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Fungo de castanhas pode originar antimicótico

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A pesquisadora do ITAL, Marta Hiromi Taniwaki, concedeu entrevista sobre a descoberta do fungo Penicillium excelsum, que possui potencial para ser utilizado na fabricação de medicamentos de combate a infecções causadas por micro-organismos, em castanhas-do-pará para matéria publicada no Diário Oficial, em 20 de julho de 2016. A pesquisadora, Beatriz Iamanaka, mestranda, Adriana Raquel da Silva, e a doutoranda, Raquel Facco Stefanello, foram citadas.

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Fungo de castanhas pode originar antimicótico

  1. 1. Diário Oficial Poder Executivo - Seção III – São Paulo, 126 (134) quarta-feira, 20 de julho de 2016 Descoberto recentemente, organismo pertence ao ambiente amazônico, região na qual quase não há registro da presença dessas espécies descritas na literatura científica ma pesquisa realizada com amos- tras de castanha-do-pará no Insti- tuto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas, detectou a pre- sença do fungo Penicillium excel- sum, que revela potencial para ser utilizado na fabricação de antimicó- ticos – medicamentos de combate a infecções causadas por alguns mi- cro-organismos. O fungo pertence ao mesmo gênero que originou a penicilina, descoberta em 1928 pelo médico escocês Alexander Fleming, até hoje considerada uma das subs- tâncias mais importantes na preser- vação de vidas. SERVIÇO • O artigo da pesquisadora Marta Hiromi Taniwaki sobre o fungo Peniccillium excelsum foi publicado na revista científica Plos one e pode ser conferido no link http://bit.ly/29xX5rS • Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) Av. Brasil, 2.880 – Campinas Telefone (19) 3743-1737 Site www.ital.sp.gov.br O laboratório de microbiologia do Centro de Ciência e Qualidade de Alimen- tos, do Ital, onde a pesquisadora Marta Hiromi Taniwaki trabalha, é uma verda- deira escola onde são ensinadas técnicas de qualidade de alimentos. Atualmente, jovens vindas de cursos de ciências bioló- gicas, ciências farmacêuticas e engenharia de alimentos fazem estágio, mestrado e doutorado no local. Além de Marta, há mais uma pesquisadora do Ital, a enge- nheira de alimentos Beatriz Iamanaka. A bióloga Adriana Raquel da Silva faz mestrado no laboratório. Ela pes- quisa a presença de toxinas de fun- gos na pimenta-preta. “Espero con- cluir meu trabalho no ano que vem”, diz Adriana. A química Raquel Facco Stefanello vai defender seu doutora- do com a pesquisa sobre como fazer panetone com fermento natural e “sem conservantes” para prevenir o cresci- mento de fungos no alimento. Raquel veio de Santa Maria (RS) e quer chegar à formula de um panetone que tenha pelo menos seis meses de vali- dade. A biomédica Aline Katsurayama pretende concluir seu mestrado no ano que vem. Seu foco de estudo é a presença de microtoxinas e fungos no arroz. Educação emite certificados digitais Professores da rede estadual de en- sino que participaram de cursos na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores (Efap) podem obter seus cer- tificados de forma digital. Basta seguir os seguintes passos: entrar no site da Efap (http://goo.gl/n9yJeh); na primeira pá- gina, acessar a aba Central de Serviços; escolher o link da opção Histórico de Participações; após digitar login e senha, entrar na área exclusiva de participante. Nesse espaço, vão estar disponíveis todos os cursos com aproveitamento e frequên- cia, além do resultado final na qualidade de Aprovado ou Reprovado. Os aprovados poderão visualizar e imprimir o certificado, que possui um código de validação para ser consul- tado a qualquer momento. Mais infor- mações estão disponíveis na intranet da Educação: http://www.intranet.educa- cao.sp.gov.br/. 12º Encontro USP Escola, até sexta-feira, dia 22 O Instituto de Física da Univer- sidade de São Paulo (IF-USP) realiza até sexta-feira, 22, em várias unidades do Câmpus do Butantã, o 12º Encontro USP Escola, evento direcionado à atua- lização e à formação de professores. Segundo a coordenadora, docente do instituto Vera Bohomoletz Henriques, a realização do evento, que sempre ocorre nas férias, objetiva oferecer mais oportunidades para os professores par- ticiparem de debates e se capacitar. “Nas avaliações de encontros anterio- res, os docentes apontaram a neces- sidade de ampliar a oferta de cursos. Uma das preocupações da coordenação foi articular, com a direção do Instituto de Física, parcerias para que houvesse maior oferta”, informa. Por isso, além do IF-USP, partici- pam dessa edição o Instituto de Química, o Instituto de Ciências Biomédicas, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, o Museu de Arte Contem- porânea e o Instituto de Geociências. O encontro prossegue com palestras varia- das, entre as quais Direitos humanos nas escolas e Práticas inovadoras na sala de aula, assim como cursos e oficinas sobre cinema de animação, literatura de cor- del, desenho, robótica como instrumento educacional e ensino de inglês. A progra- mação completa está disponível em http://portal.if.usp.br/extensao. 156 vagas para pessoas com deficiência física O programa Emprega São Paulo/ Mais Emprego, agência de intermedia- ção gratuita de mão de obra gerenciada pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece, nesta semana, 156 vagas de trabalho para pessoas com deficiência e reabilitados pelo INSS nas regiões de Franca e Marília. O candidato deve acessar https:// goo.gl/UHE9v, criar login e senha e, em seguida, informar os dados solicitados. Outra opção é comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS e carteira de trabalho. O cadastramento do empregador também poderá ser feito no site do programa ou no PAT. Para oferecer vagas no sistema, a empresa deve apresentar CNPJ, razão social, endereço e o nome do solicitante. Fungo de castanhas pode originar antimicótico O trabalho é conduzido pela bióloga e pesquisadora científica Marta Hiromi Taniwaki, no labo- ratório de microbiologia do Cen- tro de Ciência e Qualidade de Ali- mentos do Ital, entidade vinculada à Secretaria Estadual de Agricul- tura e Abastecimento. Marta trabalha na identifica- ção de fungos e substâncias cha- madas toxinas da castanha; essa espécie de Penicillium não havia sido descrita até então. Existem no mundo aproximadamente 350 espé- cies de Peniccillium conhecidas. A que foi descoberta por Fleming é a Notatum. Marta publicou seus estu- dos, em inglês, na revista científica internacional Plos one, em dezem- bro último (ver serviço). “Mas con- tinuo fazendo minhas pesquisas com as castanhas”, ressalva. O fungo recém-descoberto, informa a pesquisadora, está presente em todo o ecossistema das castanheiras na região Amazônica, para onde a bióloga fez inúme- ras viagens em busca das sementes e para saber como são colhidas. “Conheci também as pessoas que trabalham no ramo, ainda de maneira extrativista.” SeuestudorecebeuoapoiodoPrograma dePesquisasemCaracterização,Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (Biota), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),doMinistériodaCiência,Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC). Abelhas – Além das castanhas, o Penicillium também é encontrado nas folhas da castanheira, cascas da semente, nas flores e no solo próximo da árvore, que pode atingir até 60 metros de altura e viver por quase 500 anos. A produção de casta- nhas tem início após 12 anos do plantio. “Encontramos o fungo até mesmo nas abe- lhas que polinizam a flor da planta e tam- bém nas formigas que vivem na árvore”, observa a pesquisadora. A formação das substâncias, chama- das toxinas, pelos fungos nas castanhas, se deve às condições de umidade na floresta e ao tempo de estocagem até as sementes atingirem um nível seguro de umidade. Castanhas que são logo secas à temperatu- ra de 60ºC e mantidas em estoques apro- priados apresentam menos fungos e menor possibilidade de conter toxinas. Marta observa que os fungos perten- centes ao ecossistema amazônico são pouco descritos na literatura científica mundial. Ela calcula que somente 5% desses micro- -organismos foram estudados até agora, sobretudo por pesquisadores estrangeiros. Referência – O Ital realiza ativida- des de pesquisa, desenvolvimento, assis- tência tecnológica, inovação e difusão do conhecimento nas áreas de embalagem e de transformação, conservação e seguran- ça de alimentos e bebidas. Nos seus cen- tros de tecnologia e pesquisa, destacam-se os estudos de carnes, cereais e chocolates, laticínios, frutas e hortaliças e o desenvol- vimento de novas embalagens. Fundado em 1963, o instituto é referência no seu setor de atuação e recebe visitas de pesquisadores do mundo todo. Otávio Nunes Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial U Ensino de técnicas de qualidade de alimentos FOTOS:PAULOCESARDASILVA Estudo no laboratório do Ital é conduzido pela bióloga e pesquisadora Marta Hiromi Taniwaki Raquel – Prevenção de fungos em alimentos Aline – Estuda microtoxinas e fungos no arroz Castanhas – Presença do Penicillium excelsum A IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO SA garante a autenticidade deste documento quando visualizado diretamente no portal www.imprensaoficial.com.br quarta-feira, 20 de julho de 2016 às 03:48:09.

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