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759 28-out-2016

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Jornal do Centro | Informação sobre a região de Viseu, Zona Centro e Beira Alta

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759 28-out-2016

  1. 1. Jornal distribuído pelo Expresso. Venda interdita. P.17 AGUIAR DA BEIRA Cliente derrota “gigante” da EDP em milhares de euros 28 OUT. 2016 António Figueiredo Diretor Nº 759 SEMANÁRIO 6ªF INDEPENDENTE • PLURAL REGIONAL • INOVADOR AO CENTRO P.2 / REGIÃO P.6 / CULTURA P.31 / ENTREVISTA P.33 / DESPORTO P.34 / OPINIÃO P.37 / CRÍTICA P.39 P.2 AUTÁRQUICAS DÃO LAFÕES: ONDE MUITAS AUTARQUIAS PODEM MUDAR P.8 VISEU 20 PROSTITUTAS JÁ TRATADAS PELA“SAÚDE NA ESQUINA” P.30 PEDITÓRIOS BOMBEIROS FALAM DE CONCORRÊNCIA DESLEAL P.31 CULTURA CRIAÇÕES PRÓPRIAS PARA 14 MUNICÍPIOS • Abaixo assinado reclama cartão de residente e “mais calma” à PSP Moradores e comerciantes do centro histórico contestam atuação da autarquia e da polícia P.6 VISEU Feira dos Santos MANGUALDE P.19 ESPECIAL MUDANÇA DE HORA Atrase 60 minutos o relógio às 02H00 de 30 de outubro • Abaixo assinado reclama cartão de residente e “mais calma” à PSP Moradores e comerciantes do centro histórico contestam atuação da autarquia e da polícia P.6 VISEU P.33 ENTREVISTA Voleibol reclama investimento Artur Pombinho, Presidente da Associação de Viseu
  2. 2. 2 28 OUT AO CENTRO ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2017 Texto Sandra Rodrigues Ospresidentesquesevão emboraeosquequeremvoltar O Jornal do Centro termina, nesta edição, o dossiê sobre as “Eleições Autárquicas de 2017”. Depois da análise das candidaturas que se avizinham nas sete cidades do distri- to de Viseu e de um olhar mais atento para os municípios do Douro, é agora vez de dar a conhecer os candidatos e os pré-candidatos nos municípios que integram a região Dão Lafões Nos municípios que inte- gram a Comunidade In- termunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões analisados nas próximas páginas (Mor- tágua não pertence a esta CIM, mas faz parte do dis- trito) há antigos presiden- tes de Câmara que querem voltar ao ativo depois de cumprirem um mandato de “jejum”. Outros, como os de Oliveira de Frades e Sátão vão ser obrigados a cumprir o castigo, uma vez que es- tão a completar os 12 anos à frente das respetivas au- tarquias. As complicações começam quando é preciso escolher nomes para preen- cher “os vazios” ou quan- do há candidatos a mais para um só lugar. Há, para já, a intenção de avançarem duas candidaturas indepen- dentes – Oliveira de Frades e Sátão. Certa, parece já a coligação PSD/CDS em Pe- nalva do Castelo. O CDS reúne, entretanto, a 5 de novembro para prepa- rar o processo eleitoral, no- meadamente a avaliação de possíveis processos de co- ligação e a constituição de listas próprias Concelhos analisados nesta edição Concelhos analisados nas edições anteriores
  3. 3. 3 28 OUT AO CENTRO Com a saída forçada de Alexandre Vaz (PSD e no terceiro mandato) da Câmara do Sátão, os restantes par- tidos vêm aqui uma oportunida- de para se chegarem à frente. Está também a ser preparada uma can- didatura independente que, dizem, “vai fazer mossa”. A lista está a ser preparada e para a liderar perfilam- -se dois candidatos: Geraldo Olivei- ra (enfermeiro no Centro de Saú- de e atual presidente da Freguesia de Avelal) ou António Carlos Xa- vier de Sá (médico). Nesta lista po- dem surgir nomes como os de Rui Miguel Loureiro Cabral, atual pre- sidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos e filho do anterior pre- sidente de câmara, Luís Manuel Ca- bral. Por parte do PS, o nome que mais se fala é o de Acácio Pinto, ex-deputa- do na Assembleia da República. Este seria o candidato mais natural, mas, mesmo dentro do PS, existem algu- mas reservas, havendo quem defen- da que a lista deveria ser encabeça- da por Ricardo Santos (presidente da Comissão de Fiscalização da As- sembleia de Compartes da Freguesia de Ferreira de Aves) ou por António José Filipe Carvalho (presidente da Junta de Sátão). Ao PSD, cabe encontrar um nome que mantenha o partido à frente da autarquia. Daniel Azevedo, gen- ro de Alexandre Vaz, é o nome ao qual o atual presidente gostaria de deixar a Câmara, mas a discussão do candidato ainda está em aberto. Dentro do partido, fala-se também em Carlos Albuquerque (médi- co), Carlos Paixão e Eugénia Duar- te, atual presidente da Assembleia Municipal. O candidato do CDS deverá ser Ma- nuel Oliva, o juiz jubilado que já se apresentou nas eleições de 2013. SÁTÃO INDEPENDENTES QUEREM CONQUISTAR A CÂMARA Contra tudo e contra todos, me- nos contra as orientações do Par- tido, Borges da Silva apresen- ta-se para um novo mandato à Câmara de Nelas. O atual presi- dente insere-se no perfil delinea- do pelo PS, já recebeu o apoio da Comissão Distrital, mas no con- celho que gere é que lhe falta o consenso. A Concelhia está divi- dida. Há quem esteja do lado de Borges da Silva e há quem gostas- se de ver um outro candidato so- cialista. Uma situação que tem le- vado a que os próprios plenários deste órgão partidário acabem sem decisões. A divisão começou antes, ainda no seio do executi- vo. Ao vereador Alexandre Bor- ges, eleito pelo PS, foi-lhe retirada a confiança política por parte de Borges da Silva. De então para cá, as posições extremaram-se entre quem está contra e quem está por Borges da Silva. Com tantas divi- sões, quem está a aproveitar são as restantes forças partidárias. O vereador Alexandre Borges anda a ser sondado para ser candida- to por outros partidos, nomea- damente pelo Bloco de Esquerda que já anunciou estar disposto a “recebê-lo”. E enquanto o PS tenta arrumar- -se, Manuel Marques já disse que é o candidato pelo CDS. O atual vereador garantiu até ter lista “pronta para ser entregue a qualquer momento”. Pelo PSD, avança Isaura Pedro. A ex-presidente da Câmara está disposta a deixar o seu manda- to de deputada na Assembleia da República. E nem o processo judicial em que esteve envolvida por causa da instalação de umas bombas de combustível em Ne- las (e do qual foi ilibada) belis- cou a sua intenção de voltar ao cargo que ocupou durante dois mandatos, entre 2004 e 2013, ano em que perdeu para Borges da Silva que era, na altura, o seu vice-presidente. À semelhança de eleições an- teriores, PSD e CDS poderão avançar juntos. Manuel Mar- ques já esteve também no execu- tivo liderado por Isaura Pedro. NELAS OS BORGES: TÃO AMIGOS QUE ELES ERAM O atual presidente da Câmara de Mortágua, Júlio Norte, diz que tem até ao final do ano para decidir se vai ou não recandidatar-se a mais um mandato. Vai consultar a fa- mília e depois anunciar. O autarca, eleito pelo PSD, diz que já foi son- dado, resta saber se também pelo PS, partido pelo qual já foi verea- dor (e vice-presidente) quando era presidente Afonso Abrantes (PS) que agora é presidente da Assem- bleia Municipal. Aliás, Mortágua é um dos municípios atípicos rela- tivamente à composição partidária dentro dos órgãos autárquicos. No executivo municipal, a liderança é do PSD com quatro lugares, se- guindo-se o PS com três vereadores. Já na Assembleia Municipal os so- cialistas lideram com 10 deputados (a que se juntam mais cinco presi- dentes de Junta de Freguesia) con- tra nove do PSD (mais dois presi- dentes de junta, um dos quais em coligação com o CDS). O Partido Popular tem dois elementos eleitos. Agora, cabe ao PSD voltar a apostar em Júlio Norte e ao PS lançar Afon- so Abrantes que deixou de se recan- didatar pela limitação de mandatos. João Pedro Fonseca, atual vereador, também é um nome que se posicio- na “naturalmente”. O CDS poderá avançar com Alexandre Porto, atual presidente da Concelhia. Há três anos, o candidato foi Filipe Valente. Em Carregal do Sal, os campos de batalha estão em “stand by”. PS e PSD aguardam pelas candidaturas de cada um para saberem com que nomes podem avançar. É que Rogé- rio Abrantes, que ganhou a autar- quia há três anos pelos socialistas, ainda não decidiu se vai recandida- tar-se ou não. Apesar de ser o nome que o PS quer, o autarca só avan- ça se o partido resolver algumas “questões pendentes”. Caso não o faça poderá avançar com candida- tura independente. O PS tem aqui o caso para resolver, mas o PSD também não está melhor. Francis- co António é o nome mais falado pelos sociais-democratas, mas não o mais consensual. MORTÁGUA E CARREGAL DO SAL OS CANDIDATOS DO PSD QUE JÁ FORAM DO PS Há mais autarcas que depois de cumprirem um mandato de “castigo” por causa de limitação de anos à frente de uma autarquia querem regressar à vida política
  4. 4. 4 28 OUT AO CENTRO O concelho de Oliveira de Frades chega ao fim de um ciclo, já que Luís Vasconcelos (PSD) não se pode recandidatar por limitação de mandatos. Assim sendo, cabe aos sociais democratas encon- trar um nome forte para que o PS não ganhe caminho. Mas esta não está a ser uma tarefa fácil. É que dentro do próprio PSD há “dissi- dentes” que até não se importam de ser candidatos pelo PS. Fala-se num partido “espartilhado” que, para já, tem como pré-candidato o atual vereador Paulo Antunes, mas cujo nome não terá agradado aos militantes da Concelhia e a al- guns presidentes de junta. A coli- gação PSD/CDS deverá manter-se. Já o PS quer aproveitar esta desor- dem para avançar com nomes de peso e, ao que tudo indica, esse nome poderá ser um dos dissiden- tes sociais-democratas. Os socialis- tas estão a “avaliar as ofertas” e este é um dos municípios onde a aposta vai ser forte. Resta saber se vai a jogo com militantes de base ou com “no- mes consolidados” da oposição. Também para as autárquicas de 2017 está a ser preparada uma can- didatura de independentes. Para já, o grupo, que se apresentou nas redes sociais, diz que prefere o anonimato. “Este movimento é o único independente e não está li- gado a qualquer partido político. É um movimento de esquerda, es- sencialmente, preferimos para já o anonimato”, referiram. OLIVEIRA DE FRADES PS AVALIA NOMES, PSD COM DISSIDENTES E GRUPO DE INDEPENDENTES QUER AVANÇAR Rui Ladeira está pronto para as- sumir um segundo mandato à frente da Câmara de Vouze- la. Eleito pelo PSD, o nome para as autárquicas de 2017 é, ao que tudo indica, consensual. Já no PS, há várias hipóteses que se perfi- lam mas, segundo o coordena- dor autárquico com responsabi- lidades nos concelhos de Lafões, Pedro Mouro, está-se neste mo- mento a fazer “uma auscultação dos militantes e simpatizantes”. Outros nomes avançados são os de António Meneses (atual verea- dor) ou Agostinho Neves (presi- dente da Concelhia) “Ainda não estão definidos nomes. Espera- mos ter candidatos até ao final do ano”, disse Pedro Mouro. O dirigente socialista lembrou ain- da que as orientações do partido são as de que todos os presiden- tes, sem limitação de manda- tos, têm a preferência para serem candidatos se assim o desejarem. “É, pois, natural que em Castro Daire, por exemplo, seja Fernan- do Carneiro o candidato para as autárquicas de 2017”, anunciou. Mas, dentro do PS há vozes crí- ticas para com este candidato. Localmente, há socialistas que contestam a escolha, mas que preferem manter-se silenciosos porque, dizem, “quem controla isto é o presidente e a esposa”. Paulo Almeida, membro da As- sembleia Municipal, deverá ser o candidato do PSD. VOUZELA E CASTRO DAIRE RUI LADEIRA E FERNANDO CARNEIRO, OS CANDIDATOS NATURAIS DO PSD E PS José Morgado, presidente da Câma- ra de Vila Nova de Paiva eleito pelo PS (e também o presidente da Co- munidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões) é o candidato socialista e prepara-se para assumir o terceiro mandato. Mas, a vida pode não fi- car assim tão facilitada. O PSD, em coligação com o CDS, deverá avan- çar com Manuel Custódio que quer regressar novamente à Câmara que já liderou. Ao que tudo indica, esta coligação estará fechada. Com Ma- nuel Custódio, atual presidente da Concelhia, seguirá, em segundo lu- gar, Hugo Trindade, líder do CDS em Vila Nova de Paiva. O número três da lista de coligação poderá ser entregue a Cristina Santos que já foi vereadora do PSD com Manuel Custódio. Em Penalva do Castelo, os socialis- tas têm pela frente a tarefa de ten- tar manter a liderança autárquica com Francisco Carvalho. Mas tam- bém neste concelho, o PSD quer jo- gar “com tudo o que tem” para des- tronar o PS. O social-democrata Carlos Santos é o candidato possí- vel, mas há quem receie que o atual vereador volte a perder para Fran- cisco Carvalho como aconteceu nas últimas eleições. Por isso, den- tro do PSD, há quem advogue que o candidato deveria ser de novo Ilí- dio Monteiro, que já foi presidente do município, agora que está a aca- bar de cumprir os seus quatro anos de “jejum”. VILA NOVA DE PAIVA E PENALVA DO CASTELO ANTIGOS “DINOSSAUROS” PODEM REGRESSAR PARA COMPLICAR VIDA AO PS Nas eleições de 2013 foram feitas nove coligações entre o PSD e o CDS O concelho não faz parte do distri- to de Viseu, mas engloba a Comu- nidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões. Aqui, Joaquim Bonifácio foi eleito pelo Movimento Independen- te com o apoio do PS. Agora, para as próximas eleições a dúvida é sa- ber se o atual presidente da Câma- ra avança, assumindo-se como o candidato socialista ou mantém-se no Movimento, embora tenha dito na anterior campanha eleitoral que só estaria disponível para um man- dato. Dentro do PS há também Rita Mendes que nunca escondeu a von- tade de ser candidata. Os socialistas terão aqui de fazer escolhas que po- derão depender do candidato que o PSD apresentar. O nome natural dos sociais-demo- cratas é o de Fernando Pires, atual vereador e o que foi enviado pela Concelhia para a Comissão dis- trital para ser homologado ou não pela Nacional. O nome do ex-presi- dente Fernando Andrade (que lide- rou a autarquia durante quase duas décadas) também é falado, mas poucos são os que acreditam num possível regresso. AGUIAR DA BEIRA INDEPENDENTE JOAQUIM BONIFÁCIO DEVE AVANÇAR COMO CANDIDATO DO PS São conhecidos, para já, duas candidaturas lideradas por movimentos independentes
  5. 5. PUB C M Y CM MY CY CMY K AF_CUF_VIS_T1_JC_240x324_AP.pdf 1 16:13
  6. 6. 6 28 OUT RICARDO BORDALO Jornalista OPINIÃO PORTUGAL, PAÍS MARAVILHOSAMENTE ABORRECIDO PENDURADO EM VÍRGULAS Visto à distância, Portugal é um país maravilhosamente aborreci- do pendurado em vírgulas. Quando aqueles tipos com ar infeliz, a troika, entraram pelo país a dentro, com um ar de quem se doutorou, com notas ex- cepcionais, em virgular a vidinha daqueles a quem, nos meios mais esotéricos, ainda são conhecidos por cidadãos, lembro-me de ter escrito que, de repente, sem saberem bem porquê, mais de 10 milhões de unidades tinham visto aqueles mesmos indivíduos a agrilhoar a sua existência, usando vírgulas. Estava convencido que, com a saída de cena dos melhores amigos das vírgulas por cá, o Go- verno PSD-CDS, o país ver-se-ia, finalmente, livre das grilhetas. Não foi assim. Estamos já tão profundamente dependentes das vírgulas que, sem elas, a vida deixa de fazer sentido. A geringonça está aí para provar que é como digo… se um dia não tiverem uma vírgula para colocar entre nós e eles, per- dem o viço… e o Norte. Mas a imagem também serve para parcelar o maravilhosamen- te aborrecido, calmo e pacífico país que é Portugal. Só que há uma vírgula para além da qual fica o essencial: é tudo verdade se se for turista e estrangeiro ou rico! Na parte inteira dos números, estamos nós. Embora queiram convencer a malta que não… com vírgulas, claro! P.S.: Com um esforço sem vír- gulas, consegui evitar escrever sobre o Palito de Aguiar da Beira. E ainda bem, porque isto está mesmo mauzinho. É aquela fase patética onde os jornais come- çaram a humanizar o indivíduo, como se, lá no fundo, fossemos todos iguais e despachar dois e tentar encurtar o sofrimento da existência a mais três, fosse apenas um pormenor, como não gostar de fotos de gatinhos lindos no facebook. VISEU Texto Micaela Costa ABAIXO ASSINADO CONTRA FALTA DE ESTACIONAMENTOS NO CENTRO HISTÓRICO DE UM MOMENTO PARA O OUTRO “ESTACIONAR NA ZONA HISTÓRICA VIROU UM VERDADEIRO INFERNO”. HÁ QUEM FALE EM “CAÇA À MULTA”, EM “IDEIAS MAL CONCRETIZADAS” E EM “ESQUECIMENTO DOS MORADORES”. OS ESTACIONAMENTOS, OU A FALTA DELES, JÁ LEVOU À CRIAÇÃO DE UM ABAIXO ASSINADO. CÂMARA E PSP REJEITAM ACUSAÇÕES E DIZEM ESTAR A CUIDAR DE UMA ZONA NOBRE DA CIDADE Desde que a Câmara Munici- pal de Viseu anunciou que a zona história passaria a estar livre de carros que o tema tem sido motivo de conversa nas ruas, ruelas, cafés e restaurantes do Cen- tro Histórico. Se há quem defenda a ideia, há também quem critique uma “mudança tão repentina”. O assunto dos estacionamentos já levou até à criação de um abaixo-as- sinado, da autoria de vários mora- dores daquela zona. No manifesto, que já foi assinado por algumas dezenas de pessoas, os subscritores referem que “devem ser respeitados e ter direito a poder executar as mais simples tarefas domésticas em condições de sossego e tranquilida- de e bem-estar, sem ter que andar a fugir da polícia”. Isto porque são muitos os que dizem já ter sido multados, alguns por diversas vezes, “por parar o carro por alguns minutos só para deixar as compras ou as crianças”. O problema, contam, “já nem está em não poder estacionar mas na forma como as novas ideias estão a ser implementadas”. “É preciso equilíbrio nas decisões, não se pode mudar a vida de alguém de um momento para o outro. Pri- meiro criam-se soluções e depois aplicam-se as ideias”, frisou ao Jornal do Centro um morador que preferiu manter o anonimato. Ideia partilhada por Paulo Azevedo, um morador que já foi multado por quatro vezes, “em locais onde antes estacionava e não tinha problemas, nomeadamente à porta de casa”. “Têm sido prometidas “bolsas” de estacionamento para moradores e visitantes. Não são conhecidos ainda os contornos dessa solução. Mas acredito que, enquanto essa solução não estiver implementada no terreno, não se podem banir os locais de estacionamento. Porque desta forma os moradores não têm outra opção que não seja deixar os seus veículos a vários quilómetros de suas casas”, contou. No abaixo-assinado, os moradores deixam alguns pedidos: “que a Câmara Municipal, não proceda a alterações no modo de estacio- namento dos moradores nem dos comerciantes até que encontre al- ternativas; que proceda à criação do cartão de residente que entre outras vantagens daria acesso a bolsas de estacionamento para moradores, que seja criado, conforme o anun- ciado, o parque de estacionamento prometido dentro do Centro His- tórico; e que enquanto não houver alternativas, o senhor presidente da Câmara procure sensibilizar a PSP para que continue a respeitar os lugares que o costume e as autoridades ao longo de dezenas de anos consignaram como espaço de estacionamento aos moradores e aos comerciantes”. Comerciantes queixam-se da quebra no negócio Para além dos moradores também os comerciantes se queixam de to- das estas mudanças. O responsável pelo restaurante Colmeia é um des- ses exemplos e ao Jornal do Centro admitiu que “esta decisão tem-se feito sentir na redução dos clientes que por não terem estacionamento preferem não vir almoçar ou jantar ao restaurante”. Para o proprietário, “até pode não haver trânsito no REGIÃO Autarquia quer zona central de Viseu sem carros
  7. 7. 7 28 OUT REGIÃO PUB Quanto às acusações de que pode haver uma vontade por parte da autarquia em incentivar a “caça à multa”, o executivo frisou que “a com- petência do policiamento não é da câmara mas sim da PSP” e que a receita é também da PSP. “A PSP cumpre a sua função, a autarquia cumpre a sua, da mesma maneira que os cidadãos têm que cumprir as regras”, frisou ao Jornal do Centro, Almeida Henriques, presidente da Câmara Mu- nicipal de Viseu. O tema chegou a ser levantado na última reunião da Assembleia Municipal, por Filomena Pires. A deputada na Assembleia da CDU, referiu na sua intervenção que: “diariamente, entre as 13h00 e as 15h00, a PSP tem instruções da Câmara para multar todos os carros que se encontrem fora dos estacionamentos autorizados no Centro His- tórico. Coincidindo esta hora com a frequência para almoço dos restaurantes da zona, regra geral a refeição dos incautos custa-lhes mais de 40 euros. Como dizem, com sorriso amarelo, por esse dinheiro vão comer aos restaurantes de luxo, em vez do Colmeia, da Mesa da Sé ou de muitos outros que por ali existem”. Versão que uma fonte da polícia também confirmou ao Jornal do Centro, dizendo que “há ordens para multar”. Já Vítor Rodrigues, comandante da PSP de Vi- seu, nega as acusações e diz que há um cuidado com toda a cidade, especialmente em zonas que requerem mais atenção. “Temos um cuidado com toda a cidade mas em especial com aquela área por se tratar de uma zona histórica, com ruas estreias, de cargas e descargas, com algum trânsito e por isso temos que ter obrigatoria- mente algum cuidado com essa área”. Quanto às multas, Vítor Rodrigues afirma que “a polícia não autua nenhuma viatura que esteja bem estaciona”. CÂMARA E PSP NEGAM “CAÇA À MULTA” Centro Histórico mas era preciso que primeiro se tivessem criado alternativas”, referindo ainda nunca foi alertado pela autarquia destas mudanças. “Se fosse hoje não tinha investido aqui o meu dinheiro”, concluiu. Adão Ramos, responsável por outro espaço comercial, Irish Bar, também admitiu que a falta de es- tacionamento afasta alguns clientes. Para Sandra Oliveira, proprietária de um atelier no Centro Histórico há vários anos, e que admite sentir uma grande diferença no movi- mento de pessoas, uma das opções poderia passar pela criação de “uma política de estacionamento para verão e para inverno” ou “estacio- namentos pagos em qualquer sitio da zona historia mas com preços mais altos, um pouco à semelhança de cidades como Madrid, Zagreb, Viena ou Budapeste, onde parar o carro por uma hora pode custar 1,50 euros”. Gualter Mirandez, da Associação Comercial do Distrito de Viseu, afirmou que alguns comerciantes se têm mostrado preocupados e des- contentes. “Houve uma comissão [organizada pelos comerciantes] que nos abordou para que, em conjunto, sensibilizássemos a Câmara”, contou. Em toda a zona história contabilizam-se, segundo a Associação Comercial, perto de 400 comerciantes. Após várias reuniões, segundo o responsável, “as coisas ficaram mais esclarecidas”, ainda assim “os comerciantes reivindicam quatro lugares no largo D. Duarte”, em vez dos dois disponíveis. Há ainda a intenção, por parte da Associação Comercial em apelar à autarquia para que os estaciona- mentos pagos tenham um preço reduzido, pelo menos, durante a primeira hora, em vez da meia hora definida. “O que pretendemos é um equilíbrio entre todos e que haja fluidez e que os carros não estejam parados o dia todo nos mesmos locais”, alertou Gualter Mirandez. Autarquia apresentou algumas ideias A Câmara Municipal de Viseu já fez saber que vão ser criadas bolsas de estacionamento para moradores, uma política de estacionamento gratuito para moradores e comer- ciantes, sobretudo no período da noite, o parque de estacionamento do Centro Comercial Académico, com 80 lugares, que podem ser alugados mensalmente, um parque – em fase de avaliação das propostas do concurso publico internacional a construir no logradouro atrás da Igreja da Misericórdia e outro junto ao Funicolar, na Rua Capitão Silva Pereira um parque disciplinado com ligação para a rua do Gonçali- nho e Rua Direita. E ainda manter o suttle (sobretudo à quinta, sexta e sábado, num horário mais tardio), dois autocarros (“azulinhos”) elétricos que façam o percurso permanente do centro histórico, para além dos seis “amarelinhos” que vão fazer o circuito urbano (percurso de 7,5km). DOMINGO, 30 DE OUTUBRO - 15H00 ACOMPANHE O JOGO LEIXÕES SC - ACADÉMICO DE VISEU 13ª Jornada RELATO em 98.8 FM Rádio Jornal do Centro/ Rede Mundial FM SÁBADO, 29 DE OUTUBRO - 16H00 ACOMPANHE O JOGO CD TONDELA - MOREIRENSE 9ª Jornada RELATO em 98.8 FM Rádio Jornal do Centro/ Rede Mundial FM “Enquanto essa solução não estiver implementada no terreno, não se podem banir os locais de estacionamento. Porque desta forma os moradores não têm outra opção que não seja deixar os seus veículos a vários quilómetros de suas casas” Moradores falam em “caça à multa”
  8. 8. 8 28 OUT REGIÃO VISEU Texto Irene Ferreira “SAÚDENAESQUINA”APOIA20PROSTITUTAS DESDE AGOSTO, O PROJETO “SAÚDE NA ESQUINA” ESTÁ NAS RUAS EM CONTACTO DIRETO COM AS PROFISSIONAIS DO SEXO A QUEM DISPONIBILIZA A REALIZAÇÃO DE EXAMES, CONSULTAS, APOIO PSICOLÓGICO E PRESERVATIVOS Cerca de duas dezenas de mu- lheres do concelho de Viseu já foram alvo das consultas médicas e mais de meia centena já tiveram informação disponibilizada pelo projecto “Saúde na Esquina” da Delegação Regional do Centro da Organização Não Governamental (ONG) Saúde em Português. A inicia- tiva tem como público-alvo mulheres trabalhadoras do sexo e arrancou em agosto. Segundo Inês Figueiredo, responsável pela delegação de Viseu, o projeto tem a duração de um ano, mas “pretendemos que o projeto possa vir a ser prolongado no tempo”. A equipa está na rua em contacto com as prostitutas duas vezes por mês. O objetivo é prestar apoio físico e psicológico através de consultas realizadas na Unidade Móvel de Saúde disponibilizada pela autarquia viseense. “Fazemos citologias de rastreio por causa do cancro do colo do útero, promovemos hábitos de saúde saudáveis, distribuímos pre- servativos e vamos também fazer em parceria com o CAD Viseu (Centro de Aconselhamento e Deteção) testes de rastreio do HIV Sida”, adianta Inês Figueiredo que aproveita para fazer um balanço “muito positivo”. “ As senhoras aderiram muito bem ao projeto e está a correr muito bem”. A responsável refere-se à abordagem feita às mulheres da Quinta da Pomba (local conhecido por agregar um ele- vado número de prostitutas) porque, como diz, “a nível da prostituição de estrada a realidade é um pouco diferente e é mais difícil de chegar a elas por estarem numa situação mais vulnerável do que as mulheres que se prostituem em apartamento”. Em novembro, a organização avança com uma campanha de divulgação do projeto e pretende reforçar o tra- balho junto das profissionais de beira de estrada. “Saúde na Esquina” conta com o apoio do município de Viseu na disponibilização da Unidade Móvel de Saúde, o ACES Dão Lafões na atribuição dos preservativos e o CAD Viseu. “São parcerias muito impor- tantes e que sem elas era impossível continuarmos a trabalhar”, conclui a responsável pela delegação de Viseu da Organização Não Governamental Saúde em Português. No âmbito do projeto é construída uma base de dados com a identificação dos principais fatores de risco, avaliação das mudanças de comportamento de risco e aferição do impacto do projeto na população-alvo. A ONG pretende, depois, fazer a apresentação dos resultados finais, nomeadamente o número de pessoas alcançadas. Delegação Regional do Centro da ONG Saúde em Português em Viseu A organização está também desde Julho em Viseu com o projeto “Saú- de sem Teto”, consultas dirigidas aos sem abrigo. A iniciativa envolve voluntários da área da Saúde que, utilizando as suas competências pro- fissionais, recursos disponibilizados e experiência no terreno, intervêem, na saúde física e psicológica das pes- soas que vivem na rua. A delegação de Viseu criada em dezembro do ano passado pretende ainda desenvolver outras iniciativas, como a “Saúde na Prisão” e “Saúde Rural” que tem como missão “levar médicos de família a freguesias com carências”. A Organização Não Governamental “Saúde em Português” existe há 22 anos e tem sede em Coimbra. Trabalha com bolsas de exclusão e tem sido reconhecida pelo trabalho voluntário nas comunidades dos países de língua portuguesa e em territórios de conflito, guerra e catástrofes.
  9. 9. 9 28 OUT REGIÃO PUB POLÍTICA RUAS VIU COM “ATENÇÃO” O BALANÇO DE ALMEIDA HENRIQUES NO DIA EM QUE OS ORGÃOS PARTIDÁRIOS LOCAIS DO PSD PEDIRAM A ALMEIDA HENRIQUES QUE SEJA O CANDIDATO ÀS AUTÁRQUICAS DE 2017, O AUTARCA FEZ UM BALANÇO DOS SEUS TRÊS PRIMEIROS ANOS À FRENTE DA AUTARQUIA VISEENSE. ANTECESSOR – FERNANDO RUAS - TAMBÉM ESTEVE PRESENTE E SUSTENTA QUE O QUE OUVIU FOI A APRESENTAÇÃO DE UM “DOCUMENTO PROVISIONAL” Oencontro que assinalou os três anos de Almeida Hen- riques à frente da Câmara de Viseu serviu mais para fazer a apresentação de “um documento provisional” do que propriamente um balanço, classificou Fernando Ruas, antigo presidente da autarquia. O agora eurodeputado esteve pre- sente no encontro “Viseu Primeiro - Juntos há três anos”, promovido pela Comissão Política da Secção do PSD e que se realizou no dia em que se completaram três anos desde que Almeida Henriques passou a liderar a autarquia viseense deixada, precisamente, por Fernando Ruas. Conhecida a “distância” que existe entre atual e antigo autarcas, Ruas frisou que esteve presente enquanto militante e por ter sido convidado para o evento. Perante uma sala de centenas de militantes e sobre o balanço que viu e ouviu, o eurodeputado disse ter-se sentido “à vontade” e até “orgulhoso” porque muitos dos projetos e ideias “poderiam ser subscritos por mim”. “Havia lá muito daquilo que fizemos, que deixámos”, salientou. Ainda segundo o ex-autarca, foi feito “um trabalho de powerpoint muito bom”, mas não considerou tratar-se propria- mente de um balanço o que aconteceu no encontro. “Um balanço faz-se de coisas concretas, de coisas feitas e uma boa parte ainda eram coisas a anunciar. Era mais um documento provisional, mas estive com atenção e vi tudo”, sustentou. Para Fernando Ruas, a sua presença no encontro foi “natural” e, embora não soubesse ao que ía, faria sempre questão de estar presente. “Sou mi- litante e fui convidado corretamen- te”, sustentou o eurodeputado que explicou não ter ficado sentado nos primeiros lugares da sala, e para onde acabou por ser convidado, por achar que deveria ocupar o lugar pela ordem de chegada. No encontro de militantes do PSD, Almeida Henriques lembrou que quando saiu do Governo para se can- didatar à Câmara de Viseu apresentou um projeto para dez anos e que agora que “as sementes estão lançadas, é o tempo de as ir regando, de uma forma metódica, para colher os frutos”. “Queremos cada vez mais consolidar Viseu como o melhor concelho para viver. Não é só a cidade, é todo o concelho”, disse. Na altura, tanto a Concelhia como a Distrital de Viseu do PSD fizeram questão de deixar claro que Almeida Henriques é o candidato para liderar os destinos do concelho. “Todos hoje gostaríamos de ouvir o que eu já ouvi no congresso nacional. Hoje, no nosso concelho, na nossa terra, gostaríamos de o ouvir dizer que está disponível para continuar a fazer o que tão bem tem vindo a fazer”, pediu Joaquim Seixas, vice-presidente da autarquia e presidente da Concelhia. Já para o presidente da Distrital, Pedro Alves, o atual autarca é “um homem de ação, um empreendedor que resiste às adversidades”, que é também um “gerador de redes” e que “tem sido ao longo destes anos a voz de Viseu no país”. Almeida Henriques disse que aquele não era o dia para apresentar a sua candidatura, “o momento certo será lá mais para a frente”. “Mas obvia- mente que sabem que estou disponí- vel e que serei candidato depois deste apoio que foi aqui trazido de viva voz, quer da concelhia, quer da distrital”, concluiu. NOVO SUV PEUGEOT 3008 AUTO MARTINAUTO, S.A. CONCESSIONÁRIO PEUGEOT Viseu - Recta do Caçador, Fragosela de Cima, 3505-577 - Tel.: 232 467 650 - geral@martinauto.pt - www.automartinauto.pt Consumo combinado: 4,0 a 5,4 l/100 km. Emissões de CO2 : 104 a124 g/km. peugeot.pt Consumo combinado: 4,0 a 5,4 l/100 km. Emissões de CO2 : 104 a124 g/km. DESCUBRA-O NO FIM DE SEMANA PORTAS ABERTAS DE 4 A 6 DE NOVEMBRO NOVO SUV PEUGEOT 3008 NUNCA UM SUV FOI TÃO LONGE PEUGEOT ASSISTANCE 8 ANOS ASSISTÊNCIA EM VIAGEM GRATUITA
  10. 10. 10 28 OUT REGIÃO Mortágua é o município do distrito de Viseu que possui o melhor site na Internet, de acordo com um estudo levado a cabo pela Universidade do Minho que avaliou as páginas online das 308 Câmaras Municipais portuguesas. Conteúdos e respetiva atualidade; acessibilidade, navegabilidade e facili- dade de utilização dos sítios; serviços online disponibilizados aos cidadãos e meios disponibilizados com vista à participação dos munícipes nos assuntos da edilidade foram os quatro critérios tidos em conta na investiga- ção que decorreu no ano de 2014. Mortágua é a Câmara do distrito melhor classificada no ranking, tendo de resto subido 276 posições face ao anterior estudo realizado em 2012. “Normalmente tem-se fama que as grandes Câmaras é que têm sites extraordinários e com dinâmica por- que são grandes, mas na verdade nós estamos a demonstrar que o nosso interior esquecido aqui com o IP3 e com outras coisas mais também tem coisas boas e tem sites de qualidade”, realça o autarca. S. João da Pesqueira é a segunda edi- lidade da região melhor posicionada, encontrando-se no lugar 45, menos 41 face à anterior investigação. Tabua- ço, que surge no lugar 63 do ranking, é a terceira autarquia do distrito melhor classificada, tendo subido 116 posições. O município da região com pior resultado é o de Aguiar da Beira que, emborapertençaaodistritodaGuarda integra a CIM Viseu Dão Lafões. Entre as 308 autarquias analisadas, ficou no posto 300. Há dois anos o municípiotinhaficadononúmero288 do ranking. O presidente da Câmara local, Joaquim Bonifácio, desvaloriza a posição alcançada, sublinhando que desde que está à frente dos destinos da edilidade a página da Internet foi sendo “apetrechada em termos de conteúdos, atualizada e as falhas ul- trapassadas”. O autarca confessa ainda não compreender os critérios tidos em conta na investigação efetuada pela academia minhota em 2014. Penedono ficou um lugar acima de Aguiar da Beira no lugar 299, 139 posições abaixo do que no estudo de 2012. Viseu não surge muito melhor classificado e é mesmo das sete cidades da região a que se encontra na pior posição. O município da capital de distrito ocupa o lugar 297. Em 2012 encontrava-se no posto 196, tendo caído na tabela 101 lugares. INFOGRAFIA Texto José Ricardo Ferreira / Infografia Tânia Ferreira VISEU NO FUNDO DA TABELA DA INTERNET CONCELHOS Ranking global Posições alcançadas pelas cidades do distrito Posição em 2014 Município Posição em 2012 70 Santa Comba Dão 297 182 Lamego 271 220 Mangualde 77 248 Tondela 579 279 S. Pedro do Sul 282 283 Tarouca 245 297 Viseu 196 Posição em 2014 Município Posição em 2012 4 Mortágua 280 45 S. João da Pesqueira 86 63 Tabuaço 179 70 Santa Comba Dão 297 79 Resende 258 91 Carregal do Sal 44 116 Vouzela 89 117 Armamar 79 152 Sátão 81 156 Moimenta da Beira 61 177 Cinfães 207 182 Lamego 271 204 Oliveira de Frades 295 220 Mangualde 77 242 Vila Nova de Paiva 187 248 Tondela 579 258 Castro Daire 143 267 Penalva do Castelo 252 273 Sernancelhe 217 279 S. Pedro do Sul 282 283 Tarouca 245 286 Nelas 121 297 Viseu 196 299 Penedono 160 300 Aguiar da Beira 288 Três melhores sites do distrito Posição em 2014 Município Posição em 2012 4 Mortágua 280 45 S. João da Pesqueira 86 63 Tabuaço 179 Três piores sites do distrito Posição em 2014 Município Posição em 2012 300 Aguiar da Beira 288 299 Penedono 160 297 Viseu 196 @ www.cm-mortagua.pt (melhor site do distrito de Viseu) As três maiores subidas Posição em 2014 Município Posição em 2012 4 Mortágua 280 70 S. C. Dão 297 79 Resende 258 As três maiores descidas Posição em 2014 Município Posição em 2012 220 Mangualde 77 286 Nelas 121 299 Penedono 160
  11. 11. As medidas para o Interior Ajudas e apoios para a contratação de médicos, criação de centros para formar adultos, turmas mais pequenas para combater o insucesso escolar e descentralização de serviços e organismos da administração central são algumas das medidas do Programa Nacional para a Coesão Territorial apresentado pela Unidade de Missão de Valorização do Interior. Algumas delas já estão em curso, outras são para imple- mentar ao longo de 2017. A articulação interminesterial, bem como a coopera- ção com as autarquias locais, associações empresariais, instituições de ensino e comunidades intermunicipais são as bases para que as propostas cheguem efetivamente ao terreno. Em Portugal, existem 165 municípios do interior (assim classificados tendo em conta a densidade populacional, a demografia, o povoamento, as caraterísticas físicas do território, a socio-economia e as acessi- bilidades). Excepto o concelho de Viseu, todo o distrito é considerado território de baixa densidade. DESTAQUE Freguesias do concelho de Viseu de baixa densidade Municípios do Interior
  12. 12. 12 28 OUT Combater falta de médicos, insucesso escolar e promover a descentralização São 164 as medidas que fazem parte do Pro- grama Nacional para a Coesão Territorial (PNCT) e que vão ser implementadas pelo governo para combater a tendência de deserti- ficação do interior. Medidas que, entre outras, prevêem um quadro fiscal mais favorável e a reabertura de serviços públicos. O Jornal do Centro vai dar a conhecer, nas pró- ximas edições e em pormenor, as medidas que estão contidas nos cinco eixos em que se divide o programa (+coeso, +competitivo, +sustentá- vel, +conectado, +colaborativo). A primeira abordagem corresponde ao eixo + Coeso que, segundo o documento, tem como objetivos o de promover a inclusão social e a equidade e uma melhor articulação entre a oferta de serviços urbanos e rurais. São 37 medidas que, entre outras, apontam para incentivos de 40% da remuneração base para colocação de médicos em zonas carenciadas e para a reativação de 20 tribunais encerrados e reclassificação de 23 antigas secções de proxi- midade. Propõe-se também a transferência de serviços públicos para territórios do interior, mas também, por exemplo, a criação de turmas mais pequenas e de centros Qualifica ou a valorização dos centros de alto rendimento do interior. “Estas medidas pretendem aumentar a capa- cidade de atração dos territórios do interior através da garantia do acesso à prestação de serviços de qualidade”, lê-se no documento. O PNCT aprovado pelo Governo teve como base o trabalho de seis meses da Unidade de Missão de Valorização do Interior, coordenada por Helena Freitas. “Propomos uma nova abordagem de base local, mais colaborativa e mais próxima, que promova uma participação ativa e um envolvimento empenhado de autarquias locais, comunidades intermunicipais, associações, empresas e pes- soas na construção de um interior mais coeso, mais competitivo e mais sustentável”, realçou a coordenadora sobre o resultado final. Na apre- sentação, o ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que este é um programa de igualdade de acesso aos serviços e que procura mobilizar investimento privado para o interior. MEDIDAS PARA A COESÃO DO TERRITÓRIO Incentivos à fixação de médicos em zonas carenciadas 1 Apoio de 40 por cento da remuneração base correspondente à primeira posi- ção remuneratória da categoria de as- sistente, da carreira especial médica ou da carreira médica. Aumento da du- ração do período de férias (dois dias), acrescido de um dia de férias por cada cinco anos de serviço, enquanto o mé- dico permanecer no estabelecimento cujo posto de trabalho foi identificado como carenciado. Facilidade na parti- cipação em atividades de investigação ou desenvolvimento pelo período de 15 dias por ano, com direito a ajudas de custo e de transporte. PORTUGAL CONCENTRA CERCA DE 60% DA POPULAÇÃO NA FAIXA COSTEIRA, COM UMA DENSIDADE POPULACIONAL MÉDIA A RONDAR OS 500 HAB./KM2. EM TODO O INTERIOR DE PORTUGAL, APENAS AS CIDADES CAPITAIS DE DISTRITO E ALGUMAS PEQUENAS CIDADES DE MÉDIA DIMENSÃO É QUE NÃO SE ENQUADRAM EM REGIÕES RURAIS 2Apoio à mobilidade geográfica para desempregados Apoios à mobilidade temporária, no caso de celebração de contrato de tra- balho com duração superior a um mês e cujo local de trabalho diste, pelo me- nos, 50 quilómetros da residência do desempregado, e em caso de mudança de residência e celebração de contrato de trabalho com duração igual ou su- perior a 12 meses ou criação do próprio emprego, cujo local de trabalho diste, pelo menos, 100 km da anterior resi- dência do desempregado. DESTAQUE Ensino 3 Realização de um estudo de impacto orçamental (ao nível dos indicadores de abandono e insucesso escolar) tendo em vista reduzir o número de alunos por turma e por forma a evitar a constituição de turmas compostas por vários anos letivos (1.º ciclo), pos- sibilitando, por concelho, a abertura de turmas por mais áreas curriculares. Para os adultos, é proposta formação e educação através da cobertura integral dos territórios do interior com centros Qualifica. No ensino superior, reforço da inter- nacionalização das instituições do interior através de programas espe- cíficos para a captação de estudantes estrangeiros, fomentando ainda estra- tégias inteligentes de desenvolvimento económico de base local. O plano aponta ainda para a ne- cessidade no desenvolvimento de competências e especificidades de cada instituição politécnica no contexto territorial, económico e social em que se insere, através do apoio a atividades de investigação baseadas na prática, em estreita articulação com o tecido produtivo e social local e envolvendo os estudantes.
  13. 13. 13 28 OUT 4 Desporto Valorizar a Rede de Centros de Alto Rendimento e os equipa- mentos hoteleiros, privilegiando os territórios do interior para estágios de equipas regionais, nacionais e internacionais e suas competições. 5 Justiça Reativação dos 20 tribunais encerrados, reclassificação de 23 antigas seções de proximidade, configuração de quatro antigas secções de proximidade em juízos. Desdobramento de sete juízos de família e menores. Neste campo, estão ainda pre- vistos o alargamento e reorga- nização da rede de julgados de paz. Para arrancar já em 2017, está a ser desenvolvido um projeto de âmbito nacional de empregabilidade de reclusos e ex-reclusos na atividade privada e na administração local. Con- tidas já no programa Simplex, estão anunciadas medidas para diversificar e aumentar a oferta de serviços de registo em todas as Lojas do Cidadão, ou, onde estas não estejam instaladas, nas conservatórias, nomeadamente disponibilizando serviços como o Balcão de Herança e Divórcios com Partilha +, Espaço Óbito e Casa Pronta +. Das 122 cidades portuguesas, apenas 10 têm mais de 100 mil habitantes Descentralização 6 O governo pretende identificar nos vários ministérios as competências dos serviços e organismos da administra- ção central com potencial de execução a partir das delegações do interior, replicando outros casos de sucesso, nomeadamente das conservatórias. Nos Ministérios da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e do Ambiente, a contratação de novos funcionários, nos próximos 10 anos, será efetuada preferencialmente para as delegações localizadas fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Será ainda expandida a rede “Balcão Cidadão Móvel” a partir da experiência piloto que será realizada na Comu- nidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela - 15 unidades móveis de serviços públicos da Administração Local e Central com as características de Balcão do Cidadão, integrando a prestação de cuidados de saúde e outros serviços de proximidade aos cidadãos. O futuro, aponta ainda o plano, aponta para uma uniformização dos vários “mapas” administrativos (saúde, ensi- no, agricultura, CIM, etc.). 7Segurança e Proteção Civil Deslocalização parcial da gestão do processo contraordenacional rodo- viário para os territórios do interior, com a promessa da manutenção dos postos da Guarda Nacional Republica- na ou esquadras da Policia de Seguran- ça Pública nos concelhos do Interior. A formação necessária aos bombeiros será preferencialmente ministrada nos polos distritais, com exceção da forma- ção especializada que exija a utilização de equipamentos unicamente existentes em Sintra. A criação de Equipas de Intervenção Permanente ocorrerá também preferen- cialmente nos concelhos do Interior. ENTRE 1981 E 2011, A POPULAÇÃO JOVEM REGREDIU 11%, A POPULAÇÃO ATIVA AUMENTOU SENSIVELMENTE 1%, E A POPULAÇÃO IDOSA CRESCEU QUASE 10% NO CONJUNTO DOS CONCELHOS DE PORTUGAL CONTINENTAL Juventude 8 Promoção da habitação jovem no interior, por via do reforço dos progra- mas de habitação já existentes (Porta 65 - Jovem», Reabilitar para Arrendar - Habitação Acessível). Criação de bolsas de habitação para arrendamento jovem, garantindo habitação a custos acessíveis a partir da valorização de ha- bitações devolutas e da reabilitação de património degradado ou abandonado, envolvendo municípios, Comunidades Intermunicipais e proprietários. Nos últimos 5 anos, o país perdeu 1808 estabelecimentos de ensino, dos quais 1027 foram no território do interior. As maiores perdas verificaram-se nos níveis de ensino pré- escolar e básico. O ensino secundário registou um aumento de 30 estabelecimentos no país, todavia o território do interior perdeu três. Relativamente às unidades de saúde de proximidade (extensões de saúde), o país perdeu cerca 117 unidades, 50 das quais nos territórios do interior. No distrito de Viseu, destacam-se os concelhos de Carregal do Sal, Lamego, Resende, Santa Comba Dão e Tarouca com perdas efetivas superiores a 20 estabelecimentos de ensino. DESTAQUE
  14. 14. 14 28 OUT REGIÃO Um grupo de utentes do con- celho de Carregal do Sal de- nunciou o que considera ser “a total degradação e abandono do Cen- tro de Saúde” local. Num comunicado intitulado “Ao cuidado de alguém… que queira cuidar de nós!” e que foi distribuído pela população, os cida- dãos chamam a atenção para o facto de “os poucos profissionais” que ali trabalham serem “insuficientes para prestar cuidados com um mínimo de qualidade, apesar do esforço que fazem para o conseguir, da melhor forma possível”. No documento, os utentes afirmam ainda que “os médicos são poucos para uma população a rondar os 11 mil cidadãos, as filas de espera para uma consulta são uma realidade, e se até aqui, ir à meia-noite para a porta do Centro de Saúde era uma opção, com o aproximar da invernia, tal hipótese, é confrangedora”. As denúncias são várias e ainda segundo a mesma nota, “a médica da especialidade de Saúde Oral , há CARREGAL DO SAL Texto Clemente António Pereira UTENTES DESAGRADADOS COM “CAOS” NO CENTRO DE SAÚDE DIRETOR EXECUTIVO DO ACES DÃO LAFÕES E COORDENADORA DO CENTRO DE SAÚDE CONTESTAM DENÚNCIA DE UM GRUPO DE UTENTES QUE FALA EM CAOS NO SERVIÇO DE ATENDIMENTO DEVIDO À FALTA DE MÉDICOS E ASSISTENTES OPERACIONAIS quase seis meses que não trabalha. O principal motivo resulta da cadeira estar avariada”. “A imagem exterior é de completo abandono, lixo e incúria a montes, até parece uma casa desabitada e sem nada para dar. A falta de material é uma constante e a frustração dos pro- fissionais abnegados é bem notória”, continua a ler-se no manifesto. Responsáveisnegamproblema O diretor do Executivo do ACES – Dão Lafões, Luís Botelho,e a coordenadora do Centro de Saúde, Ana Araújo, negam as acusações e as denúncias que consideram ser “exageradas”. Os responsáveis garantem que “tudo está resolvido”. Luís Botelho assegura que, atual- mente, na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados do Centro de Saúde existem seis médicos, seis enfermeiros e cinco assistentes técnicos.“Os recursos humanos são mais do que suficientes para assegu- rar o atendimento dos utentes com qualidade e sempre que necessário”, afirma. Sobre a avaria da cadeira do Gabinete de Saúde Oral, admitiu que este equipamento “tem muitos anos de serviço, mas mantém-se funcional, embora com algumas deficiências pontuais, devido a algu- mas peças que avariam e que já não se fabricam”. Em virtude desta realidade, Luís Bo- telho diz que estão a avaliar a situação “no sentido de adquirir uma nova cadeira, mais moderna, e que custa 20 mil euros, uma verba que neste momento” não está disponível. Mortágua, Mealhada e Penacova vão criar a Grande Rota da Mata e Serra do Buçaco, um percurso pe- destre e de BTT (bicicletas de todo o terreno) que será coordenado pela fundação Mata do Buçaco. A Grande Rota terá início na Mata do Buçaco, com uma extensão superior a 30 quilómetros, e vai estender-se pelo território dos três municípios associados, que vão disponibilizar ao longo do percurso diversos pórticos, mesas de inter- pretação ambiental e espaços de descanso e lazer. A Grande Rota da Mata e Serra do Buçaco será objeto de uma candidatura a fundos comunitários com uma verba de 100 mil euros, no âmbito do programa By Nature, através do consórcio regional da Estratégia de Eficiência Coletiva Provere iNature - Turismo Susten- tável em Áreas Classificadas. Coordenado pela Agência de De- senvolvimento Gardunha XXI, o consórcio é um parceiro privilegiado da Comissão de Coordenação e De- senvolvimento Regional do Centro (CCDR) e abrange sete comunidades intermunicipais e 16 grupos de ação local, num total de 224 entidades de 12 áreas classificadas da região Cen- tro: Serra da Estrela, Tejo, Gardunha Malcata, Côa, Mata do Buçaco, Açor, Vouga-Caramulo, Sicó-Alvaiázere e Aire e Candeeiros. O consórcio conduziu recentemente a candidatura a fundos europeus que suportam financeiramente a contratação de uma empresa especializada que coordena a candidatura da Mata do Buçaco a Património Mundial da UNESCO. O presidente da Fundação Mata do Buçaco, António Gravato, sublinha que “a Grande Rota é um exemplo para o país de uma iniciativa supra- municipal, que resulta da visão dos presidentes dos três municípios, que souberam perceber que se unissem esforços poderiam dar escala e dimensão a este projeto”. António Gravato adianta que o traçado final será sustentado e defi- nido com base no trabalho conjunto desenvolvido pelos técnicos das três autarquias, que levarão em conta não só as belezas naturais da serra e mata do Buçaco, mas também os abundantes registos históricos rela- cionados com as invasões francesas. No Buçaco travou-se durante a Terceira Invasão Francesa uma batalha decisiva, em setembro de 1810, durante a qual o exército de Napoleão saiu derrotado pelas forças anglo-lusas comandadas pelo visconde de Wellington. “Logo que o traçado for homologa- do pelos presidentes dos três muni- cípios avançaremos para o terreno”, conclui António Gravato, que fez votos para que a Grande Rota possa ser inaugurada na primavera de 2017.– CAP TURISMO MORTÁGUA ADERE AO PERCURSO PEDESTRE E DE BTT GRANDE ROTA DA MATA DO BUÇACO Cidadãos chamam a atenção para a falta de meios no Centro de Saúde
  15. 15. PUB Já estamos no ar 98.8 FMe em www.jornaldocentro.pt a RÁDIO da REGIÃO de VISEU RÁDIO JORNAL DO CENTRO
  16. 16. 16 28 OUT REGIÃO VOUZELA Texto José Ricardo Ferreira AINDA HÁ QUEM ESTEJA À ESPERA DO PAGAMENTO DOS TERRENOS ATRAVESSADOS PELA A25 INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL CONTINUA A PAGAR MONTANTES EM ATRASO, MAS EM VASCONHA, BALDIOS E POPULARES AINDA NÃO VIRAM A “COR DO DINHEIRO” QUE DIZEM SER SEU POR DIREITO Uma década depois de ter sido concluída a A25, autoestrada que liga Aveiro a Vilar For- moso, uma família de Confulcos, Cambra, no concelho de Vouzela recebeu na última segunda-feira (24 de outubro) da Infraestruturas de Portugal (IP) a recetiva indeminiza- ção por a via de comunicação passar nos seus terrenos. António Giestas, um dos três irmãos a quem a antiga Estradas de Portugal entregou o cheque, não tem razões de queixa em relação à empresa pública. Garante que foi a sua família que teve culpa neste atraso do pagamento das expropriações porque nunca entregou a documentação necessária para receber o dinheiro. “Eles é que nos pressionaram para apresentar os documentos que faltavam. O nosso processo deve ter ficado concluído em agosto e recebemos agora. Não temos nada a apontar à Infraestruturas de A Câmara de Tabuaço está no terre- no a avaliar as necessidades da po- pulação com vista a criar um Banco de Voluntariado. Numa fase ainda embrionária, Carlos Carvalho, au- tarca tabuacense, garante que esta ação de cariz social pretende dar respostas às carências alimentares ou até mesmo criar projetos que visem o acompanhamento social em todas as faixas etárias. Ainda a reunir o grupo de volu- tarios e a delimitar as áreas de ação, Carlos Carvalho garante que “queremos criar algo com uma forte estrutura e que permite ser uma resposta rápida e eficaz para as nossas populações”. O Banco de Voluntariado pode ainda compor- tar uma loja social, onde podem ser adquiridos vestuário, alimen- tos ou até mesmo equipamentos de apoio médicos, como cadeiras de rodas. TABUAÇO BANCO DE VOLUNTARIADO EM MARCHA PUB Portugal”, afirma. O presidente da União de Freguesias de Cambra e Carvalhal de Vermi- lhas diz desconhecer a existência na localidade de mais habitantes com montantes em dívida. António Ferreira também ficou sem alguns terrenos por causa da passagem da autoestrada, mas antes mesmo de via estar concluída auferiu tudo aquilo a que tinha direito. Como ele muitas outras pessoas receberam. Em Vasconha tudo na mesma Mas nem todos “se podem queixar do mesmo”. Na aldeia de Vasconha, freguesia de Queirã, também no concelho de Vouzela, meia dúzia e populares e os Baldios da terra conti- nuam, tantos anos depois, à espera de ver “a cor do dinheiro”. Os compartes são provavelmente os que têm mais verbas a haver. Ao todo 150 mil euros por parcelas, entre os nós da Boaldeia e de Ventosa. José Macário, presidente do conselho diretivo, lamenta que dez anos depois da conclusão da autooestrada tudo permaneça na mesma. Em causa, um processo que estará desde essa altura a correr no Tribunal de Almada e que ainda não teve desfecho. A ação terá sido interposta pelo Instituto de Con- servação da Natureza e das Florestas por a empresa que construiu a A25 não lhe ter pago cerca de 20 mil euros resultante da venda de lenha que exis- tia nos espaços florestais atravessados pela estrada. Como esse montante nunca foi retribuído à tutela, o caso acabou na justiça. José Macário não compreende as razões de tanta demora do tribunal, quando se fala do “simplex” e até já “desconfia” que o dinheiro em causa possa já ter sido desviado. “Às vezes ponho-me a pensar, será que alguém lá dentro da Estradas de Portugal já não açambarcou o dinheiro para ele? Estou com essa dúvida, já vi tantas coisas aqui por um lado e outro”. Por causa desta situação, os Baldios de Vasconha ponderam recorrer à prove- doria de justiça e fazer uma queixa à tutela. O responsável pelos compartes só quer que a justiça se pronunce de uma vez por todas sobre este caso. Se a reposta for positiva, os 150 mil euros já têm destino. Serão aplicados na reconstrução dos caminhos florestais da localidade que se encontram dani- ficados e no arranjo do telhado da as- sociação da terra que ainda tem uma cobertura em fibrocimento e onde chove. A coletividade foi construída já há largos anos com o dinheiro resultante da construção do IP5, que também rasgou os terrenos baldios, mas nessa altura antes mesmo da construção da via as expropriações foram logo pagas. O Jornal do Centro solicitou expli- cações à IP, todavia até ao fecho de edição não recebemos quaisquer respostas.
  17. 17. 17 28 OUT REGIÃO AGUIAR DA BEIRA Texto Micaela Costa TRIBUNAL DÁ RAZÃO A CLIENTE DA EDP OS ÚLTIMOS MESES DE 2014 FORAM UMA VERDADEIRA DOR DE CABEÇA PARA VÁRIOS MORADORES E EMPRESAS DO CONCELHO DE AGUIAR DA BEIRA. FATURAS DE VALORES ELEVADOS QUE MUITOS CONSIDERARAM “IRREAIS”. O CASO FOI A TRIBUNAL E DOIS ANOS DEPOIS FOI CONHECIDA A DECISÃO OTribunal deu razão a Manuel Costa um cliente da EDP que havia apresentado uma queixa “por faturas com valores elevados e ir- reais”. O caso remonta ao final do ano de 2014 quando, em Aguiar da Beira, as contas da EDP dispararam para números que muitos consideravam “exorbitantes”. Na altura, vários clientes mostra- ram-se indignados e Manuel Costa decidiu mesmo avançar com uma queixa na justiça. No caso deste cliente, proprietário de um restaurante em Valverde - e que na altura chegou a liderar o “movimento” que reuniu alguns casos de pessoas que se sentiam “injustiçadas” - todos os meses lhe era descontado um valor que rondava os 400 euros, por ter o que a EDP chama de “conta certa”. No dia 5 de agosto de 2014 recebeu uma fatura que lhe dava um crédito de 1.314,26 euros, ou seja, dos6.061eurosqueiriapagar,relativo ao período entre 3 de agosto de 2013 e julhode2014,pagariaapenas4.746,84 euros. Até aqui tudo bem, ainda que Manuel Costa já achasse que os valores eram elevados, mas o mais estranho foi quando, meses depois, recebeu uma nova fatura de 5.644,92 euros, com o período de faturação de 3 de agosto a 4 de setembro de 2014. Esta conta que acabou por ser a gota de água e que levou a várias recla- mações junto da EDP. Para Manuel Costa, alguma coisa não estava bem pois era um “valor demasiado alto e que nunca poderia ter sido gasto no restaurante, no período de um mês”. Segundo o cliente, “não houve mu- danças de máquinas e, pelo contrário, até estava a pagar menos de eletricida- de do que em anos anteriores”. Naalturaqueixou-sejuntodaEDP,to- daviaasrespostas“nuncaforammuito concretas”. “Inicialmente diziam que era o que tinha consumido, depois já diziam que poderia ser uma descarga de eletricidade para o solo, mas nunca foram conclusivos”. Manuel Costa chegou a pedir uma vistoria à EDP que acabou por não a fazer por ter um custo associado de 88 euros. Foi então que decidiu reunir vários casos e apresentar a queixa junto da advogada.“AEDPaindatentouqueas coisas fossem feitas de forma “amigá- vel”, mas nunca deu uma explicação concreta do que tinha acontecido e foi por isso que decidi levar o caso a tribunal e onde vai ficar até as coisas se resolverem”, disse na altura Manuel Costa ao Jornal do Centro. Agora, praticamente dois anos de- pois, a justiça veio dar razão a este cliente “alegando que o consumo não foi real”. Para provar que estava certo, Manuel Costa registou todas as leituras de eletricidade durante um ano, de janeiro 2015 a janeiro de 2016, mostrando assim que nos anos anteriores (de 2009 a 2015) os valores não poderiam ser reais. O tribunal acabou por lhe dar razão. Com esta sentença favorável, Manuel Costa fica isento de pagar a tal fatura de quase 5700 euros e das custas judiciais. A ideia do concurso “Delícia de Maçã” visa promover e dinamizar a produção da maçã Bravo Esmolfe e ao mesmo tempo incentivar a criatividade na área da doçaria tra- dicional e regional através de produ- tos locais (endógenos) que “ajudam também a promover e diversificar a oferta da gastronomia local”, como fez questão de sublinhar o presidente da Câmara Municipal, Francisco Carvalho. Foi com base neste argumento que o município de Penalva do Castelo, integrado no programa da XXI Feira da Maçã Bravo de Esmolfe, promoveu o IIº concurso com o objetivo de criar ou reinventar um doce ou bolo típico para o concelho. A concurso estiveram sete “magnífi- cosdoces/bolos”,emqueoingrediente principal e obrigatório era a maçã Bravo de Esmolfe. O júri, constituído pelo chefe Paulo Cardoso do restaurante “Parador Casa da Ínsua”, pelo chefe Henrique Sampaio do restaurante “Passo dos Cunhas” e pelo professor Mário Dias, diretor da Escola Profissional de Hotelaria de Manteigas, teve grande dificuldade em eleger os vencedores, dada a qualidade e variedade apresen- tada pelos concorrentes. Do concurso resultou a seguinte classificação: 1º - “Bolo de Maçã Bra- vo de Esmolfe” da autoria de Maria Ilda Martins Pires; 2º - “Caramujo de Bravo” dos alunos de restauração do Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo e em 3º lugar o doce “Floribravo”, do restaurante “O Telheiro”. PENALVA DO CASTELO BOLO BRAVO ESMOLFE CONQUISTA CONCURSO “DELÍCIA DE MAÇÔ CASO DE MANUEL COSTA NÃO FOI ÚNICO Foram várias as faturas com valores “duvidosos” um pouco por todo o concelho de Aguiar da Beira, relatados na altura ao Jornal do Centro. Contas que habitualmente eram de 40 ou 50 euros dispararam para 900 euros. Na freguesia do Eirado havia clientes com contas de mais de 1200 euros. Uma empresa de produção animal, no Soito, com um valor de 2.253,25 e uma habitação em Cortiçada com uma fatura de 958 euros. Só Manuel Costa avançou para tribunal. Durar muitos anos, foi uma grande conquista da nossa sociedade, e é bom, se tivermos saúde, qualidade de vida, projetos para o futuro “O QUE VAMOS FAZER A TANTOS IDOSOS?” Caro leitor, ainda que seja um otimista militante, e, ainda que cá não fique para ver, deve ser, e, em minha opinião preocupação da nossa sociedade, refletir sobre o aumento explosivo do número de idosos. A esperança média de vida, (tempo médio provável dos anos que vamos viver quando nascemos), tem aumentado ver- tiginosamente, cerca de 3meses/ ano, e, neste momento, e no nosso país é de 83,9 anos para as mulheres, e de 78,2 anos para os homens. Como tal, é de todo provável, que os nossos filhos ou netos, nascidos depois de 2000, viverão em média 100 anos. Com cada vez menos filhos para nos cuidarem, com uma Segurança Social, que não vai poder supor- tar tão prolongadas aposentações (mais tempo de reforma do que de trabalho), com os baixos rendimentos da maior parte da população, com os custos acrescidos com os problemas de saúde inerentes á idade, etc., é tempo de refletir sobre o tema, e tentar encontrar novas formas de organização social, que pos- sam minimizar e absorver este impacto, e que ultrapassem de forma rápida a forma habitual de recurso ao depósito em Lares, solução que tem de ser adiada até ao limite do possível, pois que a assim não ser vai ser rapidamente insuficiente, e não há dinheiro para pagar. Durar muitos anos, foi uma grande conquista da nossa sociedade, e é bom, se ti- vermos saúde, qualidade de vida, projetos para o futuro, se formos amados, independentes e capazes de termos alguma utilidade. É por aí que devemos caminhar pois que se assim não for pode ser tempo de sofrimento, e não se esqueça que a sua velhice está já ao virar da esquina. FIDALGO DE FREITAS Médico Psiquiatra OPINIÃO Há dois anos Manuel Costa mostrava as faturas com valores elevados FotoIgorFerreira
  18. 18. 18 28 OUT REGIÃO SANTA COMBA DÃO Texto Clemente António Pereira TRIBUNAL DÁ RAZÃO A FUNCIONÁRIOS E ANULA AVALIAÇÃO FEITA PELO MUNICÍPIO AVALIAÇÃO EFETUADA AO CHEFE DE SERVIÇOS DO ESTALEIRO MUNICIPAL FOI ANULADA PELO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO E FISCAL DE VISEU POR NÃO TEREM SIDO CUMPRIDOS ALGUNS REQUISITOS TÉCNICOS OTribunal Administrativo e Fiscal de Viseu (TAFV) acaba de dar razão a dois trabalhadores da Câmara Muni- cipal de Santa Comba Dão que resolveram contestar a “Avaliação de Desempenho” referente ao bié- nio 2013/2014 e que lhes apontava falhas no desempenho. Os dois trabalhadores queixaram-se de não terem tido qualquer contacto funcional como o avaliador, mas o presidente da Câmara indeferiu a pretensão. Porém, em resultado de uma ação interposta pelos trabalhadores com recurso e apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (STAL), a sentença do TAFV anula o despacho da Câmara Municipal que indeferiu a reclama- ção dos visados, cabendo agora ao Município retomar o processo de reavaliação, se assim o entender. Presidente admite erros processuais Confrontado com a decisão do TAFV, o presidente da Câmara Municipal, Leonel Gouveia, escla- receu que esta avaliação “resulta de um entendimento dos serviços que justificou esse tipo de avaliação” face ao comportamento profissional e laboral dos dois trabalhadores visados nesse processo. O autarca reconheceu o erro e acrescentou que agora “os servi- ços vão reanalisar a anulação do processo de avaliação e vai ter que se encontrar uma nova solução que pode passar por uma outra reavaliação dos trabalhadores, ou então, optar por outro método para avaliar os dois trabalhadores e que poderá passar por uma avaliação curricular”. Leonel Gouveia esclareceu ainda que “o facto de a avaliação ter sido anulada pelo Tribunal, isso, não se deveu a nenhuma questão relacionada com erros de avaliação, mas sim com procedimentos e formalismos processuais que não foram cumpridos na sua totalida- de”. Digamos que “não é porque a avaliação esteja errada, mas sim, pelo fato de alguns dos seus crité- rios, como por exemplo, alguns dos requisitos técnicos e formalismos processuais que não terem sido devidamente seguidos e cumpridos, como supostamente deveriam ter sido considerados”. S. Pedro do Sul é agora uma “Terra de Culinária”. O prémio, instituído pela Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia, em parceria com o Turismo de Portugal e a Dire- ção Geral de Agricultura e Desenvol- vimento Rural, foi atribuído ao mu- nicípio sampedrense no 3.º Congresso Nacional de Turismo e Culinária em Oliveira de Azeméis, que decorreu há precisamente uma semana (21 outubro). O galardão resulta de uma candidatura apresentada pela autar- quia, tendo por base os eventos anuais promovidos no concelho e que estão ligados à gastronomia e aos produtos endógenos, como a Feira da Vitela de Lafões e o Festival do Feijão. A vereadora com o pelouro da cultura na Câmara Municipal, Teresa Sobri- nho, acredita que este prémio para além de ajudar a promover ainda mais os produtos locais, traz também mais responsabilidade das forças vivas do concelho que “terão de uma vez por todas unir esforços para tentar cata- pultar esta série de eventos a um nível mais alargado”. “Queremos conversar com os restaurantes e com os produ- tores,sentarmo-nostodosaumamesa porque agora temos de apresentar um projeto no âmbito deste prémio. A ideia é estabelecermos várias parcerias no sentido de promover o escoamento dos produtos endógenos e que os restaurantes tenham sempre esses produtos nas suas ementas. É [uma iniciativa] para arrancar em janeiro de 2017”, avança a responsável. Para além deste projeto, a vereadora tem ainda em mente outras ideias que quer colocar no terreno, mas que se escusa a revelar por ainda não as ter discutido com os eventuais parceiros. São muito variadas as iguarias produzidas no concelho de S. Pedro do Sul que fazem as delícias dos turistas, mas também dos habitantes locais. A vitela de Lafões, o cabrito da Gralheira (duas marcas certifica- das), os enchidos, as diversas varie- dades típicas e únicas na região de feijão, a maçã, o mel e a castanha são alguns dos produtos característicos do concelho. S. PEDRO DO SUL AGRICULTORES E RESTAURANTES VÃO PROMOVER PRODUTOS ENDÓGENOS Decisão que reverte avaliação de funcionários foi tomada no Tribunal de Viseu
  19. 19. Feira dos Santos MANGUALDE especial Gastronomia, artesanato, indústria, agricultura e o que de melhor é produzido no concelho de Mangualde e na região está em destaque no primeiro fim de semana de novembro. A Feira dos Santos reúne milhares de pessoas e atrai cada vez mais espanhóis
  20. 20. 20 especial Feira dos Santos A mudança de local, do espaço multiusos para o centro da cidade, éumaapostaganha? Essa decisão política de há seis anos de mudarmos a feira do espa- ço multiusos para a cidade foi de- terminante para o sucesso da fei- ra dos santos, que é a feira de todos nós. Milhares de pessoas são sempre recebidas em Mangualde e cada vezmaisespanhóis? Sim, nós já no ano passado senti- mos a presença de muitos espa- nhóis na Feira dos Santos e tam- bém acredito que é uma aposta ganha com a vinda do turismo es- panhol. Vamos continuar a fazer com que isso aconteça. A Feira dos Santos tem uma moldura de mui- tas sensações e de muitas pessoas de todo o país e do estrangeiro. Como evento secular que é neces- sita de inovações de ano para ano. Como é que o município o tem tor- nadomaisatraente? Com novas apostas nas várias áreas, desde os produtos endóge- nos à indústria automóvel, à indús- tria do transporte, ao artesanato, à cultura,aorecreioeaolazer.Éuma mistura de boas sensações. Nós cada vez acrescentamos mais qua- lidade e esse acréscimo de qualida- de é fundamental para que a Feira dos Santos seja cada vez mais um momento afirmativo para Man- gualde, para a região e para o país. E quanto ao futuro…como o mu- nicípio vai programar a Feira dos Santos? Não há nenhum momento em que possamos dizer que a Feira dos Santos está encerrada em termos de qualidade e de satisfação por parte das pessoas. É processo pro- gressivo e vamos acrescentando qualidade ano após ano, natural- mente, dentro de todo um ambien- te e um contexto do território por- que vamos acrescentando mais espaço até um dia, daqui a muitos toda a cidade ficar ocupada. A feira já contou com dois dias, atualmente são três (sexta feira, sábado e domingo). “OMELHORDOCONCELHOEDAREGIÃO” JOÃOAZEVEDO,PRESIDENTEDA CÂMARAMUNICIPALMANGUAL- DE,CONSIDERAESTEEVENTO UM“EX-LIBRIS”DOCONCELHO A Feira dos Santos é um ex-libris da região e um ponto de encontro demilharesdepessoas? Sim, é um grande momento para a região e para o país. Temos a opor- tunidade de ter aqui um certame com dezenas de milhares de pes- soas e acreditamos que cada vez mais temos qualidade na feira, te- mos mais condições de segurança, temos mais sugestões acrescen- tando este ano mais temas. Acre- dito que quem vier visitar Man- gualdenestaalturacertamentevai ficar muito satisfeito e vai querer voltar a Mangualde. É para nós um orgulho organizar esta feira dos Santos. Sexta feira (dia 4 de novembro) ao final do dia temos a abertura ofi- cial da feira depois com um mo- mento mais ligado à gastronomia, à enologia, a todos os produtos en- dógenos com momentos musicais e culturais, momentos de cozinha especializada para podermos tam- bém oferecer essa modernidade à Feira dos Santos. Começa na sexta feira e termina no domingo à noite. PUB
  21. 21. 21 especial Feira dos Santos Foi nos finais do século XVIII, sobretudo por ação dos fabricantes de lanifícios da Covilhã, de Gouveia e de Seia, que come- çando a colocar em Mangualde (nas suas feiras) os seus produtos, e, já nos inícios do Século XX, com o estabelecimento de armazéns, no aproveitamento da Estação da linha férrea da Beira Alta, que um ex- traordinário fôlego impulsiona a vila de Mangualde. Na realidade, todos queriam ganhar com a pujança das feiras e mercados em Man- gualde: os locais, os vizinhos e inclusiva- mente os Condes Paes do Amaral que se reservaram o direito de edificar barracas, lojas e outras obras. A Feira atingia o seu apogeu e o desenvol- vimento era crescente. Com o Liberalis- mo e as suas reformas, foi a partir de 1834 que Mangualde viu contempladas várias medidas de desenvolvimento, nomeada- mente a criação e reforma das vias de co- municação. Com a inauguração da linha da Beira Alta, Mangualde é definitiva- mente catapultado para o progresso que viu até aos dias de hoje. Dos textos e documentos históricos não percebemos quando nasce a Feira dos Santos. Sabe-se sim que a Feira do primei- ro domingo de novembro era assim deno- minada e em meados do Século XIX tinha já atingido uma importância excecional no panorama das feiras. Por deliberação da Câmara Municipal, esta feira, passou a ter 3 dias de duração para todos os géneros e negócios. Os dias destinados foram sexta-feira, sá- bado e domingo. As alterações na periodicidade das fei- ras e mercados de Mangualde foram-se sucedendo e foi a partir de junho de 1948 que deixaram de se efetuar aos domingos, com exceção da Feira dos Santos que pas- saria a realizar-se nos primeiros sábado e domingo de novembro. Hoje ainda preva- lece essa deliberação de 1948. Realizada nas artérias do centro da vila (actual cidade), em finais da década de 1990 é acantonada para um espaço peri- férico, facto que lhe retira a tradicional pujança. Foi o actual executivo quem, no ano de 2011, a faz regressar ao centro da cidade, recuperando a tradição e incre- mentado a modernidade, lhe devolve o vi- gor e robustez assentes numa história de cerca de 300 anos. António Tavares Arqueólogo e historiador da CM Mangualde AFEIRADASFEBRAS:AORIGEM PUB
  22. 22. Dia 4 MercadoMunicipalDr.DiamantinoFurtado AberturaOficialdaFeiradosSantos2016 Horário: Sexta19h30 Dia 4 SededaSociedadeFilarmónicadeTibaldinho IIEncontroNacionaldeProduções Artesanaiscertificados Horário: 10h00às18h00 Dia 4/5 MercadoMunicipalDr.DiamantinoFurtado DãoWineParty BarmanShow,coktailscomVinhosdoDão ProdutoresdeVinhodeMangualdeedegustação deprodutoslocais Horário: Sexta 22h00-Abertura 22H30-ShowcookingChefDiogoRochaeSub-ChefInêsBeja 00h00-Encerramento Sábado 22h00-Abertura 22h30-ShowcookingChefDiogoRochaeSub-ChefInêsBeja 01h00-Encerramento Dia 4/5/6 MercadoMunicipalDr.DiamantinoFurtado “SantosdaCasaFazemMilagres” Showcookings(degustaçãodeprodutoslocais) Horário: Sábado16h00,18h00/Domingo11h00,14h00,16h00 Chefs: HélioLoureiro/IvoLoureiro Dia 5/6 MercadoMunicipalDr.DiamantinoFurtado IIIExpoVinhosMangualde ProdutoresdeVinhodoDãodeMangualde Horário: Sábado09h00às20h00 Domingo09h00às20h00 Dia 4/5/6 LargoDr.Couto MostradasFreguesiasdeMangualde Promoçãolocaldasfreguesiasdoconcelho Horário: Sexta15h00às20h00/Sábado09h00às20h00 Domingo09h00às20h00 Dia 4/5/6 LargoDr.Couto MangualdeRegional Exposiçãoevendadeprodutosregionais doconcelhodeMangualde Horário: Sexta15h00às20h00/Sábado09h00às20h00 Domingo09h00às20h00 Dia 4/5/6 LargoDr.Couto Manguald´Arte XIMostradeArtesanatoNacional Exposiçãoevendadeartesanatonacional Horário: Sexta15h00às20h00/Sábado09h00às20h00 Domingo09h00às20h00 Dia 4/5/6 Restaurantesaderentes(identificadoscomseloalusivo) FeiradosSantosàMesa Restaurantesaderentescomementaregional dedicadaàFeiradosSantos Enchidosdaregião;RojõesàModadeMangualde; FebrasàFeiradosSantos; Requeijãocomdocedeabóbora; QueijodaSerra;VinhodoDão Dia 4/5/6 LargoDr.Couto EspaçoRecordaçãoFotográfico EuestounaFeiradosSantosdeMangualde! Dia 4/5 QuintadoAlpoim AgroMangualde Exposiçãodemáquinasealfaiasagrícolas Mostraagropecuáriacomrepresentaçãodeespécies predominantesnaregião Horário: Sábado09h00às20h00/Domingo09h00às20h00 CERVAS/AssociaçãoAldeia Dinamizaçãodoespaçodedivulgação dafaunaselvagemdaregião Horário: Sábado 09h00às20h00 17h00–DevoluçãoàNaturezadeumanimalrecuperado Domingo09h00às20h00 Dia 5/6 Rua1ºdeMaioeRuaDr.JoséMarques MangualdeMotor ExposiçãodeveículosdasmarcasCitroën, Seat,ToyotaeOpel Horário: Sábado09h00às20h00/Domingo09h00às20h00 Dia 5/6 Rua1ºdeMaio MangualdeIndústria Exposiçãodotecidoempresarialdoconcelho. Horário: Sábado09h00às20h00/Domingo09h00às20h00 Dia 5/6 RuaDr.ValentimdaSilva MangualdeTransporte-ANTRAM Exposiçãodealgumasmarcasemodelosdecamiões Horário: Sábado09h00às20h00/Domingo09h00às20h00 Dia 5/6 MercadoMunicipalDr.DiamantinoFurtadoeLargoDr.Couto Artes&Ofícios Pinturaaoarlivre Horário: Sábado09h00às20h00/Domingo09h00às20h00 Dia 5/6 Váriasartériasdacidade Animangualde Animaçãoderuanasváriasartériasdacidade Horário: Sábado 09h30-FanfarradosBombeirosVoluntáriosdeMangualde (artériaprincipaldacidade) 14h30-GrupoZésPereiras“OsParentesdeTeivas” (todasasartériasdafeira) 15h00-MegaLua(Rua1ºdeMaio) Todoodia-Art&Manhã(todasasartériasdafeira) Todoodia-Concertinas Domingo09h00-GrupoZésPereiras“OsParentesdeTeivas” (todasasartériasdafeira) 14h00-ProgramaSomosPortugalemDiretodeMangualde (LargoDr.Couto) Todoodia-Art&Manhã(todasasartériasdafeira) Todoodia-Concertinas Programa ANIMAÇÃO | SHOWCOOKINGS | WINE PARTY | EXPO VINHOS | ARTESANATO | INDÚSTRIA| AGRICULTURA WORKSHOPS | SEMINÁRIO | EXPOSIÇÕES | GASTRONOMIA | MÚSICA | EXPO FREGUESIAS 4, 5 e 6 novembro / Mangualde visite-nos! PUB
  23. 23. 23 28 OUT SÁTÃO Texto Micaela Costa OBRAS DO LAR DE SAMORIM A “50 POR CENTO” PARTE DA CONSTRUÇÃO DEVERÁ FICAR CONCLUÍDA DENTRO DE ALGUNS MESES. FUTURO LAR ESTÁ ORÇADO EM UM MILHÃO E 200 MIL EUROS E JÁ FORAM INVESTIDOS 500 MIL EUROS. QUESTÕES FINANCEIRAS TÊM ATRASADO A FINALIZAÇÃO DO PROJETO SOCIAL Dentro de alguns meses deverá estar terminada a primeira fase de construção do Lar de idosos de Samorim, em Sátão. “Este ano é difícil, mas dentro de alguns meses queremos ter parte do edifício completo”, frisou Armando Cunha, responsável pela Casa do Povo de Sátão, instituição encar- regue pela construção da valência. Segundo Armando Cunha, esta fase inicial visa deixar prontos “alguns quartos e espaços de atendimento e refeitórios”. Ao todo são oito quartos (que poderão albergar perto de 16 pessoas), secretaria, refeitório, sala comum e outros espaços que deixam a obra a “50 por cento”. “Com o serviço domiciliário e o cen- tro de dia da Casa do Povo sentimos que são precisos espaços para os nossos utentes e por isso queremos deixar pronta esta parte do edifício”, explicou Armando Cunha. Para já foram investidos perto de 500 mil euros, numa obra que está orçada em um milhão e 200 mil. A questão financeira, ou a falta de verbas como explicou Armando Cunha, tem atrasado a conclusão dos trabalhos e têm sido realizadas iniciativas para angariação de fundos. “O lar não está a avançar com a rapidez que gostáva- mos, mas não é possível que seja de outra forma porque as verbas não são muitas. Não estamos a falar de uma obra financiada pelo Estado”, alertou o responsável. Jantares, peditórios, apoio da autarquia - que, segundo Alexandre Vaz, presidente da Câ- mara Municipal de Sátão, ronda os 75 mil euros – e a doação de uma satense, Eduarda Encarnação Rodri- gues, têm ajudado ao andamento do projeto social cujas obras arrancaram em 2013. A D. Eduarda, como era conhecida, morreu em fevereiro deste ano, aos 97 anos, mas em vida fez questão de deixar este apoio para que o Lar de Idosos, uma obra com que sempre sonhou, arrancasse o quanto antes. Para além de doar o terreno onde está a ser construída a infra-estru- tura, apoiou com 300 mil euros. A benfeitora chegou a receber, em agosto do ano passado, a medalha de ouro atribuída pela Câmara Munici- pal de Satão. ISABEL MAIA Diretora Clínica do Hospital Veterinário de Viseu ESTERILIZAÇÃO/ CASTRAÇÃO EM CÃES E GATOS: DÚVIDAS? É VERDADE QUE PROLONGA A VIDA? -SIM. Proceder à esterilização por ovariohisterectomia (remoção dos ovários e útero) precocemente, DUPLICA A ESPERANÇA média DE VIDA (evita tumor mamário, uterino, ovárico, infeções nestes órgãos, ...); AS FÊM EAS DEV EM TER CRIAS ANTES DE SER EM ESTERILIZADAS? -NÃO. Podem até ser esterilizadas antes do primeiro cio de modo a eliminar a possibilidade de apare- cimento de tumor mamário; QUANDO ESTERILIZAR? -Posso esterilizar em qualquer idade, sendo ideal POR VOLTA DOS 6 a 7 MESES (variando com a espécie, raça, sexo e indivíduo); A ESTERILIZAÇÃO PREDISPÕE À OBESIDADE? -SIM, mas existem alimentos pró- prios para animais esterilizados que evitam tal situação; ESTA INTERVENÇÃO CIRÚR- GICA É SEGURA? -SIM. Hoje em dia este tipo de intervenção pode ser realizada sob escrupulosas medidas de seguran- ça. É importante a opção por um local com bloco cirúrgico dedicado e bem equipado, assim como uma equipa cirúrgica experiente. Deve ser realizada consulta pré cirúrgica onde é feito um rigoroso exame físico, de modo a conhecer bem a mascote e poder realizar a aneste- sia geral e procedimento cirúrgico com toda a confiança; QUE CUIDADOS DEVO TER COM A MASCOTE APÓS A CIRURGIA? -Na 1ª semana deve haver REPOU- SO e VIGILÂNCIA/DESINFE- ÇÃO da LINHA DE SUTURA/ ACESSO. Poderá também haver medicação para casa. A ALIMEN- TAÇÃO PASSA A SER PARA ESTERILIZADOS;QuaisosPRIN- CIPAIS BENEFÍCIOS da esteriliza- ção/castração PARA os MACHOS? -DIMINUI o risco de FUGAS, reduz a incidência de lesões por diminuição de LUTAS, DIMINUI OU ELIMINA comportamentos de MARCAÇÃO DE TERRITÓ- RIO, DIMINUI a incidência de TUMORES prostáticos, elimina a possibilidade de tumores testicula- res, diminui a AGRESSIVIDADE, AUMENTA A ESPERANÇA média DE VIDA; O risco de encerramento das Extensões de Saúde de Carvalhal Redondo e de Santar está a cau- sar grande preocupação entre a população destas duas unidades integradas na rede da Unidade Saúde Familiar (USF) Estrela do Dão ( Nelas). As duas extensões asseguram o atendimento a cerca de quatro mil utentes. A situação é preocu- pante, referem os utentes. A Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro já fez sa- ber que não prevê nem pretende encerrar as extensões de saúde de Carvalhal Redondo e de Santar, mas as dúvidas continuam. Para clarificar esta situação, a ARS explicou que a situação ve- rificada na USF, que viu durante alguns dias ser reduzido o seu horário por falta de funcionários, levantou no meio local rumores de que as extensões de saúde corriam o risco de fecharem por- tas. Perante este quadro, a ARS Centro garante que os serviços “vão estar a funcionar de forma normal, como sempre aconteceu até aqui”. O problema que pode vir a afetar as duas extensões de saúde levou também a que a deputada e anti- ga autarca do PSD, Isaura pedro, tenha abordado o assunto na Comissão Parlamentar de Saúde. Aproveitando a presença do ministro da tutela, a parlamentar questionou como é que o governo vê a formação de unidades de saúde familiar que “excluem ex- tensões de saúde, contrariando o princípio de respeito pelos direi- tos dos utentes, e pela igualdade e equidade de acesso a cuidados de saúde integrados” Isaura Pedro, que é já candidata anunciada à Câmara de Nelas, entende que “casos como estes deveriam merecer intervenção dos ACES ou das ARS, levando a uma reformulação destas uni- dades de saúde, salvaguardando os interesses dos utentes das extensões de saúde, que na sua maioria, são idosos com patolo- gia crónica, e por conseguinte mais vulneráveis”. – CAP NELAS EXTENSÕES DE SAÚDE DE CARVALHAL REDONDO E SANTAR PODEM FECHAR OPINIÃO REGIÃO Obras arrancaram em 2013
  24. 24. 24 28 OUT REGIÃO TAROUCA Texto Iolanda Vilar SEMENTES MONÁSTICAS DÃO VIDA A CENTRO COMERCIAL CHINÊS ERVAS AROMÁTICAS E PRODUTOS HORTÍCOLAS “MADE” NO CONCELHO DE TAROUCA SÃO UM DOS MOTIVOS DE ATRAÇÃO DE MILHARES DE VISITANTES NUM CENTRO COMERCIAL EM DALIAN, NA CHINA. A PARCERIA QUE EXISTE COM A ASSOCIAÇÃO INOVTERRA, QUE ACONTECE DESDE 2015, PRETENDE SER UMA TROCA DE SABERES ENTRE OS DOIS PAÍSES E UMA FORMA DE PROMOVER A AGRICULTURA BIOLÓGICA “Sabemos que a China procura novas formas de produção sustentável e nada melhor que o Horto Monástico em modo de produção biológico para ensinar o que fazer para a sustentabilidade”, explicou José Bruno Cardoso, presidente da Inovterra, associação que agarrou este projeto há um ano. É assim que surge na China, num centro comercial, uma pequena réplica com plantas que são origi- nárias do Horto Monástico de S. João de Tarouca. “Esta é a parceria perfeita para o desenvolvimento de interesses conjuntos entre a região do Vale do Varosa e algumas províncias chi- neses”, salientou o dirigente asso- ciativo, lembrando que a Inovterra aposta na agricultura sustentável e por um futuro saudável, “modos de vida” que estão em voga em algumas regiões chinesas, onde os níveis de poluição atingem valores alarmantes. As espécies selecionadas para a exe- cução deste projeto são aromáticas, medicinais e hortícolas, num total de 12 plantas diferentes. A saber: couve portuguesa ou couve-galega, a batata, o feijão e a malagueta. As espécies aromáticas e medicinais escolhidas foram a segurelha, os orégãos, a hortelã-pimenta, o poejo, a salva, o tomilho vulgar, o tomilho bela luz e o alecrim. Os produtos que podem ser apreciados são também as espécies que estão inse- ridas num projeto de recuperação agrícola e histórica no Mosteiro de São João de Tarouca denominado “Horto Monástico”. O original, em Tarouca, agrega o cultivo de 35 espécies, cinco das quais nascem espontaneamente nos terrenos sagrados deste local. Foram estas mesmas sementes que parti- ram para a distante China e deram forma a uma ideia fora do comum para mostrar o que de melhor o concelho duriense pode oferecer. Tanto em Portugal como na China, estas plantas são bastante utili- zadas na alimentação e para fins medicinais. Segundo o presidente da Inovterra, a associação no âmbito da parceria, envia técnicos para a China para montar os Hortos Urbanos Bio- lógicos com alusão a Portugal e à Inovterra e, em troca, os chineses promovem Portugal, com visitas à região do Vale do Varosa para apreciarem o horto original. Para 2017 há já muitos projetos internacionais a serem estudados. No entanto, Bruno Cardoso la- menta que “o poder político ainda não tenha reparado no potencial da Inovterra e ainda não a apoia condignamente, temos que ir tra- balhando dentro daquilo que é o nosso orçamento”. O futuro passa por difundir esta forma de “fazer” agricultura bio- lógica a outros países da Europa, pois, segundo Bruno Cardoso, a internacionalização do projeto vai permitir “agregar mais visitas e mais turismo a Portugal e, em simultâneo, permitir que outros países cooperem connosco no que toca ao desenvolvimento agrícola e dinamização do turismo”. A Inovterra foi criada em 2012 para dar resposta à crescente necessida- de de uma intervenção civil para in- verter na situação de abandono dos meios rurais. A sua área de atuação abrange todo o Douro Sul e Vale dos rios Távora e Varosa (Armamar, Cinfães, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, Resende, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca). A pintora naïf Maria Vilaça vai ceder ao Museu Municipal de Resende um quadro intitulado “Natal em Resende”. A artista, natural de Valongo, é uma cons- tante presença nas exposições realizadas naquele local de cultu- ra. Apaixonada pelas belezas do Douro, a artista decidiu deixar a sua marca naquela vila duriense recriando na expressão naïf um momento dedicado ao Natal. A obra será incluída na exposição que decorrerá no Museu para comemorar os seus 10 anos de existência e que contara ainda com obras de todos os artistas que já divulgaram nesse local os seus trabalhos. O Museu Munici- pal de Resende está localizado na antiga cadeia e foi recuperado em 2003 e alberga um vasto espólio etnográfico e arqueológico do concelho. RESENDE MARIA VILAÇA CEDE OBRA A MUSEU Plantas adornam centro comercial
  25. 25. 25 28 OUT OLIVEIRA DE FRADES Texto José Ricardo Ferreira INAUGURADA SEDE DO CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL DE S. JOÃO DA SERRA EDIFÍCIO CUSTOU 600 MIL EUROS. OBRA FOI PAGA COM A AJUDA DA COMUNIDADE E DA CÂMARA MUNICIPAL OCentro Social e Paroquial de S. João da Serra, no concelho de Oliveira de Frades, é inau- gurado este sábado (29 de outubro) mais de um ano depois do que estava previsto. A cerimónia de inauguração está agendada para as 15h00, numa cerimónia que será presidida pelo Bispo de Viseu. No imóvel para além dos dois serviços prestados pela Ins- tituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) funciona igualmente a Casa Pastoral da paróquia. A organização presta apoio domi- ciliário a 15 pessoas, tendo acordo com a Segurança Social (SS) para oito utentes. Esta valência entrou em funcionamento há mais de um ano. Já o Centro de Dia vai abrir portas este sábado justamente na inauguração do Centro Social e Paroquial, sendo o único serviço do género no concelho oliveirense. Para esta resposta social já se inscreveram cerca de uma dezena de pessoas. Para já ainda não há ne- nhum acordo com a SS, mas o centro tenciona obter comparticipação esta- tal para algumas vagas. “Avançámos com esta nova valência sem a certeza que vamos ter qualquer tipo de apoio porque esta é uma necessidade. O que procuramos combater é o isolamento. As nossas aldeias estão desertificadas, as pessoas estão tendencialmente e cada vez mais isoladas, há muita emi- gração, e portanto o que procuramos é dar às pessoas condições que não teriam em casa e também o convívio, o poderem estar com os seus pares, com pessoas amigas”, frisa o padre Internacionalização de empresas vai ser o mote para um workshop organizado pela AIRV- Associação Empresarial de Viseu, em parceria com a Câmara Municipal de Castro Daire. O encontro tem lugar no dia 4 de no- vembro no auditório da Assembleia Municipal de Castro Daire e pretende sensibilizar e dinamizar o tecido em- presarial da região para as questões da internacionalização e dos apoios existentes para as empresas interessa- das em desenvolver esta valência. Em Castro Daire existem já algumas empresas que exportam grande parte do que produzem, em alguns casos “escoam para outras empresas parcei- ras que depois dinamizam as vendas e fazem a exportação”, segundo a caracterização da associação empre- sarial local. O segmento dos granitos com forte implantação no concelho é exemplo disso e constitui já uma forte alavanca no tecido empresarial local, criando emprego ao sutentabilizar um dos recursos naturais de maior importância no concelho. Os granitos e seus derivados são considerados em alguns países artigos de luxo na construção civil e na produção de mobiliário e compostos de cozinha e banho. Outros setores de atividade vão estar certamente em foco, sendo prestadas todas as informações aos empresário interessados em desenvol- ver atividades nesta área. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas nos serviços da Câmara Municipal de Castro Daire ou da Associação Empresarial da Região de Viseu. CASTRO DAIRE INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS EM DEBATE Cristóvão Cunha, presidente do Cen- tro Social e Paroquial. Comunidadeapoiaprojecto O edifício onde funciona a instituição social custou 600 mil euros. A obra está completamente paga e não sofreu “qualquer derrape financeiro”. O pro- jecto foi comparticipado a 30 por cen- to por fundos comunitários através da ADDLAP. A Câmara Municipal de Oliveira de Frades ajudou com 200 mil euros e o restante montante foi suportadopelainstituição,quecontou com o apoio da comunidade que ao longo de largos meses organizou várias iniciativas, como peditórios e jantares convívio, com vista a anga- riar fundos para a causa. Atrasonaabertura A empreitada está pronta desde o final de 2014, dentro dos prazos pre- vistos, mas só agora o Centro Social e Paroquial vai ser inaugurado. O padre Cristóvão Cunha justifica esta demora com algumas carências “do ponto de vista logístico e institucio- nal” que adiaram a abertura da sede da IPSS. O presidente da Junta de S. João da Serra, Armando Ferreira, não esconde a satisfação por organização estar final- mente a funcionar em pleno, ainda que lamente que poucas pessoas tenham mostrado vontade de usufruir do apoio prestado. “Quando as coisas não exis- tem toda a gente diz que faz falta, mas quando existem, quando é para pagar, é um bocadito mais complicado. [As pessoas] ficam um bocado reticentes em ir para o centro e [usufruir do] apoio domiciliário porque, pensando que não, nestes meios pequenos uma reforma em casa às vezes dá mais jeito aosfilhosqueosidosos”,refere. Para o autarca, agora, em S. João da Serra, só fica a faltar um lar para os idosos, eles que representam 80 por centro da população da freguesia. Armando Ferreira espera que as entidades estatais ajudem a pôr em marcha dentro de alguns anos esta nova aspiração. Nos termos do n.º 2 do artigo 403º do Código do Trabalho, presume-se o abandono do trabalho em caso de ausência do trabalhador ao serviço durante, pelo menos, dez dias úteis segui- dos, sem que o empregador tenha recebido comunicação do motivo da ausência. Esta presunção é ilidível, ou seja, pode ser afastada pelo trabalhador, mediante prova da ocorrência do motivo de força maior, impeditivo da comunica- ção da ausência. Assim sendo, para que haja aban- dono do trabalho não basta a não comparência prolongada ao serviço do trabalhador. É neces- sário que a sua ausência indicie a vontade do trabalhador de pôr termo ao contrato de trabalho, por exemplo, ter celebrado um contrato de trabalho no estran- geiro ou estar a trabalhar por conta própria. Este comporta- mento por parte do trabalhador corresponde a uma denúncia tácita do contrato de trabalho. O empregador, para alegar o abandono no intuito de fazer cessar o contrato, terá de comu- nicar ao trabalhador os factos que o sustentam ou da presunção do mesmo, por carta registada com aviso de receção para a última morada conhecida deste. Ainda assim, o trabalhador pode contestar o abandono presumido se demonstrar que foi por motivo de força maior que não comuni- cou a causa da ausência. Caso se prove o abandono do trabalho, o trabalhador fica obri- gado a indemnizar o empregador nos mesmos termos em que ficaria se denunciasse o contrato sem aviso prévio, ou seja, deve pagar uma indemnização de va- lor correspondente a um ou dois meses de retribuição base e diu- turnidades, consoante a sua an- tiguidade seja igual ou inferior a dois anos ou superior a dois anos. Para além desta indemnização, o trabalhador poderá responder, igualmente, nos termos gerais da responsabilidade civil, pelos danos eventualmente causados pelo facto de ter abandonado o trabalho sem qualquer aviso. ABANDONO DO TRABALHO ÂNGELA FIGUEIREDO SANTOS Advogada CONSULTÓRIO JURÍDICO REGIÃO Centro de Dia abre portas depois de já estar a funcionar o apoio domiciliário
  26. 26. 26 28 OUT REGIÃO Entre 11 e 13 de novembro, Pene- dono recebe o Mercado Magriço um evento que pretende dar a co- nhecer as atividades empresariais e comerciais do concelho. Durante todo o fim de semana, esta iniciativa, segundo fonte da edilidade, pretende “congregar todas as atividades que emergem no nosso quotidiano e que urge, cada vez mais, afirmar como pedras basilares do tecido eco- nómico concelhio”, frisando que esta ação tem como “verdadeiro estandarte o empreendedorismo penedonense”. Ainda sem programa divulgado, o Mercado do Magriço é visto como um espaço vocacionado à promoção turística e cultural de Penedono, aliada à Feira Medieval que se realiza nos meses de verão. PENEDONO “MAGRIÇO” PROMOVE TECIDO EMPRESARIAL TONDELA Texto Sandra Rodrigues EAGORAÉAVEZDAJUNTADEFREGUESIA DEMOLELOSAVANÇARPARATRIBUNAL CONFRONTO ENTRE MEMBROS DA JUNTA DE MOLELOS E ELEITO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA ESTÁ LONGE DE TER UM FIM. ARGUMENTOS E DÚVIDAS SÃO DEBATIDOS E DECIDIDOS EM TRIBUNAL E FORA DELE. CASO DAS GRAVAÇÕES DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA JÁ SE ARRASTA HÁ QUASE UM ANO AFreguesia de Molelos, em Tondela, vai avançar com um processo no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu para impedir que Luís Figueiredo grave as sessões da Assembleia de Freguesia.Uma decisão tomada depois do Tribunal ter dado como “improcedente” a providência cautelar apresentada pelo órgão autárquico. Em causa, o conflito por causa da gravação e recolha de imagens de reuniões e que coloca A construção de um heliporto em São João da Pesqueira continua sem avançar devido ao bloqueio das ver- bas vindas do Norte 2020, lamenta José Tulha, presidente da Câmara Municipal. A obra, segundo o autarca, tem projeto aprovado desde 2012 mas aguarda que os 800 mil euros previstos para a recuperação do espaço sejam disponibilizados pelo próximo quadro comunitário deapoio. O heliporto, que neste momento funciona no improvisado campo de futebol à saída da vila pesquei- rense, segundo o edil, “não reúne as condições ideais para que os meios de socorro aéreos possam efetuar o seu trabalho”. Localizado perto das instalações do Centro de Saúde, este novo equipamento daria “uma resposta segura e conveniente em termos de socorro médico rápido e eficaz”, sublinhando ainda o autarca que “poderia funcionar como meio de transporte de empresários em negócios, bem como dar apoio a algumas quintas da região que assim comodamentepoderiamfazerchegar os seus hóspedes, evitando que per- corressemestradassinuosas”. O projeto, além do heliporto, inclui ainda a recuperação do espaço da feira. S. JOÃO DA PESQUIERA HELIPORTO CONTINUA PARADO POR FALTA DE VERBAS frente a frente a Junta e o membro da Assembleia de Freguesia e ao mesmo tempo que toma o lugar A situação que opõe os “protagonistas” já levou a várias sentenças em tribunal, ao pedido de esclarecimentos a várias entidades de eleito. A situação que opõe os “protagonistas” já levou a várias sentenças em tribunal, ao pedido de esclarecimentos a várias entidades e a tomadas de posição por parte da própria Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Perante a persistência de Luís Figueiredo em comparecer nas reuniões com os mesmos prossu- postos, a Junta tinha avançado com uma providência cautelar para o impedir. “Por a sentença ainda não transitar em julgado, uma vez que ainda corre o prazo legal de recurso, o tribunal julgou a providência im- procedente. E julgou também im- procedente o pedido de litigância de má-fé, bem como improcedente o pedido de indemnização que foi apresentado por Luís Figueiredo”, salientaram em conferência de imprensa os membros da Junta de Freguesia. Para a Junta, o Tribunal é claro quando diz que a providência é improcedente por “os procedimentos cautelares não serem meios adequados a definir direitos mas apenas a acautelar e proteger direitos”. Por isso, anunciaram, vão avançar agora com outros meios, recorrendo ao Tribunal Fiscal. “Ao contrário do que o requerido pretende fazer valer, a mesma [de- cisão do tribunal] não se pronuncia, em lugar algum, que o requerido pode gravar ou colher imagens na sua qualidade de equiparado a jornalista e quando em simultâneo exerce as funções e eleito local. A mesma foi sim improcedente porque o Tribunal entendeu, entre outras questões de direito, que a pretensão da Freguesia não carece de obter uma decisão cautelar”, explicaram. Os membros da Junta lembram ain- da que a mesma decisão refere que “cabe ao presidente da Assembleia de Freguesia assegurar o regular funcionamento das reuniões, recorrendo às entidades policiais se necessário e conceder as autoriza- ções que entenda por necessárias, sendo que aqueles que se sentirem lesados podem recorrer aos meios próprios”. “Vamos cumprir na íntegra a decisão do tribunal, de- signadamente este último ponto”, avisaram. Assembleias de freguesia tem sido consecutivamente suspensas

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