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ANA PAULA COSTA VASCONCELOS                     ELAINE DALBELO                  JOYCE MARA B. BORGES            PAULA VANE...
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DEDICATÓRIA    Dedicamos este trabalho primeiramente a    Deus, pois sem ele, nada seria possível, e    nossos sonhos não ...
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ABSTRACTImproper use of antimicrobials generates great concerns about problems propitiatedby its misuse. High rates of the...
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SUMÁRIOINTRODÇÃO.............................................................................................................
12                                         INTRODUÇÃO          Os antimicrobianos são elementos químicos terapêuticos anti...
13aumento substancial dos custos da assistência à saúde, especialmente entre apopulação mais jovem, idosos e indivíduos im...
14   1. A HISTÓRIA DOS ANTIMICROBIANOS         Os antimicrobianos foram descobertos “por acaso” por Alexander Fleming naSe...
15   2. ANTIMICROBIANOS       Distribuem-se em diversas classes farmacológicas com cada qual diferemem seu espectro de açã...
16girase ou topoisomerase II impedindo a produção de DNA fundamental para aduplicação      dos   microorganismos.Os       ...
17   3. PENICILINAS         O tão cobiçado poder da cura deu inicio graças à descoberta fascinante doprimeiro antibiótico ...
18        Considera-se penicilinas naturais, tais como: Benzilpenicilina ou penicilina G;penicilina G procaína; penicilina...
19                                      Efeitos adversos          As penicilinas praticamente não possuem efeitos adversos...
20orais também podem sofrer interações medicamentosas com a penicilina gerandoum aumento da metabolização dos dois fármaco...
21   4. CEFALOSPORINAS       De acordo com Papine et al., (2008) a cefalosporina foi descoberta a partirde um fungo, Cepha...
22bloqueando ou inativando a enzima de transpeptidação responsável pela síntese depeptideoglicano, interferindo na funcion...
23      um aumento da concentração de renina e/ou de cefalosporina localizadas no      interior das células renais.       ...
24   5. MACROLÍDEOS         Os macrolídeos são compostos por um anel de lactona onde esses estãofixados em um ou mais açuc...
25                                     Indicações        A uma maior efetividade, contra microorganismos gram negativos e ...
26        Essa classe tem como agentes atuantes na inibição, a topoisomerase II(uma DNA girase) a também enzimas que produ...
270,9 a 11% dos pacientes que tem os seguintes sintomas: tonturas, cefaléia, astenia,agitação, insônia, sonolência, ansied...
28   6.1 Norfloxacino        O norfloxacino foi à primeira fluorquinolona patenteada e com potenteespectro de eficácia con...
29       6.2 Ciprofloxacino       Após a descoberta do norfloxacino, em seguida veio a sintetizarão ociprofloxacino, que é...
30   7. USO INDISCRIMINADO DE ANTIMICROBIANOS         No Brasil cerca de 80 milhões de pessoas se auto-medicam. Aautomedic...
31significativo. O uso racional de medicamentos é uma destas, e tem que ser feitotanto na atenção individual quanto na saú...
32        Este conceito foi debatido, aceito e melhorado na reunião da OrganizaçãoMundial da saúde (OMS), que foi realizad...
33identificar, resolver e prevenir os problemas relacionados ao medicamento,buscando avaliar a segurança e efetividade do ...
34   9. OBJETIVO   9.1 Objetivos gerais        Verificar qual os antimicrobianos mais utilizado pela população da cidade d...
35      10. MATERIAIS E MÉTODOS       A pesquisa foi realizada por meio de um questionário elaborado pelo grupo,com pergun...
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41 Gráfico 5: Utilização de prescrição médica para aquisição de antimicrobiano.Fonte: Elaboração Própria       Avaliando o...
42       Segundo a Organização Mundial de Saúde, há um percentual significativodos antimicrobianos que são utilizados sem ...
43       Segundo a Associação das Indústrias Farmacêuticas, aproximadamente 80milhões de pessoas realizam a automedicação,...
44conhecimento. Esse fato também foi analisado por (KORB et al.,2009) apresentandoresultados semelhantes, observou em seu ...
45       Gráfico 8: Foi percebido resistência bacteriana durante a terapia                                     medicamento...
46                 Gráfico 9: Apresentação de efeitos adversos.Fonte: Elaboração Própria       De acordo com o Gráfico 9, ...
47melhor eficácia no tratamento seria necessário que a população fosse devidamenteorientada e informado quanto desde ao di...
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50      12. CONSIDERAÇÕES FINAIS       Nossa proposta ao desenvolver este trabalho foi analisar se a população deVitória B...
51      13. CONCLUSÃO        No presente estudo foi evidenciado o uso indiscriminado dos antimicrobianosdurante o tratamen...
52                                 REFERÊNCIASABRANTES, P. M. et al,. A qualidade da prescrição de antimicrobianos emambul...
53CALIXTO C. M. F.,et al., Penicilina: Efeito do Acaso e Momento Histórico noDesenvolvimento Científico., Vol. 34, N° 3, p...
54JACKSON L. C .,LOONEY R. A. M e HAMILTON M. L.C., Quinolonas e terapiaantimicrobiana., Recebido: 23 de outubro de 1997. ...
55MENEZES E. A.,et al., Automedicação com Antimicrobianospara o Tratamento de Infecções Urinária em Estabelecimentos Farma...
56PAPINE J.M., et al., Programa de Desenvolvimento Profissional aoFarmacêutico: Módulo V: Antibióticos. 2008. Disponível e...
57Sizenando Nabuco, 100, 21041-250 Rio de Janeiro – RJ Recebido em 23/6/04;aceito em 15/10/04; publicado na web em 17/02/2...
58                                       APENDICE 1                 FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDOPOLIS                 ...
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Perfil dos antimirobianos mais utilizados no município de vitória brasil sp

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Perfil dos antimirobianos mais utilizados no município de vitória brasil sp

  1. 1. FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS (FIFE) FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS (FEF) ANA PAULA COSTA VASCONCELOS ELAINE DALBELO JOYCE MARA B. BORGES PAULA VANESSA MARETTI DE CARVALHOPERFIL DOS ANTIMIROBIANOS MAIS UTILIZADOS NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA BRASIL-SP FERNANDÓPOLIS/SP 2012
  2. 2. ANA PAULA COSTA VASCONCELOS ELAINE DALBELO JOYCE MARA B. BORGES PAULA VANESSA MARETTI DE CARVALHOPERFIL DOS ANTIMICROBIANOS MAIS UTILIZADOS NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA BRASIL-SP Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  3. 3. PERFIL DOS ANTIMICROBIANOS MAIS UTILIZADOS NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA BRASIL-SP Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 30 de novembro de 2012. Banca examinadora Assinatura ConceitoProf. MSc. Roney Eduardo ZaparoliProfa.Vanessa M. Rizzato Silveira Prof. Ocimar Antonio de Castro Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli Presidente da Banca Examinadora
  4. 4. DEDICATÓRIA Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, pois sem ele, nada seria possível, e nossos sonhos não seriam concretizados. Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio, e estiveram presentes acreditando em nosso potencial, nos incentivando na busca de novas realizações e descobertas.
  5. 5. AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a DEUS, pois sem ele não teríamos força paraessa longa jornada, ao nosso orientador Roney que nos ajudou na conclusão dessetrabalho, aos nossos familiares que sempre nos apoiaram em nossas decisões, enossos amigos que de alguma forma contribuíram para a realização desse trabalho.
  6. 6. Uma pessoa grande se faz de pequena para tornar pessoas verdadeiramente grandes (Augusto Curi)
  7. 7. RESUMOA utilização inadequada dos antimicrobianos gera grandes preocupações quanto aosproblemas propiciados pelo seu uso indevido. Os índices elevados da populaçãoque realiza a utilização de antimicrobianos de forma errônea e muitas vezesdesconhecendo aspectos importantes para eficácia do tratamento e prevalecendocomo consequência aumento no nível de resistência bacteriana. O desconhecimentoquanto ao diagnóstico, posologia adequada, e outras informações e orientaçõessobre o uso racional de antimicrobianos são um dos principais problemas nautilização dessa classe de medicamentos. O objetivo do presente estudo foi analisaros antimicrobianos mais utilizados com um enfoque no uso indiscriminado e aimportância da atenção farmacêutica no âmbito da população de Vitória Brasil. Ométodo presente para está analise foi através de um questionário, onde foramrealizadas 120 entrevistas, dentre essa população foi maior do sexo feminino, comidade entre 21 a 30 anos. O antimicrobiano mais utilizado foi a amoxicilina com52,36%. Com enfoque nas prescrições cerca de 42%, não faz utilização daprescrição médica, fato este que evidencia a automedição, consequentementeproliferando efeitos adversos e desenvolvimento de uma possível resistênciabacteriana. Cerca de 63% revela realizar automedição. Apenas 24% recebeminformações sobre o que pode acarretar o uso indevido de antimicrobianos. Emrelação aos efeitos adversos 40% relatam ter percebido. Os dados obtidos com apesquisa sugerem que o uso dos antimicrobianos é feita pela população de formaindevida decorrente da falta de conhecimentos e informações explicitas quanto aoseu uso, encontrou-se ainda, no presente estudo a falta de atenção farmacêutica, oque leva a população a realizarem utilizações inadequadas dessa classe demedicamento, os dados encontrados sugerem que o uso de antimicrobianos é feitade maneira empírica, sem controle dos riscos que podem proliferar o usoindiscriminado.Palavras-chave: antimicrobianos; uso indiscriminado de antimicrobianos; resistênciabacteriana; atenção farmacêutica.
  8. 8. ABSTRACTImproper use of antimicrobials generates great concerns about problems propitiatedby its misuse. High rates of the population which carries the use of antimicrobials andoften erroneously ignoring important aspects to prevailing treatment efficacy and as aconsequence increased level of bacterial resistance. Ignorance regarding diagnosis,appropriate dosage, and other information and guidance on the use of antimicrobialsis a major problem in the use of this drug class. The aim of this study was to analyzethe most commonly used antimicrobials with a focus on the indiscriminate use andimportance of pharmaceutical care within the population of Brazil Victoria. Themethod is for this analysis was through a questionnaire, where 120 interviews wereconducted among this population was higher than females, aged 21 to 30 years. Themost commonly used antibiotic was amoxicillin with 52.36%. Focusing onprescriptions about 42%, it makes use of prescription drugs, a fact that highlights theautomedição thus proliferating adverse effects and possible development of bacterialresistance. About 63% automedição reveals perform. Only 24% receive informationabout what can cause the misuse of antimicrobials. Regarding adverse effects 40%report having noticed. The data obtained from the survey suggest that the use ofantimicrobials is made by people improperly due to the lack of explicit knowledge andinformation about their use, also met in the present study the lack of pharmaceuticalcare, which leads to population to carry out inappropriate uses of this class of drug,the findings suggest that the use of antimicrobials is such empérica, without controlof the risks that can proliferate indiscriminate use.Key words: antimicrobial, indiscriminate use of antimicrobials, bacterial resistance;pharmaceutical care.
  9. 9. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1: Percentual de indivíduos avaliados de acordo com o sexo. ..................... 36Gráfico 2: Percentual de indivíduos avaliados de acordo com a faixa etária............. 37Gráfico 3: valores percentuais do nível de conhecimento sobre antimicrobianos dosindivíduos avaliados. ................................................................................................. 38Gráfico 4: Frequência do uso de antimicrobianos. .................................................... 39Gráfico 5: Utilização de prescrição médica para aquisição de antimicrobiano. ......... 41Gráfico 6: Automedicação com antimicrobianos. ...................................................... 42Gráfico 7: Sabe que o uso incorreto de antimicrobianos pode levar a resistênciabacteriana?................................................................................................................ 43Gráfico 8: Foi percebido resistência bacteriana durante a terapia medicamentosa. . 45Gráfico 9: Apresentação de efeitos adversos. ........................................................... 46Gráfico 10: Antimicrobianos mais utilizados. ............................................................. 47Gráfico 11: Tem conhecimentos sobre as interações medicamentosas? ................. 48
  10. 10. LISTA DE ABREVIATURAS6 APA - ácido 6- aminopenicilânicoAINES - antiflamatório não- esteroidal.ANVISA − Agência Nacional de Vigilância Sanitária.OMS - Organização Mundial da Saúde.PRM - Problemas relacionados ao medicamento.SUS - Sistema Único de Saúde.UBS - Unidade Básica de Saúde.
  11. 11. SUMÁRIOINTRODÇÃO..............................................................................................................121. A HISTÓRIA DOS ANTIMICROBIANOS ........................................................... 14 1.1 Resistência bacteriana .................................................................................. 14 2. ANTIMICROBIANOS ...................................................................................... 15 2.1 Classificação dos antimicrobianos .............................................................. 163. PENICILINAS ..................................................................................................... 17 3.1 Classificação das penicilinas........................................................................ 17 3.2 Amoxicilina ..................................................................................................... 204. CEFALOSPORINAS .......................................................................................... 21 4.1 Cefalexinas ..................................................................................................... 235. MACROLÍDEOS ................................................................................................. 24 5.1 Azitromicinas .................................................................................................. 246. QUINOLONAS ................................................................................................... 25 6.1 Norfloxacino ............................................................................................... 28 6.2 Ciprofloxacino ................................................................................................ 297. USO INDISCRIMINADO DE ANTIMICROBIANOS ............................................ 308. ATENÇÃO FARMACÊUTICA ............................................................................ 31 9. OBJETIVO ...................................................................................................... 34 9.1 Objetivos gerais ............................................................................................. 34 9.2 Objetivos específicos .................................................................................... 3410. MATERIAIS E MÉTODOS .............................................................................. 3511. RESULTADOS E DISCUSSÃO ...................................................................... 3612. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 5013. CONCLUSÃO ................................................................................................. 51REFERENCIA............................................................................................................52
  12. 12. 12 INTRODUÇÃO Os antimicrobianos são elementos químicos terapêuticos antibacterianosmais amplamente distribuídos pelo mundo. O seu amplo uso é de suma importânciana manutenção da saúde humana. Possuem extensos agentes antimicrobianos queforam utilizados e ainda são utilizados desde a origem dos primeirosantimicrobianos, sendo modificados constantemente pelo avanço civilizacional. O uso constante de antimicrobianos tem possibilitado não só qualidadesbenéficas no tratamento terapêutico de enfermidades, mas como também levou aouso próprio incorreto propriamente dito. Segundo Aquino (2008) a irracionalidade nouso de medicamentos principalmente de antimicrobianos compõe se uns dos gravesproblemas da saúde pública levando a consequências econômicas e terapêuticas, ecitou que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) realizara umestudo relatando que 50% dos medicamentos prescritos são usadosindiscriminadamente, 75% dos antimicrobianos dispensados tem algum erro naprescrição e 2/3 dos antimicrobianos utilizado em vários países não apresentamprescrição(BARRETO, 2011). O uso irracional de antimicrobianos podem oferecer várias consequências,seja para a saúde pública como para os microorganismos. Os constantestratamentos terapêuticos ineficientes por parte dos prescritores ou pelos usuáriosutilizam-los sem indicação médica, podem ocasionar vários riscos. Segundo Papine,et al., (2008) a utilização indiscriminada e equivocada de antimicrobianos facilita osurgimento de bactérias e outros microorganismos cada vez mais resistentes,reduzindo a eficiência medicamentosa. Internações mais longas, o uso deantimicrobianos mais orenosos e mais tóxicos são algumas das consequências douso inadequado dessas drogas, o que, além de dificultar e encarecer os tratamentospode até impossibilitá-los. De acordo com Wannmacher (2004), a resistência bacteriana é umasituação mundialmente preocupante, sendo objeto das mais recentes publicaçõessobre antimicrobianos, estes fármacos afetam não apenas o usuário domedicamento, mas todo o ecossistema onde ele está inserido, com repercussõespotenciais importantes. E segundo Oliveira et al., (2010) citado por Hass et al.,(2006) relataram que as taxas de morbidade e mortalidade relacionadas àsinfecções causadas por microorganismos resistentes são elevadas e acarretam
  13. 13. 13aumento substancial dos custos da assistência à saúde, especialmente entre apopulação mais jovem, idosos e indivíduos imunocomprometidos. A racionalização do consumo de antimicrobianos precisa ser objetivo detodos os profissionais da saúde, destacando-se entre eles os prescritores (médicos,veterinários e odontólogos), farmacêuticos e seus auxiliares, usuários, governo e,inclusive, a indústria farmacêutica (OLIVEIRA et al., 2010). A escolha racional dosantimicrobianos deve ser feita de maneira cautelosa por meio de diagnósticosclínicos laboratoriais e conhecimentos dos agentes geradores da infecção. A escolhado profissional adequado e habilitado é de suma importância e de responsabilidademédica farmacêutica (SOBRAVIME, 2001). A escolha do tema deste trabalho teve como proposta mostrar qual oantimicrobiano mais utilizado no município de Vitória Brasil, e o conhecimento daspessoas sobre o uso indiscriminado de medicamento. Verificamos que a atenção farmacêutica é fundamental para que se tenhasucesso na terapia, melhorando a qualidade de vida do paciente, aderência aotratamento e consequentemente para que não haja nenhum problema relacionado amedicamento principalmente por antimicrobianos.
  14. 14. 14 1. A HISTÓRIA DOS ANTIMICROBIANOS Os antimicrobianos foram descobertos “por acaso” por Alexander Fleming naSegunda Guerra Mundial, desde então tem sido muito utilizado em todo o mundo.(CALIXTO.,2012). Antimicrobianos são substancias sintéticas ou não que foramutilizados na terapia de doenças gerada por algum tipo de infecção (ATHENEU etal.,2008).Eles atuam ”matando” ou inibindo o crescimento da bactéria (CIQUEIRA.,2006). 1.1 Resistência bacteriana A resistência bacteriana vêm sendo um dos grandes problemas encontradosno uso dos antimicrobianos. A melhor escolha nem sempre é feita da maneiracorreta, muitas vezes o medico não faz analises microbiológicas antes da escolha domedicamento, assim não respeitam as características microbianas para a melhorescolha farmacológica. Há dois tipos de resistência, uma originaria de mutação eoutra transferível (SILVA., 2006). A mutação acontece espontaneamente e resulta da replicação do DNA.Geralmente envolve deleção, substituição ou adição de um ou mais pares na bases,modificando a composição dos aminoácidos de alguns peptídeos. Esse processo demutação ocorre na presença ou ausência dos antimicrobianos o que é cabível adroga é a seleção dos mutantes (BRUTON., LAZO., PARKER, 2007). Resistência transferível é a troca de material genético entre microorganismo,e um começa a apresentar características contidas no gene adquirido e é ondecontém as informações para a resistência apresentando como: transformação,transdução, conjugação e transposição. Na transformação, ocorre a lise domicroorganismo, liberando o material genético para o meio, assim outra bactériacapta o DNA adicionando ao seu genoma. Para que esse processo ocorra areceptora tem que estar apta para receber o material. Transdução, ocorre através daincorporação por acaso do DNA da bactéria por meio de um bacteriófago durante ainfecção celular. Esse bacteriófago lisa a célula introduzindo e infectando o DNAcom o gene de resistência . Esse processo acontece em bactérias da mesmaespécie. A conjugação é um processo que requer contato físico, bactéria – bactéria,em que uma das células, a doadora, transfere através de fimbria ou plus sexual omaterial genético a outra chamada receptora (FIOL et al.,2008).
  15. 15. 15 2. ANTIMICROBIANOS Distribuem-se em diversas classes farmacológicas com cada qual diferemem seu espectro de ação, estrutura química, mecanismo de ação e modo de ação: Penicilinas; Cefalosporinas; Carbapenemas; Monobactâmicos; Inibidores de beta-Lactamases; Polipeptídeos; Glicopeptídeos; Lincosaminas; Macrolídeos; Tetraciclinas; Aminoglicosídeos; Anfenicóis; Sulfonamidas; Quinolonas; Oxazolidinonas; Rifocinas. Segundo Oliveira, (2008) os agentes antibacterianos beta-lactâmicos podemser classificados pelos seguintes mecanismos de ação:  Inibidores da síntese da parede celular bacteriana;  Antagonistas de folato;  Inibidores da síntese de proteína;  Quinolonicos;  Fármacos antimicobactérias;  Antibióticos com ação predominante sobre protozoários. (?) As principais classes de antibióticos beta-lactâmicos de ação inibitória sobrea síntese de peptideoglicanos da parede celular bacteriana são as Penicilinas,Cefalosporinas, Carbapenêmicos e Monobactâmicos. Com seu efeito bactericida,destroem a parede celular ligando-se sobre enzimas específicas bacterianascausando a morte. Os antagonistas de folato são os antibióticos com açãobacteriostática. Os antibióticos pertencentes a essa classes são as Sulfonamidas eTrimetoprimas. Agem sobre a inibição da produção de ácido fólico pelas bactériasimpedindo seu desenvolvimento e multiplicação.Os fármacos responsáveis sobre ainibição da síntese de proteínas dos microoganismos são os Aminoglicosideos,Tetraciclinas, Macrolídeos, Anfenicóis e Lincosamidas. Podem ter ação bactericida ebacteriostática. As propriedades químicas desses fármacos atravessam a paredecelular ligando à proteínas receptoras especificas principalmente aos ribossomos(subunidade 30S e/ou subunidade 50S) bloqueando a produção de proteínasbacterianas.Os medicamentos quinolonicos ou quinolonas agem interferindo nasíntese de DNA bacteriano. Esses fármacos agem sobre a enzima denominada DNA
  16. 16. 16girase ou topoisomerase II impedindo a produção de DNA fundamental para aduplicação dos microorganismos.Os antibióticos antimicobacterianos beta-lactamicos desse grupo são as Rifocinas. São drogas utilizadas para tratamento detuberculoses. 2.1 Classificação dos antimicrobianosa. Classificação química:  Açucares;  Aminoácidos;  Acetatos, proprionatos;  Outros.b. Classificação pelo modo de ação:  Bactericida: lise da parede bacteriana é letal para a bactéria  Bacteriostatico: inibe o metabolismo e reprodução da bactériac. Classificação pelo espectro de aç ão:  Bactérias Gram-Positivas: penicilinas, cefalosporinas, macrolideos, bacitracina;  Bactérias Gram-Negativas: aminoglicosideos;  Amplo espectro de ação (Gram + e Gram -): cloranfenicol, cefalosporinas, ampicilina;  Micobactérias: aminoglicosideos, rifamicinas, macrolídeos;  Fungos: nistatina, griseofulvina, anfotericina B;  Protozoários: anfotericina B, tetraciclina;  Riquétsias, Micoplasmas e Clamídias: macrolídeos, tetraciclinas, cloranfenicol.  Espiroquetas: penicilinas, eritromicina, tetraciclinas
  17. 17. 17 3. PENICILINAS O tão cobiçado poder da cura deu inicio graças à descoberta fascinante doprimeiro antibiótico pelos cientistas, a penicilina. Em meados do ano de 1928, opesquisador bacteriologista inglês Alexander Fleming pesquisava com seusmicroorganismos bacterianos e ocasionalmente em uma de suas culturas acabaramsendo contaminadas por um bolor do fungo do gênero Penicillium notando ausênciade bactérias, mais tarde, foi descoberto que o fungo produzia uma substânciaquímica bactericida denominando-a de Penicilina (CALIXTO et al., 2012). A partirdesta descoberta importante permitiu um avanço da medicina em resposta asanidade da população humana por suas propriedades anti-bacterianas. 3.1 Classificação das penicilinas A diversidade de antibióticos penicilâmicos existentes atualmente éclassificada de acordo com a potência, variando de acordo com a concentração dofármaco que chega até o microorganismo e a sensibilidade deste (PAINE et al.,2008). Segundo Oliveira, (2008) o modo de ação das penicilinas pode serclassificado como: Bactericidas (causa a morte dos microorganismos) eBacteriostáticas (impedem o desenvolvimento bacteriano e consequentemente amultiplicação dos microrganismos sem causar morte). Abaixo, seguem exemplos de alguns fármacos:a. Penicilinas naturais Classes de penicilinas de primeira geração. Foram obtidas através dafermentação do fungo Penicilium sp, extraindo penicilinas F, G, K, O, X e V,portanto, somente a G e a V são utilizadas comercialmente.
  18. 18. 18 Considera-se penicilinas naturais, tais como: Benzilpenicilina ou penicilina G;penicilina G procaína; penicilina G benzatina; penicilina V ou Fenoximetilpenicilina(OLIVEIRA., 2008).b. Penicilinas semi-sintéticas São derivados de produtos naturais que passaram por transformaçõesquímicas (OLIVEIRA, 2008). As classes de penicilinas semi-sintéticas, de acordoMuro et al., (2009) citado por Greenberger, (1996) são antibióticos de amploespectro de ação, visando obter maior eficiência na grande maioria dos agentesinfecciosos. A segunda geração de penicilinas é denominada de alfa-aminobenzilpenicilinas que englobam a amoxicilina e análogos como: hetacilina,metanpecilina, pivancilina e bacamicilina; amoxicilina e ciclacilina. A terceira geração de penicilinas pertence ao grupo das alfa-carboxibenzilpenicilinas ou antipseudomononas, exemplos: carbenicilinas,indanilcarbenicilina e a ticarcilina. São sensíveis a ação das enzimas beta-lactames.Os grupos pertencentes às penicilinas de quarta geração são: acilureidopenicilina(azlocilina e mezlocilina) e a piperazilinopenicilina (piperacilina). São sensíveis aação gástrica (MURO et al., (2009) citado por HOOSEN, 1995). Possui outro grupo de penicilinas denominadas antiestafilocócicas, sãoresistentes a ação das enzimas penicilinases, tais como: oxacilina, nafcilina,cloxacilina e dicloxacilina (OLIVEIRA., 2008). Mecanismo de ação A estrutura química beta-lactâmica das penicilinas inibem a síntese daparede celular bacteriana. Quando os antibióticos entram em ação contramicroorganismos procariontes gram-positivos e/ou gram-negativos os anéis beta-lactâmicos ligam-se em receptores específicos da parede celular bacterianabloqueando ou inativando a enzima de transpeptidação responsável pela síntese depeptideoglicano, interferindo na funcionalidade normal destas. Podem, no entanto,em decorrência desta ação provocar lise da parede celular procariótica levando amorte (ação bactericida) e/ou interferir no crescimento e duplicação das bactériassem causar morte (bacteriostático) (PAPINE et al., 2008).
  19. 19. 19 Efeitos adversos As penicilinas praticamente não possuem efeitos adversos significantes emhumanos. Sua baixa toxicidade permite um bom desempenho terapêutico e seguro.Os efeitos adversos mais comumente relatados são as reações alérgicas após otratamento com penicilinas, a sensibilidade predispõe uma serie de reaçõesdecorrentes da alteração molecular das penicilinas pela biotransformação, formandoantígenos pela ligação com proteínas do sangue desencadeando uma respostaimune e consequentemente liberando altas concentrações de histamina (OLIVEIRA.,2008). Outros efeitos adversos que podem ser observados, exemplos:  Dor no local de administração;  Erupções cutâneas;  Febre;  Alteração da flora intestinal (administração por VO);  Alterações plaquetárias (maior tempo de hemostasia);  Choque anafilático agudo (raramente);  Convulsões em pacientes com insuficiência renal (superdosagem). Interações medicamentosas Ocorre antagonização das penicilinas quando associadas com fármacos nãopenicilinicos bacteriostáticos como: macrolídeos.No entanto, em algumas ocasiões,utilizam-se associações medicamentosas com macrolídeos na obtenção de efeitoantagônico sobre o efeito bactericida das penicilinas, é bastante importanteadministrar a penicilina algumas horas antes da administração do antibióticomacrolideo. Em outros casos, as penicilinas não são recomendadas a serem associadascom anticoncepcionais orais, anticoagulantes orais, beta-bloqueadores eantiinflamatórios não-esteroidais (AINES). Anticoncepcionais orais quandoadministrados fazendo uso medicamentoso da penicilina, consequentemente podeocorrer uma considerável diminuição do efeito contraceptivo. Os anticoagulantes
  20. 20. 20orais também podem sofrer interações medicamentosas com a penicilina gerandoum aumento da metabolização dos dois fármacos, o que pode interferir nomecanismo de ação dos anticoagunlantes, e gerar uma redução em seu efeitoanticoagulante. Os beta-bloqueadores exigem bastante cuidado quandoadministrados fazendo uso medicamentoso da penicilina, pois uma vez que estesmedicamentosos geram uma redução da absorção gastrointestinal,consequentemente levando o individuo que faz uso destes medicamentos asofrerem um possível risco de taquicardia. Os antiinflamatórios não-esteroidais(AINES) e as penicilinas quando são administradas podem gerar interaçõesmedicamentosas, devido a competição por sítios de união em proteínas plasmáticas,e esse fato pode ocasionar um considerável aumento do efeito tóxico dos fármacos(PAPINE et al., 2008). 3.2 Amoxicilina A criação da amoxicilina, ocorreu após a introdução de um grupo de p-hidroxilo, na cadeia lateral das penicilinas.com isso observou-se que aumentava aabsorção do composto pela via gastrointestinal (FREITAS., 2006). Indicação Sua ação é de largo aspecto, utilizado contra gram positivos e gramnegativo, é largamente efetivo contra L. monocytogenes( BRUNTON., LAZO.,PARKER,2007)Efeitos adversos Pode apresentar cansaço, erupção cutânea, coceira, raramente coceiras,diarréia, vômito, náuseas (VADE-MÉCUM., 2008/2009). Interação medicamentosa Se administrado junto com contraceptivos observa-se aumento dometabolismo, reduzindo o efeito do contraceptivo (FUCHS et al., 2004 ).
  21. 21. 21 4. CEFALOSPORINAS De acordo com Papine et al., (2008) a cefalosporina foi descoberta a partirde um fungo, Cephalosporium acremonium, em 1954. Ela é classificada de acordacom suas gerações; em primeira, segunda, terceira e quarta gerações.Cefalosporina de 1ª Geração:  Possui boa atividade em cocos gram-positivos;  Enterococos possuem resistência;  Sua atividade em bacilos gram-negativos está restrita a Escherichia coli. (cefalexina, cefalotina, cefazolina)Cefalosporina de 2ª Geração  Cefuroxima: Atividade em cocos gram-positivos;  Cefamicina: age em bactérias gram-negativas, e tem menor espectro de atividade em gram-positivas ( cefaclor, cefuroxima, cefoxitina). Cefalosporina de 3ª Geração:  Possuem atividade em bacilos gram-negativos (ceftazidima)Cefalosporina de 4ª Geração: Possuem boa atividade em microorganismos gram-positivos e gram-negativos (cefepima, cefpiroma). Mecanismo de ação A estrutura química beta-lactâmica das penicilinas inibem a síntese daparede celular bacteriana. Quando os antibióticos entram em ação contramicroorganismos procariontes gram-positivos e/ou gram-negativos os anéis beta-lactâmicos ligam-se em receptores específicos da parede celular bacteriana
  22. 22. 22bloqueando ou inativando a enzima de transpeptidação responsável pela síntese depeptideoglicano, interferindo na funcionalidade normal destas. Podem, no entanto,em decorrência desta ação provocar lise da parede celular procariótica levando amorte (ação bactericida) e/ou interferir no crescimento e duplicação das bactériassem causar morte (bacteriostático). Efeitos adversos Foram relatados efeitos adversos dentre as classes das cefalosporinas:  Hipersensibilidade como rash cutâneo;  Urticária (raramente relatada);  Anafilaxia (raramente relatada);  Eosinofilia;  Trombocitose;  Confusão mental;  Confulsões (Normalmente com administração de doses excessivas (altas) em pacientes que apresentem insuficiência renal). Interações medicamentosas  Alimentos: Os alimentos podem ocasionar a diminuição da absorção das cefalosporinas. O ideal seria administrar esse medicamento respeitando um intervalo entre a alimentação e a administração do próprio medicamento.  Probenicida: As penicilinas, geralmente, podem ser interagidas com outros fármacos a fim de potencializar a ação. A associação de penicilinas com probenicida eleva em a meia-vida sérica.  Aminoglicosideos: Os aminoglicosídeos não podem ser interagidos farmacologicamente com as carboxipenicilinas e as ureidopenicilinas. Pode ocorrer inativação das penicilinas aminoglicosídicas, portanto, não devem ser administradas conjuntamente.  Diuréticos: O ideal seria não administrar diuréticos conjuntamente com cefalosporina, visando que possa ocorrer uma possível ação tóxica, devido há
  23. 23. 23 um aumento da concentração de renina e/ou de cefalosporina localizadas no interior das células renais. Anticoagulantes Orais: O anticoagunlante quando administradoconjuntamente com cefalosporinas pode interagir e como conseqüência potencializarsua ação, com isso ocasionar hemorragia. 4.1 Cefalexinas É uma cefalosporina de primeira geração. Sua principal ação é contrabactéria gram positivas e tem pouca ação contra bactérias gram negativa, sua açãoé feita pela quebra da parede celular da bactéria. A cefalexina pode ser administradajunto com alimentos, tem uma absorção rápida, e atinge sua concentraçãoplasmática uma hora após sua administração (BRUNTON., LAZO., PARKER, 2007). Indicações É eficaz contra bactérias gram positivas, lesões menores provocadas porbactérias estafilocócocicas, infecções das vias urinárias, infecções como celulite eabscesso de tecidos moles (KATZUNG.,2006). Efeitos adversos Os mais comuns são diarreia, o uso de cefalexina pode ocorrer reação daglicose na urina com resultado falso positivo (VADE-MÉCUM., 2008/2009). Interações medicamentosas Quando administrada junto com acetilsalicílico aumenta o risco desangramento. Administrado com metilmicina potencializam a toxidade renal dametilmicina (VADE-MÉCUM., 2008/2009).
  24. 24. 24 5. MACROLÍDEOS Os macrolídeos são compostos por um anel de lactona onde esses estãofixados em um ou mais açucares (PAPINE et al., 2008). Mecanismo de ação São quimioterápico bacteriostático, que inibe a síntese de proteína através de uma ligação reversível às subunidades ribossômicas 50s de microorganismos sensíveis impedindo reações de translocação e transpeptidação (BRUNTON et al.,2007). Efeitos adversos Raramente apresentam afeitos adversos graves, os mais comuns sãoreações alérgicas, raramente febre, eosinofilia, e erupções cutâneas (BRUNTON.,LAZO., PARKER, 2007). Interações medicamentosas Macrolídeos usado simultaneamente com carbamazepina, aumenta o efeitosobre a concentração plasmática do antipirético. Se administrado junto com teofilinaaumenta os níveis séricos da mesma, por retardo na eliminação (FUGHS et al.,2006). 5.1 Azitromicinas Antimicrobianos semi-sintético derivado da eritromicina. Ela é diferente daeritromicina por causa de um átomo de nitrogênio no anel lactâmico. Essamodificação fez com que a azitromicina seja de ação mais ampla contra algunsmicroorganismos gram negativo e proporcionando uma melhor penetração nostecidos, aumentando a meia-vida do fármaco (SILVA, 2006).
  25. 25. 25 Indicações A uma maior efetividade, contra microorganismos gram negativos e menoscontra gram positivo.É eficaz contra M.avium e T.gondii, H influenzae e Clamidias.Sua eficácia é menor contra estafilococos e estreptococos (KATZUNG et al.,2006). Efeitos adversos Tem baixa incidência de efeitos adversos, mas foram observadosmoderadamente diarréia, vômito, náuseas (VADE-MÉCUM, 2008/2009). Interações medicamentosas A azitromicina se administrada juntamente com a carbamazepina tem queser observado e monitorados os níveis da carbamazepina. Se usado junto com ácidoretinóico pode aumentar o nível séricos e da toxicidade do mesmo (VADE-MÉCUM.,2008/2009). 6. QUINOLONAS As quinolonas ou flúorquinolonas são uma classe de antimicrobianos queabrange varias infecções bacterianas esses, antimicrobianos são muito usados pelapopulação brasileira, em infecções mais fortes, os mais conhecidos sãociprofloxacino, levofloxacino, norfloxacino ,acrosoxacino e pefloxacino esses sãofármacos que se dividem em segunda terceira e quarta geração. A cinoxacino e oácido nalidíxico são fármacos que não tem tanta ação antibacteriana no tratourinário, o ácido nalidíxico foi a primeira forma sintetizada de quinolona, estefármaco não é fluorado, portanto não se pode chamar de fluorquinolona, porem osoutros de segunda geração são fluorados como o ciprofloxacino e o norfloxacino,podemos então chamá-lo de flúor quinolonas o que se diz fluorado isso porqueapresenta uma molécula de flúor fazendo com que essa classe seja mais potentecontra as infecções bacterianas (LIMA et al., 2001).
  26. 26. 26 Essa classe tem como agentes atuantes na inibição, a topoisomerase II(uma DNA girase) a também enzimas que produzem uma superespiral negativa doDNA que permite a transcrição ou replicação sendo assim que em geral asquinolonas agem na síntese de proteínas do DNA da bactéria para conseguir entãolevar a lise das bactérias (SILVA, 2006). As quinolonas começou seu uso em 1962, por Lesher e Cols. , que relatarãoo ácido nalidíxico, que foi o que originou as 4-quinolonas. (JACKSON., LOONEY.,HAMINTON, 1997). Porém na década de 80 encontrou novas quinolonas, pela mudançaestrutural sendo assim que houve a adição de um átomo de flúor na posição 6 e dogrupo piperazínico na posição 7 do núcleo básico de 4-quinolonas essa descobertaveio então acrescentar, um grande avanço para terapias com antimicrobianos assimtratando com sua ação antibacteriana maior e um campo de ação mais amplo porser uma droga bem absorvida no sistema gastrointestinal e uma excelentedistribuição tecidual e com relatos de efeitos colaterais menor (KATZUNG, 2006). Mecanismo de ação As quinolonas tem o mecanismo de ação agindo na lise das bactérias noDNA da bactéria fazendo com que a síntese de proteínas não ocorra eles agem natopoisomerase assim como essa enzima é importante para ajudá-la a manter areplicação então as quinolonas age exatamente ai fazendo que elas não serepliquem mais causando a lise da bactéria (BRUNTON., LAZO., PARKER, 2007). As quinolonas, são absorvidas rapidamente pela via oral, sua maiorconcentração sérica aparece entre 1 á 2 horas, a uma melhor absorção quandoingerido 2 horas após as refeições, nos idosos pode haver um atraso naconcentração máxima, isso ocorre em pacientes idosos e com grave deteriorizaçãoda função renal (JACKSON., LOONEY., HAMINTON, 1997). Efeitos adversos Os efeitos adversos mais relatados é náusea, vômitos, diarréia, desconfortogástrico, dispepsia e flatulência a casos entre 3 a 6%, isso em drogas que age na viaoral. A também relatos de efeitos colaterais no sistema nervoso central em cerca de
  27. 27. 270,9 a 11% dos pacientes que tem os seguintes sintomas: tonturas, cefaléia, astenia,agitação, insônia, sonolência, ansiedade ou depressão, o uso elevado denorfloxacina e ciprofloxacina por tempo prolongado esta levando pacientesapresentar cristaluria. Também possui casos esporádicos de lesão tubular renal enefrite intersticial, também foi relatado (FUCHS et al., 2006). Interações medicamentosas As quinolonas com anticoagulantes orais, hipoglicemiantes orais eantiinflamatórios potencializa a ação pela afinidade com as proteínas plasmáticas. Onorfloxacino bloqueia a secreção tubular da cinoxina que então diminui a ação deeliminação de urina e prolonga sua meia vida e sua concentração sérica. A acidezda urina também aumenta a ação antibacteriana das quinolonas pela diminuição davelocidade de eliminação urinaria que então sobe o risco de cristaluria. Anitrofurantoina também cessa a ação antibacteriana do ácido nalidíxico, asquinolonas de segunda terceira e quarta geração também aumentam asconcentrações séricas da teofilina. Ocorre um aumento de teofilina sérica eimportante com a enoxacina (111%) e com menor importância na utilização comciprofloxacino (23%),ofloxacino(12%) e pefloxacino (20%) e indicado que façafreqüentemente a monitoração de níveis plasmáticos da teofilina em pacientes emuso dessa droga com alguma quinolona. Os antiácidos que tem alumínio oumagnésio cessa a absorção gastrointestinal das quinolonas, diminuindo abiodisponibilidade dessas drogas não fazendo assim o uso das duas ao mesmotempo como o sucralfato que tem íons de alumínio e sua composição. Tambémpossui relatos de que usar as quinolonas com AINES (antiflamatorios não-esteróidais) pode aumentar o efeito estimulante central das quinolonas.Normalmente, antagonistas de bomba de prótons e anti H2 não aponta nem umainterferência significativa na absorção das quinolonas, a não ser a ranitidina. Aranitidina diminui a absorção em ate 60% da enoxacina e o omeprazol reduzabsorção da trovafloxacina em 17% sulfato ferroso e complexo multivitamínico quetenha zinco também pode diminui a absorção das quinolonas (RANG et al., 2004).
  28. 28. 28 6.1 Norfloxacino O norfloxacino foi à primeira fluorquinolona patenteada e com potenteespectro de eficácia contra infecções bacterianas, abrangendo maior eficácia, comofármaco de primeira escolha foi sintetizado e patenteado em 1978, e foi assim aprimeira fluorquinolona a ser patenteada para ser usado em pacientes e animaisresistentes a outros antimicrobianos (JENSEN et al. , 2010). Indicações Norfloxacino é indicado a patogenias como, infecções como trato urinárioinferior como, (cistite, uretrite, prostatite agudas e crônicas) e também a indicaçãopara, pielonefrite, uretrite gonocócica não complicada. Também possui indicaçõespara fármaco de primeira escolha para combate da tuberculose. (SOUZA.,Vasconcelos, 2005). Efeitos adversos Leves distúrbios gastrointestinais, cefaléias, reações cutâneas, raramenteanomalias, como leucopenia e esinofilia, bilirrubina, creatina (VADE-MÉCUM,2008/2009). Interações medicamentosas Como outros antimicrobianos quinolônicos, o norfloxacino juntamente comantiácidos pode haver uma diminuição da ação do norfloxaxino, a probenecida háuma diminuição da secreção tubular renal da droga que levando assim a diminuiçãoda excreção urinaria do fármaco, levando o aumento de riscos de toxicidade (LACYet al., 2009).
  29. 29. 29 6.2 Ciprofloxacino Após a descoberta do norfloxacino, em seguida veio a sintetizarão ociprofloxacino, que é considerado um importante quimioterápico, e um fármaco de 3ªgeração das fluorquinolonas, com sua eficácia melhor e sua absorção mais eficaz, ociprofloxacino é um fármaco relativamente caro porem já distribuído na rede públicade saúde no Brasil (PITA., PRATES., FERRAZ, 2004). Indicações O ciprofloxacino é indicado a infecções pulmonares, relacionada a viasrespiratórias tais como, broncopneumonia, pneumonia lombar, bronquite aguda,bronquiectasias, empiemia, a também infecções do trato geniturinário como asuretrites complicadas, pielonefrite ,prostatite, e gonorréia. Infecções ósseas ouosteoarticulares como à osteomielite, artrite séptica. A também indicação parainfecções gastrointestinais que são as diarréias infecciosas e febre entérica.Infecções sistêmicas graves: septcemias, bacteremias, infecções das vias biliares,pélvicas e otorrinolaringológicas (VADE-MÉCUM et al., 2008/2009). Efeitos adversos Raramente provoca náuseas, diarréias, dispepsia, pode apresentarvertigens, cefaléias, cansaço, insônia, raramente sudorese, convulsões e ansiedade.(KATZUNG, 2006). Interações medicamentosas A teofilina administrada com ciprofloxacino ou qualquer outra quinolonas, osníveis séricos da mesma se elevam. Juntamente com ciclosporinas, a um aumentodos valores séricos da creatinina, se houver administração de antiácidos comohidróxido de magnésio ou alumínio só se deve administrar uma hora ou duas horasdepois da ingestão de ciprofloxacino (VADE-MÉCUM., 2008-2009)
  30. 30. 30 7. USO INDISCRIMINADO DE ANTIMICROBIANOS No Brasil cerca de 80 milhões de pessoas se auto-medicam. Aautomedicação é uma pratica realizada por pacientes, a fim de obter benefícios notratamento das doenças e promover o alivio de sintomas (ARRAIA et al., 1997). Esta pratica é realizada pelo fato da facilidade que as pessoas têm naobtenção do medicamento sem receita médica, fazendo a posologia que mais o comvem, prolongando ou interrompendo o tratamento conforme desejar. Este ato podegerar graves consequências, como mascaramento das doenças, efeitosindesejáveis, interações medicamentosas, resistência bacteriana (CARNEIRO et al.,2009). O uso inapropriado de antimicrobianos é um grande problema para saúdepública. Onde um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que osantimicrobianos está entre os medicamentos mais prescritos, sendo que 50% do seuuso é feito sem necessidade (WANNMACHER, 2004). Vários fatores contribuíram para o uso excessivo, como: a realização dediagnóstico incerto, a falta de conhecimento sobre o assunto tanto por parte dos queprescrevem como dos pacientes, sistema de saúde fragilizado, falta de fiscalização,busca pelo lucro, fatores culturais e econômicos (TAVARES., BERTOLDI., BAISCH,2008). O uso indiscriminado de antimicrobianos é um problema mundial, e esse éum dos principais fatores que contribuem para o aumento da resistência aantimicrobianos. Este termo de resistência microbiana refere-se a capas de microorganismos que são capazes de se multiplicar- se em presença de concentrações de antimicrobianos mais altos do que as que provêm de doses terapêuticas dadas a humanos. O desenvolvimento que tem contribuído para o aumento do problema. As taxas de resistência variam localmente da dependência Resistência é um fenômeno biológico natural que se seguiu á Introdução de agentes antimicrobianos na pratica clínica. O uso desmedido e irracional desses agentes tem consumo local de antimicrobianos (Wannmacher, 2004). São necessárias estratégias para que ocorra a diminuição da resistência aantimicrobianos, por parte do mundo inteiro, só assim seu efeito total será
  31. 31. 31significativo. O uso racional de medicamentos é uma destas, e tem que ser feitotanto na atenção individual quanto na saúde publica (TAVARES et al., 2008). Segundo Scarsela et al., (2011) para que ocorra o uso racional demedicamentos o paciente tem que receber o medicamento de acordo com suanecessidade a fim de obter o máximo efeito terapêutico com o mínimo de toxidade,na dose e posologia adequada, por um tempo correto e satisfatório, com o menorgasto possível para o paciente e para a saúde publica. O uso racional inclui:  Necessidade do uso da terapêutica medicamentosa;  Indicação adequada, baseada em evidencias clinica;  Escolha do medicamento certo, levando em consideração sua eficácia e segurança, facilidade ao paciente e de custo acessível;  Posologia e período de tratamento apropriado;  Dispensação correta, com informações sobre o medicamento e seus possíveis efeitos adversos;  Adesão do paciente ao medicamento;  Acompanhamento ao paciente no período de tratamento. O farmacêutico tem papel fundamental para que haja o uso racional demedicamentos, mas para isso eles devem ter conhecimento e capacidade paratomar decisões sobre a utilização do medicamento. E se necessário fazer aindicação de um médico para o paciente se achar que a automedicação éinadequada. O profissional farmacêutico deve sempre prestar a atençãofarmacêutica para toda a população, com o objetivo de diminuir a automedicação eos problemas relacionados. Visando sempre a melhor qualidade de vida do paciente(CELLA et al., 2012). 8. ATENÇÃO FARMACÊUTICA A atenção farmacêutica foi definida pela primeira vez no de 1990, com apublicação de um artigo escrito por Hapler e Strang que definiu a atençãofarmacêutica como a responsável pelo tratamento terapêutico com o intuito dealcançar resultados que melhorem a qualidade de vida dos pacientes (FREITAS etal., 2006).
  32. 32. 32 Este conceito foi debatido, aceito e melhorado na reunião da OrganizaçãoMundial da saúde (OMS), que foi realizado em Tóquio, onde o farmacêutico ficouconhecido como dispensador de atenção e saúde, a atenção farmacêutica tem queser direcionada ao publico, atuando junto com a equipe sanitária promovendo asaúde e fazendo a prevenção das doenças (PEREIRA et al., 2008). Quase ao mesmo tempo surgiu na Espanha o método de Dader que sebaseia no acompanhamento farmacoterapêutico do paciente, os problemas desaúde que eles apresentam, e fazer a avaliação dos medicamentos que elesutilizam, com o objetivo de identificar, prevenir e resolver os problemas relacionadoscom o medicamento (PRM) queixados pelos pacientes. Onde logo após aidentificação dos problemas a interferência do farmacêutico a fim de resolver osproblemas relacionado com o medicamento e analisar os resultados obtidos demaneira sistematizada e documentada (YOKOYAMA et al., 2011). O termo atenção farmacêutica foi, implantado no Brasil após reuniões feitaspela organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a organização mundial dasaúde (OMS) e outras organizações relacionadas. Que definiu atenção farmacêuticacomo: “um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica. Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e co-responsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida. Esta interação também deve envolver as concepções dos seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades bio-psico-sociais, sob a ótica da integralidade das ações de saúde” (BRASIL.,2010) O relatório fala da valorização do farmacêutico dentre os profissionais desaúde e da equipe multiprofissional. Enxerga as farmácias como umestabelecimento de saúde. E fala da incorporação do farmacêutico junto ao SistemaÚnico de Saúde, visando que a atenção farmacêutica é uma atividade exclusiva dofarmacêutico (BRANDÃO, 2003). Pode-se dizer que a atenção farmacêutica começa quando termina aassistência farmacêutica e é uma ferramenta que veio para facilita a comunicaçãodo farmacêutico com o usuário de medicamento. Esta pratica tem a finalidade de
  33. 33. 33identificar, resolver e prevenir os problemas relacionados ao medicamento,buscando avaliar a segurança e efetividade do mesmo, para obter melhoresresultados ao termino da farmacoterapia (PALHANO et al., 2010). A atenção farmacêutica no Brasil esta em construção, apesar da grandedificuldade de implantação da atenção farmacêutica nas unidades de saúde, devidoo alto fluxo de usuários de medicamentos, reduzindo o tempo de atendimento aopaciente. E a dificuldade nas farmácias e drogarias ocorrem devido ao farmacêuticoe ao balconista que estão sempre em busca de comissão de venda e a falta detempo para se dedicar ao atendimento mais completo ao paciente. Para uma boarealização desta pratica é necessário a confiança e respeito entre farmacêutico e ousuário de medicamento, além de capacitar, preparar e treinar o farmacêutico para arealização desta nova atividade. Demonstrando o beneficio que a atençãofarmacêutica proporciona como a diminuição das reações adversas, diminuição dasinterações medicamentosas, aderência ao tratamento medicamentoso (PEREIRA etal., 2008). Com a publicação da RDC n 44/09 houve a regularização da pratica daatenção farmacêutica em farmácias e drogarias, nesta resolução encontra-seaspectos regulatórios, qualidade de serviço, estrutura de serviço, processo deserviço da atenção farmacêutica entre outros que ajudam a fazer uma atençãofarmacêutica com qualidade, segurança e eficiência. Sempre visando a melhora dequalidade de vida do paciente (ROCHA et al., 2010).
  34. 34. 34 9. OBJETIVO 9.1 Objetivos gerais Verificar qual os antimicrobianos mais utilizado pela população da cidade deVitória Brasil SP. 9.2 Objetivos específicos  Verificar: Antimicrobianos mais utilizados pela população de Vitória Brasil-SP  Verificar: o uso indiscriminado da população aos antimicrobianos.  Verificar: a importância da atenção farmacêutica.  Verificar: os conhecimentos da população sobre o risco do uso indiscriminado de antimicrobianos.
  35. 35. 35 10. MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa foi realizada por meio de um questionário elaborado pelo grupo,com perguntas especificas e de linguagem simples que esta anexado no apêndice 1, essas perguntas foram respondidas pela população que fazia uso deantimicrobianos, foi realizada no mês de setembro de 2012, na unidade básica desaúde de Vitória Brasil e nas ruas da cidade, também fizemos algumas abordagenspedindo se poderiam estar respondendo ao questionário. Tivemos como resultados 120 pacientes de sexo e idade variadas sendo quetodos usaram ou utilizavam antimicrobianos durante o mês de setembro.
  36. 36. 36 11. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram analisadas todas as informações necessárias de acordo com ametodologia aplicada nesta presente pesquisa. Os questionários permitiram-nosavaliar o perfil estatístico sobre o uso de antimicrobianos na Unidade Básica deSaúde na cidade de Vitória Brasil. Os resultados obtidos permitiu-nos esclarecer em valores percentuais aquantidade de pessoas que utilizam medicamentos e seus conhecimentos sobreantimicrobianos, como: sexo, idade, automedicação, resistência bacteriana, efeitosadversos e os antimicrobianos mais utilizados durante o estudo. No Gráfico 1 foram apresentados os valores percentuais da quantidade deindivíduos na comunidade de Vitória Brasil por sexo (homens e mulheres) avaliadasdurante o experiment Gráfico 1: Percentual de indivíduos avaliados de acordo com o sexo. Fonte: Elaboração Própria No período avaliado analisou-se maior incidência quanto ao uso deantimicrobianos em pessoas do sexo feminino quando comparado ao sexomasculino. Esse fato também foi observado segundo Feitosa (2006) na qual revelou quea proporção de pacientes do sexo feminino foram os maiores usuários de
  37. 37. 37antimicrobianos, e uns dos fatos que mencionou pelo maior uso de antimicrobianosão sexo feminino podem estar relacionados aos diversos programas de saúdeexistentes voltados para a mulher, literalmente, a busca pelos serviços de saúde éevidentemente maior por mulheres do que por homens. Esses fatos podem explicaros resultados avaliados no presente estudo. Gráfico 2: Percentual de indivíduos avaliados de acordo com a faixa etária. Fonte: Elaboração Própria Os resultados em relação à faixa etária estudada foram observados.Percentual de indivíduos estudados divididos em diversas faixas de idade variandode 0 a 10 anos, 11 a 20 anos, 21 a 30 anos, 31 a 40 anos e 41 a 50 anos, eobservou-se os valores sendo em maior percentual entre 21 a 30 anos quecorrespondem á 46,66% da população entrevistada, segue como a segunda faixaetária de idade que responderam a pesquisa entre 31 a 40 anos que correspondementre 24,16 %. A pesquisa com o questionário avaliou a população da cidade de VitóriaBrasil, com o intuito de analisar qual o medicamento dispensado na UBS da cidadede Vitória Brasil é mais utilizado pela mesma, e analisar os conhecimentos dosentrevistados frente a uma classe de medicamentos mais prescritos e utilizados deforma incorreta que são os antimicrobianos .A faixa etária de idade dosentrevistados que mais responderam ao nosso questionário foram entre 21 a 30anos, com um percentual bastante significativo 46,66%. Os indivíduos desta faixa
  38. 38. 38etária de idade possuíram maior disponibilidade em relação a responder a pesquisa.Provavelmente devido a ser uma faixa de idade, que acometem mais erros quantoao seu uso. Gráfico 3: Valores percentuais do nível de conhecimento sobre antimicrobianos dos indivíduos avaliados. Fonte: Elaboração Própria Analisando o gráfico 3, observa-se que 65% dos entrevistados temconhecimentos sobre os antimicrobianos, entretanto saber o significado do que é umantimicrobianos e que provavelmente seja eficaz para uma determinada infecção, éum conceito bem distinto em relação ao saber sua verdadeira utilização e funçãoespecífica, visando que cada antimicrobianos é especifico para determinadasinfecções.Provavelmente grande parte da população entrevistada não possuemconhecimentos aprofundados, sobre interações medicamentosas, sobre asresistências bacterianas, sobre qual antimicrobianos que tenha melhor efetividadepara determinada infecção, sobre a posologia adequada entre outros fatores que éde suma importância para quem faz utilização dos antimicrobianos, cabendo assim aprocura de um profissional médico para orientação e assim fazer uma corretautilização.
  39. 39. 39 Gráfico 4: Frequência do uso de antimicrobianos.Fonte: Elaboração Própria Observando o Gráfico 4, é possível analisar que 31% da populaçãoentrevistada relata fazer o uso frequente do antimicrobiano, 58% diz realizar o usofrequente as vezes, 10% fala que raramente faz o uso frequente e apenas 1% diznão realizar o uso frequente de antimicrobianos. Fato este preocupante uma vez queé possível analisar um percentual bastante significativo da população entrevistadaque faz o uso frequente de antimicrobianos. Estudos feito por ABRANTES (2008) relatou que há uma porcentagembastante considerável de receitas que não continham em suas prescrições adefinição da duração do tempo de tratamento com o antimicrobiano, visando que aterapia medicamentosa em tempo inferior do que deve ser preconizado de acordocom a literatura, pode proliferar a ineficácia do tratamento e até mesmo provocarresistência bacteriana, o mesmo ocorre com intervalos de tratamento superiores,que não aumentam a efetividade do tratamento assim como muitos acreditam, epode trazer como conseqüência do uso indiscriminado um risco de toxicidade com omedicamento, levando também o desenvolvimento da resistência bacteriana e semfalar que pode elevar os custos da terapia e como conseqüências decorrentes douso abusivo dos antimicrobianos, desencadeados pelos problemas evidenciados emrelação a prescrição e à dispensação de antimicrobianos tem como um resultadonegativo o desperdício de medicamentos, tratamentos ineficazes e inefetividade da
  40. 40. 40terapêutica, que são decorrente da inadequação da posologia, da dose, do tempo deduração do tratamento, do diagnostico, mediante isto proliferando o agravamento dainfecção e o desenvolvimento da resistência bacteriana; este estudo evidencia paraque haja a melhoria deste contexto seria útil enquadrar a ampla necessidade demedidas de informações que visem a melhoria na qualidade quanto as prescriçõesde antimicrobianos, onde a mesma deve ser bem elaborada e completa em todos osaspectos desde o diagnostico preciso e explicito, enfatizando a seleção adequadodo medicamento, a dose e posologia adequada e o tempo de duração do tratamentomedicamentoso, critérios esses que devem ser estabelecidos desde o inicio daterapêutica até seu termino (ABRANTES et al., 2008).Outro estudo evidencia que a duração do tempo de tratamento, depende doantimicrobiano utilizado e do grau que a infecção presente está, foi relatado queapenas 28% dos pacientes analisados no hospital realizaram o tratamento adequadoem relação ao tempo de tratamento com o antimicrobianos, o restante dos pacientespararam o uso com o medicamento antes do tempo de duração correto dotratamento e outra porcentagem dos pacientes realiza o uso do antimicrobianodurante dias a mais do que preconizava o tratamento (OLIVEIRA et al.,2006). Segundo Wannmacher (2004) outro fato que influência neste uso indevidode antimicrobianos, que resulta no uso frequente de antimicrobianos é a repetiçãoautomática das prescrições, propiciando deste modo que a duração de tempo doantimicrobianos se prolongue além do uso racional. Provavelmente os entrevistadosutilizam antimicrobianos com frequência por escassez de conhecimentos em relaçãoao tempo de duração do tratamento, visando que falta informações sobre o usoracional do medicamento, dentre essas informações que não são explicitas aospacientes está o tempo de duração tratamento que como podemos observar nopresente estudo enquadrado nesta pesquisa, o que consequentemente acarreta ouso incorreto do antimicrobiano, e por meio deste pode ocasionar o desenvolvimentoda resistência bacteriana, dificultando no tratamento de doenças que antes eramfacilmente tratadas, este é um dos fatores mais preocupantes uma vez que o usofrequente de antimicrobianos contribuam desta forma para a ineficácia notratamento.
  41. 41. 41 Gráfico 5: Utilização de prescrição médica para aquisição de antimicrobiano.Fonte: Elaboração Própria Avaliando o Gráfico 5, observa-se que 58% da população entrevistada relatafazer a utilização de antimicrobianos mediante prescrição médica, entretanto a umpercentual bastante significativo da população entrevistada (42%) que não utilizamprescrição médica, fator de extrema preocupação. Uma análise relatou que dos 100 clientes estudados, cerca de 37% foram aoestabelecimento farmacêutico comprar antimicrobianos sem prescrição médica, oque evidencia a automedicação, enquanto que a maioria dos clientes com umpercentual de (63%) levaram prescrição médica para aquisição do antimicrobiano.Embora a grande maioria utilize a prescrição médica, este estudo enfatiza umagrande preocupação quanto à população entrevistada que não utiliza prescriçãomédica, pois se considera um percentual significativo que gera preocupaçõesdecorrentes, com bases em soluções para minimizar esta situação seria de grandeimportância promover ações para racionalizar o uso de antimicrobianos e aautomedicação que de fato é um problema bastante presente, enfatizando que pararealização dessa meta é de suma importância à participação dos profissionais desaúde, pacientes, indústria farmacêutica e governo para possibilitar uma melhoraneste contexto. Este presente estudo conceitua a importância do farmacêutico nocompromisso da saúde, é fundamental a atenção farmacêutica para que sejapromovido o uso racional de antimicrobianos (MENEZES et al.,2004).
  42. 42. 42 Segundo a Organização Mundial de Saúde, há um percentual significativodos antimicrobianos que são utilizados sem prescrição do profissional médico,estudo relatou que isso ocorre em muitos países. Para antibioticoterapia correta e apropriada aos indivíduos, não é viável enem benéfico ao paciente, utilizar antimicrobianos na ausência da indicação doprofissional médico, nem em esquemas terapêuticos errôneos ou por tempodemasiado, quando não seguidos estes fatores explícitos acima é grande o risco aoindividuo que faz o uso irracional do medicamento, e por consequência ocorre oagravamento das infecções, aumenta subsequente a possibilidade de interaçõesmedicamentosas e consequentemente o aparecimento de reações adversas, semfalar que são grandes as chances do futuro desenvolvimento de resistênciabacteriana. Uma das medidas neste presente estudo, para que haja um controle visandouma diminuição ou não ocorrência de resistência bacteriana seria que fosserealizado somente a dispensação de antimicrobianos com prescrição médica(WANNMACHER., 2004). Gráfico 6: Automedicação com antimicrobianos.Fonte: Elaboração Própria É possível observar uma porcentagem significativa de entrevistados querealizam automedicação.
  43. 43. 43 Segundo a Associação das Indústrias Farmacêuticas, aproximadamente 80milhões de pessoas realizam a automedicação, estudos relatam que alguns fatoresinfluenciam ao ato de se automedicar, dentre eles se destacam: a insatisfação com osistema de saúde, que está relacionado com o atendimento muitas vezes demorado,muitos estabelecimentos farmacêuticos não respeitam os medicamentos que sãoobrigatoriamente dispensados com receituário médico; a maneira que omedicamento é ofertado. Estudos relatam que um percentual bastante significativode indivíduos que interromperam o tratamento com o antimicrobiano, guardam as‘’sobras’’ dos medicamentos em casa, fator este que gera preocupações,enfatizando que reter as sobras do medicamento em domicilio, é uma possívelutilização desses antimicrobianos numa automedicação, visando que com este usoindevido não iram ser observados o diagnostico clinico, a concentração e a validadedo medicamento que pode ser perdida devido ao tempo e ao risco doarmazenamento inadequado; a automedicação é um dos fatores que contribuempara o desenvolvimento da resistência bacteriana (KORB et al., 2009). Gráfico 7: Sabe que o uso incorreto de antimicrobianos pode levar a resistência bacteriana?Fonte: Elaboração Própria De acordo com o Gráfico 7, é possível observar que 76 % das pessoasentrevistadas desconhecem que o uso indiscriminado de antimicrobianos podemacarretar resistência bacteriana e apenas 24 % alegaram ter alguma fonte de
  44. 44. 44conhecimento. Esse fato também foi analisado por (KORB et al.,2009) apresentandoresultados semelhantes, observou em seu estudo que o nível de conhecimentos dapopulação sobre a resistência bacteriana era baixa para a maioria dos entrevistadose apenas uma pequena parte alegaram ter alguma informação, mas nãoconseguiram expressar o significado da questão. Segundo (KORB et al.,2009) afirma que a população desconhece do que setrata uma resistência bacteriana e as malefícios que ela pode acarretar a saúde. O principal fator que desencadeia a resistência bacteriana é o usoindiscriminado dos antimicrobianos, motivo este que se cria aderência pelo fato queprofissionais da área da saúde, muitas vezes não enfatizam ao paciente odiagnostico, a prescrição e a orientação adequada, para que este possa ter garantiada eficácia em uma terapia medicamentosa. É importante enfatizar que é função doprofissional médico, prestar explicações e orientações sobre que o uso indevido dosantimicrobianos pode acarretar resistência bacteriana. (KORB et al.,2009) A alta prevalência de desconhecimento da população deve-seprovavelmente porque o paciente não procura ou não possui orientação médicasobre o uso racional de antimicrobianos, resultando no uso de antimicrobianos nãoespecíficos para sua doença, ocasionando assim a resistência bacteriana. Muitas vezes os pacientes leigos administram os antimicrobianos de formaerrônea, realizando o uso frequente de administração, doses inadequadas, falta deconhecimento sobre as posologias corretas, desconhecimento das interaçõesmedicamentosas como a administração do antimicrobianos concomitante com outrosmedicamentos, ingestão com alimentos e bebidas alcoólicas, resultando no usoindiscriminado dos antimicrobianos, estes são dados que requerem mais atençãodevido à gravidade que o uso incorreto dessa classe de medicamento podeacarretar, seria de suma importância orientação médica e a realização deantibiograma, pois para utilizar um antimicrobiano é indispensável determinar se abactéria isolada é sensível ou resistente.
  45. 45. 45 Gráfico 8: Foi percebido resistência bacteriana durante a terapia medicamentosa.Fonte: Elaboração Própria Perante o Gráfico 8 presente é possível verificar que 41% desconheceobservar resistência bacteriana durante a terapia medicamentosa com oantimicrobiano, e 47 % relatam não saber se houve resistência bacteriana durante otratamento e apenas 12% da população entrevistada constatou que notaram aresistência bacteriana durante a terapia medicamentosa. Provavelmente este fato se concretiza pelo possível desconhecimentodos indivíduos sobre o verdadeiro significado do que seja uma resistênciabacteriana; muitas pessoas que são leigas no assunto, e desconhecem os motivosque levam o desenvolvimento da resistência bacteriana e as consequências queestá pode gerar para a saúde humana. A discussão do gráfico 8, revela segundoestudos que grande percentual da população entrevistadas desconhecem terconhecimentos sobre o que seja uma resistência bacteriana (KORB et al.,2009),provavelmente este fato explica a questão neste presente trabalho, onde apopulação entrevistada relatam que não souberam ou não notaram resistênciabacteriana, pelo simples fato do desconhecimento em relação a resistênciabacteriana.
  46. 46. 46 Gráfico 9: Apresentação de efeitos adversos.Fonte: Elaboração Própria De acordo com o Gráfico 9, é possível compreender que a população quediz sentir algum tipo de efeito adverso é evidentemente proporcional ao percentualque relatam não saber se o antimicrobiano propiciou-lhes algum efeito adverso,onde 40% evidenciaram e 41% não soube falar se apresentou efeitos adversos. Estudo evidenciou eventos adversos nos pacientes que realizava a terapiamedicamentosa, analisou-se neste estudo que as reações adversas propiciaramdecorrente de erros de prescrição incorretas quanto as doses e interaçõesmedicamentosas decorrentes da associação com betalactâmicos comaminoglicosídeos, os fatores que desencadearam estas reações adversas segundoo estudo foram a falta de conhecimento sobre o medicamentos e ainda falta deinformações em relação aos pacientes. (LOURO et al., 2007). Outro estudo relatou que a população entrevistada possui falta deentendimento sobre o diagnostico médico, posologia adequada em relação aotratamento com antimicrobianos, enfatizando que a pesquisa mostrou que muitospacientes têm serias dificuldades no entendimento do tratamento medicamentoso,visando que profissionais médicos não prestam orientações especificas sobre odiagnostico, não propiciando aos pacientes informações de extrema importânciasobre o medicamento e como este deve ser utilizado e seus efeitos adversos. A faltade entendimento do tratamento compromete o quadro clinico do paciente, para
  47. 47. 47melhor eficácia no tratamento seria necessário que a população fosse devidamenteorientada e informado quanto desde ao diagnostico até o termino do tratamento(NICOLINI et al., 2008). Com os estudos presente nesta pesquisa é possivelmentecompreender que a população entrevistada, que relata ter reações é devidamentepelo motivo de fazer o uso incorreto, por falta de conhecimentos e informaçõessobre o medicamento e a maneira correta da utilização do mesmo. Gráfico 10: Antimicrobianos mais utilizados.Fonte: Elaboração Própria Avaliando o gráfico, é possível observar nitidamente que a amoxicilina foi umdos medicamentos mais utilizados pela população de Vitória Brasil, com umpercentual bastante significativo, mais de 50% da população entrevistada realizaterapia medicamentosa com a amoxicilina. A amoxicilina foi o antimicrobiano mais utilizados e requisitado comoevidencia está pesquisa, pois possui um amplo/largo espectro de atividadebacteriana, sua facilidade na forma de administração, fato decorrente devido a suaforma farmacêutica,uma vez que as suspensões e as cápsulas são mais prescritas edispensadas pelo fato de possuírem melhor forma de administração e comodidadeao usuário, sendo realizada pela via oral pode preconizar sua preferência, assim
  48. 48. 48como sua ótima tolerabilidade, o que justifica que este antimicrobiano esteja emprimeira escolha nos tratamentos das infecções primarias (ABRANTES et al.,2008). Gráfico 11: Tem conhecimentos sobre as interações medicamentosas?Fonte: Elaboração Própria Avaliando o Gráfico 11, é possível observar um percentual bastantesignificativo e preocupante, onde o estudo presente enfatiza que 74% da populaçãoentrevistada relatam que não possuem conhecimentos sobre as possíveis interaçõesmedicamentos relacionados com os antimicrobianos. Estudos mostram que receitas com as prescrições médicas continhaminterações medicamentosas. Comparando os medicamentos prescritos nas mesmasreceitas foi possível analisar mais de uma interação medicamentosa, o quedevidamente pode comprometer a eficácia do tratamento, este fato se tornapreocupante e simultaneamente nos esclarece que os profissionais médicos e osdemais profissionais da saúde não estão atentos em relação às interaçõesmedicamentosas, este estudo também evidencia que o tratamento comantimicrobianos está comprometido devido a falta de entendimento dos pacientesquando ao diagnóstico e posologia, pois prescritores e outros profissionais da saúdenão lhes fornecem informações a respeito do diagnóstico, assim como explicaçõessobre o medicamento e sua utilização correta, é importante enfatizar que a eficáciado tratamento corresponde em grande parte tanto pelo conhecimento que deve serpassado aos pacientes, quanto para a atenção farmacêutica, que deve ser prestada
  49. 49. 49por parte de todos os profissionais de saúde, visando que é responsabilidade domédico e dos demais profissionais da saúde a correta escolha do antimicrobiano e oesclarecimento devido quanto ao seu uso, e prestar atenção farmacêutico contribuipara o tratamento, é dever do farmacêutico, este que deve ser capacitado paraavaliar a prescrição medica, dando informações e orientações ao paciente, propondoassim o uso racional do antimicrobiano, com profissionais de saúde fornecendoconhecimentos específicos, orientação adequada e atenção farmacêutica aopaciente, seria possível cada vez mais combater a resistência bacteriana, asinterações medicamentosas e consequentemente as reações adversas propiciadaspelo uso incorreto do antimicrobiano (NICOLINI et al.,2008).
  50. 50. 50 12. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nossa proposta ao desenvolver este trabalho foi analisar se a população deVitória Brasil faz uso indiscriminado de antimicrobianos. Ao término deste trabalhoverificamos que a mesma faz uso indevido. E entendemos que umas das alternativas para melhorar este perfil, seriauma atenção maior por parte do profissional médico voltada ao paciente e aimplantação da atenção farmacêutica, com o intuito de informar corretamente sobreo uso racional dos antimicrobianos com objetivo de alcançar resultados terapêuticosdefinidos na saúde e na qualidade de vida dos pacientes da cidade de Vitória Brasil.
  51. 51. 51 13. CONCLUSÃO No presente estudo foi evidenciado o uso indiscriminado dos antimicrobianosdurante o tratamento medicamentoso. Perante os resultados analisados podemosenfatizar que a população carece de esclarecimentos sobre a forma correta de usaros antimicrobianos e seus possíveis efeitos adversos. É possível afirmar que essacarência parta de uma deficiência de informações, que deveriam ser prestadas aopaciente pelo profissional de saúde habilitado. Na pesquisa verificou que a amoxicilina foi o antimicrobiano mais utilizadocom 52,36 % em seguida a cefalexina com 21,04%. Grande parte dos entrevistadosnão sabem que a automedição pode levar a resistência bacteriana, e não possuemconhecimento sobre interações medicamentosas com antimicrobianos. Relatou que58% dos entrevistados faz as vezes o uso de antimicrobianos sendo a maioria dosexo feminino e com idade entre 20 a 30 anos. Com ênfase na pesquisa a qualidade dos serviços de saúde pública, e daspróprias farmácias e drogarias deixam a desejar e não suprem as necessidadesbásicas da população em relação a escassez da atenção farmacêutica. Verificamos que a atenção farmacêutica é fundamental para que se tenhasucesso na terapia, melhorando a qualidade de vida do paciente, aderência aotratamento e consequentemente para que não haja nenhum problema relacionado amedicamento principalmente por antimicrobianos.
  52. 52. 52 REFERÊNCIASABRANTES, P. M. et al,. A qualidade da prescrição de antimicrobianos emambulatórios públicos da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte,MG. Ciência e Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 13, 2008. Disponivel em:http://www.scielo.br/pdf/csc/v13s0/a21v13s0.pdfARRAIAS P.S.D etal., Aspects of self-medication in Brazil., Rev. Saúde Pública31 (1), 1997Caixa -60431-327 Postal 3212 Fortaleza, CE - Brasil.Disponível em:<http://www.escolacit.rs.gov.br/links/links.html>BARRETO R E. T., Perfil de Utilização de Antimicrobianos em Usuários do SistemaÚnico de Saude de uma Cidade do Interior paulista., Sorocaba/SP 2011.BRANDÃO A.,Uma Proposta de Consenso para a Atenção Farmaceutica.Pharmacia Brasileira - Mai/Jun 2003.BRASIL.,Rocha B.J.B., Silva D.T., Júnior D.L, Brito G.D.C e Aguiar P. M. OPercursor Historico da Atenção Farmacêutica no Mundo e no Brasil., Fascículo5., Tiragem: 1ª edição, 2010 - 50.000 exemplares Elaboração, distribuição einformações (idioma português)CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DOESTADO DE SÃO PAULO ,Rua Capote Valente, 487 – Jardim América,CEP: 05409-001 São Paulo/SP – Brasil.BRUNTON L.L; LAZO, JS; PARKER, KL. Goodmane Gilman- As basesfarmacológicas da terapêutica. 11. Ed. Rio de Janeiro: Mc Graw- Hill, 2007asil.
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  57. 57. 57Sizenando Nabuco, 100, 21041-250 Rio de Janeiro – RJ Recebido em 23/6/04;aceito em 15/10/04; publicado na web em 17/02/2005.Disponível no site:<http://www.scielo.br/pdf/%0D/qn/v28n4/25117.pdf>SMITH, R.D.; COAST, J. Antimicrobial resistance: a global response. Bull. WorldHealth Organ., v.80, n.2, p.126-133, 2002. Disponível em:http://www.who.int/bulletin/archives/80(2)126.pdfTAVARES N. U. L., Bertoldi A. D.., Baisch A. L. M., Antimicrobial prescription infamily health units in Southern Brazil., Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(8):1791-1800, ago, 2008.TRABULSI L.R.,et al., Microbiologia, São Paulo: Atheneu, 2008.,5ª edição.Yokoyama C.S., et al., Proposta de Sistema de Informação para AtençãoFarmacêutica baseado no Método Dáder., Rev Ciênc Farm Básica Apl.,2011;32(1):19-26.,Rua Imaculada Conceição, 1155-Prado Velho CCBS – 2º andar -CEP.80215-901 - Curitiba-Paraná-Brasil.disponível em:http://servbib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/Cien_Farm/article/viewFile/883/1054.WANNMACHER L., Uso indiscriminado de antibióticos e resistênciamicrobiana:Uma guerra perdida?., ISSN 1810-0791 Vol. 1, Nº 4Brasília, Março de2004.
  58. 58. 58 APENDICE 1 FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDOPOLIS TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Questionário para levantamento de dados sobre os antimicrobianosmais utilizados pela população de Vitória Brasil-SP 1- Sexo: ( ) F ()M 2- Idade: ( ) 0 à 10 anos ( ) 11 à 20 anos ( ) 21 à 30 anos ( ) 31 à 40 anos ( ) 41 à 50 anos 3- Você conhece a respeito dos antimicrobianos? ( ) sim ( ) não 4- Faz uso frequente de antimicrobianos? ( ) sempre ( ) as vezes ( ) raramente ( ) nunca 5- A indicação de antimicrobianos é feita por prescrição médica? ( ) sim ( ) não 6- Tem o habito de auto se medicar? ( ) sim ( ) não ( ) as vezes 7- Sabe que o uso indiscriminado de antimicrobianos pode acarretar resistência bacteriana? ( )sim ( ) não 8- Ao realizar o uso de antimicrobianos já notou resistência bacteriana? ( ) sim ( ) não ( ) não soube 9- Sentiu algum efeito adverso após o uso de antimicribianos? ( ) sim ( ) não ( ) não soube 10- Quais antimicrobianos dispensado na Unidade Básica de Saúde você mais utilizou? ( ) amoxicilina ( ) cefalexina ( ) amoxicilina/clavulanato ( ) azitromicina ( ) norfloxacino ( ) ciprofloxacino 11- Você tem conhecimento sobre as interações medicamentosas em relação ao uso de antimicrobianos ( ) sim ( ) não ( ) não soube

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