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Correio popular, 6/8

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Matéria corrida do café

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Correio popular, 6/8

  1. 1. Casal veio de Minas para correr no ‘dia inesquecível’ "O café é o alimento saudável mais consumido pelos brasileiros" Ex-atleta, madrinha do evento ALI EL-KHATIB Professor e estudioso do café CONCEIÇÃO GEREMIAS Corrida do Café leva mil a fazenda Daniel de Camargo DA AGÊNCIA ANHANGUERA daniel.camargo@rac.com.br A 3ª Edição da Corrida e Ca- minhada do Café fez cerca de mil pessoas levantarem mais cedo no domingo. O evento foi realizado na Fazenda San- ta Elisa, conhecido centro de pesquisas do Instituto Agro- nômico de Campinas (IAC), localizado na Avenida Dr. Theodureto de Almeida Ca- margo, no Jardim Nossa Sra. Auxiliadora. O número de participan- tes foi informado por Ali El- Khatib, do Campinas Café Festival, instituição responsá- vel por organizar a prova. Se- gundo ele, aproximadamente 430 pessoas percorreram os seis quilômetros. Deles, 383 realizaram a inscrição de for- ma antecipada. Para ele, o acontecimento já está perpetuado no calen- dário da cidade. "Fizemos as edições anteriores e essa se transformou numa festa. Pe- gou! Uma festa em prol da saúde", disse, completando que o objetivo principal é "melhorar a qualidade de vi- da das pessoas". El-Khatib enfatiza que a corrida alia esporte, educa- ção, história, lazer e saúde. Por todas essas razões, o te- ma do evento é "Café - O aro- ma do conhecimento e o sa- bor da felicidade". E quem passou pela fazen- da nesta manhã de domingo tinha mesmo a alegria estam- pada na cara. Experiência pra ficar na memória. A sensibilidade dos organi- zadores foi demonstrada na escolha da madrinha do even- to: Conceição Geremias. Com três participações em olimpíadas, a ex-atleta é tida como um dos maiores no- mes do atletismo nacional. Nascida na Fazenda Santa Eli- sa, ela manifestava um con- tentamento ímpar. "Conheço cada palmo desse lugar. Es- tou muito emocionada. Tudo isso está mexendo comigo", disse, completando que, pela sua relação com o espaço, não havia possibilidade de que outra pessoa ocupasse o posto. Os primeiros passos no es- porte foram dados lá, quan- do Conceição tinha apenas 13 anos. Atualmente com 62, ela viveu seu auge ao con- quistar a medalha de ouro no heptatlo dos Jogos Pan-Ame- ricanos de 1983, em Caracas, na Venezuela. Apesar da ida- de, ela diz que foi uma pena não ter participado da corri- da ontem. "Eu sou velocista e não uma corredora de resis- tência", explica. Porém, ela não descarta a possibilidade de se preparar para a edição 2019. Atrações Os participantes percorreram trechos com plantações de café, passando por um corre- dor formado por um bambu- zal histórico, plantado pelo Barão Geraldo de Rezende - antigo proprietário das terras - para sua filha. A menina era albina, e não podia tomar sol quando pas- seava pelo trecho. Mas, além disso, os corre- dores e seus parentes pude- ram desfrutar de diversas atra- ções e serviços. Profissionais do Centro de Oncologia de Campinas (COC), por exem- plo, realizaram exames e in- formaram sobre a prevenção do câncer. Já o Studio Dani Camargo, com sede no Jardim Guanaba- ra, fez uma performance da dança do ventre. Osteopatia Antes e depois da corrida e ca- minhada, os atletas (profissio- nais ou não) contaram com sessões de osteopatia, para alívio de possíveis dores. Os atendimentos ficaram a cargo de fisioterapeutas, alunos da especialização na Escuela de Osteopatía de Madrid Brasil (EOM Brasil). Ao todo, havia cinco ma- cas para auxílios simultâ- neos. Cada assistência dura- va, em média, 20 minutos. Cláudia Castelli Zocca super- visionou os atendimentos. "A osteopatia tem crescido mui- to no meio esportivo, tanto para tratamento como para prevenção de lesões", disse a fisioterapeuta, completando que a instituição ofereceu aos corredores a possibilidade de conhecerem a especialidade em sessões mais rápidas do que num tratamento comple- to, mas que foram capazes de trazer benefícios a eles. CULTURA, ESPORTE E LAZER ||| EVENTO "Esse evento me faz lembrar da infância, andando por todo lado e colhendo café" Valquíria e Henrique, de Três Pontas : 350 quilômetros de estrada 18 Participantes da corrida logo após a largada: trajeto da prova incluiu as trilhas cascalhadas e caminhos de terra batida, entre os cafezais e sob o bambuzal histórico da gleba O idealizador Ali El-Khatib e a supercampeã Conceição Geremias O lugar mais alto do pódio, corou dois campineiros, tanto na categoria masculina, quanto na feminina. Primeira entre as mulheres, Carol Furriela, atleta profissional de 28 anos, ressalta que a competição foi prazerosa, devido ao seu ambiente. Triatleta, ela explicou que o percurso, composto por cascalho em seu início, assustou um pouco. Isso, porque está acostumada a correr no asfalto. Carol analisa, entretanto, que seu desempenho melhorou nos trechos de terra batida. "Tentei colocar um ritmo forte desde o começo", disse. “Foi um treino de alto nível para outras competições.” Campeão entre os homens, Matheus Felipe da Silva, vendedor de 18 anos, era só sorrisos depois da prova. Ele participou da edição 2017, tendo terminado em 7º lugar. "Estou satisfeito com a minha evolução", destacou. Segundo o jovem, ele não foi muito veloz na largada, uma vez que tinha muita gente. Porém, revela ter assumido a liderança depois de um quilômetro, mantendo a ponta até a linha de chegada. Todos os participantes receberam medalhas e os cinco primeiros colocados de cada categoria tiveram direito a troféus. (DC/AAN) Se inscreveram para a Corrida Kids, com percurso de 50 metros. Prova disputada pelas alamedas da Santa Elisa vai se tornando tradição na agenda esportiva Fotos: Divulgação/Roncon & Graça Comunicações Tendas organizaram exames médicos e sessões de fisioterapia CRIANÇAS OS VENCEDORES A integração com a natureza proporcionada pela prova motivou Dario Henrique Botrel a percorrer os 350 km que ligam Três Pontas, no Sul de Minas, a Campinas. O engenheiro agrônomo, de 31 anos, chegou à cidade no sábado, acompanhando da esposa Valquíria Cruz. Participando pela primeira vez do evento, ele contou que produz café. Nas horas vagas procura praticar esportes. Engajado na questão ambiental devido à sua profissão, Botrel pretende voltar na próxima edição, dizendo que a visita à cidade foi “inesquecível”. (DC/AAN) CORREIO POPULAR A5CIDADES Campinas, segunda-feira, 6 de agosto de 2018 A5

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