Resumo do Livro "O Teorema do papagaio" de Denis Guedj

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Resumo por capítulos do livro "O Teorema do papagaio" de Denis Guedj

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Resumo do Livro "O Teorema do papagaio" de Denis Guedj

  1. 1. EE Professor João Cruz Resumo do livro “O Teorema do Papagaio” De Denis Guedj Professores: Carlos Narita Maria Piedade Teodoro da Silva Alunas: Ana Paula Sales Bianca Alves Thalita Dias Tifany Alves
  2. 2. Objetivo O objetivo do trabalho sobre o livro “O Teorema do Papagaio” de Denis Guedj, é contar resumidamente o que se passa ao longo do livro por capítulos, promover o estudo da matemática, filosofia e principalmente a Literatura, e acima de tudo informar aos alunos a importância e a longa história da matemática.
  3. 3. Biografia Denis Guedj, nascido em 1940 em Sétif, morreu em Paris em 24 deabril2010, é um escritor e matemático francês. Professor da Universidade de Paris VIII, ele também era um ator e escritor. É um dos fundadores, com Claude Chevalley, do Departamento de Matemática do Centro de Vincennes experimental University, originalmente a Universidade de Paris VIII, desde sua fundação em 1969. Ele ensina a história da ciência e epistemologia , e comprometidos com a ideia de universidade popular, recusou qualquer participação na gestão ou administração da instituição. Autor de ensaios e romances que caracteriza a ciência, matemática e história, ele trabalhou para o jornal Liberation 1994-1997 para artigos na seção Eureka ciência que foram reunidas para formar o livro de livre não vale nada. Ele alcançou o sucesso em 1998 com a publicação do romance Teorema do Papagaio -traduzido para vinte idiomas- que traça o nascimento da matemática e que sucedeu outro sucesso como em 2000, o mundo m que diz como o sistema métrico é necessário durante a Revolução Francesa, ou zero, em 2005, o que explica a invenção do nulo por cinco encarnações de uma mulher. Em 2009, ele participou do protesto inicial, reunindo professores e alunos, chamado "Round infinito obstinado" que bate as ruas de Paris na Place de Greve para 1.001 horas para protestar contra a lei sobre a liberdade e as responsabilidades das universidades (chamado LRU).
  4. 4. 1 Nofutur Max um garoto de onze anos, todos os sábados ia ao Mercado da Pulgas, e em todas as suas idas ele sempre voltava com algum objeto valioso. Em uma dessas idas ele se depara com dois homens que estavam brigando, nervosíssimos por um papagaio, no entanto ele decide entrar no meio da briga e fugir com o papagaio para casa. O papagaio fedia e tinha dificuldade de ficar com o olho aberto, tinha patas escuras e a sua plumagem verde estava manchada, na sua testa havia um ferimento sério. Max lavou o papagaio e cuidou do seu ferimento, mas quando foi limpar seu bico, o papagaio voou pousando sob a lareira e adormecendo instantaneamente. Enquanto isso acontecia, no mesmo instante na RueRavignam, o sr. Ruche recebe uma carta com um selo grande vindo do correio brasileiro, postada a várias semanas antes, tudo indicava que a carta teria vindo de Manaus, mas o sr. Ruche não conhecia ninguém de Manaus e nem do Brasil. Depois de ler a carta ele descobre que foi seu antigo amigo da universidade,ElgarGrosrouvre quem lhe mandou a carta, mas o que será que Grosrouvre foi fazer na Amazônia?. Na carta Grosrouvre comunica que esta mandando para o amigo uma coleção enorme de obras matemáticas, onde se encontra todas as joias dessa literatura, algumas são originais de às vezes cinco séculos de vida, mas nem todas foram conseguidas através de meios lícitos por Grosrouvre. Mal sabe o sr. Ruche a reviravolta que o espera. 2 Max, O Eólico Max estava sozinho na sala, observando o papagaio que continuava ali parado, dormindo num sono reparador, parecendo que mergulhara em um coma irreversível. Certificando-se de que ninguém havia entrado na sala começou a conversar com o animal, contando como era a sua vida de surdo, que só escutava o que diziam se estivesse olhando; e de como ele queria se afastar dele mesmo, ao contrario de seus irmãos gêmeos Jonathan e Lea que pareciam ser uma pessoa só. Max fazia ruídos de sons para o papagaio, imitando a água da fonte do pátio e o rangido da cadeira de rodas do sr. Ruche, tentando explicar para o animal que ele, como todos os humanos, só repete o que ouve.
  5. 5. Quando todos estavam jantando na mesa da sala, o papagaio de repente gritou: “Só falo na presença de um advogado”. Mas como não tendo visto nada, Max não ouviu, apenas desconfiou de algum barulho; todos viraram-se para o papagaio assustados, pois achavam que o animal não falava, e começaram a rir e a se perguntar o porque ele havia dito aquilo; ao final o papagaio estava apenas pedindo abacate para comer. Por causa do aparente esquecimento do animal, resolveram chamá-lo de Nofutur (“sem futuro” em inglês). Ainda na mesa, Perrette, mãe dos garotos, decide revela-los a verdadeira identidade de cada um de seus filhos, e conta a eles a mudança que aconteceu em sua vida depois da chegada de seus filhos e do sr. Ruche; deixando as crianças, ou melhor, os adolescentes, muito intrigados. 3 Tales, O Homem da Sombra Era domingo de manhã, Jonathan havia acabado de acordar e pensou que estava tendo alucinações; estava ouvindo alguém contando a história de Tales de Mileto, pensou que fosse o rádio, não era; correu para a porta e viu Léa igualmente pasma, percebeu que era Nofutur contando a história. Léa não ficou satisfeita em ser acordado cedo pelo papagaio, desceu as escadas e foi reclamar com o sr. Ruche, que fingia ler seu jornal matinal. Depois de algumas discussões, Léa teve curiosidade em saber quem foi Tales, e o sr. Ruche, feliz por ter conseguido o que queria começou a explicar. Depois de apresentar-lhes Tales, sr. Ruche estava decidido a não parar mais; só precisava refrescar a memória sobre a dimensão e as obras do matemático, então correu para a Biblioteca Nacional. Após algumas manhãs na Biblioteca Nacional, o sr. Ruche já tinha um caderno de anotações com tudo que precisava ser relembrado. Uma certa manhã de muito calor, Jonathan e Léa resolveram ir ao cinema assistir um filme para ficarem mais animados. Na hora de ir embora, Max esperava-os na livraria, fazendo sinal para que se apressassem levou-os ao ateliê, onde o sr. Ruche apresentaria para todos a primeira seção; o espaço estava irreconhecível, o chão coberto de tapete com finas esteiras de palha, Nofutur estava em cima de um tamborete e lá no fundo estava o sr. Ruche sorrindo discretamente. Todos se instalaram em seus devidos lugares, e Nofutur sério como um papa
  6. 6. deu introdução ao assunto, quando terminou de falar, sr. Ruche prosseguiu o assunto deixando todos boquiabertos com a história de Tales. 4 A Biblioteca da Floresta Bateram na porta, o sr. Ruche abriu era um sujeitinho da Patrulha da França com um papel na mão, os livros que Grousrouvre havia enviado tinha chegado, sã e salvos direto do Brasil para a França. Eram muitas caixas lotadas até a boca, Perrette incrédula correu para ver também os livros de perto; nas caixas não haviam nenhuma etiqueta de indicação do conteúdo das caixas, o que dificultaria a arrumação dos livros nas estantes. Sr. Ruche estava num estado de intensa excitação, seus olhos brilhavam e sua vontade de arrumar a biblioteca imediatamente era muito grande, mas ele teve que adiar seu desejo, pois precisava estabelecer um princípio de arrumação para a “Biblioteca da Floresta”. Depois de muito pensar, sr. Ruche decidiu fazer a organização da biblioteca através dos grandes períodos matemáticos, mas para isso ele deveria estudar e se aprimorar nos assuntos. Max foi em um estande comprar ração, e levou Nofutur em seu ombro; lá ele observava os animais a venda, e prestava atenção nas conversas das pessoas, quando percebeu uma conversa entre um casal de compradores e um vendedor sobre papagaios, ficou atento. O casal queria saber como diferenciar o sexo de um papagaio, o que o atendente respondeu que se diferencia pelo tamanho da cabeça do animal. Quando Max foi passar a ração no caixa, a mulher começa a fazer várias perguntas a respeito do papagaio e Max não responde, a mulher elogia muito o animal e diz para Max que ele é um amazonas de testa azul e vale uma fortuna, um dos melhores faladores que há. Max fica desconfiado e saí logo do mercado, se esconde em uma banca de jornal, e vê a mulher olhando da porta furiosa com um celular no ouvido, como se estivesse procurando alguém. 5 O Pessoal Matemático de Todos os Tempos Sr. Ruche estava agoniado com os livros todos espremidos em caixas como sardinha, ele precisava fazer uma arrumação logo, mas para isso ele teria que voltar à Biblioteca Nacional. Marcou com Albert, seu motorista, para leva-lo na manhã seguinte.
  7. 7. Voltou a Biblioteca e dessa vez não podia perder tempo, eram 2500 anos de matemática para organizar. Pegou o seu caderno, molhou a pena no tinteiro e pôs-se a separar tudo em períodos, só assim sua organização seria mais rápida. Foram quatro longas seções na Biblioteca Nacional para que sr. Ruche conseguisse anotar todos esses longos anos da matemática por ordem. As vezes nem mesmo ele entendia o que estava escrevendo. Depois de todo o esquema de arrumação pronto, era de manhã e sr. Ruche colocaria a sua arrumação em prática; não havia ninguém a não ser Perrette em casa para ajuda-lo, seus rostos estavam iluminados frente aquelas grandes caixas. Quando abriram as caixas tiveram vontade de se abraçar, as obras quase todas eram edições originais com mais de cinco séculos; além do mais, algumas vinham acompanhadas de notas manuscritas, desenhos e estampas, uma verdadeira obra de arte. Era o melhor opus matemático de todos os tempos, as melhores obras matemáticas já reunidas. 6 A Segunda Carta de Grosrouvre Um beija-flor de penas enormes ocupou um grande envelope na carta que Grosrouvre enviou ao sr. Ruche, ele estava explicando alguns acontecimentos; a carta era muito extensa e explicativa e as vezes Grosrouvre mostrava-se arrependido, mas queria algumas respostas também. O sr. Ruche descobriu então que Grosrouvre foi seu único amigo de verdade, e ele já tinha o perdido pela segunda vez, uma das frases que mais marcou esse capítulo é quando ele disse “Sua raiva não pode impedir sua tristeza” então concluímos que ele estava muito magoado. Apesar do livro “O Teorema do Papagaio” ser de matemática e abordar tamanha história sobre a matemática, esse é um dos capítulos que tem muito dessa matéria. Enfim, o sr. Ruche ficou muito emocionado por receber uma carta tão bonita de seu querido amigo Grosrouvre. Outra coisa que evidencia-se nesse capítulo é a matemática que esta sendo abordada na carta, e as diversas situações em que podemos utilizar a matemática. Talvez a melhor parte é quando na carta, Grosrouvre nos conta porque se apegou tanto a Pitágoras, um matemático importante que inventou a palavra
  8. 8. “amizade”. 7 Pitágoras, o homem que via números em toda parte Pitágoras de Samos foi um filósofo e matemático grego, era obcecado por números, a matemática para ele era uma parte de seu cotidiano. Foi fundador de uma escola de pensamentos grega, denominada em sua homenagem Escola Pitagórica. Nesse capítulo Pitágoras conhece Grosrouvre como conhecia o sr. Ruche depois de ler a carta que seu amigo lhe fizera. Pitágoras inventou a filosofia em questão, ele poderia ter parado por aí, mas ele quis persistir em procurar a conhecer novas experiências. Quando Pitágoras conseguiu sua vitória, ele decidiu viajar e então ficou alguns dias na Jônia, próximo de sua terra natal. Nesse capítulo também fala que depois de muito tempo os persas invadiram o país e ele é feito um prisioneiro, além de ser levado para a babilônia. Pitágoras odiava os tiranos, e o que mais chamou atenção também, é que Pitágoras de Samos fora aluno de Tales de Mileto por alguns anos. Destaca-se que sr. Ruche escreveu algumas fórmulas de Pitágoras. Esse é um capítulo um pouco complicado de compreender, talvez por ser escrito de uma forma confusa e misturar matemática com filosofia. 8 Da impotência à segurança, os números irracionais Esse capítulo é mais uma continuação que fala bastante de Pitágoras também. Logo após a sessão de Pitágoras que fora longa e cansativa. Perrette falou de maneira tão brutal com o sr. Ruche, mas depois pensara no que fez. Nesse capítulo é onde começa a ideia de ir ao Rio. Eles conversaram sobre como é o Ria, se havia mudado muito e como havia ficado, de uma certa forma agora eles estavam se entendendo como era difícil, mas não impossível. Perrette contou aos demais que Síerores foi destruída pelas tropas de Crotona. Mas quem começou tudo isso foram os pitagóricos, deixou bem claro, mas ele só estava se recordando. Esse capítulo nos deixou supresas, por acontecer coisas que para um leitor como nós as vezes não parece ser possível. É um capítulo um pouco complicado, mas as partes que explicam a matéria de matemática ficaram bem claras, por conter ilustrações bem explicativos.
  9. 9. Aborda segmentos notáveis também e além disso desenvolve-se quase no fim do capítulo uma discussão matemática que nos faz refletir e aprender com a mesma. Garanto que nenhum leitor lê esse capítulo e passa despercebido, a gente pode ler uma, duas, três, quatro vezes e em cada leitura teremos novos aprendizados. 9 Euclides, o homem do rigor Nesse capítulo evidencia-se o fim da arrumação da Biblioteca da Floresta. Os egípcios apareceram para fazer fortuna, os judeus se alistaram ao exército do Rei Ptolomeu, e houve também uma confusão percorrida por canais e pavimentada por pedras. Demétrio foi o fundador que fez a glória de Alexandria: O museu e a grande biblioteca. Euclides de Alexandria, nasceu na Síria e estava em Atenas. Foi um dos matemáticos mais importantes da Grécia clássica e de todos os tempos. Em Alexandria eles tentavam deixar a biblioteca o quanto mais bela, isso era melhor para todos, pois era considerada a última; o museu era dedicado as musas. Nesse capítulo uma caçada incrível foi flagrada pelas autoridades alexandrinas os caçadores de livros; os soldados revistam as bagagens dos passageiros quando o navio chegou no porto de Alexandria. Também fala que Euclides é o pai da geometria em quais sejam as hipóteses. Demétrio de Falero, não estava mais vivo para assistir ao triunfo de sua biblioteca ao fim da reforma. Nesse capítulo um dos maiores destaques, é o esforço para se conseguir a biblioteca em meio a tantos obstáculos. 10 O encontro de um cone com um plano Esse capítulo é inconfundível. Talvez seja um dos capítulos do livro que mais aborda a matemática tão profundamente. O sr. Ruche adicionou o projetor de transparências para ensina-los sobre circunferência, elipse, parábola e hipérbole; cada uma dessas tem uma figura que são diferentes umas das outras, algumas tem somente uma linha, outras dois ramos etc. Todos entraram em um acordo, e cada um explicou um desses tópicos, Nofutur
  10. 10. anunciou a parábola. O título desse capítulo condiz muito com a escrita, pois fala bastante das circunferências entre si. Usando objetos geométricos para o estudo, para explicarem, cada objeto utilizado tinha a forma de um desses elementos. Quando toda essa explicação acabou, uma turbulência começou e várias surpresas apareceram em forma de avisos matemáticos. Cleópatra apareceu e depois sumiu de novo. A princesa do rio Nilo também. Muitas suspeitas de Alexandria se evidenciaram, e sr. Ruche começou a contar sobre o império de Alexandre, que se fundiu com o império Romano. Esse é um dos capítulos que traz muitas surpresas e revelações para o leitor. 11 Os três problemas da RueRavignan Morte de Grosrouve: incidente, criminal ou suicídio? Eis a questão. Era natal e Perrette caprichou na maquiagem, com os olhos azuis e unhas vermelhas de deixar Nofutur com inveja. Os três grandes problemas da antiguidades era a duplicação do cubo, trisseção do ângulo e quadratura do círculo. As dúvidas começaram a partir da duplicação do altar do consagrado o Apolo na ilha de Delos. Jonathan fitava a mãe com os olhos bem arregalador. Nunca teria imaginado que ela pudesse se exaltar por uma história de cubos. Todos se juntavam e puseram mãos "a obra, decididos dessa vez a satisfazer o orciculo. Os Atenienses não compreendiam porque não conseguiam resolver esse problema que parecia tão simples. Aquistas de Tarento fazendo a interseção de três superfícies, um cone, um cilindro e toro. Já Meneco, utilizou duas crônicas: hipérbole e parábola. Mas o primeiro que ousou transgredir a lei da régua e compasso foi Hipias de Elis, o sofista. 12 Os obscuros segredos do IMA O Sr. Ruche sofria de insônia mas quando conseguia dormir só acordava de manhã, porem naquela noite nao aconteceu nada desse jeito. Ele acordou no meio da noite e estava convencido que Grosrouvre lhe dirigia uma mensagem. Sua cabeça fervia e teve a ideia de ler já carta escrita por Grosrouvre que dizia: "Para me referir a mesma juventude, toda vez que eu escondia algo, você dava um jeito de descobrir". Sr. Ruche tentava resolver esse enigma, leu todas as
  11. 11. cartas atentamente e descobriu que seu velho amigo não queria esconder nada dele, e sim de pessoas com intenções malévolas, isso mostra o valor da cumplicidade dos dois. 13 Bagdá durante A álgebra não nasceu na Grécia, o Sr. Ruche começou a contar uma história para Jonathan e Léa na primeira sessão foi ano. Explicou que álgebra, quando não se sabe se vai. Quando Sr. Ruche no ateliê está contando entra um forte cheiro de incenso anunciando as vagas de sons suaves de um instrumento de cordas. Logo em seguida Sr. Ruche explica a história de Bagdá que tudo começou no ano 773 quando apos uma viagem que nunca acabava, uma caravana cheia, vindo das Índias apresentou-se as portas de ModinalolSolan, a cidade da paz. 14 Bagdá depois Jonathan e Léa viajavam para a Manaus, graças aos mapas e guias. Tudo por causa de uma certa carta de Grousrouvre, e segundo o sr. Ruche, seria ali que achariam as respostas que tanto queriam. A ficha de Grosrouvre começava com as seguintes palavras: ' Sharaf é o continuador das obras de Omar Kayyaam...." Estava claro, Grosrouvre abria o jogo. Sharaf al-Din al-Tusi continuou de fato, o estudo geométrico das equações de terceiro grau. O que levou a se lançar no estudo das curvas. Vê-se como ele estava à frente do seu tempo. Se Sharaf era o al-Tusi certo, que informações relativas de ManausGrosrouvre queria lhe comunicar ? De uma forma geral, o sr. Ruche resolveu pesquisar sobre nassir al Din al Tusi. Sempre lendo a ficha, o sr. Ruche aprendeu como, do circulo, a trigonometria passou ao triangulo estabelecendo relações entre os ângulos e os lados. Com isso ela oferecia um meio precioso para passar da medida do angulo à medida dos lados, e viceversa. Apreciou a dupla passagem " curva-reta" no circulo e "angulosegmento". Para estabelecer essas tabelas de maneira mais complexa possível, os matemáticos árabes precisavam criar uma teoria, acrescentava Grosrouvre. O que os levou a constituir famosas formulas de trigonometria, terror de tantos colegiais. cos(a+b) = cos a x cos b - sen a x sen b sen(a+b)=
  12. 12. sen a x sen b - sen b x cos a etc. O sr.Ruchesaiu do quarto-garagem, mas não sem antes enfiar sua peliça. Peliça cortada meia altura. 15 Tartaglia, Ferrari. Da espada ao veneno Na sua cidade todos os meninos o apelidava de Tartaglia, Nicolo tinha 12 anos e era gago, muito pequeno e pobre não tinha dinheiro para pagar um médico para sua mãe em casa. Ele sabia tudo sobre aprender com "obras de defuntos" em que Sr. Ruche não teve vontade de organizar uma sessão. Fibonacci inventou a noção matemática de sequência de números, também fala que adquiriu um grande interesse pela multiplicação. 16 Igualdade Robert Record que se debruçava sobre uma folha carregada de números e letras e pensava e analisava, ate que então fez um sinal de igual "=". Em 1631 o inglês Willian Oughtred inventou a cruz da multiplicação. Os dois "v" deitados ambos lados foram criados por Thomas Harrot. Nesse capítulo também Sr. Ruche impressionado pelo musical de Jonathan e Léa pela qualidade artística e trabalho informal Sr. Ruche tinha uma fibra na política porém nunca foi militante de causa nenhuma, ele odiava a opressão. 17 Fraternidade, liberdade. Abel, Galois Para Cardam e Bombelli e outros algebristas uma equação era solúvel ou insolúvel, ou poderia ou não ter raiz, era mais complicado e por isso era importante. Levantaram perguntas sobre equação na qual se poderia ser de segundo, terceiro ou ate mesmo quarto grau. O alemão Karl Langrage que é o considerado "príncipe da matemática" foi quem deu a primeira demonstração completa de álgebra. 18 Fermat, o príncipe dos amadores Para sr. Ruche as equações algébricas tinham esgotado, assim ele sentiu necessidade de da um parada com tudo. Vontade de tirar ferias e sem nada de Manaus, nada de Biblioteca da floresta, nada de Grousrouvre e nada de um
  13. 13. companheiro. No outro dia Sr. Ruche resolveu não fazer nada, apenas passou varias vezes na livraria e contudo acabou descobrindo a igreja Vetheul pintada por Monet. Nesse mesmo capítulo também retrata que Fermat tinha covinha no queixo, uma testa larga e cinco filhos. 19 A rosa-dos-ventos Após sair da estação de Barbês do metro um homem negro e alto entregou um papel para Léa, um cartãozinho. De um suposto vidente que dizia: " não há problemas sem soluções". Depois encontrou Max, que tinha conseguido resolver a famosa equação do sr. Ruche sobre a idade dos Liars filhos . A probabilidade. Ele dizia. As duas ou três coisas são as seguinte. Uma probabilidade esta encurralada entre 0 e 1. Mas provável do que 1 é mais branco que o branco ! Menos provável que 0 é menos possível do que impossível ! Em probabilidade 0 é a expressão matemática do impossível, 1 da certeza. Entre os dois, há os graus do provável. O que compreendo é que eles querem, como dizem: "matematizar o provável". A geometria do acaso, foi o nome que Pacal lhe deu, o rigordas demonstrações da geometria unido a incerteza do acaso! Léa achou essa teoria de Max impossível e ironizou. Ainda tentaram entender qual a probabilidade podia existir para Max encontrar Nofutur naquele galpão de pulgas. É a questão de probabilidade de Léa e Jonathan forem nascido gêmeos é um caso favorável, pois ele tem a mesma idade, os mesmos pais. Equações logarítmicas, umas das invenções de Jaques Bernouilli tinha tanto orgulho de sua invenção que pediu para que gravassem em seu tumulo com essa frase: "Transformada em mim mesma, ressurjo". Nem todas direções se equivalem, o Norte é uma direção que nunca se deve esquece-la ou perde-la. Na rosa-dos-ventos de π Fermant indicava Norte como teoria dos números. O sr. Ruche singrou para o Norte, assim como Grousrouvre queria que ele rumasse. Em matemática, os "bons" problemas geralmente são aqueles que foram feitos de matéria simples, mas cuja resolução se revela particularmentedifícil. Quanto maior a distancia entre a simplicidade da formulação e a complexidade da solução " melhor" o problema. Desse ponto de vista, a teoria dos números é uma mina de bons problemas.
  14. 14. 21 Conjeturas e cia. Como eu diria, esse capítulo é bem complicado, porém interessante. É um dos últimos capítulos, e sr. Ruche leu na ficha de Grosrouvre a Conjetura de Gladbach que explicava alguns números, e depois havia uma observação escrita com tinta que evidentemente era mais recente. Havia grandes processos feitos, e também muitos progressos. Nesse capítulo a mistura de matemática e números se forma através de equações explicativas. Há muitos números, chega a ser confuso. A europeia da conjetura iniciava-se e o sr. Ruche ficou realmente “encasquetado” com a ficha de Grosrouvre, então ele convocou uma “noite de conjeturas” que foi capaz de resolver todos os problemas interrogativos que havia em sua cabeça. Também evidencia-se as diferentes etapas concluídas até hoje no projeto de resolução da conjetura de Fermat, que no caso era uma dúvida a menos; e logo depois vem a “Dissolução da Conjetura”, que é a pista para milhares de coisas ao decorrer do final desse capítulo. Houve uma seção terrível na academia de ciências no dia 1° de março de 1847 e isso prejudicou algumas razões. A maior descoberta, ou melhor, o maior destaque desse capítulo foi o sr. Ruche ter descoberto a ficha de Grosrouvre. 22 Impossível é matemático Depois de se passar a maior parte do livro desvendando acontecimentos através da matemática, esse capítulo é bem tranquilo. Tem um parágrafo que me chamou muita atenção, quando fala “Academia real de ciências de Paris, ano de 1775. A academia resolveu, neste ano, não examinar mais nenhuma solução dos problemas da duplicação do cubo, da trisseção do ângulo ou da quadratura do círculo bem como nenhuma maquina anunciada como um moto-perpétuo” é incrível esse paragrafo, pois nos faz entender tudo e essas palavras são realmente matemáticas. É realmente incrível como os números se encaixam em parte dos lugares, e fazem a gente entender muito bem. Jonathan e Léa mergulharam em seus livros escolares para estudar com bastante atraso, para os testes finais do secundário.
  15. 15. Apesar do primeiro paragrafo ser bem matemático, o restante do livro nos traz outros assuntos relacionados. 23 Gostaria de ver Siracusa O Sr. Ruchw encontrou um veljo amigo que era Dom Otávio. Siracusa tinha lalomias e os pedrejros que rodeavam por lá também, sem contar um enorme penhasco e dois portos que eram um atrás do outro, era comparado as ovelhas de Dioniz, que era um velho tirano que morou toda sua vida lá. 24 Arquimedes. Quem pode o menos, pode o mais Nesse capitulo na época VII a.C. apresenta uma grande batalha que acontecia no lado Norte e Sul de Fortaleza mostrando quem foi Arquimedes e o que demonstrou na esfera que um terço do volume do cilindro com o volume. 25 Mamaguena! Sr. Ruche, Max e Nofutur entram no avião rumo a Manaus junto com dom Ottavio; na viagem sr. Ruche conversa com dom Ottavio, sem entender como Max tinha conseguido se encontrar, no mesmo momento com o papagaio no Mercado das Pulgas naquela manhã de agosto, era um acontecimento bem raro, considerando as probabilidades ínfimas. Mas sr. Ruche não acredita em Deus, e nem em destino, ele acredita que se algo acontece, é por que realmente havia razões para aquilo acontecer. Tomando seu suco, sr. Ruche avistava lá de cima os largos meandros que encompridavam o curso do Amazonas; ele não conseguia entender como Nofutur antes de estar presente naquele episódio do Mercado das Pulgas em Paris, esteve com Grosrouvre lá em Manaus aprendendo as demonstrações que guardava como segredo. Chegando em Manaus, passaram a primeira noite num grande hotel; um lugar que conservara belos vestígios de seu esplendor do início do século. No outro dia bem cedo, partiram para a propriedade de Grosrouvre, onde tentariam trazer de volta a memória de Nofutur. Mas o inesperado acontece, Nofutur não se lembra mesmo e o BBA ficou muito bravo, fazendo com que o
  16. 16. papagaio voasse; nisso ele vê que não tem mais jeito e dá um tiro no papagaio, Max tenta impedir, mas o papagaio já morreu.No mesmo momento, Perrette liga para o sr. Ruche de Paris um pouco desesperada; mas ela liga para informar o que havia lido em um jornal pela manhã: que O Ultimo Teorema de Fermat tinha acabado de ser demonstrado por um matemático inglês, Andrew Wiles. 26 As Pedras do Vau Perrete resolveu fazer um jantar suntuoso para a chegada de Max e do sr. Ruche, todos estavam na mesa discutindo o incêndio, a morte de Grosrouvre e a descoberta de Andrew Wiles; o debate estava realmente bom, quando a campainha toca e Jonathan vai atender. Não é ninguém menos que Albert e Habibi, que entram todo lampeiros dzendo que tocaram a campainha por que viram a luz acesa, essa fala dá um aperto no coração do sr. Ruche, lembrandose da última vez que ouviu essas palavras. Max saiu da mesa olhando triste para o lugar em que Nofutur estava durante seis meses, e trancou-se no seu quarto. Quando Habibi e Albert gritam “Vimos a luz acesa, então tocamos!”, a porta do quarto de Max se abre e ele aparece, trazendo um bolo enorme, no qual estava plantado uma floresta de velinhas. Mais gritos de “feliz aniversário” indo na direção do sr. Ruche, que estava completando oitenta e cinco anos. Chegara até lá vencendo a lei das sequências. No bolso do sr. Ruche está o seu grande segredo, que trouxera de Manaus escrito assim: “No incêndio de Crotona provocado por Cílon, um dos pitagóricos conseguiu escapar. Gr...” Levantamento de enigmas em forma de paráfrase Otavio era na verdade um sequestrador Nofutur o papagaio na verdade era fêmea, e se chamava Mamaguena Nofutur morre no Amazonas Grosrouvre não morreu, mas só quem sabe disso é o sr. Ruche
  17. 17. Porque vale a pena ler o livro “O Teorema do Papagaio” Vale a pena ler o livro “O Teorema do Papagaio”, pois o autor descreve uma história onde a Matemática é o foco principal, onde vários fatos vão acontecendo e os personagens tentam resolver através da Matemática; é uma trama bem desenvolvida e é encantador como o autor trata a Matemática de maneira tão natural, e, além disso, aprendemos sobre os Filósofos que fizeram parte do desenvolvimento dessadisciplina. Apesar de em algumas partes o livro se tornar extremamente maçante, o final nos surpreendeu. Ótimo livro, sem dúvidas, uma excelente leitura.

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