Mta1 aula-05 Avaliação Heurística

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Mta1 aula-05 Avaliação Heurística

  1. 1. ALAN VASCONCELOS DESIGN DE INTERAÇÃO / MÉTODOS E TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO Avaliação HeurísticaALAN VASCONCELOS
  2. 2. REVISÃO
  3. 3. Framework D.E.C.I.D.E.O PASSO-A-PASSODetermine the goals the evaluation addresses Determinar as metas do testeExplore the specific questions to be answered Explorar as questões a serem respondidasChoose the evaluation paradigm and techniques to answer the questions Escolher o paradigma (orientação) e técnicas para o testeIdentify the practical issues Identificar as questões práticasDecide how to deal with the ethical issues Decidir como lidar com questões éticasEvaluate, interpret and present the data Avaliar, analisar e apresentar os dados
  4. 4. Framework D.E.C.I.D.E.1- DETERMINAR AS METAS DO TESTE• Em alto nível, quais são os objetivos da avaliação? • Avaliar a metáfora de um design; • Contribuir com a usabilidade/acessibilidade de um produto; • Avaliar o impacto de uma tecnologia na prática de um trabalho; • Antever como deveria ser a interface da próxima versão de um produto; • Verificar se os requisitos de uso foram atendidos.• A quem pode interessar os resultados da avaliação? (stakeholders, personas, comunidade)• As metas irão influenciar na escolha do paradigma de avaliação.
  5. 5. Framework D.E.C.I.D.E.2- EXPLORAR AS QUESTÕES A SEREM RESPONDIDAS• É, basicamente, o que se pretende saber com o teste. Ex: • Será que as pessoas usam mais a bilheteria, justamente por não confiarem nos terminais automáticos? • Será que é por causa da usabilidade ruim do terminal? • As resenhas dos filmes são confiáveis? Elas geram engajamento? • O que faz com que as pessoas fiquem perdidas ao localizarem suas poltronas? • (...)• Uma boa tática é imaginar que você está preparando um checklist para guiar outra pessoa na avaliação.
  6. 6. Framework D.E.C.I.D.E.3- ESCOLHER O PARADIGMA (ORIENTAÇÃO) E TÉCNICAS PARA O TESTE• Como dito anteriormente, as metas podem determinar o paradigma que, por sua vez, determina as técnicas.• Questões de ordem prática/técnica, econômica e, até mesmo, ética podem interferir na escolha.• É possível combinar paradigmas (nós faremos isso) a fim de obter resultados diferentes;
  7. 7. Framework D.E.C.I.D.E.4- IDENTIFICAR AS QUESTÕES PRÁTICAS• Identificar questões como: • Usuários: • Escolha e “recrutamento” de usuários que possuam algum conhecimento no domínio (idade, sexo, nível de conhecimento, etc...); • Definição de tarefas que sejam factíveis para os usuários escolhidos; • Quais “agrados” serão propiciados aos usuários? • Em caso de usuários deficientes, facilitar o deslocamento se necessário. Além disso, o tempo de execução da tarefa não pode ser alto. • (...) • Equipamentos e infraestrutura: • Computadores, laboratório, câmeras, papel, gravador, pilhas, etc; • Reserva e preparação do ambiente de teste; • (...) • Restrições de cronograma e orçamento: • Gastos com deslocamento; • Valor da hora do especialista; • Compra de material • (...) • Conhecimento especializado: • Será preciso treinar a equipe de apoio? • Para a análise dos dados, será necessário contratar um estatístico? • (...)
  8. 8. Framework D.E.C.I.D.E.5- DECIDIR COMO LIDAR COM QUESTÕES ÉTICAS• Garantir o anonimato dos participantes.• Em testes de usabilidade, os usuários devem assinar o termo de participação.• No Brasil, os testes devem ser voluntários;• Garantir a segurança e destruição dos arquivos em vídeo;• Os usuários devem saber como e o que está sendo testado (mostrar os equipamentos, salas, apresentar a equipe);• Deixe claro que o usuário pode abandonar o teste quando quiser;• Não zombar das peronas (é sério!!!).
  9. 9. Framework D.E.C.I.D.E.6- AVALIAR, ANALISAR E APRESENTAR OS DADOS• É a realização do teste propriamente dito.• Em estudos de campo, fazer o levantamento e cruzamento de dados coletados;• Em caso de testes de usabilidade, anotar os incidentes e colocá-los em relatório;• Em caso de avaliação heurística, anotar os problemas em uma planilha e atribuir a severidade (após a consolidação das planilhas de cada avaliador).• Identificação das melhorias sugeridas após o teste.
  10. 10. ATIVIDADEPreparação para a avaliação, segundoo framework D.E.C.I.D.E
  11. 11. AVALIAÇÃOHEURÍSTICAA palavra heurística vem da palavra grega Heuriskein, quesignifica descobrir (e que deu origem também ao termo Eureca).
  12. 12. RECAPITULANDO
  13. 13. AVALIANDO A USABILIDADEQuando?As avaliações podem ser aplicadas em diversos momentos do ciclo de vida de um produto. Avaliações formativas (ocorrem em cada ciclo de sprint) Avaliações somativas (ocorrem no final do ciclo, ou mesmo depois)
  14. 14. AVALIAÇÃO HEURÍSTICAJakob Nielsen (1993), em seu livro Usability engineering, propõe um conjunto de dezheurísticas de usabilidade:1. visibilidade e reconhecimento do estado ou contexto atual do sistema;2. compatibilidade com o mundo real;3. controle e liberdade do usuário;4. consistência e padrões;5. prevenção de erros;6. reconhecimento ao invés de memorização;7. flexibilidade e eficiência de uso;8. projeto estético minimalista;9. diagnóstico e correção de erros; e10. ajuda e documentação.As heurísticas, neste caso, são um conjunto de regras e métodosque levam à descoberta e à resolução* de problemas (NIELSEN, 1993).*Leva à resolução, mas não aplica/implementa a resolução dos problemas encontrados.
  15. 15. AVALIAÇÃO HEURÍSTICACaracterísticas:1. É um método rápido e barato para analisar a usabilidade de um produto/website/sistema. (NIELSEN, 2005a; 2005b);2. Destaca-se pela eficiência no levantamento precoce de problemas de usabilidade;3. Dispensa o uso de um laboratório específico e não envolve usuários.4. Recomenda-se que a análise seja realizada por especialistas em usabilidade, porém nada impede que usuários estudem os critérios de avaliação e realizem a análise. (NIELSEN, 2005a; 2005b)5. Nielsen (2005a) diz que o melhor custo benefício para a aplicação desta análise é utilizando entre 3 e 5 avaliadores.
  16. 16. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA1- visibilidade e reconhecimento do estado ou contextoatual do sistema: feedbackO sistema deve sempre informar ao usuário o que está acontecendo,deixando sempre visível o status do sistema a fim de evitar que ousuário fique se sinta perdido.2- compatibilidade com o mundo real: linguagem adequadaO sistema deve utilizar uma linguagem familiar ao usuário e nãofocada em linguagem técnica de difícil compreensão pra os usuários.
  17. 17. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA3- controle e liberdade do usuário: direitos e deveresO usuário deve ter controles sobre o processamento do sistema com apossibilidade de interromper, cancelar ou continuar as tarefas queestão sendo realizadas. Estas ações devem ser antecipadas e as opçõespossíveis no momento devem ser oferecidas ao usuário. 4- consistência e padrões: coerência Os elementos de uma interface são melhores reconhecidos, localizados e utilizados quando sua localização, formato e estética são iguais ou similares em diversas telas de um sistema. BASTIEN; SCAPIN (1993)
  18. 18. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA5- prevenção de erros: restrições e avisosDeve ser feito o máximo para evitar ou reduzir o número de errosocorridos no uso de uma interface e quando eles ocorrerem deve arecuperação do sistema deve ser facilitada. (BASTIEN; SCAPIN, 1993)Se o usuário não pode ou não deve realizar uma ação deve ser feito omaior esforço possível para que ele não consiga fazê-lo. 6- reconhecimento ao invés de memorização; Minimizar a sobrecarga de memória do usuário tornando visíveis objetos, ações e opções. Informações sobre a utilização do sistema devem estar visíveis ou ser facilmente recuperáveis.
  19. 19. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA7- flexibilidade e eficiência de uso;Oferecer aos usuários mais experientes, aceleradores que permitamque as tarefas sejam realizadas mais rapidamente. 8- projeto (design) estético minimalista; Evitar a utilização de informações irrelevantes ou pouco necessárias; Nielsen (2003a) ressalta a importância da estética na percepção e conforto do usuário ao utilizar a interface.
  20. 20. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA8- projeto (design) estético (?) minimalista; @#$%¨&*
  21. 21. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA9- diagnóstico e correção de erros;Ajudar os usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar-se de erros.Ex.: undo e redo10- ajuda e documentação.A documentação pode ser utilizada para melhorar a eficiência de umusuário porém não deve ser necessária para a utilização da interface,pelo menos em suas funções principais (NIELSEN, 2003a, p. 148).RevisãoPara ver mais detalhes sobre cada heurística, acesse a apresentaçãosobre este tema exibida na disciplina Usabilidade:http://www.slideshare.net/alandbh/usabilidade-aula05-processos-heuristicas
  22. 22. AVALIAÇÃOHEURÍSTICAMetodologia
  23. 23. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA - METODOLOGIAAplicaçãoCada avaliador deverá realizar a análise sem contato com os outrosavaliadores, evitando que um avaliador influencie a análise do outro.Os relatos do avaliador podem ser feitos através de relato escrito dosproblemas encontrados (usa-se uma planilha do Excel para isso).O avaliador deve também ter conhecimento sobre o produto e seususuários, podendo assim avaliar como a interface atinge ou tentaatingir as expectativas dos usuários.A avaliação pode ser acompanhada ou não por um observador, quepoderá retirar dúvidas dos avaliadores, explicar sobre ofuncionamento do sistema e sugerir a realização de algumas tarefas.
  24. 24. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA - METODOLOGIAAplicaçãoEm um primeiro momento o avaliador deverá navegar livremente peloproduto/sistema/website (browsing) e relatar os erros que encontra.Sempre que possível o avaliador deve relacionar os erros encontradoscom as heurísticas apresentadas anteriormente.Pode ser solicitado que o avaliador realize alguma tarefas específicasna interface, executando ações julgadas importantes para o produtoou sistema analisado.
  25. 25. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA - METODOLOGIAColeta de dadosO resultado desta primeira etapa da análise será uma lista com todos osproblemas de usabilidade encontrados pelos avaliadores.Este resultado deve ser organizado na forma de uma planilha.Esta planilha, contendo os erros encontrados por todos os avaliadores, seráentregue para cada avaliador para que quantifique o nível do problema.
  26. 26. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA - METODOLOGIAFatores Frequência É um problema comum ou raramente experimentado? Impacto Será fácil ou difícil para os usuários superar o problema? Persistência É um problema que só será experimentado uma vez (usuários conseguem superá-lo uma vez que sabem sobre ele) ou será problema toda vez que for encontrado? Impacto de Certos problemas de usabilidade podem ter um efeito mercado devastador sobre a popularidade do produto, mesmo que sejam objetivamente fáceis de superar.
  27. 27. AVALIAÇÃO HEURÍSTICA - METODOLOGIASeveridade do problemaÉ obtida pela média dos fatores citados anteriormente Não é considerado um problema de usabilidade 0 Problema estético apenas, apenas deve ser reparado se existir tempo disponível no projeto 1 Problema menor de usabilidade, prioridade baixa. 2 Problema maior de usabilidade, sua solução é importante. 3 Catástrofe de usabilidade, indispensável a solução antes do lançamento do projeto. (NIELSEN, 2003a)
  28. 28. HEIN?!?! ?
  29. 29. VALEU!ALAN VASCONCELOS – www.alanvasconcelos.com
  30. 30. BIBLIOGRAFIABASTIEN, J. M. Christian; SCAPIN, Dominique L. Ergonomic criteria for the evaluation of human-computer interfaces. INRIA, 1993.MCINTIRE, Penny. Visual Design for the Modern Web. New Riders, 2008.NIELSEN, Jakob. Projetando Websites. Campus, 2000.NIELSEN, Jakob. Usability Engineering. Academyc Press, 2003a.NIELSEN, Jakob. 2003b. Use it. Disponível em < http://www.useit.com/alertbox/20030825.html >, Acesso em 12 set. 2008.NIELSEN, Jakob. Heuristic Evaluation, 2005a. Disponível em < http://www.useit.com/papers/heuristic/ >. Acesso emSet. 2008.NIELSEN, Jakob. How to conduct a Heuristic Evaluation. 2005b. Disponível em <http://www.useit.com/papers/heuristic/heuristic_evaluation.html >. Acesso em Set. 2008.NIELSEN, Jakob. Heuristics for User Interface Design. 2005c. Disponível em < http://www.useit.com/papers/heuristic/heuristic_list.html>. Acesso em 12 Out. 2008.NIELSEN, Jakob e Loranger, Hoa. Prioritizing Web Usability, New Riders, 2006.

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