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Revista Feed&Food - Boi 777

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O pesquisador do Polo Regional Alta Mogiana, Flávio Dutra de Resende, falou sobre o sistema do Boi 777 em matéria sobre o evento ExpoCorte na edição de dezembro da revista Feed&Food.

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Revista Feed&Food - Boi 777

  1. 1. »um [IFOCDRYE o ÚLTIMO SETE, o ACABAMENTO DO BOI 7-7-7 FLÁVIO DUTEB DE RESENDE DEIXA SUAS CONSIDERÀÇOES SOBRE ESTA FASE ARTHUR RODRIGO RIBEIRO, Dl ARAGUAÍNA H0) orthur@ciasullieditoresxombr raguaína (TO) recebeu em 29 e 30 de outu- bro a 4" etapa anual do consagrado Circuito Expocorte, um even- to que se consolidou na agenda da pecuária ao longo de suas edições. Iniciado em 2012 sensibilizou até o momento mais de i7 mil pecuaristas de Norte a Sul do País. Na edição 2OI5 o mote foi o Boi 7-7-7 que, ao longo das coberturas jornalísti- cas feed&food das etapas, revista oficial do encontro, compartilhamos ao longo do ano o passo a passo da construção deste animal que visa ganhos de 7@ na cria, 7@ na recria e 7@ na engorda. O interesse por parte dos pecuaristas tem sido grande em todas as cidades na quais o Circuito aterrissou, devido a tecnologia inse- rida na busca deste processo que, juntamen- te com o respaldo dos palestrantes, aferem as possibilidades deste caminho. Em outras palavras, há um enorme interesse em produ- zir carne, sensação traduzida nas etapas da seguinte forma: gestão e @/ hectare. Agora e' a vez de explorar os conheci- mentos dos pesquisadores sobre o último sete deste conceito inovador que tende a re- volucionar a forma de produzir animais no País e que pode elevar a régua da qualidade e da remuneração. Mas antes de falar sobre esta fase, é importante salientar que Ara- guaína (TO) surpreendeu positivamente a todos, da organização. passando pelos ex- positores nacionais e regionais, bem como a Secretaria de Agricultura de Araguaína e o Sindicato Rural local. Ao todo foram 1.247 participantes, sendo 90% pecuaris- tas, atrás desta valiosa ferramenta que sur- giu para desafiar o modus operand¡ do atual cenário da pecuária de corte. Etapa que já teve o aval do Sindica- to Rural de Araguaína e da Secretária de Agricultura para realizar a edição de 2016 no município. Para o presidente do Sindicato, Roberto Paulino, o Circuito Ex- pocorte mostrou sua importância e va- lor levando conhecimento para a Região e demais praças próxi- mas a Araguaína. “Na , _ cunrmuno, ediçao de 2014 conta- SECRETÁRIO DE - - _ AGRICULTURADO mos com a participa MUNMPKIFIRMA ção de 900 pessoas, nesse ano saltamos para 1.200. Não abri- mos mais vagas neste ano por uma ques- tão de espaço, mas que será sanado na edição de 2016", adianta. Outro que corrobora este apoio é o Se- cretário de Agricultura do município, Joa- quim Quinta Neto, que enfatizaí oportu- nidade da organizadora, a Verum Eventos (São Paulo/ SP), em confiar e levar para Ara- guaína mais uma etapa da Expocorte. “A Carla Tuccilio da Verum é sempre parcei- ra de primeira hora, ela, juntamente com o sindicato, promove a expansão do conheci- mento e a edição falou em quebra de pa- radigmas na pecuária, a exemplo daqueles APOIO PARA A ETAPA DE 2016 que engordavam um boi de quatro anos e viram que é possível encerrar com 21 @ em 24 meses. Este novo valor, precisa ser acei- to e inserido dentro da comunidade produti- va. Temos que potencializar a produção e a etapa representa isso", alinha. Se a métrica é @ por hectare. o caminho é fazer com que o animal se alimente bem des- de o início, para que ganhe peso e que isso seja revertido em lucro. "O Circuito Expocor- te serve para que pensamentos do passado se- jam refeitos instigando os participantes para as decisões corretas", alinha o secretário.
  2. 2. IOIIRÍO PÀUIINO MOSTROU A FORÇA DO SINDICATO E A DISPOSIÇÃO PARA CONSTRUÇÃO DE UMA PECUÁRIA CADA VEZ MAIS EFICIENTE MAIS DE 1,2 Mll 'RIICIPANTES ~ Rfttíll/ IIQA Nas edições anteriores abordamos as atenções do feto passando pela cria e re- cria. Desta vez reforçamos as considera- ções de um dos autores do Boi 7-7-7, o pesquisador da Agência Paulista de Tec- nologia dos Agronegócios Departamento de Descentralização do Desenvolvimento Polo Regional Alta Mogiana (Apta, Coli- na/ SP), Flávio Dutra de Resende, incumbi- do pelo último passo, a terminação. Primeiramente o pesquisador desta- ca que muitas vezes o boi gordo não é o terminado. Para ele, o sete do fim no confinamento é fácil, mas o desafio é produzi-lo no pasto. Para tanto, ressalva Resende, a nutrição do animal é crescen- te em todas as fases. "Não dá para tra- balha-Ias isoladamente, é necessário es- tabelecer prazo e peso. Apenas por meio desta estratégia é possível ter um plano de crescimento", insere. Mas para isso é preciso certos cuida- dos, pois na produção de animais a pas- to há variações climáticas que merecem atenção na qual o pecuarista deve estar preparado, recorda o pesquisador. “Quan- do se enxerga este modelo o pecuarista passa a trabalhar na curva de crescimento do animal para atingir os últimos sete com gordura de cobertura minima para aten- der as exigências de mercado", observa Resende, já que no Brasil a meta ideal de acabamento de carcaça de gado inteiro é de três a quatro milímetro de gordura, me- diano, em sua avaliação. Por isso, todo cuidado é pouco nesta fase. uma vez que o animal desmamado dentro do conceito sera conduzido para terminação por volta de março/ abriI/ maio, períodos onde os pastos come- çam a piorar principalmente a sua quali- dade. Portanto, o garrote, recém-deixado à qualidade de bezerro, passará a ter uma exigência nutricional ainda mais elevada, com a introdução de mais energia e pro- teína para continuar crescendo. Portanto, a questão que fica é: o pasto continuará fornecendo energia suficiente para as exi- géncias nutricionais deste animal? De acordo com Resende, não. Para isso é necessário cobrir a lacuna das exi- gências de mantença nutricional. "Se o pasto piora o animal terá que fazer um ajuste metabólico às condições de acordo com cada mês de pio- ra dos pastos", acrescenta. Um período no qual ocorre a diminui- ção no tamanho das vísceras do garrote, uma vez que fígado, coração, rim e trato gastrointestinal consomem cerca de 50% da exigência de energia do animal. "Se o pasto não fornece energia, como seu de- sempenho zootécnico manterá esta exi- gência de mantença elevada? ", questiona Resende e responde: "Para conseguir se manter as vísceras reduzem e só será re- gulada após o fornecimento de uma die- ta atenta as necessidades nutricionais, acarretando em um crescimento pro- › TODOS OS PATROCINADORES SATISFEITOS. UM MAR DE GENTE &FOODJOILII 1
  3. 3. BOVMGS porcional das mesmas, gerando na con- fusão no entendimento dos pecuaris- tas que veem a situação como ganho de peso vivo", destaca. A solução, de acordo com estudos da Apta para o conceito do Boi 7-7-7, animais suplementados na recria ganharão menos peso vivo comparado àquele que não foi bem suplementado nessa fase. Momento que. na avaliação do pesquisador, o peso vivo prevalece. ao contrário do que efeti- vamente paga a conta, ou seja, rendimen- to de carcaça, informa. "Por este motivo que o conceito deve ser realizado de for- ma sequencial por meio de plano nutricio- nal crescente", esclarece Resende e Iem- bra que seja nas águas os nas secas quem determinará o suporte para as condiçôes nutricionais do rebanho será o pasto. “O pecuarista não pode achar que o pasto é milagroso e atenderá toda o requerimen- to do lote". adverte. Em outras palavras, a quantidade de ração no cocho, em meio às pastagens, será de acordo com a qualidade de cada pasto para o conceito. Lembrando que, terminação a pasto com ração, sistema que preconiza a terminação do 7-7-7, acar- retará na redução de peso vivo. Portanto, alerta Resende, é importante não confun- dir. Já a maior quantidade de ração no pasto modula o animal para obter ganho de ren- dimento de carcaça para atingir as sete ar- robas na terminação. O gráfico a seguir demonstra lsso. Animais terminados a pasto (curva verde) e terminados em confi~ namento (curva amarela) recebendo a mes- ma quantidade de concentrado (2% peso corporal) foram abatidos com pesos cor- porais distintos, uma diferença de 30 kg, porém quando avaliados em peso de carça- ca, não houve diferenças com peso médio CURVA DE CRESCIMENTO NOSSA PRIMEIRA CONCLUSAO: pnocun¡ TRABALHAR com BOIS ou¡ GANHEM CARCAÇA E MÃO peso vIvo , . FLÁVIO DUTRA DE RESENDE, PESQUISADOR DAAPTA de carcaça de 20@. lsso proporciona uma diferença de rendimento de carcaça final para os animais que foram terminados no pasto (57,5 versus 59,8%). Um dos motivos entre as diferenças no peso corporal e se- melhança no peso da carcaça é proporcio nada pelo tamanho do rúmen que no caso dos animais terminados a pasto era pratica- DE BDVINGS ÊIELORE Terminados em confinamento convencional e pasto. Em ambos os casos o concentrado fornecido era o mesmo Peso corporal (Kg) 45' 425 __ a” . off/ nz 333 ' “fã” P i c r¡ t 4;** as o on namen o 337 as: I Í: - Í I l 21/05 11/05 02/07 23/07 13/08 03/09 24/09 Fmlc: APTÁ 'l O8 mnroooxomu mente a metade do terminado em confina- mento. (Veja foto abaixo) PESO OU ACABAMENTO? Para Resen- de, peso pode ser um engano, pois depende se está no pasto ou no confinamento, uma decisão extremamente importante na qual a métrica se torna determinante. Dados apresentados pelo pesquisador referente ao abate de animais machos inteiros abati- dos em 2013 pelo JBS (São Paulo/ SP) de- monstraram que 87% tinham acabamento ausente ou escasso. De acordo com o pes- quisador, isso demonstra que os animais enviados para o frigorífico estão aquém do padrão necessário, o que em sua avaliação precisavam ser enviados para o confina- mento. "Esse dado do frigorífico baliza o clássico boi sanfona, que tem aumento de vísceras e que passa fome", alerta e acres- centa que há um efeito recente na pecuária nacional que muitos não se deram conta. “Até pouco tempo pensava-se em confina- mentos curtos para se ter maior volume de giro, essa era a recomendação. Hoje houve uma mudança por conta do ágio, que im- pacta no custo da @ produzida. Temos que forro o¡ RUMIN oe ANIMAIS NELORE TERMINADOS EM CONFINAMENTO CONVENClONAL ABATlDOS COM 521 KG (ESQUERDA) E PASTO. ABATIDOS com 492 KG (DlRElTA) I-'otoss ¡Jâl / 3 dnulgaçáo
  4. 4. entender isso. Uma variável importante na tomada de decisão". Estudo da Coan Con- sultoria (Ribeirão Preto/ SP) para o Estado de Tocantins demonstra que para a Região o maior componente para o custo é boi. Segundo Resende, construindo três ce- nários para a etapa de acabamento com boiada de entrada de l3@ considerando o ágio de RS 10,00, 15,00 e 20,00, o pe- cuarista terá que diluir, sequencialmente, R$130,00, R$ 195,00 e R$ 260,00. Por- tanto, para ter um ganho de 5@ em um confinamento curto, pagando um ágio de R$ 20,00. este por s¡ impacta no valor da @ produzida em RS 52,00. "Se a venda do boi estiver na faixa de R5 140,00 os RS 52,00 terão que ser debitados deste valor", insere. Com isso, é mais que necessário, na avaliação de Resende, depositar mais @ no boi para buscar um ágio mais barato, isso, independe se for colocada cinco, seis ou sete arrobas, porque quanto mais caro foi ágio maior será o custo do ágio da @ colocada. Entretanto, para diluir será ne- cessário depositar mais arrobas no animal. "Recomendamos pelo menos 7@ no confina- mento, ou seja, estamos falando em l05 kg de carcaça, que com um confinamento de l05 dias, estamos falando de lkg de ganho médio diário de carcaça". Ele salienta que, na grande parte dos polos pecuários nacio~ nais, os animais não ganham esta quantia no confinamento. "lsso porque estes ani- OUT NOV DEZ JAN DISPONIBILIDADE E QUALIDADE DE FEV MAR ABR MAI mais entram neste estágio com ganhos compensatórios e isso mostra que a recria é mal conduzida", sustenta. Na Apta, informa, um experimento demonstrou que em 60 dias de cocho, em média, os animais ganharam 340 gramas por dia de rúmen, intestino, fígado e cora- ção. E deixa a questão para os pecuaris- tas: “Os senhores comercializam rúmen, intestino, fígado e coração lembrando que o custo da operação de confinamento é cara? ". Em sua opinião, isso comprova que e' inadmissível trabalhar com boi ruim, uma construção que é realizada fora do confinamento. "Na recria, o animal deve chegar pronto para estes desafios", alinha. O outro componente de custo é a dieta na visão da Apta, para isso a necessidade de torna-la mais eficiente. Mas a ref latão neces- sária é saber se o foco é peso vivo ou carcaça produzida. "O que paga o boi e a comida é a carcaça produzida", alinha o pesquisador. Mesmo contendo varias métricas, Re- sende aponta uma como talvez a mais importante: "É necessário saber o consu- mo de Matéria Seca (MS) do lote que está sendo trabalhado", considera. Ha' muitos confinamentos que ainda não tem este tipo de informação. Portanto, é mais que necessário métricas para entender que o que está sendo avaliado é o ganho medio diário de carcaça e, somado a isso, o aca- bamento de carcaça. Sobre este último › FORRAGEM COMPONENTES DE CUSTO DO CONFINAMENTO EM TOCANTINS JUN JUL AGO SET OUT NOV Sanidade Frete 0,14% 1,67% 0275222:' Alimentação 24,48% hmm: .JPTAiai/ .iptmi IM' FAZEM PARTE DO NOSSO DlA-A-DIA CONHECER DESENVOLVER / SURPREENDER ç Nossa missão e estar semprejunto ao cliente e conhecer suas necessidades para oferecer uma ampla linha de soluções que superam suas expectativas. Maximulin PS Amoxmax 75% Maximulin 80 Premium Maxtmulin 10% Premix Lincospecmax Medimax Colimax 50 PS Enmmaxi PS Florlenimax Oximax 50 Florlenimax 40 PS Maxnor 5D Lincomax M Cipmmax 5D Neomax Doxtmax Premium 75% Celmax Doxivet 200 Maxmoxil Curamoxil Ractoniax Colirriax Enmpreniium Naximulin 80 PR Sanimax 500 Sanirnax 800 Sanimax Plus
  5. 5. BOVINOS ele faz um adendo: "Não é mais possível no Brasil a produção de carcaça com acaba- mento ausente ou escassa", tece. Segundo o pesquisador, se o consumidor doméstico co meçar a refugar pela qualidade e falta de pa- drão poderá ocorrer um colapso no comér- cio. "Para quem vamos vender? ", indaga. Para ter ideia, a máxima do tratador de vagão no Brasil é a seguinte: "Trate a vonta- de e não deixa faltar". Mas quando se olha para a pecuária moderna o lema é eficiên- cia. E a conta deve ser a MS consumida por arroba de carcaça produzida. Estudos de 201 l demonstram que 54% dos confina- mentos trabalhavam no sistema "bica cor- rida" sem controlar consumo. “Os números de 2015 são um pouco mais animadores, no qual 74% deles controlam consumo", alinha Resende e completa: "Entretanto tem 30% por aí que não sabe o que está fazendo. O risco para eles e alto". Para estes casos é necessário, opina o pesquisador, atentar-se para MS e Eficiência Biológica (EB), pois a fórmula MS + EB é capaz de diluir o ágio. A pergunta que não cala é: até quan- do devo ficar com o boi no confinamen- to? Pesquisa da Apta dá a resposta para isso: só é possivel um bom acabamento com dias de cocho para a bolada somada a fórmula supracitada. A etapa também foi agraciada com o CARLA TUCCILIO, D| RETORA DA VERUM E J E NTOS. E DIE DE LOUREIRO, MODERADOR DO (ilRCUlTO FXPOCORTE 2015 Leilão Pecuária Solidádia no dia l° de no- vembro como parte oficial da programa- ção. O arremate arrecadou RS 650 mil. Em sua quarta edição o evento destinou R5 l, l milhão para entidades assistenciais que cuidam de pessoas carentes do Estado do Tocantins. iniciado em Gurupi, no ano de 2009, o projeto já foi sediado em Palmas (201 l) e Paraíso do Tocantins (2013). Este ano serão cinco entidades de Ara- guaína beneficiadas com as doações: Banco de Leite Humano do Hospital Dom Orione, Casa de Acolhimento Ana Carolina Tenó- rio, Lar do idoso Cantinho do Vovô, Casa de Passagem “Tra Noi" e Casa das Meninas Ágape. Além delas, serão contemplados projetos sociais de Aparecida de Goiânia (GO), Xinguara (PA), Gurupi, Paraíso, Por- to Nacional, Dois Irmãos e Guaraí (TO). I ARAGDAINR EM NÚMEROS Realizado em 29 e 30 de novembro 1.247 » «- PARTICIPANTES "> ir. ; 0% 'f' C 45' PECUARISTRS ESTADOS BRASILEIROS PRESENTES EXPUSERAM: Minerva Foods, Zoetis, Phibro, DSM lTortuga, DowAgroScienses, Premix. Ouro Fino, Nutron, Bellman, Beckhauser. Mineithal. CRI Genética, ABS Pecplan, Romancini. DeItaGen, Meridional John Deere, Senepol Nova ñda. Caltins. Casale eAgronorte Rações. Fonte: Verum Eventos/ Arade Conrun/ osçéo/

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