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Módulo 1 - Aula 3

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Módulo 1 - Aula 3

  1. 1. Célia Pereira Caldas, BN, MSc, PhD
  2. 3. <ul><ul><ul><li>Textos arcaicos em Sânscrito, em evidências arqueológicas, na Bíblia, nas pinturas em cavernas, nos dramas clássicos, na poesia e em alegorias medievais, nos relatos do início da era médica moderna e nos achados dos alquimistas. </li></ul></ul></ul>
  3. 4. <ul><li>Como parte dos planos divinos, os estágios da vida humana eram vividos pelas comunidades e como tal, sujeitas às vicissitudes do tempo e lugar. </li></ul><ul><li>As questões sociais ligadas à velhice só são relatadas em nível individual. Poucos autores fazem conexões entre explicações do envelhecimento e sua aplicação às circunstâncias da vida social real. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Tratados médicos em textos do antigo Egito </li></ul><ul><li>Hipócrates- 400 ac </li></ul><ul><li>Nos dois volumes do tratado &quot;Doenças agudas e crônicas&quot; de Soranus de Éfeso, do 1 º século da Era Cristã </li></ul><ul><li>De Senectude- Cícero: o elogio da velhice (106-43 a.C.) </li></ul><ul><li>No século II, na Era Cristã, Galeno (129-199 d. C.) dedicou à velhice uma importante obra: “Gerocomica”, na qual apresenta sua teoria sobre o esfriamento e ressecamento do corpo = velhice </li></ul><ul><li>Mitos e crenças da idade média </li></ul><ul><li>Até o sec XVIII a velhice era uma preocupação mais dos filósofos do que da medicina </li></ul>
  5. 7. <ul><li>A medicina francesa: a anatomia patológica estabelece novos padrões de compreensão das doenças que passam a ser localizados no corpo humano. Aí começam a surgir trabalhos sobre a velhice. </li></ul><ul><li>Bichat (1771-1802) o pai da anatomia patológica: a doença se inicia nos tecidos e depois “tomam” os órgãos. O envelhecimento é a degeneração dos tecidos. </li></ul><ul><li>Claude Bernard (1813-1878)- pai da moderna fisiologia experimental- “a chama da vida”, “a energia vital” </li></ul>
  6. 8. <ul><li>&quot;Doenças dos idosos e suas enfermidades crônicas&quot; . Obra que inaugura um discurso sobre a velhice. </li></ul><ul><li>É o primeiro que defende que as doenças da velhice devem ser estudadas especificamente </li></ul><ul><li>Critica o que vinha sendo produzido sobre envelhecimento na época- eram variações do que Cícero já escrevera há 1000 anos </li></ul><ul><li>Críticas: ausência de preocupação com tratamento e prevenção; apenas a constatação de que o envelhecimento é um processo natural </li></ul><ul><li>Chamou a atenção nos Estados Unidos para o envelhecimento, pois propunha paradigmas etiológicos e técnicas modernas. </li></ul>
  7. 9. <ul><li>A Pediatria é criada por Abraham Jacob e serviu de inspiração para a criação da Geriatria </li></ul><ul><li>1909- Nascher cria o termo Geriatria </li></ul><ul><li>1914- Nascher publica “Geriatrics”- o prefácio foi escrito por Jacob. </li></ul><ul><li>Nesta obra observa-se o esforço para separar o que é o “normal” do que é o “patológico” na velhice </li></ul><ul><li>Diferente da pediatria, a geriatria não conseguiu sucesso. Só nos anos 1960, ela consegue alguma visibilidade </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Em 1914, I.L. Nascher publicou &quot;Geriatria&quot;. Embora no formato se pareça muito com o compêndio de Charcot, o trabalho de Nascher é na verdade, um precursor da sociologia médica. Seu subtítulo &quot;as doenças da velhice e seu tratamento, incluindo o envelhecimento fisiológico, o cuidado domiciliar e institucional e relações médico-legais&quot; - atesta a orientação trans-disciplinar. </li></ul>
  9. 11. <ul><ul><ul><li>Esta obra introduz o termo Geriatria e estabelece a agenda para análises abrangentes e integrativas das condições de vida na velhice. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Nascher apresentou também grande habilidade para trabalhar com dados epidemiológicos, analisando-os no contexto apropriado. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Com seu trabalho, este que foi o primeiro geriatra americano, estabeleceu altos padrões para interpretar o envelhecimento de uma perspectiva abrangente. </li></ul></ul></ul>
  10. 12. <ul><li>O termo “Gerontologia” surge com Metchnikoff (1903), o descobridor da fagocitose. Era um cientista do Instituto Pasteur, seguidor de Charcot </li></ul><ul><li>Metchnikoff tinha o objetivo de buscar a longevidade através de intervenções médicas – a Ortobiose (envelhecimento livre de doenças) </li></ul><ul><li>Na verdade, ele trabalhava com a gerontologia experimental </li></ul><ul><li>Cria a teoria Tóxica do Envelhecimento </li></ul>
  11. 13. <ul><li>Elie Metchnikoff, com suas obras &quot;A natureza do homem&quot; (1903) e &quot; O prolongamento da vida&quot; (1908), defendeu sua teoria de que micróbios no trato digestivo causavam &quot;a natureza mórbida da velhice&quot;. </li></ul><ul><li>O fato do intestino ser muito extenso nos mamíferos faz com que tenhamos uma grande flora intestinal responsável por grande quantidade de toxinas, as quais vão gerando problemas que levam a degeneração do organismo. </li></ul><ul><li>Sua teoria tinha intenção de ter aplicações práticas para o prolongamento da vida. Para isso ele insistia que o yogurte poderia guardar o organismo de doenças que pudessem diminuir a capacidade vital, levando ao declínio. </li></ul>
  12. 14. <ul><ul><ul><li>Em 1922, o psicólogo G. Stanley Hall publicou &quot;Senescência&quot;. Metade desta obra recupera os modelos pré-modernos de envelhecimento. Utiliza o conceito de &quot;senectude bem-sucedida&quot;, criticando os arranjos sociais contemporâneos. Em seu texto ele mescla resultados da pesquisa básica sobre o envelhecimento, com sugestões práticas para os idosos. </li></ul></ul></ul>
  13. 15. <ul><li>abordagens &quot;holísticas&quot; ganham força nos E.U.A. o ímpeto pela &quot;grande teoria&quot; que abrangesse todo o conhecimento de outras disciplinas pode ser identificado nos esforços acadêmicos. </li></ul><ul><li>A realização mais destacada deste período foi a obra &quot;Problemas do Envelhecimento&quot;, de 1939, organizada e editada por E.V.Cowdry, com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Pesquisa recrutou 25 cientistas. Esta obra permanece como um marco, pelo qual se pode avaliar os esforços subseqüentes para a construção teórica gerontológica. </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Na época, como hoje, alguns especialistas afirmaram que o envelhecimento resultava de &quot;doenças degenerativas&quot;, enquanto outros consideravam o envelhecimento como um processo natural sem relação com qualquer particular patologia. </li></ul>
  15. 17. <ul><li>John Dewey, o mais importante filósofo americano nesta época, enfatizava a dificuldade inerente ao fato de se desconectar dados &quot;científicos” do contexto &quot;social&quot;. Ele foi um precursor do reconhecimento de que não importam os mecanismos subjacentes, as expressões das nuances dos contextos sociais podem traduzir a diferença entre o que Rowe & Kahn (1987) se referiram meio século após como envelhecimento &quot;normal&quot; ou &quot;envelhecimento bem-sucedido&quot;. </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Na Segunda edição de &quot;Problemas do envelhecimento&quot;, em 1942, Lawrence Frank apontou que &quot;o problema é multidimensional e irá requerer para sua solução, não apenas uma abordagem multidisciplinar, mas também uma correlação sinóptica de diversos achados e diversos pontos de vista&quot;. Estas posições emolduraram a agenda do desenvolvimento da gerontologia no século XX. </li></ul>
  17. 19. <ul><ul><ul><li>Os esforços de Cowdry, John Dewey e Lawrence Frank para construir teorias baseadas na multidisciplinaridade não foram continuados pelas gerações subseqüentes de pesquisadores do envelhecimento. A maioria dos gerontólogos construiu sua reputação aprofundando-se nos temas relativos ao envelhecimento, em sua especialidade de origem. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A partir de então, teorias inovadoras passaram a surgir do trabalho realizado no interior de campos específicos, e não de investigações conduzidas com lógica interdisciplinar. </li></ul></ul></ul>
  18. 20. <ul><li>A American Geriatrics Society, fundada em 1942, complementaria a missão da Gerontological Society of América (1945), mas se subscreve aos cânones das ciências médica, endossando apenas secundariamente os princípios da pesquisa transdisciplinar. </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Décadas 60 e 70- apenas a SBGG e o SESC </li></ul><ul><li>73- Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUC-RS </li></ul><ul><li>79 a 82- 1a. Residência médica em Geriatria no Hospital Eduardo Rabello, RJ </li></ul><ul><li>80- especialização em geriatria da PUC-RS e a especialização em Gerontologia Social no Instituto Sedes Sapientiae, SP </li></ul><ul><li>85- residência médica na FMUSP (mais antiga em funcionamento) </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Anos 90- UNATIs, cursos de especialização, grupos de pesquisa, programas de pós-graduação senso estrito (UNICAMP, PUC-SP, PUC-RS e Católica de Brasília) </li></ul><ul><li>2004- Curso de Graduação em Gerontologia na USP e em 2008 na UFSCAR </li></ul><ul><li>Amplia-se o número de publicações especializadas </li></ul><ul><li>2005- Institucionalização de grupos de pesquisa na plataforma Lattes e criação da sub-área no CNPq </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Na Biologia </li></ul><ul><li>Na Sociologia </li></ul><ul><li>Na Psicologia </li></ul>
  22. 24. <ul><ul><ul><li>Considerando que os biólogos o definem como uma série de mudanças letais que diminuem as probabilidades de sobrevivência do indivíduo, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>As teorias buscam os determinantes ou marcadores do envelhecimento. </li></ul></ul></ul>
  23. 25. Teorias biológicas do envelhecimento Microscópicas Macroscópicas Teorias Genéticas Teorias não-genéticas Teorias orgânicas Teorias sistêmicas
  24. 26. <ul><li>Teorias genéticas: </li></ul><ul><li>Mutações no DNA </li></ul><ul><li>Erro catastrófico </li></ul><ul><li>Teorias do envelhecimento programado (relógio biológico) </li></ul><ul><li>O limite de Hayflick </li></ul><ul><li>Teorias não-genéticas </li></ul><ul><li>Radicais livres </li></ul><ul><li>Uso e desgaste </li></ul><ul><li>Acúmulo de detritos </li></ul>
  25. 27. <ul><li>Teorias orgânicas </li></ul><ul><li>Cardiovascular </li></ul><ul><li>Reprodutivo </li></ul><ul><li>Hipotálamo </li></ul><ul><li>Tireóide </li></ul><ul><li>Teorias sistêmicas </li></ul><ul><li>Sistema neuroendócrino </li></ul><ul><li>Sistema imunológico </li></ul><ul><li>Sistema Nervoso Central </li></ul>
  26. 28. <ul><li>Nenhuma teoria explicaria sozinha a complexidade do processo do envelhecimento. </li></ul><ul><li>As mais recentes teorias transcendem as explicações tanto macro quanto microscópicas. </li></ul>
  27. 29. <ul><li>O envelhecimento é um processo biológico complexo. Mudanças em níveis molecular, celular e orgânico resultam em um progressivo, inevitável e inexorável declínio na capacidade do organismo responder adequadamente a estressores internos e/ou externos. </li></ul>
  28. 30. <ul><li>Teoria do envelhecimento celular (Weismann, 1882) </li></ul><ul><li>Teoria do uso e desgaste (Pearl, 1928) </li></ul><ul><li>Teoria dos Radicais Livres (Harman, 1956) </li></ul><ul><li>Teoria da mutação somática (Curtis, 1961) </li></ul><ul><li>Teorias Imunológicas (Walford, 1969; Finch & Rose, 1995) </li></ul><ul><li>Teorias Hormonais- relógio biológico (Denckla, 1975) </li></ul>
  29. 32. <ul><li>Como o indivíduo se ajusta à sociedade ao longo do tempo. </li></ul><ul><li>Como a estrutura social determina o processo do envelhecimento. </li></ul>
  30. 33. <ul><ul><ul><li>Na Sociologia do envelhecimento existem três gerações distintas de conceituações – cada uma com seus sub-temas e inovações metodológicas. </li></ul></ul></ul>
  31. 34. <ul><li>Caracterização da Gerontologia Social, cujos precursores são as obras “Personal Adjustment in old Age” (1949) de Cavan, Burgess, Havinghurst & Goldhammer e “Older People” (1953) de Havinghurst & Albrecht. </li></ul>
  32. 35. <ul><ul><ul><li>Estes esforços se alinhavam com as abordagens da psicologia social e tratavam das várias formas de atividade e satisfação de viver. Para explicar o ajuste em face do suposto declínio entre os idosos, estas abordagens baseavam-se em fatores de nível micro, como papéis, normas e grupos de referência. </li></ul></ul></ul>
  33. 36. <ul><li>Destacam o indivíduo como unidade de análise; </li></ul><ul><li>apresentam modelos aplicáveis universalmente; </li></ul><ul><li>foco no ajuste individual. Os fatores sociais eram considerados inquestionavelmente como dados. </li></ul>
  34. 37. <ul><li>Teoria do desengajamento (Cumming & Henry, 1961) </li></ul><ul><li>Teoria da atividade (Havighurst, 1968) </li></ul><ul><li>Teoria da modernização (Cowgill & Holmes, 1972) </li></ul><ul><li>Teoria da sub-cultura (Rose, 1965) </li></ul>
  35. 38. <ul><li>A segunda geração adotou uma abordagem estrutural em nível macro. </li></ul><ul><li>O foco estava nas formas pelas quais as condições estruturais ditam os parâmetros do processo de envelhecimento . O idoso é entendido como uma categoria coletiva . </li></ul>
  36. 39. <ul><ul><ul><li>O foco no nível individual é reducionista e desnecessário; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>as pessoas envelhecem de acordo com a maneira que a sociedade se organiza, com a agenda política, e com o posicionamento dos indivíduos na hierarquia social; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>a unidade de análise nesta concepção é a circunstância estrutural e não os atributos derivados do indivíduo. </li></ul></ul></ul>
  37. 40. <ul><li>Teoria da continuidade (Atchley,1989) </li></ul><ul><li>Teoria do colapso de competência (Kuypers & Bengtson, 1973) </li></ul><ul><li>Teoria da troca (Dowd, 1975) </li></ul><ul><li>Teoria da estratificação por idade (Riley, Johnson & Foner, 1972) </li></ul><ul><li>Teoria político-econômica do envelhecimento (Walker e Minkler, década de 80) </li></ul>
  38. 41. <ul><li>Nesta geração existe uma tentativa de se buscar uma posição intermediária. </li></ul><ul><li>Os atores são vistos como contribuintes ativos para o seu próprio mundo. </li></ul><ul><li>A terceira geração incorpora a preocupação estruturalista com a distribuição de recursos, aspectos econômicos e os rumos da economia; mas também reconhece que os atores criam significado e até a estrutura tem nuances distintas, dependendo de como é vista pelos atores. </li></ul>
  39. 42. <ul><li>Reconhecimento de que envelhecimento é um processo baseado em experiências. </li></ul><ul><li>Ele não ocorre isoladamente e é altamente influenciado pelas condições do entorno. </li></ul><ul><li>Estes teóricos buscam fazer ponte com os aspectos sociais, significados culturais, significados individualmente atribuídos e com as forças sociais que geram os padrões para a vida. </li></ul>
  40. 43. <ul><li>Construcionismo social (os indivíduos criam e mantém significados para suas vidas. O comportamento individual constrói a realidade); </li></ul><ul><li>Teoria Crítica (ideal de desenvolvimento humano. O envelhecimento como emancipação- autonomia, sabedoria e transcendência); </li></ul><ul><li>Perspectiva do curso de vida. </li></ul>
  41. 44. <ul><li>Esta perspectiva reconhece que os mais velhos não constituem um grupo homogêneo e que a diversidade entre os indivíduos tende a aumentar com a idade . </li></ul>
  42. 45. <ul><li>Vem sendo usada para análise de questões como: </li></ul><ul><ul><ul><li>a natureza dinâmica e processual do envelhecimento; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>como o envelhecimento é moldado pelo contexto, pela estrutura social e pelos significados culturais; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>como o tempo, o período histórico e a coorte moldam o processo de envelhecimento, tanto para indivíduos como para grupos sociais. </li></ul></ul></ul>
  43. 46. <ul><ul><ul><li>O critério idade não é o único usado pela sociedade para organizar o curso de vida. Há também critérios de classe social etnia, profissão e educação, que se entrelaçam com a idade para determinar a posição dos indivíduos e dos grupos na sociedade. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Em sociologia pode ser identificado a partir da teoria da estratificação por idade (Segunda geração), mas se firma como uma perspectiva de terceira geração. </li></ul></ul></ul>
  44. 47. <ul><ul><ul><li>Começa a firmar-se nos anos 70 no campo da sociologia e da psicologia. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Vem sendo usada para análise de questões como: a natureza dinâmica e processual do envelhecimento; como o envelhecimento é moldado pelo contexto, pela estrutura social e pelos significados culturais; e como o tempo, o período histórico e a coorte moldam o processo de envelhecimento, tanto para indivíduos como para grupos sociais. </li></ul></ul></ul>
  45. 48. <ul><ul><ul><li>Critérios de classe social etnia, profissão e educação se entrelaçam com a idade para determinar a posição dos indivíduos e dos grupos na sociedade. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Em sociologia pode ser identificado a partir da teoria da estratificação por idade (Segunda geração), mas se firma como uma perspectiva de terceira geração; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>É influenciada pelas teorias psicológicas do relógio social e das tarefas evolutivas (paradigma contextualista em psicologia). </li></ul></ul></ul>
  46. 49. <ul><ul><ul><li>1- O envelhecimento acontece desde o nascimento até a morte (não há um foco exclusivo na velhice); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>2- O envelhecimento envolve processos sociais, psicológicos e biológicos; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>3- A experiência de envelhecer é marcada por fatores históricos de coorte. </li></ul></ul></ul>
  47. 51. <ul><li>O primeiro teórico a propor este paradigma foi Klaus Riegel - no âmbito da psicologia do desenvolvimento. </li></ul>
  48. 52. <ul><li>Esta teoria refere-se à capacidade de viver em meio a contradições e a uma habilidade que o ser humano tem se sintetizar o conhecimento como resultado de uma longa experiência de vida. </li></ul><ul><li>Neste ponto de vista, os idosos podem não ser vem sucedidos em operações formais em testes cognitivos, mas são bem sucedidos em avaliações dialéticas.Operações formais não representam a medida da inteligência na maturidade. O pensar em qualquer idade é essencialmente dialético e não orientado pela busca do equilíbrio. </li></ul>
  49. 53. <ul><li>Nesta perspectiva considera-se que a pessoa vai se transformando à medida que a estrutura social se transforma. Assim, a situação pessoa-ambiente é totalmente passível de intervenção através de medidas física, psicológicas e sociais. </li></ul>
  50. 54. <ul><li>1- processo biológico interno de maturação e declínio sensorial na idade avançada; </li></ul><ul><li>2- processo extra-físico de maturação que envolve eventos traumáticos; </li></ul><ul><li>3- Processos de maturação psicológica; </li></ul><ul><li>4- Processos de maturação sociológica. </li></ul><ul><li>Os dois últimos processos envolvem a capacidade de interagir em sociedade. </li></ul>
  51. 55. <ul><ul><ul><li>Foco na mudança; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Interação dinâmica; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Causalidade recíproca; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ausência de completa determinação; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Preocupação com processos de mudança determinados pela atuação conjunta de processos individuais e históricos </li></ul></ul></ul>
  52. 56. <ul><ul><ul><li>Baltes sintetiza as idéias de Riegel, a perspectiva contextualista ( Teoria do Relógio Social e teoria das Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice) e a teoria da aprendizagem social; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Integra com o paradigma da mudança ordenada (Bühler e Erikson); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Resultando na seguinte proposição: existem três classes de influência sobre o desenvolvimento - 1)normativas, graduadas por idade; 2)normativas, graduadas por história; e 3) não normativas. </li></ul></ul></ul>
  53. 57. <ul><ul><ul><li>São influências biológicas e socioculturais claramente associadas à passagem do tempo. Ex: maturação física; casamento, etc. </li></ul></ul></ul>
  54. 58. <ul><ul><ul><li>Eventos de alcance genérico, que são vividos por indivíduos de uma dada unidade cultural e que guardam relações com mudanças biossociais que afetam todo o grupo etário. Ex; guerra, crises econômicas, etc. </li></ul></ul></ul>
  55. 59. <ul><ul><ul><li>Podem ser de caráter biológico ou ambiental e não atingem a todos os indivíduos de um grupo etário ao mesmo tempo. Ex: desemprego, divórcio, adoecer repentinamente, etc. </li></ul></ul></ul>
  56. 61. <ul><ul><ul><li>A descrição do envelhecimento cognitivo como um duplo processo que prevê o aperfeiçoamento da inteligência cristalizada e ao mesmo tempo, o declínio da inteligência fluida exemplifica essa questão. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida (life-span) adota uma perspectiva de &quot;declínio com compensação&quot;. De fato, há prejuízos nas capacidades biológicas e comportamentais, no entanto o declínio é moderado por experiências sociais que produzem capacidades socializadas estáveis ou até crescentes. </li></ul></ul></ul>
  57. 62. <ul><ul><ul><li>A idade cronológica não causa o desenvolvimento nem o envelhecimento, mas é um importante indicador; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O desenvolvimento se estende por toda a vida; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O desenvolvimento e o envelhecimento envolvem uma seqüência de mudanças: a) graduadas pela idade; b) graduadas pela história; c) não normativas; </li></ul></ul></ul>
  58. 63. <ul><ul><ul><li>O desenvolvimento é um processo finito, limitado por influências genético-biológicas que determinam que, na velhice, o indivíduo seja cada vez mais dependente dos recursos da cultura e, ao mesmo tempo, cada vez menos responsivo às suas influências; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Com o envelhecimento diminui a plasticidade comportamental, definida como a possibilidade de mudar para adaptar-se ao meio; </li></ul></ul></ul>
  59. 64. <ul><ul><ul><li>Fica resguardado o potencial de desenvolvimento, dentro dos limites da plasticidade individual, a qual depende das condições histórico-culturais; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Cada idade tem sua própria dinâmica de desenvolvimento; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O envelhecimento é uma experiência heterogênea; </li></ul></ul></ul>
  60. 65. <ul><ul><ul><li>Envelhecimento normal, ótimo e patológico podem funcionar como categorias orientadoras para a pesquisa e intervenção; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O estudo do desenvolvimento e do envelhecimento exige a contribuição de várias disciplinas. </li></ul></ul></ul>
  61. 67. <ul><ul><ul><li>Algumas teorias psicológicas do envelhecimento visam características amplas como a personalidade, enquanto outras exploram facetas particulares da percepção ou memória. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Em qualquer caso, o propósito da psicologia de desenvolvimento adulto e do envelhecimento é explicar como o comportamento se organiza no adulto e em que circunstâncias se torna ótimo ou desorganizado. </li></ul></ul></ul>
  62. 68. <ul><li>1- Paradigma da mudança ordenada </li></ul><ul><li>Fases do desenvolvimento psicológico - Bühler (1935); Teoria Junguiana do desenvolvimento - Jung (1930); As oito idades do Homem- Erikson (1950) </li></ul><ul><li>2- Paradigma Contextualista </li></ul><ul><li>Teoria do Relógio Social - Neugarten (1969); Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice - Havighurst (1951) </li></ul><ul><li>3- O paradigma do desenvolvimento ao longo de toda vida (Life-Span Development) </li></ul>
  63. 69. As 8 idades do Homem – Erik Erikson
  64. 70. <ul><li>Não é possível existir uma única teoria porque o envelhecimento, considerando a existência humana é inerentemente multidimensional. Nenhuma teoria dá conta de todas as dimensões do ser humano (bio, social, psico, espiritual). </li></ul><ul><li>A construção de teorias nos campos da Biologia, Psicologia e Sociologia do envelhecimento simplesmente se movem em mundos conceituais diferentes e a relação lógica ente estes mundos não é clara. </li></ul>
  65. 71. <ul><ul><ul><li>Para que a Gerontologia prospere como uma ciência ou como um corpo de conhecimento no século XXI será necessário reconstruir a preocupação dos gerontólogos com o desenvolvimento teórico. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Enquanto nós desenvolvemos tantas generalizações empíricas descrevendo o envelhecimento, relativamente poucas destas generalizações têm sido empregadas na mais fundamental tarefa de compreender e explicar o envelhecimento. Esta &quot;desconexão da teoria&quot; na pesquisa gerontológica também desconecta os achados das pesquisas às explicações, e assim, a edificação do conhecimento sobre o fenômeno do envelhecimento se empobrece. </li></ul></ul></ul>
  66. 72. <ul><li>Hendricks, J. & Achenbaum, A Historical Development of theories of aging. In: Bengtson, V.L. & Schaie, K.W. (Ed.) Handbook of Theories of Aging. Springer Publishing Company: New York, U.S.A, 1999. </li></ul><ul><li>Neri, A L. Palavras-chave em Gerontologia. Alínea Editora: Campinas, São Paulo, 2001. </li></ul><ul><li>Rowe, J W. & kahn, R L. Successful Aging. Dell Trade Paperback: New York, U.S.A, 1999. </li></ul><ul><li>Neri, A L. Paradigmas contemporâneos sobre o desenvolvimento humano em psicologia e em sociologia. In: Neri, A L. (org). Desenvolvimento e envelhecimento . Campinas, SP: Papirus, 2001. </li></ul>
  67. 73. <ul><li>Neri, A L. Teorias Psicológicas do Envelhecimento. IN: Freitas, E V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 </li></ul><ul><li>Siqueira, M E C. Teorias Sociológicas do Envelhecimento. IN: Freitas, E V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 </li></ul>

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