Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosa

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Grande Sertão - Veredas (Guimarães rosa

  1. 1. Grande sertão: veredas Livro resumido - Guimarães Rosa A obra-prima de Guimarães Rosa é também o seu único romance, Grande sertão: veredas. É um livro instigante, inovador, em que o escritor faz uma grande experimentação linguística, utilizando-se de neologismos e termos coloquiais do sertão. A narrativa é um monólogo de Riobaldo, que conta suas memórias a um interlocutor cuja fala é apenas sugerida. A fala dos demais personagens é também feita através das palavras de Riobaldo, um velho fazendeiro e ex-jagunço. Riobaldo conta suas aventuras no interior de Minas, no sul da Bahia epelo interior de Goiás. No meio disso, reflexões sobre tudo, em especial sobre a existência ou não do Diabo, fato do qual parece depender a salvação de sua alma: ele teria feito um pacto com o Demo para vencer uma luta contra seu inimigo Hermógenes. Embora a existência do pacto pareça clara em alguns momentos, ela fica a cargo da interpretação do leitor. Os acontecimentos todos são embaralhados pela memória do narrador, confusa pela passagem do tempo, o que leva o real e o irreal a se misturarem o tempo todo. No campo amoroso, a preocupação principal do narrador é o amor de Diadorim - a quem conhece a vida toda como homem, o guerreiro Reinaldo, e cuja identidade feminina só conhece com o fim de sua luta com Hermógenes, em que morre.
  2. 2. Biografia Guimarães Rosa é figura de destaque dentro do Modernismo, por ter criado um estilo próprio e original de escrever e criar palavras, transformando e renovando radicalmente o uso da língua. Fez os primeiros estudos na pequena cidade mineira de Codisburgo, onde nasceu, mudando-se para Belo Horizonte para estudar medicina. Formado médico, trabalhou em várias cidades do interior de Minas, tomando contato com o mundo que depois serviria de cenário para sua obra. Autodidata, aprendeu alemão e russo e entrou para a carreira diplomática, servindo inclusive na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. O rompimento entre Brasil e Alemanha levou à sua prisão, sendo libertado em troca de diplomatas alemães. Sua primeira obra foi Magma, um livro de poemas que ficaria inédito, mas com o qual obteve um prêmio da Academia. Estreou para o público, em 1946 com um livro de contos que se tornaria um marco em nossa literatura: Sagarana. Mas sua consagração definitiva viria dez anos depois, com Corpo de Baile e seu único romance Grande sertão: veredas. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1963. Adiou sua posse por anos, até finalmente assumir seu lugar em 1967; três dias depois, morreu de enfarte no Rio de Janeiro. Grande sertão: veredas provocou impacto sem precedentes em nossa literatura. Quando lançado, percebeu-se que estava ali algo diferente de tudo o que até então se fizera em nossa literatura. Guimarães Rosa tinha levado a efeito a mais radical experimentação lingüistica pela qual passara o romance brasileiro, com o uso de termos coloquiais típicos do sertão, aliados a palavras que já estão praticamente em desuso e neologismos nascidos a partir de formas típicas da língua portuguesa, com uso constante de onomatopéias e aliterações. Geralmente suas histórias concentram-se em torno de "casos" que sustentam os enredos. É o caso de Grande sertão: veredas: Como um imenso caleidoscópio constituído de casos, histórias curtas, páginas de diário, anedotas, a obra sustenta- se numa narrativa relativamente fácil. Principais obras: Grande Sertão: Veredas (romance); Sagarana (contos); Corpo de Baile (contos); Primeiras Estórias (contos); Tutaméia – Terceiras Estórias (contos); Estas Estórias (contos); Ave, Palavra (contos).

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