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Gênero textual - Editoria

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Gênero textual - Editoria

  1. 1. Gênero Textual EDITORIAL
  2. 2. “Bom de papo não é o que fala muito, mas é o que tem o que falar.” PROFESSORA SÍLVIA CLÁUDIA MARQUES LIMA Slide Brasil 2
  3. 3. Como escrever um editorial? Slide Brasil 3
  4. 4. EDITORIAL • Os bons jornais e revistas do país, em geral, buscam a imparcialidade – evitam misturar notícia com opinião. • O editorial pertence ao grupo de textos argumentativos, ou seja, aqueles que têm: • finalidade de persuadir o leitor a partir de argumentos consistentes: • Comparações, depoimentos de autoridades, dados estatísticos, de pesquisa, etc. . Slide Brasil 4
  5. 5. CONCEITO • No Editorial é um texto por excelência opinativo, veementemente opinativo (é o posicionamento da empresa de comunicação sobre determinado assunto), portanto é importante valorizar as estratégias de convencimento. Slide Brasil 5
  6. 6. CARACTERÍSTICAS • Expressa a opinião de um jornal ou revista a respeito de um assunto da atualidade. • Possui intenção de esclarecer ou alertar os leitores, persuadi-los, modificando seu ponto de vista a respeito de determinado assunto ou mobilizá-los para uma causa de interesse coletivo; • Estrutura organizada em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. • Desenvolvimento estruturado, a partir de exemplificações, comparações, depoimentos, pesquisas, dados estatísticos citações e retrospectivas históricas, etc.; • Linguagem clara, objetiva e impessoal; Slide Brasil 6
  7. 7. CARACTERÍSTICAS • Predomínio do padrão culto formal da língua; • Verbos, em geral, no presente do indicativo e na 3ª pessoa do singular. • A edição de editoriais começa, como qualquer matéria jornalística, pela captação de informações concretas. • Como se dá a captação de elementos para um Editorial? Pelo acompanhamento do que acontece no nosso meio e no mundo, e por uma apurada percepção do que é tema de relevância no momento. • Esta percepção só é possível se o Editorialista sintoniza emissoras com programação jornalística, pela leitura de jornais diários, revistas semanais e consultas a sites da Internet. Tudo interessa ao Editorialista. Slide Brasil 7
  8. 8. CARACTERÍSTICAS • A partir desta leitura generalizada, selecionará seus recortes, as anotações de caderneta para a elaboração do Editorial; • Opinião, para ter credibilidade, precisa de argumentos consistentes. Para isso a opinião deve vir seguida de um exemplo concreto; ou, um exemplo concreto seguido de uma opinião. • Ao leitor não interessa nossas impressões, interessa a crítica ou a defesa embasada; • O leitor quer crítica contextualizada Slide Brasil 8
  9. 9. CARACTERÍSTICAS • A partir desta leitura generalizada, selecionará seus recortes, as anotações de caderneta para a elaboração do Editorial; • Opinião, para ter credibilidade, precisa de argumentos consistentes. Para isso a opinião deve vir seguida de um exemplo concreto; ou, um exemplo concreto seguido de uma opinião. • Ao leitor não interessa nossas impressões, interessa a crítica ou a defesa embasada; • O leitor quer crítica contextualizada Slide Brasil 9
  10. 10. Estratégia de construção de um Editorial Parágrafo 1 - Apresentação do tema (situando o leitor) e já com um posicionamento definido. Ser didático ao apresentar o assunto ao leitor. Parágrafo 2 - Contextualização do tema, comparando com a realidade e trazendo as causas e indicativos concretos do problema. Mais uma vez, posicionamento sobre o assunto. Parágrafo 3 - Análise e as possíveis motivações que tornam o tema polêmico (ou justificativas de especialista da área). É preciso trazer dados factuais, exemplos concretos que ilustram a argumentação. Parágrafo 4 - Conclusivo, com o posicionamento crítico final, retomando o posicionamento inicial sem se repetir.  O bom arremate opinativo é aquele que retoma o tema e traz uma projeção, aponta para uma solução, dá uma "sugestão", indica um caminho ancorado em exemplos concretos. Slide Brasil 10
  11. 11. Slide Brasil 11 Exercitando
  12. 12. Propaganda a ser limitada É grande a força do lobby de cervejarias, TVs e e agências de propaganda. Mais uma vez, conseguiu evitar que a publicidade de cervejas fosse equiparada às demais bebidas alcoólicas e proibida das 6h às 21h. O projeto de lei restituindo um pouco de lógica à legislação que regula a propaganda de álcool estava pronto para ser votado. Mas um acordo entre parlamentares e governo conseguiu retirar a proposta, que agora fica sem prazo para ir ao plenário. A julgar pelos precedentes, isso dificilmente ocorrerá antes dos jogos olímpicos ou quem sabe da Copa de 2014. Em termos de saúde pública e ciência, não há justificativa para tratar a publicidade de bebidas alcoólicas de qualquer gradação de forma diversa da do tabaco, que é vedada totalmente. O álcool é uma droga psicoativa com elevado potencial para provocar dependência. Estudo da Organização Mundial de Saúde atribui ao abuso etílico 3,2 % das mortes ocorridas no planeta(cerca de 1,8 milhão de óbitos anuais). Metade delas tem como causa doenças, e a outra metade, ferimentos. No Brasil, dados da secretaria Nacional antidrogas (2005) apontam que 12% da população entre 12 e 65 anos pode ser considerada dependente. Slide Brasil 12
  13. 13. Não se trata de proibir o uso de álcool, mas esses números deixam claro, por outro lado, que ninguém deveria ser estimulado a beber. A propaganda é uma atividade legítima para a esmagadora parte dos produtos e serviços existentes. O caso das drogas lícitas é uma exceção. A constituição Federal, em seu artigo 220, prevê restrições a esse tipo de publicidade. Não faz, portanto, sentido a campanha que a Associação Brasileira de Agências de Publicidade mantém desde o final de abril afirmando que restrição à publicidade de cervejas teria o mesmo efeito que proibir “a fabricação de abridores de garrafa”. Louvar as atitudes reais ou imaginárias de abridores de garrafa não costuma levar jovens a consumir quantidades crescentes de drogas psicotrópicas. Já a propaganda de cerveja o faz. (Folha de São Paulo, 11/5/2008.Licenciado por Folhapress.) Slide Brasil 13
  14. 14. Exercitando o Editorial O editoriais abordam um tema do momento, que está em discussão na sociedade. a) Qual é o tema abordado pelo editorial em estudo? R = O fato de que a publicidade de cerveja não ser equiparada à das demais bebidas alcoólicas. b) Por que esse tema estava sendo debatido no Brasil naquele momento? R= Porque o projeto de lei que regula a propaganda de álcool teve sua votação adiada, devido a um acordo entre parlamentares e governo. c) Quais os argumentos contrários à liberação da propaganda de cervejas? R= ‘Em termos de saúde…’ ‘Louvar as virtudes…’ d) Qual é a ideia principal que o texto desenvolve? R= A ideia de que a cerveja deve ter, na publicidade, o mesmo tratamento que têm outras drogas, como o tabaco. Slide Brasil 14
  15. 15. Exercitando o Editorial e) No 4º e 5º parágrafos, o autor apresenta dois argumentos consistentes para fundamentar o seu ponto de vista. Quais são eles? R= No 4º parágrafo, vale-se do argumento de que o álcool provoca dependência, doenças e acidentes. No 5º parágrafo, de que a Constituição Federal, em seu artigo 220, prevê restrições à publicidade de drogas. f) No 6º e no 7º parágrafos, o texto cita e rebate o ponto de vista e o argumento de uma campanha. Que Argumento dessa Campanha é combatido? R= O argumento de que restringir a publicidade de cervejas é o mesmo que proibir a fabricação de abridores de garrafa. g) Que argumento é utilizado para contra argumentar? R= O de que os anúncios de abridores de garrafa não estimulam o consumo de bebida alcoólica, mas os de cerveja sim. h) Nos editoriais, a conclusão ocorre no último parágrafo e apresenta uma síntese das ideias expostas ou uma sugestão ou proposta para a solução do problema abordado. Nesse editorial a conclusão apresentou o que? R= Uma conclusão do tipo síntese. Retomando a ideia de que os anúncios de cerveja estimulam o consumo do álcool. Slide Brasil 15
  16. 16. Mínimo esforço Reforma do ensino básico exige renúncia a soluções fáceis, da crença no poder da tecnologia à ideia de educação só como prazer. A discussão sobre a falência do ensino básico, no Brasil, resvala com facilidade para as falsas questões. Soluções dispendiosas, como o uso de computadores na sala de aula, ganham ares de panaceias definitivas -até serem fulminadas pelo teste implacável da empiria, como mostrou estudo do economista Naercio Menezes Filho noticiado nesta Folha. Professor da USP e do Ibmec-SP (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), Menezes Filho investigou as variáveis que mais explicam o bom desempenho escolar. Tomou por base os testes do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) com alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio. Verificou que a informática na escola não melhora nem piora os resultados de seus alunos no Saeb. Escolaridade e salário dos professores tampouco exercem peso significativo, segundo o estudo – uma conclusão destinada a gerar controvérsia, decerto. Maior influência apresentam a idade de entrada no sistema educacional e a quantidade de horas-aula. Alunos que passaram por creches e pré-escola e ficam mais tempo na escola, a cada dia, apresentam desempenho significativamente superior. Por isso a Folha incluiu os dois quesitos no conjunto de metas nacionais, até o ano 2022, aqui elencadas no editorial "O básico em educação" (22/4): 80% das crianças de 0 a 3 anos com acesso a creches (hoje são 13%) e 90% dos alunos com aulas por 6 horas diárias (1,2%, atualmente). Não se conferiu prioridade a computadores nas escolas, mesmo sendo objetivo desejável. Slide Brasil 16
  17. 17. Prioridades são prioridades, afinal. Uma das mais prementes, contudo, se mostra refratária à expressão na forma de uma meta quantificável: pôr fim à lei do mínimo esforço, à crença de que a educação possa ter sucesso sem empenho e disciplina. No gabinete dos tecnocratas, bastaria recorrer a fórmulas mirabolantes. Na sala de aula, à criatividade lúdica, ao espírito crítico e ao universo cotidiano do aluno. O restante viria como que por gravidade, cada estudante percorrendo à própria revelia as etapas necessárias do desenvolvimento cognitivo descritas nalgum esquema abstrato. O fracasso está aí, à vista de todos, para provar que não pode funcionar um ensino em que professores são reduzidos a meros facilitadores, ainda por cima mal pagos e sobrecarregados com jornadas extensas. Veem comprometida a condição de autoridade encarregada de exigir dedicação nas tarefas e civilidade no trato com os colegas, responsabilidade encarada por muitos como ônus a evitar (dificuldade partilhada com vários pais, de resto). Pode-se discutir indefinidamente se é ou não o caso de retroceder à obrigação de decorar todos os afluentes do Amazonas. Para pôr termo ao descalabro do ensino básico, entretanto, é preciso retomar princípios básicos da educação, a começar pelo combate à noção vigente de que se possam realizar conquistas sem esforço proporcional. EDITORIAL Folha de S. Paulo 24/4/2007 Slide Brasil 17
  18. 18. Slide Brasil 18 O Brasil ontem e o atual O Brasil de 2012 pouco lembra o de 1972. No auge dos anos de chumbo, democracia era uma palavra existente apenas nos sonhos da esquerda, a diminuta sociedade de consumo se contentava em comprar só produtos nacionais e o divórcio existia somente nos dicionários.
  19. 19. Nos últimos anos, elegemos um sociólogo, um metalúrgico e uma ex-guerrilheira para a presidência, os importados invadiram as prateleiras e o fim do casamento deixou de ser tabu. Nesse período, a população também se tornou mais velha, mais alfabetizada e menos religiosa. O País evoluiu rumo a padrões semelhantes ao de nações desenvolvidas, com menos desigualdade e uma classe média grande e pujante. Slide Brasil 19
  20. 20. A maior mudança das últimas décadas ocorreu no perfil etário nacional. Éramos um País de jovens, agora caminhamos para ser um País de idosos. As crianças e adolescentes com idade inferior a 14 anos representavam cerca de 40% da população em 1970 e hoje são 24%. “A redução de pessoas em idade escolar significa uma enorme estrutura de ensino e um bom quadro de professores para menos alunos. Facilita, por exemplo, a abertura de turnos integrais”, afirma o demógrafo Frederico Luiz Barbosa de Melo, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Isso ajuda a explicar o substancial aumento da alfabetização. Hoje, 91% dos brasileiros com mais de 10 anos sabem ler e escrever, contra 66% 40 anos atrás. Apesar de a qualidade do ensino público deixar a desejar, a simples existência da estrutura escolar tem impacto positivo por vários anos. Além disso, como as famílias têm cada vez menos filhos, há mais recursos para investir na educação de cada criança. O rápido envelhecimento populacional, porém, é um desafio. A expectativa de vida saltou de 53,4 para 73,4 anos em quatro décadas. As pessoas com mais de 60 anos atualmente são 12% da população e em 2050 representarão 30% do total. O efeito mais evidente dessa tendência é o aumento da pressão sobre a Previdência Social, que precisa oferecer benefícios como aposentadoria a uma quantidade cada vez maior de pessoas enquanto diminuem os contribuintes em idade economicamente ativa. “As soluções podem ir do aumento das exigências para receber os benefícios à diversificação das fontes para conseguir os recursos”, explica o demógrafo Melo. Slide Brasil 20
  21. 21. O sistema de saúde também sofrerá impactos. “O Brasil conseguiu combater as doenças infantis, mas agora a questão é oferecer tratamento às doenças da velhice, como males do coração, e isso é muito mais difícil e mais caro”, diz ele. A intensa urbanização de áreas remotas do País é outra marca das últimas décadas. Em termos gerais, a população urbana saltou de 70% para 84% do total. Porém, em regiões historicamente menos desenvolvidas no Norte e no Nordeste a transformação foi expressiva e rápida. O Acre, por exemplo, contava com menos de 30% de seus habitantes em cidades em 1970. Hoje a situação se inverteu e 73% dos acreanos vivem em núcleos urbanos. Slide Brasil 21
  22. 22. Também houve uma acelerada alteração no perfil religioso nacional. O número de católicos, que levou 100 anos para cair de 99% da população, em 1872, para 92%, em 1970, sofreu uma queda brusca em apenas quatro décadas. Segundo o Censo 2010 divulgado este ano, atualmente 64% das pessoas dizem seguir a Igreja de Roma no País. “Se essa tendência for mantida, em 2030 os católicos serão menos da metade dos brasileiros”, diz José Eustáquio Diniz Alves, professor titular do mestrado em estudos populacionais e pesquisas sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence/IBGE). Esse rebanho, em sua maioria, deixou de ter religião ou se tornou evangélico. “As igrejas evangélicas criaram estruturas para atender as periferias das grandes cidades e ainda conseguiram ‘customizar’ a fé, criando igrejas para homossexuais ou para surfistas, por exemplo”, explica ele. De todas as transformações, porém, nada tem sido mais comemorado do que a ascensão econômica do brasileiro. Nos anos que se seguiram a 1970, as pessoas ainda estavam chegando do campo, saindo de lugares sem energia e sem água para as cidades. Eram ajudados por comunidades da Igreja e outras associações. Nos anos 1980, houve uma recessão tão forte que essa época ficou conhecida como a “década perdida”. Apenas nos anos 1990, quando a inflação foi domada pelo Plano Real, o Brasil reencontrou o eixo para o crescimento da economia. Os últimos dez anos foram marcados pela inclusão social. Mais de 30 milhões de pessoas subiram para as classes A, B e C – e, desse contingente, 20 milhões saíram da pobreza. Agora, 53% da população são de classe média. O Brasil de 2012 é mais democrático, mais justo e mais rico. Fonte: Revista On line Isto é Independente – Especial 40 anos.Ed. 2242. 26 de outubro de 2012. Disponível em >http://www.istoe.com.br/reportagens/248786_COMO+ANDOU+O+BRASIL?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage.> Acesso em 09. Nov. 2012. Slide Brasil 22
  23. 23. Slide Brasil 23 Oferecido por Slide Brasil Distribuição: Slide Brasil Escrito por: Sílvia Cláudia Designer: Robson Melo Para baixar este slide acesse: www.slidebrasil.blogspot.com

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