Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Jornal Correio Popular

10 views

Published on

matéria sobre corrida do café

Published in: Business
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

Jornal Correio Popular

  1. 1. "Vamos permanecer em greve por tempo indeterminado. Estamos aguardando a Prefeitura para conversar." Hortolândia: servidor entra em greve Presidente do Sindicato Morador reclama de sujeira no Cambuí MILTON VIANNA PINTO Moradores do Cambuí recla- mam do lixo acumulado nas calçadas e com a falta de varri- ção das vias, principalmente, nos primeiros dias da semana, decorrente do movimento do bairro nos finais de semana. De acordo com as reclama- ções, constatadas pela reporta- gem do Correio, o bairro, que abriga muitos bares e restau- rantes, é desrespeitado por pes- soas sem educação, que lan- çam pela via pública todo tipo de lixo e sujeira. O problema se agrava com o acúmulo de fo- lhas, transformando calçadas e ruas em cenários de “fim de fes- ta”. Na segundas e terças-fei- ras, sem varrição imediata, o problema fica evidente. Além disso, fezes de animais são deixadas ao ar livre nas cal- çadas, ou, em alguns casos, os saquinhos usados pelos donos para recolher os dejetos são dei- xados próximos a árvores. A po- pulação local já pede há algum tempo por uma atenção maior com o bairro, mas ainda não conseguiram ser atendidos. Carlos Roberto Lopes, dire- tor voluntário de uma creche aqui na cidade e que mora no bairro, diz que a situação é re- corrente, e nada é feito. “A lim- peza de uma cidade é um dos primeiros passos para arrumar um país”, defende o diretor. Segundo ele, a varrição das vias, de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Campi- nas, é precária, além da falta de cuidado dos comerciantes com as calçadas, que devem ser lim- pas por eles, e da falta de edu- cação dos donos inconsequen- tes de animais, que deixam “um legado para os pedestres” na calçada. Uma funcionária da Rua Maria Monteiro, que preferiu não se identificar, disse que ela mesma faz a limpeza das ruas quando a situação ultrapassa o limite do aceitável. “É melhor, porque assim eu posso colabo- rar um pouco com a cidade. Mas sempre jogam lixo de no- vo. É uma questão de educa- ção do povo também”, afir- mou. OUTRO LADO A Prefeitura informou que o Departamento de Limpeza Ur- bana da Secretaria de Serviços Públicos prometeu intensificar a fiscalização da limpeza das ruas do Cambuí, e realizar o serviço conforme for constata- da sujeira. Ainda de acordo com a Administração, isso de- ve acontece ainda essa sema- na. (Beatriz Maineti/Especial para a Agência Ânhanguera) CAMPANHA ||| SALARIAL Daniel de Camargo DA AGÊNCIA ANHANGUERA daniel.camargo@rac.com.br Os servidores públicos de Hor- tolândia deflagraram greve na manhã de ontem. A concentra- ção ocorreu em frente à Prefei- tura, entre 7h e 14h, ocasio- nando a interdição de um tre- cho da Avenida Olívio Frances- chini, no Remanso Campinei- ro. Milton Vianna Pinto, presi- dente do Sindicato dos Traba- lhadores do Serviço Público do Município de Hortolândia (STSPMH), informou que a principal reivindicação é refe- rente ao valor do reajuste sala- rial. A categoria pede aumento de 7% (IPCA mais 5% de au- mento real), enquanto a Pre- feitura aplicou em junho, uma correção de 1,56%. Além disso, os funcionários solici- tam outros benefícios sem cus- to compartilhado. Entre os pe- didos que, segundo o líder sin- dical, vem sendo feitos desde 2008, está a concessão de pla- no odontológico. Pinto diz que hoje haverá um café comunitário as 7h em frente ao Paço Municipal. A partir das 9h, os trabalhado- res sairão em passeata pelas ruas da região central, retor- nando em seguida para o pon- to de partida. “A adesão no pri- meiro dia foi de aproximada- mente 70% dos nossos associa- dos que, atualmente, gira em torno de 1,3 mil trabalhado- res. Somente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgên- cia (Samu) operou normal- mente”, enfatizou. O líder sindical comentou que nas reuniões realizadas antes da paralisação, Pedro Reis Galindo, secretário de Fi- nanças, disse repetidamente que o município não tem con- dições financeiras para aten- der as solicitações. A afirmação é contestada por Araken Lunardi, vice-pre- sidente da Federação dos Sin- dicatos Públicos Municipais do Estado de São Paulo (FEESSPMESP), que apoia mo- bilizações como esta há quase 12 anos. Segundo ele, um documen- to foi protocolado junto ao Executivo, apontando que existe verba disponível. “Fize- mos um levantamento técni- co assinado por contadores e outros profissionais da área com base em dados divulga- dos pela própria Prefeitura no Portal da Transparência”, des- tacou. Mediante essas infor- mações, Lunardi diz que não há outra interpretação para o cenário que não seja a má von- tade da Administração para com os servidores. A reportagem cobrou uma posição da Prefeitura sobre a greve por telefone e por e-mail, mas não obteve retor- no até o fechamento desta edição. Indignação Voz ativa entre os grevistas, Regiane Magalhães, servidora pública há 14 anos, solicitava aos colegas que, ao fim do dia, recolhessem o lixo, não causando transtornos ou pos- sibilitando conotações negati- vas à ação. Indignada, ela aca- lorou o discurso ao ressaltar que, além de trabalhar no mu- nicípio, reside lá. Por isso, diz querer o melhor para Horto- lândia. “É uma vergonha o que es- tá acontecendo”, fala, ao se pronunciar sobre o reajuste concedido. “A gente vê a Pre- feitura beneficiando assesso- res, que custam R$ 11 milhões por ano”, comenta, comple- tando que, enquanto isso, a Saúde sofre com a falta de in- sumos e até papel higiênico. Mobilização Os servidores ficaram aglome- rados em frente à Prefeitura, onde estava parado um carro de som da Central dos Sindica- tos Brasileiros (CSB), que tam- bém apoia o movimento. Além dos discursos, o mesmo servia para manter a atmosfe- ra da greve. Uma faixa refor- çando que a greve era justa foi fixada no alambrado do esta- cionamento. Além disso, al- guns trabalhadores usavam nariz de palhaço, retratando sua repulsa com a situação. Beatriz Maineti ESPECIAL PARA AGÊNCIA ANHANGUERA beatriz.andrade@rac.com.br No próximo domingo, 5, acontece mais uma edição da tradicional Corrida e Ca- minhada do Café e Corrida Kids, a 3ª, na Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômi- co de Campinas (IAC). O evento, que busca trazer de volta a cultura campineira do café, traz muitas novida- des para os participantes e vi- sitantes desta edição, além de proporcionar uma expe- riência aromática e cheia de conhecimento. A corrida, com trajeto de seis quilômetros, percorre pontos históricos da fazen- da, como o corredor de bam- bus, construído pelo Barão Geraldo de Rezende para a fi- lha albina, que não podia se expor ao sol. As inscrições são limita- das, com número máximo de mil atletas, e vão até a pró- xima sexta-feira, 3, ou até o limite ser atingido, e podem ser feitas pelo site www.corri- dadocafe.org.br. Centros de pesquisas A Fazenda Santa Elisa, onde a corrida acontecerá, tem 692 hectares e 14 quilôme- tros de divisas, e abriga sete centros de pesquisa do IAC, os de Café, Grãos, Fibras, Horticultura, Solos, Ecofisio- logia e Biofísica, Fitossanida- de e Recursos Genéticos Ve- getais. No local, ainda, os prédios de pesquisa, administração, laboratórios e estufas são ro- deados por bosques, grama- dos e coleções raras de plan- tas nativas e exóticas, e con- ta com o nascimento do ri- beirão Colombo, afluente do Rio Piracicaba. Os seis quilô- metros de corrida serão per- corridos dentro deste espa- ço, buscando fortalecer os vínculos campineiros com o café, e trazendo mais conhe- cimento sobre essa cultura histórica. A corrida conta ainda com Conceição Geremias, penta- campeã de heptatlo, como madrinha. Considerada um dos principais nomes do atle- tismo brasileiro, Conceição nasceu na histórica Fazenda Santa Elisa, onde, aos 13 anos, começou a dar os pri- meiros passos dentro do es- porte. Seus pais moraram na fa- zenda, onde criaram os oito filhos, sendo Conceição a sexta deles. A atleta se lem- bra de morar no local até por volta de 1977. A atleta ficou conhecida após conquistar a medalha de ouro no heptatlo dos jogos Pan-Americanos em 1983, em Caracas. Entretanto, uma das maio- res novidades da Corrida e Caminhada do Café este ano é a entrega de uma xícara de café comestível, produzida pela MARVI, aos corredores inscritos. Segundo o profes- sor Ali El-Katib, idealizador do Campinas Café Festival, realizador do evento, a xíca- ra é resultado de uma gran- de pesquisa feita pela empre- sa, especializada em fazer “casquinhas” e “cascões” de sorvete. A xícara possui uma cober- tura de chocolate, que se mantém térmica, dá crocân- cia para a “gostosura” e, ao fi- nal, dá um gosto mais doce ao café, e será distribuída pa- ra os participantes inscritos ao fim da prova. “Os partici- pantes poderão correr no centro histórico, terão lazer, irão adquirir conhecimento e, no fim, comerão toda essa história com café”, ilustrou o professor. Denuncie a situação de seu bairro por e-mail, telefone ou redes sociais (19) 99998-9902cidades@rac.com.br Tradicional Corrida do Café acontece no domingo Cidade Reclama facebook.com/CPopular/ VIVÊNCIA ||| HISTÓRICO Categoria pede reajuste de 7% (IPCA mais 5% de aumento); Administração aplicou índice de 1,56% Thomaz Marostegan/Especial para a AAN Movimentação de grevistas em frente à Prefeitura: hoje haverá um café comunitário às 7h em frente ao Paço e, a seguir, uma passeata pelas ruas centrais Concentração em frente à Prefeitura interditou avenida Cedoc/RAC Corredores na edição inaugural do evento: participação cresce a cada ano Thomaz Marostegan/Especial para a AAN Falta de varrição é uma das principais reclamações dos moradores Evento é realizado na Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), e as inscrições estão abertas CORREIO POPULAR A9CIDADES Campinas, terça-feira, 31 de julho de 2018 A9

×