras ONGs, noentanto após não aceitação destes em assumir em parceria com a Prefeiturado Município de Sarandi, tomou-se a iniciativa, ainda que com tempo estreito,de municipalizar o abrigo com modelo casa lar.Segundo o ECA, a medida protetiva de abrigo é transitória, e a permanência dacriança/adolescente deve ocorrer durante o menor tempo possível. Infelizmentea transitoriedade prevista nem sempre pode ser efetivada, levando-se em contauma série de fatores:- características do funcionamento familiar que inviabilizam o rápido retorno;- fragilidade da rede de apoio às famílias em situação de risco pelas diversaspolíticas públicas (saúde, saúde mental, habitação e geração de renda);- a vulnerabilidade cada vez maior que faz com que as famílias ampliadas nãoconsigam assumir o cuidado das crianças e adolescentes até mesmo emsituações de óbito dos pais;- o número reduzido de adoções de crianças mais velhas, adolescentes egrupos de irmãos;- a morosidade dos processos judiciais.
  8. 8. Cabe salientar que o ingresso na Modalidade de Abrigagem não significao encerramento das tentativas de revinculação familiar ou adoção; pelocontrário, deve manter-se o investimento no reforço e manutenção dosvínculos familiares e comunitário.2.5. Metodologia de atendimento:A metodologia de atendimento estará pautada nas leis que regem os Direitosda Criança e do Adolescente, visando resgatar a auto-estima, cidadania,saúde física e emocional, proporcionando a criança e adolescente um lar ondetenham amor, educação e um ambiente estruturador para um desenvolvimentosaudável, regido por valores como respeito, cidadania, afeto, transparência,espiritualidade, ética, fraternidade, integração e visão de totalidade.Odesafio de dar suporte, fortalecer vínculos fragilizados e reconstruir a partir doque a criança e/ou adolescente trás em sua memoria afetiva.A vida das crianças que chegam a ser abrigadas é acompanhada de umahistória interna e pessoal comumente marcada pelo abandono e pela violência.Muitas destas crianças preferiam ficar nas ruas como uma‘opção’ maisprazerosa que o próprio lar, lar este que deveria dar suporte, aconchego esegurança.Suas redes pessoais e sociais de suporte apresentam-se esgarçadas porcontínuas exclusões, tais como as dos equipamentos educacionais, de saúde,de lazer, assim como pela falta de aportes familiares e afetivos. São trajetóriasque levam à situação de desfiliação.O abrigo em questão atenderá meninos e meninas como desafio deconfigurar-se como casa, ainda que por curto tempo, abrigados, respeitando-ose oferecendo-lhes novas possibilidades, que incluem os limites para aconvivência.a partir do trabalho de educadores, de projetos sociais, equipetécnica desejável e sugeridas pelas normas de abrigamento, contato direto como CACAVV(Centro de Atendimento a Criança e Adolescente Vitima deViolencia), CREAS (Centro de Referencia Especializado Assistencia Social),Conselho Tutelar e demais órgãos com referencia a criança e adolescente, quevisem contribuir, no sentido de minimizar as perdas sofridas por crianças eadolescentes abrigados.Experiências positivas de abrigos demonstram a possibilidade de um trabalhoindividualizado e que impeça, ou pelo menos reduza, a produçãode marcas eestigmas da institucionalização na população atendida (Marcondi, 1997).A construção de um paradigma de casa passa necessariamente pelaconstrução daconvivência e do respeito ao outro. E este será com certeza umdesafio.A linguagem reconhecida e utilizada pelos meninos e meninas caracteriza-se,muitas vezes,pela violência. A resolução dos conflitos cotidianos pode se dar
  9. 9. por meio da violência física, na maioria das vezes direcionada a eles própriose, em outros momentos, aos funcionários e colegas para tanto se faznecessária a inserção de regras cotidianas e tais tarefas nos farão buscar apossibilidade de metodologias de trabalho que sejam construídasconjuntamente com as crianças e adolescentes.A convivência e a mudança de paradigmas das relações pessoais, pode-se tercomo base teórica a"Pedagogia da Presença" que trata da utilização doprincípio da presença constante, da crença nos valores positivos detodacriança, e do estruturar-se a partir de práticas e vivências cotidianas.Torna-se ainda necessárias discussões conjuntas com a equipe que irá comporo quadro de servidores, para a busca de regras e limites a serem respeitadosna casa. Este com certeza serão momentos de exercício de democracia e departicipação na construção conjunta; são tentativas ainda de interação dosoperadores sociais com as crianças e adolescentes moradores da casa.Sabemos que será necessária a intermediação dos técnicos na elaboraçãodestes espaços, pois normalmente estas crianças e adolescentes sãoextremamente exigentes consigo mesmo e, em geral, propõem regras eprocedimentos inflexíveis aos quais, provavelmente, eles próprios nãoconseguiriam aderir.O modelo de casa não é algo incorporado na experiência destas criançaseadolescentes, porque se assim fossem, não estariam na situação deabrigamento. Propor uma rotina dentro da qual se deve acordar efazer asrefeições em um mesmo horário, respeitar limites, cuidar de suas coisas,dentre outras tantas tarefas e obrigações é, para alguns, uma transição muitodifícil em relação ao que se vivenciava.Outro aspecto a ser trabalhado é que o modelo introjetado e vivenciado poreles em suas casas de origem não são de experiências positivas e todos ossentimentos então‘armazenados’ são transferidos para o novo espaço.Para tanto a metodologia será pautadas em metas que visam:Acolher 20 crianças e/ou adolescentes encaminhadas pela Vara da infância ouConselho Tutelar, propiciando:- Acolhida;- Cadastramento;- Registro de comportamentos (ansiedade, resistência, choro, medo, etc);- Entrevista e anamenese se possível (com pais, parentes próximos);- Verificação carteira de vacinação;- Fortalecimento de vínculos entre familiares e crianças/adolescentes privadosdo convívio familiar;
  10. 10. - Encaminhamento para serviços de saúde, escolarização, esporte , cultura elazer;- Atendimento familiar, garantindo acompanhamento das famílias, inserindo-asem grupos, projetos e atividades sociais que venham garantir o fortalecimentode vínculos e um novo projeto de vida, incluindo e aceitando a(s) criança(s)e/ou adolescente(s) em sua rotina, com perspectiva de mudança de hábitos ecom planejamento adequado esperados em uma família saudável;- Fortalecimento de vínculos entre educadores , equipe técnica e educando,com intuito de propiciar um espaço de convivência coletiva saudável eacolhedor, visando alcançar os objetivos esperados;- Manutenção de banco de dados com fichas de avaliação, notas importantes eprontuário com a possibilidade de que seja visível o entendimento dosprocedimentos realizados com a criança e/ou adolescente inserido na casa;- Acompanhamento lúdico e pedagógico , no sentido de organizar horáriosadequados de estudo e lazer , conciliando ambos para um melhordesenvolvimento psicopedagógico.Outras situações a serem observadas referentes a socialização,desenvolvimento e comportamento emocional.Características do atendimento - socialização1. Admissão – verificando grau de ansiedade de separação realizando trabalhotécnico para adaptação rápida;2. Identificação de membros da família;3. Convivência com grupo de irmãos;4. Vivência num ambiente familiar e comunitário.Características do atendimento - emocional1. Verificar grau de carência afetiva; com a finalidade de suporte individual senecessário ( a ser realizado pelo CACAVV)2. Observação na mudança no humor, brilho nos olhos, sorriso, etc.4. Medos inclusive de retornar ao lar.Características do atendimento - desenvolvimento infantil1. verificação de atraso no desenvolvimento biopsicomotor;2.verificar se há fragilidade na saude;3. se há dificuldade de ganhar peso;4.se há linguagem reduzida; proporcionar um trabalho que melhore ovocabulário, se há outras dificuldades fazer os devidos encaminhamentos;5.Se existe dificuldade de compreender as coisas comuns do cotidiano, com aproposta de enriquece-la com experiências cotidianas.
  11. 11. Observação: o plano de atendimento individual, assim como cronograma deatividades e anexos da metodologia estão sendo construído juntamente com aequipe de transição, sendo que há prazo de 90 dias para reorganização eadequação dos procedimentos. Parte da bibliografia a ser utilizada encontra-seao final deste.2.6. Capacidade de atendimento:20 crianças e/ou adolescentes, que necessitem de espaço provisório eexcepcional em situação de risco pessoal ou social, que encontram-se privadosda convivência familiar e tiveram seus direitos violados.3. Atividades desenvolvidas:4. Atividades desenvolvidas pelo Programa e/ou Serviço:As estratégias a serem desenvolvidas com crianças,adolescentes e famílias,formas de avaliação dos serviços, dos programas, assim como de funcionáriosserão descritas na metodologia como ressaltado anteriormente.5. Recursos humanos:N. Função Formação Vínculo Obs. coordenador Superior01 Superior efetivo01 psicóloga Superior efetivo01 Assistente social efetivo01 motorista xxxxxx sexo04 Serviços gerais xxxxxx efetivo feminino preferencialmente02 Cozinheiras xxxxxx efetivoO1 Auxiliar xxxxxxx administrativo Teste08 educadores xxxxxxx seletivo
  12. 12. O Coordenador:De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente noseu artigo 92,parágrafo único:"O dirigente de entidade de abrigo é equiparado ao guardião, para todos osefeitos de direito".Portanto, mais do que um administrador do abrigo, odirigenteé o responsável legal pelas ações de assistência material,moral eeducacional dos abrigados. Além disso, devepropiciar apoio à equipe técnica eaos demais funcionáriosnas suas atividades diárias.Os Educadores:Têm atribuições e responsabilidades diferenciadas, detalhadas no regimentointerno. Porém, todos devem trabalhar com a finalidade de garantir ocumprimento dos direitos da criança e do adolescente e a efetivação do planode trabalho.Equi p e té c n i c a :A Equipe Técnica deverá contar com equipe multidisciplinar,composta porassistentes sociais, psicólogos, pedagogose outros profissionais. Responsáveisem realizar e registrar atividades com familiares, grupos, encaminhamentoarede especializada, prestar informações ao Ministério publico, poder judiciário,Conselho tutelar , CMDCA e demais órgão de garantia de direitos.Equi p e de Apoi o:Auxiliar de serviços gerais,motorista, , cozinheira e outros, deverão seguir oregimento interno, ressaltando que todos são responsáveis por educar,independente de suas atribuições, deverão ser qualificados para fazer ascorreções necessárias junto as criança e/ou adolescente, com intuito de manterharmônica e respeitável a convivência diária.
  13. 13. Administrativo:Responsável em agendar, anotar e resguardar toda a documentação da casa.Zelando pela confidencialidade, sigilo e presteza em organizar horários eagendamentos de medico, carro, escola , etc...6. Relações externas estabelecidas:7.1. Existem parcerias / articulações nas atividades propostas?( x ) Sim ( ) Não ( ) Sistemáticas ( ) Assistemáticas6.1.1. Com quem?Secretarias de saúde, educação, cultura esporte e lazer, UniversidadesPublicas e Privadas, ANPR, APAE, Pastoral, Igrejas, Rotary e demaisentidades e instituições que possam oferecer parcerias adequadas aosserviços voltados a criança e ao adolescente.6.1.2. que tipo de atividades:Serviços odontológicos, nutricionais, lúdicos, atividades físicas desportivas,fisioterapia, fonoaudiologia, serviços de educação especial e reabilitação,voluntariados em palestras referentes a sexualidade, orçamento e organizaçãofamiliar, drogadição, cuidados domésticos e de saúde, higiene, conservação dealimentos e aproveitamento, entre as diversas oportunidades em trabalhar emgrupo com pais, familiares, familias substitutas ou adotivas, etc...7. Outras informações:Informações dadas por: DeboraSant’AnnaVínculo/Função na Entidade: Coordenadora de Proteção Social Especial Sarandi, 18 de abril de 2011 ________________________ Assinatura
  14. 14. BIBLIOGRAFIABRASIL. Estatuto da criança e do adolescente. São Paulo : Cortez, 1990.CASTEL, R. Da indigência à exclusão, a desfiliação. Precariedade do trabalho evulnerabilidade relacional. In: LANCETTI, A. (Org.) SaúdeLoucura, n.4. São Paulo:Hucitec, 1994. p. 21-48COSTA, A.C.G. Pedagogia da presença: da solidão ao encontro. Belo Horizonte :Modus Faciendi, 1997.GRACIANI, M.S.S. Pedagogia social de rua. 4a. Ed. São Paulo : Cortez: InstitutoPaulo Freire, 2001.AMORIM, Deborah Cristina. O sistema de abrigamento em chapecó: possibilidadese limites da implementação de direitos para crianças e adolescentes: 2003.Dissertação para o Programa de Pós-Graduação (Mestrado em Serviço Social) –Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, dezembro de 2003.ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Guanabara,1981.CABRAL, Cláudia .Mudança de Paradigma: um desafio. IN: ASSOCIAÇÃOBRASILEIRA TERRA DOS HOMENS (org). Cuidar de quem cuida. Reintegraçãofamiliar de crianças e adolescentes em situação de rua. Rio de Janeiro: Book Link.2002.CARREIRAO, Úrsula Lehmkuhl. Parceiros no Abandono: Uma leitura sobrecrianças, adolescentes, famílias e instituições de abrigo em Santa Catarina: 1988.Monografia apresentada para conclusão de curso (Especialista em Metodologia deAtendimento à Criança e Adolescente em Situação de Risco). Centro de Ciências deEducação,Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 1998.
  15. 15. CEARÁ. Secretaria do Trabalho e Ação Social. Projeto Lar Substituto do Abrigo TiaJúlia. IN: COLÓQUIO TÉCNICO DA REDE NACIONAL DE ABRIGOS. Ministério daPrevidência e Assistência Social. Brasília: agosto de 2002.CEDCA – Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de GOLEMAN,Daniel. Inteligência emocional. A teoria revolucionária que redefine o que é serinteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.COSTA, Antonio Carlos Gomes. Resiliência. Pedagogia da presença. São Paulo:Modus Faciend, 1995.MATURAMA, Humberto. Emoções e Linguagem na educação e na política. BeloHorizonte: UFMG, 1999.MORAES, Maria Cecilia Leite; RABINOVICH, Elaine Pedreira. Resiliência: umadiscussão introdutória. Disponível em:<http://www.terravista.pt/BaiaGatas/2932/Confbogota.html> Acesso em: 9 maio 2001.

×