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  1. 1. Paulella contesta posição do especialista Campinas: grupos questionam plantio de 1 milhão de árvores ÁRVORES ||| POLÊMICA Alenita Ramirez DA AGÊNCIA ANHANGUERA alenita.jesus@rac.com.br Lideranças de associações am- bientais e moradores contes- tam o balanço divulgado re- centemente pela Prefeitura de Campinas de que o Muni- cípio plantou mais de 1 mi- lhão de árvores nos últimos cinco anos. Para eles, o cum- primento da meta é duvido- so, já que muitas das mudas plantadas morreram ou fo- ram vandalizadas, sem ter ha- vido reposição. Além disso, se- gundo eles, a Prefeitura tem que mostrar os locais onde houve o plantio e se elas efeti- vamente sobreviveram. “Plan- tar por plantar é fácil. Quero ver provar que estas árvores vingaram”, disse um profes- sor aposentado, cujo nome foi preservado. “É impossível um milhão”, disse o engenhei- ro florestal José Hamilton de Aguirre Júnior, membro da As- sociação Resgate o Cambuí. Para o professor aposenta- do José Carlos Rocha Vieira, há décadas que os vários pre- feitos prometem quantidades absurdas de plantas, porém não há manutenção e cuida- do, especialmente em perío- do de seca. “Desde 2015 eu observo o plantio e conto. Por exemplo, de cada 30 árvo- res que vejo plantadas, 29 morrem. Não apenas por fal- ta de água, mas pela amarra- ção por estaca ser completa- mente errada. Na década de 1960, aprendi com agrôno- mos dos Instituto Agronômi- co de Campinas (IAC), a amarração correta. Tem que ser frouxa na haste para a planta gingar e fortalecer. A amarração da Prefeitura é sempre apertada”, disse, opi- nando que as novas árvores vivas não devem ultrapassar 50 mil. Aguirre Jr. disse que para a meta de 1 milhão de árvores plantadas ser cumprida, são necessários mais de 600 hecta- res de plantio. Para ele, so- mente no Cambuí, em arbori- zação viária, foram plantadas cerca de 600 árvores e isso de- monstra que é muito pouco. “Um milhão é um número que conseguiria se recuperar uma grande área do Municí- pio. Plantar por plantar não garante a sobrevivência das mudas. Elas têm de ser bem plantadas em um berço gene- roso, com matéria orgânica, adubo, insumos, tutores, rega- das, cuidadas, até consegui- rem sobreviver”, disse o enge- nheiro florestal. A área seria mais de 6 mil metros quadrados de plantio, o equivalente, segundo ele, a seis parques Ibirapuera. Além disso, seriam necessários dois anos ou mais de uma boa ma- nutenção, com irrigação. Número oficial A meta foi divulgada no últi- mo dia 25. Na época, o dire- tor de Parques e Jardins, Luis Cláudio Mollo, então secretá- rio interino de Serviços Públi- cos, e o secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvi- mento Sustentável, Rogério Menezes, informaram que a meta foi cumprida em março, graças ao trabalho em conjun- to das duas Pastas. De acordo com os responsáveis, do mon- tante, 376 mil foram por meio do banco de áreas verdes e outras 650 mil por equipes da Secretaria Municipal de Servi- ços Públicos. O plantio maciço começou em 2013 e a meta do prefeito Jonas Donizette (PSB) era con- cluir no começo deste ano. Na década de 1980, o então prefeito Jacó Bittar também chegou a fazer uma campa- nha semelhante, prometendo “um milhão de árvores”. Segundo eles foram recupe- rados 1.170 hectares, entre pra- ças, parques, vias e áreas ver- des. Esse território correspon- dente a 1.099 áreas cadastra- das. Mollo e Menezes frisaram que entre 20% e 25% das árvo- res plantadas sofrem depreda- ção, morrem ou vandalismo. “Temos relatórios men- sais que mostram que foram plantadas mais de um mi- lhão de árvores em Campi- nas e que deste montante, 10% se perdem. Temos uma equipe de 800 pessoas fazen- do a manutenção de área ver- de, cortes de grama, poda de contenção e a rearremate”, disse o secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernes- to Dimas Paulela. “Quem qui- ser ver nossos relatórios e só nos procurar, está tudo docu- mentado. Plantamos muitos ipês na cidade no Inverno, as folhas caem mesmo e dá a impressão de que as árvores estão mortas, mas não”, acrescentou. Segundo Paulella, Campi- nas tem três viveiros, sendo que em um deles produz 80 mil mudas por mês. Os ou- tros dois têm capacidade, juntos, para 120 mil mudas. Eles ficam abertos à visita- ção e também fazem a doa- ção de até seis mudas por pessoa. “Nosso plantio tem custo zero. Além disso tem a parceria do banco de áreas verdes, que as empresas re- põem áreas conforme deter- minado pela Secretaria do Verde”, disse. Engenheiro florestal aponta déficit arbóreo no Cambuí O bairro Cambuí tem um dé- ficit arbóreo de 5.612 exem- plares, segundo avaliação econômica das árvores viá- rias, divulgada pelo enge- nheiro florestal, José Hamil- ton de Aguirre Júnior, duran- te o seminário Interação Universidade e Sociedade, realizado na primeira quin- zena de maio deste ano. O estudo, que começou a ser produzido em 2007, faz par- te da tese de mestrado do es- pecialista. Segundo Aguirre Jr, o cál- culo da defasagem toma por base a Lei Municipal de Ar- borização 11.571/2003. A lei preconiza, pelo menos, uma árvore a cada 10 metros de calçada. Seguindo esse cálcu- lo, segundo o engenheiro flo- restal, deveriam existir nas calçadas do Cambuí pelo me- nos 8.288 árvores. Mas na úl- tima atualização do estudo, de 2017, foi verificado que existem 2.676 plantas entre árvores, arbustos e palmei- ras. “A área do Cambuí é de mais ou menos 84 quilôme- tros linear de calçada”, disse. De acordo com o enge- nheiro, sua tese foi focada no bairro Cambuí, já que ele nasceu e cresceu no local e ao longo dos anos, com as novas construções, a área verde área foi suprimida. “Na época, começamos um trabalho comunitário de edu- cação ambiental e fizemos o plantio de 275 árvores ao lon- go de 11 anos, mas paramos o trabalho por conta de uma determinação da Prefeitura. Sentimos falta desse traba- lho. Era todo voluntário e não tinha nenhum custo”, disse. Aguirre Jr. disse que o mo- vimento plantou espécies co- mo mirindiba-rosa, oiti, ipê- roxo, branco, pau-brasil, en- tre outras. Toda plantação foi feita com técnicas ade- quadas. “Muitas das espé- cies são de tamanho grande por conta da necessidade do bairro. No Cambuí há uma ilha de calor e poluição mui- to grande. Há uma diferença de mais ou menos 7 graus em comparação com o Ta- quaral”, disse. “A arboriza- ção sombreia o asfalto e pro- tege a pavimentação, além de oferecer qualidade de vi- da para os moradores, pois a árvore filtra o ar”, explicou. (AR/AAN) EDUCAÇÃO De acordo com José Hamilton de Aguirre Júnior, deveriam existir nas calçadas do bairro pelo menos 8.288 árvores Um dos três viveiros de Campinas, que ficam abertos à visitação: doação de mudas para a população Árvores plantadas em calçada do Cambuí: especialista indica déficit Inscrições para o vestibular da Unicamp começam hoje As inscrições para o Vestibular 2019 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) começam hoje e deverão ser feitas até o dia 31 deste mês pelo site: http://www.comvest.unicamp.br/. Os candidatos que não foram beneficiados com a isenção precisam pagar uma taxa de R$ 170,00, que validará a participação. A primeira fase será realizada no dia 18 de novembro, e a segunda acontecerá nos dias 13, 14 e 15 de janeiro de 2019. Antes da etapa inicial, haverá provas de habilidades específicas para os interessados nos cursos de música, a serem realizadas em setembro e outubro. Para as demais graduações que exigem avaliações distintas (arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança), os testes serão aplicados no período de 21 a 25 de janeiro do próximo ano. Os contemplados com a isenção da taxa (cerca de 7 mil) devem se atentar e optar pelo formulário específico, que não gera boleto bancário. Apesar de terem recebido o benefício, a inscrição não é automática. A primeira chamada ocorrerá em 11 de fevereiro de 2019. No dia seguinte, poderão ser efetuadas as referentes matrículas sem que seja necessário o comparecimento na instituição, ou seja, pelo site. As demais serão todas in loco. Na manhã de hoje, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) informará as novidades desta edição, abordando, entre outros assuntos, as cotas, o vestibular indígena, e o ingresso via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Reitor da instituição, Marcelo Knobel diz que milhares de jovens e suas famílias começam a viver a expectativa de um momento crucial na vida. “Apesar de relativamente jovem para os padrões mundiais — completou 50 anos em outubro de 2016 — a Unicamp foi classificada recentemente, pelo segundo ano consecutivo, como a melhor universidade latino-americano no prestigiado ranking da revista Times Higher Education (THE), conquistando lugar de destaque entre a elite acadêmica mundial”, destaca. Knobel ressalta também que 93% dos professores atuam em regime de dedicação exclusiva e 99% têm titulação de doutor. Além disso, a universidade “abriga atualmente 8% da pesquisa acadêmica brasileira e 12% da pós-graduação nacional”, diz. O Vestibular 2018 foi a edição com mais inscritos da história da Unicamp, com 83.799 estudantes. (Da Agência Anhanguera) Entidades ambientais alegam que muitas mudas morreram ou foram vandalizadas, sem reposição VESTIBULAR UNICAMP 2019 Inscrições e pagamento da taxa de inscrição 1º/8 a 31/8/2018 Provas de habilidades específicas de música Etapa I – 10 a 17/9/2018 Etapa II 14 e 15/10/2018 1ª fase 18/11/2018 2ª fase 13, 14 e 15/1/2019 Provas de habilidades específicas 21 a 25/1/2019 Divulgação da primeira chamada 11/2/2019 Matrícula (não presencial) da primeira chamada 12/2/2019 Inscrições e pagamento da taxa de inscrição 1º/8 a 31/8/2018 Provas de habilidades específicas de música Etapa I – 10 a 17/9/2018 Etapa II 14 e 15/10/2018 1ª fase 18/11/2018 2ª fase 13, 14 e 15/1/2019 Provas de habilidades específicas 21 a 25/1/2019 Divulgação da primeira chamada 11/2/2019 Matrícula (não presencial) da primeira chamada 12/2/2019 Editoria de Arte/AAN Divulgação Thomaz Marostegan/Especial para a AAN Prefeitura é desafiada a provar que as plantas resistiram O secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Dimas Paulella, contesta a posição do engenheiro florestal José Hamilton de Aguirre Júnior e afirma que não há mais espaço para plantio de árvores no Cambuí. “Não restou mais nenhum local para plantio em calçada. Plantamos em dois anos neste bairro, 1,8 mil mudas. Eu acredito que por lá existem cerca de cinco mil árvores adultas. Toda a técnica usada no nosso plantio consta no Guia de Arborização Urbana, da Lei Municipal de 2008”, frisou Paulella. “É extremamente importante a arborização e não precisa ser grande, ela tem que ser adequada para cada local”, disse. (AR/ANN) CORREIO POPULAR A9CIDADES Campinas, quarta-feira, 1º de agosto de 2018 A9

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