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Introdução da cultura da oliveira no Brasil                                                      Juliana Rolim Salomé TERA...
ABSTRACT             The olive tree is a functional plant of agricultural system in many countries and has     considerabl...
2. Material e Métodos       Para o levantamento histórico da introdução da cultura no Brasil foram consultadasliteraturas ...
4. Conclusões      Apesar de certas regiões do país possuírem as condições ideais para o desenvolvimentoda olivicultura, h...
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Introdução da cultura da oliveira no Brasil

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Introdução da cultura da oliveira no Brasil
Juliana Rolim Salomé TERAMOTO (1)
Edna Ivani BERTONCINI (2)
Angelica Prela PANTANO (3)

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Introdução da cultura da oliveira no Brasil

  1. 1. Introdução da cultura da oliveira no Brasil Juliana Rolim Salomé TERAMOTO (1) Edna Ivani BERTONCINI (2) Angelica Prela PANTANO (3) RESUMO A oliveira é uma planta funcional do sistema agrícola de muitos países e adquiriu uma grande importância sócio-económica ao longo dos séculos. A origem da oliveira está perdida no tempo, coincidindo e misturando-se com o desenvolvimento das civilizações do Mediterrâneo. A oliveira chegou ao Brasil há muitos séculos, trazida por imigrantes europeus. Pelo seu simbolismo, era muito comum encontrá-las próximas a igrejas e capelas durante o período do Brasil Colônia. Atualmente pode-se notar o desenvolvimento da cultura em vários estados: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e alguns Estados do Nordeste brasileiro.Apesar de certas regiões do país possuírem as condições ideais para o desenvolvimento da olivicultura, hoje o país é dependente da importação para abastecimento interno. Algumas experiências positivas com a produção do azeite brasileiro podem ser encontradas, mas ainda são ações isoladas de alguns produtores pioneiros. Palavras-chave: Produção de oliveira, Brasil, histórico.(1) Pesquisadora Científica, Instituto Agronômico, Centro de Horticultura, Seção de Plantas Aromáticas eMedicinais. E-mail: juliana@iac.sp.gov.br(2) Pesquisadora Científica, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Polo Centro Sul.(3) Pesquisadora Científica, Instituto Agronômico de Campinas, Centro de Climatologia.
  2. 2. ABSTRACT The olive tree is a functional plant of agricultural system in many countries and has considerable social and economic importance over the centuries. The origin of the olive tree is lost in time, coinciding and mingling with the development of Mediterranean civilizations. The olive tree arrived in Brazil for centuries, brought by European immigrants. At its symbolism, was very common to find them close to churches and chapels throughout the period of colonial Brazil. Today you may notice the development of culture in various states: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sao Paulo, Santa Catarina and some northeastern states brasileiro. Although certain regions of the country offers ideal conditions for the development of olive growing, today the country is dependent on imports to domestic supply. Some positive experiences with the Brazilian oil production can be found, but are still isolated actions of a few pioneering farmers. Key words: Olive production , Brazil, history. 1. Introdução Historicamente acredita-se que a oliveira seja originária do sul do Cáucaso, das planíci-es altas do Irã e do litoral mediterrâneo da Síria e Palestina, tendo se expandido posteriormen-te para o restante do Mediterrâneo. No Egito foi encontrada a mais antiga referência à oliveiraregistrada num papiro do século 16 aC. Foi também durante o século 16 aC que os fenícioscomeçaram a divulgar o azeite de oliva nas Ilhas Gregas, depois introduzi-lo ao continentegrego entre os séculos 14 e 12 aC, onde seu cultivo aumentou e ganhou grande importânciano século 4 aC, quando foi regulamentado o plantio de olivas nestas regiões (Bontempo, 2008).Gregos e fenícios atravessaram o mar Mediterrâneo com as oliveiras e o azeite de oliva entreoutros produtos, negociando principalmente com países como a Itália, França Espanha e Áfri-ca. A viagem da oliveira avançou pelo Mediterrâneo Ocidental por mão dos gregos e a disse-minação atingiu a Península Ibérica, admitindo-se que o plantio assim entrasse em áreas queviria a ser Portugal, sendo a presença da oliveira atestada pelo ano de 2000 aC. A expansãoultramarina nos séculos XV e XVI teve, entre outros significados, a abertura a uma vastidão demercados em latitudes em que a oliveira não ainda dava, como a Índia e Brasil, razão propiciapara o incremento da extensão da área de cultivo. A oliveira chegou ao Brasil há muitos sécu-los, trazida por imigrantes europeus. Pelo seu simbolismo, era muito comum encontra-las pró-ximas a igrejas e capelas durante o período do Brasil Colônia. Quando o país começou aapresentar uma pequena produção, a família real, com medo de que o produto da colôniaconcorresse com o da metrópole portuguesa, ordenou o corte das árvores. Este fato impediuque a olivicultura tomasse grande impulso, e mais, os negociantes importadores portugueses,fizeram os brasileiros acreditarem na impossibilidade de ter bons olivais e por muito tempo opaís só conhecia azeites e azeitonas que vinham de Portugal. Assim passamos a desprezar acultura por um longo período.20 Documentos, IAC, 101, 2011
  3. 3. 2. Material e Métodos Para o levantamento histórico da introdução da cultura no Brasil foram consultadasliteraturas da área, bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foramrealizadas visitas técnicas à Portugal (Casa do Azeite), à Itália (ASSAM- Agência para Seviçosno Setor Agroalimentar de Marche) e à algumas regiões do Brasil (São Bento do Sapucaí,Santa Maria da Fé). 3. Resultados e Discussão Apesar da descrença no cultivo da oliveira no período colonial, novo crescimento dacultura só foi percebido após 1945, com o aumento das imigrações européias após a 2.ªGuerra Mundial. Foi mais ou menos nessa época que as primeiras oliveiras apareceram noSul de Minas Gerais, pela iniciativa de pequenos produtores da região. O Eng.agronomo DelMazo, entre as décadas 50 e 60 (Gomes, 1979) percorreu o Brasil a procura de oliveiras eencontrou-as em vários estados entre eles São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande doSul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Maranhão (Gomes, 1979). Felizmente asituação mudou no país e tivemos alguns pioneiros que contribuíram para o desenvolvimentoda cultura. Atualmente em Minas Gerais com auxílio das pesquisas da EPAMIG – Empresa dePesquisa e Agropecuária de Minas Gerais há produção de azeitonas e azeite de oliva noestado. O cultivo está sendo conduzido em 400 ha, com 200.000 plantas cultivadas em 50municípios em 70 propriedades rurais. Em 2008, a EPAMIG registrou 33 cultivares junto aoMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, pedindo em 2009 o pedido deproteção a quatro delas junto ao Serviço Nacional de Proteção de Cultivares. Para certificar obanco de germoplasma, está realizando o mapeamento genético de 60 cultivares na Unidadede Biologia Molecular de Caldas Novas (Vieira Neto, 2010). Em Santa Catarina os estudoscom oliveiras estão sendo conduzidos pela Epagri - Empresa de Pesquisa Agropecuária eExtensão Rural de Santa Catarina. No estado do Rio Grande do Sul, em 2005, a EmbrapaClima Temperado aprovou o projeto de pesquisa e desenvolvimento denominado: Introduçãoe desempenho agronômico de cultivares de oliveira no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina,que implantou 25 unidades experimentais de observação no estado. A área paulista de plantiode oliveiras esta sob a influência da EPAMIG e sob a coordenação da CATI de São Bento deSapucaí abrange mais de 15 municípios. No ano de 2009, a APTA-Agência Paulista deTecnologia dos Agronegócios, orgão de pesquisa da Secretaria da Agricultura e Abastecimentodo Estado de São Paulo, em função de inúmeras consultas recebidas de novos olivicultores einvestidores no setor, solicitou levantamento de demanda de pesquisa para o setor. Nestemesmo ano, uma equipe formada por pesquisadores de diversos centros da Instituiçãoelaboraram um projeto denominado Oliva SP para estudo de todas as etapas da cadeiaprodutiva da cultura.Documentos, IAC, 101, 2011 21
  4. 4. 4. Conclusões Apesar de certas regiões do país possuírem as condições ideais para o desenvolvimentoda olivicultura, hoje o país é dependente da importação para abastecimento interno. ReferênciasBONTEMPO, M. Azeite de oliva: sabor, estética e saúde. Editora Alaúde, 2008, 148p.GOMES, P. A olivicultura no Brasil. Edições melhoramentos, 1979, 208p.VIERA NETO, J. OLIVICULTURA: Situação e Resultados de Pesquisas em Minas Gerais. In:1º Simpósio Mineiro de Olivicultura, Itajubá, MG, 2010, CD-ROM.22 Documentos, IAC, 101, 2011

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