Influenza H1 N1

745 views

Published on

Published in: Health & Medicine
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
745
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
9
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Influenza H1 N1

  1. 1. VIGILÂNCIA DEINFLUENZA NO RIO GRANDE DO SUL maio de 2012
  2. 2. Aspectos Clínicos e Espidemiológicos
  3. 3. Influenza Características do agente Vírus influenza: importância na morbimortalidade pelacapacidade de produzir epidemias10-20% da população infectada ao ano; Estima-se 1 milhão de óbitos/ano no mundo; Vírus RNA da família orthomomixoviridae 3 tipos de vírus: A, B e C Subtipos a partir das glicoproteinas de superfície (16) (9)
  4. 4. Influenza Características do agente Somente o A causa epidemias pela capacidade demutaçãoSubtipos H1N1 e H3N2 do grupo A são responsáveispelas epidemiasH5, H7 e H9 causam doença em humanos em rarasocasiões, comuns nos animais Extenso reservatório animal (aves domésticas eselvagens, mamíferos como baleias, cavalos, felinosselvagens e domésticos, porcos)
  5. 5. Recombinação genética
  6. 6. Recombinação genética e pandemiasFonte: NEJM, 353(21). Nov 24, 2005
  7. 7. InfluenzaMODO DE TRANSMISSÃO Contato direto:  Gotículas > 5 micra geradas ao falar, tossir, espirrar (dispersão até 1 m), atingindo a via respiratória alta;  A transmissão por aerossóis é menos importante (<5 micra que permanecem suspensas no ar)Contato indireto:  Por objetos contaminados Vírus vive 5 min nas mãos, 8-12 hs em papéis e fibras 24- 48 hs nas superfícies duras
  8. 8. InfluenzaASPECTOS CLÍNICOSInício súbitoFebre alta (38oC)Tosse secaDor de gargantaProstraçãoCefaléiaMialgia e ou artralgiaDiarréia, vômitosGrupos de risco: Potencialmente mais grave em pacientes comcomorbidades/idades extremas, 2o e 3o trimestre de gravidez.
  9. 9. InfluenzaPeríodo de incubação: 1 a 4 diasTransmissibilidade: adultos 1 dia antes até 7 dias do iníciodos sintomas, as crianças < 12 anos infectadas podemeliminar o vírus da influenza um dia antes até 14 dias após oinício dos sintomas.Sazonalidade: ocorre todo o ano mas tem maiorintensidade no inverno (junho a agosto no hemisfério sul)
  10. 10. Influenza pandêmica A (H1N1) 2009 Espectro clínico 95% 5%Subclínico Leves Moderadas SRAG Grupo captado pela vigilância 10-25% dos pacientes internados necessitam de UTI Óbito em 2-9% dos pacientes internados
  11. 11. Influenza pandêmica A (H1N1) 2009COMPLICAÇÕESPiora do quadro respiratório no 5º-6º diaInsuficiência respiratóriaSARAFalência de múltiplos órgãos (fígado, rins, coração)DIAGNÓSTICO LABORATORIALHemograma: leucocitose, leucopenia ou neutrofiliaRx de tórax: infiltrado intersticial localizado ou difuso, presença deárea de consolidaçãoImunoflorescência Indireta: identifica um painel de 7 agentes viraisRT-PCR: identifica Influenza A 12
  12. 12. SISTEMA DE VIGILÂNCIA DE INFLUENZA
  13. 13. SISTEMAS DE VIGILÂNCIA IMPLANTADOS NO RSVigilância Sentinela: 4 unidades sentinelas, com os seguintes objetivos: -Caxias do Sul•Monitorar as cepas dos vírus da Influenza -Uruguaianacirculantes e identificar suas possíveis -HNSCalterações antigênicas; -HMD•Avaliar impacto da vacinação; 25,0 Média DP+ 2009•Acompanhar a morbimortalidade associadas 20,0aos vírus; 15,0•Identificar situações inusitadas (surtos) a 10,0partir do monitoramento da SG; 5,0•Trabalhar os dados e disseminar 0,0informação. 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51
  14. 14. SISTEMAS DE VIGILÂNCIA IMPLANTADOS NO RSVigilância dos surtos: ocorrência de pelo menos 3 casos de SG emambiente fechados/restritos, com intervalo até 7 dias entre as datas deinício de sintomas dos casos. Coletar 3 amostras no mínimo Vigilância das SRAG hospitalizados: monitorar o padrão de gravidade da doença, detectando eventuais mudanças do vírus influenza pandêmico. CASO SUSPEITO DE SRAG: Todo indivíduo que atenda a definição de SG e apresente dispnéia ou saturação de O2 < 95% em ar ambiente.
  15. 15. Vigilância mundial de Influenza Fase de Previsão de Definição alerta Pandemia Ausência de doença no ser humano por vírus que circula entre 1 Incerta animais Doença no ser humano provocada por vírus influenza que 2 circula em animais selvagens ou domésticos, capaz de Incerta provocar pandemia Doença esporádica ou em pequenos surtos, sem evidência de 3 transmissão inter-humana suficiente para manter surtos, risco Incerta potencial de pandemia Pequeno(s) foco(s) de transmissão inter-humana com 4 localização limitada, com risco potencial de provocar Média pandemia Maior expansão inter-humana, restrita a dois ou mais países de 5 Alta uma região do planeta, com risco de provocar pandemia Transmissão inter-humana sustentada e atingindo mais de duas Pandemia em 6 regiões mundiais andamento Nível em que a transmissão inter humana retorna aos níveis Pós vistos para a infecção pelo vírus Influenza Sazonal em muitosPandêmica países que possuem vigilância epidemiológica 16
  16. 16. SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
  17. 17. Influenza no Brasil as lições aprendidas com a Pandemia BRASIL 2009
  18. 18. Situação Epidemiológica 2009Nº SRAG SRAG confirmado para Influenza Pandêmica (H1N1) 2009, Brasil, 2009 8000 N=50.482 7000Casos de SRAG confirmados 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 Centro-oeste Sul Sudeste Nordeste Norte Ano e SE de início dos sintomas
  19. 19. Situação Epidemiológica 2009 - 2011Taxa de incidência de SRAG confirmado para Influenza Pandêmica (H1N1) 2009, Brasil, 2009 a 2011 Tx. Incidência/100.000 hab Brasil Centro-oeste 20 Nordeste Norte Sudeste Sul 15 10 5 0 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 2 4 6 8 10 12 14 16 18 2009 2010 2011 SE Início dos Sintomas Fonte: Sinan/ SVS. Acesso em 13/05/2011 Dados preliminares, sujeitos a alterações
  20. 20. Influenza no Brasil as lições aprendidas com a Pandemia Situação Epidemiológica em 2009 Distribuição de casos de SRAG confirmados e óbitos por Influenza Pandêmica (H1N1) 2009, por região geográfica, Brasil, SE 16 a 52/2009 Casos ÓbitosNº de casos N=50.482 Nº de óbitos N=2.060 7000 400 6000 350 300 5000 250 4000 200 3000 150 2000 100 1000 50 0 0 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 SE de início dos sintomas SE de início dos sintomas Centro-oeste Sul Sudeste Nordeste Norte Centro-oeste Sul Sudeste Nordeste Norte Fonte: Sinan/SVS/MS. Acesso em 02/08/2010.
  21. 21. LRdOS1Taxa de hospitalização por pneumonia e influenza (CID-10: J09 a J18)como diagnóstico principal. Região Sul, 2000 a jul/2011 100 Taxa de hospitalização /100.000 hab. 80 60 40 20 0 J A J O J A J O J A J O J A J O J A J O J A J O J A J O J A J O J A J O J A J O J A J O J A 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Ano/mês de hospitalização Fonte: SIH MS/SVS/DASIS/CGIAE. Acesso em 09/09/2011
  22. 22. Slide 22LRdOS1 A fonte dos dados é o SIH/SUS, sabemos que este sistema tem um atraso na atualização dos dados, o que pode justificarum pequeno número de hospitalizações em junho. Deve-se considerar que os dados são preliminares. Libia Roberta de Oliveira Souza; 19/08/2011
  23. 23. Proporção de vírus identificados das amostras processadas por IFI, em UnidadesSentinelas. Brasil, SE 01 a 52 de 2009. ESPII Início da Mitigação
  24. 24. Influenza no Brasil as lições aprendidas com a Pandemia Situação Epidemiológica 2009 Proporção de vírus identificados das amostras processadas por rt – PCR em tempo real. Brasil, SE 16 a 52 de 2009. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 Semana Epidemiológica/ 2009 Influenza Pandêmica Influenza A Sazonal Outros ESPII Início da Fonte: Sinan/ MS. Mitigação
  25. 25. Influenza no Brasil as lições aprendidas com a Pandemia RIO GRANDE DO SUL
  26. 26. Distribuição dos casos notificados e confirmados de Influenza por novo subtipoviral (Influenza A H1N1) por semana epidemiológica de início dos sintomas, RS, 2009, 2010 e 2011* Nº de Casos 1100 1000 Notificados Influenza por novo subtipo viral 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 53 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 1 3 5 7 9 1 3 5 7 9 2 4 6 8 2009 2010 Ano e Semana Epidemiológica de início dos sintomas Fonte: Fonte: Influenza_Web, gerado em 06/08/2011 *semana epidemiológica de inicio dos sintomas 01 até 34
  27. 27. 2009
  28. 28. Influenza pandêmica A (H1N1) 2009Incidência e percentual de casos confirmados como influenza pandêmica (H1N1) 2009, por faixa etária, RS, 2009 25,0 90,0 % Coef.100.000 80,0 20,0 70,0 60,0 Coeficiente 15,0 50,0 % 40,0 10,0 30,0 5,0 20,0 10,0 0,0 0,0 < 1ano 1a 4 5a9 1 a1 0 4 1 a1 5 9 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 a 69 70 a 79 80 e + Faixa etária CI RS: 32,8/100.000 hab. Fonte: Influenza_Web
  29. 29. Influenza pandêmica A (H1N1) 2009 Taxa de mortalidade e percentual de óbitos de influenza pandêmica (H1N1) 2009, por faixa etária, RS, 2009 25,0 6,0 % Coe f.100.000 5,0 20,0 4,0 Coeficiente 15,0% 3,0 10,0 2,0 5,0 1,0 0,0 0,0 < 1 ano 1a 4 5a9 1 a 14 0 1 a 19 5 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 a 69 70 a 79 80 e + F aixa e tá ria CM RS: 2,7/100.000 hab. Fonte: Influenza_Web
  30. 30. Coeficiente de Incidência de Influenza A H1N1) por CRS, RS, 2009 Frederico Westphalen 40,03 Erechim 25,78 Santa Rosa 61,66 Palmeira das Missões 6,66 Ijuí 9,25 Passo Fundo 26,29 Santo Ângelo 43,36 Cruz Alta 14,97 Caxias do Sul 36,59 Lajeado 19,67 Santa Maria 24,73 Porto Alegre-02 14,87 S. Cruz so Sul 8,04 Osório 14,25 Porto Alegre-01 28,02 Alegrete 60,44 Cachoeira do Sul 7,81 Bagé 21,40 Pelotas 24,45 Coeficiente de incidência/100.000 hab até 10,00 10,00 --| 20,00 20,00 --| 30,00 30,00 --| 40,00Coeficiente de Incidência RS: 40,00 --| 50,0032,8/100.000 hab. 50,00 --| 61,66 Fonte: Influenza_Web
  31. 31. Coeficiente de mortalidade por Influenza A H1N1) por CRS, RS, 2009 Frederico Westphalen 2,38 Erechim 3,62 Santa Rosa 3,50 Palmeira das Missões 2,42 Ijuí 0,88 Passo Fundo 6,12 Santo Ângelo 3,43 Cruz Alta 3,74 Caxias do Sul 2,91 Lajeado 0,81 Santa Maria 2,42 Porto Alegre-02 1,83 S. Cruz so Sul 1,49 Osório 1,45 Porto Alegre-01 2,34 Alegrete 3,58 Cachoeira do Sul 2,93 Bagé 0,55 Pelotas 2,41 Coeficiente de mortalidade/100.000 hab até 1,00 1,00 --| 2,00 2,00 --| 3,00 3,00 --| 4,00 4,00 --| 6,12 Fonte: Influenza_Web
  32. 32. 2010-2011-2012
  33. 33. Situação Influenza A H1N1 em 2010 Vigilância de SRAG – sem detecção de Influenza a H1N1 119 VSR, 16 FluB, 8 co-infecção, 3 paraflu 1, 3 Adeno, 2 Paraflu 2, 1 paraflu 3 e 1 FluA sazonal.Vigilância Sentinela – SG (387 amostras coletadas)27 FluA sazonal, 26 VSR, 25 FluB, 9 Paraflu 3, 8 Paraflu 2, 5 Adeno e 3 Poarflu 1.Campanha de vacinação contra Influenza A H1N1 - 2010 4.899.654 vacinados (45% da população gaúcha!)
  34. 34. Número de casos notificados por semana epidemiológica, RS,2009-2011 Notificados 2010 Notificados 2011 Notificados 2009 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 se 01 se 04 se 07 se 10 se 13 se 16 se 19 se 22 se 25 se 28 se 31 se 34 se 37 se 40 se 43 se 46 se 49 se 52
  35. 35. Casos notificados de SRAG e confirmados de Influenza A H1N1 segundo semana de início de sintomas, RS, 2011.18016014012010080604020 0 notificados confirmados Fonte: Influenza-Web
  36. 36. Influenza A H1N1 em 2011 Início semana epidemiológica 20/11 (15/05- 21/05) Nenhum caso com histórico de viagem Detecção pela vigilância de SRAG Vigilância sentinela não foi capaz de detectar a circulação – a partir da SE 29 foi detectado 6 casos de Flu A H1N1. 1541 casos notificados, 103 confirmados, 464 outro agente, 958 casos descartados e 16 em investigação1145 SRAG hospitalizados
  37. 37. Número de casos e óbitos confirmados de Influenza A H1N1 ecoeficiente de incidência e de mortalidade por faixa etária, RS, 2011*
  38. 38. Tempo entre uso do Oseltamivir e início dos sintomas, RS, 2011 Tempo entre uso de Oseltamivir e início dos Total FR/Comorb Óbitos sintomas 0 dia 3 3 0 51,1%, por quê? 1 dia 19 10 3 2 dias 16 10 0 3 dias e + 46 27 7* Destes, 1 não apresentava FR Ignorado 6 3 2 ou comorbidade Sub-Total 90 53 12 uso em investigação 4 3 0 Não usou 6 3 1 Total 100 59 13
  39. 39. Características dos casos, RS, 2011 Idade variou entre 2 meses e 71 anos; Predomínio do sexo feminino – 52% Situação vacinal: 81 casos não vacinados; 20 pertenciam ao grupo elegível 17 indicações do CRIE Surto intrafamiliar em Santa Cruz do Sul (3 casos); Comorbidades/ fator de risco: 61 casos
  40. 40. CARACTERÍSICAS DOS ÓBITOS, RS, 2011 Os óbitos variaram de 10 meses a 71 anos; 69,2% dos óbitos ocorreram em mulheres; Situação vacinal: todos NÃO VACINADOS ( criança de 10 13 óbitos meses com 1 dose); Comorbidade/fator de risco: 12 óbitos (92,3%)
  41. 41. MEDIDAS DE PREVENÇÃO ECONTROLE DE INFLUENZA
  42. 42. Vacinação 2012Manter a vacinação dos 5 grupos elegíveis da CampanhaIntensificar vacinação de doentes crônicos (critérios do CRIE e mediante prescrição médica)
  43. 43. Dados de 2012• 124 notificados de SRAG  3 Influenza A(H1N1)• 6 confirmados para Influenza  3 Influenza B• 77 descartados• 20 confirmados para outros agentes virais: adenovírus, parainfluenza e VSR
  44. 44. Indicações do CRIE para vacina da influenza
  45. 45. Antiviral Oseltamivir está disponível para tratamento de influenza (SG e SRAG) Não é necessário o diagnóstico laboratorial de influenza para tratamento dos casos Apresentação de cápsulas de 75 mg (adulto) e de 45 mg e 30 mg (crianças) Ampliada indicação para indivíduos com SG sem fator de risco, a critério médico, de preferência nas primeiras 48 hs do início dos sintomas E a resistência???
  46. 46. Medidas adicionais Manter medidas preventivas: lavagem de mãos, ventilar ambientes, etiqueta respiratória, afastamento de doentes do convívio social.....mesmo quando não está sendo filmado!!...
  47. 47. Obrigada!!
  48. 48. Leticia Garay MartinsDivisão de Vigilância Epidemiológica Leticia-martins@saude.rs.gov.br + 55 51 3901 1157/1168 Disque Vigilância 150

×