Agravios controle doencas

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Agravios controle doencas

  1. 1. Agravios e Controle de Doencas
  2. 2. ConceitosÉ freqüente, em saúde pública, o uso do termocontrole como sinônimo de redução daincidência de uma doença a níveis tais quedeixe de ser um problema para a população.Entende-se, aqui como agravos à saúde osdanos à integridade física, mental e social dosindivíduos, provocados por doenças oucircunstâncias nocivas, como acidentes,intoxicações, abuso de drogas e lesões auto ouheteroinfligidas.
  3. 3. Objetivos1. Erradicação;2. Eliminação;3. Redução da incidência;4. Redução da gravidade;5. Redução da letalidade.
  4. 4. Objetivos Os objetivos são definidos em função do graude conhecimento técnico-científico que se temdo agravo, tanto no que se refere à suaprodução como ao seu tratamento. São,portanto, passíveis de mudança, dependendodo avanço do conhecimento científico etecnológico. A definição de objetivos dependeainda da disponibilidade de recursos financeirose materiais e de decisão política dasautoridades de um país.
  5. 5. EradicaçãoRedução a zero da sua incidência e amanutenção deste valor independentemente dacontinuidade da aplicação das medidas deprevenção.
  6. 6. VariolaHá mais de 20 anos não há registro de casonovo no mundo, mesmo após a suspensão dasatividades de vacinação, medida utilizada nacampanha mundial de erradicação da doença.Quando este objetivo foi formulado, houve umaalteração na estratégia de aplicação da medidade prevenção adotada: a vacinação.
  7. 7. VariolaQuando este objetivo foi formulado, houve umaalteração na estratégia de aplicação da medidade prevenção adotada: a vacinação.A vacina contra a doença era conhecida háquase 200 anos (Ienner, 1796), porém eraaplicado com vista à redução da sua incidência.A busca de cobertura universal desta medidapreventiva foi adotada quando o objetivo dacampanha passou a ser o de erradicação.
  8. 8. EliminaçãoA redução a zero de sua incidência, mas commanutenção, indefinidamente no tempo, dasmedidas de controle.
  9. 9. SarampoO programa atual de controle do sarampo temcomo objetivo a sua eliminação, porém com amanutenção de altas coberturas vacinais portempo indeterminado.
  10. 10. PoliomeliteTem como objetivo a eliminação da doença,porém sem suspender a vacinação, que devemanter altas coberturas, indefinidamente noTempo.
  11. 11. Poliomelite
  12. 12. Tétano umbilicalEstabeleceu como objetivo sua eliminação, pormeio da vacinação permanente de mulheresem idade fértil.
  13. 13. EliminaçãoAlguns autores adotam o termo eliminação pararedução da incidência a zero de uma doençaem um país, região ou continente e erradicaçãopara a eliminação que atinge todos oscontinentes. Não entram no mérito damanutenção ou não de atividades de controleespecíficas.
  14. 14. Redução da incidênciaPara muitos agravos, os conhecimentos atuaisainda não permitem que se estabeleçamatividades de controle com objetivos tãoambiciosos como os anteriores.Assim, muitas vezes, é possível apenas aredução da incidência a níveis tãosuficientemente baixos que os agravos deixemde ser problemas de saúde pública.Ex.: controle do calazar, da doença de Chagase da coqueluche.
  15. 15. Redução da gravidadePara outros agravos, no momento, só se podealmejar programas de controle com objetivos deredução da gravidade, por meio de diagnósticoe tratamento precoces. Ex.: leishmaniose tegumentar e daesquistossomose
  16. 16. EsquistossomoseTem resistido à diminuição de sua incidência, mas tem havido redução de suas formas graves, hépato-esplênicas, pelo tratamento em massa de população de escolares em áreas de alta prevalência.
  17. 17. Esquistossomose
  18. 18. Reduzir a letalidade As vezes, o único objetivo possível é o dereduzir a letalidade de um agravo, como é ocaso do programa de controle do câncer demama, que utiliza o diagnóstico e o tratamentoprecoces, com a finalidade de diminuir onúmero de óbitos pela doença.
  19. 19. Organizacao de ObjetivosO controle de um agravo pode ter mais de umdos objetivos acima referidos. Se o objetivo éerradicar a doença, está claro que os outrosobjetivos, hierarquicamente inferiores, serãoatingidos quando aquele for alcançado. Pode ainda ocorrer a mudança dos objetivosdas atividades de controle em conseqüência denovos recursos científicos, tecnológicos efinanceiros.
  20. 20. PoliomieliteO programa de controle da poliomielite passou abuscar a eliminação da doença e não apenas aredução de sua incidência.
  21. 21. HanseníaseO da hanseníase busca hoje, além da menorgravidade dos casos, a redução da suaincidência pela diminuição das fontes deinfecção, conseguida pela multiquimioterapiaprecoce.
  22. 22. Dicotomia simplista entre erradicação e controleNão permite distinguir os outros objetivos decontrole de um agravo. A importância destaabordagem não é somente de naturezasemântica. O estabelecimento de objetivos bemclaros, precisos e explícitos, leva à formulaçãode metodologias e estratégias adequadas aoque é proposto.
  23. 23. MaláriaA estratégia global de luta contra a malária estabeleceu diferentes objetivos ao longo deste século. Antes da era do DDT, falava-se em controle da doença, Abr/Jun, 1998.
  24. 24. MaláriaCom a descoberta do efeito inseticida do DDT, oprograma adotou o objetivo de erradicação. De fato, aincidência da transmissão natural da doença foieliminada nos países desenvolvidos. Porém, apósverificar-se que os princípios em que se baseava aproposta de erradicação não eram aplicáveis em áreassubdesenvolvidas e de população instável, o programavoltou a adotar objetivos de redução da letalidade,redução da gravidade ou redução da incidência,dependendo das condições socioeconômicas,culturais, ambientais, epidemiológicas e biológicaslocais.
  25. 25. ControleO termo controle é muito amplo e engloba todasas medidas de luta contra um agravo. Osobjetivos das atividades de controle devemestar coerentes com as medidas preventivasadotadas.
  26. 26. PoliomieliteQuando o programa objetivou a eliminação dadoença, modificou sua estratégia de vacinação,criando os dias nacionais de vacinação, comintensa mobilização popular.Modificou ainda as atividades de vigilânciaepidemiológica da doença, estendendo a inves-tigação de casos a todos os de paralisia flácidae não apenas àqueles suspeitos de poliomielitenas suas formas clássicas.
  27. 27. Conclusão A definição de objetivos precisos é defundamental importância para a identificaçãodas medidas preventivas a serem adotadas ena forma como devem ser aplicadas. É tambémde muito valor na avaliação dos resultadosalcançados no controle de doenças e de outrosagravos à saúde.

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