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A edição de 13 de maio de 2018, do jornal Correio Popular, publicou matéria sobre o lançamento da cultivar de feijão preto IAC Veloz. O texto completo está na página A7.

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  1. 1. editorial Embalados, Ponte Preta e Vila Nova fazem hoje, às 16h, em Goiânia, o de- safio dos 100% pela Série B do Cam- peonato Brasileiro. Com quatro vitó- rias acumuladas em quatro partidas e sensação da competição, o time goiano defende a “série perfeita” diante da Macaca, que venceu os dois confrontos que fez longe de sua casa e persegue o G4. PÁGINA A22 Ponte Preta faz duelo do 100% contra Vila Nova Thomaz Marostegan/Especial para a AAN A Secretaria de Saúde de Campinas imunizou até as 15h de ontem, “Dia D” da Campanha Nacional de Vaci- nação contra a Gripe, um total de 21,7 mil pessoas. A Prefeitura tam- bém divulgou a cobertura vacinal com dados acumulados no período iniciado em 23 de abril. Já são 120.722 doses aplicadas na cidade, entre crianças e adultos. PÁGINA A5 ‘Dia D’ contra a gripe imuniza 21,7 mil pessoas Gaudêncio Torquato Xeque-Mate A negativa da Câmara na ins- talação de CPI na saúde é própria de uma blindagem a Jo- nas Donizette. O campo eleitoral costuma ser movimen- tado por ondas. Que circulam de cima pa- ra baixo e de baixo para cima, absorven- do climas, circunstâncias. PÁGINA A2 Jonas Donizette apresenta amanhã plano intersetorial direcionado à população em situação de rua. Programa traz propostas imediatas para o Centro. PÁGINA A6 Leitores Primeiro Caderno 13 páginas Turismo 2 páginas Mundo 1 página Economia 2 páginas Brasil 3 páginas Esportes 5 páginas Caderno C 6 páginas Classificados 10 páginas 42 Dominique Torquato/AAN Sol com algumas nuvens. Não há previsão de chuva. Soluções empreendedoras avançam na crise Brasil bateu recorde de empresas criadas em um mesmo ano em 2017 PÁGINA A4 tempo Artista plástico presta homenagem a Maria de Lourdes de Souza em pintura em óleo. METRÓPOLE Campinas dá incentivo a empresas de energia MÁXIMA edição de hoje colunistas EGAS FRANCISCO ETERNIZA MÃE EM OBRA DE ARTE O prefeito Jonas Donizette (PSB) sancionou uma lei para conceder incentivos fiscais a empresas em processo de instalação na cidade que investirem acima de R$ 101,7 milhões no período de 36 meses, para as já instaladas e as novas que desembolsarem acima de R$ 203,4 milhões em 48 meses e para as que atuam com energia renovável. As empresas enquadradas nas regras terão isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de taxas, emolumentos e preços públicos, e redução da alíquota do Imposto So- bre Serviço (ISS). PÁGINA A6 Valdir Oliveira, Campinas Pessoas do público-alvo são vacinadas: campanha termina no dia 1º de junho Thomaz Marostegan/Especial para a AAN 18˚ PÁGINAS Irmã Dora recebe um beijo carinhoso do “filho” Sérgio Histórias de mães biológicas e adotivas que não medem esforços para oferecer amor incondicional. PÁGINAS A8, A9 E A10 Claude Troisgros ensina alguns dos seus segredos culinários no pier do Mercado de Flores. Público degusta pratos da mais alta gastronomia a preços populares. PÁGINA A11 27˚ DOCE AFETO CHEF ESTRELADO VALORIZA MIX DE EVENTOS NA CEASA MÍNIMA Veloz, nova variedade do IAC, é lançadaVeloz, nova variedade do IAC, é lançada na Agrishow, em Ribeirão Preto PÁGINA A5na Agrishow, em Ribeirão Preto PÁGINA A5 Um dinheiro indevido e mal gasto Lei de Jonas prevê isenção de IPTU e ISS menor para atrair investimentos FEIJÃO MARAVILHAFEIJÃO MARAVILHA O sistema político brasileiro tem muitas coisas que merecem ser profundamente questionadas, tantos os vícios que impe- dem que a representação popular seja le- gitimada e por refletir um desejo expres- so pela maioria da sociedade consciente e crítica. Pelo contrário, favorece a que tu- do permaneça igual. PÁGINA A3 DOMINGO, 13 DE MAIO DE 2018 / CAMPINAS / ANO 91 / Nº 29125 / R$ 6,00 www.correio.com.br
  2. 2. O campo eleitoral costuma ser movimentado por ondas. Que circulam de cima para baixo e de baixo para cima, absorvendo climas, circunstâncias, discur- sos e canalizando esse conjun- to de inputs na direção de po- tenciais perfis, principalmente candidatos a pleitos presiden- ciais. Em face da competitivida- de alcançada pela eleição deste ano, a atenção maior se volta para aqueles que pleiteiam o as- sento no Palácio do Planalto, ra- zão porque figurantes esta- duais, a poucos meses antes do pleito, não ganham tanta proje- ção quanto os protagonistas presidenciais. As ondas ganham o empuxo do momento, empurrando pa- ra cima perfis que parecem res- ponder às demandas imediatas da sociedade. As demandas, por sua vez, reúnem anseios, ex- pectativas, frustrações do povo para com governantes e suas políticas, e contextos que levam em conta heranças do passado e esperanças do eleitor em rela- ção ao futuro. No caso do Brasil, a leitura do momento exibe um país que afundou na maior recessão eco- nômica da história; a ascensão de um novo governante sob a decisão congressual de afastar a presidente; reformas — teto de gastos, trabalho, educação, terceirização etc- não suficiente- mente explicadas e entendidas pela sociedade; o maior proces- so de investigação da corrup- ção em todos os tempos, com envolvimento de altos empresá- rios, políticos e governantes; pri- são do líder mais populista do País; tentativa de um partido de tornar vítima seu líder maior e, dessa forma, retornar ao centro do poder, depois de 13 anos de comando do país; indignação social contra a classe política; volta de uma polarização do dis- curso que tem como lema “nós e eles”; dispersão do campo po- lítico; situação falimentar de Es- tados e Municípios; extrema vio- lência que assola os quatro can- tos do País; e precarização dos serviços públicos. Essa é a moldura que está por trás dos agentes que se apresentam como pré-candida- tos em outubro próximo à Presi- dência da República. Sob a in- fluência de alguns traços do ce- nário, o eleitor faz suas primei- ras escolhas. De um lado, um partido organizado, com mili- tância aguerrida, que proclama todo tempo ter sido responsá- vel pelo “melhor governo que o Brasil já teve em todos os tem- pos”, sem abrir ouvidos ao maior rombo do Tesouro por eles provocado no governo da presidente impichada. O “Salva- dor da Pátria”, mesmo preso, continua sendo elevado aos pín- caros da glória, graças ao caris- ma que ainda detém. O que ex- plica a margem histórica de 30% que lhe dão pesquisas de intenção de voto. De outro la- do, emerge a figura que faz o pa- pel de contraponto, um perfil de extrema direita, ex-militar que sustenta o discurso da or- dem contra a bagunça, sob os lemas de “bandido bom é ban- dido morto”, “soldado bom é aquele que mata”. Jair Bolsonaro, pois, é empur- rado para o alto pela temperatu- ra ambiental, enquanto Luiz Inácio está, como esteve antes, sendo impulsionado pela onda petista, muito forte mesmo con- tra ventos que levam o petismo para a profundeza oceânica. Se- rá que ambos sustentariam seus índices até outubro? Lula está praticamente fora do jogo, eis que, mesmo sendo solto, de- verá entrar na lama do ficha-su- ja. Tudo indica que será impedi- do pelo TSE e seu substituto não levaria seus votos. Bolsona- ro representa a sociedade indig- nada, mas não o voto mais consciente e racional das maio- res parcelas das classes médias. Terá poucos segundos de TV pa- ra fazer sua campanha. Estamos divisando outras on- das carregando Marina Silva e Ciro Gomes. Ondas revoltas. Quando o mar estiver menos agitado, será razoável supor que outros perfis poderão as- cender na escada eleitoral. A de- cisão do eleitor muda segundo as circunstâncias. Por enquan- to, os ventos do outono puxam os perfis. Aguardemos a venta- nia do inverno e o sopro do ve- rão. O equilíbrio entre a maternida- de e a vida profissional é um di- lema para qualquer mulher que tenha filhos ou esteja pla- nejando engravidar. Normal- mente, fica a sensação de que nunca poderemos ter os dois por completo. E, se o Dia das Mães é a data escolhida para homenagear todos os desafios e delícias deste papel, por que não aproveitar para refletir também sobre a faceta de mãe realizada profissionalmente? Deixei meu trabalho no meio jurídico, em São Paulo, logo que minha filha nasceu. Devido a um problema de saú- de, decidi antecipar os planos de ser mãe, algo que sempre quis muito, e engravidei aos 25 anos, cedo se levarmos em con- ta os padrões atuais. Sempre soube que essa decisão pode- ria influenciar minha carreira, mas lá no fundo sabia que en- contraria uma forma de conci- liar os sonhos. Recomecei algum tempo de- pois com um desafio pessoal. Enxerguei na CPFL Energia a oportunidade de trabalhar em uma grande empresa, com perspectivas de crescimento, mesmo em uma área diferente da minha formação. E, mais que isso, trabalhando na CPFL eu teria a possibilidade de es- tar diariamente em Campinas, perto da minha filha. Conciliar a jornada dupla de mãe e executiva não é fácil, mas é possível. Desde o come- ço, eu fiz uma escolha: priori- zar a qualidade do tempo que passaria com minha filha, e não a quantidade. No início, me fazia presente por meio de cadernos e planilhas que com- partilhava com a babá. Anota- va as músicas que gostaria que ela ouvisse, as brincadeiras e o cardápio a ser seguido. Em con- trapartida, a moça deveria es- crever tudo sobre o dia da Isa- bella: se comeu, dormiu, teve febre ou brincou. Essa foi a for- ma que encontrei para acom- panhar e estar mais próxima da rotina da minha pequena. Essa maneira de ser mãe é muito diferente do exemplo que tive em casa. Minha mãe abriu mão de uma boa posição profissional para se dedicar aos filhos. Apesar de sua esco- lha pessoal, da qual não se ar- repende, ela sempre me aler- tou de que era possível fazer di- ferente. Acredito que essa é uma realidade compartilhada por muitos. Nas gerações ante- riores, as mulheres podiam op- tar por deixar o mercado de tra- balho. Hoje, são raras as famí- lias que têm essa possibilida- de. Não apenas pela questão fi- nanceira é importante investir na vida profissional. A mãe ain- da é uma mulher inteira: filha, esposa, profissional, amiga. Sentir-se realizada, útil, respon- sável por algo em construção e ter independência é fundamen- tal para o ser humano, além de uma lição importante a ser en- sinada para nossos herdeiros. Me dedico com a mesma in- tensidade e comprometimento às duas funções que desempe- nho. Enquanto buscava acom- panhar o dia a dia da minha fi- lha, também perseguia meu crescimento profissional. Ma- peei as lacunas que poderiam me impedir de progredir no trabalho e fiz o necessário para preenchê-las. Estudei econo- mia, me especializei em estatís- tica, cursei MBA. Com o passar dos anos, pas- sei a partilhar todas as minhas decisões profissionais com mi- nha filha. Se decido fazer um curso que tomará parte do meu tempo, ela é consultada. Se aceito um desafio dentro da Companhia, como quando as- sumi cargo de gerência na CPFL Brasil, a Isabella é a pri- meira pessoa a quem procuro. Essas conversas e escolhas compartilhadas fizeram muito bem para a nossa relação e pa- ra o desenvolvimento dela. Definitivamente, a jornada não foi fácil, mas hoje, aos 15 anos, Isabella me mostra dia- riamente que fiz as escolhas certas. Vejo minha filha bem formada, extremamente inde- pendente e decidida. Já no En- sino Médio, ela se prepara pa- ra prestar o vestibular para me- dicina e pede meu apoio para se preparar para esse desafio. Enquanto comemoramos mais um Dia das Mães juntas, tenho cada vez mais certeza de que não precisamos escolher ape- nas um lado. Afinal, se dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe também, eu acredito que possam ainda nas- cer muitas profissionais com- petentes e realizadas. Opinião Queria muito aquele País que o meu pai dizia que um dia acordaria para se tornar um gi- gante, terra em que se plan- tando tudo dava... Quando a Maria Fumaça apitava lá embaixo na portei- ra do Furazoio, Taquaral, eu sonhava que um dia daria a volta ao mundo na sua boleia, visitando as pirâmides e o Monte Everest. Eu queria de volta a Maria Fumaça e, se possível, voltar a sonhar im- possíveis sonhos... Eu queria um carrinho de rolimã para descer a Lotário Novaes e me esbodegar nas sarjetas da Vila Isa, ao fim da Rua Lopes Trovão, a maior la- deira da cidade. Queria também um domin- go de fila para ganhar uma maçãzinha da Vanucci, sem gelo, sentir novamente a pri- meira vez do sabor do gás fa- zendo cosquinha no céu da boca e nas bochechas... Eu queria pegar na mão da primeira menina que levei ao cinema, com a minha trêmula e molhada de suor gelado. Eu queria novamente sentir a mão suada e fria... Eu não queria deixar de acreditar nos santos e em Deus. Mas o padre do interna- to do Liceu batia de palmató- ria nos meninos que sujavam as mãos em prazeres infantis. E aquela senhora que rezava todos os dias pela salvação de seu filho leucêmico nunca mais a vi na igreja. Ninguém ouviu suas preces e o menino morreu. Eu queria o filho da mulher de volta, são e salvo, e um pouco que fosse da sua fé que nunca tive muito... Eu queria escutar a minha mãe gritando o nome dos fi- lhos na hora do banho, sentir a casa envolvida no cheiro da sopa de macarrão com feijão, ouvir o chiado do rádio na ho- ra da Voz do Brasil, deitar e fi- car imóvel para o barulho da palha do colchão não enco- brir a música que eu mais gos- tava e que servia de fundo pa- ra um programa da Rádio Mundial, enquanto o pastor Alziro Zarur, da LBV, declama- va o Sermão da Montanha. Eu queria a minha mãe me dan- do um gole daquela água que todos os dias ela punha ao la- do do rádio, com o gosto abençoado do barro da morin- ga... Eu que venho de terras cal- mas brasileiras, Atibaia, onde as pessoas se entardeciam em suas calçadas e cadeiras en- costadas nos muros e adorme- ciam com suas janelas abertas e muros baixos, vejo a bandi- dagem carioca na tela da TV, por horas, fazendo um povo refém de sua vontade. Não sei bem qual é a vontade do ban- dido, se é virar notícia nos jor- nais. Mas eles estão bem na minha frente, na tela da televi- são, perdidos sem pai e mãe. E sem professores. Há um país dentro do país que os nossos políticos desco- nhecem. Sabem eles apenas dos grandes centros e das ma- racutaias políticas, onde exer- cem seus viagras políticos, im- potentes que são para erigir um projeto social que venha a nos salvar; nós que somos es- se bando de caipiras que acre- ditamos em morar tranquilos em nossas cidades. Mas não vou arredar pé da minha cidade adotiva. Vou fi- car por aqui e tentar, sei lá de que jeito, brigar para que a mi- nha Campinas, a Rainha Me- tropolitana, tenha de volta o seu colo outrora perfumado do alecrim que nascia nas cal- çadas da rua que lhe deu no- me: Rua dos Alecrins - e que o rio Atibaia siga feliz até aos abraços do Piracicaba, feliz co- mo é o Rio Verde, que nasce nas montanhas de Pocinhos e se derrama feliz nos braços de uma sereia caipira de Vargem Grande do Sul, aos pés da Ser- ra da Mantiqueira. Conheço centenas de cida- des do interior do meu país, onde as pessoas conversam nas esquinas e calçadas, tro- cam ideias políticas, os ho- mens, enquanto suas mulhe- res trocam receitas de bolos e rezas benzedeiras. Existe esse país e o raro leitor também sa- be disso. Na casa do professor João Lorena, que fica bem atrás da Igreja Santuário de Santa Rita de Cássia, em San- ta Rita de Caldas, era possível conversar numa autêntica co- zinha mineira, aos cuidados de um muro baixo e de um pe- queno portão desencadeado. E a conversa e a viola rolavam tranquilas por aqueles cantos mineiros, onde tem até mes- mo um nicho na Igreja com o Santo Excomungado, São Cris- tóvão, carregando o Menino Jesus em seus ombros. E os moços e os rapazes daquela terra, todos eles, passam suas tardes domingueiras namo- rando e se olhando em suas belezas; enquanto nas gran- des cidades a lei dos homens é a das armas, das drogas e dos motoristas cuspindo fogo pelas ventas dos escapamen- tos de seus carros, correndo atrás sei lá do quê. Pra quê? Bom dia. CARREIRA Prosa brasileira A mãe é uma mulher completa Editor: Rui Motta rui@rac.com.br Correio do Leitor leitor@rac.com.br zeza amaral As ondas eleitorais ■ ■ Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato FABIANA AVELLAR charge ■ ■ Zeza Amaral é jornalista, escritor e músico POLÍTICA GAUDÊNCIO TORQUATO ■ ■ Fabiana Avellar é diretora de inteligência de mercado da CPFL Energia “Quero ver quem vai ter coragem de condenar o teto de gastos e assumir que quer gastar, gastar...” Michel Temer, ao se dirigir hipoteticamente aos pré-candidatos à Presidência da Repúblicaopiniao@rac.com.br A2 CORREIO POPULARA2 Campinas, domingo, 13 de maio de 2018
  3. 3. Saúde Valdir Oliveira Coordenador do CLS Samu, Campinas A negativa da Câmara Municipal na instalação da CPI referente às questões da saúde (Samu, Mário Gatti, centros de saúde, pronto atendimentos, falta de medicação, RH, etc.) é própria de uma blindagem ao prefeito Jonas Donizette, principalmente, porque parece que tudo está ótimo nessa área. A falta de viaturas no Samu desde 2015 para atendimento aos munícipes, a falta de medicação, falta de recursos humanos (aposentadorias, demissões, etc.), os equipamentos com sérios problemas de manutenção, ampliação, reformas, etc. Parece que nada disso seja motivo para que os ilustres vereadores instalem essa CPI. Ciclovia Neusa Buffo Administradora, Campinas Como mostram as fotografias da matéria sobre os problemas da ciclovia da Avenida Baden Powel, (05/05), não existe espaço suficiente para acomodar carros e bicicletas nas faixas de cruzamento das duas pistas da avenida. Ao cruzar as pistas, os carros obrigatoriamente param sobre o que deveria ser a faixa de travessia de bicicletas. A sinalização aérea e de solo determina que o ciclista pare e espere pela passagem dos veículos motorizados. A maior parte dos acidentes acontecem, porque a sinalização não é respeitada pelos ciclistas que insistem em ignorar o sinal de “pare” nas placas e solo. A situação fica mais complicada nos horários de pico de trânsito de veículo e finais de semana, por causa do congestionamento de veículos nas vias da avenida e acúmulo de ciclistas e praticantes de caminhada no leito da ciclovia. Injustiça Oswaldo Real Pedagogo aposentado, Campinas Mês anterior, um ilustre advogado se posicionou no Correio do Leitor sobre a inconstitucionalidade na cobrança de sinistro. Veja bem: sofre-se prejuízo ou dano e ainda precisa-se recorrer para ressarcir um dinheiro ilegalmente cobrado. E o que dizer do aumento pífio ao servidor aposentado e, em contrapartida, aumentos abusivos do IPTU, energia elétrica, combustível, etc.? Um governante deve distinguir o certo e o errado pela Lei única e só assim esse é chamado de justo. Pena que injustiça, violência e dinheiro vão detendo o poder e passando de um povo para outro. Prefeitos que por aqui passaram foram honrados e deixaram seus nomes aos seus contemporâneos. Outros não deixaram recordação alguma e desapareceram como se não tivessem existido. Exemplo Jorge da Farmácia Vereador, Campinas Gostaria de parabenizar a sra. Carmen Lúcia Lopes Garrido de Abreu, pelo livro “Amor, Coragem e Decisão” lançado no dia 05/05. Como ela mesma diz, foi um livro ditado por Deus, sobre a vida dela com sua filha Emmanuelle Garrido Alkmin, que aos seis meses de idade teve um tumor nos olhos e deveria tomar uma decisão importante, sem arrependimentos. Emmanuelle foi criada como qualquer outra criança, mas, com muito amor, educou para que pudesse ser independente e atualmente a Emmanuelle é uma mulher bonita, empoderada e realizada. Estamos na semana do Dia das Mães, e gostaria que todas as mães se inspirassem no exemplo de dona Carmen. Que Deus abençoe todas as Mães! Orquestra Vera Pessagno Bréscia Psicóloga, Campinas No dia 05/05, estive no Teatro Castro Mendes na apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. O maestro Sangiorgi fez uma apreciação de cada peça e encantou a todos pela simpatia e pelo excelente senso de humor, características sempre bem vindas em todas as atividades humanas. Mas o ponto alto do programa foi a participação do Tenor Paulistano Marcello Vannucci, que nos brindou com várias e no final ainda com “bis”, repetiu famoso trecho do repertório dos tenores, a conhecida “Nessum dorma” da ópera “Turandot” de Puccini. Um final de espetáculo vibrante que arrancou aplausos de uma plateia que, com certeza, saiu do teatro com a alma lavada e feliz. Lula Paulo Panossian Jornalista, São Carlos O depoimento sobre o sítio de Atibaia do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, ao juiz Sergio Moro, compromete ainda mais o ex-presidente que está preso em Curitiba. Okamotto disse que Lula cogitou comprar o sítio e que seria presente para dona Marisa Letícia, sua esposa já falecida. Também confirmou que esteve algumas vezes nesse reformado, aprazível e luxuoso sítio e que o acervo de Lula ficaria no local. Só faltou o Paulo Okamotto anunciar a data da escritura definitiva em nome do farsante Lula. 13 de Maio Raymundo R. Espelho Aposentado, Campinas Racismo simboliza qualquer pensamento ou atitude que segrega as raças humanas considerando-as hierarquicamente como superiores e inferiores, o qual no Brasil é fruto da era colonial e escravocrata estabelecida pelos colonizadores portugueses. Quando se fala em racismo, a primeira coisa que nos aparece são os negros. A Lei Áurea foi assinada pela Princesa Izabel no dia 13 de maio de 1888 e aboliu oficialmente a escravidão no Brasil. SIM Você acha que aumentar o número de câmeras de monitoramento torna a cidade mais segura? O sistema político brasileiro tem muitas coisas que merecem ser profundamente questionadas, tantos os vícios que impedem que a representação popular seja legitimada pela qualidade dos eleitos e por refletir um desejo expresso pela maioria da sociedade consciente e crítica. Pelo contrário, favorece a que tudo permane- ça igual, com os espaços ocupados pelos partidos mais ferrenhamente apegados ao poder. Uma das mais claras distorções está na existência do Fundo Partidário, criado em 1995, que é subsidia- do por dotações orçamentá- rias da União. É, em suma, o cidadão pagando para sus- tentar agremiações que se travestem de partidos políti- cos e arrecadam milhões pa- ra seus projetos eleitorais, agora ainda mais, com a proi- bição de contribuições de empresas privadas nas cam- panhas. Para este ano, o va- lor aprovado pelo Congresso é de R$ 888,7 milhões, dos quais R$ 780,3 milhões oriundos de dotação da União. Com a decisão do TSE, esse valor se somará ao do fundo público eleitoral de R$ 1,7 bilhão, aprovado pelo Congresso no ano passado. A questão que se coloca é a validade de se emprega- rem recursos públicos para o financiamento da estru- tura partidária, uma vez que as entidades são priva- das e não cabe ao Estado financiar as atividades políti- cas, mas os cidadãos, devidamente engajados e com- prometidos com os programas. Com isso, estabelece- se uma distorção que deixa a sociedade à parte do pro- tagonismo político, enquanto os partidos se acomo- dam nos gastos. Não bastasse esta distorção, ainda existe um fator que aprofunda a incoerência do sistema. Pela presta- ção de contas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos terão de devolver aos cofres públicos mais de R$ 13,3 milhões em razão de irregularidades no uso dos recursos do fundo partidário em 2012. O valor, que ainda deverá ser corrigido por juros, é resultado que atinge os diretórios nacionais das 30 agremiações existentes à época. Não bastasse o uso indevido de verbas públicas, os partidos ainda estão inadimplen- tes na devida prestação de contas, e a penalidade será diluída em dez parcelas “de forma a não comprome- ter as atividades da sigla”. É o próprio TSE dando cré- dito para que os partidos que não cumpriram a lei possam continuar funcionando, uma decisão que agrava a incompatibilidade do sistema com um mode- lo democrático de representação popular legítima e séria. O Correio Popular publica as opiniões de seus leitores sobre temas de interesse coletivo. As cartas devem conter no máximo 15 linhas, cerca de 700 caracteres com espaços, medidos pelo Microsoft Word. A Redação se dá o direito de publicar os textos parcial ou integralmente. Fica a critério do jornal a seleção de cartas para ilustração com fotos, que serão produzidas exclusivamente pelos fotógrafos do Correio. As cartas para o Correio do Leitor devem ser enviadas para Rua 7 de Setembro, 189 - Vila Industrial - CEP 13035-350 ou por e-mail: leitor@rac.com.br = Cartas devem ser acompanhadas de: nome completo, endereço, profissão e telefone de modo a permitir prévia confirmação. = Opinião dos colunistas não reflete a opinião do jornal. Correio do Leitor O NOSSO OBJECTIVO 67,18% Você costuma participar de bolões de apostas de loterias? Publicado por Correio Popular S/A - Fundado em 4/9/1927 PERGUNTA DE ONTEM Diretor Presidente Sylvino de Godoy Neto Diretor Superintendente Adhemar J. de Godoy Jacob Diretor de Planejamento Marco Aurélio Matallo Pavani Diretor Adm. Financeiro Moacir Teixeira Dias Diretor Comercial Marcos Sá Diretor Editorial Nelson Homem de Mello Há 50 anos @correiopopular ● ATAQUE VIETCONG PREJUDICA CONVERSA DE PAZ Porta-voz da Casa Branca declarou ontem que está de acordo com a opinião do embaixador George Boll de que os ataques comunistas do Vietnã do Sul não são de bom augurio para as conversações de paz em Paris. O secretário de Imprensa presidencial disse que a opinião de Boll reflete parcialmente o ponto de vista do presidente Johnson. Afirmou George Christian que a oferta do Papa Paulo VI foi aceita pelos Estados Unidos e aparentemente o Vietnã do Norte a rejeitou. Os Estados Unidos aceitaram a oferta de sua santidade e nesta oportunidade o presidente Johnson expressou o seu profundo agradecimento ao Papa por sua conduta durante o longo período em querer a paz. ● MATAGAIS DOMINAM A CIDADE DE CAMPINAS Vem assumindo, dia a dia, cada vez maiores proporções o problema do mato em terrenos baldios da cidade e, o que é pior, em zonas residenciais e em artérias que possuem magníficos prédios e conservam intenso movimento de veículos. Por exemplo, na rua Abolição, via pública trafegada por linhas de ônibus urbanos, entre as ruas Waldemar Blautkauskas, que se dirige para a passagem de nível que demanda o Jardim Proença, e Olivia Penteado, fronteira ao Cemitério da Saudade, há um matagal tremendo que já cobre a perspectiva de residências próximas. Agrava-se ali o problema porque não existem passeios no local e os pedestres se sentem obrigados a caminhar pelo leito da rua, com perigo de atropelamento. ● RETIRADA DE LOMBADA CAUSA PROTESTOS A Sociedade dos Amigos do São Bernardo vem de enviar ofício ao delegado de trânsito, dr. Adolpho Magalhães Lopes, protestando contra a retirada das lombadas na Avenida das Amoreiras. Entretanto, o Prefeito Municipal, atendendo aos insistentes abaixo-assinados da parcela de descontentes, no último dia 3 do corrente, determinou a retirada de tôdas as lombadas da Avenida das Amoreiras, ficando a mesma sujeita a constantes desastres, como realmente ocorreu nos dias 5 e 6 do corrente. O primeiro ocorreu com uma camioneta cujo motorista, abusando do excesso de velocidade, capotou, com diversas pessoas; e o outro aconteceu no dia seguinte, onde um automóvel bateu em uma árvore. #eunocorreio NÃO Rua 7 de Setembro, 189, Vila Industrial CEP 13035-350 facebook.com/CPopular 32,82% CORREIO POPULAR AS CARTAS DEVEM SER ENVIADAS PARA: EDITORIAL “Seremos na imprensa vigilantes fiscaes da administração publica e zeladores intransigentes do direito collectivo” - (Nº 1, Anno 1) Um dinheiro indevido e mal gasto PERGUNTA DE HOJE O Vídeo do dia e-mail: leitor@rac.com.br CORREIO @correiopontocom Enquete A questão que se coloca é a validade de se empregarem recursos públicos para o financiamento da estrutura partidária Junto a pavimentação da Abolição o mato cresce assustadoramente, obrigando pedestres a andar pela rua Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma mis- são assassina, Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser um herói de verdade. Domingo, 13/05/1968 .COM.BR Opinião CORREIO POPULAR A3 Campinas, domingo, 13 de maio de 2018
  4. 4. “Não é fácil ser empresário no Brasil, principalmente em tempos de crise.” Consultor de negócios Crise impulsiona empreendedorismo IVAN ZAFALON SERASA EXPERIAN ||| LEVANTAMENTO Daniel de Camargo DA AGÊNCIA ANHANGUERA daniel.camargo@rac.com.br Apesar do conturbado momen- to político e econômico, o Bra- sil bateu o recorde de empre- sas criadas em um mesmo ano em 2017, registrando cerca de 2,2 milhões de novos negócios, segundo levantamento realiza- do pela Serasa Experian — ins- tituição líder na América Lati- na em serviços de informações para apoio na tomada de deci- sões das empresas —, que reali- za este estudo desde 2010. Os dados apontam um crescimen- to de 11% em relação a 2016. Dentre os tipos de companhia, destacam-se os microempreen- dedores individuais, responsá- veis por 78,7% do total, ou seja 1.733.061. Com base em análises de seus economistas, a entidade discorre que “o recorde apre- sentado em 2017 foi determina- do pelo chamado empreende- dorismo de necessidade. A des- truição de vagas no mercado formal de trabalho leva boa parte dos desempregados a abrir um negócio, visando a ge- ração de alguma renda, o que contribui para a curva ascen- dente na quantidade de MEIs nascidas”. O texto diz ainda que outro fator preponderante é a “cres- cente formalização dos negó- cios no Brasil. Em sete anos os Microempreendedores Indivi- duais passaram de 48,9%, em 2010, para 78,7%, em 2017”. Responsável por 54% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que fechou 2017 em R$ 6,6 trilhões, resultando em um crescimento de 1% referente ao ano anterior, a região Sudes- te também é a principal sede de novas empresas, com 52,1% dos “nascimentos”. Inserido nesse contexto por atuar em Campinas, uma das maiores cidades do Estado de São Paulo, que dispõe de gran- de recurso tecnológico e inú- meras indústrias instaladas no município e arredores, além de hospedar importantes institui- ções de ensino, Ivan Zafalon, de 47 anos, é um dos muitos brasileiros que optaram por tra- balhar do lado de dentro do balcão. Formado em letras, ele dava aula em cursinhos pré- vestibulares até 2010, quando escolheu se aventurar no mun- do corporativo. Zafalon entende que sem- pre reuniu as principais carac- terísticas para empreender, mas que decidiu parar de edu- car quando sentiu que “não ti- nha mais nada a contribuir co- mo professor”. Isso, em uma ótica de desenvolvimento pes- soal, que segundo ele, não en- volveu em nenhum aspecto o fator financeiro. Anteriormen- te, ele já havia fracassado ao tentar gerir uma transportado- ra, mas não teve receio no mo- mento em que vislumbrou uma boa oportunidade na construção civil. Zafalon frisa que, na época, “não sabia abso- lutamente nada” a respeito do ramo. “Persistência e coragem são fundamentais. Ninguém nasce sabendo, e grandes em- presários já passaram por difi- culdades e cometeram erros antes de acertar”, completa. A chance para entrar de vez no mundo dos negócios se deu por meio da locação de contêi- neres, em uma empresa que ve- lozmente ele transportou para o universo do franchising. “Eu formatei essa companhia e ela acabou tomando uma propor- ção muito grande”, revela, so- bre a marca que hoje conta com mais de 90 unidades espa- lhadas pelo Brasil, atendendo em torno de mil municípios. “Foi a grande experiência da minha vida enquanto em- presário, pois eu passei por pra- ticamente tudo nesse negócio. Até café eu servi. Quando se é dono é preciso ter humildade e estar apto a realizar qualquer tarefa”, comenta. Hoje, Zafalon presta consul- toria para novos negócios, aproveitando o conhecimento agregado ao longo de sua jorna- da. Para ele, é essencial se pla- nejar antes de arriscar. O ideal é arquitetar a empre- sa que pretende abrir, enquan- to se desliga gradativamente da função responsável por pro- ver o seu sustento. “Muitas empresas são aber- tas, mas em mesma propor- ção são fechadas”, por isso, é importante estar bem embasa- do, o que pode ser feito por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae), recomenda Zafalon. Identificação Outro ponto primordial na con- cepção do consultor, é “em- preender em uma área na qual a pessoa se identifica”. Zafalon revela que antes de lecionar foi cartorário, algo que erronea- mente pensou que nunca o aju- daria em nada. Ano passado, idealizou a Qualquer Doc, que em suas palavras “aprimorou uma prestação de serviços que era precária”. A startup faz a ponte entre os clientes e os car- tórios, possibilitando o recebi- mento de documentos em ca- sa, sem o estresse do enfrenta- mento de filas, com atendimen- to totalmente informatizado e simples. Realizado, Zafalon diz que desempenha sua rotina regra- da sem sentir que está traba- lhando. “As pessoas devem buscar ocupações que lhes tra- gam prazer, acima de tudo”, orienta, mas avisa que nem tu- do é um “mar de rosas”. Contu- do, ele afirma que não se deve ter medo de colocar uma ideia em prática. “E, se der tudo erra- do. Refaça! Tente outra vez, porque uma hora você vai acer- tar. Quebrar a cara não é vergo- nha, faz parte do processo de aprendizado.” Zafalon destaca que o mate- rial humano é determinante para o sucesso, por isso aconse- lha o bom tratamento aos cola- boradores e clientes, além de agir sempre dentro da legalida- de. “Uma empresa é que nem um filho: você precisará cuidar pelo resto da vida. Não será fá- cil”, diz, informando que esco- lheu esse caminho pela liberda- de de escolhas. “O vivenciar do negócio é a melhor escola para o empreendedor”, finaliza. Sugestões de pautas, críticas e elogios: cidades@rac.com.br ou pelos telefones 3772-8221 e 3772-8003 Atendimento ao assinante: 3736-3200 ou pelo e-mail saa@rac.com.br Editores: Carlãozinho Lemes, Hélio Paschoal, Marcelo Pereira e Marco Antonio Martins Chefe de reportagem: Ricardo Fernandes Unicamp: aplicativo ajuda no agendamento de faxinas Ivan Zafalon orienta: “Quando se é dono é preciso ter humildade e estar apto a realizar qualquer tarefa” Empreendedorismo social: integrantes da equipe da Pureco Limpeza, ferramenta que conecta moradores da comunidade do Campo dos Amarais 3.316 1.406.634 Foram expedidos pela Prefeitura de Campinas em 2017. O documento é obrigatório para o funcionamento de qualquer estabelecimento com atividade comercial, de serviço, institucional ou industrial Foram criadas no setor de serviços em 2017, o mais procurado por quem quer empreender, segundo o Serasa Experian O Sebrae lista 10 características do bom empreendedor: 1) Sempre buscar oportunidades e ter iniciativa 2) Ser persistente 3) Correr riscos calculados 4) Exigir qualidade no negócio 5) Ter comprometimento 6) Estudar muito 7) Estabelecer metas realizáveis 8) Criar sistemas de monitoramento 9) Ter uma ampla rede de contatos 10) Ter autoconfiança Cidades Com 2,2 milhões de novos negócios, Brasil bateu o recorde de empresas criadas em um mesmo ano Leandro Ferreira/AAN Divulgação Ivan Zafalon, que atua em Campinas, se destaca como consultor O empreendedorismo social moveu estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a lançar, no último mês, um aplicativo para agendamento de faxinas no distrito de Barão Geraldo, onde a instituição de ensino está localizada. O Pureco Limpeza é uma ferramenta para conectar moradores da comunidade do Campo dos Amarais, que não conseguiam empregos na área. A ação partiu da Enactus Unicamp, que atua junto a uma instituição internacional, fundada na universidade em 2013, pelo Núcleo das Empresas Juniores. Felipe Mourão, estudante do terceiro ano da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, que integra a iniciativa desde 2017, esclarece que o diferencial é o foco, pois eles não ambicionam meramente disponibilizar oportunidades de trabalho, mas “dar treinamento e empoderar as mulheres para que sejam capazes de, em um segundo momento, gerir o projeto autonomamente”. Os interessados no serviço, que é gratuito, e na capacitação podem baixar o aplicativo Pureco Limpeza, na Play Store, e obter mais informações por meio da página do Pureco no Facebook. (DC/AAN) ALVARÁS EMPRESAS SAIBA MAIS A4 CORREIO POPULARA4 Campinas, domingo, 13 de maio de 2018
  5. 5. Influenza tem alto potencial de transmissão ‘Dia D’ da campanha atinge 21,7 mil pessoas GRIPE ||| PREVENÇÃO DA AGÊNCIA ANHANGUERA O dia de ontem foi marcado pelo mutirão nacional de vaci- nação contra a gripe. A Secreta- ria de Saúde de Campinas rea- lizou, das 8h às 17h, o ‘Dia D’ da Campanha Nacional de Va- cinação contra a Gripe. A Pre- feitura de Campinas informou que somente ontem, até as 15h, foram aplicadas 21,7 mil doses, contemplando todos as pessoas que pertencem ao pú- blico-alvo da campanha. O go- verno municipal também di- vulgou a cobertura vacinal com dados acumulados no pe- ríodo entre o dia 23 de abril até às 15h de ontem, quando foram aplicadas 120.722 doses - 15.795 em crianças; 16.430 em trabalhadores de saúde; 3.652 em gestantes; 1.002 em puérperas; 3.653 em professo- res; e 80.190 em idosos. A meta da campanha é vaci- nar 90% das 259.560 pessoas integrantes do público-alvo. Foram disponibilizados 131 postos fixos e volantes para a aplicação das doses. "O objeti- vo desse Dia D é poder cha- mar e atender a população que não consegue se vacinar durante a semana. É um dia que facilita para todo mundo. É uma campanha já conheci- da nacionalmente e com a re- percussão da imprensa atinge ainda mais o público-alvo. A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção contra a influenza", destaca Gabriela Marchesi, coordena- dora do Programa de Imuniza- ção de Campinas. A campanha começou em 23 de abril e continua até 1º de junho. Para receber a dose, as pessoas devem apresentar a carteira de vacinação ou docu- mento de identidade. Os doen- tes crônicos precisam infor- mar sua condição de saúde ou apresentar a carteirinha com as doses efetivadas em anos anteriores. A escolha dos grupos priori- tários segue recomendação da Organização Mundial da Saú- de (OMS). Essa definição tam- bém é respaldada por estudos epidemiológicos e pela obser- vação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. Foram prioriza- dos os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A vacina contra gripe é segu- ra e reduz as complicações que podem produzir casos gra- ves da doença, internações ou até mesmo óbitos. Neste ano, ela protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. A composi- ção muda todo ano, de acordo com as cepas do vírus da gripe que estão em circulação no pe- ríodo. Por isso, é preciso rece- ber a imunização anualmente. As pessoas com doenças agudas graves e febre (modera- da ou alta) devem esperar a melhora do quadro clínico pa- ra receber a dose. CUIDADOS ✔ Fazer frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento; ✔ Utilizar lenço descartável para higiene nasal; ✔ Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; ✔ Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; ✔ Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; ✔ Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; ✔ Manter os ambientes bem ventilados; ✔ Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de influenza; ✔ Se estiver com sintomas de gripe, na medida do possível, evite manter suas atividades cotidianas; ✔ Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados); ✔ Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos; ✔ Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola, entre outros) até 24 horas após cessar a febre. Meta é vacinar 90% dos 259.560 integrantes do público-alvo Thomaz Marostegan/Especial para a AAN Homem vacinado no Centro Saúde do bairro Cambuí ontem pela manhã: vacina contra a gripe é segura Escolha dos grupos prioritários segue orientação da OMS S egundo a Secretaria de Saúde, a gripe é uma infecção causada por vírus que afeta o sistema respiratório. O contágio ocorre de forma direta, através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar; ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias, podem levar o agente infeccioso para boca, olhos e nariz e, assim, provocar a transmissão. (AAN) CORREIO POPULAR A5CIDADES Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 A5
  6. 6. Campinas incentiva polo para energia renovável “A intenção é fazer de Campinas uma referência nesse setor.” MEIO AMBIENTE ||| BOA IDEIA Vamos acabar com essa história que só o bairro A ou B recebem melhorias porque o vereador é da base. Prefeito de Campinas Moradores de rua JONAS DONIZETTE Maria Teresa Costa DA AGÊNCIA ANHANGUERA teresa@rac.com.br O prefeito Jonas Donizette (PSB) sancionou uma lei para conceder incentivos fiscais a empresas em processo de ins- talação na cidade que investi- rem acima de R$ 101,7 mi- lhões no período de 36 meses, para as já instaladas e as no- vas que investirem acima de R$ 203,4 milhões no período de 48 meses e para as que atuam na área de energia reno- vável. Os incentivos visam, se- gundo o prefeito, atrair gran- des investimentos na cidade e criar um parque industrial vol- tado ao mercado de energias renováveis, como fabricantes de veículos elétricos e painéis fotovoltaicos. As empresas enquadradas nas regras previstas na lei, pu- blicada no Diário Oficial do Município, terão, por dez anos, isenção do Imposto Pre- dial e Territorial Urbano (IP- TU), de taxas, emolumentos e preços públicos, e redução da alíquota do Imposto Sobre Serviço (ISS) para 2% sobre serviços prestados pelas em- presas, e sobre os tomados de construção civil no imóvel on- de será implantado o em- preendimento. O secretário municipal de Desenvolvimento, André Von Zuben, disse que a lei mostra, especialmente para as empre- sas da área de energia renová- vel, que a cidade tem interesse em recebê-las. “Já temos aqui um parque sendo instalado, com empresas que atuam em energia fotovoltaica, ônibus e carros elétricos e a intenção é fazer de Campinas uma refe- rência nesse setor”, afirmou. A captação dos investimen- tos ainda dependem, no entan- to, de mudanças no cenário eco- nômico. “Quando isso ocorrer, a cidade já estará preparada, com uma legislação, para dispu- tar com vantagem a instalação dessas empresas”, afirmou. O executivo acredita que os incen- tivos propiciarão a criação de novos postos de trabalho com geração de renda para a popula- ção, o aumento de investimen- tos em atividades produtivas na cidade, especialmente em rela- ção ao parque industrial. O estí- mulo às atividades que assegu- rem maior valor adicionado di- namizarão a economia local. Os incentivos serão concedi- dos a todas as empresas que já estão em Campinas, que estão em fase de instalação e que vie- rem a se instalar, em quaisquer ramos de atividade. O benefí- cio, segundo a Administração, não configura uma guerra fis- cal, porque adotou a taxação mínima legal de ISS, que é 2%, e a isenção de IPTU é por um período. Sem renúncia A Administração avalia tam- bém que não há renúncia fis- cal, porque essa receita a cida- de ainda não tem. Quando as empresas se instalarem, elas atrairão outras empresas peri- féricas que atuam no ramo. Campinas vem atraindo in- vestimentos e se transforman- do especialmente em polo de produção de painéis de ener- gia fotovoltaica. Já estão aqui a Dya Energia Solar, do grupo Tecnometal; a chinesa BYD do Brasil e o mais recente in- vestimento anunciado foi da Schutten We Brasil, uma joint- venture formada pela chinesa Schutten Solar, uma das maiores do setor na China, com a brasileira We Brazil. Em Campinas, a BYD tam- bém está produzindo ônibus elétricos. Este ano, a Prefeitura está abrindo mão de uma receita de R$ 890 milhões com os in- centivos fiscais que será com- pensada com o incremento da arrecadação do ISS imple- mentada por mudanças apro- vadas no ano passado na le- gislação — Campinas passou a ter duas alíquotas, de 2% e 5% — e passou a cobrar tam- bém o imposto de adminis- tradoras de cartão de crédito, arrendamento mercantil (o leasing) e planos de saúde. Atividades de streaming, co- mo Netflix e Spotfy, que não eram taxadas, passaram a pa- gar o imposto de 2%. Flexibilização de taxa Isenção Câmara de Campinas vota amanhã, em segunda discus- são, projeto do prefeito Jonas Donizette (PSB) que isenta o pagamento do ISS na cons- trução civil de templos religio- sos ou habitações populares, que forem feitos através de mutirões comunitários. Uniformes O vereador Paulo Galté- rio (PSB) quer explicação pa- ra o atraso na entrega de uni- formes da rede municipal de ensino. Ele protocolou re- querimento destinado à Se- cretaria de Educação pedin- do informações. Segundo o parlamentar, até agora as crianças das escolas munici- pais não receberam os uni- formes. “Crianças crescem rápido e se demorar mais, os uniformes não servirão”, disse. Plano A partir do dia 22 de maio, a população poderá consultar e contribuir para o Plano Municipal de Pro- moção da Igualdade Racial de Campinas. O documento — que engloba propostas para as diversas áreas como educação, saúde, moradia, assistência social e trabalho e geração de renda — será disponibilizado no portal da Prefeitura para que os cida- dãos possam fazer suges- tões e apresentar novas pro- postas. Rocha O pré-candidato à Presi- dência pelo PRB, Flávio Ro- cha, estará na Unicamp de- batendo com a comunidade acadêmica suas ideias para o Brasil, dia 5 de junho. O executivo da Riachuelo é li- gado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e tem um posi- cionamento econômico libe- ral. CPI A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que inves- tiga possíveis irregularida- des no concurso público do Valiprev, o Instituto de Previ- dência Social dos Servidores de Valinhos, vai ouvir na pró- xima quinta-feira os mem- bros dos conselhos fiscal e administrativo da autarquia. Isenção Tramita na Câmara de Va- linhos projeto do vereador Mayr (PV) que isenta os ad- vogados legalmente consti- tuídos em processos admi- nistrativos da cobrança da taxa de serviços burocráti- cos, que é cobrada pela Pre- feitura para cópias e docu- mentos. Lei concede incentivos fiscais para atrair empresas sustentáveis Quinta no ranking nacional A Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara deu parecer favorável ao projeto do Executivo que flexibiliza a cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios (TFA) cobrada pela Serviços Técnicos Gerais (Setec). O projeto dá isenção da cobrança para análise de projetos e a taxa para pequenos anúncios, de até um metro quadrado, reduz alguns preços e exclui a fiscalização no interior de shoppings. As mudanças surgem após protestos de comerciantes com a intensificação da fiscalização da Setec, iniciada ano passado, para fazer cumprir uma lei de 2014. MARIA TERESA COSTA Xeque-Mate Ônibus elétrico: fábrica da BYD (Build Your Dreams) Energy, multinacional chinesa do segmento de energia e veículos movidos a eletricidade Placas solares instaladas na Usina Solar Tanquinho, em Campinas: incentivos propiciarão geração de empregos O Campinas e Região Convention & Visitors Bureau (CRCVB) comemora o resultado divulgado pela International Congress and Convention Association (ICCA) com o ranking anual 2017, que classifica destinos de todo o mundo de acordo com o número de eventos internacionais que estes sediaram. O Brasil ocupa a 16ª posição no ranking e é líder na América Latina. No Brasil, Campinas é a quinta colocada, com oito eventos internacionais realizados. 890 teresa@rac.com.br Associado à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) Noticiário nacional fornecido pela Agência Estado. Noticiário internacional enviado pela France Press. Rua 7 de Setembro, 189 - Vila Industrial - CEP 13035-350 - Campinas-SP (019) 3772-8000 - FAX (019) 3772-8144 e 3772-8142 - http://www.cpopular.com.brTelefone PABX Endereço Internet: 3736-3199 - FAX (019) 3736-3101Diretoria - Telefone PABX PUBLICIDADE Telefones: (019) 3736-3085 e 3736-3086 - Fax (019) 3736-3101 - Tele-Correio Telefone 3736-3000 (Classificados por telefone) Tele-Correio discagem gratuita (0800) 14-1515. SUCURSAL DE SÃO PAULO Rua Tabapuã, 821 - 11º andar - cj. 122 Bairro Itaim Bibi - CEP 04531-913 - SÃO PAULO-SP Telefone (0xx11) 3704-1600 REPRESENTAÇÕES: Brasília (DF) FT/PI Negócios em Mídia- SCN Qd 01 -Ed. 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PUBLICIDADE LEGAL: 3736.3085 e 3736.3076 SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO ASSINANTE saa@rac.com.br WhatsApp (19) 97152-3041 3736-3200/3116-3200 O Jornal Correio Popular é produzido e comercializado por Correio Popular S/A, em parceria com as empresas Grande Campinas Editora e Gráfica Ltda. e Metropolitana Comunicação, Empreendimentos e Participação Ltda. Carga tributária PIS/COFINS - 3,65% O prefeito Jonas Donizette (PSB) apresenta amanhã, às 15h, o Plano Intersetorial de Atenção à População em Situação de Rua. O plano traz propostas imediatas para a região central da cidade, além de ações de médio e longo prazos. Uma comissão de estudos da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Luiz Carlos Rossini (PV), vem atuando para fazer um mapeamento da situação e propor medidas. Na sexta-feira, o capitão da Polícia Militar André Luiz Pereira relatou à comissão casos de violência entre os moradores de rua. Receita da qual a Prefeitura está abrindo mão com incentivos fiscais Fotos: Cedoc/RAC Do vereador Tenente Santini (PSD), sobre o projeto de sua autoria que institui a chamada emenda impositiva ao orçamento municipal. Investidores terão isenção de impostos e taxas por 10 anos MILHÕES DE REAIS A6 CORREIO POPULARA6 Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 CIDADES
  7. 7. “O grão é preto achocolatado, exatamente como o mercado precisa que seja.” IAC LANÇA NOVO TIPO DEIAC LANÇA NOVO TIPO DE FEIJÃO PRETO NA AGRISHOWFEIJÃO PRETO NA AGRISHOW Pesquisador do IAC Convocados para a Copa agitam a rede TECNOLOGIA ||| PRODUÇÃO ALISSON FERNANDO CHIORATO Está circulando pelas redes so- ciais e de mensagens uma su- posta lista de convocados pe- lo técnico Tite para a Copa do Mundo 2018, na Rússia. A lis- ta, que deveria ser divulgada na próxima segunda-feira (14), contém os 23 nomes que irão vestir a camisa da Sele- ção em junho deste ano, e, de acordo com ela, vazada na in- ternet, constam apenas dois nomes de times brasileiros, ambos jogadores do Grêmio. Muitos fãs e especuladores de futebol já comemoraram, ou contestaram, os nomes divul- gados por ‘vazamento’, e a no- tícia também chegou a alguns dos jogadores que esperavam uma confirmação oficial da CBF. Beatriz Maineti ESPECIAL PARA A AGÊNCIA ANHANGUERA cidades@rac.com.br O Instituto Agronômico (IAC) lançou um novo tipo de feijão preto precoce na Agrishow 2018, que aconteceu de 30 de abril a 4 de maio, em Ribeirão Preto. O novo feijão, chamado de IAC Veloz, tem ciclo de 75 dias, o que deve contribuir pa- ra o cultivo em regiões onde acontece a rotação de cultura do feijão com soja e milho. En- tre as regiões, estão, por exem- plo, Mato Grosso e Paraná, on- de, respectivamente, o IAC Ve- loz apresentou ciclo de 75 e 80 dias. O período de ciclo consiste no tempo em que o grão permanece no solo, e o pouco tempo de permanên- cia pode contribuir, também, para campos onde haja uso de irrigação. Segundo o pesquisador do IAC Alisson Fernando Chiora- to, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o ciclos são, geral- mente, de 90 dias, e a redução de um ciclo “aumenta a janela de semeadura e de colheita, beneficiando o agricultor”. Além do ciclo mais curto, o IAC Veloz possui alta produtivi- dade, chegando a média de 2.725 quilos por hectare em pe- ríodo de semeadura das águas, 2.012 quilos no período de seca e 3.035 quilos no inver- no, de acordo com o pesquisa- dor. Em relação a sua aparên- cia, o IAC Veloz não foge ao co- mum. “O grão é preto achoco- latado, exatamente como o mercado precisa que seja”, afir- ma Chiorato. Em relação ao consumo do IAC Veloz, o grão se mantém inteiro após o cozimento, e tem a casca fina, de acordo com o pesquisador. Além dis- so, o valor percentual de pro- teína da nova cultivar chega a 21%, aumentando seus benefí- cios a quem o consome. Para o produtor, o grão é resistente à antracnose, infecção da planta por agentes etiológi- cos, e tolerante à murcha de fusarium, doença causada em regiões onde o tomateiro é cul- tivado, o que diminui o con- trole químico da produção em cerca de 20%. A planta, com porte ereto, facilita a co- lheita mecânica. O feijão preto, atualmente, é produzido no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, e seu mercado de consumidores se estende até Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em São Paulo, o grão é mais usado em oca- siões mais específicas, como a confecção de feijoadas. O insti- tuto já desenvolveu mais de dez cultivares de feijão preto, e atualmente mantém a IAC Netuno, lançado no final de 2017 e cultivada na Bahia, on- de há 4 mil hectares planta- dos, além do Paraná e Santa Catarina, além começar a ser plantada em Holambra, e ago- ra disponibilizará o IAC Veloz, que está em fase de produção no IAC, em Campinas, e estará disponível no final de 2018. Pa- ra incentivar o cultivo do grão nas lavouras paulistas, o insti- tuto está buscando parcerias. Entre elas, a parceria com a Ca- mil Alimentos e a MIAC Má- quinas Agrícolas está direcio- nada a reunir produtores do Vale do Paraíba interessados em cultivar o feijão preto. Nessa colaboração, a Camil se compromete a comprar o produto, mas exige uma pro- dução de 20 mil sacas, enquan- to o IAC fornece as sementes e a MIAC oferece o maquinário e implementos gratuitamente aos participantes do projeto. “Com potencial produtivo de 2.800 quilos por hectare, é pos- sível produzir de 45 a 50 sacas por hectare para atender a de- manda da Camil”, explica Chiorato. A identificação dos agricultores interessados em fazer parte da atividade será feita pela Coordenadoria de As- sistência Técnica Integral (Ca- ti) do Vale do Paraíba. ✔ESTA É A VERDADE A confirmação mesmo só chega na próxima segunda-feira, 14, com o anúncio oficial do técnico Tite. A lista replicada nas redes sociais é mais um boato de uma série deles que deverão ainda surgir em relação à Copa. Em 2014, assim como está acontecendo agora, uma listagem falsa também foi divulgada, e as incorreções apareceram mais claramente com o anúncio oficial do ex-técnico da Seleção na época, Luiz Felipe Scolari. O elenco recentemente divulgado contém grande parte dos favoritos à convocação, o que indica apenas uma digitação de palpites e uma assinatura qualquer feita num pedaço de papel. O IAC Veloz tem ciclo de 75 dias, o que deve contribuir para a rotação de culturas O IAC lançou um novo tipo de feijão preto: “Com potencial produtivo de 2.800 quilos por hectare, é possível produzir de 45 a 50 sacas por hectare para atender a demanda da Camil” O Correio Popular passa a publicar regularmente uma seção dedicada a vigiar o noticiário falso que circula na internet. Trata-se de espaço que reafirma o compromisso do jornal em manter um jornalismo sério e de qualidade. Caso os leitores queiram ajudar o Correio a ser vigilante da boataria irresponsável, basta entrar em contato pelo e-mail boatosnarede@rac.com.br e apontar a informação que tenha despertado desconfiança para que os jornalistas da redação possam investigar. Você pode também contribuir pelo WhatsApp no (19) 9 9998-9902 ou ligar nos telefones 3772-8221 ou 3772-8003. O esforço para combater a desinformação tem de ser coletivo. Boatos na rede Thomaz Marostegan/Especial para a AAN No IAC Campinas, ele estará disponível no final de 2018 CORREIO POPULAR A7CIDADES Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 A7
  8. 8. “Deus não é comerciante. Ele não quer dinheiro. Quer a doação da nossa dedicação, quer nossa ação caridosa.” A ORIGEM DO DIA DAS MÃES Pedreiro e “filho” da irmã Dora Freira IRMÃ DORA SÉRGIO DA SILVA ROCHA rogerio.verzignasse@rac.com.br Irmã Dora e o menino Sérgio da Silva Rocha, em foto de 1986 (acima), e na semana passada, num reencontro divertido e emocionado no abrigou do Parque Itália, em Campinas: freira tem toda uma vida dedicada ao acolhimento, o que a fez construir laços inseparáveis com os adultos de hoje FREIRA perdeu a conta de quantos “filhos” acolheu e EDUCOU no abrigo que ergueu, com a comunidade, no PARQUE ITÁLIA, em Campinas. É o Lar de PROMOÇÃO DO JOVEM RogérioVerzignasse “ Anna Jarvis perdeu sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, em maio de 1905, na cidade de Grafton, no estado da Virgínia Ocidental, EUA. Com a morte da mãe, Anna, diante do sofrimento e da dor que sentiu, decidiu organizar com a ajuda de outras moças um dia especial para homenagear todas as mães e para ensinar as crianças a importância da figura materna. Anna e suas amigas eram ligadas à Igreja Metodista da cidade. Em 10 de maio de 1908, o grupo de Anna conseguiu celebrar um culto em homenagem às mães na Igreja Metodista em Grafton. A repercussão do tema chamou atenção de líderes locais governador do estado de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock. Glassock definiu 26 de abril de 1910 como o dia oficial REPORTAGEM ESPECIAL DA AGÊNCIA ANHANGUERA Dora,debraços sempreabertos Em meados da década de 1980, uma freira ficou famosa em Campinas porque acolhia crianças órfãs. Na época, com a ajuda da comunidade, ela ergueu um sobrado de 600 metros quadrados em um terreno doado pelo então prefeito Chico Amaral. Lá, os nove quartos do “Lar de Promoção do Jovem” serviam de teto para 41 crianças. E muitos outros pequenos viveram por ali nos anos seguintes. Centenas deles. A irmã Dora perdeu a conta de quantos “filhos” educou. Hoje, não há mais orfanatos. A política nacional de assistência social regulamenta os abrigos provisórios e encaminha processos de adoção para crianças e adolescentes acolhidos. Mas o Lar, no Parque Itália, ainda existe, com propósito diferente. A irmã Dora usa o espaço para distribuir caixas de leite e cestas básicas para famílias carentes. Há 80 cadastradas, mas muitas outras chegam diariamente no portão e pedem ajuda para encher a mesa. Nunca falta comida. Chega da Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa), de varejões, de supermercados. Os alimentos também são doados por cidadãos comuns, que nunca aparecem, mas deixam pacotes e pacotes de mantimentos. “Deus provém”, resume a senhorinha divertida, que beira os 87 anos de idade. Maria Doralice Martins Ferreira nasceu na zona rural de Fortaleza. Ela foi criada pela avó Raimunda, católica fervorosa, e ainda menina se mudou para o Rio. Lá em 1950, com quase 20 anos de idade, ela se mudou para Campinas e entrou no convento. Na Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, começou o seu trabalho benemerente em imóveis alugados. Ela conseguiu inaugurar o Lar em 1986, com o dinheiro doado por um empresário, no terreno de 600 metros quadrados cedido pela Prefeitura. Na época, nem asfalto tinha na Rua Francisco Abreu Sampaio. O mais interessante é que aquele ponto do Parque Itália acabou concentrando entidades assistenciais importantes, que atendem autistas, idosos, pessoas com deficiência. Os anos foram passando e o Lar virou uma espécie de parada obrigatória para parentes de quem é assistido por todos os serviços ao redor. Todo mundo passa por ali e abraça a senhorinha. E muita gente acaba se oferecendo para ações voluntárias no Lar: organização de eventos, distribuição das cestas, recepção de mantimentos… O mesmo menino Mas, entre tantas visitas, algumas são muito especiais. Como a do pedreiro Sérgio da Silva Rocha, um rapaz de 36 anos que foi acolhido e educado pela irmã, e afirma que vai ser eternamente grato a ela. E — por uma dessas coincidências fantásticas do destino — Gabriel aparecia, ainda menino, na foto de jornal guardada pela freira, onde o Correio Popular destacava o trabalho abnegado da congregação, na época da inauguração do Lar, Na matéria de 1986, assinada por Cacalo Fernandes, o menino tinha 5 anos. Banguelinha, cabeludo, sorridente. O Sérgio — homem feito — já é pai de duas crianças. Ainda mora ali pela quadra, em uma casinha que ele mesmo ergueu. “A irmã Dora é minha mãe. Enquanto ela existir, vou passar aqui e me oferecer para tudo o que ela precisar. Vou cuidar dela, como ela cuidou de mim”, fala. Mas a irmã, modesta, fala que não precisa de ajuda. Ela quase não anda. Tem as mãos deformadas por uma artrite reumatoide. Precisa de ajuda para se alimentar. Anda apoiada na cadeira. Mas não conta, por exemplo, com uma simples cadeira de rodas para se locomover. “Quem precisa são os pobres, que pedem comida”, diz. A irmã Dora conta que teve três irmãos. Todos já se foram. Mas ela tem sobrinhos de sangue: dois moram no Rio, cinco em São Paulo, um em Fortaleza. Mas o que dá alegria mesmo são os filhos do coração, adotados por ela, e todos os “netinhos” que se espalham pela cidade. Quem faz o bem colhe os frutos para sempre. Ela sabe disso. A irmã Dora é minha mãe. Enquanto ela existir, vou passar aqui e me oferecer para tudo o que ela precisar. Vou cuidar dela, como ela cuidou de mim.” Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. Carlos Drummond de Andrade Cedoc/RAC Dominique Torquato/AAN PARA SEMPRE A8 CORREIO POPULARA8 Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 CIDADES
  9. 9. “Existemuito preconceitocom mãessolteiras;meu estadocivilnãome definecomomãe. Sóeuseidosmeus erroseacertos.” “Nãofoitarefafácil, tivequeadquirir maturidadenão condizentecoma minhaidade.Minha filhaéminhamaior riqueza.” Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, aponta que o Brasil ganhou 1,1 milhão de famílias compostas por mães solo nos últimos dez anos. Em 2005, o País tinha 10,5 milhões de famílias de mulheres sem cônjuge e com filhos, morando ou não com outros parentes. Já os dados de 2015, os mais recentes do instituto, registram 11,6 milhões de mães solteiras. Outro fator que aponta o avanço feminino é o aumento de mulheres que são consideradas referências na família. Segundo o IBGE, entre as famílias com filhos, as mulheres eram apontadas como referência mesmo tendo um cônjuge em 4,8% dos casos em 2005. Já em 2015, o percentual saltou para 15,7%. O IBGE considera como pessoa de referência quem é responsável pela unidade domiciliar (ou pela família) ou assim considerada pelos outros membros. Com essa sociedade moderna, as mães enfrentam os riscos da violência e da depressão em seus filhos. Além disso, fazem jornada dupla. Elas se desdobram para organizar a casa, desempenhar as funções de mãe e de profissional. Em Campinas, uma das heroínas é Fernanda Lopes, de 36 anos. Aos 18 anos ela teve a filha e desde então, sempre criou Larissa sozinha, sem nenhuma ajuda financeira do pai, que foi embora do Brasil quando ela tinha menos de um ano. Hoje Larissa está com 17. “Tive que abrir mão de várias coisas para dar o melhor para a Larissa. Entre escolher fazer uma faculdade e em dar um bom estudo pra ela, em escolas particulares, claro que optei pela Larissa”, conta. A administradora não tinha na época condições financeiras para pagar os dois estudos e ainda as demais despesas com uma criança, como roupas, remédios e alimentação. “Sem contar os mimos e também os brinquedos né, pois toda criança merece. Sempre procurei, na medida do possível, dar tudo para ela”, disse. Somente em 2016, Fernanda conseguiu ingressar na faculdade, mas no final de 2017 perdeu o emprego. Desempregada até hoje, ela ainda tenta manter os estudos e construir uma carreira. “Mas não posso reclamar e sim agradecer a Deus pela filha maravilhosa que Ele me deu. É importante ainda destacar o apoio dos meus pais ao cuidar dela para que eu pudesse trabalhar, pois teve momentos em que eu tive dois empregos para dar conta de tudo. Se não fosse o apoio deles nessa época, não seria como seria”. O namorado de Fernanda, Anderson Paganuchi, também ajuda com a filha. “Hoje também posso contar com a ajuda dele, que me dá uma enorme força e entende as minhas necessidades. Mesmo com tanta luta eu posso dizer que sou uma pessoa de sorte, pois com certeza minha filha é a maior riqueza que tenho na vida, e tenho muito orgulho, da mulher que ela se tornou”, falou. Mas ainda existe muito preconceito com essas mães. A fisioterapeuta Aline Dianne Faustino Silva, de 34 anos, é mãe de Sofia Bueno, de 6. A maternidade foi planejada enquanto ela estava em um relacionamento estável no último ano da faculdade. Mas a vida deu uma reviravolta. “A gravidez dela aconteceu exatamente no dia 01/01/2011. Nunca vou me esquecer. Ela foi muito desejada, mas o relacionamento não deu certo. Quando ela tinha um ano e meio nos separamos. Ele é um ótimo pai e muito presente, mas dessa separação fiquei com o financiamento do apartamento, do carro e uma criança para cuidar”, conta. Aline abriu mão de muita coisa, inclusive de morar na Espanha. “Sofia chegou a ficar quatro meses comigo lá. Fala espanhol fluente, mas não consegui autorização para mudar para lá com ela e terminei um quase casamento. Ela sempre será a minha primeira escolha. Mesmo assim, ainda enfrento muito preconceito da sociedade e até da família. Sou uma mãe como qualquer outra”, lamentou. A maternidade trouxe ainda foco para a vida de Aline. “Sempre fui muito determinada, mas com ela fui obrigada a lutar muito mais para viver. Espero que ela aprenda com isso”. Ela ainda deseja para o Dia das Mães, um mundo menos cruel. “Desejo apenas poder levar a minha filha para todos os lugares, sem temer a violência, o preconceito e até a pedofilia”, pediu. FisioterapeutaAdministradora ALINE DIANNE FAUSTINO SILVAFERNANDA LOPES Mães solos encaram preconceito e adversidades em nome do amor “ Metodista Andrews, tema do culto logo locais e do então Virgínia Ocidental, definiu a data de dia oficial de comemoração em homenagem às mães. Logo a repercussão da celebração oficial em âmbito estadual alastrou-se para outras regiões dos Estados Unidos e foi adotada também por outros governadores. Por fim, no ano de 1914, o então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, propôs que o Dia Nacional das Mães fosse comemorado em todo segundo domingo de maio. O importante a ser mencionado é que a decisão de Wilson foi tomada a partir de sugestão da própria Anna Jarvis, que ficou internacionalmente conhecida como patrona do Dia das Mães. E NO BRASIL? No caso do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houve também outros focos de comemoração de mesmo teor, geralmente associados a instituições religiosas. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, em todo segundo domingo do mês de maio. (Fonte: Brasil Escola) A fisioterapeuta Aline e a filha Sofia, 6 anos: “Ela foi muito desejada, mas o relacionamento não deu certo” DA AGÊNCIA ANHANGUERA A administradora Fernanda e a filha Larissa, 17 anos: “Não posso reclamar e sim agradecer a Deus” rafaela.dias@rac.com.br Leandro Ferreira/AAN Leandro Torres/AAN Rafaela Dias CORREIO POPULAR C8CIDADES Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 A9
  10. 10. Supermães: uma entrega sem limites DIA DAS MÃES ||| SUPERAÇÃO Há quem diga que se mãe tives- se algum sinônimo, as denomi- nações seriam afeto, proteção ou carinho. O que dizer então daquelas que largam tudo o que tinham para se dedicar úni- ca e exclusivamente aos seus fi- lhos que precisaram enfrentar graves doenças ainda na infân- cia? Neste Dia das Mães, o Cor- reio Popular traz a história de três ‘supermães’, como Ana Ri- ta Costa, de 44 anos, que dei- xou tudo para trás em Casa No- va (BA) e veio a Campinas no fim do ano passado para acom- panhar o tratamento da leuce- mia de sua filha de 7 anos no Centro Boldrini, referência na- cional em casos de câncer in- fantil. Ela passa as 24 horas do dia ao lado da sorridente e comuni- cativa Ana Laura. "Em setem- bro, quando veio o diagnóstico de que Ana Laura estava com leucemia, tudo parou. Não po- dia mais olhar para trás, só pa- ra frente. Eu tinha uma vida de- dicada ao trabalho, uma corre- ria para dar uma vida melhor aos meus filhos. Deixei minhas duas empresas para trás, mi- nha outra filha e meu marido para me dedicar a ser só mãe da Ana Laura", conta. O pai da menina ficou na Ba- hia com a filha mais velha do casal, mas quando a saudade aperta, consegue passar de uma a duas semanas perto da garotinha em Campinas. A ma- mãe se derrete por ela. "Quan- do a gente descobre uma doen- ça dessas na pequenininha da gente, nosso xodó, acaba fican- do sem chão. Mas quando vê no tratamento a reação dela, a alegria, brincando e sorrindo, is- so nos fortalece" , diz. Ana Laura irradia alegria por onde passa. Carismática, ela fa- la em virar 'youtuber' em breve para contar da sua vida na in- ternet, e sonha alto: "Quando eu crescer quero ser médica". A garotinha de 7 anos fala como gente grande quando questio- nada sobre a grave doença que enfrenta. "Quando saí de lá (da Bahia), não entendia nada. Pa- ra mim, era uma doença nor- mal, como qualquer outra. Mas agora a psicóloga me ajudou a entender. Sinto saudade da mi- nha cachorra, mas fiz muitos amigos aqui também. Neste Dia das Mães eu até queria le- var minha mãe para um lugar melhor, mas como estou com a imunidade baixa, não vai dar. Quando melhorar vamos come- morar. Também quero voltar lo- go à escola" . Assim como Ana Rita Costa, Diana Correa também veio de muito longe para cuidar de sua filha Maria Júlia, a Maju, de 8 anos, que tem LLA (leucemia linfoide aguda). A assistente so- cial de 39 anos veio com seu marido de Manaus, deixando outros dois filhos com o sogro na capital amazonense, por- que, como ela mesma diz, "con- versei com eles e disse que a 'maninha' deles estava preci- sando mais de mim agora" . Maju descobriu a doença em 2015. Os primeiros meses fo- ram a descrição de um pesade- lo, segundo Diana. "Quando recebi a notícia, o impacto foi tão grande que não soube lidar. Minha única filha foi diagnosticada com câncer, com 5 anos. Chegou ao hospi- tal de cadeira de rodas. Desa- bei", lembra. O tratamento no Boldrini, no entanto, mudou a forma como ela encarou a doença. "Descobri que tinha tratamento e resolvi encarar. Meu marido é policial militar e conseguimos até fazer um ape- lo aos governadores para ele ser transferido de cidade, e con- seguimos. Uma legião de ami- gos nos ajudou e hoje minha fi- lha está bem, terminando o tra- tamento. E eu faria tudo o que fiz de novo pelos meus outros filhos, o Neto e o João Vitor", re- lata. Lidar com um filho doente requer mais que paixão, requer também firmeza e determina- ção para enfrentar um trata- mento que muitas vezes costu- ma ser traumático. Vera Lúcia Rebequi, de 43 anos, conta que virou uma ‘rocha’. "Percebi que minha filha se espelha em mim. Procuro não demonstrar o meu lado preocupado a ela, só o mais forte, a rocha. Para ela transmito alegria, para vê-la feliz", afirma a assistente social, que se afastou do trabalho em Santa Bárbara d'Oeste há um ano para se dedicar 100% ao tratamento de Elisa, de 8 anos, diagnosticada com sarcoma si- novial - são cânceres de múscu- lo, gordura, tecido fibroso, va- sos sanguíneos ou outro tecido de suporte do corpo, incluindo o tecido sinovial. Não tem flor, roupa, celular ou cosmético que alegre o Dia das Mães de Ana Rita, Diana e Vera Lúcia neste ano. Para as ‘supermães’ , o maior presente é ter suas filhas ao lado, com saúde, sem saber o que é a pala- vra limite quando o assunto é amor por seus filhos. MISSAS E FUNERAIS CURSO GRATUITO DA AGÊNCIA ANHANGUERA Qual o presente que você mais quer neste Dia das Mães? “O maior presente eu já ganhei, passar o Dia das Mães com as minhas filhas. Não preciso de um bem material, o meu presente divino é estar com elas.” (Ana Rita Costa) “Minha filha (Maju) chegou de cadeira de rodas no hospital em 2015 e hoje está andando, indo à escola. A vejo curada. Deus me deu de presente isso, meu coração fala isso.” (Diana Correa) “A cura da Elisa é o maior presente que posso receber. Tento ser forte, tenho virado uma rocha para enfrentar essa dificuldade.” (Vera Lúcia Rebequi) OPORTUNIDADE A Saneamento Básico de Vinhedo (Sanebavi), por meio da Instituição Brasileira de Administração Municipal (IBAM), abriu na última quinta-feira as inscrições para o concurso público da autarquia para o preenchimento de 36 vagas e 15 de cadastro reserva em 21 áreas diferentes. Os salários dos aprovados variam de R$ 1.424,31 e R$ 4.541,24, e 5% das vagas serão reservadas para pessoas com necessidades especiais, observando a aptidão para o exercício da profissão escolhida pelo candidato, em cumprimento à legislação federal. As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico www.ibamsp-concursos.org.br até o dia 7 de junho. O valor da inscrição varia de R$ 43,00 a R$ 82,00, de acordo com o grau de escolaridade da função de interesse. As provas do concurso devem acontecer em 24 de junho, e os horários e locais para a realização do exame serão divulgados após o encerramento do período de inscrições. As provas serão objetivas, contendo questões de múltipla escolha. O prazo de validade do concurso será de dois anos, contado a partir da data de homologação, podendo ser prorrogado pelo mesmo período, seguindo os interesses da Sanebavi. As vagas são para advogado, agente de serviços gerais, analista executivo de departamento, assistente administrativo, assistente social, atendente administrativo, auditor interno de planejamento e finanças, biólogo de estação de tratamento de água (ETA) e esgoto (ETE), contador, desenhista projetista, eletricista, engenheiro sanitarista, leiturista de hidrômetros, operador de máquinas, pintor letrista, químico de estação de tratamento de água (ETA) e esgoto (ETE), servente, técnico de informática e suporte, técnico de segurança do trabalho e técnico de estação de tratamento de água (ETA) e esgoto (ETE). Os candidatos à vaga de eletricista, operador de máquina e pintor letrista, serão convocados a realizar, também, uma prova prática, seguindo a necessidade de aptidão devido as peculiaridades das vagas. (AAN) Emdec orienta as gestantes sobre o uso das cadeirinhas renato.piovesa@rac.com.br falecimentos Fotos: Thomaz Marostegan/Especial para a AAN Ana Rita deixou tudo na Bahia para acompanhar a pequena Ana Laura O presente para estas mães hoje é o sorriso de suas ‘guerreiras’ Com o objetivo de promover uma cultura de paz, segurança e melhor qualidade de vida no trânsito, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) disponibiliza gratuitamente um módulo especial voltado para gestantes sobre o uso adequado das cadeirinhas para crianças. O curso é realizado por educadores e agentes da Divisão de Educação da companhia e, desde 2014, já foi apresentado para mais de 600 pessoas, num total de 30 encontros. Os conteúdos elaborados visam atender pais, gestantes, profissionais de saúde de maternidades e equipes neonatais, com o intuito de mobilizá-los para as questões de segurança no transporte de crianças. A profissional de relações públicas do Hospital PUC-Campinas, Maria Sônia Teixeira Nogueira, afirmou que aprendeu demais com os conteúdos apresentados. Ela afirma que a apresentação ajuda a conscientizar as pessoas sobre a importância do uso das cadeirinhas. “É extremamente importante o uso do cadeirão e do cinto de segurança, principalmente nas proximidades das nossas casas e em viagens curtas, quando a gente acredita que não corre riscos. O meu recado é que é muito perigoso e pode ser fatal qualquer colisão. Temos que nós cuidar tanto na gestação, quanto no período posterior, com nosso bebê, já que os danos podem ser irreversíveis”, comentou Maria. Para os interessados em participar da apresentação do módulo, basta realizar o agendamento pelo telefone (19) 3772-4078 ou pelo e-mail: maioamarelo@emdec.com.br. (Henrique Hein/Da Agência Anhanguera) Renato Piovesan Vera Lúcia se tornou uma ‘rocha’ para amparar sua pequena Elisa Para contato: falecimentos@rac.com.br DATA ESPECIAL Sanebavi abre inscrição para o concurso público ÚNICO CREMATÓRIO EM FUNCIONAMENTO NO RAIO DE 100KM DE CAMPINAS TELEFONES: (19) 3246-2079 e 3246-1028 * VALORES VÁLIDOS ATÉ 31/12/2018 CREMATÓRIO MUNICIPAL VALOR DA CREMAÇÃO: R$ 2.351,45 (*) Elas abriram mão de tudo quando suas filhas ficaram doentes e provam que amor e cura andam juntos ■ ■ CELIA IHA AVELAR Faleceu aos 58 anos, era casada com o Sr. Antonio Carlos Avelar. Deixa os fi- lhos: Jonatas e Caio. Seu sepultamen- to dar-se-á hoje dia 13/05/2018 às 10:30 horas, no Cemitério da Sauda- de. (Associada ao Plano Funerário da SE- TEC - NS 96926). Divulgação Aula do curso ministrado pela Emdec: informações repassadas por educadores e agentes desde 2014 A10 CORREIO POPULARA10 Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 CIDADES
  11. 11. Chef Claude brilha no Ceasa Gourmet EVENTO ||| ALTA GASTRONOMIA Henrique Hein DA AGÊNCIA ANHANGUERA henrique.hein@rac.com.br A 3ª edição do Ceasa Gour- met, reuniu ontem cerca de 25 mil pessoas no pier do Mercado de Flores da Cen- trais de Abastecimento de Campinas (Ceasa Campi- nas). No local, o público pre- sente pode degustar pratos da mais alta gastronomia a preços populares, que varia- ram de R$ 10,00 a R$ 20,00. Tinha opções para todos os gostos, como carnes, comida mexicana, crepes (doces e salgados) e muito mais. Hou- ve também a exibição de uma aula show do apresenta- dor e chef de cozinha Clau- de Troisgros, que ensinou ao vivo alguns dos seus segre- dos culinários. Dentro da área do evento, um grupo de alunos e chefs do curso de gastronomia da Universidade São Francisco (USF) o ajudaram na prepara- ção dos pratos. Toda ação de ontem foi promovida em par- ceria com o Campinas e Re- gião Convention & Visitors Bureau (CRCVB), o mesmo que promove o já tradicional Chefs na Praça. Segundo o presidente da Ceasa Campinas, Wander de Oliveira Villalba, a realização do ato teve como objetivo chamar as pessoas para den- tro da Ceasa. “Na nossa ava- liação, essa é uma das melho- res formas de atrair e convi- dar o público para conhecer melhor o Ceasa e as suas tra- dicionais atrações, por exem- plo, o mercado de flores”, ex- plicou. Ainda de acordo com o presidente, desde a primeira edição, a Ceasa Gourmet tem se preocupado em convidar um chef renovado para cozi- nhar seus pratos a partir dos produtos armazenados no es- toque da empresa. “Além da apresentação, os chefs de co- zinha ainda passam um pou- quinho da sua experiência de cozinha para as o público presente”, ressaltou Villalba. Ontem, o premiado chef francês – que também faz su- cesso na TV paga com os pro- gramas no canal GNT ‘Que Marravilha’ e ‘The Taste Bra- sil’, realizou sua apresenta- ção em um palco de 16 me- tros quadrados, com reprodu- ção simultânea em três te- lões de LED. Troisgros foi extremamen- te atencioso com o público – além do bom humor caracte- rístico, ele chegou a chamar ao palco um grupo de crian- ças para ajudá-lo a quebrar ovos e a bater alguns ingre- dientes no liquidificar. Muita simpatia A arquiteta Giovana Bianchi, de 37 anos, marcou presença no evento pela primeira vez. Ela conta que ficou impres- sionada. “O Claude é muito simpático e estamos agora es- perando ele acabar de fazer a comida, porque ela está com um cheiro muito bom”, disse a arquiteta. Na coletiva de impressa, Troisgros foi direto ao ponto quando precisou responder o que uma pessoa precisa fa- zer para aprimorar suas ha- bilidades culinárias. “A mi- nha dica para quem quer aprender a cozinhar é: antes de tudo, goste de cozinhar! Você precisa estar a fim, por- que se não estiver, eu sugiro que procure outra coisa pa- ra fazer”, brincou o chef de cozinha. Exposição Além de comidinhas e bebi- das, o evento de ontem con- tou ainda com a abertura da exposição Foto Ceasa – Festi- val Hercule Florence de Foto- grafia. A mostra de arte reve- lou o resultado do trabalho da série de workshops do pro- jeto Foto Ceasa, realizada ao longo de quatro semanas dentro do entreposto. Mais de 60 fotógrafos, pro- fissionais e amadores, retrata- ram os mercados, produtos, personagens do cotidiano e programas sociais da Ceasa Campinas, a quarta maior central de abastecimento do Brasil. Uma caminhada foto- gráfica, com mais de 100 par- ticipantes, também ocorrerá no próximo sábado, encerran- do os trabalhos do projeto. 12 Foi o total de estabelecimentos que participaram do encontro gastronômico Apresentador francês foi a principal atração da 3ª edição do festival que reuniu 25 mil pessoas Fotos: Thomaz Marostegan/Especial para a AAN Movimento de consumidores no pier do mercado de flores foi intenso O chef de cozinha Claude Troisgros contou seus segredos culinários Pratos de culinária requintada variaram de R$ 10 a R$ 20 RESTAURANTES CORREIO POPULAR A11CIDADES Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 A11
  12. 12. Protestos em 2011 abriram crise na Síria Ajuda voluntária aos irmãos sírios AÇÃO SOCIAL ||| NO EXTERIOR Rogério Verzignasse DA AGÊNCIA ANHANGUERA rogerio.verzignasse@rac.com.br Um casal campineiro deixou tu- do o que tinha por aqui — ca- sa, carro, família, emprego — e se aventurou, com os dois fi- lhos pequenos, a viver na Tur- quia e trabalhar na assistência a refugiados sírios. O publicitá- rio Lucas Cabral Ferreira e a mulher dele, a professora Jozi, há quatro anos faziam parte de uma organização não governa- mental que arrecadava donati- vos e os entregava a famílias acolhidas na Europa. Pois os dois se identificaram tanto com a ação social que decidi- ram, em janeiro, se mudar para Istambul. Na capital turca, os dois tra- balham para uma creche que acolhe 70 crianças sírias. Lucas, que também é produtor de ci- nema, consegue sustentar a própria casa administrando um estúdio. Mas ele também conta com a ajuda de velhos amigos daqui, que enviam cola- borações em dinheiro. Além disso, os velhos parceiros des- pacham mantimentos, roupas, comida e itens de higiene pes- soal, que são distribuídos a refu- giados espalhados por toda aquela região. O interesse em ajudar nas- ceu em 2014, quando o casal buscava se inscrever em gru- pos que executavam ações be- nemerentes. Na época, os efei- tos da guerra civil na Síria já to- mavam o noticiário, e os dois se impressionavam de ver na te- vê a situação daquelas pessoas, e daquelas cidades arrasadas por bombas. Na época, os dois decidiram montar o próprio grupo assis- tencial a refugiados, lançando a ideia na internet. Eles passa- ram a cadastrar interessados e a arrecadar as doações. Aí co- meçaram a ser marcadas as pri- meiras caravanas à Grécia e à Turquia, na rota preferida os sí- rios que abandonavam a terra natal. Aconteciam duas viagens anuais, em janeiro e setembro. Cada caravana durava 15 dias. Mas, em janeiro, o casal radica- lizou e partiu, de mala e cuia, para Istambul. O idioma, admite Lucas, ain- da é o maior obstáculo. O casal aprende a língua local para vi- ver com mais conforto. Eles co- meçaram a estudar árabe para entender os assistidos. Hoje, to- do trabalho é feito com a ajuda de um intérprete do inglês para o árabe. Os filhos João Pedro, de 10 anos, e Ana Clara, de 9, estu- dam em casa mesmo, educa- dos pela própria mãe professo- ra, no método homeschooling. “As crianças estão amando con- viver com uma cultura diferen- te. E não param de nos pergun- tar quando vão entrar em uma escola de idiomas para apren- der a língua dos turcos” , diz. Antes da viagem, Lucas já ga- nhava a vida, em Campinas, co- mo produtor de cinema. Hoje, ele é associado da Turquia Du- mela Filmes. “Deixamos os ami- gos, a família, apartamento, car- ro, móveis. E fazemos planos de voltar ao Brasil só daqui uns dez anos. A gente quer que es- se projeto não acabe”, resume. O cenário Apesar do voluntariado ser uma ação nobre, não é fácil tes- temunhar as condições sociais a que estão submetidos os refu- giados. Os sírios vivem um mis- to de incertezas e depressão: muitos sonham voltar, mas suas cidades estão arrasadas. E o pior, afirma, é que eles não conseguem empregos de- centes. “São explorados: baixos salários, condições desumanas de trabalho. Como são ilegais no país, eles nem podem exigir o pagamento de diretos bási- cos”, fala. Mas apesar de tudo, diz, a vontade de ajudar não pode es- morecer. “Vamos vivendo com a ajuda dos campineiros, que confiam na nossa iniciativa. E membros do nosso grupo conti- nuam fazendo as caravanas pe- riódicas para entrega de donati- vos”, diz. “O trabalho precisa continuar.” Cenas do trabalho voluntário do casal campineiro em Istambul e arredores, lugares que acolhem milhares de refugiados sírios: doação ao outro 5,5465mil De sírios deixaram suas casas e buscaram refúgio em nações próximas Morreram durante a guerra civil que eclodiu há seis anos Casal campineiro deixa o Brasil e se fixa na Turquia, para trabalhar na assistência a refugiados Fotos: Divulgação Amigos daqui sustentam projetos benemerentes A agitação na Síria começou em março de 2011, quando protestos pacíficos eclodiram pelo país, como parte da chamada Primavera Árabe. Os organizadores pediam uma reforma democrática ao presidente Bashar al-Assad, mas o governo respondeu com violência. Depois disso, alguns dos manifestantes se uniram a desertores militares para formar o Exército da Síria Livre, um grupo rebelde que queria derrubar o governo. Em 2012, essa revolta armada tinha se tornado uma guerra civil completa. A crise colocou a Síria no centro das batalhas por poder regional. Quando Assad pareceu ameaçado, ele recebeu a ajuda de grupos do Irã e do Líbano. Mas o Catar, a Arábia Saudita e a Turquia começaram a enviar armas e dinheiro aos rebeldes anti-Assad, incluindo milícias extremistas. A Rússia permaneceu com seu apoio de longa data ao governo de Assad, que é aliado de longa data do presidente Vladimir Putin no Oriente Médio. A Rússia bloqueou, por diversas vezes, uma ação internacional significativa na Síria, através de vetos às propostas do Conselho de Segurança da ONU. (Estadão Conteúdo) MILHÕESSÍRIOS A12 CORREIO POPULARA12 Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 CIDADES
  13. 13. Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 CORREIO POPULAR A13
  14. 14. Presidente do Banco do Brasil PAULO CAFFARELLI Grandes bancos superam os calotes De São Paulo Os grandes bancos de capital aberto no País conseguiram, pela primeira vez desde o co- meço da crise, em meados de 2015, entregar resultados maiores que os gastos com calotes em um trimestre. Embora o motor para o ponto de inflexão tenha sido, principalmente, a trégua da inadimplência nas grandes empresas, o fato de a maioria dessas instituições ter conse- guido expandir suas carteiras de crédito a despeito de um trimestre sazonalmente fraco é um sinal de que o volume de empréstimos pode com- pensar, ainda que em parte, a queda da Selic ao longo do ano. Juntos, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil apresenta- ram lucro líquido de R$ 17,4 bilhões de janeiro a março, ci- fra 11,44% maior do que a re- gistrada um ano antes, de R$ 15,6 bilhões. Com ajustes, o resultado dos maiores bancos do País fi- cou em R$ 16,3 bilhões, eleva- ção de 13,4% na mesma base de comparação. Em contrapartida, as des- pesas com provisões para de- vedores duvidosos, as chama- das “PDDs brutas” - ou seja, que não consideram a possi- bilidade de serem recupera- das - seguiram em queda. Esses gastos encolheram 17,53% no primeiro trimestre em relação a um ano antes, para R$ 17,36 bilhões ao final de março. Assim, ficaram le- vemente abaixo do lucro en- tregue no período - a primei- ra vez que isso acontece des- de o estouro da pior crise po- lítica e econômica no País. No comparativo trimestral, as despesas com PDDs enco- lheram 7,82%. Em queda A tendência, conforme os exe- cutivos dos grandes bancos, é de queda da inadimplência no decorrer de 2018. O único que manteve o índice estável no primeiro trimestre, consi- derando atrasos acima de 90 dias, foi o Itaú, impactado por um caso específico de grandes empresas. Apesar disso, o presidente executivo do banco, Candido Bracher, afirmou que não vê interrupção da trajetória de melhora da inadimplência, mas antecipou que o ritmo de redução dos calotes vai di- minuir. Nos demais bancos, o pri- meiro trimestre - que sofre in- fluência dos maiores gastos de início de ano, que pesam, principalmente, nos calotes de curto prazo (atrasos entre 15 e 90 dias) - veio acompa- nhado da melhora na qualida- de dos ativos. Os destaques foram Bradesco e Santander, com redução de 0,3 ponto percentual ao final de março ante dezembro. Nas últimas semanas, o te- mor com mais calotes no se- tor corporate voltou aos holo- fotes após os problemas com a Odebrecht, que enfrenta di- ficuldades para obter R$ 2,5 bilhões junto ao Bradesco e Itaú para honrar seus com- promissos financeiros. Isso porque a companhia depende da bênção de Banco do Brasil, BNDES e Santan- der em relação às ações da Braskem, que foram ofereci- das como garantia. Spreads e crédito Os resultados dos grandes bancos vêm em meio ao de- bate mais aquecido sobre a queda dos spreads bancários (diferença entre o custo de captação e o que cobram pe- lo crédito) no Brasil. Segundo dados do Banco Central, as taxas cobradas dos financiamentos com re- cursos livres cresceram 1,9 ponto percentual no primei- ro trimestre, passando de 31,8 pontos em dezembro pa- ra 33,7 pontos em março últi- mo. Na pessoa jurídica, houve aumento de 0,4 ponto no pe- ríodo, de 13,7 para 14,1. Já no caso das pessoas físicas, seg- mento cujas margens são me- lhores do que junto às empre- sas, o salto foi ainda maior: de 46,2 passou para ara 49 pontos. Entre os executivos dos grandes bancos, há uma ex- pectativa de que os spreads caiam ao longo deste ano - mas o ritmo dessa queda será ditado pelo comportamento da inadimplência. Conforme o presidente do Santander, Sergio Rial, a que- da “não virá com uma caneta- da”. O Cadastro Positivo, cujo texto-base do projeto foi aprovado na Câmara e ainda voltará para o Senado, deve contribuir para a queda dos spreads. O mix de crédito, entretan- to, tende a compensar a redu- ção das taxas. Isso porque as carteiras de crédito que estão crescendo, as de pessoas físi- cas, têm spreads maiores, en- quanto que os empréstimos para grandes empresas, nas quais as margens de lucro dos bancos são menores, se- guem em queda - o que tam- bém explica parte do aumen- to do spread no sistema. Do lado do crédito, o rit- mo de concessões permane- ceu tímido no primeiro tri- mestre. No entanto, os três bancos privados consegui- ram expandir as suas cartei- ras classificadas (sem avais e fianças) em relação ao último trimestre, motivados, princi- palmente, pelas pessoas físi- cas, uma vez que as empre- sas ainda não retomaram os seus investimentos. Na visão de um especialis- ta do setor bancário, isso é um sinal de que o ciclo de crédito mudou e o crescimen- to do volume da carteira de- verá parcialmente compen- sar a queda da Selic. O único grande banco que não conseguiu expandir a sua carteira no primeiro tri- mestre foi o BB. O desempe- nho do período, de acordo com seu presidente, Paulo Ca- ffarelli, veio “em linha com as expectativas da institui- ção” - e por isso o banco pre- feriu manter as suas proje- ções de desempenho para 2018. “O crescimento do crédito depende da velocidade da re- tomada da economia. Temos que lembrar que o Brasil en- frentou a pior crise de sua his- tória, e ainda temos uma res- saca no consumo. Mas acredi- tamos que o crédito vai au- mentar dentro da velocidade de retomada”, avaliou Caffa- relli. De acordo com o executi- vo, o ano atípico de eleições presidenciais no Brasil não deve fazer com que o BB alte- re suas projeções de desem- penho para crédito. Bradesco e Itaú também optaram por manter suas expectativas inal- teradas. Já o presidente do Brades- co, Octavio de Lazari, adotou um tom mais ameno. Para ele, sem a retomada do setor corporativo, será difícil alcan- çar o teto das previsões. “Se o crédito corporativo não an- dar, será muito difícil chegar no ponto mais alto das previ- sões, porque no varejo a quantidade de operações é al- ta, mas os valores são muito menores”, avaliou. Rentabilidade Pelo lado da rentabilidade, o presidente do BB reafirmou que o banco segue “debruça- do em reduzir a distância pa- ra os pares privados”. A instituição entregou re- torno no quesito mercado de 13,2% ao fim de março, me- lhora de 0,8 ponto percentual em um ano, mas redução de 1,3 ponto ante dezembro. No primeiro trimestre, o Itaú seguiu na liderança com retorno (ROE, na sigla em in- glês) de 22,2%. O destaque, contudo, foi o Santander, que ao entregar um indica- dor de 19,1%, ultrapassou o Bradesco (ROE de 18,6%, por conta ainda dos efeitos da compra do HSBC no Brasil), e assumiu o segundo lugar no ranking dos bancos mais rentáveis do País. (Do Esta- dão Conteúdo) MERCADO ||| FINANCEIRO “O crescimento do crédito depende da velocidade da retomada. Ele vai aumentar conforme essa velocidade” Caffarelli: “O Brasil enfrentou a pior crise de sua história, e ainda temos uma ressaca no consumo” Editor:Hélio Paschoal helio@rac.com.br Economia Pela 1ª vez desde 2015, eles tiveram ganhos acima dos gastos com os atrasos nos financiamentos Inadimplência menor de empresas foi o principal motivo Agência Brasil + brasil● esportes● caderno C CORREIO POPULAR A17Campinas, domingo, 13 de maio de 2018 A17

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