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Tamo fanzene

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Tamo fanzene

  1. 1. EDITORIAL É MOZOVO! Este artefato escriptográfico que você agora lê (?), depois de possivelmente ter passado muito tempo jogado abandonado em uma gaveta qualquer e você simplesmente o achou no momento em que organizava suas coisas e pensou: “que porra é isso aqui?” Essa porra aqui é a primeira edição do Tamo Fanzene, talvez a única lançada. Não importa. O que mais (não) importa é que esse Zine visa publicar coisas através de símbolos alfanuméricos: poesias, quadrinhos, textos de suberversão, resenhas de bandas, livros, outros zines, eventos, ou qualquer coisa que a globo e os youtubis não mostram. O objetivo é escrever sobre o que os jovens artistas visionários (mas nem tanto) estão fazene e pensane a round of the world em suas garagens, quartos, quintais e meio de rua. As resenhas não se limitarão às artes produzidas no espaço territorial em que esse zine é diagramado (sem tempo pra bairrismo irmão), a ideia é ser interdimensional, poli(contra)cultural deseducacional!. SPACE FÖNK “viajar no som” é a frase mais clichê referente à música que já fora criada. Porém o próprio conjunto Space Fönk não só é uma viagem no som como também uma viagem ao som, que reúne e representa através de métricas complexas um swing funkeado espacial. Composto pelo power trio Remy Oliveira (Bateria), Thiago Leonel (Baixo) e Emanuel Botelho (Guitarra), abstraem ao máximo referências progressivas e jazzísticas misturadas a introspectiva de lógica da mente de cada um, representando assim tamanha progressão através da música. O projeto instrumental nasceu no interior do Ceará em meados de 2017. O resenhista que vos escreve já teve a experiência do show/abdução proposta pelo grupo que é uma performance de desconstruir o espaço tempo! O contato de terceiro grau como a banda pode ser realizado através do soundcloud em: https://soundcloud.com/sfonk KUMBIA NOT DEAD Z I N E É C O M P R O M I S S O ! Garrafa Vazia é um “Punk do mato, da roça!” lá de Rio Claro – SP. Se por acaso “faltou alegria, garrafa vazia!”. Acabamos de começar a resenha e já citamos dois refrãos do conjunto. Como eles próprios dizem “Garrafa vazia é Punk Rock, refrão e sucesso!” não tem como não se alegrar com os refrães: “corotinho um milagre no potinho”; “piriguetes on fire”; “copo vazio” e outras delicias bêbadas. Inclusive tem um easter egg da banda na coluna do editorial é mozovo, ache-o! A banda já tem 10 anos de correria e a formação atual é: Mario Mariones (Voz e Baixo); Ralph Faust (Bateria); Vancil Cardoso (Guitarra e Vocal); Saulo Ds também Guitarra e vocal. Você encontra esse som ébrio em qualquer plataforma digital.Também tem umas entrevistas bacana com o Mario Mariones aí pela interneta. Comecei a ouvir cumbia faz algum tempo. Atualmente ouço quase todos os dias da semana, primeiramente por que passei a gostar do estilo. Contudo, em um segundo momento, o ato de ouvir cumbia tornou-se político: Ouvir mais as músicas da America latina; familiarizar-me com o espanhol; compreender a cultura dos demais países latinos para além do folclore estético que as grandes mídias tanto gostam de explorar. Somos impelidos a consumir artisticamente e intelectualmente o que vem da Europa e, sobretudo, dos EUA e assim basearmos nossas subjetividades através disso (o rock taí né, fí.) ao mesmo tempo em que tratamos o que vem do Peru, Chile, Uruguai e outros vizinhos, como exótico, distante. Paralelo à alienação geopolítica a globalização também taí: cabe a nós escolhermos sermos engolidos ou resistirmos a ela, ou, ainda, fazer o que os cumbieros da Banda chilena Anarkia Tropikal (Chile) fazem desde 2005: mesclar o ritmo tradicional da cumbia com o Punk, Metal, eletrônico, psicodélico e criar uma subversão sonora cantada em espanhol sem precedentes. O título que leva o nome dessa coluna é uma música da própria Anarkia Tropikal, outro som gostoso de bailar é “Satan es lá cumbia” Vocês podem ouvir a banda no youtube. AnarcoKumbialize-se!.
  2. 2. NUMERO 01 2019 Tamo fanzene! Capa, diagramação e resenhas por Cicero Weverton THIAGO LUIZ E A T0SKO Realmente não lembro se conheci primeiro o Thiago Luiz ou seu trampo com a t0sko (ilustrações, camisas, adesivos, posters), porém lembro que me empolguei com ambos. Começaremos com a t0sko que tá no insta (@t0sko). Achei muito massa as ilustrações que apresentam um descompromisso com uma estética comercial “quadrada” ao mesmo tempo em que é compromisso com formas mais amorais, toscas e psicodélicas: Jesus cannabista; Mickey satanista; artes com crítica à família ficcional e ao nacionalismo; militância LGBTQI; mensagens anti patraum (o veio da havan e seus pares não é seu amigo, se liga!), entre outras doideras que servem como estampas de camisa, pôsteres, adesivos. Particularmente duas me chamaram mais atenção: A primeira traz um cachorro com roupa de couro sado-masoquista e a seguinte frase: Amoral like a dog. A segunda com um guaxinim trevoso acendendo um cigarrin na boca dum menó thug life e a frase: Nunca silencie sua criança interior. Não sei se o Thiago Luiz tem um pé e uma mão no Nietzsche, mas, como um otário nietzschiano, assim interpretei. O filosofo bigodudo não cansa de falar em moral: clama que sejamos amorais em nome de nossa saúde mental. Sendo assim, tem coisa mais amoral e sadia que um cachorro que com a língua que lambe o próprio saco, lambe também o rosto dos seus humanos? Já sobre crianças, o filosofo propõe que nossas maiores verdades e objetividades aparecem em nossos estados mentais infantis: quando não silenciamos nossas crianças interiores temos a capacidade de constranger os sérios adultos sérios. A primeira vez que troquei ideia com o Thiago Luiz ele mandou logo uma citação do Mutantes e vez ou outra a usa como palavra de (des)ordem em seus stories. Enfim, esse rapaz latino americano lá de Blumenau-SC é foda! eventualmente seu trampo traduz sua alma T0ska e do bem (!/?). Ilustração do Thiago Luiz: Ascensão da Política Fascista e a Posição Anarquista As questões teóricas e práticas a respeito do tema são muito amplas para serem discutidas em profundidade no espaço desse escrito. No entanto, determinadas proposições necessitam constantemente de serem afirmadas a fim de garantir o enfrentamento do fascismo a partir da perspectiva anarquista. Aqui levantamos três pontos cruciais. Em primeiro lugar, o fascismo não se restringe a uma ideologia de governo. Embora historicamente o (nazi)fascismo represente a síntese ideológica dos regimes totalitários de extrema direita, alicerçados no militarismo, na soberania nacional, na ditadura dos meios de produção, na massificação produzida por sua indústria cultural e no controle das condutas individuais por parte da violência dos aparelhos repressivos do Estado, estas são apenas umas das terríveis dimensões de sua existência. O enfrentamento do fascismo da perspectiva anarquista requer, antes, uma mudança de escala: mate o fascista que vive dentro de você! Isso nos leva a segunda proposição: o fascismo é uma relação social. Nós anarquistas precisamos enxergar os mecanismo de funcionamento cotidianos do fascismo para além do servilismo do rebanho social às ideologias de governo. O fascismo se exerce através do racismo, da homofobia, através dos dogmas religiosos, ao horror as diferenças, às falsas ideias de família, amizade e vizinhança. Um genuíno anarquista reconhece a responsabilidade consigo mesmo e com a coletividade que o cerca como princípio elementar do seu bem estar, sem querer impor ao outro seu próprio modo de vida. Respeite os outros na mesma medida em que este respeito lhe for devolvido! Por fim, uma vez que nós anarquistas não almejamos uma tomada do poder, pois não acreditamos que nenhuma forma de centralização do poder seja capaz de nos conduzir ao caminho da libertação, a destruição do fascismo passa pela destruição de sua possibilidade de existência. O principal vetor de existência do fascismo no mundo concreto são as relações concretas entre as pessoas. Portanto, seja o senhor de si mesmo, não se renda a servidão do capital e de suas manifestações totalitárias; não imponha suas verdades, não deixe que verdades se imponham a você: não seja um fascista! Thiago Carminati.

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