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Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (tdah)

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Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (tdah)

  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS ANA PAULA TARIM MARTIM DANILO LOURENÇO DE OLIVEIRA VANESSA VARGAS VOLPON ARANDA WALLYSON SUARES DA SILVATranstorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o uso do Metilfenidato em crianças do ensino fundamental em um município do noroeste paulista FERNANDÓPOLIS-SP 2012
  2. 2. ANA PAULA TARIM MARTIM DANILO LOURENÇO DE OLIVEIRA VANESSA VARGAS VOLPON ARANDA WALLYSON SUARES DA SILVATranstorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o uso do Metilfenidato em crianças do ensino fundamental em um município do noroeste paulista Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em Farmácia. Orientador: Prof. MSc. Vânia Luiza Ferreira Lucatti Sato FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  3. 3. ANA PAULA TARIM MARTIN DANILO LOURENÇO DE OLIVEIRA VANESSA VARGAS VOLPON ARANDA WALLYSON SUARES DA SILVA Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o uso do Metilfenidato em crianças do ensino fundamental em um município do noroeste paulista Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: __ de novembro de 20__. Banca examinadora Assinatura ConceitoProfª MSc. Vânia Luiza FerreiraLucatti Sato (Orientadora)Prof° MSc. Roney Eduardo ZaparolliProfª Msc.Rádila Fabricia Salles Prof. MSc. Vânia Luiza Ferreira Lucatti Sato Presidente da Banca Examinadora
  4. 4. Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus,pois sem ele, nada seria possível, e nossossonhos não seriam concretizados. Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio, eestiveram presentes acreditando em nossopotencial, nos incentivando na busca de novasrealizações e descobertas, e a nossa professoraorientadora Vânia Sato.
  5. 5. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus pela realização deste trabalho. Pelacompreensão dos meus familiares, pois sem eles não seria possível obter estaconquista. Aos professores da FEF que nos transmitiram um grande aprendizado etambém a nossa orientadora Vânia Sato, que nos ajudou na elaboração destetrabalho. Ana Paula Tarim Martim
  6. 6. Agradeço a toda a minha família, ao meu pai Carlos e minha mãe Silvana porsempre ter acreditado em minha capacidade, e que mesmo nas horas mais difíceissempre estiveram ao meu lado. Meus irmãos Fernanda e Junior, pela motivação eforça que me deram nesta jornada. Á Janaina Ramanholi por sempre ter estado aomeu lado em momentos de dificuldade. Certamente sem a ajuda destas pessoasesta conquista seria impossível. Agradeço imensamente também a nossaorientadora Vânia Sato por toda atenção nos dada no período de elaboração destetrabalho. Danilo Lourenço de Oliveira
  7. 7. Agradeço aos meus familiares: pai, mãe, irmã, tios e avós pela dedicação epaciência que depositaram em mim durante o curso. Por horas no transcorrer doCurso, ausentei-me do convívio familiar para estudar, desenvolver as atividadespropostas em busca do aprendizado. Aos meus amigos, que com incentivo,compreensão e apoio encorajou-me a prosseguir. Agradeço a todos os professoresdo curso, pelo empenho para tornar-me um profissional de sucesso, comconhecimento e competência na respectiva área de atuação. Á professoraorientadora Vânia Sato, que com seu empenho, entusiasmo e generosidade,contribuiu decisivamente para que se concretizassem meus caminhos. Vanessa Vargas Volpon Aranda
  8. 8. Agradeço primeiramente a Deus, pela sua infinita misericórdia e pelo fato dechegar até aqui. E também aos meus pais que mesmo sem uma formaçãoacadêmica, pode me dar uma formação de caráter, e essa abriu portas e comcerteza continuara abrindo muitas outras mais. Os meus agradecimentos também áequipe de professores que compõem a nossa banca avaliadora do TCC, pelaparticipação. E principalmente a nossa professora orientadora Vânia Sato, queacreditou na nossa proposta e nos ajudou a confeccionar esse trabalho, mais do queuma orientadora, em certos momentos uma mãe do grupo. Obrigado! Wallyson Suares da Silva
  9. 9. “Não tenha medo de ir atrás daquilo que você quer, daquilo quevocê quer ser. Não tenha medo de quanto isso irá custar.” Lane Frost
  10. 10. RESUMODentre as perturbações mentais, as que mais ocorrem em idade escolar, é oTranstorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), sendo uma das maiorescausas da procura médica relacionada a problemas da mente por parte dascrianças. O TDAH é uma doença relacionada ao processo de hiperatividade,desatenção, e impulsividade. Estudos apontam que o TDAH, esteja ligado a umadisfunção no sistema noradrenérgico e dopaminérgico. E também a fatores sociais,ambientais, e herança genética. O TDAH caracteriza-se pela inquietude, dificuldadeem manter a atenção em atividades que requerem esforço mental, e também pelanecessidade de dar respostas antes que as perguntas sejam concluídas, sendo queessa geralmente vem de forma equivocada. Os principais tratamentos estãorelacionados, a forma de lidar com a criança e/ou mudança no ambiente em que elaconvive. E também outra forma talvez a mais usada, seja o tratamento farmacológicocom o uso de psicoestimulantes, como metilfenidato, que age bloqueando ostransportadores noradrenérgicos e dopaminérgicos, regulando a atenção econtrolando a hiperatividade/impulsividade. Através de pesquisa realizada em escolapública em um município do noroeste paulista, mostrou-se coerente com aestatística da literatura que prevê a incidência do TDAH de 3 á 6% em crianças deidade escolar. O levantamento na escola também mostrou satisfação por parte dosprofessores quanto ao metilfenidato, e o melhor aproveitamento no rendimentoescolar em crianças que passaram a usar o medicamento como base no tratamento.Palavras-chave: Transtorno, Desatenção, Hiperatividade, Metilfenidato.
  11. 11. ABSTRACTAmong mental disorders, the ones that occur in school, its Disorder and AttentionDeficit Hyperactivity Disorder (ADHD), one of the biggest causes of seeking medicalproblems related to the mind by children. ADHD is a disease related to the process ofhyperactivity, inattention, and impulsivity. Studies indicate that ADHD is linked to adysfunction in dopaminergic and noradrenergic system. And also the social,environmental, and genetic inheritance. ADHD is characterized by restlessness,difficulty sustaining attention in activities that require mental effort, and also by theneed to provide answers before questions are completed, and this usually comes inerror. The main treatments are related, how to deal with the child and / or change inthe environment in which she lives. Also otherwise perhaps the most used, is thepharmacological treatment with the use of psychostimulants, such asmethylphenidate, which acts blocking the noradrenergic and dopaminergictransporters, regulating and controlling attention hyperactivity / impulsivity. Throughresearch conducted in public schools in a city in northeastern São Paulo, wasconsistent with the statistical literature that the incidence of ADHD predicts 3 to 6% inchildren of school age. The school survey also showed satisfaction on the part ofteachers as to methylphenidate, better utilization and school performance in childrenwho started using the drug based treatment.Key words: Disorder, Deficit Attention, Hyperactivity, Methylphenidate.
  12. 12. LISTA DE TABELATABELA 1 – Número de crianças de 1ª á 5ª série no período matutino que faz o usode Metilfenidato 32TABELA 2 - Número de crianças de 1ª á 5ª série no período vespertino que faz ouso de Metilfenidato 32TABELA 3 – Número total de alunos de 1ª á 5ª série que faz o uso de Metilfenidato 32
  13. 13. SUMÁRIOINTRODUÇÃO..................................................................................................... 141 TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE – TDAH............... 161.1 ETIOLOGIA.................................................................................................................. 171.2 DIAGNÓSTICO............................................................................................................ 181.3 TIPOS DE TDAH.......................................................................................................... 201.4 TRANSTORNOS MENTAIS ASSOCIADOS E SUA CARACTERISTICAS................. 211.5 TRATAMENTO............................................................................................................. 222 METILFENIDATO............................................................................................................ 242.1 MECANISMO DE AÇÃO............................................................................................... 252.2 FARMACOCINÉTICA.................................................................................................. 262.3 EFEITOS ADVERSOS DO METILFENIDATO................................................. 262.4 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS............................................................... 282.5 FORMAR FARMACÊUTICAS DO METILFENIDATO..................................... 293 PESQUISA.......................................................................................................... 313.1 METODOLOGIA.............................................................................................. 313.2 RESULTADOS................................................................................................ 314 CONCLUSÃO..................................................................................................... 345 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................... 35REFERÊNCIAS................................................................................................... 37
  14. 14. 14 INTRODUÇÃO Transtornos mentais infelizmente sugerem uma separação entre transtornosfísicos, e os transtornos da mente. Dividindo em síntese mente/corpo. Em revisãobibliográfica encontraram fatos que existe muito do “corpo” em transtornos da mente,assim como a muito da “mente” em transtornos do corpo. Embora hajaclassificações, assim como outras partes do corpo, ainda não existe uma definiçãopara “transtornos mentais”, e que se adéque a todos seus quesitos, ou seja, não temcomo se afirmar a existência do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade(TDAH) através de apenas características físicas ou comportamentos momentâneos,é necessário que haja uma investigação social, ambiental, e familiar da criança. Etambém a frequência em que ocorrem os sintomas característicos do TDAH (DSM-IV, 2002). O TDAH caracteriza-se por uma desatenção e/ou hiperatividade incomum econtínua, em vista dos demais indivíduos na mesma fase de desenvolvimento (DSM-IV, 2003). Acomete principalmente crianças em idade escolar entre 5 e 7 anos, e emalguns casos persistem na vida adulta, porém com menos sintomas (ROHDE;HALPERN, 2004). Podem ser originado de heranças genéticas, fatores ambientais,e sociais, contudo ainda não existe uma causa comprovada para o seu surgimento.O tratamento do TDAH consiste em uma combinação de tratamentos psicossociais,e também na maioria deles é utilizado tratamentos psicofarmacológicos. Entretantodeve-se observar que o TDAH, deve atender a critérios diagnósticos antes dequalquer procedimento, esses critérios são classificações onde indivíduos com adoença apresentam sintomas característicos há pelo menos seis meses, e comfrequência (ROHDE et al, 2000). Dentre os tratamentos para o TDAH, o principal medicamento utilizado é ometilfenidato, o psicoestimulante mais consumido no mundo, e mais conhecido aquino Brasil por seu nome comercial de Ritalina® (ORTEGA et al, 2010). Ometilfenidato é um medicamento clinicamente apontado como eficaz no tratamentodo TDAH, e que proporciona ao paciente um nível de atenção satisfatório, e tambématua no controle da hiperatividade/impulsividade. Ainda não esta comprovada o seu mecanismo de ação, porem supõe-se queele age bloqueando transportadores dopaminérgicos, aumentando os níveis de
  15. 15. 15dopamina, assim como da noradrenalina (FAGUNDES, 2006). Portanto, o objetivo desse trabalho é fazer um levantamento do uso dometilfenidato no tratamento do TDAH. Desta forma foi feito uma pesquisa comalunos do ensino fundamental das escolas públicas em um município do noroestepaulista, sobre o metilfenidato e o TDAH, e correlacionamos com os dadospesquisados.
  16. 16. 16 1 TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE – TDAH Desde a metade do séc. XIX, já se ouve a respeito da desatenção ehiperatividade (ROHDE; HALPERN, 2004). Em 1865 as primeiras referências ahiperatividade e desatenção, foram feitas em um poema descrito pelo médicoalemão Heinrich Hooffman, sendo que a primeira descrição do transtorno feita empublicação foi em uma revista medicinal (Lancet) no ano de 1902, pelos pediatrasingleses George Still e Alfred Tredgold. Still classificou como defeito na condutamoral, crianças que apresentavam problemas comportamentais, com sintomas deimpaciência diante de situações que exigiam regras e limites, também desatenção, einquietação. O surgimento da doença segundo Still, era baseada em danoscerebrais, problemas relacionados ao ambiente de convivência da criança,patrimônios genéticos familiares, ou disfunção (SANTOS, 2010). Já no séc. XX, o assunto ganhou ênfase devida á um grande surto deencefalite ocorrido na América do Norte, nos anos de 1917 e 1918. As crianças quevieram após esse acontecimento, apresentavam sintomas parecidos com o que hojeé denominado como TDAH (ROHDE; HALPERN, 2004.; SANTOS; VASCONCELOS,2010). A nomenclatura referente à desatenção e hiperatividade vem sofrendoalterações ao longo dos anos, como por exemplo, nos Estados Unidos a primeirareferência a essa patologia era chamada de "Lesão cerebral mínima" por volta dosanos 40, posteriormente chamada "Disfunção cerebral mínima" (ROHDE;HALPERN, 2004). Dentre outros nomes com “encefalite letárgica” e “hipercinesia”(BRZOZOWSKI; CAPONI, 2009). Atualmente chamado de TDAH, recebeu estanomenclatura, pois com estudos perceberam que existe muito mais uma disfunçãodas vias nervosas, do que uma lesão cerebral, desencadeando o processo dedesatenção, acompanhado ou não pela hiperatividade. (ROHDE et. al, 2000). O TDAH é um transtorno neuropsiquiátrico diagnosticado em cerca de 3-6%de criança em idade escolar, geralmente entre cinco e sete anos de idade,
  17. 17. 17caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade (ROHDE; HALPERN,2004). Em estudos clínicos apontam que a proporção de incidência do TDAH ocorreem sua maioria em meninos sendo uma proporção de 9:1, ou seja, para cada 9meninos com o transtorno existe apenas 1 menina com o mesmo, entretantocientificamente, esses estudos apontam que ocorre uma proporção de 2:1, a cada 2meninos com essa psicopatologia existe apenas uma menina, sendo essa uma dasprincipais causas do encaminhamento de crianças ao sistema de saúde. Acompreensão do que acontece á nível biológico, e comportamental da criança queinduz ela ao transtorno, facilitam a implantação do tratamento de forma mais eficaz,e efetiva, ou seja, mais preciso (SANTOS; VASCONCELOS, 2010). As mudanças em relação à nomenclatura foram significativas e ajudaram emuma melhor compreensão sobre o TDAH, porém ainda existem interpretações queprecisam ser muito bem observadas por quem faz o diagnóstico do transtorno,dentre esses fatores a serem observados estão: a causa, surgimento, melhor formade tratamento, e a compreensão global dessa patologia (ROHDE et al, 2000). 1.1 ETIOLOGIA Ainda não são conhecidas as causas exatas do surgimento do TDAH, apesardo grande número de estudos que existem em relação ao mesmo. Porém, fatoresambientais, sociais, e heranças genéticas são bem aceitos pela literatura. A genéticaé grande colaboradora no desenvolvimento do TDAH, assim como de outrostranstornos psiquiátricos, ou seja, a composição dos genes torna a criança maissuscetível ao desenvolvimento do transtorno. O surgimento e o desenvolvimento doTDAH, esta diretamente relacionada sobre quais genes propensos estão agindo, ecomo eles contribuem na patologia, estudos indicam que há relação fenotípicafamiliar (SANTOS; VASCONCELOS, 2010.; ROHD; HALPERN, 2004). Segundo Vasconcelos e Santos (2010), são considerados também em suaetiologia as alterações nos substratos neurais. O que explicaria a desatenção seriauma falha no controle das funções executivas, caracterizando uma maior dificuldade
  18. 18. 18em controlar atitudes e comportamentos e lidar com as interferências. Aresponsabilidade da sintomatologia, do TDAH esta relacionada a essa falha queexiste em não haver resposta inibitória controlando os impulsos, e outroscomportamentos como o da necessidade de recompensa imediata, o nãocumprimento de regras comportamentais, assim como a incapacidade de medir asconsequências dos seus atos, e agir precipitadamente respondendo de formaimprecisa á questões que lhe são feitas. Neuroquimicamente a efetividade dotratamento do TDAH com psicoestimulantes principalmente as anfetaminas,demonstram claramente que a dopamina e a noradrenalina também estãoetiologicamente ligadas ao TDAH, pois elas promovem um processo inibitório agindocomo agonistas direto de seus neurotransmissores. Segundo Rohde et al (2000), e Rohde; Halpern (2004), a situação deconvivência com familiares podem desencadear um processo de TDAH, porém estasituação isoladamente, não pode ser diretamente ligada a essa ocorrência. Narealidade a criança já esta vulnerável a esses processos, entretanto o convívio socialpode se tornar um gatilho para o desenvolvimento do transtorno. A desatenção, a hiperatividade, ou impulsividade podem ser resultado demuitos problemas na vida da criança (relação com pais e/ou colegas), de sistemaseducacionais impróprios, ou em outras situações de outros transtornos relacionadosá transtornos da fase de criança e adolescência. Contudo existem vários fatores quelevam as crianças a se comportarem da forma sintomatológica do TDAH, portantodeve haver cautela, e conhecimento tanto ao transtorno, e quanto ao histórico dopaciente, para que esse seja considerado como portador dessa psicopatologia(ROHDE et al, 2000.; ROHDE; HALPERN, 2004.; SANTOS; VASCONCELOS,2010). 1.2 DIAGNÓSTICO O TDAH é um tipo de disfunção mental cujo diagnóstico é um tanto difícil, poisainda não existe um exame laboratorial que comprove essa patologia de formaprecisa, sendo então este diagnóstico dado por níveis de evidencias clínicas
  19. 19. 19reforçados por exames neurológicos e neuropsicológicos, não podendo ser utilizadonenhum destes como forma de comprovação isoladamente (SANTOS;VASCONCELOS, 2010; FERREIRA, 2009). Não importa o sistema classificatório do TDAH, as crianças com estestranstornos são facilmente identificadas em seu convívio social, sendo nelas notadasfrequentemente, sintomas característicos da tríade de composição dessa patologia,sendo elas: - Desatenção: as crianças com essa dificuldade parecem não ouvir quandosão chamadas, parecem estar sempre distraídas com outras coisas e não aquela naqual deviam estar fissionadas; relutam em participar de tarefas que exigem esforçomental; não conseguem fazer as coisas conforme são instruídos e nem mesmochegam a terminar tarefas escolares; perdem coisas que são necessárias paras asatividades didáticas; são facilmente encantadas por coisas não inerentes á tarefa; eaté mesmo esquecem-se de coisas que são habituais. – Hiperatividade, crianças hiperativas apresentam frequentemente sintomascomo: dificuldade em manter-se quieto em seu lugar, ou seja, elas agitam os pése/ou as mãos; se remexem no lugar; levantam-se da sua cadeira nas horas queesperam que fiquem sentadas; correm e escalam em horas não propícias; nãoconseguem participar, ou entreter-se silenciosamente em atividades de lazer; essascrianças parecem sempre a “todo vapor”, ou parecer estar “a mil”, por sempre estarem movimento e também falarem exageradamente. – Impulsividade, crianças impulsivas respondem antes que as perguntassejam concluídas; se metem em assuntos que não tem haver com elas;frequentemente interrompem assuntos alheios; e tem dificuldade em esperar a suavez (ROHDE et al, 2000). As evidências clínicas para o diagnóstico do TDAH, devem estar ligadas assintomatologias, previstas pelas listas de classificação dos sintomas: ClassificaçãoInternacional das Doenças (CID-10), e Manual de Diagnóstico e estatísticas deperturbações Mentais (DSM-IV), além do auxílio de exames neurológicos (SANTOS;VASCONCELOS, 2010). O DSM-IV envolve a analise de duração, e freqüênciasdos sintomas envolvidos na tríade dos sintomas do TDAH, sendo eles:hiperatividade, desatenção, e impulsividade. Para que seja diagnosticado otranstorno a criança deve apresentar pelo menos seis características da lista deDesatenção, e outras seis para Hiperatividade/Impulsividade (conforme anexo 1),
  20. 20. 20podendo esse limiar diminuir para ou cinco sintomas ou menos em adolescentes eadultos, pois estes podem continuar com prejuízos significativos de forma geral navida adulta, mesmo com menos sintomas da Desatenção e/ouHiperatividade/Impulsividade (PSIQ-WEB,2012; SANTOS; VASCONCELOS,2010;ROHDE et al, 2000). Segundo Rohde et al (2000), o importante não é quanto dossintomas que o individuo apresenta, e sim o tanto que esses sintomas o trazem deprejuízo. Segundo Rohde e Halpern (2004), é sempre importante no diagnóstico doTDAH, o histórico familiar e social dessa criança. Por isso para diagnosticar énecessário relacionar os sintomas, a historia de vida da criança. Deve-se levar emconsideração: a) Duração dos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade. (b)Frequência e intensidade dos sintomas; c) Persistência dos sintomas em várioslocais e ao longo do tempo. d) Prejuízo clinicamente na vida da criança; e)Entendimento do significado do sintoma. É sempre necessário analisar se a criançanão presta atenção por não conseguir mesmo, ou seja, a falta de atenção independedo sistema voluntario dela. O diagnóstico do TDAH é complexo, tanto pela dimensão da desatenção e/ouhiperatividade, mas também pela grande incidência de comorbidades relacionadas aesse problema. 1.3 TIPOS DE TDAH O DSM-IV subdivide o TDAH em três tipos, sendo eles: a) TDAH compredomínio de desatenção; b) TDAH com predomínio dehiperatividade/impulsividade; c) TDAH tipo combinado. O tipo de transtorno compredomínio de desatenção é mais frequente em pessoas do sexo feminino, e estárelacionada juntamente com o tipo combinado a um maior prejuízo escolar. Criançascom o tipo de predomínio de hiperatividade/impulsividade tendem a ser maisagressivas e impulsivas, e são mais rejeitadas pelos colegas de turma. Já o tipocombinado apresenta um maior prejuízo global comparado com os outros dois tipos(ROHDE; HALPERN, 2004).
  21. 21. 21 1.4 TRANSTORNOS MENTAIS ASSOCIADOS E SUAS CARACTERÍSTICAS Segundo Leite e Baldini (2011), o quadro clínico do paciente com sintomas deTDAH deve ser bem avaliado, pois existem outros transtornos psiquiátricosrelacionados e/ou associados ao TDAH. Os sintomas que mais se apresentam emcrianças com o TDAH em amostras clínicas são: depressão (10-20%), transtorno deconduta ou opositor desafiante (50-60%), transtorno de ansiedade (20-25%),transtorno bipolar (10%), transtorno de aprendizagem (10-50%). Além de que 50%de pessoas com síndrome de Tourette (distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado portiques múltiplos, motores ou vocais, que geralmente se instalam na infância (Chien,2001) apresentam TDAH. Os transtornos associados apresentam características, que variam de acordocom a idade, e fase da doença, podendo incluir nessas particularidades, como: baixatolerância em situações que não saem conforme o esperado; acessos raivosos;comportamento autoritário; teimosia; persistência exacerbada e contínua paraque suas solicitações sejam atendidas; humor instável; desmoralização; indisposiçãogeral; rejeição por seus companheiros, e auto-estima abalada. Tem dificuldades navida acadêmica, e acaba gerando conflitos na família, com professores, e diretoresescolares; constante relutância em participar de tarefas importantes, é tida comopreguiça; irresponsabilidade; e ser sempre “do contra”. A vida familiar do indivíduofica comprometida, pois os pais acabam achando que o comportamento perturbadorseja de forma voluntária. Em algumas situações o QI de pessoas com transtornossão baixos, já em outras situações eles aparecem normais ou superdotados.Geralmente esses indivíduos apresentam baixa escolaridade ou realizaçõesprofissionais menores do que á de seus companheiros. Deve-se lembrar de que o diagnóstico e o tratamento proposto para o TDAHdevem estar baseados em evidências clínicas, além de muita cautela na hora depropor, pois quem indica um tratamento deve estar ciente, até que ponto umasituação é suportável, nos casos de tratamento medicamentoso, deve ser avaliadorisco - beneficio para que o paciente não se prejudique mais, do que apenas ossintomas do TDAH sozinhos trariam (DSM-IV, 2000).
  22. 22. 22 1.5 TRATAMENTO Segundo Rohde e Halpern (2004), no tratamento do transtorno, é envolvidaabordagem múltipla utilizando métodos psicossociais, e fármacos psicoestimulantes.Nos tipos de tratamento psicossociais, a educação dos pais e familiares vem emprimeiro lugar, orientando sobre o transtorno, deixando claro a eles todas asinformações a respeito, e como lidar com os sintomas. A organização do espaçodedicado ao estudo da criança em casa, também deve ser levado em conta, umambiente calmo, longe de janelas viradas para rua onde a criança não teriaestímulos visuais, proporcionaria uma maior facilidade em sua concentração. Naescola, um planejamento por parte dos professores também é levado em conta.Colocar a criança que sofra do transtorno sentado na primeira fila em sala de aula, autilização de atividades físicas e, juntamente com tarefas que não sejam longas eexija a atenção da criança por um longo período de tempo, é de suma importânciano aprendizado da criança. O atendimento individualizado e aulas de reforços emalgumas disciplinas também se fazem necessário, pois sabemos que existemlacunas no aprendizado devido ao diagnóstico tardio do TDAH. O tratamento psicofarmacológico para o TDAH é baseado principalmente emestimulantes, sendo que no Brasil o único medicamento com essas características éo metilfenidato, sendo a dose terapêutica utilizada entre 20 mg/dia e 60 mg/dia (0,3mg/kg/dia a 1 mg/kg/dia). Por ter uma meia vida muito curta, é utilizado em duasdoses ao dia, sendo uma de manhã e outra no meio do dia. Em alguns casos éutilizado ao anoitecer, mas devido a sua capacidade de provocar perda de sono nãoé muito indicado a sua tomada neste horário, a terceira tomada do metilfenidato érecomendado apenas para pacientes que requerem uma demanda maior de atençãono final do dia (MORAES et al, 2007). Mais de 25 estudos também apontam que os antidepressivos tricíclicos(ADT) são eficazes no TDAH. Clinicamente os ADT são recomendados em casosque há comorbidades e/ou em casos em que o paciente não tem respostaterapêutica satisfatória com o uso de estimulantes, o ADT mais utilizado é abupropiona. Outro medicamento também que recentemente em um estudo de meta-análise sobre o seu uso no tratamento do TDAH foi a clonidina, o seu uso é
  23. 23. 23recomendado em caso em que tolerância aos psicoestimulantes ou em casos quecontra-indiquem o uso dos mesmos. E existe também o medicamento atomoxetina,que deve chegar ao Brasil em breve, e promete ser um tratamento vantajoso e maiscômodo, pois requer apenas uma tomada ao dia, trazendo teoricamente menosprejuízos ao organismo, e tendo uma maior seletividade, pois não é um estimulante,trata-se de um bloqueador seletivo da recaptação de noradrenalina e dopamina(ROHDE; HALPERN, 2004).
  24. 24. 24 2 METILFENIDATO Desde 1937 vem sendo utilizado estimulantes no tratamento de TDAH(SANTOS, 2011), eles tem sido a primeira escolha no tratamento medicamentoso dotranstorno. Houve um aumento drástico entre os anos de 1987 e 1997 produção ecomercialização nos Estados Unidos (EUA), sendo o metilfenidato opsicoestimulante mais consumido e estudado no mundo, mostrou-se custo-efetivamente seguro, e indicado no tratamento combinado de crianças comcomorbidades ao TDAH (ORTEGA et al, 2009; CHAZAN 2010). O metilfenidato foisintetizado em 1944 na Suíça e patenteado em 1954. Ele começou a sercomercializado neste país na década de 50, e no início era utilizado comopsicoestimulante leve, sendo vendido comercialmente sem a necessidade deprescrição médica através da receita. Sua comercialização nos Estados Unidos(EUA) passou a ser comercializado em 1956. Em 2006 foram produzidas 38 toneladas onde 34,6 foram produzidas pelosseus maiores consumidores, os EUA. Naquele mesmo ano a produção mundial erade 35,8 toneladas, sendo 82,2% consumidos pelo país norte-americano. O grandeconsumo do metilfenidato nesse país deve-se pela publicidade que é feitadiretamente ao publico, diferentemente do que acontece no Brasil onde apropaganda direta ao público sobre medicamentos sujeitos a controle especial éproibida. Mesmo assim o consumo do metilfenidato veio aumentando ao longo dosanos, pois em 2002 o consumo brasileiro foi de 40 kg, saltando para 226 kg em 2006(ITABORAHY; ORTEGA, 2010). Isso é o que mostram dados que indicam que houveum crescimento de 465% na produção do metilfenidato, somente entre os anos de2002 e 2006 (ORTEGA et al, 2009). No Brasil o uso deste metilfenidato foi autorizado no ano de 1998, e seuconsumo cresceu absurdamente desde sua chegada ao mercado. É ummedicamento “tarja preta” que tem a sua distribuição controlada, pois consta na ListaA3 da portaria 344/98 que determina regras para comercialização e/ou dispensão demedicamentos sujeitos a controle especial. Portanto só pode ser dispensado comnotificação de receita, no caso do metilfenidato, usa-se notificação de cor amarela, ea receita do medicamento deverá ficar retida no estabelecimento farmacêutico quedispensar. Porém deve haver seletividade quando se trata de tratamentos com uso
  25. 25. 25de fármacos, sempre há riscos aos pacientes, pois todo medicamento possui osseus benefícios, mas também apresenta em contra partida um provável efeitoadverso, e alteração no organismo do usuário. Geralmente, o paciente com TDAH consegue um bem-estar muito grande aoutilizar a medicação, o que na verdade, é um estímulo para manter seu tratamentode forma adequada. No início o metilfenidato foi colocado para tratamentos como a fadiga crônica,a letargia, narcolepsia e alguns estados depressivos. Porém atualmente ele estásendo mais utilizado apenas no tratamento de TDAH. O metilfenidato em dosescorretas promove uma melhora nos sintomas da impulsividade, hiperatividade, eaumenta o nível de atenção dos pacientes, melhorando assim o convívio social eacadêmico. Dadas essas características o metilfenidato, tem sido procurado nãoapenas por portadores de TDAH, mas também por estudantes que desejammelhorar o seu desempenho intelectual (PEREIRA; BEF, 2010). Os benefícios no tratamento com Metilfenidato, mesmo que não estejatotalmente esclarecido e que ainda faltem alguns estudos, podemos perceber queclinicamente seus resultados estão sendo positivos, isso é notável devido ocrescimento que ocorreu nesses últimos anos na produção, comercialização, edivulgação metilfenidato. Com todo esse aumento na demanda ainda existeparalelamente á essas características, efeitos colaterais que ocorremfreqüentemente (PASTURA; MATTOS, 2004). FIGURA 1. Estrutura química do metilfenidatoFONTE: Wikimedia
  26. 26. 26 2.1 MECANISMOS DE AÇÂO O seu mecanismo de ação ainda é pouco compreendido, mas estudosdemonstram que o metilfenidato assim como a anfetamina promova uma interaçãocom transportador dopaminérgico (DAT), fazendo com que haja liberação dosneurotransmissores da dopamina, ou seja, ele age bloqueando os transportadoresde dopamina aumentando então a concentração na fenda sináptica (FAGUNDES,2006). O metilfenidato parece facilitar a transmissão de catecolaminas, agindo nocórtex pré-frontal (CHAZAN, 2010). Estudos também indicam que a ação do fármaco esteja relacionada aobloqueio de transportadores de noradrenalina, isto explica sua utilização no TDAH,pois os sistemas dopaminérgicos esta relacionado a motivação e, os sistemasnoradrenérgicos esta relacionado a atenção (FAGUNDES, 2006). Para Pereira e Bef (2010), a habilidade que os psicoestimulantes exercem emaumentar a neurotransmissão dopaminérgica exerce papel culminante nos efeitoscomportamentais dessa droga, embora outras substâncias como noradrenalina eserotonina possam contribuir para esse efeito. Estudos em roedores apontam que ometilfenidato aumenta a concentração extracelular de dopamina no estriado e denoradrenalina no hipocampo. E apesar de o metilfenidato fazer parte da classe depsicoestimulantes que também incluem cocaína e anfetaminas, o metilfenidatopossui algumas diferenças neuroquímicas no modo de ação desses compostos. 2.2 FARMACOCINÉTICA Em sua administração por via oral, o medicamento é rápido e quasecompletamente absorvido, atingindo seu pico de concentração cerebral cerca de 60à 90 minutos, bloqueando mais de 50% dos transportadores de dopamina(ANDREAZZA, 2008). O pico de ação do fármaco ocorre em 2 horas, e o tempo demeia-vida de 1-3 horas (PASTURA; MATTOS, 2004). O seu metabolismo é rápido eo principal produto metabólito é o ácido ritalínico, produto este que tem poucaafinidade pelos transportadores de dopamina, o que demonstra que o metilfenidatobloqueia grande percentual de transportadores de dopamina (FAGUNDES, 2006).
  27. 27. 27 2.3 EFEITOS ADVERSOS DO METILFENIDATO O metilfenidato possui muitos efeitos adversos, porém alguns sãoconsiderados os principais como insônia e falta de apetite (PASTURA; MATOS,2004). Dor abdominal e cefaléia também ocorrem com o seu uso. O medicamentonão desenvolve os chamados “tiques”, sendo que pode haver até uma melhora dossintomas com a sua utilização, entretanto, se acaso surgir ou então houver umaumento dos sintomas deve-se suspender a sua utilização (MORAES, et al, 2007). A ansiedade, desinteresse, tristeza e olhar parado que geralmente é causadopelo seu uso, podem estar na verdade relacionado com a doença em si, já que emestudo com um grupo-controle mostrou-se uma redução da ocorrência compacientes que usaram o metilfenidato (PASTURA; MATOS, 2004). Em uso em longo prazo mostra-se que pode ocorrer dependência ao fármaco,mas não por parte do paciente com TDAH, e sim por parte dos familiares ou entãode amigos que fazem o uso indiscriminado da droga, podendo levar até a overdoseonde a pessoa apresenta quadros convulsivos, agitação alucinações, psicose,letargia, tonteira, taquicardia, hipertensão, hipertemia. Pode-se haver aumento dapressão arterial, frequência cardíaca e respiratória (MORAES et al, 2007). No intervalo de 1999 e 2003 ocorreram 26 mortes com o uso concomitantedas anfetaminas, isso fez com o que o FDA (Food and Drugs Adminitration), inclui-seo risco cardiovascular na bula do metilfenidato. Porém essa preocupação nãoparece ter fundamento na literatura científica disponível. A ocorrência de mortesúbita pelo uso do metilfenidato é de 0,2 a cada 100.000 e as anfetaminas 0,3 acada 100.000. Entretanto dados norte-americanos mostra que a prevalência demortes não explicada na população pediátrica varia de 1,3 e 8,5 a cada 100.000casos (LOUZÃ; MATTOS, 2007). A respeito da diminuição do crescimento das crianças que fazem o seu uso,os resultados são conflitantes, já que estudo com pacientes que fizeram a utilizaçãoda droga por dois verões consecutivos sem nenhuma folga em sua utilizaçãoapresentou uma redução de 1,5cm em comparação com o grupo que teve folga. Jáoutro estudo mostrou que não havia redução do crescimento em pacientes queutiliza a droga, e em outro estudo mostrou-se que o comprometimento docrescimento apenas ocorre em pacientes que tem náusea/vômito e que utilizam
  28. 28. 28altas doses (MORAES, et al). Segundo pesquisa duplo-cego em crianças com TDAH nos Estados Unidosapontam pelo menos 17 sintomas, comuns logo no inicio do tratamento, que são:  Diminuição de apetite;  Insônia;  Dor abdominal;  Cefaléia;  Propensão ao choro;  Tiques;  Tonteiras;  Náuseas;  Roer as unhas;  Falar pouco;  Ansiedade;  Desinteresse;  Euforia;  Irritabilidade;  Pesadelo;  Tristeza;  Olhar parado FONTE: Pastura; Mattos, 2004. 2.4 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS O Metilfenidato assim como outros medicamentos possui interaçõesmedicamentosas. Dentre as interações estão os seguintes grupos de medicamentos:Anticoagulantes orais; antidepressivos tricíclicos; Barbexaclona; Fenilbutazona;Fenobarbital; Inibidores monoaminoxidase ( IMAO’s); e Primidona . Com antidepressivos tricíclicos, aumenta os níveis plasmáticos dos mesmos.Já em anticoagulantes orais, faz com que haja um risco de hemorragia através da
  29. 29. 29potencialização do efeito anticoagulante. Na Barbexaclona, pode aumentar aconcentração de barbexaclona, pela possível inibição de sua metabolização. E emFenilbutazona, aumenta os níveis séricos desse medicamento, pela inibição dametabolização dele. Assim como Fenobarbital, que diante de uma possível inibiçãometabólica, pode ser que aumente sua concentração no sangue. Nos IMAO’s: o usoconcomitante desse fármaco pode ocorrer crises hipertensivas, e alterações doSNC, e da circulação. E na Primidona, pela inibição do seu metabolismo, ocorre oaumento de sua concentração no organismo (Vade-Mécum, 2008). Foram relatados efeitos adversos, com o uso da clonidina, porém ainda nãofoi estabelecida uma causa para essa combinação, a segurança do uso dometilfenidato com a clonidina ou outros inibidores alfa-2 de ação central, não foiavaliada de forma sistemática (MEDICINANET,2012). Também pode reduzir efeitosanti-hipertensivos da guanetidina (medicamento utilizado no tratamento dahipertensão que age nos nervos pós-ganglionares, inibindo seletivamente aneurotransmissão noradrenérgica) (RENNA, 2006). 2.5 FORMAS FARMACÊUTICAS DO METILFENIDATO No Brasil existem dois laboratórios que produzem o metilfenidato comdiferentes tipos de liberação. O metilfenidato fabricado pela Novartis é: Ritalina LA® (conforme figura 2)Cloridrato de Metilfenidato, comercializada em cápsula gelatinosa dura commicrogrânulos de liberação modificada. Em embalagens contendo 30 cápsulas de10,20,30 ou 40 mg. Figura 2: Ritalina LA®FONTE: Anuncioo
  30. 30. 30 E a Ritalina® (conforme figura 3) que vem em forma de comprimido, temrápida liberação e aumenta o número de tomadas. A conservação do produto deveser feita entre 15 e 30ºC protegendo-o da umidade conforme o informe da bula dofabricante (NOVARTIS). Figura 3: Ritalina®FONTE: Buscaremédio O metilfenidato produzido pela Janssen-Cilag é o Concerta® (conforme figura4) Cloridrato de Metilfenidato, através de comprimidos de 18, 36 e 54 mg. E tambémdeve ser conservado entre 15 e 30ºC, e não receberem umidade conforme informa abula do fabricante (JANSSEN-CILAG). Figura 4: Concerta®FONTE: Mexicanpharmacy
  31. 31. 31 3 PESQUISA Foi realizada uma pesquisa de campo com professores do ensinofundamental de redepública de um municipio do noroeste paulista. A pesquisa foi realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF)de uma cidade no noroeste paulista. Esta que tem o número de 479 alunosmatriculados de 1ª á 5ª séries divididos em dois períodos, sendo 263 matriculadosno período matutino e 216 alunos no período vespertino. O levantamento de dados foi feito através de questionamento com osprofessores, não expondo de maneira alguma a identidade das crianças. 3.1 Metodologia O objetivo da pesquisa era fazer o levantamento de quantos dos alunos fazem o uso do medicamento metilfenidato, verificar se de fato, ocorre uma melhora significativa no desenvolvimento escolar e disciplinar da criança, e se ocorre algum efeito adverso aparente. 3.2 Resultados O resultado obtido quanto ao número total de crianças que fazem autilização do medicamento foi: Período matutino são 263 alunos matriculados de 1ª á 5ª série.
  32. 32. 32 TABELA 1: Número de crianças de 1ª á 5ª série no período matutino que faz o uso de Metilfenidato.Séries do Ensino Fundamental 1ª 2ª 3ª 4ª 5ªNº de alunos que fazem o uso do metilfenidato 4 - - 1 3 Em um total de 8 alunos que fazem uso de Metilfenidato no período matutino,representando 3,04% do total de alunos neste período.  Período vespertino são 216 alunos matriculados de 1ª á 5ª série. TABELA 2: Número de crianças de 1ª á 5ª série no período vespertino que faz o uso de MetilfenidatoSéries do Ensino Fundamental 1ª 2ª 3ª 4ª 5ªNº de alunos que fazem o uso do metilfenidato - 1 - 2 4 Em um total de 7 alunos que fazem uso de Metilfenidato no períodovespertino, representando 3,24% do total de alunos neste período.  Número total de alunos nos dois períodos. TABELA3: Número total de alunos de 1ª á 5ª série que faz o uso deMetilfenidato.Salas do Ensino Fundamental 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª TotalNº de alunos que fazem uso do Metilfenidato 4 1 - 3 7 15
  33. 33. 33 Levando em considerarão de que a Escola municipal da cidade no noroestepaulista tem 479 alunos matriculados no ensino fundamental, e de que então há nela15 alunos que fazem o uso do medicamento, os resultados mostraram que emrelação à porcentagem, o número de crianças que fazem o uso do medicamento naescola esta dentro da faixa de ocorrência relatada pela maioria das bibliografiasutilizadas neste trabalho, representando 5,37% dos alunos matriculados (gráfico 1). 5,37% de alunos de alunos que fazem o uso de Metilfenidato 94,63% de alunos que não fazem o uso do Metilfenidato FIGURA 5. Porcentagem de alunos que fazem o uso do Metilfenidato Quanto à verificação por parte dos professores da melhoria nodesenvolvimento escolar e também disciplinar da criança, todos afirmaram ter umresultado bastante positivo, sendo nítida a eles a melhora do rendimento escolar edisciplinar das crianças com TDAH quando passaram a utilizar o fármaco, e aindaafirmam ser facilmente notável quando algum dos alunos que faz o uso esquece-sede tomar a medicação antes de ir à escola. Segundo os professores os resultadoscom uso do metilfenidato para crianças com TDAH na escola, são completamentesatisfatórios em comparação ao não uso, disseram também que as crianças
  34. 34. 34raramente ou nunca apresentam efeito adverso, e que o medicamento torna ascrianças mais atentas, e semelhantes ás outras que não tem este transtorno.
  35. 35. 35 4 CONCLUSÃO Enfim, o TDAH mesmo não sendo uma doença com diagnósticos precisos, epor ainda estar em estudos. A tríade: hiperatividade, desatenção e impulsividade,devem ser observadas de forma atenciosa, pois ela gera prejuízos a vida acadêmicae social de indivíduos com esse transtorno. O Manual das Perturbações Mentais(DSM-IV) pode ser um grande auxiliador no diagnóstico, pois aborda apsicopatologia quase em sua plenitude, e mostra que os sintomas sãocaracterísticos na maioria dos casos. E também quanto ao metilfenidato, mesmo queo estudo em seres humanos ainda não esteja concluído, vemos que clinicamente éum medicamento bem aceito, como mostrou na pesquisa nas escolas públicas deensino fundamental em um município do noroeste paulista. O fato de a criança obterum rendimento escolar igual ao de crianças que não possuem o TDAH, já ésuficiente para que pais e professores admitam que mesmo com os riscos, como ode qualquer outro medicamento, o metilfenidato é uma oportunidade de fuga dossintomas acentuados do “transtorno”, e uma oportunidade que essas crianças temde melhorar o aprendizado.
  36. 36. 36 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa na escola municipal do município no interior do noroeste paulista,foi bastante satisfatória, pois o número de crianças que faziam o uso dometilfenidato na pesquisa foi a mesma afirmada pela literatura, e as nossasexpectativas nessa escola foram alcançadas. Já na escola estadual, do mesmo município, tínhamos um objetivo deentrevistar os professores e saber á respeito do uso do Metilfenidato por parte dosalunos, porém diferentemente do que acontece na rede municipal de ensino, oscoordenadores diretores e professores não tem nenhum conhecimento sobre alunosque fazem uso do medicamento, portanto foi cancelada a pesquisa nessa escola.Foi relatado por eles que existe uma grande falha do estado nessa parte, pois oestado quer que a escola aceite os alunos de qualquer patologia em um programade inclusão, porém não capacitam os profissionais e não oferece estrutura suficientepara que recebam esses alunos. Os professores têm um protocolo curricular a serseguida, uma espécie de “metas”, e alegam não ter tempo suficiente para tratarsobre deficiências extrínsecas dos alunos. Devido à falta de conhecimento dos alunos que possuem a patologia, osprofessores e funcionários da escola consideram TDAH apenas como indisciplina,apenas em casos raros os pais dos alunos ou então os próprios alunos falam e/ouapresentam laudos que indiquem o uso do metilfenidato ou alguma outra droga. Anossa pesquisa ficou em partes frustrada na escola estadual, porém serviu deexemplo para mostrar que ainda existe uma enorme lacuna a ser preenchida porparte da rede pública estadual em relação ao preparo dos profissionais para lidaremcom essa patologia, e também uma troca de informações entre alunos, pais eprofessores. As informações sobre doenças como no caso do TDAH, ficam somentea critério das reuniões nas delegacias de ensino, que passam as informaçõessomente a direção da escola, e fica a cargo dos coordenares se repassarem essasinformações aos professores. Porém os coordenadores ficam esperando momentoscertos para tratarem sobre esses assuntos, que quase nunca são passados, pois noperíodo em que fomos fazer a pesquisa, por exemplo, a escola estava se
  37. 37. 37preparando para o Saresp, portanto não seria o momento oportuno para tratar sobreesse assunto, mais uma vez deixando para uma próxima oportunidade queraramente ou nunca surge. A direção alega também que os alunos que vem da rede municipal, nãotrazem consigo um laudo declarando suas deficiências e/ou dificuldades, comosintomas relacionados ao TDAH ou outras. Os professores suspeitam que algunsalunos tenham o TDAH, porém não podem afirmar, e também não existe umacompanhamento por neurologistas, ou psiquiatras, apenas psicólogos quepreferem não ajudar fazer o diagnóstico por medo de estarem equivocados esofrerem algum tipo de processo ou complicação profissional OBS: Na Escola Estadual são 901 alunos matriculados.
  38. 38. 38 REFERÊNCIASAMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA), Manual Diagnóstico e Estatísticode Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders –DSM-IV), Ed. 4, Climepsi Editores, 2002, p. 944., PsiquiatriaANDREAZZA, A. C., Envolvimento do dano ao DNA e estresse oxidativo notranstorno bipolar e no uso de metilfenidato. Porto Alegre, 2009.BARBARINI, T. A., A medicalização da vida e os mecanismos de controle. Revistado programa de pós-graduação em sociologia da USP, São Paulo, v. 18, n. 1, p.93-115. 2011.BRZOZOWSKI, F. S.; CAPONI, S., Transtorno de déficit de atenção comhiperatividade: classificação e classificados. Revista de saúde coletiva, Rio dejaneiro, v. 19, n. 4, p. 1165-1187, 2009. Disponível em: > http://www.scielo.br/pdf/physis/v19n4/v19n4a14.pdf< Acesso em: 08/10/2012CHAZAN, R., Papel de fatores ambientais adversos, funcionamento familiar epsicologia parenteral na resposta ao tratamento com metilfenidato em crianças comtranstorno de déficit de atenção/hiperatividade. In: CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS MÉDICAS: PSIQUIATRIA DA UFRGS., Porto Alegre,Junho/2010. Disponível em:> http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/27753/000765723.pdf?sequence=1<Acesso em: 06 Out. 2012-11-07FAGUNDES, A. O. N., Efeito da administração de metilfenidato sobre a cadeiarespiratória mitocondrial de cérebro de ratos jovens. Criciúma, 2006.FERREIRA, C. A., “Prô, eu não consigo...não tomei o remédio hoje...”:umestudo sobre o diagnóstico e a medicalização de crianças com transtorno dedéficit de atenção e hiperatividade. Porto Alegre, 2009.FILHO, A. G. C.; ROHDE, L. A. P., Árvore de decisões terapêuticas do uso depsicofármacos no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e co-morbidadesem crianças. Revista neuropsiquiátrica da infância e adolescência. v. 6, n. 2, p.83-91, Rio de Janeiro, 1998. Disponível em: >http://www.psiquiatriainfantil. com.br/revista/ edicoes/ Ed_ 06_2/in_16_08.pdf.< Acesso em: 05 Out. 2012
  39. 39. 39FILHO, W. B. C., Uso do metilfenidato no transtorno do déficit de atenção. Revistaneuropsiquiatria da infância e adolescência, Santos, v. 6, n. 2, p. 62-64.1998.GRAEFF, R. L.; VAZ, C. E., Avaliação e diagnóstico do transtorno de déficit deatenção e hiperatividade (TDAH). Psicol. USP, São Paulo, v. 19, n. 3, set. 2008.Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?script=sci_arttex t&pid=S1678-51772008000300005&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 08/10/2012http://www.buscaremedio.com.br/medicamento/13086-ritalina_10m g_cx_60_comp_novartis < acesso em: 07/10/2012http://br.anuncioo.com/viewpaphoto-310491-ritalina-la-20mg-c-30comp-novartis-124-74< Acesso em: 07/10/2012https://www.mexicanpharmacy.com.mx/index.php?p=product&id=1323&parent=19&is_print_version=true< Acesso em: 07/10/2012ITABORAHY, C., A ritalina no Brasil: uma década de produção, divulgação econsumo. Rio de janeiro, 2009.LEITE, E. G; BALDINI, N. L. F., Transtorno déficit de atenção/hiperatividade emetilfenidato: uso necessário ou induzido? Brasília.LOUZÃ, M. R.; MATTOS, P., Questões atuais no tratamento farmacológico do TDAHem adultos com metilfenidato. Jornal brasileiro de psiquiatria. v. 56, n. 1, p. 53-56,agosto. 2007. Disponível em:> http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/ v56s1/a12v5 6s.pdf <Acesso em: 05 Out. 2012.MORAES, C.; SILVA, F. M. B. N.; ANDRADE, E. R., Diagnóstico e tratamento dotranstorno bipolar e TDAH na infância: desafios da prática clínica. Jornal brasileirode psiquiatria. V. 56, n. 1, Rio de Janeiro, 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0047-20852007000500005&script=sci_arttext>Acesso em: 06 Out. 2012-11-07MORAES, E. D; MATOS, M. R; DUARTE, M. A., Metilfenidato para hiperatividadee déficit de atenção – uma revisão bibliográfica.ORTEGA, F., A ritalina no Brasil: produções, discursos e práticas. Interface –comunicação, saúde, educação. v. 14, n. 34, p. 499-510, julho/setembro. 2010.
  40. 40. 40PASTURA, G; MATTOS. P., Efeitos colaterais do metilfenidato. Revista psiquiatriaclínica. Rio de Janeiro, v. 31, n. 2, p. 100-104. 2004.PEREIRA, A. C. C. I; DEL BEL, E., Metilfenidato - principal tratamento para o déficitde atenção e hiperatividade: característica neuroquímicas e seus efeitos emmodelos experimentais. Neurobiologia. v. 73, n. 2, abril/junho. 2010.ROHDE, L. A., et al. Transtorno déficit de atenção/hiperatividade. Revista Brasileirade Psiquiatria, São Paulo, v. 22, s. 2, p. 7-11, dezembro. 2000ROHDE, L. A., et al. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade na infância e naadolescência: considerações clínicas e terapêuticas. Revista de psiquiatria clínica,Porto Alegre, v. 31, n. 3, p. 124-131, junho. 2004.ROHDE, L. A; HALPERN, R. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Jornalpediátrico, Rio de Janeiro, v. 80. S. 2, p. 61-70. 2004.SANTO, L. F; VASCONCELOS, L. A., Transtorno do déficit de atenção ehiperatividade em crianças: uma revisão interdisciplinar. Psicologia: teoria epesquisa, Brasília, v. 26, n. 4, p. 717-724, outubro/dezembro. 2010.SOUZA, W. C., Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade: um casoclínico ou invenção pedagógica?. São Paulo, 2009.ROHDE, L, A, P; BENCZIK, E. B. P., Transtorno do déficit deatenção/hiperatividade: O que é? como ajudar? 1. ed. Porto Alegre: ArtesMédicas,1999.BRZOZOWSKI, F. S., CAPONI, S., Transtorno de déficit de atenção comhiperatividade: classificação e classificados. Physis revista de saúde coletiva, Riode janeiro,
  41. 41. 41 ANEXO 1Critérios Diagnósticos para Transtorno de Déficit de Atenção/HiperatividadeA. Ou (1) ou (2)1) seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção persistiram por pelo menos6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:Desatenção:(a) frequentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros pordescuido em atividades escolares, de trabalho ou outras(b) com frequência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividadeslúdicas(c) com frequência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra(d) com frequência não segue instruções e não termina seus deveres escolares,tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento deoposição ou incapacidade de compreender instruções)(e) com frequência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades(f) com frequência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijamesforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa)(g) com frequência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por ex.,brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais)(h) é facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa(i) com frequência apresenta esquecimento em atividades diárias(2) seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade persistiram por pelomenos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível dedesenvolvimento:Hiperatividade:(a) frequentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira(b) frequentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nasquais se espera que permaneça sentado(c) frequentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto éinapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações
  42. 42. 42subjetivas de inquietação)(d) com frequência tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente ematividades de lazer(e) está frequentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todovapor"(f) Frequentemente fala em demasiaImpulsividade:(g) frequentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sidocompletadas(h) com frequência tem dificuldade para aguardar sua vez(i) frequentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por ex.,intromete-se em conversas ou brincadeiras)B. Alguns sintomas de hiperatividade-impulsividade ou desatenção que causaramprejuízo estavam presentes antes dos 7 anos de idade.C. Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos(por ex., na escola [ou trabalho] e em casa).D. Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo nofuncionamento social, acadêmico ou ocupacional.E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um TranstornoInvasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico e nãosão melhor explicados por outro transtorno mental (por ex., Transtorno do Humor,Transtorno de Ansiedade, Transtorno Dissociativo ou um Transtorno daPersonalidade). FONTE: GRAEFF; VAZ, 2008

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