Módulo 2 - Aula 2

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Módulo 2 - Aula 2

  1. 1. Março, 2009
  2. 2. IDOSOS NA AGENDA POPULAÇÃO SAÍDA DA ATIVIDADE CONSIDERADA LABORAL: PERDA DE RENDA “DEPENDENTE” MORBIDADE POR DOENÇAS CUSTOS ELEVADOS CRÔNICO-DEGENERATIVAS PARA SUSTENTÁ-LA MUDANÇAS NA APARÊNCIA FÍSICA TEMOR EM AFETAR O PERDA DE PAPÉIS DESENVOLVIMENTO SOCIAIS E DE AUTONOMIA ECONÔMICO PARA AS ATIVIDADES DIÁRIAS
  3. 3. “O MUNDO ESTÁ SE APROXIMANDO DE UMA CRISE DO ENVELHECIMENTO. COMO A ESPERANÇA DE VIDA AUMENTA E AS TAXAS DE NATALIDADE DIMINUEM, A PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO IDOSA ESTÁ SE EXPANDINDO RAPIDAMENTE, AUMENTANDO O PESO ECONÔMICO SOBRE A POPULAÇÃO JOVEM” (BANCO MUNDIAL, 1994).
  4. 4. OECD RELATÓRIO: ENVELHECIMENTO POPULACIONAL LEVARÁ A UM DECRÉSCIMO NAS TAXAS DE CRESCIMENTO DO PRODUTO NACIONAL BRUTO. POR EXEMPLO, “TODAS AS COISAS PERMANECENDO IGUAIS, AS TAXAS DE CRESCIMENTO DO PNB DEVERÃO APRESENTAR UM DECRÉSCIMO DE 0,5% NA EUROPA, DE 0,6% NO JAPÃO E DE 1,5% NOS ESTADOS UNIDOS”. A PROPORÇÃO DOS GASTOS COM APOSENTADORIAS E CUIDADOS DE SAÚDE COM A POPULAÇÃO IDOSA PASSARÃO DE 9 A 16% DO PNB.
  5. 5. PARECE POSSÍVEL QUE UMA SOCIEDADE EM QUE A PROPORÇÃO DE PESSOAS MAIS JOVENS ESTÁ DIMINUINDO SE TORNE PROGRESSIVAMENTE PERIGOSA NÃO ACOMPANHANDO O PROGRESSO TÉCNICO DE OUTRAS COMUNIDADES NÃO APENAS NO QUE DIZ RESPEITO À QUESTÃO TECNOLOGICA E BEM ESTAR ECONÔMICO, MAS TAMBÉM NAS ARTES EM GERAL. (REPORT OF THE ROYAL COMISSION ON POPULATION, UK, 1949)
  6. 6. A MAIORIA DAS PESSOAS IDOSAS É UMA FONTE VIVA DE RECURSOS E CONTRIBUI PARA O BEM ESTAR DE SUAS FAMÍLIAS E COMUNIDADES. A CONTRIBUIÇÃO SUBSTANTIVA DAS PESSOAS IDOSAS NÃO É RECONHECIDA PELOS FORMULADORES DE POLÍTICAS. FREQÜENTEMENTE, PESSOAS IDOSAS SÃO ESTEREOTIPADAS COMO PASSIVAS, VULNERÁVEIS E A REALIDADE DE SUAS VIDAS É NÃO OBSERVADA (HELP-AGE).
  7. 7. ARTIGO 6 DA DECLARAÇÃO POLÍTICA DO PLANO MUNDIAL DE AÇÃO When ageing is embraced as an achievement, the reliance on human skills, experiences and resources of the higher age groups is naturally recognized as an asset in the growth of mature, fully integrated, humane societies.
  8. 8. MITOS, ESTEREÓTIPOS E POLÍTICAS A DEPENDÊNCIA DOS IDOSOS É, TAMBÉM, UM FENÔMENO DECORRENTE DE UMA PARTICULAR DIVISÃO DO TRABALHO E DA ESTRUTURA SOCIAL. PODE CONTER UM COMPONENTE SOCIALMENTE CONSTRUÍDO ATRAVÉS DOS PARADIGMAS NEGATIVOS DA POPULAÇÃO IDOSA, DE DISCRIMINAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO ETC. SLATER (1930): ATÉ FINS DO SÉCULO XIX, MEDIDAS VOLTADAS PARA A PROTEÇÃO DOS IDOSOS NÃO SE DIFERENCIAVAM DAS VOLTADAS PARA OS DOENTES, TODOS ENTENDIDOS COMO INCAPACITADOS PARA O TRABALHO.
  9. 9. PAPÉIS SOCIAIS COLE (1994): O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO É ACOMPANHADO PELA PERDA DE PAPÉIS SOCIAIS E SENTIDO DA VIDA. PAPÉIS QUE PODEM SER PERDIDOS E OUTROS QUE SÃO MANTIDOS, ADQUIRIDOS OU MODIFICADOS AO LONGO DA VIDA. APOSENTADORIA CÔNJUGE IRMÃOS PAPÉIS PARENTAIS (INVERSÃO)
  10. 10. O QUE DIFERENCIA O GRUPO DOS IDOSOS DOS DEMAIS? VULNERABILIDADES FÍSICAS E MENTAIS PROXIMIDADE DA MORTE PERDA DE PAPÉIS SOCIAIS EMBORA ISTO POSSA JUSTIFICAR O INTERESSE POLÍTICO E ACADÊMICO SOBRE A QUESTÃO, NÃO JUSTIFICA A EXISTÊNCIA DE PRECONCEITOS E ESTEREÓTIPOS E, MUITO MENOS, A DEFESA DE SEUS INTERESSES EM DETRIMENTO DOS DEMAIS OS IDOSOS NÃO VIVEM ISOLADOS E O SEU BEM-ESTAR ESTÁ INTIMAMENTE LIGADO AO DA SOCIEDADE COMO UM TODO.
  11. 11. NO ENTANTO... DEFICIÊNCIA É UM RESULTADO DA INTERAÇÃO ENTRE INCAPACIDADES FÍSICAS E MENTAIS E UM MEIO AMBIENTE NÃO INCLUSIVO. SE DEFICIÊNCIA É VISTA COMO O RESULTADO DA INTERAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS E AMBIENTAIS, PODE-SE DEDUZIR QUE NUM MEIO HOSTIL, PEQUENAS INCAPACIDADES PODEM SE TORNAR GRANDES DEFICIÊNCIAS E VICE-VERSA.
  12. 12. POR EXEMPLO... INCAPACIDADE PARA O TRABALHO: PESSOAS COM PEQUENA DEFICIÊNCIA PODEM SOFRER SEVERAS LIMITAÇÕES NÃO DEVIDO ÀS SUAS CARACTERÍSTICAS, MAS ÀS BARREIRAS AMBIENTAIS. EX: CADEIRANTE.
  13. 13. NOVA FASE E NOVOS PAPÉIS SOCIAIS FENÔMENOS RELATIVAMENTE RECENTES: AUMENTO DA ESPERANÇA DE VIDA NAS IDADES MAIS AVANÇADAS. MELHORIAS NAS CONDIÇÕES DE SAÚDE. AINDA NÃO FOI DEFINIDO UM PAPEL SOCIAL ESPECÍFICO PARA O IDOSO. NOVOS PAPÉIS PODEM SURGIR E SE ESTABELECER.
  14. 14. NOVA FASE NO BRASIL?? HOMENS: 13 ANOS MULHERES: 11 ANOS
  15. 15. NOVA FASE A CATEGORIA NOVA NÃO É A QUARTA IDADE, É A TERCEIRA (LASLETT, 1996). TERCEIRA IDADE: INDIVÍDUOS QUE NÃO SÃO MAIS ENQUADRADOS NA IDADE DO TRABALHO (OU SEGUNDA IDADE)). NÃO APRESENTAM SINAIS DE SENILIDADE E DECREPITUDE. LASLETT (1996): A EXISTÊNCIA DA TERCEIRA IDADE DEPENDE DA EXISTÊNCIA DE UMA “COMUNIDADE DE APOSENTADOS” COM PESO SUFICIENTE NA SOCIEDADE.
  16. 16. NOVA FASE A IDÉIA DE PERDAS ESTÁ SENDO SUBSTITUÍDA PELA DE MOMENTO PROPÍCIO PARA NOVAS CONQUISTAS E BUSCA DE SATISFAÇÃO PESSOAL. É A IDADE DO “PREENCHIMENTO” (LASLETT ,1996). NOVOS IDOSOS: NÃO SÃO CARACTERIZADOS POR SAÚDE DEBILITADA, PAUPERIZAÇÃO E EXCLUSÃO DAS DIVERSAS ESFERAS DA VIDA SOCIAL. A VELHICE FICOU VELHA.
  17. 17. CULTURA DO ENVELHECIMENTO “CULTURA DO ENVELHECIMENTO” RECENTE PODE SER CARACTERIZADA: PRESENÇA DE ELEMENTOS VELHOS (VISÕES NEGATIVAS DE PERDAS) AUSÊNCIA DE NOVOS ELEMENTOS MAIS ADEQUADOS. NO CASO BRASILEIRO, O “CULTO À JUVENTUDE” PERMEIA ESSES NOVOS ELEMENTOS.
  18. 18. CULTURA DO ENVELHECIMENTO ROSISKA OLIVEIRA: JANUS UMA FACE OLHANDO PARA A LIBERDADE E OUTRA PARA A ANGÚSTIA, INCERTEZA, MEDO DA MORTE. SEM PARÂMETROS: O QUE É CERTO OU ERRADO, RIDÍCULO OU ACEITÁVEL, SADIO OU MAL SÃO. DESTA FORMA, TORNA-SE NECESSÁRIA UMA OUTRA ABORDAGEM PARA SE PODER ENTENDER A INSERÇÃO SOCIAL DO IDOSO E COMO ESTA FOI INFLUENCIADA AO LONGO DE SUA VIDA.
  19. 19. CRISE DO ENVELHECIMENTO POPULACIONAL EM 2003: 13,5% DOS IDOSOS BRASILEIROS NÃO ERAM CAPAZES DE LIDAR COM AS SUAS ATIVIDADES DO COTIDIANO, TAIS COMO COMER E/OU IR AO BANHEIRO SOZINHOS; APROXIMADAMENTE 75% NÃO ESTAVAM NO MERCADO DE TRABALHO; 10,8% NÃO TINHAM RENDA; 78,6% RECEBIAM BENEFÍCIOS DA SEGURIDADE SOCIAL; CERCA DE 12% MORAVAM NA CASA DE FILHOS, GENROS OU OUTROS PARENTES.
  20. 20. CRISE DO ENVELHECIMENTO POPULACIONAL ENQUANTO A POPULAÇÃO IDOSA ERA RESPONSÁVEL POR 9% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, 25,2% DOS GASTOS COM SAÚDE FEITOS PELA REDE SUS EM 2003 FORAM DIRIGIDOS A ELA. RECEBIAM 27% DOS RECURSOS DO MINISTÉRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ALOCADOS PARA O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ( JULHO DE 2006).
  21. 21. NO ENTANTO... APROXIMADAMENTE 24% DOS DOMICÍLIOS BRASILEIROS SÃO CHEFIADOS POR IDOSOS EM 2007 50,3% TÊM FILHOS MORANDO JUNTOS. NESTES, A CONTRIBUIÇÃO DA RENDA DO IDOSO PARA O ORÇAMENTO FAMILIAR É DE 63,2%.
  22. 22. OU SEJA... A ASSOCIAÇÃO ENTRE ENVELHECIMENTO E DEPENDÊNCIA É UMA VISÃO ESTÁTICA QUE IGNORA OS GRANDES AVANÇOS TECNOLÓGICOS, PRINCIPALMENTE NA MEDICINA, E A AMPLIAÇÃO DA COBERTURA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE E DA SEGURIDADE SOCIAL. MENOS DE 15% DOS IDOSOS BRASILEIROS SÃO POBRES, (VIVEM EM FAMÍLIAS ONDE A RENDA MENSAL PER CAPITA É DE MENOS DE MEIO SALÁRIO MÍNIMO). A PROPORÇÃO COMPARÁVEL PARA A POPULAÇÃO JOVEM FOI DE 30,9% E PARA A ADULTA, DE 25,0%.
  23. 23. ASSUME-SE QUE A FALTA DE AUTONOMIA PARA LIDAR COM ATIVIDADES DIÁRIAS E A AUSÊNCIA DE RENDIMENTOS SÃO OS PRINCIPAIS DETERMINANTES DA “DEPENDÊNCIA” DOS IDOSOS. DEMANDANTES DE PROTEÇÃO SOCIAL. A “DEPENDÊNCIA” PODE SER REDUZIDA POR POLÍTICAS SOCIAIS.
  24. 24. PROPORÇÃO DE IDOSOS COM ALGUMA DIFICULDADE PARA REALIZAR AS ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA POR SEXO E IDADE BRASIL, 2003 40 30 20 10 - 60 a 64 65 a 69 70 a 74 75 a 79 80 + Fonte: IBGE/PNAD de 2003. Homens Mulheres
  25. 25. MECANISMOS DE PROTEÇÃO SOCIAL FAMÍLIA RENDA: PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL SAÚDE CUIDADOS DE LONGA DURAÇÃO: INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO E O ESTATUTO DO IDOSO
  26. 26. NORMAS SOCIAIS E FAMILIARES AO LONGO DA HISTÓRIA, EM QUASE TODO O MUNDO, O CUIDADO COM A GERAÇÃO MAIS VELHA TEM SIDO ATRIBUÍDO AOS DESCENDENTES, NORMA SOCIAL REFORÇADA PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE. ALÉM DISSO, AS NORMAS SOCIAIS E FAMILIARES ESTABELECEM QUE O PAPEL DE CUIDAR SEJA UMA ESPECIFICIDADE FEMININA. AS JOVENS DEVEM CUIDAR DOS FILHOS E NA MEIA-IDADE OU NA VELHICE DOS MARIDOS DOENTES, PAIS E SOGROS IDOSOS FRAGILIZADOS (NERI, 2006).
  27. 27. OBRIGAÇÕES FAMILIARES VÁRIOS TRABALHOS APONTAM QUE A PERCEPÇÃO DA OBRIGAÇÃO FILIAL DEPENDE DE NORMAS CULTURAIS ESPECÍFICAS E DA PROVISÃO DE SERVIÇOS POR PARTE DO ESTADO. POR EXEMPLO, DE VALK E SAAD (2008) MOSTRARAM QUE MORADORES DAS ANTILHAS APONTARAM UM SENSO MAIOR DE RESPONSABILIDADE FILIAL QUE MORADORES DA HOLANDA.
  28. 28. OBRIGAÇÕES FAMILIARES RELAÇÕES TRADICIONAIS DE GÊNERO RESULTAM EM UMA SOCIALIZAÇÃO DA MULHER PARA AS TAREFAS DE CUIDADOS. FILHAS DESENVOLVEM VÍNCULOS AFETIVOS MAIS FORTES COM OS PAIS QUE FILHOS. HÁ UMA RELAÇÃO ESTREITA ENTRE VÍNCULOS AFETIVOS FORTES E APOIO INSTRUMENTAL? RESPONSABILIDADES COMPETITIVAS OU DIVISÃO DE PAPÉIS. MESMO PARTICIPANDO MAIS NO MERCADO DE TRABALHO, FILHAS OCUPADAS DESPENDEM MAIS TEMPO COM OS PAIS EM DETRIMENTO DO SEU TEMPO DE LAZER (SPITZE E LOGAN, 2001).
  29. 29. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA PRINCIPAL RESPONSÁVEL FAMÍLIA CUIDADO DO IDOSO CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO DE 1994 ESTATUTO DO IDOSO DE 2003 BAIXA OFERTA DE ILPIs BAIXA UTILIZAÇÃO
  30. 30. APOIO FAMILIAR 13,5% DOS IDOSOS BRASILEIROS EXPERIMENTAVAM GRAVES DIFICULADES PARA A VIDA DIÁRIA. A GRANDE MAIORIA SÃO MULHERES (62,4%). DENTRE OS IDOSOS DO SEXO MASCULINO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE FÍSICA, 79% ERAM CHEFES DE FAMILIA. A PROPORÇÃO COMPARÁVEL PARA MULHERES FOI DE 41%. APROXIMADAMENTE 40% DESTAS FAMÍLIAS TÊM FILHOS RESIDINDO. UM TERÇO DOS FILHOS NÃO TRABALHA E NÃO ESTUDA. ESTES PODEM DEPENDER DA RENDA DOS SEUS PAIS, ASSIM COMO, PODEM CONTRIBUIR PARA O ORÇAMENTO DO DOMICÍLIO E PRESTAR ALGUM CUIDADO.
  31. 31. DISTRIBUIÇÃO DOS IDOSOS COM DIFICULADES PARA AS ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA POR CONDIÇÃO NO DOMICÍLIO E SEXO BRASIL, 2003 80 60 40 20 0 Chefe Cônjuge Outros parentes
  32. 32. COM QUEM VIVEM AS PESSOAS COM 70 ANOS E MAiS QUE TEM DIFICULDADES PARA AS ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA? BRASIL, 2003 40 30 20 % 10 0 Com cônjuge sem filhos Com cônjuge com filhos Com filhos e sem cônjuge Sós Outros Fonte: IBGE/PNAD de 2003. Homens Mulheres
  33. 33. APOIO FAMILIAR QUANDO OS CHEFES HOMENS DOS DOMICÍLIOS TÊM DIFICULDADES PARA AS AVD, AS SUAS CÔNJUGES ASSUMEM O SEU CUIDADO. DENTRE ESTAS CÔNJUGES, 26,6% NÃO TINHAM NENHUM RENDIMENTO. ISTO REFORÇA A QUESTÃO SOBRE QUEM SÃO OS DEPENDENTES NESTE TIPO DE ARRANJO FAMILIAR. APENAS 26,1% DOS IDOSOS BRASILEIROS COM DEFICIÊNCIAS NÃO TINHAM NENHUMA RENDA. DOIS TERÇOS DESTES ERAM MULHERES.
  34. 34. APOIO FAMILIAR ENTRE AS MULHERES COM DIFICULDADES PARA A VIDA DIÁRIA, 31% RESIDIAM NA CASA DE FILHOS E/OU DE OUTROS PARENTES. AINDA QUE NECESSITEM DE AJUDA, AS IDOSAS QUE RESIDEM COM OS FILHOS CONTRIBUEM PARA O ORÇAMENTO FAMILIAR COM OS SEUS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS: 25,9% DA RENDA FAMILIAR DESSES DOMICÍLIOS ERAM PROVENIENTES DA RENDA DAS IDOSAS. EM OUTRAS PALAVRAS, SÃO PESSOAS QUE PROVÊEM E DEMANDAM AJUDA. NÃO É POSSÍVEL SABER SE A CO-RESIDÊNCIA REFLETE PREFERÊNCIAS OU NECESSIDADES.
  35. 35. COMPOSIÇÃO PERCENTUAL DA RENDA DAS PESSOAS COM 70 ANOS E MAIS QUE TEM DIFICULDADES PARA AS ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA POR SEXO BRASIL, 2003 100% 75% 50% 25% 0% Homens Mulheres Trabalho Aposentadoria Pensão Doação Outros Fonte: IBGE/PNAD de 2003.
  36. 36. APOIO FAMILIAR OU SEJA, ESTÁ SE FALANDO UM SISTEMA DE TRANSFERÊNCIAS INTERGERACIONAIS DE DUAS DIREÇÕES, INTERMEDIADO PELAS POLÍTICAS SOCIAIS. DENTRE OS IDOSOS SEM RENDIMENTO, A GRANDE MAIORIA (81%) ERAM MULHERES E 76% DESTAS ERAM ESPOSAS.
  37. 37. FAMÍLIA E APOIO INTRAGERACIONAL NO FUTURO DETERMINANTES DEMOGRÁFICOS TAMANHO DA POPULAÇÃO ESTRUTURA ETÁRIA E POR SEXO NUPCIALIDADE: DIVÓRCIOS E RE-CASAMENTOS, DIFERENÇA DE IDADE ENTRE OS ESPOSOS IDADE À MATERNIDADE DISTRIBUIÇÃO DE PARTURIÇÕES NÍVEÍS DE FECUNDIDADE E MORTALIDADE COMPOSIÇÃO DOS ARRANJOS FAMILIARES RENDA
  38. 38. PROPORÇÃO DE MULHERES BRASILEIRAS QUE TIVERAM FILHAS NASCIDAS VIVAS 90 60 30 0 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008 Fonte: IBGE/PNADs. 50-59 70-79
  39. 39. SINTETIZANDO PARECE QUE: A CAPACIDADE DA FAMÍLIA BRASILEIRA DE CUIDAR DE SEUS MEMBROS IDOSOS ESTÁ SE REDUZINDO. MAIOR IMPACTO: MUDANÇAS NA NUPCIALIDADE, MUITO EMBORA, A QUEDA DA FECUNDIDADE TAMBÉM JÁ ESTEJA REDUZINDO O NÚMERO DE FILHOS DISPONÍVEIS. NO ENTANTO, TER FILHOS POR SI SÓ NÃO É GARANTIA DE CUIDADOS NA VELHICE. NÃO SE DISCUTIU O IMPACTO DA MAIOR PARTICIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO NA OFERTA DE CUIDADOS.
  40. 40. SINTETIZANDO IMPORTANTE: AJUDAR A FAMÍLIA A CUIDAR DO IDOSO. UMA ALTERNATIVA: UM SISTEMA FORMAL DE SUPORTE INCORPORANDO A FAMÍLIA E A COMUNIDADE--------- UM ATENDIMENTO MAIS QUALIFICADO PARA O IDOSO, O QUE PODE REDUZIR O SEU GRAU DE DEPENDÊNCIA E DIMINUIR AS PRESSÕES SOBRE A FAMÍLIA E A NECESSIDADE DE CUIDADOS MAIS PROLONGADOS. O PERTENCIMENTO A UMA INSTITUIÇÃO PODE REPRESENTAR UMA ALTERNATIVA DE AMPARO, PROTEÇÃO E SEGURANÇA.
  41. 41. SINTETIZANDO: FAMÍLIAS E INSTITUIÇÕES IMPORTANTE: MUDANÇA DE PERCEPÇÃO E QUE AS ILPIS SEJAM VISTAS COMO UMA OPÇÃO PARA DETERMINADAS SITUAÇÕES. A RESIDÊNCIA NUMA INSTITUIÇÃO NÃO SIGNIFICA, NECESSARIAMENTE, UMA REDUÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA PARA O APOIO E CUIDADO DE SEUS MEMBROS. A MANUTENÇÃO DOS VÍNCULOS FAMILIARES PODE E DEVE SER MANTIDA E, NESTE CASO, A FAMÍLIA AINDA PODE EXERCER O PAPEL DE FISCALIZAÇÃO.
  42. 42. SINTETIZANDO: FAMÍLIAS E INSTITUIÇÕES PODE SIGNIFICAR UMA NOVA ORGANIZAÇÃO E DIVISÃO DA RESPONSABILIDADE PELO CUIDADO DOS MEMBROS IDOSOS DEPENDENTES ENTRE A FAMÍLIA, O ESTADO E O MERCADO. INSTITUIÇÕES E FAMÍLIAS DEVEM CONTRIBUIR PARA O CUIDADO COM O IDOSO DEPENDENTE.
  43. 43. OBRIGADA!!! ana.camarano@ipea.gov.br

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