Piaget e a teoria psicogenética

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Apresentação do psicólogo Thiago de Almeida (www.thiagodealmeida.com.br) sobre Piaget e sua teoria psicogenética

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Piaget e a teoria psicogenética

  1. 1. Piaget e a teoria psicogenética Prof. Mestre Thiago de Almeida www.thiagodealmeida.com.br
  2. 3. Jean Piaget foi um dos investigadores mais influentes do séc. 20 na área da psicologia do desenvolvimento. Piaget acreditava que o que distingue o ser humano dos outros animais é a sua capacidade de ter um pensamento simbólico e abstrato. Piaget acreditava que a maturação biológica estabelece as pré-condições para o desenvolvimento cognitivo. As mudanças mais significativas são mudanças qualitativas (em gênero) e não qualitativas (em quantidade).
  3. 4. Epistemologia Genética <ul><li>Piaget chama de epistemologia a sua teoria do conhecimento porque está centralizada no conhecimento científico. E também de genética porque, além de atentar-se no como é possível alcançar o conhecimento - ele estuda as condições necessárias para que a criança (bebê) chegue na fase adulta com conhecimentos possíveis a ela. Disto, surge o termo em Piaget epistemologia genética ou psicogenética . </li></ul>
  4. 12. Esquemas de ação <ul><li>São formas como o ser humano interage com o mundo. São considerados o motor do conhecimento. Neste processo, ele organiza mentalmente e realidade para entendê-la, desenvolvendo a inteligência. Baseadas nestes esquemas que as pessoas constroem as estruturas mentais que possibilitam o aprendizado. As formas de interação evoluem progressivamente conforme a faixa etária e as experiências individuais. </li></ul>
  5. 22. NASCIMENTO SENSÓRIO-MOTOR PRÉ-OPERATÓRIO OPERATÓRIO-CONCRETO 2 anos 6-7 anos 11-12 anos OPERATÓRIO-FORMAL Coordenação dos primeiros esquemas Organização do corpo Construção do objeto permanente Jogos de Imaginação Brinquedo Faz-de-conta Egocentrismo Intelectual Gênese do número Lógica de classes Capacidade de seriação Adaptação ao real Hipóteses e deduções O pensamento conduz o real Realização de operações sob operações
  6. 23. NASCIMENTO SENSÓRIO-MOTOR Formação do Símbolo PRÉ-OPERATÓRIO A gênese do número OPERATÓRIO-CONCRETO 2 anos 6-7 anos 11-12 anos Da lógica da criança à lógica do adolescente OPERATÓRIO-FORMAL SENSÓRIO-MOTOR PRÉ-OPERATÓRIO OPERATÓRIO CONCRETO OPERATÓRIO-FORMAL AUMENTO DE EXTENSÃO E COMPREENSÃO EQUILIBRAÇÃO MAJORANTE
  7. 24. A teoria psicogenética desperta nos educadores enormes interesses devido a vários fatores, por: <ul><li>descrever as características do pensamento sensório-motor, pré-operatório, concreto e formal; </li></ul><ul><li>apresentar uma análise sistemática da gênese das noções básicas do pensamento racional (espaço, tempo, causalidade, movimento, lógica das classes, lógica das relações, etc.) ; </li></ul><ul><li>abordar como se dá o desenvolvimento e aprendizagem ; </li></ul><ul><li>explicar como se dá assimilação e acomodação conflito cognitivo. </li></ul>
  8. 26. Fase sensório-motora <ul><li>A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento. </li></ul><ul><li>Exemplos: O bebê pega o que está em sua mão; &quot;mama&quot; o que é posto em sua boca; &quot;vê&quot; o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca. </li></ul>
  9. 45. Fase pré-operatória <ul><li>Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio anterior (sensório-motor). A criança deste estágio: </li></ul><ul><li>É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro. </li></ul><ul><li>Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos &quot;por quês&quot;). </li></ul><ul><li>Já pode agir por simulação, &quot;como se&quot;. </li></ul><ul><li>Possui percepção global sem discriminar detalhes. </li></ul><ul><li>Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos. </li></ul><ul><li>Exemplos: Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações. </li></ul>
  10. 59. Operatório concreto <ul><li>A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração. desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade). </li></ul><ul><li>Exemplos: despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de &quot;refazer&quot; a ação. </li></ul>
  11. 70. Operatório formal <ul><li>A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade. Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas. </li></ul><ul><li>Exemplos: Se lhe pedem para analisar um provérbio como &quot;de grão em grão, a galinha enche o papo&quot;, a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos. </li></ul>

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