APOSTILA DE INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO - Parte I

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APOSTILA DE INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO - Parte I

  1. 1. C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UEPR – CAMPUS DE CAMPO MOURÃODEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃOPROFESSORA MESTRE THAYS PERASSOLI BOIKO thaysperassoli@bol.com.br CAMPO MOURÃO 2011 0
  2. 2. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oI INTRODUÇÃO1.1 PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA1.1.1 Apresentação e discussão do Plano de Ensino da Disciplina: ementa; objetivos; justificativa; metodologia; programa; método de avaliação; bibliografia. PLANO DE ENSINO CURSO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL DISCIPLINA: Introdução à Engenharia de Produção SÉRIE: 1 TURMA(S): - ANO LETIVO: 2011 PROFESSOR: Thays J.Perassoli Boiko CARGA-HORÁRIA ANUAL: Teórica: 60 Prática: 81. EMENTA DA DISCIPLINA NO CURSOApresentação da Engenharia; Apresentação do Engenheiro; Apresentação deEngenharia de Produção; Apresentação do Engenheiro de Produção e suas funçõescomo agente social do desenvolvimento; As funções do Engenheiro de Produção nocontexto Agroindustrial; A Ética profissional; O Produto; A Fábrica.2. OBJETIVOS DA DISCIPLINA NO CURSOInduzir os alunos às diversas áreas de Engenharia de Produção e de atuação doEngenheiro de Produção. 1
  3. 3. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3. PROGRAMA DA DISCIPLINAI INTRODUÇÃO1.2 PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA 1.2.1 Apresentação e discussão do Plano de Ensino da Disciplina: ementa; objetivos; justificativa; metodologia; programa; método de avaliação; bibliografia.1.3 INICIANDO OS ESTUDOS NO ENSINO SUPERIOR 1.3.1 Método de Estudo 1.3.2 Visitas técnicas 1.3.2.1 Aspectos de segurança 1.3.2.2 Preparo 1.3.2.3 RelatórioII HISTÓRIA DA ENGENHARIA 1.1 EVOLUÇÃO DA PROFISSÃO 1.2 AS PRIMEIRAS ESCOLAS DE ENGENHARIA 1.3 HISTÓRIA DA ENGENHARIA NO BRASILIII A ENGENHARIA 3.1 DEFINIÇÃO 3.2 PERFIL E COMPETÊNCIAS E HABILIDADE DO EGRESSO 3.3 PROCESSO DE FORMAÇÃO 3.3.1 Aspectos Gerais 3.3.2 Tópicos de estudo e conteúdos 3.3.2.1 Núcleo de Conteúdos Básicos 3.3.2.2 Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes 3.3.2.3 Núcleo de Conteúdos Específicos da Modalidade: Extensões e Aprofundamentos da Modalidade 3.3.3 Estágios Curriculares 3.4 DEFINIÇÕES UTILIZADAS NAS ATRIBUIÇÕES DE TÍTULOS PROFISSIONAIS 3.5 NÍVEIS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM ENGENHARIA 3.6 MODALIDADES DA ENGENHARIA DESCRIMINADAS PELO CONFEA E SUAS COMPETÊNCIAS 3.7 OUTRAS MODALIDADES DE ENGENHARIA EXISTENTES E SUAS ÊNFASES 3.8 ENTIDADES DE CLASSE 3.8.1 Sistema CONFEA/CREA 3.8.1.1 CONFEA 3.8.1.1.1 Definição 3.8.1.1.2 Início 3.8.1.2 CREA 3.8.1.3 Objetivos do Sistema 3.8.1.4 Competências 3.8.1.4.1 Competências de Natureza Normativas 3.8.1.4.2 Competências de Natureza Recursal 3.8.1.4.3 Competências de Natureza Administrativa 3.8.1.5 Legislação sobre o Exercício Profissional Pertinente ao Sistema CONFEA/CREA 3.8.2 SENGEIV O ENGENHEIRO 4.1 ATIVIDADES PROFISSIONAIS 4.1.1 Caracterização e exercício das profissões - A Engenharia e a Sociedade 4.1.2 Atribuições profissionais e coordenação de suas atividades 4.1.2.1 Atuação quanto à forma de trabalho 4.1.2.2 Setores de Atuação 4.1.2.3 Atividades ou funções 4.2 QUALIDADES DO PROFISSIONAL 4.2.1 Conhecimentos Gerais 2
  4. 4. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o 4.2.2 Conhecimentos objetivos 4.2.3 Relações humanas 4.2.4 Experimentação e Medição 4.2.5 Comunicação 4.2.6 Trabalho em grupo 4.2.7 Aperfeiçoamento contínuo 4.2.8 Criatividade 4.2.9 Ética profissionalV ÉTICA PROFISSIONAL 5.1 ÉTICA 5.1.1 Ética Profissional 5.2 CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL 5.2.1 Código de Ética Profissional do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro AgrônomoVI COMUNICAÇÃO – SEMINÁRIOS EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃOVII CRIATIVIDADEVIII SISTEMAS DE PRODUÇÃO 8.1 SISTEMAS 8.2 PRODUÇÃO 8.3 SISTEMAS DE PRODUÇÃO 8.4 ELEMENTOS CONSTITUINTES 8.5 CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO 8.6 CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO, QUANTO AO POSICIONAMENTO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO – TIPOS DE PROCESSOS DE PRODUÇÃOIX ENGENHEIRA DE PRODUÇÃO 9.1 HISTÓRICO 9.2 A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO NO BRASIL: NECESSIDADE; DEMANDA PELOS CURSOS; CRESCIMENTO 9.3 DEFINIÇÃO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 9.4 A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO COMO GRANDE ÁREA - Conhecimentos da Engenharia de Produção 9.5 DIRETRIZES CURRICULARES PARA A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO - FORMAÇÃO 9.5.1 Conteúdos Básicos 9.5.2 Conteúdos Profissionalizantes 9.5.3 Duração do Curso 9.5.4 Estrutura Modular 9.5.5 Estágios e Atividades Complementares 9.6 GLOSSÁRIO TÉCNICO – DEFINIÇÕES DA EP, CONFORME A ABEPRO 9.7 SUB-ÁREAS DE CONHECIMENTO DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 9.8 HABILITAÇÕES EM ENGENHARIA DA PRODUÇÃO 9.9 TÓPICO ESPECIAL: OUTRAS HABILITAÇÕES 9.10 ABEPRO 9.10.1Definição 9.10.2 Funções da ABEPRO 9.10.3 Objetivos da ABEPRO 9.10.4 ABEPRO Jovem 9.11 EVENTOS 9.11.1 ENEGEP 9.11.2 SIMPEP 9.11.3 ENCEP 9.11.4 OUTROS 9.12 REVISTAS 9.12.1 Revista Produção 9.12.2 Revista Produção On Line 9.12.3 Revista Gestão e Produção 9.12.4 Revista Pesquisa e Desenvolvimento 9.12.5 Sistemas e Gestão 3
  5. 5. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o 9.12.6 Rio´S International Journal On Sciences Of Industrial And Systems Engineering And Management 9.12.7 Gestão Industrial 9.12.8 Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação 9.12.9 Revista Eletrônica Produção & Engenharia 9.12.10 GEPROS. Gestão da Produção, Operações e Sistemas 9.13 TÓPICOS ESPECIAISX O ENGENHEIRO DE PRODUÇÃO 10.1 PERFIL DO EGRESSO 10.2 COMPETÊNCIAS 10.3 HABILIDADES 10.4 MERCADO DE TRABALHOXI ESTÁGIOS EXTRA-CURRICULARES E INICIAÇÃO CIENTÍFICA 11.1 ESTÁGIOS EXTRA-CURRICULARES 11.1.1 Importância para a formação 11.1.2 Em que áreas e organizações realizar 11.1.2.1 Primeiro Ano 11.1.2.2 Segundo Ano 11.1.2.3 Terceiro Ano 11.1.2.4 Quarto Ano 11.1.3 Duração 11.1.4 Aspectos legais 11.1.5 Orientação 11.1.6 Relatório 11.1.7 Preparo 11.1.8 Cartas de Solicitação e recomendação 11.1.9 Entrevista 11.1.10 Desenvolvimento do estágio 11.2 PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (PIC) 11.2.1 Importância para a formação 11.2.2 O PIC da FECILCAM 11.2.3 Grupos e Linhas de Pesquisa do DEP/FECILCAMXII ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL 12.1 ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL NO BRASIL 12.1.1 Definição 12.1.2 Hitórico 12.2 O CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ – UEPR - CAMPUS DE CAMPO MOURÃO 12.2.1 Objetivos do Curso 12.2.2 Grade Curricular 12.2.3 Histórico4. METODOLOGIA DE TRABALHO DO PROFESSOR NA DISCIPLINAESTRATÉGIAS UTILIZADAS E CONDIÇÕES OFERECIDAS PELO PROFESSOR- Aulas expositivas;- Aulas de laboratório-prática;- Aulas participativas;- Ditados;- Cópias do quadro negro;- Resolução de questionários e exercícios;- Leitura e discussão de textos;- Trabalhos em grupo; 4
  6. 6. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o- Palestras;- Seminários de Engenharia de Produção;- Mesas redondas;- Painéis;- Júris simulados;- Visitas técnicas;- Orientações individualizadas das equipes;- Reuniões simuladas.BIBLIOGRAFIA: Bibliografia recomendada, além de referências de diversos textos, de vídeos e de sites da Internet.RECURSOS HUMANOS: A própria voz.RECURSOS FÍSICOS:Quadro de giz, giz e apagador; Projeções fixas (retroprojetor,transparências); Projeções móveis (Data Show, slides); Livros; Caneta ponto;Computador; TV, Aparelho de DVD.ATIVIDADES DOS ALUNOS- Leitura e resumo do material bibliográfico recomendado;- Leitura, resumo e discussão em sala de textos recomendados;- Cópia e escrita;- Resolução de exercícios;- Resolução de questionários e exercícios;- Atividades de laboratório-prática;- Discussão em sala;- Trabalhos em grupos;- Elaboração de trabalhos recomendados;- Apresentação de seminários;- Apresentação de painéis;- Mesas redondas;- Participação em júris simulados;- Estudo de caso;- Elaboração de resumos, resenhas, comentários e críticas;- Elaboração de relatórios de visitas técnicas e palestras;- Participação de reuniões simuladas.TRABALHOS DOS ALUNOS:- Trabalhos escritos: elaboração, em grupo, de uma pesquisa sobre um tema emEngenharia de Produção (9.13 TÓPICOS ESPECIAIS, do Programa da Disciplina),que deverá ser apresentado em formato de artigo, seguindo, o Modelo deFormatação de Artigos do Encontro de Engenharia de Produção (EEPA). Apesquisa deverá ser entregue em partes, em formato impresso, na datasestipuladas em sala, pelo professor da Disciplina;- Trabalhos orais – Seminários: apresentação oral referente à Pesquisa acimadescrita. Parte da nota do Seminário será em grupo e parte individual. A presençanas apresentações das demais equipes valerá nota.NORMAS ABNT A SEREM SEGUIDAS NA ELABORAÇÃO DOS TRABALHOS: 5
  7. 7. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oUSP. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS–SIBi. Diretrizes para apresentaçãode dissertações e teses da USP: documento eletrônico e impresso. São Paulo:2004.5. AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA NO CURSOA avaliação se dará por meio de:- Atividades (A) desenvolvidas em sala ou extra classe (descritas anteriormente).Assim, A = (∑ a )/ n a =1 n , sendo a = o valor de 0 a 100 de cada uma das n atividadesdesenvolvidas no bimestre;- Trabalhos (T), descritos anteriormente. Logo, T = (∑ t )/ n n t =1 , sendo t = o valor de0 a 100 de cada uma dos n trabalhos desenvolvidas no bimestre;- Provas (P). P = ( p)/ n ∑ n p =1 sendo p = o valor de 0 a 100 de cada uma das nprovas realizadas no bimestre;A nota bimestral será obtida pela seguinte forma:(A x 0,20) + (T x 0,30) + (P x 0,50)Obs. 01: As datas serão marcadas no decorrer das aulas.Obs 02: Pode ocorrer de em um determinado bimestre não ser marcado nenhumaAtividade, Trabalho ou Prova, sendo seu peso distribuído igualmente entre asdemais Avaliações.Obs 03: As avaliações devem ser respondidas de caneta esferográfica azul.6. BIBLIOGRAFIA BÁSICA DA DISCIPLINAABEPRO. Engenharia de Produção: Grande área e diretrizes curriculares. 2001._____. Glossário técnico - área de engenharia de produção. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/interna.asp?ss=1&c=585>. Acesso em: 16 de maio de 2007às 16 hs 40._____. Áreas e Sub-áreas de Engenharia de Produção. 2009. Disponível em:<ttp://www.abepro.org.br/interna.asp?p=399&m=424&s=1&c=362>. Acesso em: 25 6
  8. 8. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ode agosto de 2009 às 16 hs._____. Referências Curriculares da Engenharia de Produção. Disponível em:<http://www.abepro.org.br/interna.asp?ss=1&c=581>. Acesso em: 16 de maio de2007 às 16 hs 20.BOIKO, T. J. P. Introdução à Engenharia de Produção – Apostila. Disciplina deIntrodução à Engenharia de Produção. Curso de Engenharia de ProduçãoAgroindustrial. Departamento de Engenharia de Produção. Universidade Estadual doParaná – Campus de Campo Mourão. Campo Mourão. 2011._____, T. J. P.; LEIGUS, A.; FENERICH, A. T. Histórico da Engenharia de ProduçãoAgroindustrial e do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da FECILCAM.ENCONTRO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUTRIAL DA FECILCAM(III EEPA), 3, 2009, Campo Mourão – PR. Anais... Campo Mourão: 2009.BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares para os Cursos deEngenharia: Versão do dia 05.05.1999. Disponível em:<http://www.dimap.ufrn.br/~cccc/reforma/engenharia.doc>. Acesso em 10 de maiode 2007 às 16 hs 45.www.abepro.org.br.CNE. Resolução CNE/CES 11/2002. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de abril de2002. Seção 1, p. 32. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/1102Engenharia.pdf >. Acesso em: 20 demarço de 2009 às 14 hs 40.CONFEA. Resolução nº 218, de 29 jun 1973. Disponível em:<http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1561&pai=8&sid=193>. Acesso em: 10 de maio de 2007 às 17 hs 30._____. Resolução nº 288, de 07 Dez 1983. Disponível em: <http://www.confea.org.br/>. Acesso em 18 de agosto de 2008 às 16 hs._____. Resolução nº 1010, de 22 ago 2005. Disponível em:<http://normativos.confea.org.br/downloads/1010-05.pdf>. Acesso em: 20 de marçode 2009 às 13 hs 47.USP. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS–SIBi. Diretrizes paraapresentação de dissertações e teses da USP: documento eletrônico eimpresso. São Paulo: 2004. 7
  9. 9. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o7. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR DA DISCIPLINAAURÉLIO. Dicionário Aurélio do Século XXI.BATALHA, M. O. Introdução à Engenharia de Produção: Rio de Janeiro: Campus, 2008.BAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. do V. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis:Editora da UFSC, 1997.BOIKO, T. J. P; TSUJIGUCHI, L. T. A.; VAROLO, F. W. R. Classificação dos Sistemas deProdução: uma Abordagem de Engenharia de Produção. In: ENCONTRO DE PRODUÇÃOCIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, 4, 2009, Campo Mourão – PR Anais... Campo Mourão: 2009.COPPINI, N. L. Panorama da Engenharia de Produção. Palestra apresentada no XSIMPEP, 2003.FAÉ, C. S.; RIBEIRO, J. L. D. Um retrato da Engenharia de Produção no Brasil. RevistaGestão Industrial. v. 1, n. 3, p. 315-324, 2005.FOGARTY, D. W. Et. al. Production and Inventory Management. 2 ed. USA: South-Western Publishing Co., 1991.GAITHER, N.; FRAZIER, G. Administração da Produção e Operações. 8 ed. São Paulo:Thomson Learning, 2002.LUSTOSA, L. Et al. Planejamento e Controle da Produção. Rio de Janeiro: Elsevier,2008.MOORE, G. E. Princípios Éticos. São Paulo: Abril Cultural, 1975.MORAIS, M. de F.; BOIKO, T. J. P. Classificação de Sistemas de Produção Quanto aoPosicionamento do Processo: Uma Abordagem de Engenharia da Produção. In:ENCONTRO DE PRODUÇÃO CIENTIFICA E TECNOLÓGICO, 6, 2009, Campo Mourão, PR.Anais... Campo Mourão: 2009.MOREIRA, D. A. Administração da Produção e Operações. 5 ed. São Paulo: Pioneira,2000.OLIVEIRA, V. F. de. Crescimento do número de cursos e de modalidades de engenharia:principais causas e conseqüências. In: COBENGE 2005: Congresso Brasileiro de Ensino deEngenharia, XXXIII, 2005, Campina Grande/Pb. Anais... Disponível em:<http://www.proengprod.ufjf.br/SiteEducengMg/CrescEng.pdf>. Acesso em 10 de maio de2007 às 18 hs.OLIVEIRA NETTO, A. A. de.; TAVARES, W. R. Introdução à Engenharia de Produção:estrutura, organização, legislação. Florianópolis: Visual Books, 2006.RUSSOMANO, V. H. PCP: Planejamento e Controle da Produção. 6 ed. São Paulo:Pioneira, 2000.SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2 ed. SãoPaulo: Atlas, 2002. 8
  10. 10. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oTUBINO, D. F. Manual de Planejamento e Controle da Produção. 2 ed. São Paulo: Atlas,2000.- Sites de Instituições relacionadas à Engenharia e Engenharia de Produção..1.4 INICIANDO OS ESTUDOS NO ENSINO SUPERIOR1.4.1 Método de EstudoBAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. do V. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis:Editora da UFSC, 1997, p. 7-32.QUESTIONÁRIO – ROTEIRO DE ESTUDOResponder com base em Bazzo; Pereira (1997) e nas notas de aula.1) Do que depende a qualidade de um bom curso superior?2) Quais os motivos para se aprender a estudar?3) Por que a transição do ensino médio para o ensino superior exige do estudante uma mudança no seu comportamento?4) Qual a definição de “aluno”.5) Qual a definição de “estudante”.6) Qual a diferença entre ser “aluno” e ser “estudante”?7) O que significa estudar? 9
  11. 11. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o8) Qual a diferença entre aprender e estudar?9) Quais os objetivos de um curso de Engenharia perante os indivíduos que o cursam?10) Quais são as etapas distintas de procedimentos do método proposto para o estudo de Engenharia?11) Como se preparar para estudar?12) Em que situações do processo ensino-aprendizagem, usualmente, ocorre a captação do conhecimento?13) Quais as formas usuais de captação de conhecimento?14) O que sugere-se para melhorar a captação de conhecimento por meio da audição?15) Em que situações se captam conhecimentos através da observação?16) O que se entende por dúvidas?17) Qual a importância de sanar dúvidas?18) Qual a importância da revisão imediata na captação de conhecimentos?19) Comente sobre a técnica de sublinhar (grifar).20) O que os trabalhos escolares despertam nos estudantes?21) Quais capacidades os trabalhos escolares visam desenvolver nos estudantes?22) Qual a importância de um bom vocabulário?23) Cite os meios eficientes de se adquirir um bom vocabulário.24) Para que servem os resumos e esquemas?25) O que é resumo?26) Defina esquema. 10
  12. 12. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 11
  13. 13. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 12
  14. 14. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 13
  15. 15. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 14
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  20. 20. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 19
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  31. 31. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 30
  32. 32. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 31
  33. 33. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC d C M ãa m p u s e a m p o o u r o 32
  34. 34. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o1.2 VISITAS TÉCNICAS1.2.1 Aspectos de Segurança Deve-se utilizar calça comprida, sapatos anti-derrapantes, cabelos presos. Não deve-se utilizar acessórios, tais como brincos, pulseiras, por exemplo, nem roupasque possam enroscar/enrolar em máquinas/ferramentas/equipamentos. Em certas indústrias de alimentos, tais como lacticínios, por exemplo, não é permitidovisitar utilizando esmaltes, nem perfumes. Deve-se ficar atento as recomendações do próprio local da visita. No entanto, espera-se que um aluno de engenharia tenha tais conhecimentos dos aspectos de segurança.1.2.2 Preparo Deve-se anteriormente à visita: 1º) Ter claro os propósitos e objetivos da visita; 2º) Realizar um estudo prévio: - do segmento no qual a organização/empresa que será visitada está incluída; - da organização/empresa que será visitada: o histórico da empresa; localização da empresa; os produtos a empresa produz, entre outros. Deve-se busca obter o máximo de informações possíveis sobre a empresa; - do processo de produção que será visitado; 29
  35. 35. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o - dos produtos produzidos no processo a ser visitados; 3º) Elaborar um roteiro de possíveis perguntas a fazer e coisas a observar durante a visita. Para realizar este estudo prévio e, posteriormente, o roteiro da visita, servem de fonteso site da organização/empresa, trabalhos (trabalhos de disciplinas, de conclusão de curso,relatórios de estágios, por exemplo), realizados anteriormente, nestas, reportagens que tratemdo assunto, livros, consultas à professores, folders da empresa, entre tantas outras.1.4.3 Relatório O relatório deve ser elaborado de acordo com os propósitos e objetivos da visita. Mesmo que não se esteja fazendo uma visita como requisito de uma disciplina, ou queo professor não exija o relatório, é extremamente importante a realização deste, mesmo queinformal, após a visita, para que se possa fixar melhor os conhecimentos adquiridos. 30
  36. 36. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oII HISTÓRIA DA ENGENHARIA2.1 EVOLUÇÃO DA PROFISSÃO A história da Engenharia confunde-se com a história da humanidade, dividindo-se emdois momentos distintos, a “Engenharia Antiga” ou “Engenharia do Passado” e a “EngenhariaModerna”. De acordo com estudos de paleontologia, os primeiros hominídeos eram carnívoros e,como não possuíam dentes ou garras afiados, necessitaram de alguma ajuda para superar esseproblema. Isto os levou a fabricar ferramentas, que inicialmente eram pedaços toscos depedras lascadas para ficarem com a ponta aguçada e se transformarem em objetos cortantes. Desta maneira, conforme salientam Afonso; Fleury, o desenvolvimento tecnológicoteve início há milhões de anos. Com certeza, o maior avanço tecnológico e cultural do homem primitivo ocorreu porvolta de 600.000 anos atrás, quando este adquiriu a habilidade para lidar com o fogo,possivelmente a partir de algum incêndio causado por raios ou erupção vulcânica. O fogopossibilitou vencer o frio e a escuridão, abrindo caminho para o homem primitivo sobreviverem regiões mais frias, ampliando a ocupação espacial da terra, além de cozer os alimentos,tornando-os mais palatáveis. Somente a partir de 50.000 anos os seres humanos começaram a produzir artefatos decaça mais elaborados, como os arpões, as lanças, e posteriormente o arco e a flecha. Este meiomais eficiente de matar a uma distância segura permitiu a caçada de animais perigosos e de 31
  37. 37. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ogrande porte, capazes de fornecer alimentos para grupos mais numerosos. Os acontecimentos mais marcantes da história da evolução humana foram osurgimento da agricultura, que se deu provavelmente no ano 10.000 a.C., o domínio do fogo eo advento da fala. Depois da agricultura, veio a domesticação de animais, explorados dediversas maneiras, como por exemplo, a ordenha para aproveitamento de leite, a coleta deovos, a tração animal, por exemplo, o que possibilitou manter o estoque alimentar de reserva. Assim, não havia mais necessidade de mudanças freqüentes do local de residênciapara obtenção de alimentos. Nesse momento o homem passou a sedentário. E háaproximadamente 8 mil anos um ser humano não caçador não coletor, foi responsável pelaorigem das comunidades grandes e suficientemente permanentes para desenvolver umaarquitetura de tijolos e pedras. Nesse momento certamente nascia o primeiro engenheiro. Osrestos de alguns destes vilarejos construídos de tijolos chegaram até nossos dias. As primeiras civilizações propriamente ditas que se tem conhecimento surgiram entreos anos 3.500 e 500 a.C. A primeira delas é a Suméria, no sul da Mesopotâmia. As maiorescontribuições tecnológicas legadas por ela foram a prática da irrigação e a construção e odesenvolvimento do sistema de governo. Pouco depois, sinais de civilização, que datam deaproximadamente 3.000 anos a.C., podem ser vistos também no Egito. Os egípcios,construíram obras públicas em pedra, insuperáveis para a época, das quais as mais famosassão as pirâmides. Outra mudança significativa na história da humanidade foi a descoberta do uso dometal. Em longo prazo, o metal mudou o mundo quase tanto quanto a agricultura. Entre 7.000e 6.000 a.C. o cobre, foi o primeiro metal a ser aproveitado, aplicado inicialmente naelaboração de objetos para ornamentos, mas logo depois, utilizado para fabricação de armas eferramentas. 32
  38. 38. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Tem-se conhecimento que os egípcios primitivos dominavam várias técnicas dentre asquais, as de construção de barcos de junco, de trabalhar pedra dura, de moldar o cobre, alémde dominarem técnicas de irrigação. Praticavam também a criação do gado para tração ecriavam aves. O ferro passou a ser explorado no oriente próximo por volta de 1.500 a.C. e só foiamplamente divulgado depois do ano 1.000 a.C. O surgimento da escrita possibilitou armazenar e transmitir conhecimentos eexperiências com mais facilidade e precisão, de uma geração a outra. A cultura e a tecnologiaacumuladas gradualmente se tornaram mais efetivas como instrumentos para mudar o mundo.Assim, se tornou mais fácil, o domínio das complexas técnicas de irrigar as terras, de fazer ascolheitas e armazená-las e assim melhorar a eficiência na exploração dos recursos naturais. O império romano chegou a dominar todo o mundo mediterrâneo por volta de 50 a.C.,e para tornar as cidades conquistadas mais confortáveis, os romanos construíram estradas,arenas de jogos, casas de banho, esgotos, aquedutos e cisternas de água potável. Os arquitetosforam os primeiros a se livrarem da necessidade de se apoiar grandes vãos de telhados emfileiras de pilares, inventando o teto em forma de abóbada. Durante a Idade Média, considerada a idade das trevas, o conhecimento apresentoupequenos progressos, pois era restrito ao círculo da Igreja. Neste período, as maiorescontribuições foram nas áreas do aprimoramento da tração animal. Outro avanço ocorreu naconstrução civil, pois nesse período foram edificadas surpreendentes obras, que exigiram altahabilidade, tanto de engenharia quanto de escultura em pedra, vistas até hoje nas igrejasparoquiais das ricas regiões italianas e inglesas. Ao mesmo tempo, o artesanato ganhounotoriedade e com isso, aumentou o número de artesãos cuja crescente importância pode servista no surgimento de regiões de manufatura especializadas. As mais notórias e ricas se 33
  39. 39. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oespecializaram na fabricação de artigos têxteis. A joalheria foi prestigiada, ocorrendo, emFlorença na Itália, uma união entre os joalheiros e artesãos o que levou ao estabelecimento dealguns critérios de padronização. Este núcleo de padronização, que posteriormente foi também aplicado aos construtorese artesãos da nobreza é o início do que viria a ser os Conselhos Profissionais. Este aglomeradoflorentino de construtores e artesãos era conhecido como Guildas, que significava ordem ouclã. As Guildas estabeleciam critérios básicos de estética e segurança nas construções. Foi apartir deles que, em 1406, em Florença na Itália, surgiram as primeiras escolas euniversidades de arquitetura e os primeiros arquitetos não práticos. Os avanços científicos dos séculos XVI e XVII significaram uma revolução nopensamento, e os homens procuraram cada vez mais descobrir modos de manipular e explorara natureza. No século XVIII, a Revolução Industrial - transição da economia agrária para aindustrialização - marcou o início de um novo período da história mundial. A economiabaseada na produção industrial pode ser considerada a mudança mais importante na históriada humanidade desde o advento da própria agricultura, ou até mesmo da descoberta do fogo. No século XIX as máquinas começaram a substituir o trabalho braçal e os resultadospuderam ser vistos em diversos seguimentos da economia. O vapor passou a ser utilizado paramovimentar máquinas e puxar arados. Carros, bondes e bicicletas podiam ser vistos nas ruasdas principais cidades. Nas fábricas, via-se os teares, os tornos e as furadeiras. Nos escritóriose lojas apareciam caixas registradoras e máquinas de escrever. O advento das máquinasreforçou a preocupação com a maneira pela qual o trabalho era organizado e como erammoldadas as atividades. Assim, surgiu então um conjunto de novas profissões. O termo"Engenheiro", teve seu significado ampliado, aparecendo diversas especializações, como em 34
  40. 40. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oconstrução, em mecânica, em eletricidade, em embarcações, em produtos químicos, etc. Desta maneira, o termo engenheiro surgiu com a expansão dos conhecimentoscientíficos e suas aplicações aos problemas práticos, sendo resultado de todo um processo deevolução ocorrido durante milênios. Aos poucos a Engenharia foi se estruturando, devidoprincipalmente ao desenvolvimento da matemática e da explicação dos fenômenos físicos.Assim, a semente da “Engenharia Moderna” foi lançada no século, XVIII quando se chegou aum conjunto sistemático e ordenado de doutrinas. Desta forma, segundo Bazzo; Pereira (1997), surge um marco histórico entre duasEngenharias: “A Engenharia do passado e a Engenharia Moderna.” (BAZZO & PEREIRA,1997, p. 183). A Engenharia do passado caracteriza-se pelos grandes esforços do homem no sentidode criar e aperfeiçoar dispositivos que aproveitassem os recursos naturais. Estes primeirosengenheiros foram os responsáveis pelo aparecimento dos armamentos, fortificações,estradas, pontes, canais etc. Estes indivíduos tinham por característica básica o empirismo,pois trabalhavam com base na prática transmitida pelos seus antecessores, na sua própriaexperiência e no seu espírito de criação. O primeiro título de engenheiro foi usado pelo inglês John Smeaton (1724-1792), quese auto-intitulou engenheiro civil. A Engenharia moderna, por sua vez, caracteriza-se pela aplicação generalizada dosconhecimentos científicos à solução de problemas. Assim, a Engenharia moderna dedica-se,basicamente, a mesma espécie de problemas que a Engenharia do passado se dedicava,diferenciando desta última pelo fato marcante de aplicar a ciência na resolução dessesproblemas. Instituições de educação técnica surgiram em muitos países para dar instrução 35
  41. 41. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oavançada em Engenharia. Algumas universidades começaram a ensinar estas matérias. Osengenheiros se consideravam como tendo uma profissão e em geral, se organizavam emassociações profissionais que cuidavam dos seus interesses. Foram os primeiros egressos decursos superiores a se reunirem em associações de classe. A primeira associação formal deprofissionais egressos de Universidades que se tem notícia é o Instituto dos Engenheiros deLondres, fundado em 1840.2.2 AS PRIMEIRAS ESCOLAS DE ENGENHARIA A evolução da Engenharia, como afirmam Bazzo; Pereira (1997), sempre esteveintimamente relacionada com o aparecimento de escolas para a formação de engenheiros. Ainda, em 1506, teria sido fundada, em Veneza, na Itália, a primeira escola dedicada àformação de engenheiros e artilheiros, no entanto, não existem registros oficiais quecomprovam a existência de tal escola, apenas existem referências, em textos históricos, quesugerem tal. No século XVIII, conforme Bazzo; Pereira (1997), vários cientistas franceses, taiscomo Poisson, Navier, Coriolis, Poncelet e Monge, contribuíram para a definição da técnicacientífica, que resultou na fundação, em Paris, na França, em 1774, da Ècole Polytechnique,cujo objetivo era ensinar as aplicações da matemática aos problemas da Engenharia. Assim, em 1747 foi criada, na França, aquela que é considerada a primeira escola deengenharia do mundo, a Ècole dês Ponts et Chaussées. Em 1778, foi implantada a Ècole dês Mines e, em 1794, o Conservatoire dês Arts et 36
  42. 42. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oMétiers. Estas escolas eram voltadas para o ensino prático, diferentes, portanto, da ÈcolePolytechnique, que era voltada para o ensino teórico. O passo seguinte no desenvolvimento da Engenharia, foi a criação das escolas técnicassuperiores de língua germânicas. As escolas de Praga, atual República Tcheca, em 1806, a deViena, na Áustria, em 1815, a de Karlsruhe, na Alemanha, em 1825 e a de Munique, tambémna Alemanha. Entretanto, a escola que teve maior importância no aparecimento da Engenhariamoderna foi a de Zurique, na Suíça, a Eidgenossische Technische Hockschule, em 1854. Em 1794 foi criada a primeira escola de Engenharia nos estados Unidos (EUA), aAcademia Militar de West Point, que pegou fogo dois anos depois, sendo reaberta em 1802,ano que passou a ser considerado o ano oficial de sua fundação. A primeira e maiscaracterística escola técnica superior dos EUA foi, provavelmente, o Rensselaer PolytechnicInstitute, fundado em 1824. Depois, vieram o Massachusetts Institute of Technology (MIT),em 1865, Carnegie Institute of Technology, em 1905 e o Califórnia Institute of Technology,em 1919. Desta maneira, “... com estas escolas e institutos, a técnica tomou copo, ampliando-sea aplicação da ciência à tecnologia.” (BAZZO; PEREIRA, 1997, p. 188). Deve-se destacar uma diferença fundamental entre as primeiras escolas de Engenhariae as atuais: “As primeiras, adestravam para técnicas e processos,. Hoje, a preocupação maior ésobretudo formar e educar – para fornecer ao futuro profissional armas para que este possaresistir ao rápido obsoletismo das técnicas-, e secundariamente treinar.” (BAZZO;PEREIRA, 1997, p. 188-9). 37
  43. 43. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o2.3 HISTÓRIA DA ENGENHARIA NO BRASIL Não é fácil estabelecer o início das atividades da Engenharia no Brasil, mas comcerteza, como lembram Afonso; Fleury, as atividades profissionais especializadas iniciaram-se no próprio descobrimento, ocasião em que foram utilizados conhecimentos de EngenhariaNaval, de Astronomia, de Matemática, de Cartografia, de Medicina, dentre outros, paraconduzir a frota de Cabral até o Brasil. Em seguida, com o advento da descoberta de minerais como o ouro, as atividadesrelacionadas com a Geologia e a Engenharia de Minas foram intensificadas. Logo após a vinda da família imperial para o Brasil, em 1808, foram criadas asprimeiras escolas técnicas na colônia. A Engenharia brasileira é bastante jovem, conforme salienta o CREA/SP, tendo suaorigem, conforme Bazzo; Pereira (1997), na área militar, em 1810, quando o atual PríncipeRegente (futuro rei Dom João VI) criou a Academia Militar do Rio de Janeiro, emsubstituição a Real Academia de Artilharia, Fortificações e Desenho, instalada em 1792. A Academia Real Militar, depois da Independência, teve seu nome alterado paraAcademia Imperial Militar e depois para Academia Militar da Corte. Em 1823 passaram a serpermitidas as matrículas de aluno civis. Em 1858, a Academia Militar da Corte, passou a denominar-se Escola Central, sendoentão destinada ao ensino da Matemática, das Ciências Físicas e Naturais e das doutrinas deEngenharia Civil. O ensino militar ficou a cargo da Escola de Aplicação do Exército e da 38
  44. 44. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oEscola Militar do Rio Grande do Sul. Em 1874, segundo Bazzo; Pereira (1997), CREA/SP e UFRJ, a partir da necessidadede desenvolvimento, principalmente nos setores de saneamento, ferroviário e de portosmarítimos, é a fundação da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, sucessora direta da antigaEscola Central. Ainda no século XIX, conforme Bazzo; Pereira (1997), foram criadas as Escolas deMinas de Ouro Preto/MG em 1876, a Politécnica de São Paulo/SP, em 1893, a Politécnica doMackenzie College e a Escola de Engenharia do Recife/PE, em 1896, a Politécnica da Bahia ea Escola de Engenharia de Porto Alegre/RS, em 1897. Até por volta de 1900, segundo Afonso; Fleury, o exercício profissional era livre nopaís, mas a partir dessa data, o governo se viu pressionado a elaborar legislações que visavamexercer controle sobre determinadas atividades profissionais, tentando limitar o exercícioilegal de algumas profissões. Desta maneira, a primeira profissão a ser regulamentada foi a de EngenheiroAgrimensor. Em 1933 regulamentou-se as profissões de Engenheiro Agrônomo e EngenheiroCivil. Nesse ano foi também criado o Sistema CONFEA/CREAS.BIBLIOGRAFIA CONSULTADAAFONSO, A. A.; FLEURY, N. Uma Breve História da Engenharia. Disponível em:http://www.crea-go.org.br/informativo/artigos/2.htm. . Acesso em 10 de maio de 2007 às 22hs 00.BAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. do V. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis:Editora da UFSC, 1997., p. 7-32. 39
  45. 45. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oCREA/SP. Um pouco de História da Engenharia no Brasil. Disponível em:http://cursos.unisanta.br/mecanica/leis/historia.html. Acesso em 10 de maio de 2007 às 22 hs45.UFRJ. História. Disponível em:<http://www.poli.ufrj.br/bin/index_home.php?op1=SHOWPLITECNICA&op2=1>. Acesso em16 de maio de 2007 às 11 hs 45. 40
  46. 46. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIII A ENGENHARIA3.1 DEFINIÇÃO Engenharia é a atividade em que os conhecimentos científicos e técnicos e aexperiência prática são aplicados para a exploração dos recursos naturais, para o projeto,construção e operação de objetos úteis e para o planejamento urbano e ambiental. Ou seja, a Engenharia é a atividade em que os conhecimentos científicos etécnicos e a experiência prática são aplicados para ATENDER AS DEMANDAS DASOCIEDADE. O Ministério da Educação, por meio do Conselho Nacional de Educação (CNE),Câmara de Educação Superior (CES) estabelece, através da Resolução CNE/CES 11/2002, asDiretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de Graduação em Engenharia, que referem-seexclusivamente à formação acadêmica não abrangendo os aspectos relativos ao registro para oexercício da profissão.3.2 PERFIL, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO EGRESSO Os Artigos 3 e 4º da Resolução CNE/CES 11/2002 tratam do perfil, competências ehabilidades gerais do egresso de um Curso de Engenharia. 41
  47. 47. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o O Artigo 3º coloca qual deve ser o perfil que um Curso de Graduação em Engenhariadeve proporcionar ao formado/egresso/profissional:“Art. 3º O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formandoegresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva,capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica ecriativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos,econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento àsdemandas da sociedade.” Conforme o Artigo 3º é possível constatar que a Principal Característica da Profissãode Engenharia é o atendimento às demandas da sociedade. O Artigo 4º coloca quais devem ser as competências e habilidades gerais que umCurso de Graduação em Engenharia deve proporcionar ao seu egresso:“Art. 4º A formação do engenheiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentosrequeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:I - aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;II - projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;III - conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;IV - planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;V - identificar, formular e resolver problemas de engenharia;VI - desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;VI - supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;VII - avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;VIII - comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;IX - atuar em equipes multidisciplinares; 42
  48. 48. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oX - compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;XI - avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;XII - avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;XIII - assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.”3.3 PROCESSO DE FORMAÇÃO Os Artigos 5º ao 7º da Resolução CNE/CES 11/2002 estabelecem como deve ser oprocesso de formação em Curso de Graduação em Engenharia.3.3.1 Aspectos Gerais Os Artigos 5º tratados aspectos gerais deste processo de formação:“Art. 5º Cada curso de Engenharia deve possuir um projeto pedagógico1 que demonstreclaramente como o conjunto das atividades previstas garantirá o perfil desejado de seu egressoe o desenvolvimento das competências e habilidades esperadas. Ênfase deve ser dada ànecessidade de se reduzir o tempo em sala de aula, favorecendo o trabalho individual e emgrupo dos estudantes.§ 1º Deverão existir os trabalhos de síntese e integração dos conhecimentos adquiridos aolongo do curso, sendo que, pelo menos, um deles deverá se constituir em atividade obrigatóriacomo requisito para a graduação.1 Também chamado de projeto político pedagógico. 43
  49. 49. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o§ 2º Deverão também ser estimuladas atividades complementares, tais como trabalhos deiniciação científica, projetos multidisciplinares, visitas teóricas, trabalhos em equipe,desenvolvimento de protótipos, monitorias, participação em empresas juniores e outrasatividades empreendedoras.”3.3.2 Tópicos de estudo e conteúdos O Artigo 6º da Resolução CNE/CES 11/2002 estabelecem quais devem ser os tópicosde estudo e os conteúdos num Curso de Graduação em Engenharia.“Art. 6º Todo o curso de Engenharia, independente de sua modalidade, deve possuir em seucurrículo um núcleo de conteúdos básicos, um núcleo de conteúdos profissionalizantes e umnúcleo de conteúdos específicos que caracterizem a modalidade.”3.3.2.1 Núcleo de Conteúdos Básicos“§ 1º O núcleo de conteúdos básicos, cerca de 30% da carga horária mínima, versará sobre ostópicos que seguem:I - Metodologia Científica e Tecnológica;II - Comunicação e Expressão;III - Informática;IV - Expressão Gráfica;V - Matemática;VI - Física;VII - Fenômenos de Transporte;VIII - Mecânica dos Sólidos; 44
  50. 50. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIX - Eletricidade Aplicada;X - Química;XI - Ciência e Tecnologia dos Materiais;XII - Administração;XIII - Economia;XIV - Ciências do Ambiente;XV - Humanidades, Ciências Sociais e Cidadania.§ 2º Nos conteúdos de Física, Química e Informática, é obrigatória a existência de atividadesde laboratório. Nos demais conteúdos básicos, deverão ser previstas atividades práticas e delaboratórios, com enfoques e intensividade compatíveis com a modalidade pleiteada.”3.3.2.2 Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes“§ 3º O núcleo de conteúdos profissionalizantes, cerca de 15% de carga horária mínima,versará sobre um subconjunto coerente dos tópicos abaixo discriminados, a ser definido pelaIES:I - Algoritmos e Estruturas de Dados;II - Bioquímica;III - Ciência dos Materiais;IV - Circuitos Elétricos;V - Circuitos Lógicos;VI -Compiladores;VII - Construção Civil;VIII - Controle de Sistemas Dinâmicos;IX - Conversão de Energia;X - Eletromagnetismo;XI - Eletrônica Analógica e Digital;XII - Engenharia do Produto;XIII - Ergonomia e Segurança do Trabalho;XIV - Estratégia e Organização;XV - Físico-química;XVI - Geoprocessamento;XVII - Geotecnia; 45
  51. 51. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oXVIII - Gerência de Produção;XIX - Gestão Ambiental;XX - Gestão Econômica;XXI - Gestão de Tecnologia;XXII - Hidráulica, Hidrologia Aplicada e Saneamento Básico;XXIII - Instrumentação;XXIV - Máquinas de fluxo;XXV - Matemática discreta;XXVI - Materiais de Construção Civil;XXVII - Materiais de Construção Mecânica;XXVIII - Materiais Elétricos;XXIX - Mecânica Aplicada;XXX - Métodos Numéricos;XXXI - Microbiologia;XXXII - Mineralogia e Tratamento de Minérios;XXXIII - Modelagem, Análise e Simulação de Sistemas;XXXIV - Operações Unitárias;XXXV - Organização de computadores;XXXVI - Paradigmas de Programação;XXXVII - Pesquisa Operacional;XXXVIII - Processos de Fabricação;XXXIX - Processos Químicos e Bioquímicos;XL - Qualidade;XLI - Química Analítica;XLII - Química Orgânica;XLIII - Reatores Químicos e Bioquímicos;XLIV - Sistemas Estruturais e Teoria das Estruturas;XLV - Sistemas de Informação;XLVI - Sistemas Mecânicos;XLVII - Sistemas operacionais;XLVIII - Sistemas Térmicos;XLIX - Tecnologia Mecânica;L - Telecomunicações;LI - Termodinâmica Aplicada;LII - Topografia e Geodésia;LIII - Transporte e Logística.”3.3.2.3 Núcleo de Conteúdos Específicos da Modalidade: Extensões e Aprofundamentos da Modalidade“§ 4º O núcleo de conteúdos específicos se constitui em extensões e aprofundamentos dosconteúdos do núcleo de conteúdos profissionalizantes, bem como de outros conteúdosdestinados a caracterizar modalidades. Estes conteúdos, consubstanciando o restante da carga 46
  52. 52. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ohorária total, serão propostos exclusivamente pela IES. Constituem-se em conhecimentoscientíficos, tecnológicos e instrumentais necessários para a definição das modalidades deengenharia e devem garantir o desenvolvimento das competências e habilidades estabelecidasnestas diretrizes.” É importante enfatizar que os tópicos de estudo e seus conteúdos, de ambos osnúcleos, varia, conforme a modalidade da Engenharia a que diz respeito e conforme o enfoquee a intensidade adotados pela instituição de ensino superior para o curso. Além disso, oordenamento dos conteúdos não representa sequência imposta na estruturação do currículo,nem os tópicos correspondem necessariamente a disciplinas individuais.3.3.3 Estágios Curriculares O Artigo 7º da Resolução CNE/CES 11/2002 trata dos estágios curricularesobrigatórios:Art. 7º A formação do engenheiro incluirá, como etapa integrante da graduação, estágioscurriculares obrigatórios sob supervisão direta da instituição de ensino, através de relatóriostécnicos e acompanhamento individualizado durante o período de realização da atividade. Acarga horária mínima do estágio curricular deverá atingir 160 (cento e sessenta) horas.Parágrafo único. É obrigatório o trabalho final de curso como atividade de síntese eintegração de conhecimento.” 47
  53. 53. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3.4 DEFINIÇÕES UTILIZADAS NAS ATRIBUIÇÕES DE TÍTULOS PROFISSIONAIS A Resolução do CONFEA nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, regulamenta aatribuição de títulos profissionais, atividades, competências e o âmbito de atuação dosprofissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercícioprofissional. No Capítulo 2, Artigo 5º, desta Resolução, adota-se as seguintes definições:“I – atribuição: ato geral de consignar direitos e responsabilidades dentro do ordenamentojurídico que rege a comunidade;II - atribuição profissional: ato específico de consignar direitos e responsabilidades para oexercício da profissão, em reconhecimento de competências e habilidades derivadas deformação profissional obtida em cursos regulares;III - título profissional: título atribuído pelo Sistema Confea/Crea a portador de diplomaexpedido por instituições de ensino para egressos de cursos regulares, correlacionado como(s) respectivo(s) campo(s) de atuação profissional, em função do perfil de formação doegresso, e do projeto pedagógico do curso;IV - atividade profissional: ação característica da profissão, exercida regularmente;V - campo de atuação profissional: área em que o profissional exerce sua profissão, emfunção de competências adquiridas na sua formação;VI – formação profissional: processo de aquisição de competências e habilidades para oexercício responsável da profissão;VII - competência profissional: capacidade de utilização de conhecimentos, habilidades eatitudes necessários ao desempenho de atividades em campos profissionais específicos,obedecendo a padrões de qualidade e produtividade;VIII - modalidade profissional: conjunto de campos de atuação profissional da Engenhariacorrespondentes a formações básicas afins, estabelecido em termos genéricos pelo Confea;IX – categoria (ou grupo) profissional: cada uma das três profissões regulamentadas2 na Leinº 5.194 de 1966; e2 Engenharia, Arquitetura e Agronomia. 48
  54. 54. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oX – curso regular: curso técnico ou de graduação reconhecido, de pós-graduaçãocredenciado, ou de pós-graduação senso lato considerado válido, em consonância com asdisposições legais que disciplinam o sistema educacional, e devidamente registrado noSistema Confea/Crea.”3.5 NÍVEIS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM ENGENHARIA No Capítulo 1, Artigo 3º e 4º da Resolução do CONFEA nº 1.010, de 22 de agosto de2005 são feitas as seguintes considerações quanto aos níveis de formação profissional, no quediz respeito às profissões inseridas no Sistema Confea/CREA:“I - técnico;II – graduação superior tecnológica;III – graduação superior plena;IV - pós-graduação no senso lato (especialização); eV - pós-graduação no senso estrito (mestrado ou doutorado).Art. 4º Será obedecida a seguinte sistematização para a atribuição de títulos profissionais edesignações de especialistas, em correlação com os respectivos perfis e níveis de formação, eprojetos pedagógicos dos cursos, no âmbito do respectivo campo de atuação profissional, deformação ou especialização:I - para o diplomado em curso de formação profissional técnica, será atribuído o título detécnico;II - para o diplomado em curso de graduação superior tecnológica, será atribuído o título detecnólogo;III - para o diplomado em curso de graduação superior plena, será atribuído o título deengenheiro, de arquiteto e urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo ou demeteorologista, conforme a sua formação; 49

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