Mudanças Climáticas e Pecuária

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Mudanças Climáticas e Pecuária
climate change and sustainability in livestock

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Mudanças Climáticas e Pecuária

  1. 1. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA MUDANÇAS CLIMÁTICAS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA A AGROPECUÁRIA João José Assumpção de Abreu Demarchi [email_address] 04 de dezembro de 2009
  2. 2. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA MUDANÇAS CLIMÁTICAS MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO DO HOMEM / MUDANÇA CULTURAL! CAUSA E EFEITO
  3. 3. Contribuição relativa de GEE de origem antrópica + VAPOR D’ÁGUA {Fator 1} {Fator 300} {Fator 23}
  4. 4. Fontes globais de emissão de metano proveniente de atividades antrópicas
  5. 5. Emissões setoriais de metano no Brasil em 1994 (MCT, 2004)
  6. 6. Emissões no Mundo e no Brasil <ul><li>Emissões de CH 4 no Mundo: </li></ul><ul><ul><li>Fontes Antrópicas: 375 milhões t/ano; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ruminantes: 70 a 100 milhões t/ano (22% de todo CH 4 produzido pela humanidade); </li></ul></ul><ul><li>Rebanhos no Brasil: </li></ul><ul><ul><li>185 milhões de bovinos; </li></ul></ul><ul><ul><li>17 milhões de ovinos; </li></ul></ul><ul><ul><li>11 milhões de caprinos; </li></ul></ul><ul><ul><li>1 milhão búfalos; </li></ul></ul><ul><ul><li>500 mil silvestres. (MCT, 2006) </li></ul></ul>9,4 milhões t CH 4 /ano 2,5% de todo CH 4 produzido pela humanidade
  7. 7. Total: 9,4 milhões de t CH 4 Emissões de CH 4 no Brasil
  8. 8. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>MOTIVAÇÃO? DESAFIO? OPORTUNIDADE? CONFRONTO? </li></ul><ul><li>“ Emissões de metano pelo rebanho bovino são um complicador para o Brasil” </li></ul><ul><li>Jornal O Estado de São Paulo de 23 de outubro de 2009 </li></ul><ul><li> ” Arroto Bovino” – 12% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa </li></ul><ul><li>Jornal O Liberal de 28 de outubro de 2009 </li></ul><ul><li> ” Emissão de GEE sobe 24,6% em 15 anos” </li></ul><ul><li>Jornal O Liberal de 01 de novembro de 2009 </li></ul>
  9. 9. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EQUILÍBRIO! </li></ul><ul><li>SEM ALARMISMO ou TERRORISMO </li></ul><ul><ul><li>A pecuária tem a uma participação importante nas questões ambientais, desmatamento e emissão de metano, mas não é a única nem a mais importante. Foi fundamental na abertura de fronteiras agrícolas e ainda é uma das principais cadeias de produção no Brasil. O tamanho e a produtividade do rebanho são fatores relevantes para geração de empregos, receitas, alimentação humana e impactos ambientais. </li></ul></ul>
  10. 10. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EQUILÍBRIO! </li></ul><ul><li>SEM ACOMODAÇÃO ou OTIMISMO EXAGERADO </li></ul><ul><ul><li>Precisamos nos conscientizar que ainda há necessidade de muitos estudos e pesquisas; melhor levantamento de dados (inventários frequentes e precisos) sobre pastagens, degradação, rebanhos, índices reprodutivos; maior integração entre pesquisadores, instituições de pesquisa e ensino e empresas e que o pecuarista do futuro não será o mesmo de hoje! </li></ul></ul>
  11. 11. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>SUSTENTABILIDADE </li></ul><ul><li>Uma definição simples: </li></ul><ul><li>Produzir com os recursos naturais disponíveis atualmente sem que haja perda destes mesmos recursos para as gerações futuras! </li></ul><ul><li> Necessidade um “distanciamento” para uma melhor visualização e interpretação do sistema de produção como um todo. Visão holística ou sistêmica da cadeia de produção. Integração entre os diversos elos da cadeia! Visão globalizada. </li></ul>
  12. 12. Sorriso, MT Porto Paranaguá, PR Porto Hamburgo, Alemanha Hannover Polônia Carbon footprint VISÃO GLOBALIZADA Berndt, 2009
  13. 13. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EXIGÊNCIAS IZ PELA BUSCA DA SUSTENTABILIDADE </li></ul><ul><li>Equipe multidisciplinar / múltiplas instituições </li></ul><ul><ul><li>INTEGRAÇÃO E POTENCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO : Pesquisadores de outras áreas do conhecimento estão sendo motivados a integrar a equipe (multi-disciplinaridade), bem como especialistas de outras instituições (multi-institucionalidade) para criação de projetos em rede ; </li></ul></ul>
  14. 14. INTEGRAÇÃO ENTRE COORDENADORIAS E SECRETARIAS
  15. 15. INTEGRAÇÃO ENTRE DEPARTAMENTOS OU INSTITUTOS
  16. 16. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EXIGÊNCIAS IZ PELA BUSCA DA SUSTENTABILIDADE </li></ul><ul><li>Equipe multidisciplinar / múltiplas instituições </li></ul><ul><ul><li>2. ESTRUTURAÇÃO DA EQUIPE : pesquisadores dos diversos Centros de Pesquisa do IZ estão sendo motivados a trabalhar em equipe, conscientizados sobre as questões ambientais e treinados para elaborar e conduzir ensaios de pesquisa interligados, com visão sistêmica (cadeias de produção) e de longa duração dentro das metas estabelecidas pelo Plano Diretor; </li></ul></ul>
  17. 17. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EXIGÊNCIAS IZ PELA BUSCA DA SUSTENTABILIDADE </li></ul><ul><li>IZ - Plano Diretor (continuidade / longevidade) </li></ul><ul><ul><li>3. PLANO DIRETOR : Através de discussões internas, consulta a especialistas, workshops semestrais, seminários e consultoria externa está sendo elaborado o Plano Diretor “Pecuária Sustentável 2020” do Centro de Nutrição Animal, Forragicultura e Pastagens para os próximos 10 anos, interagindo com os Centros de Bovinos de Corte, Leite e Ovinos, antecipando-se as demandas e necessidades do agronegócio; </li></ul></ul>
  18. 18. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EXIGÊNCIAS IZ PELA BUSCA DA SUSTENTABILIDADE </li></ul><ul><ul><ul><li>Apoio institucional em diversos níveis hierárquicos </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>4. APOIO INSTITUCIONAL : A direção da instituição têm sido sensibilizada para apoio estrutural (equipamentos, mão-de-obra e infra-estrutura) e financeiro para manutenção dos sistemas de produção e de projetos de longa duração, além da prospecção de demandas junto a iniciativa privada ; </li></ul></ul>
  19. 19. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EXIGÊNCIAS IZ PELA DA BUSCA DA SUSTENTABILIDADE </li></ul><ul><ul><ul><li>Apoio institucional em diversos níveis hierárquicos </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Projeto de Lei: </li></ul></ul><ul><ul><li>POLÍTICA ESTADUAL SOBRE </li></ul></ul><ul><ul><li>MUDANÇAS CLIMÁTICAS </li></ul></ul>
  20. 20. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA <ul><li>EXIGÊNCIAS IZ PELA BUSCA DA SUSTENTABILIDADE </li></ul><ul><ul><ul><li>CAPACITAÇÃO </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>PÓS-GRADUAÇÃO IZ : Fortalecimento da recém criada pós-graduação em: </li></ul></ul><ul><ul><li> PRODUÇÃO ANIMAL SUSTENTÁVEL </li></ul></ul><ul><ul><li>Oportunidade e necessidade de capacitação em todos os níveis (médio / técnico e superior) </li></ul></ul><ul><ul><li>( Senar / FATEC / Fundação Paula Souza ) </li></ul></ul>
  21. 21. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA Programa IZ sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da Pecuária” João José Assumpção de Abreu Demarchi Alexandre Berndt IZ e IAC - APTA AGRIPOINT / EMBRAPA ESALQ e CENA - USP FAPESP / FUNDEPAG / FUNDAG / CNPC / UNESP PROVIMI - NUTRON
  22. 22. OBJETIVOS DO PROGRAMA IZ <ul><ul><li>BALANÇO : Avaliar o balanço (produção e seqüestro) de Gases de Efeito Estufa - GEE (CO 2 , CH 4 e N 2 O) em diferentes sistemas de produção de carne bovina; </li></ul></ul><ul><ul><li>EFEITOS : Identificar e quantificar os efeitos das mudanças climáticas sobre os diferentes componentes dos sistemas de produção (animal, planta, solo e homem); </li></ul></ul><ul><ul><li>MITIGAÇÃO : Identificar ações / tecnologias / procedimentos que reduzam a produção de GEE para cada quilo de carne bovina produzida; </li></ul></ul><ul><ul><li>QUALIDADE e SEGURANÇA ALIMENTAR : Validar normas e procedimentos para garantia de qualidade e rastreabilidade dos produtos gerados e conseqüente certificação das unidades produtoras; </li></ul></ul><ul><ul><li>RENTABILIDADE : Fornecer subsídios para a criação de uma referência técnica que viabilize a comercialização de créditos de carbono em sistemas de produção de carne certificados. </li></ul></ul>
  23. 23. ADAPTAÇÃO DA METODOLOGIA PARA MEDIR METANO ENTÉRICO (SF 6 ) ETAPA 1 - Metodologia
  24. 24. CONSIDERAÇÕES SOBRE NUTRIÇÃO DE RUMINANTES <ul><li>Metano (CH 4 ) é produzido naturalmente: </li></ul><ul><ul><li>Fermentação ruminal (95% ERUCTAÇÃO) </li></ul></ul><ul><ul><li>Decomposição de dejetos; </li></ul></ul><ul><ul><li>O CH 4 é fundamental para remoção de H + do rúmen, evitando intoxicação do animal </li></ul></ul><ul><li>Causa Impacto Ambiental (tamanho Rebanho!); </li></ul><ul><li>Reduz eficiência energética (3 a 15% de perdas); </li></ul><ul><li>Criar vias alternativas de remoção do H + sem reduzir o desempenho animal; </li></ul><ul><li>Ionóforos, glicerol, tanino, saponinas, óleos, gorduras, vacinas e anticorpos policlonais podem reduzir metano entérico, mas também desempenho animal; </li></ul><ul><li>Efeito de interação sobre a produção de metano: </li></ul><ul><ul><li>consumo MS x qualidade dieta x produção animal </li></ul></ul>
  25. 25. Produção de metano na fermentação entérica IPCC, 2006 (Mazza, P., 2009)
  26. 26. <ul><li>MOTIVAÇÃO INICIAL: </li></ul><ul><li>NUTRICIONAL </li></ul><ul><ul><ul><li>EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DA ENERGIA </li></ul></ul></ul><ul><li>AMBIENTAL </li></ul><ul><ul><ul><li>REDUÇÃO DA EMISSÃO DE GEE </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL </li></ul></ul></ul>
  27. 27. METODOLOGIA: <ul><li>Coleta (canga e cabresto) </li></ul><ul><li>Análise (cromatografia) </li></ul><ul><li>Interpretação (análise estatística) </li></ul><ul><li>Modelagem </li></ul>Feedback
  28. 28. Calibração das cápsulas:
  29. 29. Interpretação
  30. 30. Conjunto coletor
  31. 31. Conjunto coletor
  32. 32. Manejo dos Animais no curral
  33. 33. Substituição do conjunto Importância da Doma Racional
  34. 34. Coleta com animais em pastejo
  35. 35. Determinação do Metano e do SF 6 por Cromatografia EMBRAPA Meio Ambiente
  36. 36. QUANTIFICAR E MITIGAR O METANO ENTÉRICO ETAPA 2 – Metano Entérico
  37. 37. MANIPULAÇÃO DAS DIETAS Alimentos e aditivos para redução do metano entérico
  38. 38. <ul><ul><li>Unidade de Fisiologia Digestiva de Ruminantes: </li></ul></ul><ul><ul><li>Série de ensaios para identificar aditivos capazes de aumentar a eficiência do processo de digestão ruminal e uma conseqüente redução da emissão de metano. </li></ul></ul><ul><ul><li> Metano Default do IPCC está coerente, mas há grande variabilidade potencial de manipulação ruminal </li></ul></ul><ul><ul><li>Parcerias: FUNDEPAG, PROVIMI / NUTRON, ALLTECH, EMBRAPA, USP, UNESP, etc. </li></ul></ul>PESQUISAS CONCLUÍDAS OU EM ANDAMENTO - MITIGAÇÃO ENTÉRICA
  39. 39. NRP 1123 - RESULTADOS PARCIAIS Tabela 1. Emissão de metano ruminal por novilhos de corte Nelore, pastejando Brachiaria brizantha durante as quatro estações do ano (90 dias/estação), por peso vivo. Fonte: Adaptado de Demarchi et al. (2003). Obs: PB% - FDN% - DIV%MS, respectivamente, no: 1) inverno (agosto 2002) = 3,3 - 82,1 - 41,4; 2) primavera (dezembro 2002) = 7,8 - 71,5 - 60,4; 3) verão (fevereiro 2003) = 5,4 - 81,6 - 62,5; 4) outono (maio 2003) = 5,6 - 82,5 - 56,0. PV = peso vivo, MSI = matéria seca ingerida, %EBI = Ym = porcentagem de energia bruta ingerida perdida, considerando 4,38 Mcal de energia bruta por kg de MS e 0,01334 Mcal/g CH 4 . Fator de emissão = CH 4 em kg/ano/animal. Dados obtidos em Nova Odessa-SP, latitude 22 o 45’S, longitude 47 o 16’W, altitude 603 m, clima tropical. Default IPCC – 6,5% Default IPCC - 56 23 6,8 0,43 57 157 1,9 7,0 375 Média 23 6,6 0,41 64 174 1,7 7,6 438 Outono 30 9,1 0,54 80 220 1,8 7,3 411 Verão 21 6,3 0,41 48 132 1,9 6,4 333 Primavera 16 5,0 0,34 37 102 2,0 6,5 318 Inverno g/kg de MSI % da EBI g/d/kg de PV kg/ano g/d % do PV kg/d (kg) Dias ------------------- emissão de CH 4 ------------------- ------ MSI ------ PV Tratamento
  40. 41. NRP 1757 - RESULTADOS PARCIAIS Tabela 2. Emissão de metano, por bovinos Nelore machos castrados, em confinamento (gaiolas), com dieta de Brachiaria brizantha em diversos estádios de desenvolvimento. Fonte: Adaptado de Nascimento (2007) Nos 15, 45 e 90 dias, respectivamente: PB 10,7, 4,5 e 4,3%, FDN 70,6, 76,0 e 77,7%, DIVMS 64,2, 63,0 e 63,1%. PV = peso vivo, MSI = matéria seca ingerida, %EBI = Ym = porcentagem de energia bruta ingerida perdida, considerando 4,38 Mcal de energia bruta por kg de MS e 0,01334 Mcal/g CH 4 . Fator de emissão = CH 4 em kg/ano/animal. Dados obtidos em Andradina-SP, latitude 20 o 54’S, longitude 51 o 22’W e altitude de 400m, clima tropical seco, realizado entre setembro e dezembro 2005. 20 7,5 0,33 49 135 1,4 5,5 402 Media 23 9,0 0,34 50 138 1,2 4,7 402 90 20 7,4 0,33 49 134 1,4 5,4 402 45 17 6,2 0,33 49 133 1,6 6,5 402 15 g/kg de MSI % da EBI g/d/kg de PV kg/ano g/d % do PV kg/d (kg) Dias Ciclo ------------------- emissão de CH 4 ------------------- ------ MSI ------ PV Tratamento
  41. 42. NRP 1450 - RESULTADOS PARCIAIS Tabela 3. Emissão de metano, por bovino mestiço macho castrado, com dieta de feno de capim coast-cross, feno de leucena (Leu), com e sem levedura (Lev), em confinamento. Fonte: Adaptado de Possenti (2006). Obs: PB: 17,0% da MS, FDN 70%, DIVMS 63%. PV = peso vivo, MSI = matéria seca ingerida, %EBI = Ym = porcentagem de energia bruta ingerida perdida, energia bruta ingerida, considerando 4,38 Mcal de energia bruta por kg de MS e 0,01334 Mcal/g CH 4 . Fator de emissão = CH 4 em kg/ano/animal. Dados obtidos em Nova Odessa-SP, latitude 22 o 46’S, longitude 47 o 16’W, altitude 561m, clima tropical, realizado entre maio e junho de 2005. 19 5,7 0,17 51 138 0,9 7,4 800 Media 17 5,1 0,16 46 127 0,9 7,6 800 com 50 20 6,4 0,20 57 156 0,9 7,4 800 com 20 19 5,5 0,16 48 131 0,9 7,3 800 sem 50 19 5,8 0,17 51 139 0,9 7,3 800 sem 20   g/kg de MSI % da EBI g/d/kg de PV kg/ano g/d % PV kg/d (kg) Lev Leu%MS ------------------- emissão de CH 4 ------------------- ------ MSI ------ PV Tratamento
  42. 43. RESULTADOS PARCIAIS Tabela 4. Emissão de metano por novilhos Nelore alimentados com silagem de sorgo suplementados com uréia ou com substituição da matéria seca por 60% de concentrado de grãos, em confinamento. Fonte: Adaptado de Oliveira (2005; 2007). Obs.: Silagem com uréia ou concentrado, respectivamente, com: PB: 11,6% e 17,8% da MS, FDN 55,0% e 35,5%, DIVMS 62% e 75%. Sil. = silagem de sorgo; conc. = concentrado energético, com 14% de proteína bruta; PV = peso vivo; MSI = matéria seca ingerida; EBI = Ym = porcentagem de energia bruta ingerida perdida, energia bruta ingerida, considerando 4,38 Mcal de energia bruta por kg de MS e 0,01334 Mcal/g CH 4 . Fator de emissão = CH 4 em kg/ano/animal; DIVMO da silagem de sorgo = 53,7%. Animais com peso de 140 a 310 kg. Médias seguidas de mesmas letras não diferem entre si (P>0,05, Tukey). Dados obtidos em Jaboticabal-SP, latitude 21 o 15’S, longitude 48 o 17’W, altitude 578m, clima tropical. 13 3,8 0,27 22 59 2,2 4,7 215 Media a 12 a 3,5 a 0,32 a 25 a 69 a 2,7 a 5,8 a 214 Sil. + 60% de conc. a 13 a 4,0 b 0,22 a 18 a 49 b 1,7 b 3,6 a 216 Sil. + 1,2% de uréia g/kg de MSI % da EBI g/d/kg de PV kg/ano g/d % do PV kg/d kg ------------------- emissão de CH 4 ------------------- ------ MSI ------ PV Tratamentos
  43. 44. RESULTADOS PRELIMINARES Fonte: Adaptado de Balieiro et al. (2009). Table 6 - Enteric methane emission by bovine (g/h; g/day; kg/year; g/kg of DM) fed with Brachiaria brizantha cv Marandu hay and supplemented with protein-enriched salt and/or sodium monensin. 1 Means in the line with different superscript letters significantly differ from P <0.05 when separated by orthogonal contrasts, M-0 = without sodium monensin; M-160 = 160 mg of sodium monensin; S-0 = without protein supplementation; S-250 = 250 g of protein-enriched salt. 2 P values for the effect of monensin (Mon), effect of the protein supplementation (Prot) and interaction effect (Inter). CV = coefficient variation Sodium monensin reduces methane production and eliminates the ciliate protozoa from the rumen. The protein supplementation increases the protozoa ciliate population and avoids the reduction in dry matter intake caused by monensin. The association between the inputs allows for a reduction in methane production without a reduction in dry matter intake. 0.168 0.177 <0.0001 11.52 19.9 19.9 31.7 40.2 25.8 30.0 19.9 b 35.9 a CH4 kg/year 0.031 0.815 0.0004 26.78 11.5 b 15.7 b 24.3 a 19.1 ab 17.9 17.4 13.6 21.7 CH4 g/kg DM 0.168 0.177 <0.0001 26.78 54.7 54.4 86.9 110.1 70.8 82.3 54.5 b 98.5 a CH4 g/day <0,0002 <0,0001 <0,0001 25,7 5,3 b 3,1 a 6,1 a 5,5 b 5,7 a 4,3 b 4,2 b 5,8 a Kg MS/ dia Inter. Prot Mon CV S-250 S-0 S-250 S-0 S-250 S-0 M-160 M-0 Probabilities 2`` M-160 M-0 Protein Monensin Variável Interactions 1 Main effect 1
  44. 45. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS RESULTADOS <ul><ul><li>ADAPTAÇÃO DA TÉCNICA: A metodologia do SF6 é a única aceita pelo IPCC e foi adaptada com sucesso no BRASIL para bovinos leiteiros e de corte (Manual: Primavesi et al., 2004); </li></ul></ul><ul><ul><li>DESCRÉDITO DE CARBONO : Esses primeiros resultados geram discussões controversas e negativas entre pesquisadores ligados a pecuária, bem como junto a cadeia de carne de um modo geral. Correlação entre aquecimento global e campanhas para redução do consumo de carne! </li></ul></ul><ul><ul><li>EXPRESSÃO DOS RESULTADOS : Os resultados devem ser expressos em quilos de metano por quilo de matéria seca ingerida (digestivel) ou por quilo de produto (carne / leite) – Inventário IPCC: kg CH 4 / animal / ano; </li></ul></ul><ul><ul><li>VARIABILIDADE DOS RESULTADOS : Os resultados da produção de metano entérico são influenciados por inúmeros fatores, principalmente CONSUMO, QUALIDADE DA DIETA, peso vivo, DESEMPENHO PRODUTIVO, raça, sexo, etc.; </li></ul></ul><ul><ul><li>MITIGAÇÃO: Existem várias formas potenciais de mitigação do metano entérico, entretanto, uma visão exclusiva do rúmen pode levar a redução também do consumo e do desempenho animal. </li></ul></ul>
  45. 46. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA MELHORAMENTO GENÉTICO DE BOVINOS PROVA DE GANHO DE PESO CONCEITO DE EFICIÊNCIA ALIMENTAR - CAR PROVA DE DESEMPENHO ANIMAL ANIMAIS SUPERIORES
  46. 47. PESQUISAS EM ANDAMENTO - CAR O projeto espera aumentar o conhecimento sobre o consumo alimentar residual (CAR) e o comportamento alimentar de tourinhos Nelore para que essas características possam ser consideradas nos programas de melhoramento genético dessa raça no Brasil . A seleção para baixo CAR é ainda mais relevante quando são considerados não só os impactos econômicos diretos da redução do consumo de alimentos, como também os efeitos do impacto ambiental da produção de carne pela redução da produção do metano proveniente da fermentação entérica dos ruminantes. CENTRO APTA DE BOVINOS DE CORTE – SERTÃOZINHO, SP. Alexander Razook, Renata Branco e outros (2009)
  47. 48. PESQUISAS EM ANDAMENTO - CAR Médias seguidas da mesma letra, nas linhas, não diferem ( P >0,05) pelo lsmeans ajustadas por Pdiff. (1)GMD: Ganho Médio Diário; CMS: Consumo de Matéria Seca; CA: Conversão Alimentar; CAR: Consumo Alimentar Residual; CV: Coeficiente de Variação Tabela 7 - Características de desempenho de tourinhos Nelore distribuídos nas classes de CAR. <0,001 -4,19E16 0,370 a -0,0002 b -0,335 c CAR (kg/d) 0,013 10,30 128b 132 b 137 a Eficiência alimentar (g ganho/Kg MS) 0,014 11,12 7,90 b 7,65 b 7,32 a CA (kg MS/kg ganho) 0,0013 6,58 102,79 b 101,21 b 97,30 a CMS (g/kg 0,75 )   <0,001 6,46 2,60 a 2,57 a 2,46 b CMS (%PV)   0,498 15,23 6,35 a 6,22 a 6,09 a CMS (kg/d)   0,222 19,5 0,808 a 0,824 a 0,836 a GMD (kg/d)   0,769 15,19 290 a 289 a 296 a Peso final (kg)   0,766 17,14 199 a 196 a 202 a Peso inicial (kg)   --- --- 36 45 40 Número de animais   P CV (%) Alto Médio Baixo Características (1)   Classes de CAR  
  48. 49. PESQUISAS EM ANDAMENTO - CAR Figura 1. Distribuição do consumo de matéria seca (CMS) predito e observado de machos Nelore submetidos à seleção para peso pós-desmame.
  49. 50. PESQUISAS EM ANDAMENTO - CAR A variação genética no consumo de alimentos, após descontadas possíveis diferenças devidas à taxa e composição do ganho de peso, parece ser predominantemente, senão totalmente, explicada por diferenças nos custos energéticos relacionados à mantença por unidade de tamanho metabólico . Os animais com alto CAR demandaram por volta de 12% mais matéria seca para mantença que os animais com baixo consumo alimentar residual , demonstrando que as diferenças observadas no consumo de matéria seca entre os dois grupos podem, ao menos em parte, ser atribuídas às variações na mantença . CENTRO APTA DE BOVINOS DE CORTE – SERTÃOZINHO, SP. Alexander Razook, Renata Branco e outros (2009)
  50. 51. AMPLIAÇÃO DA VISÃO DOS GASES DE EFEITO ESTUFA ETAPA 3 – VISÃO SISTÊMICA
  51. 52. <ul><li>COMPLEXIDADE DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO </li></ul>SOLO CLIMA ANIMAL SUPLEMENTAÇÃO E MANEJO PLANTA FORRAGEIRA ÁGUA
  52. 53. BALANÇO DE GEE, E NÃO SÓ METANO! CH 4 CO 2 N 2 O
  53. 55. <ul><li>VISANDO RESTRINGIR ESSE GRANDE NÚMERO DE VARIÁVEIS: </li></ul><ul><li>AVALIAÇÃO DO BALANÇO DE GASES DE EFEITO ESTUFA (CO 2 , CH 4 E N 2 O) E DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL EM DIFERENTES SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA – recria a engorda </li></ul><ul><li>Coordenação Geral: PqC João José Demarchi </li></ul><ul><li>CPDNAP / LRCAC / IZ / APTA </li></ul>
  54. 56. <ul><ul><li>Unidade de Recria e Engorda a Pasto: </li></ul></ul><ul><ul><li>Série de ensaios para identificar estratégias de manejo capazes de aumentar a eficiência do processo produtivo e uma conseqüente redução da emissão de metano, óxido nitroso e gás carbônico (GEE) por QUILO de produto. </li></ul></ul><ul><ul><li>Parceiros: FAPESP, FAPESP, ESALQ / USP, BML SOL, FUNDEPAG, CNPC e Pecuaristas. </li></ul></ul>PESQUISAS EM ANDAMENTO
  55. 57. <ul><li>NRP 3226 - ACÚMULO DE FORRAGEM E VALOR ALIMENTÍCIO DO CAPIM-MARANDU SUBMETIDO À ESTRATÉGIAS DE PASTEJO ROTATIVO E ADUBAÇÃO NITROGENADA </li></ul><ul><li>Pastagem de B. brizantha cv Marandu; </li></ul><ul><li>4 tratamentos (FATORIAL 2X2); </li></ul><ul><ul><li>2 doses de N (50 e 200kg por ha); </li></ul></ul><ul><ul><li>2 alturas de entrada (25 e 35 cm). </li></ul></ul><ul><li>48 animais “testers” (fixos) </li></ul><ul><li>142 a 450 animais reguladores </li></ul>PESQUISAS EM ANDAMENTO – MANEJO DE PASTAGENS
  56. 58. Resultados de desempenho:
  57. 59. Resultados de Produtividade:
  58. 60. Unidade de Recria e Engorda Bovinos de Corte :
  59. 63. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA ESTRATÉGIA: RECUPERAÇÃO DE PASTAGENS DEGRADADAS SEQUESTRO DE CARBONO E AUMENTO DO ESTOQUE DO SOLO REDUÇÃO DAS EMISSÕES
  60. 64. A degradação da pastagem faz com que haja perda de matéria orgânica do solo, ou emissão de CO 2 para atmosfera. CO 2 CO 2 CO 2 CO 2 Degradação da pastagem Bruno ALVES (2009)
  61. 65. MOS CO 2 C-palha C-raízes Parte aérea A matéria orgânica do solo é o resultado líquido da deposição de resíduos e de sua decomposição.  C SOM = C Ingr – k.(C SOM ) CO 2 CO 2 CO 2 CO 2 CO 2 CO 2 Carbono no solo Coeficiente de decomposição Adaptado de BODDEY (2009) RELAÇÃO C:N (10-12:1)
  62. 66. Cronosseqüências Estoques do Carbono do solo sob pastagens produtivas de Brachiaria spp., e a vegetação nativa 1 Tarré et al (2001) ; 2 Bráz (2005) ; 3 Oliveira et al (2006) ; 4 Santos (2005) ; 5 Silva et al (2004). Adaptado de BODDEY (2009)
  63. 67. Considerações Estoque / Seqüestro de Carbono em Pastagens 1. Existem poucos estudos de longo prazo de pastagens em qualquer região/bioma no Brasil. Resultados deste tipo de estudo são muito mais confiáveis de estudos de cronossequências. 2. Cronossequências podem enganar, e só estudos feitos com os maiores cuidados podem quantificar o potencial de acúmulo de C do solo sob pastagens. 3. Em todos estudos feitos em cronossequências até hoje faltam dados de taxas de lotação e manejo animal. A maioria também não tem informações sobre o número de anos desde seu estabelecimento; 4. Recuperação de pastagens  Seqüestro de carbono é variável e limitado a um determinado período de tempo. 1 Adaptado de Robert BODDEY (2009)
  64. 68. Tempo Carbono do solo Acumulação de C no solo é finita, mas o potencial depende do histórico, textura, clima, produção etc. N 2 O e CH 4 Novo equilíbrio Cumulativas Mais estudos são necessários Adaptado de BODDEY (2009) POTENCIAL: 0,5 a 2,5 t CO2 / ha / ano
  65. 69. Fertilizantes, excretas e resíduos NH 4 + NO 3 - N 2 O N 2 Produção de N 2 O nas pastagens Desnitrificação Redução da aeração do solo Uma molécula produz um efeito estufa igual ao de 310 moléculas de CO 2 Bruno ALVES (2009) Fatores de emissão no Brasil são inferiores ao default do IPCC (1/3)
  66. 70. NO 3 - - Lixiviação Bruno ALVES, 2009 Desnitrificação N 2 O Gás de efeito estufa
  67. 71. Intensificação dos sistemas de produção Suplementação com grãos Redução das emissões Entéricas (CH 4 ) por unidade de produto Aumentos nas emissões de N 2 O Emissões associadas com a fase agrícola Emissões de CH 4 pelos dejetos Biodigestores Integração lavoura-pecuária (Alves, B., 2009)
  68. 72. Instituto de Zootecnia – APTA / SAA Há ainda uma série de questões para serem resolvidas pela pesquisa, e uma série de tecnologias para serem geradas aos produtores. Futuro?
  69. 73. <ul><li>A MITIGAÇÃO DAS EMISSÕES DEPENDE DE: </li></ul><ul><ul><li>Manejo Nutricional; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Maior digestibilidade de forragens (maturidade, MANEJO, conservação, processamento, etc.); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Uso de alimentos concentrados (grãos) e aditivos </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Melhoramento Genético Plantas Forrageiras </li></ul></ul><ul><ul><li>Melhoramento Genético de Animais </li></ul></ul><ul><ul><li>Eficiência Reprodutiva e Zootécnica; </li></ul></ul><ul><ul><li>Sanidade Animal; </li></ul></ul><ul><ul><li>Manejo conservacionista dos solos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Preservação ambiental (poluição, recursos hídricos); </li></ul></ul><ul><ul><li>Preservação e recuperação de florestas / árvores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Integração Agrosilvipastoril </li></ul></ul>
  70. 74. <ul><li>OPORTUNIDADE </li></ul><ul><li>BIODIGESTÃO DE ESTERCO </li></ul><ul><ul><li>Biogás tem 50-70% CH 4 ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Co-geração de energia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aquecimento (boilers and ovens) ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Biofertilizantes ; </li></ul></ul>
  71. 75. <ul><li>OPORTUNIDADES / DESAFIOS </li></ul><ul><li>Créditos de Carbono? </li></ul><ul><li>ISO 14.001:2004? </li></ul><ul><li>Barreiras para exportação? </li></ul><ul><li>Protocolo de Kyoto (COP 15 – DEZ/2009)? </li></ul><ul><li>MDL - Mecanismos de Desenvolvimento Limpo? </li></ul><ul><li>Água virtual? Pegada ou Rastro de Carbono ? </li></ul>
  72. 76. PERPESCTIVAS PARA AS PESQUISAS FUTURAS DO PROGRAMA IZ <ul><ul><li>Construção da Unidade de Confinamento II: </li></ul></ul><ul><ul><li>Construção do novo confinamento anexo a Unidade de Recria e Engorda de Bovinos para possibilitar inclusão do confinamento total nas fases de recria e engorda de bovinos de corte visando redução do ciclo produtivo e mitigação da produção total de metano por quilo carne produzida. </li></ul></ul><ul><ul><li>Avaliação do uso de biodigestores para um melhor manejo de resíduos (fezes e urina) e aproveitamento da produção do metano para geração de energia elétrica. </li></ul></ul>
  73. 77. CONFINAMENTO TOTAL E ESTRATÉGICO Tabela 8. Emissão de metano por novilhos mestiços zebuínos alimentados com silagem de sorgo com substituição crescente da matéria seca por concentrado energético, em confinamento. Fonte: Adaptado de Berchielli et al. (2003), Pedreira (2004), Primavesi et al. (2004c). Concentrado PV ------ MSI ------ ------------------- emissão de CH 4 ------------------- (%) (kg) kg/d % do PV g/d kg/ano g/d/kg de PV % da EBI g/kg de MSI 0 467 A 5,6 C 1,2 c 125 b 46 c 0,27 B 7,3 a 22 a 30 459 A 8,0 B 1,7 b 150 a 55 a 0,33 A 6,2 b 19 b 60 456 A 8,8 A 1,9 a 140 ab 51 b 0,31 a 5,4 c 16 C Media 461 7,4 1,6 138 51 0,30 6,3 19
  74. 78. PERPESCTIVAS PARA AS PESQUISAS FUTURAS DO IZ <ul><ul><li>Manutenção do Programa de Seleção por Ganho de Peso e Eficiência (IZ / Sertãozinho) ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Pós-graduação do IZ em Pecuária Sustentável; </li></ul></ul><ul><ul><li>Projetos de Longa Duração (Estoques de Carbono) </li></ul></ul><ul><ul><li>Introdução de leguminosas (fixação biológica N) </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>(programa específico); </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><li>Integração com Agricultura; </li></ul></ul><ul><ul><li>Integração com Silvicultura e Agricultura </li></ul></ul><ul><ul><li>Avaliação da Fase de Cria (matrizes e bezerros). </li></ul></ul>
  75. 79. Semeadura simultânea da forrageira Milho e braquiária INTEGRAÇÃO AGRICULTURA E PECUÁRIA – PLANTIO DIRETO
  76. 80. INTEGRAÇÃO AGRICULTURA E PECUÁRIA
  77. 81. Produção Integrada (lavoura + pecuária) + floresta PORFÍRIO (2009)
  78. 82. Integração Agrosilvipastoril Qual será o desempenho da planta forrageira (gramínea e leguminosa) nesta nova condição de sombreamento parcial?
  79. 83. Integração Agrosilvipastoril Qual será o desempenho do ANIMAL nesta nova condição de sombreamento parcial? Sanidade? Bem estar?
  80. 84. <ul><li>There is a lot of questions to be answered by research, and a lot of technology to be generated for producers </li></ul>Opportunities : A introdução de árvores cria um segundo nível de sequestro de carbono – ciclos mais longos
  81. 85. PRODUÇÃO INTEGRADA ENTRE BOVINOS E MADEIRA PORFÍRIO (2009)
  82. 86. DESAFIOS DA PECUÁRIA <ul><ul><li>Não derrubar mais nenhuma árvore no Brasil para termos uma pecuária moderna e produtiva. Não pode haver mais especulação com bois e terras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Trabalhar com um marketing agressivo para a cadeia, mas tecnicamente coerente (sem acomodação e sem alarmismo); </li></ul></ul><ul><ul><li>Intensificação e a recuperação de pastagens degradadas são as melhores estratégias para aumentar a produtividade da pecuária e reduzir o impacto ambiental, mesmo sabendo que o seqüestro de carbono é finito (limitado); </li></ul></ul><ul><ul><li>Aplicar o Manual de Boas Práticas Pecuárias para multiplicarmos a produção de carne brasileira com liberação de área para bioenergia e grãos (MELHORIA DO ÍNDICES ZOOTÉCNICOS) </li></ul></ul>
  83. 87. <ul><ul><li>Fomentar a preservação de água (mananciais, margens de rios, aqüíferos, etc.); </li></ul></ul><ul><ul><li>Apresentarmos os resultados de metano em quilos por unidade de produto, já que a unidade kg / animal / ano não inúmeros efeitos (Ótimo Ambiental); </li></ul></ul><ul><ul><li>Seqüestro de carbono no solo é finito, mas ainda temos outras alternativas (ex: silvicultura) </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumentar as pesquisas visando ao aumento da eficiência ruminal e mitigação de metano com visão sistêmica (cadeia de produção); </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumentar as pesquisas de longo prazo para uma melhor avaliação do seqüestro de carbono e balanço de GEE, com ou sem a introdução de leguminosas e a integração agrosilvipastoril. </li></ul></ul>DESAFIOS DA PECUÁRIA
  84. 88. DESAFIOS DA PECUÁRIA <ul><ul><li>O pecuarista do futuro não será o mesmo. </li></ul></ul><ul><ul><li>A diversidade precisa fazer parte de qualquer sistema de produção. </li></ul></ul><ul><ul><li>CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS! </li></ul></ul><ul><ul><li>TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS </li></ul></ul><ul><ul><li>Os ganhos são pequenos em inúmeros pontos do sistema (complexidade do sistema de produção) </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa: Manter sistemas de produção em funcionamento (equipes multidisciplinares e interinstitucionais) para coleta de dados básicos e validação de modelos </li></ul></ul>
  85. 89. Equipe técnica básica: Alexandre Berndt – IZ / SAA Flávia Andrade – IZ / SAA Guilherme Alleoni – IZ / SAA João José Demarchi – IZ / SAA Luciana Gerdes - IZ / SAA Maria Teresa Colozza - IZ / SAA Rosana Possenti – IZ / SAA Sila Carneiro da Silva – ESALQ/USP Magda Lima – EMBRAPA / CNPMA Odo Primavesi – EMBRAPA / CPPSe Rosa Frighetto – EMBRAPA / CNPMA
  86. 90. <ul><ul><li>JOÃO JOSÉ ASSUMPÇÃO DE ABREU DEMARCHI </li></ul></ul><ul><ul><li>[email_address] </li></ul></ul><ul><ul><li>Diretor Técnico de Divisão / CPDNAP </li></ul></ul><ul><ul><li>(19) 3466-9410 / 9479 / 9488 </li></ul></ul><ul><ul><li>ALEXANDRE BERNDT </li></ul></ul><ul><ul><li>[email_address] </li></ul></ul><ul><ul><li>Diretor Técnico de Serviço / LRCAC </li></ul></ul><ul><ul><li>(19) 3466-9429 </li></ul></ul><ul><ul><li>Página institucional: www.iz.sp.gov.br </li></ul></ul>Centro de P&D em Nutrição Animal e Pastagens

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