Aula de OFIDISMOEnfermagem emUrgência e Emergência1DocenteMárcio Gomes da CostaPós Graduação em Unidade de Terapia Intensi...
IntroduçãoIntrodução- Dentre os acidentes com animaispeçonhentos, o ofidismo é o principaldeles2Ofidismo- Maior freqüência...
IntroduçãoIntrodução- As serpentes peçonhentas possuem dentesinoculadores de veneno localizados na regiãoanterior do maxil...
Primeiros socorros. lavar o local da picada apenas com águaou com água e sabão;. manter o paciente deitado;4. manter o pac...
não fazer torniquete ou garrote;. não cortar o local da picada;. não perfurar ao redor do local da picada;. não colocar fo...
Classificação das SerpentesClassificação das Serpentes- 3 principais famílias: Colubridae, Elapidae eViperidae6OfidismoVip...
OfidismoGênero Bothrops:Gênero Bothrops:- Responsáveis por 80-90% dos acidentesofídicos7ofídicos- Ambientes úmidoscomo mat...
Gênero Bothriopsis:Gênero Bothriopsis:- Serpentes de cor verde-clara- Arborícolas- Encontrada na Zona da Mata e região ama...
Gênero Crotalus:Gênero Crotalus:- Freqüência baixa: 7%- Apresentam na porçãoterminal da cauda o guizo ouchocalho9Ofidismoc...
Gênero Micrurus:Gênero Micrurus:- Baixa incidência: 0,5%- Cabeça arredondada,sem fosseta loreal nem10Ofidismosem fosseta l...
Gênero Lachesis:Gênero Lachesis:- Baixa incidência:1,5% dos acidentes- Serpentes11Ofidismo- Serpentesdistribuídas pelasgra...
Presença de fosseta lorealAUSENTE PRESENTE12OfidismoCaudaCom anéisColoridosMicrurus Bothrops Lachesis CrotalusPEÇONHENTASN...
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Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Ação Coagulante:- Veneno converte diretamente fibrinogênio emfibrina ...
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Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Ação Citotóxica- Ação citotóxica direta nos tecidos por fraçõesproteo...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Ação Vasculotóxica- Hemorraginas agem sobre os vasos capilaresdestrui...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Outras Ações- Choque, com ou sem causa definida:- Hipovolemia por per...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:- Variam com a quantidade de venenoaplicada- dor intensa no...
Ofidismo – Bothrops e Bothriopsis- Grande quantidade de veneno inoculada:- Epistaxe- gengivorragias- sangramento de lesões...
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Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Locais- Síndrome compartimental (dor intensa,p...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Sistêmicas- Choque raro e aparece nos casos gr...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Sistêmicas- Insuficiência Renal Aguda- ação di...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisExames:Exames:- Hemograma: geralmente leucocitose comneutrofilia e desvio à esquerda- Uré...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisClassificação do Acidente:Classificação do Acidente:29Ausente oudiscretoAusente Normal ou...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisTratamento:Tratamento:- Internar paciente- Colocá-lo em repouso e na posição dedrenagem p...
Ofidismo – Bothrops e BothriopsisTratamentoTratamento- Pré-medicação: 10 a 15 minutos antes dasoroterapia: prometazina: 0,...
Ofidismo – Bothrops e Bothriopsis- Deixar preparado: laringoscópio com lâminase tubos traqueais adequados para o peso e id...
Ofidismo - CrotalusPatogenia:Patogenia:Ação Miotóxica- Lesão direta das fibras musculares gerandolesões subsarcolêmicas, c...
Patogenia:Patogenia:Ação Neurotóxica- Ação pré-sináptica inibindo a liberação deacetilcolina bloqueio neuromuscularCROTOXI...
Patogenia:Patogenia:Ação Nefrotóxica- Ação direta no veneno nos rins- Ação indireta: obstrução tubular porOfidismo - Crota...
Patogenia:Patogenia:Ação Hematológica- VHS varia inversamente ao tempo decoagulaçãoOfidismo - Crotalus36Ofidismo - Crotalu...
Quadro ClínicoQuadro Clínico- Sem dor local ou de pequena intensidade- Parestesia local ou regional, que pode persistirpor...
Quadro Clínico:Quadro Clínico:- Gerais: mal-estar, prostração, sudorese,náuseas, vômitos, sonolência, inquietação esecura ...
Quadro Clínico:Quadro Clínico:- Outras menos comuns: paralisia velopalatina,com dificuldade à deglutição, diminuição doref...
40Ofidismo - Crotalus
Quadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Sistêmicas- Insuficiência renal aguda, com necrosetubular geralmente de instala...
ExamesExames- CK (aumento precoce e pico máximo nas primeiras24h após o acidente)- LDH (aumento lento e gradual do LDH - p...
Classificação do Acidente:Classificação do Acidente:ausente outardiaausenteouausente ausente normalouOfidismo - Crotalus43...
Ofidismo - CrotalusTratamento:Tratamento:Cuidados idênticos ao botrópico- Induzir diurese osmótica com solução de manitol ...
Quadro ClínicoQuadro Clínico- Atividade proteolítica, coagulante,hemorrágica e neurotóxica- Dor viva, edema, calor e rubor...
Ofidismo - MicrurusQuadro ClínicoQuadro ClínicoAção Neurotóxica- Pós-sináptica: competem pelos receptorescom a Ach na junç...
Quadro ClínicoQuadro Clínico- dormência no local- dor discretaOfidismo - Micrurus47Ofidismo - Micrurus- erupção escarlatif...
Aracnídeos (escorpiões e aranhas)Primeiros socorros. lavar o local da picada;48. lavar o local da picada;. usar compressas...
Abelhas e vespasPrimeiros socorros. em caso de acidente, provocado pormúltiplas picadas de abelhas ou vespas,levar o acide...
TEMPO DE COAGULAÇÃOa) O sangue deve ser retirado com seringa plástica, colhido semespuma e sem dificuldade;b) Distribuir 1...
TC normal TC prolongado TC incoagulávelaté 9 minutos de 10 a 30 minutos acima de 30minutos51
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w3.ufsm.br/toxsul/palestras/PalestraIzabelaGavioli.pdfwww.crmvrs.gov.br/334.ppswww.slideshare.net/.../acidentes-com-53www....
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03 ofidismo- urgência e emergência

  1. 1. Aula de OFIDISMOEnfermagem emUrgência e Emergência1DocenteMárcio Gomes da CostaPós Graduação em Unidade de Terapia IntensivaPós Graduação em DocênciaPós Graduando em Gestão Estratégica de NegóciosCom ATLS – ACLS - PALS pela FUNCOR / HCSP
  2. 2. IntroduçãoIntrodução- Dentre os acidentes com animaispeçonhentos, o ofidismo é o principaldeles2Ofidismo- Maior freqüência e gravidade- Ocorre em todas as regiões do Brasil- Importante problema de saúde quandonão instituída terapêutica adequada- Notificação obrigatória desde 1986- Em 1990 foram notificados 9396 casos
  3. 3. IntroduçãoIntrodução- As serpentes peçonhentas possuem dentesinoculadores de veneno localizados na regiãoanterior do maxilar superior3Ofidismoanterior do maxilar superior- Presença de fosseta loreal – com exceção dascorais
  4. 4. Primeiros socorros. lavar o local da picada apenas com águaou com água e sabão;. manter o paciente deitado;4. manter o paciente deitado;. manter o paciente hidratado;. procurar o serviço médico mais próximo;. se possível, levar o animal paraidentificação
  5. 5. não fazer torniquete ou garrote;. não cortar o local da picada;. não perfurar ao redor do local da picada;. não colocar folhas, pó de café ou outroscontaminantes;5contaminantes;. não oferecer bebidas alcoólicas, queroseneou outros tóxicos.
  6. 6. Classificação das SerpentesClassificação das Serpentes- 3 principais famílias: Colubridae, Elapidae eViperidae6OfidismoViperidae- Serpentes de importância no Brasil: 23espécies pertencem à família Viperidae(Bothrops, Bothriopsis, Crotalus e Lachesis);- 17 espécies pertencem ao gênero Micrurus(família Elapidae)
  7. 7. OfidismoGênero Bothrops:Gênero Bothrops:- Responsáveis por 80-90% dos acidentesofídicos7ofídicos- Ambientes úmidoscomo matas, hábitosnoturnos- Consideradas as maisagressivas
  8. 8. Gênero Bothriopsis:Gênero Bothriopsis:- Serpentes de cor verde-clara- Arborícolas- Encontrada na Zona da Mata e região amazônica8Ofidismo- Encontrada na Zona da Mata e região amazônica- Jararaca verde
  9. 9. Gênero Crotalus:Gênero Crotalus:- Freqüência baixa: 7%- Apresentam na porçãoterminal da cauda o guizo ouchocalho9Ofidismochocalho- Presente em regiões secas epedregosas do Brasil- Menos agressivas que as dogênero bothrps- Mortalidade elevada: 72% noscasos não tratados
  10. 10. Gênero Micrurus:Gênero Micrurus:- Baixa incidência: 0,5%- Cabeça arredondada,sem fosseta loreal nem10Ofidismosem fosseta loreal nemescamas na cabeça- Dentes inoculadorespequenos- Hábitos noturnos- Comportamento nãoagressivo
  11. 11. Gênero Lachesis:Gênero Lachesis:- Baixa incidência:1,5% dos acidentes- Serpentes11Ofidismo- Serpentesdistribuídas pelasgrandes florestastropicais
  12. 12. Presença de fosseta lorealAUSENTE PRESENTE12OfidismoCaudaCom anéisColoridosMicrurus Bothrops Lachesis CrotalusPEÇONHENTASNÃO PEÇONHENTASCauda LisaCauda comEscamasarrepiadasCauda comchocalho
  13. 13. 13Ofidismo
  14. 14. 14
  15. 15. 15
  16. 16. 16
  17. 17. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Ação Coagulante:- Veneno converte diretamente fibrinogênio emfibrina – “ação coagulante tipo trombina”17fibrina – “ação coagulante tipo trombina”- Ativam fator X e a protrombina da cascata decoagulação sangüínea- Consumo de fibrinogênio com incoagulabilidadesangüínea- Consumo de fator V, VII e plaquetas CIVD
  18. 18. 18Ofidismo
  19. 19. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Ação Citotóxica- Ação citotóxica direta nos tecidos por fraçõesproteolíticas do veneno- Pode haver: liponecrose, mionecrose e lise das19- Pode haver: liponecrose, mionecrose e lise dasparedes vasculares.- Ação que guarda relação direta com a quantidadede veneno inoculado
  20. 20. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Ação Vasculotóxica- Hemorraginas agem sobre os vasos capilaresdestruindo inicialmente a membrana basal ecausando sua ruptura20causando sua ruptura- Pode gerar hemorragias em pulmões, cérebro erins
  21. 21. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisPatogenia:Patogenia:Outras Ações- Choque, com ou sem causa definida:- Hipovolemia por perda de sangue ou plasma nomembro edemaciado21membro edemaciado- Ativação de substâncias hipotensoras- Edema pulmonar- CIVD
  22. 22. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:- Variam com a quantidade de venenoaplicada- dor intensa no local, que pode ser o únicosintoma22sintoma- edema indurado, acompanhado de calor erubor, na região atingida (em geral decaráter progressivo)- Equimoses e sangramentos no ponto dapicada são freqüentes
  23. 23. Ofidismo – Bothrops e Bothriopsis- Grande quantidade de veneno inoculada:- Epistaxe- gengivorragias- sangramento de lesões recentes que23- sangramento de lesões recentes queraramente são de grande repercussão clínica- Infartamento ganglionar e bolhas podemaparecer na evolução, assim como, algunsdias após, abcessos ou necrose de partesmoles.
  24. 24. Ofidismo – Bothrops e Bothriopsis24
  25. 25. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Locais- Síndrome compartimental (dor intensa,parestesia, diminuição da temperatura do segmentodistal, cianose e déficit motor)25distal, cianose e déficit motor)- necrose (lesão vascular, trombose arterial, síndromecompartimental, uso de torniquete e por efeito deinfecção bacteriana)- gangrena (risco maior nas picadas emextremidades podendo decorrer de isquemia,infecção ou ambos, necessita de tratamentocirúrgico)- infecção secundária, abscesso
  26. 26. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Sistêmicas- Choque raro e aparece nos casos graves- Liberação de substâncias vasoativas26- Liberação de substâncias vasoativas- Seqüestro de líquido pelo edema- Perda sanguínea pelas hemorragias
  27. 27. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisQuadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Sistêmicas- Insuficiência Renal Aguda- ação direta do veneno sobre os rins- isquemia renal secundária à deposição de microtrombos27- isquemia renal secundária à deposição de microtrombosnos capilares- desidratação ou hipotensão arterial- choque
  28. 28. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisExames:Exames:- Hemograma: geralmente leucocitose comneutrofilia e desvio à esquerda- Uréia e Creatinina: detecção da insuficiência28- Uréia e Creatinina: detecção da insuficiênciarenal aguda- VHS elevada nas primeiras horas do acidente- Plaquetopenia de intensidade variável- Exame urinário: pode haver proteinúria,hematúria e leucocitúria
  29. 29. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisClassificação do Acidente:Classificação do Acidente:29Ausente oudiscretoAusente Normal oualteradoEvidente Ausente Normal oualteradoIntenso Presente Normal oualterado
  30. 30. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisTratamento:Tratamento:- Internar paciente- Colocá-lo em repouso e na posição dedrenagem postural- Membro atingido elevado30- Membro atingido elevado- Hidratação: com diurese entre 30 a 40ml/hora no adulto, e 1 a 2 ml/kg/hora nacriança- Soro específico: A dose deve ser amesma para adultos e crianças
  31. 31. Ofidismo – Bothrops e BothriopsisTratamentoTratamento- Pré-medicação: 10 a 15 minutos antes dasoroterapia: prometazina: 0,5 mg/kg EV ou IM(máximo 25 mg)- cimetidina: 10 mg/kg (máximo de 300 mg) ou31- cimetidina: 10 mg/kg (máximo de 300 mg) ouranitidina: 3 mg/kg (máximo de 100 mg) EVlentamente- Hidrocortisona: 10 mg/kg EV (máximo 1.000 mg)- Administração: Garantir bom acesso venoso,diluir o soro ½ a ½ em SG 5% e adm EV: em etapasde 2, 4 e 8 gotas/min por 5min, cada uma, e 32gotas/min até acabar
  32. 32. Ofidismo – Bothrops e Bothriopsis- Deixar preparado: laringoscópio com lâminase tubos traqueais adequados para o peso e idade- frasco de SF e/ou solução de Ringer lactato- frasco de solução aquosa de adrenalina32- frasco de solução aquosa de adrenalina(1:1000) – dose de 0,3-0,5ml no adulto e0,01ml/Kg na criança- e de aminofilina (10 ml = 240 mg) – dose de4mg/Kg/dose de 6/6h
  33. 33. Ofidismo - CrotalusPatogenia:Patogenia:Ação Miotóxica- Lesão direta das fibras musculares gerandolesões subsarcolêmicas, com edema mitocondrialCROTOXINAFOSFOLIPASE A2CROTAPOTINA33lesões subsarcolêmicas, com edema mitocondrial- Rabdomiólise
  34. 34. Patogenia:Patogenia:Ação Neurotóxica- Ação pré-sináptica inibindo a liberação deacetilcolina bloqueio neuromuscularCROTOXINAOfidismo - Crotalus34Ofidismo - Crotalusacetilcolina bloqueio neuromuscular- Outras toxinas como a convulxina e agiroxina contribuem para: convulsões,perturbações circulatórias e respiratórias
  35. 35. Patogenia:Patogenia:Ação Nefrotóxica- Ação direta no veneno nos rins- Ação indireta: obstrução tubular porOfidismo - Crotalus35Ofidismo - Crotalus- Ação indireta: obstrução tubular porcilindros de mioglobina e lesão tóxicadireta pelos miopigmentos- Outros fatores: desidratação, hipotensãoarterial, acidose metabólica e choquepodem contribuir para lesão renal
  36. 36. Patogenia:Patogenia:Ação Hematológica- VHS varia inversamente ao tempo decoagulaçãoOfidismo - Crotalus36Ofidismo - Crotaluscoagulação- Leucocitose >15000/mm3 e desvio escalonadocom predomínio de segmentados- Manifestações hemorrágicas discretas porconsumo do fibrinogênio- Plaquetas normais ou discretamentediminuídas
  37. 37. Quadro ClínicoQuadro Clínico- Sem dor local ou de pequena intensidade- Parestesia local ou regional, que pode persistirpor tempo variávelOfidismo - Crotalus37Ofidismo - Crotaluspor tempo variável- edema discreto ou eritema no ponto da picada
  38. 38. Quadro Clínico:Quadro Clínico:- Gerais: mal-estar, prostração, sudorese,náuseas, vômitos, sonolência, inquietação esecura da boca podem aparecer precocementeOfidismo - Crotalus38Ofidismo - Crotalussecura da boca podem aparecer precocemente- Neurológicas: nas primeiras horas após apicada: fácies miastênica (fáciesneurotóxica de Rosenfeld: ptose palpebral,flacidez muscular da face, alteração dodiâmetro pupilar, oftalmoplegia, visão turvae/ou diplopia)
  39. 39. Quadro Clínico:Quadro Clínico:- Outras menos comuns: paralisia velopalatina,com dificuldade à deglutição, diminuição doreflexo do vômito, alterações do paladar e olfatoMusculares:39Ofidismo - Crotalus- Musculares: mialgias generalizadas podemaparecer precocemente- Mioglobinúria- Coagulação:incoagulabilidade sangüínea ouaumento do Tempo de Coagulação, em cercade 40% dos pacientes, observando-seraramente gengivorragia
  40. 40. 40Ofidismo - Crotalus
  41. 41. Quadro Clínico:Quadro Clínico:Complicações Sistêmicas- Insuficiência renal aguda, com necrosetubular geralmente de instalação nasprimeiras 48 horasOfidismo - Crotalus41Ofidismo - Crotalusprimeiras 48 horas- Menos freqüente: Insuficiência respiratóriaaguda, fasciculações e paralisia de gruposmusculares
  42. 42. ExamesExames- CK (aumento precoce e pico máximo nas primeiras24h após o acidente)- LDH (aumento lento e gradual do LDH - paraOfidismo - Crotalus42Ofidismo - Crotalus- LDH (aumento lento e gradual do LDH - paradiagnóstico tardio)- Hemograma pode ter leucocitose, com neutrofilia edesvio à esquerda, às vezes granulações tóxicas- Fase oligúrica da IRA: elevação da uréia, creatinina,ácido úrico, fósforo, potássio e hipocalcemia- Sedimento urinário pode ter proteinúria discretaquando não há IRA
  43. 43. Classificação do Acidente:Classificação do Acidente:ausente outardiaausenteouausente ausente normalouOfidismo - Crotalus43tardia oudiscretaoualteradodiscretaouevidentediscreta Poucoevidenteausenteausente normaloualteradoevidente intensa presente presenteouausentenormaloualterado
  44. 44. Ofidismo - CrotalusTratamento:Tratamento:Cuidados idênticos ao botrópico- Induzir diurese osmótica com solução de manitol a20% (5 ml/kg na criança e 100 ml no adulto)- Caso persista a oligúria, indica-se o uso de44- Caso persista a oligúria, indica-se o uso dediuréticos de alça tipo furosemida por viaintravenosa (1 mg/kg/dose na criança e 40mg/doseno adulto)- O pH urinário deve ser mantido acima de 6,5 pois aurina ácida potencializa a precipitação intratubular demioglobina- administração parenteral de bicarbonato de sódio,monitorizada por controle gasométrico
  45. 45. Quadro ClínicoQuadro Clínico- Atividade proteolítica, coagulante,hemorrágica e neurotóxica- Dor viva, edema, calor e rubor, que podem45Ofidismo - Lachesis- Dor viva, edema, calor e rubor, que podemprogredir para todo o membro- Vesículas e bolhas de conteúdo seroso ousero- hemorrágico nas primeiras horasapós o acidente- Síndrome vagal: hipotensão arterial,tonturas, bradicardia, cólicas abdominais,diarréia e escurecimento da visão
  46. 46. Ofidismo - MicrurusQuadro ClínicoQuadro ClínicoAção Neurotóxica- Pós-sináptica: competem pelos receptorescom a Ach na junção neuromuscular46com a Ach na junção neuromuscular- Pré-sináptica: inibem a liberação de Ach,impedindo a deflagração do potencial deação
  47. 47. Quadro ClínicoQuadro Clínico- dormência no local- dor discretaOfidismo - Micrurus47Ofidismo - Micrurus- erupção escarlatiforme- Posteriormente às manifestações locais:ptose palpebral, diplopia, oftalmoplegia(fácies miastênica ou neurotóxica),progredindo para sialorréia, dispnéia eparada respiratória.
  48. 48. Aracnídeos (escorpiões e aranhas)Primeiros socorros. lavar o local da picada;48. lavar o local da picada;. usar compressas mornas ajudam no alívioda dor;. procurar o serviço médico mais próximo;. se possível, levar o animal paraidentificação.
  49. 49. Abelhas e vespasPrimeiros socorros. em caso de acidente, provocado pormúltiplas picadas de abelhas ou vespas,levar o acidentado rapidamenteao hospital e alguns dos insetos queprovocaram o acidente;49. a remoção dos ferrões pode ser feitaraspando-se com lâminas, evitando-se retirá-los com pinças, pois provocama compressão dos reservatórios de veneno, oque resulta na inoculação do veneno aindaexistente no ferrão.
  50. 50. TEMPO DE COAGULAÇÃOa) O sangue deve ser retirado com seringa plástica, colhido semespuma e sem dificuldade;b) Distribuir 1 ml para cada um dos dois tubos de vidro (13x100mm),secos e limpos. Os tubos são colocadosem banho-maria a 37º C*;c) A partir do quinto minuto, e a cada minuto, retira-se sempre omesmo tubo para leitura;d) A leitura se faz inclinando-se o tubo até a posição horizontal. Se osangue escorrer pela parede, recolocar o50sangue escorrer pela parede, recolocar otubo no banho-maria. O movimento deve ser suave para evitar falsoencurtamento do tempo;e) O valor do TC será referido naquele minuto em que o sangue nãomais escorrer pela parede interna do tubo,quando inclinado;f) O segundo tubo, que permaneceu em repouso no banho, confirmaráo resultado;g) Por essa técnica os valores normais para o TC variam entre sete enove minutos.
  51. 51. TC normal TC prolongado TC incoagulávelaté 9 minutos de 10 a 30 minutos acima de 30minutos51
  52. 52. 52
  53. 53. w3.ufsm.br/toxsul/palestras/PalestraIzabelaGavioli.pdfwww.crmvrs.gov.br/334.ppswww.slideshare.net/.../acidentes-com-53www.slideshare.net/.../acidentes-com-animais-peonhentoswww.powerpoint-search.com/animais-peçonhentos-ppt.htmlManual FUNASA – ANIMAIS PEÇONHENTOS<ACESSOS 9/11/09>

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