Behaviorismo

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  • obg. Foi possível aproveitar e comparar com outras pesquisas.
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  • @lizzielizzie Não foi Skinner, foi Watson, o Behaviorismo tem 3 gerações.
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  • o behavioristas com os seus estudos chegaram a quais conclusões? E quais eram os tipos de participantes?
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  • O trabalho está cheio de erros conceituais sobre o behaviorismo. Lamentável uma professora não estudar seu conteúdo de ensino.
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  • 'o papel do indivíduo nesta sociedade é um ser passivo e respondente ao que dele é esperado'. Não, Skinner nunca falou isso. O indivíduo interage com o ambiente, o indivíduo modifica o ambiente e por ele é modificado - ele nunca é passivo. E ele nunca fala de alguém esperar alguma coisa ou não do indivíduo.
    'os chamados 'estados internos' não são considerados relevantes em uma análise funcional' Isso também tá errado pra caramba. Eventos internos são considerados muito importantes SIM para a análise funcional.
    Entre outros erros conceituais sérios... E isso ainda foi ensinado numa sala de aula...
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Behaviorismo

  1. 1. Profª. Drª. Andréa Forgiarini Cechin Universidade Federal de Santa Maria     afcechin@gmail.com
  2. 2. PRECURSOR DO BEHAVIORISMO: Ivan P. Pavlov 1849 ­ 1936 O comportamento respondente  Pavlov e os seus colaboradores verificaram que os cães salivavam ao cheiro ou à vista da comida.  Cada vez que a comida era apresentada, ao mesmo tempo soava uma campainha.  O animal foi condicionado a salivar como reação ao som da campainha.  Surge assim o reforço, não só como elemento imprescindível na aprendizagem, como também na sua manutenção ao longo do tempo.    
  3. 3.    
  4. 4. RESUMINDO  O condicionamento clássico (respondente) consiste na transferência de uma resposta associada a um estímulo para outro, que inicialmente não a provocava. O ORGANISMO É PASSIVO NA PRODUÇÃO DA RESPOSTA  O âmbito e campos de aplicação desta forma de aprendizagem são vastos, praticamente todos os domínios de atividade. No homem, por exemplo, muitos comportamentos de medo são adquiridos através dele.    
  5. 5.  Surgiu no início do século XX, como uma corrente da Psicologia cujo único objeto de estudo é o comportamento observável nos homens ou nos animais.  O comportamento é toda a ação observável e pode ser medido.  O homem é visto como um organismo que responde a estímulos provenientes do meio exterior de uma forma mais ou menos “automática”.    
  6. 6.  A aprendizagem é considerada como uma forma de condicionamento, resultado de associações entre E - R (específicos), e que podem ser reforçadas ou inibidas.  Baseia-se no comportamento exterior do sujeito e na análise minuciosa da tarefa que ele terá que aprender. Vê o aluno como moldável e passivo.    
  7. 7. PRESSUPOSTOS DA TEORIA BEHAVIORISTA Os princípios de aprendizagem behaviorista, foram desenvolvidos tendo em vista quatro regras básicas da construção do conhecimento:  EMPIRISMO - tem por base fatos realmente observados, para sustentar as explicações da natureza. A fonte de todo conhecimento é a experiência sensorial. A base do empirismo é a observação.  DETERMINISMO - estabelece que qualquer evento é resultado de um grupo de determinadas condições e variáveis.  PARCIMÔNIA - diante de duas explicações igualmente sustentadas em dados e plausíveis para um mesmo fato, deve-se dar preferência a mais simples delas.  MANIPULAÇÃO CIENTÍFICA - as conclusões devem ser   decorrentes de experimentos em que a aplicação sistemática   e freqüente de certos procedimentos demonstre a validade
  8. 8.  Os behavioristas defendiam que quase todos os comportamentos característicos do ser humano eram aprendidos. Desta forma, como veremos, a aprendizagem torna-se a área de maior interesse para os behavioristas.  Os behavioristas atribuem um imenso poder ao ambiente no desenvolvimento humano, considerando o homem como um ser que desenvolve suas características em função das condições presentes no meio em que está inserido. Partem do princípio de que manipulando os elementos presentes no ambiente (estímulos) pode-se controlar o comportamento. O homem é, portanto, produto do meio.  Para os comportamentalistas, a ciência consiste numa tentativa de descobrir a ordem na natureza e nos eventos. Os seguidores desta teoria procuram   demonstrar que   certos acontecimentos estão relacionados, que o meio pode ser manipulado e o
  9. 9. John Broadus Watson 1878 ­ 1958    
  10. 10.  Em 1919 iniciou o estudo do condicionamento do bebê.  “O bebê não é mais do que um pedaço de barro que pode ser moldado e trabalhado pelas mãos de um mestre artesão”.  Um bebê pode ser moldado, através do uso das técnicas de condicionamento.  Começou a escrever a sua obra (1913) na mesma altura em que o trabalho de Pavlov começava a ser conhecido nos EUA. Pensou que se um cão podia ser condicionado, também um bebê podia ser.    
  11. 11.  Testou esta teoria condicionando um bebê de nove meses, a ter medo de toda a variedade de objetos: estímulos.  Conseguiu este condicionamento apresentando ao bebê um certo estímulo condicionado (EC) – um rato branco – e depois, batia com um martelo (estímulo incondicionado – EI) numa tábua, perto da cabeça do bebê.  EC – rato branco – inicialmente neutro e em termos de propriedades indutoras de medo;  EI – o som forte – produzia uma resposta de medo por parte do bebê.  Associação EC + EI  fez com que o bebê reagisse, de forma idêntica à que reagia com um som forte. “Aprendeu” a associar o rato ao som forte =   “aprendeu” a ter medo do rato.  
  12. 12. Mais tarde o bebê apresentava medo de qualquer estímulo que lhe fizesse lembrar um rato  generalização de estímulos.  O estudo do bebê o fez acreditar que o comportamento humano podia ser controlado. Acreditava que não só os antecedentes genéticos, mas também a estimulação do meio, sob a forma de condicionamento, podia produzir qualquer comportamento.    
  13. 13.    
  14. 14.  Watson, considerado pai do behaviorismo, foi o primeiro a utilizar o termo behaviorismo, defendendo que o objeto da psicologia era o comportamento, definido como: um OBJETO OBSERVÁVEL, MENSURÁVEL, que podia ser REPRODUZIDO em diferentes condições e em diferentes sujeitos.  A partir desta perspectiva watsoniana, o homem começa a ser estudado como produto do processo de aprendizagem pelo qual passa desde a infância, ou seja, como produto de associações estabelecidas durante a vida, entre estímulos (do meio) e respostas (manifestações   comportamentais).  
  15. 15. Teóricos da aprendizagem comportamentalista seguidores de Watson:  Thorndike,  Guthrie, Defensores da importância  Hull do meio sobre a aprendizagem.  Skinner    
  16. 16.  Foram poucos os teóricos da aprendizagem que estudaram crianças na sala de aula ou que de fato estudaram crianças: THORNDIKE  gatos; GUTHRIE  gatos; HULL  ratos; SKINNER  ratos e pombos.  Mas os princípios da aprendizagem derivados destas estudos foram generalizados aos seres humanos.    
  17. 17. BURRHUS FREDERIC SKINNER 1904 - 1990 O comportamento operante  É considerado por muitos o mais expressivo psicólogo americano.  Graduou-se em inglês e desejava tornar-se escritor, mas após dois anos de formado, frustrado com sua incapacidade literária, declarou que “não tinha nada importante a dizer”.  Estava tão desesperado e com a auto-estima tão abalada que chegou a pensar em procurar ajuda psiquiátrica. Mas,   após a ler obras de Watson e Pavlov, decidiu transferir seu   interesse literário pelas pessoas para um interesse mais
  18. 18.  Em 1931 pós-graduou-se em Psicologia, em Harvard, abordando pela primeira vez a posição que iria nortear toda sua carreira: que um reflexo nada mais é do que a correlação entre um estímulo e uma resposta.  Considerava a vida um produto de reforços passados e afirmava que a sua própria vida fora era predeterminada, organizada e ordeira quando o seu sistema ditava que todas as vidas humanas fossem.  Manteve-se produtivo até a sua morte, aos oitenta e seis anos. Suas principais obras foram: “Sobre o behaviorismo”, “O mito da liberdade”, “Walden II” (1948), “Ciência e comportamento humano” (1953)     e “Contingências de reforço - uma análise teórica”.
  19. 19. TEORIA DO CONDICIONAMENTO OPERANTE  O mundo é algo já construído, a realidade é um fenômeno objetivo e o meio pode ser manipulado. Pode-se mudar o comportamento alterando-se os elementos (estímulos) ambientais.  O papel do indivíduo nesta sociedade é um ser passivo e respondente ao que dele é esperado. É uma peça numa máquina planejada e controlada, realizando a função que ele realize de maneira eficiente.  A base de todo conhecimento na teoria behaviorista é a experiência planejada.    
  20. 20.  A preocupação de Skinner em seus estudos sempre foi com o controle dos comportamentos observáveis, os chamados “estados internos” não são considerados relevantes em uma análise funcional.  Toda teoria de Skinner tem por objetivo uma modificação social, uma sociedade ideal regida pelas leis da engenharia comportamental.  Na obra Walden II (1948) o autor deixa bem claro o que ele pretende como sociedade: o homem pode obter uma vida melhor se as tradições sociais forem substituídas por um planejamento amplo que busque o bem-estar de todos, e que utilize, para isso, a teoria do reforço.    A principal   contribuição de Skinner, profundamente difundida e aplicada na educação, é,
  21. 21.  COMPORTAMENTO OPERANTE - são todas as coisas que fazemos e que têm um efeito sobre o ambiente ou operam sobre ele. Não são automáticos e não se relacionam com estímulos conhecidos. Ex.: caminhar, andar de bicicleta, ler, estudar, etc.  No modelo operante a resposta é a condição do reforço: o organismo deve atuar sobre o ambiente Apara obtê-lo. central das pesquisas e da teoria de preocupação Skinner era o condicionamento de comportamentos operantes. A partir de suas experiências com ratos albinos na chamada “caixa de Skinner”, o psicólogo conseguiu condicionar o comportamento dos ratos. A partir disto, estabeleceu as bases de sua teoria, acreditando que os princípios do condicionamento   operante poderia ser  aplicado em qualquer pessoa.
  22. 22. Caixa de Skinner    
  23. 23.    
  24. 24. De acordo com o condicionamento operante, manipulando os elementos presentes no ambiente (os estímulos) pode-se controlar o comportamento: - fazer com que aumente o diminua a freqüência com que ele aparece; - extingui-lo; - fazer com que apareça em situações adequadas. No condicionamento operante o comportamento é controlado por suas conseqüências, pelos estímulos que se segue às respostas.    
  25. 25. REFORÇO Fator que torna provável o aumento de freqüência de uma resposta. Pode ser positivo ou negativo. Positivo Negativo Qualquer estímulo Qualquer estímulo que, que, quando quando retirado da acrescentado à situação, aumenta a situação, aumenta a probabilidade de probabilidade de ocorrência da resposta. ocorrência da resposta.    
  26. 26. contínuo TIPOS DE REFORÇO intermitente  É contínuo quando reforçamos um comportamento toda vez que ele ocorre. Este tipo de reforço provoca, geralmente, comportamentos pouco resistentes a extinção.  É intermitente quando um comportamento é reforçado de forma descontínua. Este tipo de reforço provoca um comportamento mais estável e resistente à extinção.    
  27. 27. EXTINÇÃO - É a negação do reforço com o propósito de eliminar ou enfraquecer um comportamento. Para que isto aconteça, é necessário retirar do ambiente as conseqüências que mantém o comportamento.    
  28. 28. Condicionamento operante na sala de aula  Educação = aprendizagem de certas respostas que mais tarde serão úteis para a vida.  O professor deve utilizar técnicas que produzem mudanças comportamentais significativas. Reforços Condicionados • Reforço social generalizado; • Promoções; • Prêmios; Geralmente mais • Aprovação. produtivos O condicionamento operante é mais eficaz quando o   reforço é imediato.  
  29. 29. Skinner é contra o uso da punição na sala de aula. leva Punição reações emocionais negativas.  A educação deverá maximizar o conhecimento, conseguido através do condicionamento operante, construindo o reportório de respostas do aluno. Para um bom ensino:  capacidade de organizar a sequência de reforços apropriada;  verificar que estes reforços são contingentes à emissão das respostas apropriadas por parte dos alunos.    
  30. 30. A proposta psico-pedagógica de Skinner    Apresentações das informações em pequenas etapas.    Exigência de participação ativa do aluno através de um  sistema de avaliação ancorado na reprodução da resposta.   Reforço imediato à resposta, no sentido de um feedback  indicando acerto ou erro.   Auto ­ controle por parte do aluno.    
  31. 31.  Esta teoria deu suporte, durante muito tempo, à escola americana e depois, durante a ditadura militar, foi importada para nosso país. A tendência conhecida como tecnicismo pedagógico, extremamente difundida no final da década de 60 e durante a década de 70 no Brasil, propunha justamente uma educação baseada na emissão de respostas, no reforço e na superficialidade.    
  32. 32. TECNOLOGIA DO ENSINO  EDUCAÇÃO - Nesta perspectiva, a educação deverá transmitir conhecimentos, comportamentos éticos, práticas sociais, habilidades consideradas básicas para manipulação e controle do mundo/ambiente. A educação tem um poder controlador.  ENSINO - arranjo e planejamento de contingências de reforço sob as quais os estudantes aprendem.  CONTEÚDO - visa objetivos e habilidades que levem à competência .  Este ensino baseado na competência é caracterizado por: - especificação de objetivos em termos comportamentais; - especificação dos meios de avaliação; - fornecimento de uma ou mais formas de ensino   pertinentes aos objetivos;  
  33. 33.  ALUNO - passivo, à mercê das contingências do ambiente e dos agentes controladores.  PROFESSOR - planejador e analista de contingências. Sua função é arranjar contingências de reforço, possibilitando o aumento da probabilidade de ocorrência de uma resposta.  METODOLOGIA - individualização do ensino - máquinas de ensinar, instrução programada; apresentação de contingências de reforço de forma controlada.  AVALIAÇÃO - preocupada com aspectos mensuráveis e observáveis.    
  34. 34. Implicações Pedagógicas 1) Definir,  com  a  maior  exactidão  possível,  os  objetivos  finais  da  aprendizagem. 3) Analisar  a  estrutura  das  tarefas,  de  modo  a  determinar  os  objectivos do percurso. 5) Estruturar  o  ensino  em  unidades  muito  pequenas,  de  forma  a  permitir  um  melhor  condicionamento  do  aluno  e  conduzi­lo  através  de  experiências  positivas  da  aprendizagem  (com  resultado de sucesso). 7) Apresentar estímulos capazes de suscitar reações adequadas. 9) Evitar  as  ocasiões  de  erro,  ignorá­lo  o  mais  possível  ou  puni­lo,  de modo a evitar a instalação de hábitos errados.    
  35. 35. 1) Proporcionar  aos  alunos  conhecimento  dos  resultados  obtidos  e  retro ­ alimentação adequada; 3) Recompensar,  retirar  recompensas  ou  punir  os  alunos,  de  acordo com a natureza dos seus comportamentos e em relação à  aprendizagem desejada. 5) Aos  princípios  Behavioristas  podem  ser  associadas  técnicas  de  ensino  que  permitem  concretizá­los  na  sala  de  aula.  Entre  elas  faz­se  referência  a:  exercícios  de  repetição,  ensino  individualizado  de  tipo  programando,  demonstrações  de  atividades  a  imitar  sem  serem  acompanhadas  de  grandes  explicações, etc.    

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