José abrantes fazer monografia é moleza - ano 2007

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fazer monografia é moleza

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José abrantes fazer monografia é moleza - ano 2007

  1. 1. ntiftCO Exemplos de projeto de pesquisa e de uma monografia completa de graduação 1
  2. 2. FAZER MONOGRAFIA ÉMOLEZA i — w úiliitW i / o t ! l‘
  3. 3. José Abrantes FAZER MONOGRAFIA ÉMOLEZA O passo a passo de um trabalho científico waki/ Riode Janeiro 2007 | bumbo 1 bumbo 2 , . 1 . A J chímbal c/ oé 1 J , ....
  4. 4. © 2007 by José Abrantes Gerente Editorial: Alan Kardec Pereira Editor: Waldir Pedro Revisão Gramatical: Lucíola Medeiros Brasil Capa e Projeto Gráfico: Equipe 2ébom Design Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) A143f Abrantes, José Fazer monografiaé moleza: o passoa passo de umtrabalho científico / José Abrantes. - Rio de Janeiro: Wak Ed., 2007, 140p.:21cm Apêndices Incluibibliografia ISBN 978-85-88081-73-4 1. Pesquisa - Metodologia. 2. Bibliografia - Metodologia. 3. Redação Técnica I.Título Av. N. Sra. de Copacabana 945 - sala 103 - Copacabana Rio de Janeiro - RJ - CEP 22060-001 Tels.: (21) 3208-6095 / 3208-6113 Fax (21) 3208-3918 wakeditora@uol.com.br www.wakeditora.com.br 07-2082 CDD 001.4 CDU 001.8 2007 Direitos desta edição reservados à Wak Editora Proibida a reprodução total eparcial. Os infratores serão processados na forma da lei. WAK EDITORA bumbo 1 bumbo 2
  5. 5. Agradecimentos À minha esposa Lena Abrantes pelo amor e apoio. Ao Centro Universitário Augusto Motta - UNISUAM por apoiar minhas pesquisas. Às minhas alunas e orientadas da UNISUAM: Rosana do Carmo Martins Trindade, Shirley de Souza da Silva e Viviane Cordeiro da Silva, por permitirem usar parte de suas monogra­ fias de graduação em Administração de Empresas, neste livro. Obrigado e boa sorte.
  6. 6. Prefácio Entender as questões que envolvem a metodologia, para elaboração do trabalho cien­ tífico na academia, com certeza é um desafio. Dentre estes trabalhos, um se destaca: a mono­ grafia, que também pode ser chamada de projeto final ou trabalho de conclusão de curso. E muito comum alunos, tanto da graduação quanto da pós-graduação, com dúvidas e apavorados com a obrigação de desenvolver uma pesquisa, escrever, formatar e apresentar uma monografia. Qual a razão da monografia causar tanto problema? Será que é tão difícil e complexo escrever uma monografia? São os alunos ou os orientadores que estão despreparados? Entender as dificuldades dos discentes, no processo de transcrição do seu momento de criação, é de fato uma habilidade que poucos têm. O mérito, de entender e de contribuir para que essas dificuldades sejam superadas, é ponto significante para a academia. A transcrição tem dois momentos: o do autor e o do leitor. Se o autor conseguir passar cla­ ramente as suas idéias e/ou se o leitor conseguir interpretar claramente o que está escrito, então teremos, com certeza, um ganho substancial do trabalho científico. De fato, essa obra vem para contribuir, em muito, a fim de que fatos como esses ocorram. O presente trabalho, tão brilhantemente apresentado pelo professor Abrantes, vem para clarear este processo, utilizando todo o seu conhecimento e experiência na área acadê­ mica. Professor, pesquisador, educador, preocupado com a investigação científica, seu re­ gistro e sua disseminação em todos os níveis, cumpre, nesse momento, mais uma etapa de seu projeto de vida. Finalmente, os leitores terão a oportunidade inicialmente de se deparar com uma obra de cunho prático e realística e terão um substancial trabalho, realizado a partir de uma metodologia de fácil assimilação e de grande resultado prático. Benny de Almeida (M .Sc.) Vice-Reitor Acadêm ico UNISUAM - Centro Universitário Augusto Motta (Junho de 2007)
  7. 7. SUMÁRIO A estrutura da educação no Brasil 1 Como se faz um trabalho científico? Como se pesquisa? Tipos de pesquisas Figura 1.1: Tipos de pesquisas Quadro 1.1: Notas versus graus de satisfação Figura 1.2: Escala de graus de satisfação Etapas principais de uma pesquisa Fontes de pesquisa Financiamento de pesquisas Publicação de pesquisas 2 Descrição dos tipos de trabalhos científicos e acadêmicos Fichamento Resumo e abstract Resenha Artigo científico Paper Informe científico Ensaio científico Projeto de pesquisa Monografia de graduação e pós-graduação lato sensu Monografia de mestrado (dissertação) Monografia de doutorado (tese) Periódicos científicos (revistas, boletins etc.) Reuniões acadêmicas e científicas (congressos, simpósios etc.) 3 Apresentação gráfica das monografias (detalhes das folhas) Figura 3.1 - Apresentação gráfica de monografias 3.1 Detalhes das folhas pré-textuais (exemplos) Capa 10 11 12 12 13 13 15 16 17 18 19 19 20 21 22 22 23 23 23 26 27 28 30 32 33 33 37 37
  8. 8. Folha de rosto 38 Verso da folha de rosto 39 Errata 40 Folha de aprovação 41 Dedicatória 42 Agradecimentos 43 Epígrafe 44 Resumo em língua portuguesa 45 Resumo em língua estrangeira 46 Lista de ilustrações 47 Lista de tabelas 48 Listas de abreviaturas, siglas, símbolos e traduções 49 Lista de traduções 50 Sumário 51 3.2 Detalhes das folhas textuais 52 Introdução 54 Capítulo 1Teorias da Administração (exemplo de início de capítulo) 57 3.2.1 Recomendações para desenvolvimento da monografia e redação dos capítulos 58 3.2.2 Recomendações de redação (como expressar o conteúdo) 59 3.2.3 Formatação de tabelas, figuras e demais elementos gráficos 61 3.2.4 Citações, indicações das fontes de consulta e notas de rodapé 62 Citações diretas 62 Citações indiretas 63 Citações de citações (apud) 64 Formas abreviadas de citações 64 Opus citatum ou op. cit. (que significa obra já citada) 64 Ibidem ou ibid. (que significa na mesma obra) 65 Idem ou id. (que significa do mesmo autor) 66
  9. 9. Passim (que significa aqui e ali, como diversas citações) 66 Loco citado ou loc. cit. (que significa no mesmo lugar citado) 66 Sequentia ou et. seq (que significa seqüencia ou que se segue) 67 Notas de rodapé 67 Citação de informação verbal (entrevista, palestra, debate etc.) 68 Citação de trabalhos em elaboração 68 Citação indireta de diversas obras de um mesmo autor (na mesma citação) 69 Citação indireta de diversas obras de vários autores (na mesma citação) 69 Citações de diversos documentos de um mesmo autor, publicados em um mesmo ano 69 Conclusão (folha exemplo) 70 3.3 Detalhes das folhas pós-textuais 71 3.3.1 Referências 71 De livros 72 De periódicos 73 De artigos (inclusive em meio eletrônico) 74 De monografias (incluindo dissertações, teses e trabalhos acadêmicos) 75 De mensagem eletrônica (e-mail) 76 Referências (folha exemplo) 77 3.3.2 Glossário (folha exemplo) 78 3.3.3 Apêndice (folha com exemplo de resenha crítica) 79 3.3.4 Anexo (folha exemplo) 80 3.3.5 índice (folha exemplo) 81 4 Entrega da parte escrita e defesa oral da monografia 83 A parte escrita e a banca examinadora. 83 Como ocorre a defesa oral da monografia? 85 Referências 89 Apêndice A - Exemplo de projeto de pesquisa (Área de Educação) 92 Anexo A - Exemplo de monografia de graduação (Área de Administração) 105
  10. 10. I 0 I José Abrantes A estrutura da educação no Brasil (Segundo dados oficiais de 2007) Até para se entender o nível e a complexidade dos trabalhos científicos, é importan­ te se falar sobre como está estruturada a educação brasileira, nos seus mais diversos níveis, lembrando que está subdividida em Educação Básica e Ensino Superior. Educação Básica Crcche (Zero a 3 anos de idade) Educação Infantil (4 a 5 anos de idade) Ensino Fundamental (Após 6 anos de idade) Ensino Médio (1“a 3asérie) Ensino Profissional de nível médio (mínimo 3 anos) Io ao 5oAno 6o ao 9oAno Graduação Bacharelado (exige monografia)* Licenciatura (exige monografia)* Curta duração (não exige monografia)* (forma tecnólogo) Ensino Superior Livre Extensão (Sem limite de horas) Aperfeiçoamento (Mínimo 160 horas) Pós-Graduação' *Algumas faculdades e cursos não exigem monografia, mas sim um trabalho de conclusão de curso - TCC ou projeto final, por exemplo, em cursos de engenharia e informática. Lato sensu — (sentido amplo) Stricto sensu (sentido restrito) Especialização (MBA) (Mínimo 360 horas) (exige monografia) Mestrado acadêmico (exige dissertação) Mestrado profissional (não exige dissertação, exige trabalho final) Doutorado (exige tese) Pós-doutorado (não exige monografia, nem dissertação e nem tese)
  11. 11. Fazer Monografia è moleza I I I Capítulo 1 Como se faz um trabalho científico? Como se pesquisa? Qualquer pessoa tem capacidade intelectual para fazer uma pesquisa científica e elaborar, por exemplo, uma monografia de conclusão para um curso de graduação. A pes­ quisa depende da vontade e da dedicação do aluno e do seu orientador, ou seja, do profes­ sor que vai conduzir e ajudar o aluno nas suas pesquisas. E claro que existem pessoas que têm mais facilidades que outras, mas a princípio qualquer pessoa é capaz. Infelizmente, muitos professores e pesquisadores fazem um verdadeiro “terrorismo”, no que se refere a desenvolver uma pesquisa e elaborar o relatório final: a monografia. Em algumas insti­ tuições, o “terror” é tão forte que, um ano antes da data da conclusão do curso, os alunos começam a sofrer e entram na TPM, ou Tensão Pré-Monografia. Também por causa disto, é que se sabe que existem “grupos” especializados em “preparar” e “vender” monografias. A coisa é tão descarada que existem anúncios em jornais e cartazes espalhados por insti­ tuições de ensino. Quem achar que estou exagerando, recomendo que pesquise nos cor­ redores da sua instituição como se faz para “comprar” uma monografia. É claro que existem pessoas e instituições sérias. Além de ser crime previsto no código civil, não há necessidade de fazer isso. Qualquer pessoa tem capacidade para fazer pesquisa científica e escrever uma monografia (ou dissertação ou tese). O professor Howard Gardner, em 1983, após muita pesquisa, criou o conceito das Inteligências Múltiplas. Segundo este conceito, todo ser humano é dotado de várias inteligências e não apenas as capacidades Lógico-Matemática e Lingüís­ tica, que são as bases dos testes de inteligência ou testes de QI. Será que só é “inteligen­ te” quem gosta e sabe Matemática ou pensa de forma lógica? Será que só é “inteligente” quem sabe falar e escrever muito bem? Como vamos classificar pessoas famosas e que nos proporcionam alegrias, como Zeca Pagodinho, Daiane dos Santos, Cartola, Adoniram Barbosa etc.? Será que todas estas pessoas se sairiam bem em um teste de QI? Desconfio que não. Talvez algumas fossem rotuladas como “burras”. Burras são as que pensam e acham isso. Gardner (1998, p. 37) define inteligência como “a capacidade de resolver pro­ blemas e/ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários cul­ turais”. Quais problemas? Quais produtos? Neste mesmo estudo de Gardner, e de outros pesquisadores, fala-se que todos nós nascemos com várias “capacidades” intelectuais, mas que normalmente uma ou poucas se destacam (deve ser o dom). Infelizmente por fatores como nutrição e forma de criação, muitas pessoas acabam por “atrofiar” ou não desenvolver suas “inteligências” e muitas só o fazem
  12. 12. I 2 José Ahruntes após uma certa idade. Eu estou convencido de que todos nós temos, sim, várias “inteligências” e que todas ou muitas podem ser estimuladas, mesmo após uma certa idade. Não estou falando de “aumentar” a inteligência, mas de “desenterrá-la’' de algum ponto escondido em nossa mente! intelectual, mas tempo depois se destacaram em uma ou mais áreas do conhecimento. Albert Einstein talvez seja o melhor e mais forte exemplo. Fica difícil acreditar que algum dia um “pro­ fessor” tenha dito que Einstein era incapaz e que não seria grande coisa na vida. Do ponto de vista global, as pesquisas são classificadas como de ciência pura (ou básica) ou aplicada, onde na pesquisa pura trabalha-se com conhecimentos e estudos espe­ cíficos, não havendo a previsão de uma aplicação prática. Normalmente este tipo de pesqui­ sa, até por envolver muitos recursos financeiros, só é realizado por instituições superespecializadas e praticamente só no âmbito governamental. Já, na pesquisa aplicada, procura-se a solução de problemas concretos da sociedade, sendo o tipo de pesquisa mais comum, principalmente nos meios acadêmicos de graduação. A figura 1.1 mostra as dife­ rentes formas de se classificar uma pesquisa. A história da humanidade está repleta de casos de pessoas que foram “rotuladas” de incapacidade Tipos de pesquisas EXPLORATÓRIAS DESCRITIVAS EXPLICATIVAS ANALÍTICAS PF.SQUISAS CIENTÍFICAS (APLICADAS OU DE CIÊNCIA PURA) SEGUNDO AS FONTES DE DADOS DE CAMPO DE LABORATÓRIO BIBLIOGRÁFICA LEVANTAMENTO DE DADOS < QUANTITATIVA QUALITATIVA SEGUNDO A COLETA DE DADOS BIBLIOGRÁFICA DOCUMENTAL ESTUDO DE CASO EXPERIMENTAL APOS O FATO (EX POST FACTO) Figura I. I: Tipos de pesquisas (Fonte: SANTOS, 2004. p. 25- 40)
  13. 13. Fazer Monografia é moleza 13 De forma geral, as pesquisas podem ser qualitativas ou quantitativas. Em ambos os casos, os dados coletados têm de ser analisados, para que sejam feitas considerações e/ou obtidas conclusões. Pesquisas quantitativas estão relacionadas ao levantamento de dados numéricos, que seguem regras matemáticas. Vejamos alguns exemplos: variação do custo de estocagem de um produto, em função do tipo e da quantidade estocada. Variação da altura de pessoas entre o nascimento e os 21 anos de idade. Variação do consumo de queijos, em função da taxa de inflação, em um determinado período. Variação da resistência de um material, em função da temperatura de trabalho. Pesquisas qualitativas não estão, diretamente, relacionadas ao levantamento de da­ dos numéricos. Vejamos alguns exemplos: variação do índice de produtividade de uma empresa, em função das condições ambientais de trabalho (ruídos, temperatura e odores). Como o ambiente organizacional interfere na motivação das pessoas para o trabalho. Como as condições climáticas (meteorológicas) interferem com o humor das pessoas. Deve ser ressaltado que mesmo pesquisas com dados qualitativos podem ter um tratamento matemático, especialmente usando-se análises estatísticas. Imagine que se quei­ ra analisar a “qualidade” do grau de satisfação de funcionários, de um determinado setor de uma empresa. Pouco adianta simplesmente perguntar se as pessoas estão satisfeitas ou não. Pode-se, por exemplo, criar uma escala numérica de “graus de satisfação”, variando de 1a 7. Com isto, são atribuídas “notas” à satisfação e, assim, pode-se dar todo um tratamento matemático e estatístico, isto para uma pesquisa e análise qualitativa. Nota Grau de satisfação 1 Bastante insatisfeito 2 Insatisfeito 3 Levemente insatisfeito 4 Neutro 5 Levemente satisfeito 6 Satisfeito 7 Bastante satisfeito Quadro 1.1: notas versus graus de satisfação 1 2 3 4 5 6 7 Figura 1.2: escala de graus de satisfação
  14. 14. I 4 I José Abrantes Muitas pesquisas, independentemente de serem qualitativas ou quantitativas, exi­ gem tratamento estatístico para análises de: média aritmética, desvio padrão, variância, dis­ persão, correlação etc. Nestes casos, é fundamental um aprofundamento das análises e ferramentas estatísticas, que fogem ao escopo deste livro. Recomenda-se a consulta a livros específicos desta área e também do capítulo 5 do livro: LIMA, Manolita Correia. Monogra­ fia. A engenharia da produção acadêmica. São Paulo: Saraiva, 2004. A pesquisa exploratória é aquela que faz a primeira aproximação de um tema (SANTOS, 2004, p. 25). Imagine um explorador em uma floresta, ainda, desconhecida para ele, ou seja, onde se está pela primeira vez. Não necessariamente precisa ser inédita, talvez outros exploradores já tenham estado nesta floresta. Ocorre quando pouco se co­ nhece o problema ou o objeto de estudo a ser pesquisado. Apenas se “exploram” os fatos da realidade (ou o que está acontecendo). A pesquisa descritiva ocorre após uma primeira abordagem ou aproximação (explo­ ração). É um estudo das característicasjá conhecidas do objeto de estudo. Apenas descreve fatos e fenômenos, sem manipulá-los. O pesquisador não interfere com o objeto de estudo, apenas descreve. Já, na pesquisa descritiva de opinião, pessoas são entrevistadas para ex­ pressar suas atitudes (ações, pontos de vista, idéias e ou preferências). Um tipo derivado da pesquisa de opinião é a de motivação, onde se procura descobrir o porquê das atitudes, idéi­ as e preferências. A pesquisa é explicativa quando descreve fenômenos e acontecimentos, com a interferência do pesquisador sobre o objeto de estudo, chegando a ocorrer a indução de questões (pesquisa explicativa e indutiva). A pesquisa analítica é aquela de maior profundidade, com relação aos resultados obtidos. Ela analisa, explica e até cria um conceito ou teoria sobre o objeto de estudo. Em uma pesquisa de campo, as fontes de dados estão fora da instituição de en­ sino ou residência do pesquisador. Já uma pesquisa de laboratório, como o próprio nome indica, é feita em um determinado local preparado e equipado com os instrumen­ tos para observação, análise e descrição do objeto de estudo. Deve ser enfatizado que, neste caso, “laboratório” não significa um lugar exclusivo, por exemplo, com micros­ cópios. Até um determinado setor de uma empresa pode ser utilizado como laborató­ rio, para desenvolver-se uma pesquisa. A pesquisa bibliográfica, como o próprio nome indica, é proveniente de fontes escritas, como livros, revistas,jornais, periódicos, anais de eventos e da Internet. Toda pesquisa tem a sua fase bibliográfica, pois todas têm de ter a fundamentação teórica e a revisão da literatura. A pesquisa documental, embora possa auxiliar diversas áreas, aplica-se melhor às pesquisas históricas. As fontes estatísticas são muito utilizadas em pesquisas quantitativas,
  15. 15. Fazer Monografia é moleza principalmente da área tecnológica (Engenharia, Física, Química etc.). As fontes não es­ critas são muito utilizadas em pesquisas da área de artes, como música, cinema, teatro, dança, pintura etc. Na pesquisa experimental, manipulam-se diretamente as variáveis relacionadas ao objeto de estudo. Ocorre a interferência direta do(s) pesquisador(es). Ela pode ser um tipo de estudo de caso, pesquisa-ação ou após o fato (ex postfacto). A pesquisa experimental se aplica a qualquer área. (SANTOS, 2004, p. 29) A pesquisa de estudo de caso é muito comum nas áreas de Administração e Econo­ mia, e se limita a um determinado caso, que pode ser uma empresa ou região. Este tipo de pesquisa exige muitas entrevistas e visitas freqüentes aos locais de estudo e a elaboração de múltiplos questionários. É mais comum nos níveis de mestrado e doutorado. A pesquisa-ação, ou participativa, é essencialmente prática, atuando na realidade social e fazendo com que as comunidades (pessoas) ajam e interajam, especialmente suge­ rindo soluções. Neste caso, o(s) pesquisador(es) atua(m) como motivador(es) ou facilitador(es). Este tipo de pesquisa é muito utilizado nas áreas das Ciências Sociais pura e aplicada (Sociologia, Antropologia e Administração de Empresas). Na pesquisa após o fato ou expostfacto, o pesquisador observa o fato, o fenômeno ou o processo, após a sua ocorrência, ou seja, sem o seu controle ou intervenção. O fato será explicado a posteriori. Etapas principais de uma pesquisa Independentemente da área de conhecimento, qualquer pesquisa deve seguir as se­ guintes principais etapas (RAMPAZZO, 2004. p. 50-51): lâLevantar problemas e questões, propondo soluções e hipóteses (especial­ mente nos níveis de mestrado e doutorado). O pesquisador deve se dedicar ao que gosta e ao que o atrai. Os problemas e os temas não devem ser impostos. Faz-se me­ lhor aquilo de que se gosta. 2- Observar e “medir”. Em fontes escritas e/ou com os objetos de estudo (no cam­ po ou laboratório). São as fases: descritivas e/ou explicativas e/ou exploratórias e/ou documentais e/ou bibliográficas. 3- Levantar e registrar dados relacionados às questões e às hipóteses. É a fase prá­ tica e objetiva da pesquisa. Aqui se revela a disciplina e a paciência do pesquisador. Depen­ dendo do nível da pesquisa, esta etapa pode levar anos.
  16. 16. I 6 I José Abrantes 4aAnalisar e processar os dados levantados e registrados, comparando-os com as questões e as hipóteses. Nesta etapa, podem ocorrer grandes descobertas (ou frustrações). Dependendo das análises, pode-se até ter de mudar questões e hipóteses. Ocorre quando lite­ ralmente se “atira no que viu e acerta-se no que não viu”. Deve ser lembrado que informações advêm de dados processados. A ordem cronológica de uma pesquisa é definir dados relevantes, levantar dados, processar dados, obter informações e tomar ou propor decisões. 5aPropagar e generalizar as informações obtidas, de forma que as conclusões se apliquem a casos e condições similares, ou seja, é o conceito da repetitibilidade, ou melhor, são geradas informações que permitem que outros pesquisadores sigam o mesmo caminho e cheguem às mesmas conclusões. 6aDeduzire prever que, para certas condições, ocorram determinadas relações (ou não). É a etapa da extrapolação e da delimitaçãodas conclusões obtidas.Aqui podem ser feitas sugestões e recomendações, para futuras pesquisas, que complementem e alarguem a área estudada. Fontes de pesquisa Além do objeto de estudo em si, principalmente os livros relacionados ao tema, exis­ tem outras fontes de pesquisa. Jornais, revistas e sites na Internet também podem ser fontes de pesquisa. Mesmojornais diários e revistas semanais, ou seja, não científicos, podem ser utiliza­ dos como fonte de pesquisa, desde que sejam tomadas algumas precauções. Ao se ler uma notí­ cia que possa ser utilizada na pesquisa, em umjornal ou revistapopular (não científica), deve-se inicialmente descobrir o autor (repórter) e fazer um contato telefônico ou por correio eletrôni­ co, para se descobrir a origem dos dados e das informações, bem como a profundidade investi- gativa da reportagem. Não se deve simplesmente transcrever o que foi publicado. Com relação à Internet, deve-se tomar o mesmo cuidado, ou seja, verificar a fonte e a seriedade da informação. Sabe-se que, alémde qualquerpessoapoder fazer ou ter um site, pode-se escrever o que quiser(inclusive bobagens). Deve-se fazer um contato com o autor da informação e, principalmente, verificar se os nomes e as instituições citadas existem e se têm credibilidade. Por exemplo, não se deve aceitar simplesmente uma informação de um site qual­ quer na Internet, tal como (exemplo fictício e absurdo): segundo pesquisas do professor Giusseppe Marzullo, do Departamento de Biologia Molecular, da Universidade do Es­ tado do Rio de Janeiro, as pessoas que se alimentam de manga, concomitantemente com leite de vaca, podem desenvolver uma reação alérgica e até morrer. Quem é este profes­ sor? Ele realmente existe e pertence a esta universidade? Estas perguntas podem ser respon­ didas com uma simples consulta ao site deste departamento da universidade. Caso não se consiga esta informação, via Internet, faz-se um contato telefônico.
  17. 17. Fazer Monografia é moleza 17 Periódicos científicos podem ser acessados, tanto em bibliotecas de instituições de ensino superior quanto por meio do Sistema de classificação de periódicos, anais e re­ vistas - Qualis (www.qualis.capes.gov.br). O termo CAPES significa Coordenação de Aper­ feiçoamento de Pessoal de Nível Superior, sendo o órgão que avalia o ensino superior e os cursos de pós-graduação no Brasil. Livros podem ser consultados em bibliotecas públicas e de instituições de ensino superior, que normalmente permitem o acesso a pesquisadores. Para as pessoas que mo­ ram na cidade do Rio de Janeiro ou próximo, uma excelente opção é a Biblioteca Nacio­ nal, que fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, no Centro da cidade e funciona de segunda a sexta-feira das 9 horas às 21 horas e aos sábados das 9 horas às 15 horas. Também é possível fazer consultas a bibliotecas de empresas e instituições, como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); FGV (Fundação Getúlio Vargas); CPRM (Centro de Pesquisas e Recursos Minerais); CRA (Conselho Regional de Adminis­ tração); COMLURB (Companhia Municipal de Limpeza Urbana); SEBRAE; FIESP (Federa­ ção das Indústrias do Estado de São Paulo); FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro); SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial); SESI (Serviço So­ cial da Indústria); SESC (Serviço Social do Comércio); BNDES (Banco Nacional de Desen­ volvimento Econômico e Social). Não é qualquer livro que deve ser utilizado como fonte de pesquisa, pois infeliz­ mente existe muita “bobagem5'’publicada na forma de livro. Além do conteúdo, deve ser verificado se o autor tem formação e credibilidade para ser utilizado como referência, em uma pesquisa científica. Uma forma de verificar os dados do autor é entrando em contato com a editora. Outra opção é procurar se o autor está cadastrado no sistema de currículos Lattes do CNPq, no endereço www.cnpq.br (plataforma Lattes). Normalmente professores e pesquisadores possuem seus currículos detalhados neste banco de dados. Financiamento de pesquisas Especialmente em instituições de ensino superior, existem algumas opções para se tentar obter um financiamento para uma pesquisa. Independentemente da fonte que se buscará o financiamento, é fundamental que seja feito um completo projeto de pesquisa, muito bem detalhado e principalmente com asjustificativas, a relevância e os resultados esperados. Em­ bora, a princípio, qualquer pessoa possa desenvolver uma pesquisa científica, nem todas con­ seguem provar que suas pesquisas serão úteis e com resultados relevantes para a sociedade. Alunos de graduação podem conseguir bólsas de estudo ao participar de projetos de iniciação científica em suas instituições. Estas iniciações estão ligadas a projetos de pesquisas desen­ volvidos por mestres e doutores da instituição e, normalmente, têm financiamento oficial,
  18. 18. I 8 | José Abrantes embora muitas instituições privadas financiem pesquisas, especialmente aquelas ligadas às áreas sociais relacionadas às comunidades próximas às instituições. Também são possíveis bolsas de estudos para pesquisas nos níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Normalmente estas bolsas são concedidas por meio do Conse­ lho Nacional de Pesquisa - CNPq ou pelos órgãos de apoio à pesquisa nos estados, como, por exemplo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ ou da FAPESP em São Paulo. Estas bolsas são concedidas por estes órgãos, mas via instituição onde a pesquisa será desenvolvida, e sob a supervisão e controle de um orientador cadastra­ do nestes órgãos. Para mais informações, podem ser acessados os sites desses órgãos: www.cnpq.br,www.faperj.br, www.fapesp.br. Publicação de pesquisas Existem diversos meios para se publicar uma pesquisa, embora não seja muito fácil. Por exemplo, podem ser publicadas na forma de artigo, paper, informe e ensaio científico. Também podem ser publicadas em anais de reuniões acadêmicas e científi­ cas, como congressos e simpósios. Uma outra maneira é na forma de livro, que não é tão difícil de publicar quanto parece. Existem dois caminhos básicos para a publicação de um livro: por meio de uma editora comercial ou de forma independente. Como as edi­ toras têm muito custos, só publicam aqueles livros que, após minuciosa análise,, são de­ finidos como de bom potencial comercial. Qualquer pessoa pode publicar um livro (especialmente aquele fruto de uma pesquisa acadêmica) de forma independente. Inici­ almente deve-se entrar em contato com o escritório do ISBN da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Deve ser esclarecido que existem muitas editoras pequenas que trabalham em sistemas de parcerias, onde o autor paga uma determinada quantia e a editora imprime poucos exemplares. Hoje em dia, é perfeitamente possível uma pessoa publicar apenas um exemplar de um livro. O grande problema destas editoras pequenas é a distribuição do livro que, às vezes, fica restrita a uma pequena região geográfica, dificultando a di­ vulgação e a venda do livro.
  19. 19. Fazer Monografia é moleza I I 9 Capítulo 2 Descrição dos tipos de trabalhos científicos e acadêmicos Trabalho científico é todo aquele fruto de pesquisa, com critérios e metodologias e com fundamentações teóricas reconhecidas pela comunidade científica. Cabe aqui um alerta sobre o termo “pesquisa”, muito comum na atualidade, principalmente em escolas do ensino fundamental e médio. Por exemplo, quando a professora de História pede para os alunos da 7ãsérie fazerem uma “pesquisa” sobre quais fatos permitiram a proclamação da República, na verdade, ela está pedindo que os alunos façam um estudo ou uma análise bibli­ ográfica, e não uma pesquisa científica. Os principais trabalhos científicos e acadêmicos são fichamento, resumo, resenha, artigo científico (paper), monografia, dissertação e tese. Existe um tipo de trabalho, o Pro­ jeto de Pesquisa, que normalmente precede monografias, dissertações e teses, que é consi­ derado também como um trabalho acadêmico (PATACO, 2004, p. 23). Em verdade, este trabalho é um planejamento ou guia de uma pesquisa. Além destes trabalhos, existem as revistas acadêmicas e científicas e os livros (científicos). A seguir, são feitas descrições e comentários sobre cada um destes tipos de trabalhos. Fichamento O termo vem de ficha (é só lembrar daquelas fichas amareladas, de nossos antigos e saudosos professores) e tem uma função importantíssima, auxiliando muito o trabalho de pesquisa e a elaboração do relatório final. Toda pesquisa envolve a coleta de dados biblio­ gráficos, principalmente de fontes escritas, como livros, revistas, jornais, monografias, dissertações, teses e artigos. Fazer um fichamento significa fazer um resumo com comen­ tários da fonte consultada, com todas as referências. Normalmente os fichamentos são feitos à mão e em folhas, no formato A6 (10,5cm x 14,8cm), mas nada impede que sejam feitos em formato A4 e/ou em meio magnético. É um excelente recurso de pesquisa quando se está, por exemplo, em uma biblioteca sem acesso a um computador para escrever e gravar em meio magnético. Deve ficar claro que, durante uma pesquisa, a pessoa não é obrigada a fazer o ficha­ mento, exatamente como aqui descrito. O importante é que o tenha como se fosse um ar­ quivo ou memória escrita de todas as fontes consultadas. Este arquivo, além dos dados
  20. 20. 20 1 José Ahrantes catalográficos da obra, deve conter um pequeno resumo do seu conteúdo. A seguir, é apre­ sentado um exemplo de fichamento. ABRANTES, José. Program a 8S. Da alta adm inistração à linha de produção: o que fazer para aum entar o lucro? 2 ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2007. Consulta realizada na biblioteca da UN1SUAM, em maio de 2007. Este livro, relacionado às áreas de administração e engenharia de produção, apresenta uma metodologia para o combate aos desperdícios em empresas, por meio da mudança de hábitos e comportamentos (behaviour-Keeping) das pessoas, ou dos recursos humanos. O autor se baseou na metodologia dos 5 Sensos (5S), proposta pelos japoneses em 1950 e fez um aprofundamento para a cultura e educação brasileira, acrescentando mais 3 Sensos. O livro é fruto da pesquisa de mestrado do autor e apresenta todo um embasamento da Teoria Geral de Administração (TGA), além de experiência profissional de mais de 30 anos, especialmente como gerente de fábricas. Além da metodologia em si, apresenta uma série de critérios e soluções para a redução dos desperdícios em empresas, bem como exemplos de caso de sucesso. <*------------------------------------------------------ 14,8 cm ------------------------------------------------------► Resumo e abstract A norma brasileira, ABNT NBR 6028, define resumo como uma seqüência de fra­ ses concisas e objetivas, escritas em um único parágrafo e com no máximo 500 palavras, para trabalhos acadêmicos e 250 palavras para artigos e periódicos. Pode-se fazer o resumo de qualquer referência bibliográfica, mas, na prática, o resumo é feito na língua portuguesa, para compor artigos, papers, monografias, dissertações e teses. O resumo de um livro, ou outra fonte qualquer, deve ser feito na forma de fichamento. Em artigos, papers, dissertações e teses brasileiras, além da língua portuguesa, o resumo normalmente também aparece na língua inglesa {abstract), podendo-se (a critério da instituição) usar o espanhol, francês ou italiano. O resumo é apresentado em uma única folha, no formato A4 e, ao final, são apresentadas palavras-chave que sintetizam todo o tra­ balho. Em alguns Congressos científicos, é costume pedir que os pesquisadores apresen­ tem primeiro um resumo do artigo (ou dopaper) para análise. Este resumo é analisado por uma comissão e, se aprovado, o pesquisador é comunicado e tem algum tempo para enviar
  21. 21. Fazer Monografia é moleza o artigo completo, dentro das normas estabelecidas previamente. A seguir, são apresentados dois exemplos: um resumo e um abstract de artigo científico. RESUMO: este artigo faz uma breve análise da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, que define que a educação deve ser voltada, tanto para a formação do cidadão quanto do profissional. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) sugerem a interdisciplina- ridade como forma de melhoria do aprendizado. O trabalho propõe a instalação de uma es­ tufa hidropônica experimental na escola, pois, além de servir de laboratório interdisciplinar, a agricultura hidropônica pode ser praticada em qualquer lugar, pois não utiliza o solo dire­ tamente. São mostrados de forma geral os conceitos da hidroponia e como deve ser prati­ cada. Ao final, o trabalho conclui que a prática interdisciplinar contextualizada pela agricultura hidropônica, além do aluno, também ajudará a formar o cidadão profissional, oferecendo alternativas de trabalho e renda. Palavras-chave: interdisciplinaridade - contextualização - agricultura hidropônica. ABSTRACT: this paper makes a briefanalysis ofthe educational directives and bases act (EDBA) of 1996 which establishes that education must be aimed at making of the citizen, as well as of the professional. The national parameters for syllabus building (NPSB) su- ggest the interdisciplinary approach as way to improve leaming. The paper proposes the establishment of an experimental hydroponic greenhouse in the school, for, besides serving as an interdisciplinary lab, the hydroponic agriculture may be praticed anywhere, once it does not make direct use of the soil. The concepts of hydroponics and how it has to be pra­ ticed are shown in a general way. The paper concludes that the contextualized interdiscipli­ nary pratice by means of hydroponic agriculture will not only help the making of the student but also the professional citizen, by offeringjob and income altematives. Key Words: interdisciplinarity - contextualization - hydroponic agriculture Resenha A resenha é um resumo da análise crítica de um trabalho científico. Normalmente é executada por professores e pesquisadores experientes ou por alunos de pós-graduação em níveis mais elevados como o doutorado. No que se refere à graduação, costuma-se pedir resenha de capítulos de livros, para os alunos que estão escrevendo o seu projeto de pesqui­ sa. O objetivo é estimular o poder de síntese e análise crítica de documentos científicos. Uma resenha deve conter a referência bibliográfica completa da obra, dados sobre o autor (para se dar maior credibilidade à obra), um resumo das idéias principais e a crítica propri­ amente dita da obra. (PATACO, 2004, p. 19)
  22. 22. 22 I José Abrantes Ao se trabalhar com resenha, especialmente para alunos da graduação, deve ser esclarecido que “crítica” não significa apenas destacar os pontos considerados não agradá­ veis (ou fracos) da obra, ou seja, criticar não é apenas falar mal. Artigo científico Os artigos científicos são trabalhos apresentados em periódicos e/ou em anais de reuniões acadêmicas e científicas, como jornadas, encontros, seminários, congres­ sos, semanas, simpósios etc. Normalmente expressam resultados parciais ou partes de pesquisas, já que se limitam a um determinado número de páginas. Em verdade, não existe exigência quanto ao número de páginas, mas até por questões de espaço, os pe­ riódicos e os anais os limitam para que possam apresentar um número maior de artigos de diferentes autores. Em geral, os artigos são partes de monografias, dissertações, teses ou relatóri­ os de pesquisas. É uma forma de comunicação oficial de pesquisas e descobertas. É por meio dos artigos que os pesquisadores informam à comunidade científica as suas pes­ quisas e conclusões. Embora a norma ABNT NBR 6022 estabeleça um sistema para a apresentação dos elementos que constituem o artigo em publicação periódica científica impressa, as instituições e os órgãos acadêmicos e científicos definem os conteúdos e a formatação dos artigos a serem publicados. Independentemente das exigências de cada órgão, em geral nos artigos são exigi­ dos, logo na primeira página: título do artigo, nome do(s) autor(es) com a titulação, en­ dereço eletrônico e instituição onde trabalha, resumo (normalmente com no máximo 200 palavras) em língua portuguesa e, às vezes, em língua estrangeira e de três a cinco pala­ vras- chave. Alguns órgãos e instituições ainda exigem a data, com mês e ano da publica­ ção. O conteúdo do artigo em si desenvolve-se, mostrando inicialmente uma introdução, onde se explica o que é e quais os objetivos, uma descrição em parágrafos com o desen­ volvimento da idéia e, ao final, é feita a conclusão ou as considerações finais. Como qual­ quer documento científico, a paginação de um artigo termina com as referências e os apêndices e/ou anexos, se houver. Paper É um tipo específico de trabalho científico, muito comum em revistas e periódicos internacionais. É mais sintético (resumido) do que um artigo. Tem como objetivos princi­ pais apresentar um resumo e a idéia geral de um projeto de pesquisa. Normalmente um paper não entra em detalhes e não apresenta conclusões. Do ponto de vista prático, muitos artigos podem ser enquadrados como papers e vice-versa.
  23. 23. Fazer Monografia é moleza 23 Informe científico Como o próprio nome indica, serve para informar à comunidade acadêmico-cien- tífica os tipos e as principais características das pesquisas que estão sendo desenvolvidas. Também é comum ser publicado em revistas e periódicos internacionais, especialmente da área biomédica. De forma geral, é resumido, mas apresenta resultados e conclusões. Ensaio científico Até pelo nome, pode-se dizer que um ensaio científico contém dados e informações preliminares, ainda não conclusivas, pois a pesquisa ainda está no início ou em andamento. Uma das grandes finalidades, deste tipo de trabalho, é despertar a curiosidade e o interesse de outros pesquisadores ligados ao tema. Muitas vezes, é a partir de um ensaio acadêmico-cien- tífíco, que pesquisadores de instituições diferentes formam uma verdadeira rede acadêmica de cooperação científica, resultando em parcerias e com resultados excelentes para a comunida­ de como um todo. Na área químico-farmacêutica, isto ocorre com muita freqüência, princi­ palmente na testagem e no desenvolvimento de novas drogas e vacinas. Projeto de pesquisa O ideal é que, antes de se começar uma pesquisa, seja feito um completo planeja­ mento, com a previsão de todos os passos e as etapas que serão necessárias. Embora não exista um modelo específico, algumas etapas devem ser consideradas em um projeto de pes­ quisa científica. Estes procedimentos se aplicam a qualquer pesquisa, seja em nível de gra­ duação ou pós-graduação lato sensu, onde se executa uma monografia ou ainda em nível de mestrado e doutorado. Os mesmos critérios e procedimentos podem ser utilizados, tanto para uma dissertação de mestrado quanto para uma tese de doutorado. A diferença fundamen­ tal, entre estes níveis de pesquisa, está no tempo necessário e na profundidade da pesquisa. As monografias de graduação e pós-graduação se referem a temas mais amplos, simples e superficiais (lato sensu), enquanto as dissertações de mestrado e as teses de doutorado exi­ gem temas mais específicos e pesquisados com mais tempo e profundidade (stricto sensu). A seguir, são apresentadas as principais etapas de um projeto de pesquisa científica. 1 - Escolha do tema (com título da monografia). O que vai ser pesquisado? Não há obrigatoriedade para que o tema seja original ou inédito; mesmo nas pesquisas mais avançadas, como, por exemplo, em nível de doutorado. A escolha do tema pode ser feita por diversos motivos. Um assunto de interesse pessoal do pesquisador, em vir­ tude da sua prática ou necessidade profissional ou em razão de leituras, experiência de vida ou até curiosidade. Também acontece de o tema ser escolhido como sugestão ou
  24. 24. 24 1 José Abrantes conclusão de uma outra pesquisa. Nesta etapa, já são definidas as palavras-chave, ou seja, os “assuntos-chave” que serão pesquisados. 2 - Revisão da literatura (ou referencial teórico ou revisão bibliográfica). Quais pesqui­ sas semelhantes existem? Devem ser procurados trabalhos, pesquisas e publicações (prin­ cipalmente livros) sobre o tema escolhido ou correlato. Trata-se da pesquisa e da revisão bibliográfica. Esta revisão é feita, principalmente, considerando-se as palavras-chave. 3 - Justificativas. Quais asjustificativas para a escolha e a pesquisa do tema? Quais bene­ fícios e vantagens esta pesquisa pode proporcionar à sociedade? Justificativas econômicas, sociais e ambientais são comuns e valorizadas. 4 - Formulação do problema. Dentro do tema, quais respostas ou suposições serão res­ pondidas? O problema tem de ser muito bem definido e delimitado, considerando-se tempo e espaço. Deve-se tomar cuidado para não se “alargar” demais nas suposições e tentar resol­ ver muitos e diferentes problemas, em uma única pesquisa. Quando nos níveis de mestrado e doutorado, aqui também se enquadram as hipóteses, ou seja, aquilo que irá se confirmar (ou não). Embora muitos professores e pesquisadores não queiram admitir, nem toda pes­ quisa chega a uma conclusão que confirme as hipóteses formuladas. Se assim fosse, por exemplo, já teríamos a cura e a vacina para a AIDS. 5 - Objetivos da pesquisa. Quais são os objetivos gerais e específicos da pesquisa? O que se quer provar ou mostrar? 6 - Metodologia da pesquisa. Quais o caminho e os instrumentos para se concluírem os objetivos? Nesta fase, são definidos: o tipo e as fontes de pesquisa, a coleta e a análise dos dados e a análise dos resultados, ou seja, quais métodos serão empregados. Os instrumentos de pesquisa mais utilizados são a observação direta (no laboratório ou no campo); entrevistas pessoais (muito usadas em pesquisas da área de ciências sociais); questionários e formulários com perguntas abertas, fechadas ou de múltipla escolha. Os ques­ tionários devem ser muito bem planejados, devendo ser diretos, simples e objetivos. Para exemplos de questionários, recomenda-se a consulta ao capítulo 4 do livro: LIMA, Manolita Correia. Monografia. A engenharia da produção acadêmica. São Paulo: Saraiva, 2004. 7 - Cronograma. São apresentados as atividades previstas de pesquisa e os tempos estima­ dos para realizá-las. O cronograma atua como uma forma de disciplinar as diversas etapas e atividades de uma pesquisa. Deve ser bem elaborado e seguido à risca. Caso o pesquisador tenha dificuldades para visualizar quais atividades devem ser realizadas e em que época, deve pedir ajuda a quem tenha esta experiência e visão. A organização das atividades e a disciplina nos prazos podem ser cruciais para o resultado de uma pesquisa, principalmente quando a
  25. 25. Fazer Monografia è moleza 25 pesquisa está sendo financiada por alguma instituição ou órgão público ou privado. Em al­ gumas pesquisas, além do cronograma físico, também é feito o planejamento financeiro, ou seja, o orçamento da pesquisa. Dependendo do tipo de pesquisa, valores monetários ex­ pressivos serão necessários. 8 - Referências. São citadas as fontes básicas bibliográficas de consulta. Nesta fase da pesquisa, são citadas poucas referências, que serão complementadas com o desenvolvimen­ to dos trabalhos. A seguir, é mostrada a estrutura mínima (capítulos), que um projeto de pesquisa científica deve conter, ressalvando-se que podem existir pequenas diferenças entre os níveis de graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado e doutorado. O apêndice A deste livro apresenta um exemplo de projeto de pesquisa da área de Educação. Normalmente em um projeto de pesquisa, para monografia de graduação, não se faz o resumo. Este só é feito em alguns projetos de pesquisa de mestrado e doutorado. 1INTRODUÇÃO 1.1 Considerações iniciais 1.2 Objetivos 1.3 Justificativas 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAE REVISÃO DALITERATURA 3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 3.1 Hipóteses (obrigatórias no mestrado e doutorado) 4 METODOLOGIA DA PESQUISA 4.1 Tipo de pesquisa 4.2 Fontes de pesquisa 4.3 Coleta de dados 4.4 Análise de dados 5 CRONOGRAMA REFERÊNCIAS
  26. 26. 26 IJosé Abrantes Monografia de graduação e pós-graduação lato sensu É o relatório final de pesquisa exigido para a conclusão de cursos de bacharelado, licenciatura e pós-graduação no sentido amplo {lato sensu) e obtenção dos respectivos tí­ tulos de Bacharel, Licenciado (professor) e Especialista. Os cursos de bacharelado e licen­ ciatura, em geral, têm duração entre três anos (por exemplo, Pedagogia) e seis anos (por exemplo, Medicina). Cursos de especialização lato sensu (por exemplo, MBA) duram entre seis meses e um ano, sendo que, em alguns casos, chegam a um ano e meio. Normalmente, antes de escrever a monografia ou o trabalho de conclusão de curso (TCC), os alunos cursam uma disciplina de metodologia da pesquisa científica, onde apren­ dem os passos e os procedimentos para a execução de uma pesquisa. Também é normal, ao cursar a metodologia científica, que os alunos desenvolvam o projeto de sua futura pesquisa. Durante esta fase, é fundamental o apoio de um professor orientador, pois em geral os alu­ nos de graduação e também de especialização não estão acostumados a pesquisar. Também, em virtude do terror que é feito por muitos professores, os alunos acabam criando barreiras e sofrem muito para desenvolver a monografia. É durante a elaboração do projeto de pesqui­ sa que os alunos devem alargar bastante a revisão da literatura, principalmente em relação às palavras-chave. Esta revisão ou referencial teórico é a base da futura monografia. Recomenda-se que a disciplina de metodologia da pesquisa científica seja ofereci­ da no penúltimo semestre do curso, para que a monografia seja desenvolvida durante o últi­ mo semestre e realmente configure um trabalho de conclusão de curso (TCC). No anexo A deste livro, é mostrado um exemplo de monografia de graduação da área de Administração. Uma dúvida freqüente, especialmente entre alunos da graduação, é quanto ao núme­ ro de páginas de uma monografia. Não existe nenhuma norma, regra ou lei quanto ao núme­ ro mínimo ou máximo de páginas de uma monografia. Pode-se ter uma excelente monografia com 15 a 20 páginas textuais (cerca de 30 páginas ao todo), como se pode ter uma monografia fraca com dezenas e dezenas de páginas. Cabe ao orientador acompanhar o aluno, para que faça uma monografia útil, independentemente do número de páginas. Outra dúvida, que também motiva muitas perguntas, é quanto ao tempo necessá­ rio para a elaboração de uma pesquisa e a redação da monografia. Não existe uma regra para este tempo, mas pode-se falar um pouco mais. Em uma monografia de conclusão de curso de graduação, inicialmente o aluno prepara o projeto de pesquisa, para depois começar a escrever o trabalho. Como neste nível de ensino o aluno ainda não tem ma­ turidade de pesquisa e concentração, o sofrimento é grande, especialmente para aqueles sem motivação e com a criatividade “escondida”. Normalmente a disciplina de Metodo­ logia da Pesquisa eqüivale a 40 horas de aula, com 2 horas de aula por semana. Durante esta fase, o aluno pesquisa, pelo menos, outras 40 horas, ou seja, despende de no mini-
  27. 27. Fazer Monografia é moleza 27 mo cerca de 80 horas, até ter o projeto de pesquisa. Na fase seguinte, a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) também eqüivale a 40 horas de aula, e é quando o aluno desenvolve a pesquisa e escreve a monografia. Baseando-se na experiência do autor e no relato de outros professores e alunos, pode-se dizer que são necessárias, pelo menos, outras 80 horas para pesquisa e formatação do trabalho. Em resumo, uma monografia de fim de curso necessita de pelo menos 200 horas, de estudo e dedicação, desde a hora em que o aluno começa a ter contato com as bases da pesquisa científica até ter a monografia pronta. Monografias de graduação possuem, ao todo, entre 25 e 50 páginas, e as de pós-graduação lato sensu costumam ter até cerca de 80 páginas. Monografia de mestrado (dissertação) É o relatório final de pesquisa exigido para a conclusão de curso de mestrado acadêmi­ co e obtenção do título de mestre. No mestrado profissional, normalmente, não se exige uma dissertação no seu sentido amplo, mas sim um “relatório ou projeto final”, mais simples (algu­ mas instituições exigem dissertação, mesmo no mestrado profissional). Um curso de mestrado, em média, tem a duração entre um ano e meio e dois anos, embora existam casos em que são gastos até três anos. A dissertação é uma monografia, porém desenvolvida com mais tempo e profundidade, quando comparada à da graduação. O tema da pesquisa deve ser escolhido de co­ mum acordo entre o aluno e o orientador e, obviamente, estar dentro das linhas de pesquisa da instituição e da área de conhecimento do orientador. Em um mestrado acadêmico, é exigido um mínimo de 24 créditos, o que sig­ nifica cursar em cerca de um ano (ou um ano e meio) entre 12 e 15 disciplinas, em nível de mestrado, para depois então desenvolver a pesquisa, apresentar e defender a dissertação. Mesmo antes de concluir os 24 créditos, o aluno já deve ser orientado por um professor, para que desenvolva sua dissertação dentro da idéia e do planeja­ mento da pesquisa. Por isso é que um projeto de pesquisa é importante, antes de se partir para pesquisa e redação da dissertação. Além dos créditos, o candidato a mes­ tre deve comprovar a proficiência em uma língua estrangeira, que pode ser inglês, francês, espanhol ou italiano. Algumas instituições aceitam o alemão. Proficiência não significa fluência, portanto não é exigido (normalmente) que se fale e/ou escreva fluentemente o idioma escolhido. Uma vez a dissertação pronta, e com o aval do orientador, é constituída uma ban­ ca com no mínimo três componentes, que irá avaliar a pesquisa desenvolvida. Recomen­ da-se que a dissertação seja entregue com pelo menos um mês de antecedência aos membros da banca, para que tenham tempo de analisar e fazer os questionamentos neces­ sários, durante a defesa. Normalmente a banca de defesa de dissertação é composta por três doutores (pode ser mais), sendo obrigatória a presença de um membro externo à ins­
  28. 28. 28 José Abrantes tituição onde o candidato está fazendo o curso. Nada impede que, na banca, também exis­ tam mestres, pois mestres também podem avaliar os íúturos mestres. A defesa de dissertação de mestrado é um momento público e solene, e assim deve ser considerado. Sendo público, significa que qualquer pessoa tem o direito de a ela assistir. Em algumas defesas, após a apresentação do candidato e o questionamento da banca, permi- te-se que pessoas da platéia façam perguntas ao candidato. A banca se reúne em local e ho­ rário predeterminado e o candidato apresenta a sua pesquisa. Normalmente esta apresentação é de 20 a 40 minutos (depende da instituição) e, logo após, a banca questiona o candidato, podendo “a defesa” se estender por até mais de 2 horas. Deve ser dito que não é incomum o candidato a mestre ser aprovado com ressalvas, onde membros da banca exigem a mudança de partes ou até acréscimos. Neste caso, o can­ didato tem entre 30 e 90 dias para apresentar as modificações exigidas. Normalmente o orientador confere e aprova as mudanças, e, após comunicar aos demais membros da banca, o candidato tem a dissertação aprovada e pode solicitar o diploma de mestre. Se, para uma monografia de conclusão de curso, são necessárias pelo menos 200 ho­ ras de pesquisa e redação; para uma dissertação de mestrado, pode-se prever no mínimo 800 horas, dependendo obviamente da área e do tipo de pesquisa. Existem pesquisas de mestrado, especialmente as que dependem de observações em laboratórios, que podem necessitar de até cerca de 2.000 horas. No que se refere às áreas de Edúcáção, Engenharia de Produção e das Ciências Sociais Aplicadas (por exemplo, Administração e Marketing), pode-se prever uma média de 1.000 horas entre pesquisa e redação. Deve ser esclarecido que é comum, durante a fase de obtenção de créditos no mestrado, algumas disciplinas exigirem uma monografia como forma de avaliação. Isto significa que é comum durante o mestrado o aluno desenvolver algumas monografias. O ideal é que estas monografias estejam relacionadas ao tema da dis­ sertação, pois assim o aluno vai “acumulando” informações e materiais, para a redação da dis­ sertação. Deve ser ressaltado que uma dissertação é uma monografia com uma profundidade maior de pesquisa. Esta profundidade refere-se ao tempo e ao tipo de abordagem. Disserta­ ções de mestrado costumam ter entre 100 e 200 páginas. Monografia de doutorado (tese) É o relatório final de pesquisa exigido para a conclusão de curso de doutorado e obtenção do título de doutor. Um curso de doutorado tem a duração entre três e quatro anos, sendo que, em alguns casos, chega-se a seis anos. Deve ser esclarecido que, no Bra­ sil, existe um costume antigo (que se mantém) de chamar médicos, advogados ou enge­ nheiros de doutores, mesmo que não tenham o doutorado. Este costume advém do fato de que, no passado, estes profissionais, para obter o título de Bacharel em Medicina, Advo­ cacia ou Engenharia, tinham de defender “úm trabalho” ou “tese” porque questionavam
  29. 29. Fazer Monografia é moleza I 29 com rigor os trabalhos apresentados. Estas defesas eram momentos solenes e, após a aprova­ ção, todos comemoravam commuita alegria. O tema da pesquisa deve ser escolhido de comum acordo entre o aluno e o orien­ tador, estar dentro das linhas de pesquisa da instituição e ser de conhecimento do orien­ tador. Deve ser esclarecido que, a priori, não existe a necessidade de que se desenvolva uma pesquisa de doutorado de forma que se tenha um tema inédito com uma conclusão também inédita. Pode-se desenvolver uma bela e profunda pesquisa de doutorado, por exemplo, fazendo-se uma análise de uma teoria existente, porém com outro enfoque e até com acréscimos. A tese também é uma monografia, porém desenvolvida com mais tempo e profun­ didade do que a dissertação de mestrado. Além dos 24 créditosjá cursados no mestrado, em geral o candidato a doutor é obrigado a cursar mais 18, perfazendo um total de 42 créditos. Normalmente estes 18 créditos são conseguidos cursando-se de seis a oito disciplinas, sendo aceitas algumas disciplinas em nível de mestrado (no máximo duas). Além destes créditos, o candidato a doutor deve comprovar a proficiência em uma segunda língua estran­ geira, diferente daquela do mestrado, podendo ser inglês, francês, espanhol ou italiano. Al­ gumas instituições aceitam o alemão. Proficiência não significa fluência, portanto não é exigido (normalmente) que se fale e/ou escreva fluentemente os idiomas escolhidos. O curso de doutorado tem uma particularidade que é o exame de qualificação ou qualifying, como é conhecido. Após o candidato cursar os créditos, que em geral demanda de um a dois anos, ele apresenta quase que um “projeto” de pesquisa, em que mostra todos os procedimentos e os métodos que usará para desenvolver a pesquisa proposta. Uma banca composta, por no mínimo três doutores, analisa e questiona esta qualificação e, se aprovado, o candidato dá continuidade à pesquisa. É comum surgirem comentários e recomendações da banca, aliás é para isso que existe o exame de qualificação, ou seja, para a orientação fi­ nal do candidato. Normalmente, um ano após o exame de qualificação, o candidato defende a sua tese de doutorado. Uma vez a tese pronta, e com o aval do orientador, é constituída uma banca com no mínimo cinco doutores, que irá avaliar a pesquisa desenvolvida. A banca de doutorado tem de ser constituída apenas por doutores, sendo admitida a presença de livre docente (embora não seja comum). Recomenda-se que a tese seja entregue com pelo menos um mês de an­ tecedência aos membros da banca, para que tenham tempo de analisar e fazer os questiona­ mentos necessários, durante a defesa. Normalmente a banca de defesa de tese de doutorado é composta por cinco doutores (pode ser mais), sendo obrigatória a presença de um mem­ bro externo à instituição onde o candidato está fazendo o curso. A defesa de tese de doutorado é um momento público e solene, e assim deve ser considerado. Sendo público, significa que qualquer pessoa tem o direito de a ela assistir.
  30. 30. 30 I José Abrames Em algumas defesas, após a apresentação do candidato e o questionamento da banca, permi­ te-se que pessoas da platéia façam perguntas ao candidato. A banca se reúne em local e ho­ rário predeterminado e o candidato apresenta a sua pesquisa. Normalmente esta apresentação é de 40 minutos a uma hora (depende da instituição) e, logo após, a banca questiona o candidato, podendo “a defesa” se estender por até mais de 3 horas. Deve ser dito que não é incomum o candidato a doutor ser aprovado com ressalvas, onde membros da banca exigem a mudança de partes ou até acréscimos. Neste caso, o candi­ dato tem entre 30 e 90 dias para apresentar as modificações exigidas. Normalmente o orien­ tador confere e aprova as mudanças, e, após comunicar aos demais membros da banca, o candidato tem a tese aprovada e pode solicitar o diploma de doutor. Umatesetambém é exigida, quando um docente prestaconcursopara professorTitularou ainda para Livre Docente. Nestes casos, normalmente existe o espaço de um ano entre a data do início da inscrição no concurso e a entrega da tese. Aqui o tema é pré-selecionado, em função da área á qual o candidato irá concorrer. Em instituições de ensino, o Livre Docente tem o mesmo statusde umdoutor. 'Tambémdeve serditoque, legalmente, não existe exigênciaparaque só se faça odoutorado, após o mestrado. É perfeitamentepossível e factível que umapessoa graduada façaos 42 créditos em dois anos ou até dois anos e meio e depois se submeta à qualificação e posterior­ mente à defesa final de tese. No Brasil, isto só ocorre em condições especiais. Se, para uma dissertação de mestrado, são necessárias pelo menos 1.000 horas de pesquisa e redação; para uma tese de doutorado, pode-se prever no mínimo 2.000 horas, de­ pendendo obviamente da área e do tipo de pesquisa. Existem pesquisas de doutorado, especi­ almente as que dependem de observações em laboratórios, que podem necessitar de milhares de horas e de equipes de auxiliares, com vários componentes. No que se refere às áreas de Educação, Engenharia de Produção e das Ciências Sociais Aplicadas (por exemplo, Adminis­ tração e Marketing), onde a maioria dos trabalhos é bibliográfica, pode-se prever uma média de 2.000 horas entre pesquisa e redação. É normal, durante a fase de obtenção de créditos no doutorado, serem exigidas monografias como forma de avaliação das disciplinas. O ideal é que estas monografias estejam relacionadas ao tema da tese, pois assim o aluno vai “acumulando” informações e materiais, para a redação da tese. Também deve ser ressaltado que uma tese é uma monografia com uma profundidade maior de pesquisa. Esta profundidade refere-se ao tempo e ao tipo de abordagem. Normalmente uma tese de doutorado tem entre 150 e 300 páginas, podendo em alguns casos passar de 400 páginas. Periódicos científicos (revistas, boletins etc.) São importantes veículos para divulgação de pesquisas e trabalhos científicos, na forma de artigos epapers. A maioria tem o formato de revista, mas alguns têm o formato de pequenosjornais e boletins. Em geral, possuem duas edições semestrais, por ano. Na forma m
  31. 31. Fazer Monografia é moleza I 3 I de revistas, normalmente, têm as seguintes dimensões: 21cm x 28cm. Estes periódicos, normalmente são publicados por universidades, centros e órgãos de pesquisas e, a princípio, aceitam artigos de pesquisadores das mais variadas instituições, após apreciação da qualida­ de e pertinência do artigo. No Brasil, os periódicos são classificados pelo Sistema de classificação de peri­ ódicos, anais e revistas - Qualis (www.qualis.capes.gov.br) e o termo CAPES significa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Estes periódicos são utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da produção intelectual de seus docentes e alunos. Os periódicos são enquadrados em categorias indicativas da qua­ lidade -A , B ou C e do âmbito de circulação dos mesmos, ou seja, local, nacional ou in­ ternacional. Assim com as combinações de três categorias e três âmbitos, têm-se nove alternativas de importância de um periódico. Isto significa, por exemplo, que uma revista pode ser A local, B internacional ou C nacional. Deve ser citado que os pesquisadores, quando publicam artigos, recebem pontuações diferentes, conforme a importância do periódico. Assim sendo, uma publicação em um periódico A internacional é mais “valori­ zada” ou pontuada pelo CNPq do que uma A nacional. Esta pontuação também classifica os pesquisadores, segundo o CNPq, o que facilita a obtenção de financiamentos para pes­ quisas, viagens e publicações. .Os periódicos possuem corpo editorial e conselho científico, que avaliam os arti­ gos e dão credibilidade aos mesmos, ou seja, por exemplo, um periódico A internacional, não publica qualquer artigo. Os periódicos possuem o ISSN, que é um número internacional normatizado para publicações seriadas. Este número é obtido no Instituto Brasileiro de In­ formação em Ciência e Tecnologia - IBICT. A CAPES possui um portal de periódicos, com a produção científica mundial. Para acessar o portal, a instituição de ensino tem de estar cadastrada e o usuário só o acessa por meio de um código ou senha. Segundo informações de abril de 2005, o portal oferecia aces­ so aos textos completos de artigos de mais de 8.540 revistas internacionais, nacionais e há mais de 90 bases de dados com resumos de documentos em todas as áreas do conhecimen­ to. Inclui também uma seleção de importantes fontes de informação acadêmica com acesso gratuito na Internet. O acesso é realizado a partir de qualquer terminal ligado à Internet lo­ calizado na instituição, cadastrada na CAPES. Os critérios da CAPES, para classificação de periódicos científicos, constituem-se em verdadeira dor de cabeça e frustração para muitos pesquisadores no Brasil. A CAPES su- pervaloriza alguns poucos periódicos internacionais, considerados de “alto nível” acadêmico e subvaloriza ou não valoriza muitos periódicos nacionais (diga-se de passagem de ótimo ní­ vel) que são voltados para os nossos problemas, principalmente nossas questões sociais. Ago­ ra vamos analisar um pouco mais. Existem poucos periódicos internacionais e nacionais de
  32. 32. 3 2 José Abrantes classe “A”. Como existem milhões de pesquisadores em todo o mundo, e todos querem e precisam publicar, fica muito difícil (ou até impossível) um pesquisador brasileiro conseguir uma aprovação para publicar o seu trabalho em um periódico “A” internacional. Apenas poucos “ungidos pelos deuses” o conseguem. O mesmo acontece em periódicos “A” nacional, sendo que, neste caso, também se “desconfia” de algum “favorecimento”,já que algumas “figurinhas carimbadas” sempre conseguem publicações, sem dificuldades. Reuniões acadêmicas e científicas (congressos, simpósios etc.) Jornadas, encontros, seminários, congressos, semanas, simpósios etc. são exem­ plos de reuniões acadêmicas e científicas onde alunos, professores e pesquisadores apre­ sentam seus trabalhos, oriundos de pesquisas científicas. Estas reuniões podem ser restritas apenas à instituição de ensino, onde professores e alunos apresentam seus traba­ lhos, como, por exemplo, em semanas ou jornadas de iniciação científica. Também po­ dem ter um caráter local com a presença de professores e alunos de algumas instituições. Algumas são regionais, abrangendo toda uma região geográfica, por exemplo, como o II Simpósio de Engenharia de Produção do Sul-Fluminense. Outras são nacionais, abrangen­ do trabalhos, alunos, professores e pesquisadores de todo o Brasil. Finalmente existem os congressos internacionais, que aceitam trabalhos dos mais variados países. Também existem concursos e prêmios, promovidos por governos, fundações e instituições cien­ tíficas, que oferecem uma certa quantia em dinheiro e/ou viagens para os melhores traba­ lhos científicos apresentados. De forma geral, todas estas reuniões acadêmicas e científicas têm um edital divulga­ do com alguns meses de antecedência, em que são estabelecidas todas as regras para a parti­ cipação e apresentação de trabalhos. Normalmente os interessados enviam seus trabalhos, conforme as normas do edital, e os mesmos são analisados por uma comissão específica que avalia o conteúdo e a importância do trabalho. Normalmente quando se envia um trabalho, nes­ tas condições não se coloca o nome do autor, mas sim um código; isto para evitar qualquer fa­ vorecimento (ou ação negativa). Aos trabalhos aprovados, alguns têm apresentação oral e escrita, enquanto outros somente a escrita. E normal que trabalhos não sejam aceitos, especi­ almente quando se trata de congressos de alta importância nacional ou internacional, para onde são enviados centenas de trabalhos. Também é comum que, após a reunião, sejam apre­ sentados e publicados os anais, com os principais trabalhos apresentados. Estes anais são ex­ celentes fontes de dados, para o desenvolvimento de novas pesquisas. As reuniões acadêmicas e científicas, a exemplo de periódicos, também são enquadradas em categorias pela CAPES, podendo ser A, B ou C, e local, nacional ou internacional.
  33. 33. Fazer Monografia è moleza O pítulo 3 Ap esentação gráfica das monografias (detalhes das folhas) índice (opcional) Anexos (se houver) A pêndices (sc houver)Folhas . pós-textuais G lossário (opcional) Referências Conclusão da m onografia (pode ter algum as paginas) Folhas textuais D esenvolvim ento da m onografia (com posta de várias páginas) Introdução da m onografia (norm alm ente com posta de algum as páginas) Início da num eração da m onografia, que vai até a últim a folha do indice Sum ário Lista de abreviaturas, siglas e sim bolos Lista de tabelas Lista de ilustrações Resum o em lingua Estrangeira_______ Resum o cm lingua portuguesa_______ Folhas pré-textuais. Folhas contadas e não num eradas Epigrafe (opcional) A uradecim entos D edicatória Folha de aprovação Errata (Q uando houver) Folha de rosto (frente e verso) Início da contagem das folhasCapa (não contada) Figura 3.1: Apresentação gráfica de monografias (Fonte: A BN TN BR 14724, agosto 2002)
  34. 34. 34 I José Ahrantes As monografias, inclusive as dissertações de mestrado e as teses de doutorado, são apresentadas graficamente divididas em quatro partes ou tipos de folhas: capa, pré-textuais, textuais e pós-textuais. Segundo a norma ABNT NBR 14724, de agosto de 2002, as mono­ grafias são compostas da seguinte forma: Capa: obrigatória (não é contada nem numerada). Lombada: opcional. Informações impressas conforme ABNT NBR 12225, contendo nome do autor, título do trabalho e elementos alfanuméricos de identificação, como, por exem­ plo, o volume (caso tenha mais de um). Na prática, só se escreve a lombada nas cópias de capa dura. após a aprovação da monografia. Pré-textuais: páginas que antecedem o texto da monografia em si (são contadas e não numeradas). Folha de rosto - frente e verso obrigatórias, embora na prática só se apresente a da frente. Errata - opcional, pois só é feita quando ocorrem erros (veja observações). Folha de aprovação - obrigatória. Dedicatória - opcional, embora seja normal. Agradecimentos - opcional, embora seja normal. Epígrafe - opcional. Resumo em língua portuguesa - obrigatório. Resumo em língua estrangeira - obrigatória, porém não é comum em monografia de graduação. Lista de ilustrações - opcional, caso existam mais de dez ilustrações em toda a mo­ nografia. Lista de tabelas - opcional, caso existam mais de dez tabelas em toda a monografia. Listas de abreviaturas, siglas, símbolos e traduções - embora opcional, é comum na prática. Sumário - obrigatório, podendo ter diversas páginas. Textuais: páginas que compõem o texto, em si, da monografia (aqui começa a numeração da monografia). Introdução - normalmente composta de algumas páginas. Desenvolvimento - composta de várias páginas. Conclusão (ou considerações finais) - pode ter algumas páginas. Pós-textuais: páginas que encerram a monografia. Referências - obrigatória, podendo conter algumas páginas. Glossário - opcional, podendo conter algumas páginas. J /m
  35. 35. Fazer Monografia é moleza Apêndice - opcional (caso haja), podendo conter diversas páginas. Anexo - opcional (caso haja), podendo conter diversas páginas. índice - índice remissivo, é opcional (não é comum em monografias, é mais usado em livros). Deve ser esclarecido que as monografias devem ser entregues, para análise preliminar da banca examinadora (uma cópia para cada membro da banca), com pelo menos 30 dias de antecedência, em relação ao dia da defesa oral. Os examinadores precisam de tempo para ler, entender e refletir sobre o que pode ser questionado. Esta cópia deve ser encadernada em espiral de cor preta, usando-se, na frente, acetato transparente e, atrás, acetato de cor preta. Algumas instituições têm exigências um pouco diferente. O texto é digitado em papel de cor branca, no formato A4 (2 lOmm x 297mm), em Word, na fonte Times New Roman e no tamanho 12. O espaço entre as linhas, segundo a nor­ ma ABNT NBR 14724, parágrafo 5.3, é duplo, porém recomenda-se espaço de 1,5. Usando espaço duplo, a apresentação gráfica fica não agradável. As margens, segundo a normaABNT NBR 14724, revisão de agosto de 2002, são: esquerda 3cm, direita 2cm, superior 3cm e in­ ferior 2cm. A impressão é na cor preta, evitando-se ao máximo o uso de cores, mesmo em grá­ ficos, figuras e fotos (se houver). Em gráficos e figuras, a diferenciação de traços pode ser feita pelos tipos e pelas espessuras das linhas utilizadas. A impressão é feita apenas na página da frente, não se utilizando o verso da folha. Deve ser ressaltado que apenas a capa é digitada com letras no tamanho 14; todas as demais folhas são digitadas com letras no tamanho 12. Embora o texto em si seja digitado com espaço entre as linhas de 1,5, existem as seguintes exceções que devem ser em espaço simples: citações de mais de três linhas, notas, referênci­ as (bibliográficas), legendas de ilustrações e tabelas, ficha catalográfica (no verso da folha de rosto), natureza do trabalho (no anverso da folha de rosto). A numeração das páginas é colocada no canto superior direito da folha. As páginas pré-textuais não são numeradas. As textuais são numeradas com algarismos arábicos. A nume­ ração única começa na folha de rosto e termina nâ última página da monografia (última página do índice remissivo), entretanto só se coloca o número da página a partir da primeira folha das textuais, que é a introdução da monografia. Os títulos, como errata, agradecimentos, listas de tabelas e ilustrações, resumo, abstract, capítulos, referências, glossário, apêndices, anexos e índice remissivo, são centralizados, em letra maiúscula e em negrito. Especialmente em dissertações de mestrado e teses de doutorado, após a aprova­ ção, correções e/ou modificações exigidas pela banca (inclusive a folha de aprovação com as assinaturas dos membros da banca), normalmente são exigidas duas cópias em capa dura de cor preta, onde uma ficará na biblioteca central da instituição e outra no arquivo da coor­ denação do programa, onde o candidato fez o curso. Recomenda-se que as monografias de conclusão de curso também tenham uma cópia final aprovada, arquivada na biblioteca cen­ tral da instituição. Estas cópias servem como bons materiais de consulta e pesquisa. O ideal é que estas cópias em capa dura de cor preta tenham marcadas em letras douradas, colocadas
  36. 36. 3 6 I José AbruiHes na lombada, algumas informações para uma rápida e fácil identificação. Nome do autor, tí­ tulo da monografia, tipo (monografia, dissertação ou tese), sigla da instituição e ano da aprovação são estas informações. A norma ABNT NBR 12225 especifica que, na lombada, a impressão deve ser no sentido longitudinal, sendo lida do alto para baixo. Cabe observar a diferença entre “Conclusão” e “Considerações Finais”. Só se deve usar o termo “Conclusão” quando, em pesquisas de mestrado e doutorado, esta for de tal magnitude que qualquer pesquisador, em qualquer lugar, usando os mesmos critérios, pro­ cedimentos e experimentos, chegue à mesma resposta, ou seja, à mesma “Conclusão”. O termo “Considerações Finais” deve ser utilizado apenas em pesquisas bibliográficas, em que outro pesquisador, ainda que consultando as mesmas fontes, possa chegar a outras res­ postas, ou seja, a outras “Considerações Finais”. Um exemplo prático desta diferenciação é quando duas ou mais pessoas assistem a um mesmo filme. Após o término, se perguntada, cada pessoa poderá ter a sua compreensão, ou seja, suas “Considerações”. m
  37. 37. Fazer Monografia è moleza I 3 7 3.1 Detalhes das folhas pré-textuais (exemplos) Capa: é a parte externa e proteção da monografia. Não é numerada e apresenta, de forma cen­ tralizada, nome da instituição (em negrito e em letra maiúscula), nome do curso ou programa (em negrito e em letra maiúscula), título e subtítulo (se houver), nome completo do autor (em letra maiúscula), local (cidade) e mês e ano da entrega. O tamanho da fonte é 14. Estas infor­ mações devem ser escritas, na folha A4, de forma equilibrada, conforme mostrado.
  38. 38. 3 8 I José Ahrumes Folha de rosto: é composta de frente (anverso) e verso. O anverso (frente) apresenta, de forma centralizada, os seguintes dados: nome completo do autor (em letra maiúscula), título e subtítulo (se houver). Logo abaixo, alinhados à margem direita e iniciando no centro da folha (10,5cm), aparecem os dados: natureza do trabalho (monografia, dissertação ou tese), nome da instituição, objetivo do trabalho (requisito parcial para aprovação ou obtenção do grau de especialista, mes­ tre ou doutor), nome da área de concentração e nome do professor orientador. Em seguida, de forma centralizada, local (cidade) e mês e ano da entrega. O tamanho da fonte é 12. JOSÉABRANTES A prática da interdisciplinaridade nu ensino médio: A contcxtualizarão através da agricultura hidropônica Espaço duplo enlre linhas Centro da Folha I Monografia apresentada ao Centro Universitário Augusto Motta como requisito parcial para a obtenção do grau de Especialidade em docência do en sin o fundam enta! e m édio. Orientador Prof. Emílio Marzullo (PhD .). Espaço simples entre linhas Rio de Janeiro Fevereiro de 2007
  39. 39. Fazer Monografia è moleza I 3 9 Verso da folha de rosto: contém a ficha catalográfica da monografia, conforme o código de catalogação Anglo-Americano. Esta ficha deve ser elaborada por profissional de Biblio­ teconomia. Contém informações para a identificação internacional do trabalho. Os dados são escritos, dentro de um retângulo de 12,5cm por 7,5cm, com espaço simples, centrali­ zado na folha e com um alinhamento específico. Normalmente as instituições não exigem a ficha catalográfica de monografias de graduação, exceto se for publicada (quando têm também o ISBN). O tamanho da fonte é 12. Dados Internacionais do Catalogação na publicação (C'IP) 12,5 cm A 161 Abrantes, José A prática da interdisciplinaridude no ensino médio: a contextualização através da agricultura hidropõnica./ José Abrantes, - Rio de Janeiro, 2007. 59 p. Monografia (pós-graduação em educação) - Centro Universitário Augusto Motta - UNISUAM, Rio de Janeiro, 2007. 7,5 cm Bibliografia: f. 58-59 I. Ensino médio - Brasil. 2. Aprendizagem. 3. Inteligência. 4 . Educação - Filosofia. 1. Titulo C'DD: 370.1523
  40. 40. 4 0 | José Abrantes Errata: é uma lista de erros, encontrados na monografia, mesmo após todas as revisões. Não se deve publicar um trabalho ou arquivá-lo em biblioteca, sem que haja certeza de sua exatidão. Por mais que se verifique, mesmo outras pessoas que não o autor, freqüentemente surgem pequenos erros. A errata pode ser encadernada ou ser apresentada em folha solta. Em geral, as instituições não exigem a apresentação da errata. É muito desgastante, às vezes anos após a defesa, um outro pesquisador encontrar um erro em uma monografia e desqualificar todo o trabalho científico, que pode ter levado anos para ser elaborado. O tamanho da fonte é 12. ERRATA Folha Linha Onde se lê Leia-se 13 6 mastro macro 25 2 produtividade lucratividade 47 5 A moderna administração prega o uso de EDI A moderna administração sugere o uso de EDI 78 18 CPRM CRM
  41. 41. Fazer Monografia é moleza I 4 1 Folha de aprovação: folha obrigatória onde aparecem centralizados: nome completo do autor (em letra maiúscula), título e subtítulo (se houver) da monografia. Logo abaixo, ali­ nhados à margem direita e iniciando no centro da folha (10,5cm), aparecem os dados: natu­ reza do trabalho (monografia, dissertação ou tese), nome da instituição, objetivo do trabalho (requisito parcial para aprovação ou obtenção do grau de especialista, mestre ou doutor), nome da área de concentração. Logo abaixo, a data da aprovação. Na seqüência, o termo BANCA EXAMINADORA (em letras maiúsculas), com o nome dos componentes da banca, suas titulações e instituições de origem. O tamanho da fonte é 12. JOSÉ ABRANTES A prática da interdisciplinaridade no ensino médio: A contextualização através da agricultura hidropônica Monografia apresentada ao Centro Universitário Augusto Moita como requisito parcial para a obtenção do grau de Especialidade em docência do ensino fundam ental e m édio. Orientador Prof. Emílio Marzullo (PhD .). Aprovada em BANCA EXAM INADORA Prof. Emílio Marzullo (Ph.D.) Cenlro Universitário Augusto Motta - UNISUAM Prof. abilio Abrantes (D.Sc.) Instituto Tecnológico de Viseu - ITV Prof. Josc Firmino Barbosa (D.Sc.) Universidade Federal de Pernambuco - UFP
  42. 42. 4 2 I José Abrantes Dedicatória: é uma folha opcional, mas muito comum e de grande valor sentimental. Toda pes­ quisa, seja em nível de graduação, especialização, mestrado ou doutorado, exige muita dedicação do candidato e compreensão e apoio das pessoas mais íntimas e próximas. Este é um espaço próprio e ideal para se manifestarem o carinho e o reconhecimento. Normalmente dedica-se o trabalho à família e/ou a pessoas queridas. Não há maiores exigências de formatação, sendo nor­ mal escrever o texto alinhado à direita e no canto inferior. O tamanho da fonte é 12. Aos meus filhos Leandro e Leonardo, e para minha esposa, Lena Abrantes, que com seu amor me fortalece
  43. 43. Fazer Monografia é moleza I 4 3 Agradecimentos: também é uma folha opcional, mas muito comum e de grande valor sentimental. A palavra Agradecimentos é colocada no alto da folha, centralizada e em letra maiúscula. Os agradecimentos têm formatação livre, normalmente centralizados. Em geral, são citadas as pessoas e as instituições que tiveram participação especial no desen­ volvimento da pesquisa. O tamanho da fonte é 12. AGRADECIMENTOS Ao meu orientador, Prot. Emílio Marzullo, pelo paciência c compreensão. Ao Prof Abílio Abrantes pelas grandes contribuições. Ao Prol'. José Firmino Barbosa, pela amizade e ensinamentos. Aos funcionários do Centro Universitário Augusto Motta - UNISUAM, que muito ajudaram, cm especial os da área administrativa.
  44. 44. 44 José Abrantes Epígrafe: é uma folha opcional e de formatação livre. O significado da palavra epígrafe refere-se a uma frase, que expressa um pensamento com conotação filosófica. Em livros e algumas monografias, especialmente da área de ciências humanas, também pode apare­ cer no início de cada capítulo. O tamanho da fonte é 12. “A educação é uma resposta da finitude da infinitude. A educação é possível para o homem, porque este é inacabado e sabe-se inacabado. Isto leva-o á sua perfeição. A educação, portanto, implica uma busca rcali/ada por um sujeito que c o homem. O homem deve ser o sujeito de sua própria educação. Não pode ser o objeto dela. Por isso, ninguém educa ninguém.” (Paulo Freire)
  45. 45. Fazer Monografia â moleza I 45 Resumo em língua portuguesa: folha obrigatória e com características específicas. Apre­ senta de forma concisa a essência do trabalho, citando o tema, os objetivos, asjustificativas, a metodologia utilizada, os resultados e as conclusões ou as considerações finais. E redigi­ do em um único parágrafo, com verbos no infinitivo e na voz ativa, ocupa apenas uma folha e deve conter no máximo 500 palavras, segundo a norma ABNT NBR 14724, revisão de 2002. Ao final, são descritas as palavras-chave (entre três e cinco), que representam o con­ teúdo da pesquisa. O tamanho da fonte é 12. RESUMO Deixar ile 4 a 6 espaços 1,5 cm Esta pesquisa tem como objetivo principal provar com dados, informações e conceitos, ser viável organizar em forma de associação oti cooperativa, produtores existentes no estado do Rio de Janeiro, que produzem hortaliças folhosas hidropõnicas pelo método do fluxo laminar ou "Nulrienl Film Technique" (NFT). Como objetivos secundários tem-se a prática de uma agricultura com menor consumo de água e que utiliza menor espaço que a tradicional, podendo assim ser praticada inclusive no perimetro urbano. Como não utiliza o solo diretamente e é praticada em estufas fechadas, não o contamina com os sais minerais e reduz em muito a incidência de pragas e doenças, ocasionando um consumo muito menor de defensivos químicos. Os produtores atuais, espalhados em diversos municípios do estado, atuam de forma isolada, tendo grandes dificuldades para produção e comercialização, devido principalmente aos custos e pouco volume de produção para negociar de forma vantajosa com grandes clientes. A reunião de produtores em forma de associação ou cooperativa, permite a redução dos custos e um maior volume de produtos. A associação ou cooperativa tem que ter sua estrutura organizacional e sua administração, voltadas para produtos de qualidade e bom preço. Além da redução nos custos de produção e comercialização, ela tem que desenvolver todo um plano de propaganda e marketing, visando difundir e aumentar junto à população do estado, o consumo dos produtos hidropõnicos. A associação ou cooperativa, como proposta nesta pesquisa, é viável e tem condições de alavancar o surgimento dc novos produtores, espccialmcntc os pequenos, podendo tornar-sc uma alternativa dc trabalho e renda, cm uma cpoca dc desemprego c dificuldades econômicas. Palavras-chave: Associação. Cooperativa. Hidroponia.
  46. 46. 4 6 | José Abrantes Resumo em língua estrangeira: folha obrigatória e com características específicas. É a versão do resumo em português, para uma das línguas internacionais usuais em documentos científicos. Inglês é a mais comum, porém espanhol, francês, italiano e até alemão também são utilizadas. Normalmente, só em dissertações, teses e artigos científicos, é exigido o resumo em língua estrangeira. Em monografias de graduação e/ou cursos de especialização, não é “normal” esta exigência. Aseguir, um exemplo de cibstract em língua inglesa. O tamanho da fonte é 12. ABSTRACT The nuiin goal of this survey is to prove data based on information, eoneepts and faets. with lhe purpose of organixing association or cooperative of Rio de Janeiro siate. vvhich produce hydroponics vegeiables using taminating method of irrigation or "Nutrieni Film Teehnique” or NFT. As supporting objeetive is proposed the praetice of a less waier consumption in the erop and thc use of smalicr spaec than traditionai one, irying to inlroduce ii in lhe iirban plaee. As soil is not direetly used, as well as it is appiied in greenhotises, it duos not contaminate thc soil with mineral satts redueing in a represem ative percentage plagues and diseases. Ali this results on a minimum consumption of ehemical protectors. l he nowadays produeers spread along difterent municipalities of Rio de Janeiro in isoiation faeing the greatest difflculties while produeing and commerciahzing duc to hjgh costs and a little produetion to negotiate them in a profitable way with important elients. The union of the produeers, in association or cooperatives, allows the costs reduetions and bigger volume of produets. The association or cooperative shoukl liave theif own organizationat and administrative strategy addressed to qualified reasonable pr>ee produets. Bcsiile the reduetion of the costs in produetion and eommerce, the cooperative has to develop a strategy of marketing with the intention o f divulging and increasc the consuniption of hydroponics produets for thc population. The association or cooperative as proposed, on this survey, opens new ways and has requircd conditions to improve thc coming up of new produeers, including thc smaí! ones. These projects can beeoine an alternative of work and way o f obtaining profits on a diflicult and uncmploymcnt times. Keywords: Association. Cooperative. Hydroponic.
  47. 47. Fazer Monografia ê moleza 4 7 Lista de ilustrações: é uma folha opcional, pois nem toda monografia possui ilustrações. Esta folha separada só deve existir caso a monografia tenha mais de dez ilustrações; caso contrário, devem aparecer no sumário geral. O termo ilustração subentende figuras, ábacos, gráficos, fotografias, mapas, gravuras, desenhos e outras denominações, desde que mos­ trem claramente desenhos e/ou linhas e curvas. Dependendo das características da mono­ grafia, pode-se ter também outras folhas com: Lista de desenhos, Lista de figuras, Lista de ábacos etc. Só se deve fazer em folha separada caso existam mais de dez itens de cada; caso contrário, devem aparecer no sumário geral. O tamanho da fonte é 12. LISTA DE FIG U RA S 4 .1- Composição vegetal................................................................ 4.2 - Métodos e técnicas Hidropôníeas......................................... 4.3 - Leito tipo tubo plástico.......................................................... 4.4 - Leito tipo calha plástica......................................................... 4.5 - Leito tipo telha ondulada....................................................... 4.6 Célula de espuma fenólica com semente............................. 4.7 - Mudas na fase do berçário..................................................... 4.8 - Espaçamento entre plantas..................................................... 4.9 ■ Tipos de estufas....................................................................... 4.10 Posição ideal da estufa............................................................ 4 .11 - Estufa modelo HIDROCAMP................................................ 4.12 Bancada de produção com I nivel........................................ 4.13 Bancada de produção com 3 niveis....................................... 5.1 - Disposição interna da estufa experimental (vista de cima). .32 .49 .50 .51 ..51 ..53 ..54 .55 .57 .58 .59 60 .66 U sar linha pontilhada (em listas e no sum ário) A s figuras podem ser num eradas, seguindo a ordem do s capítulos ou de form a seqüencial (F igura I, F igura 2 etc.)
  48. 48. 4 8 José Abrantes Lista de tabelas: é uma folha opcional, pois nem toda monografia possui tabelas. Esta fo­ lha só deve existir caso a monografia tenha mais de dez tabelas; caso contrário, devem apa­ recer no sumário geral. O termo tabela se refere aos elementos gráficos que apresentam dados numéricos comparados, como quadros, questionários, formulários e outras denomi­ nações, desde que mostrem claramente dados relacionados em linhas e colunas. Dependen­ do das características da monografia, pode-se ter também: Lista de formulários, Lista de quadros, Lista de questionários etc. O tamanho da fonte é 12. LISTA DE T A B E LA S 1.1- Áreas de conhecimento x Disciplinas.................................. 1.2 - Competências e Habilidades da área de conhecimento 1... 1.3 Competências e Habilidades da área de conhecimento II.. 1.4 - Competências e Habilidades da área de conhecimento III 2.1 - Atividades para as diversas Inteligências............................. 3.1 - Escola Tradicional x Interdisciplinar................................... 4 .1 Fórmulas dc soluções nutritivas............................................ 4.2 - Solução "A" para ajuste da Condutividade......................... 4.3 Solução “B“ para ajuste da Condutividade.......................... 4.4 - Solução “ M” para ajuste da Condutividade........................ 4.5 Nova solução A (Furlani)....................................................... 4.6 - Nova solução B (Furlani)...................................................... 4.7 - Composição química de 5 hortaliças folhosas.................... 4.8 - Necessidades nutricionais diárias dos brasileiros............... 4.9 - Composição química de uma alface Hidropônica............. 4 .10 Teor de nitrato de 3 alfaces Hidropònicas......................... 4.11- espaçamento entre plantas................................................... 4.12 Tempo de crescimento das hortaliças Hidropònicas........ .15 .16 18 .18 ..23 .28 .41 .42 .43 .43 .44 .44 .46 .46 ..48 ,.48 .56 .56 O primeiro número refere-se ao capítulo da monografia e o segundo ao seqüencial. Por exemplo: Tabela 4 .12; é a 12' tabela do capítulo 4.
  49. 49. Fazer Monografia é moleza 4 9 Listas de abreviaturas, siglas, símbolos e traduções: é uma folha opcional, mas comum. É muito raro uma monografia que não as contenha e cite. Dependendo das características da mo­ nografia, pode-se ter de forma separada: Lista de abreviaturas, Lista de siglas, Lista de símbolos ou Lista de traduções. Só se deve separar caso existam mais de dez itens de cada; caso contrário, faz-se em uma única folha. E feita em ordem alfabética. O tamanho da fonte é 12. LISTA DE A BR EV IA TU RA S 5S Cinco Sensos 8S Oito Sensos CCQ Círculo de Controle de Qualidade CEP Controle Estatístico dc Processo CIPA Comissão Interna dc Prevenção dc Acidentes CQT Controle da Qualidade Total EPI Equipamento dc Proteção Individual 1HGE Instituto dc Geografia c Estatística JIT Jiixl In Time = na hora certa JUSE União da Ciência e Engenharia Japonesa MEC Ministério da Educação e Cultura MPT Manutenção Produtiva Total
  50. 50. José Abrantes LISTA D E T R A D U Ç Õ E S Beha iour-Keeping Mudança de hábito e comportamento Brainstorm Tempestade de idéias Clean-up day Dia da limpeza geral Feedhack Retorno, resposta ou retroinformação Hardware Recursos materiais, máquinas Hottsekecping Arrumação, limpeza Humainvare Recursos humanos (inteligência) Laissez-faire Liberal Layout Arranjo físico Software Procedimentos (programas) Kafcen Melhoria continua Kanban Cartão para acompanhar processo Mothtinai Nào desperdiçar, preservar Seiketsu Senso dc Bem Estar Seiri Senso de Utilização Seiso Senso de Limpeza Seito» Senso de Ordenação Setsuyaku Senso de Hconomia e Combate aos Desperdícios Shido Senso de Treinamento (educação) Shikari Yaro Senso de Determinação e União Shitsuke Senso dc Autodisciplina
  51. 51. Fazer Monografia é moleza I 5 1 Sumário: elemento pré-textual obrigatório, podendo ter diversas páginas. Não deve ser confundido com o índice remissivo, que é a última página de uma monografia (sendo mais comum em livros). Sumário é o elemento que enumera todas as partes, como capítulos e seções, citando na ordem as páginas de apresentação. Pode-se dizer que o sumário é uma grande apresentação da monografia, pois pormeio dele o leitorpode entendertodo o conteúdo, descobrindo as páginas de cada parte ou elemento. As seções primárias podem ser em letras maiúsculas (e em negrito) e as demais em letras minúsculas. O tamanho da fonte é 12. Maiúsculas, negrito e Maiúsculas e negrito centralizado INTRODUÇÃO........................................................................................................................... 13 Apresentação................................................................................................................................ 13 Justificativas.................................................................................................................................15 Objetivos....................................................................................................................................... 17 Fundamentação Teórica........................................................................................................... 20 Metodologia................................................................................................................................. 22 CAPÍTULO I - BASES LEGAIS...........................................................................................23 1.1 O ensino fundamental.........................................................................................................23 1.1.1 Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)............................................................... 24 1.1.2 Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN)..................................................................26 1.1.3 Objetivos gerais do ensino fundamental.....................................................................27 1.1.4 Objetivos por área do ensino fundamental................................................................ 28 1.2 O ensino médio................................................................................................................... 31 1.2.1 Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)................................................................31 1.2.2 Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN).................................................................. 32 1.2.3 Competências e habilidades........................................................................................... 33 CAPÍTULO 2 - AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS.....................................................40 2.1 Motivação do ser humano..................................................................................................42 2.2 Criatividade...........................................................................................................................43 X Minúscula c negrito
  52. 52. 5 2 I José Abrantes 3.2 Detalhes das folhas textuais Nestas folhas, é desenvolvido o texto da monografia. É a partir desta primeira folha que aparece a numeração das páginas, colocada no canto superior direito. Antes do desenvol­ vimento do primeiro capítulo, faz-se uma introdução da pesquisa, de forma que os leitores possam entender o que é e como foi feita. Embora existam critérios diferentes, entre as di­ versas faculdades e universidades, recomendam-se as seguintes partes para esta introdução: apresentação, justificativas, objetivos, fundamentação teórica e a metodologia utilizada. Apresentação: como o próprio nome indica, significa uma explicação sobre de que se trata a pesquisa. Esta apresentação deve ser curta, com no máximo duas páginas. Justificativas: onde são citadas quais asjustificativas para a escolha e a pesquisa do tema. Quais benefícios e vantagens esta pesquisa pode proporcionar à sociedade? Justi­ ficativas econômicas, sociais e ambientais são comuns e valorizadas. Objetivos: citam-se os objetivos gerais e específicos da pesquisa. Detalha- se o que se quer provar ou mostrar, citando as questões de estudo e limitação da pes­ quisa. Apresenta-se o problema central da pesquisa, que será resolvido com o detalhamento da monografia. Fundamentação teórica (e/ou revisão da literatura): citam-se os principais autores utilizados, quais pesquisas semelhantes existem e os pontos importantes das principais referências bibliográficas utilizadas. Devem ser utilizados livros, trabalhos, pesquisas e publicações sobre o tema escolhido ou correlato. Dependendo do ineditismo e da profundidade da pesquisa, a fundamentação teórica deve conter uma substancial revi­ são da literatura existente e correlata. Metodologia da pesquisa: resume-se qual o caminho e os instrumentos para se concluir os objetivos e resolver o problema. Nesta parte, são definidos o tipo e as fontes de pesquisa, a coleta e a análise dos dados e a análise dos resultados. A seguir, são apresentadas algumas folhas, com exemplos do início do desenvolvi­ mento de uma monografia, chegando-se até ao primeiro capítulo. Estas folhas foram extra­ ídas e adaptadas da dissertação de mestrado em Ciências Pedagógicas, de Lauro Carlos Bronzoni Gomes, aprovada, em 2003, no Instituto Superior de Estudos Pedagógicos - ISEP, no Rio de Janeiro. Título da dissertação: “A influência do exame nacional de cursos - E.N.C. no ensino da Ciência da Administração: a construção do perfil curricular do administrador formado pela Faculdade Béthencourt da Silva”. É

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