Obesidade e o uso de anorexígenos.pdf

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  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLISFACULDADES INTEGRADAS DE FERNADÓPOLIS JULIANA CRISTINA DA SILVA LETICIA FERRONI RIVELLI NAIARA DE OLIVEIRA MENEGASSIOBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. JULIANA CRISTINA DA SILVA LETICIA FERRONI RIVELLI NAIARA DE OLIVEIRA MENEGASSIOBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito para obtenção de título de bacharel em Farmácia. Orientadora: Profª. Vanessa Maira Rizzato Silveira FERNANDÓPOLIS 2011
  3. 3. JULIANA CRISTINA DA SILVALETICIA FERRONI RIVELLINAIARA MENEGASSIOBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção de título de bacharel em Farmácia. Aprovada em 03 novembro de 2011.Examinadores__________________________________________Profº Daiane Pereira Mastrocola Bizelli___________________________________________Farmacêutica Franciele Michelassi Carrinho
  4. 4. Dedicamos a todos osdesenvolvedores e profissionais deFarmácia, que nos inspiraram diretaou indiretamente.Aos nossos pais pelo exemplo decoragem, simplicidade e persistênciaem suas metas e que souberamentender os motivos de nossaausência.Aos nossos queridos amigos efamiliares que tantas vezes carentesde nossa presença, mas não donosso amor.Juliana, Letícia, e Naiara.
  5. 5. Agradeço primeiramente a Deus, que através da força do teuespírito, me fez superar as dificuldades encontradas nocaminho. Por ter me dado a chance de ser aquilo que escolhi,por ter confiado a mim o dom de cuidar e por todas as coisasmaravilhosas que tem feito em minha vida.Aos meus pais Rubens e Sandra, por terem acreditado emmim, por toda a força, confiança e dedicação nesses cincoanos de graduação, por terem me apoiado e por muitas vezesterem se sacrificado para me dar tudo o que precisei, meuagradecimento pelas horas em que ficaram ao meu lado nãome deixando desistir e me mostrando que sou capaz de chegaronde desejo, sem dúvida foram os que me deram o maiorincentivo para conseguir concluir esse trabalho.Agradeço a meus avos maternos Lisvaldo e Maria, e tambémaos paternos Agenor e minha eterna avo Davina que tenho acerteza de que onde estiver esta com os dedinhos cruzadostorcendo por mim.Ao meu namorado Luis Gustavo por ter acreditado em meupotencial, pela colaboração e compreensão, por ser umverdadeiro amigo e companheiro em todos os momentos quepassamos juntos. Obrigada!A minha orientadora e professora Vanessa Maira RizzatoSilveira que me acompanhou nesta trajetória acadêmica e porter aceitado o nosso convite nos orientando na elaboraçãodeste trabalho sempre com alto astral e disponibilidade.Agradeço a todos os amigos de turma e faculdade. Foi incrívelconviver com vocês, poderia dizer que foram mais algunsamigos que conquistei pela vida, mas não, digo que são OSMELHORES, vocês souberam exatamente como cuidar demim, e me fazer sorrir sempre. Muito obrigada!A todos aqueles que contribuíram direta e indiretamente paraque este trabalho fosse concluído com sucesso. Nessacaminhada, muitos são lembrados, alguns são esquecidos,porem agradeço por um dia terem feito parte da minha vida.Meu muito Obrigada, de coração! Juliana Cristina da Silva
  6. 6. Agradeço a Deus pelas oportunidades que me foram dadas navida, por me amparar nos momentos difíceis, me dar forçainterior para superar as dificuldades e mostrar o caminho nashoras incertas.Aos meus pais Vicente Rivelli e Neusa Ferroni Rivelli, meusverdadeiros mestres, modelos reais de perseverança, parceria,dedicação, paciência e ética. A minha irmã Laís, pelo carinho ecompreensão.A minha orientadora Professora Vanessa Rizzato, por ter nosajudado na realização desse trabalho.A minha amiga Francielli Carrinho e Professora DaianeMastrocola pela participação na defesa da dissertação e pelascontribuições no trabalho.Dedico ao meu namorado Maicon que sempre esteve ao meulado com sua extrema paciência me ajudando e orientandodurante toda realização deste trabalho.Todos só posso dizer: Muito Obrigado! Letícia Ferroni Rivelli
  7. 7. Agradeço a Deus, pelo auxilio na superação dos muitosobstáculos que inicialmente, pareciam intransponíveis, e foramvencidos ao longo da elaboração deste trabalho.Agradeço aos meus Pais (Levir e Marta), porque mesmo quetivesse em minhas mãos todo o perfume das rosas, toda abeleza do céu, toda a pureza dos anjos, toda a inocência dascrianças, toda a grandeza do mar, toda a força das ondas,mesmo que eu tivesse todas as coisas belas da vida e todos osbelos lugares do mundo nada teria sentido se eu não tivesse opresente mais valioso, mais nobre e mais sagrado que Deuspode me dar... Vocês!A minha irmã Francieli pelo suporte de “otimismo” durante ocurso, agradeço a Deus por você existir.Ao meu namorado Renato, que sempre esteve ao meu ladocom sua extrema paciência me ajudando e orientando durantetoda a realização deste trabalho.Agradeço à orientadora, Prof.a Vanessa Rizzato, que com seuincansável conhecimento, contribuiu com ricas sugestões,críticas e estímulos, proporcionando assim, muitos progressosacadêmicos.Aos meus professores, que não mediram esforços paratransmitir parte do vasto conhecimento de cada um.Aos amigos presentes, os que precisaram ir embora e a todosque de alguma forma contribuíram para o desenvolvimentodeste trabalho. Naiara de Oliveira Menegassi
  8. 8. "Cultiva hoje sementes de equilíbrio alimentar,ventos de equilíbrio físico e flores de boa disposiçãoe colhe amanhã, boa forma, disposição e alegria." (Ana Teresa M. P. Marques)
  9. 9. Resumo OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOSA obesidade é considerada uma doença crônica que provoca ou acelera odesenvolvimento de muitas doenças, podendo causar a morte precoce. Durantevários anos a obesidade era associada como distúrbios psíquicos, falta de caráter ouainda auto-indulgência por ela cometida. No entanto hoje o sedentarismo,alimentação inadequada, hábitos alimentares equivocados, entre outros, são algunsdos fatores responsáveis pelo aumento na incidência da obesidade. Atualmente éconsiderada uma forte indicação de doenças cardiovasculares e diabetes. Podeacarretar, também, distúrbios psicológicos, isolamento, depressão e baixa auto-estima. É considerado, sem duvida alguma, um grande problema da sociedademoderna globalizada, atingindo elevadas proporções entre a população. Otratamento farmacológico da obesidade só esta indicada quando índice de massacorporal (IMC) for maior que 30 ou quando os pacientes apresentam IMC superior a25 com doenças associadas; ou ate mesmo quando a dieta e exercícios físicos nãoapresentam resultados. Existem diversos medicamentos disponíveis para otratamento da obesidade, e que são classificados de acordo com seu mecanismo deação sendo fármacos de ação colinérgicos, serotoninérgicas, termos gênicos, mistos“catecolinergicos + serotoninérgicos” e os que atuam a nível intestinal. Osanorexígenos podem ser agentes noradrenergicos ou drogas serotoninérgicas. Osprimeiros são derivados anfetaminicos que tem como principal limitação ao uso, osefeitos indesejáveis sobre o aparelho cardiovascular e o SNC (sistema nervosocentral). As drogas serotoninérgicas também são derivadas anfetaminicas commenor potencial, seu principal efeito é produzir a saciedade e reduzir a ingestão decarboidratos. Os efeitos colaterais dos serotonérgicos (descritos sonolência, cefaléiae ansiedade) são mais tolerados que os noradrenérgicos. Existem varias questõesquanto às indicações, tempo de uso e escolha do agente farmacológico notratamento da obesidade. De acordo com a RDC 52/11 os anorexígenosdietilpropiona, femproporex e mazindol foram retirados do mercado, deixandoapenas a sibutramina, porem ainda não se sabe se apenas a sibutramina seráeficiente para pacientes já em tratamento. Acreditamos então que haverá umagrande busca dessas substanciam proibidas pela Agencia de Vigilância Sanitária nomercado ilegal, que acarretara no uso totalmente indiscriminado e sem controledesses medicamentos.Palavras chave: Obesidade; Tratamento e Anorexígenos.
  10. 10. ABSTRAT OBESITY IS THE USE OF APPETITE SUPPRESSANTS.Obesity is considered a chronic disease that causes or accelerates the developmentof many diseases, may cause early death. For several years was associated withobesity and mental disorders, lack of character or self-indulgence for hercommitted. However todays sedentary lifestyle, unhealthy diet, wrong eating habits,among others, are some of the factors responsible for the increased incidence ofobesity. Presently there is a strong indication of cardiovascular disease anddiabetes. It can lead also psychological disorders, isolation, depression and low self-esteem. It is considered, without doubt, a major problem in the modern globalizedsociety, reaching high proportions in the population. Pharmacological treatment ofobesity is only indicated when body mass index (BMI) is greater than 30 or whenpatients with BMI greater than 25 diseases, or even when diet and exercise do notshow results. There are several medications available to treat obesity, and areclassified according to their mechanism of action and acting drugs cholinergic,serotoninergic, thermogenic, mixed "catecolinergicos serotonergic +" and those whowork the intestinal level. The anorectic agents may be noradrenergic or serotonergicdrugs. The former are derived from amphetamine which has the main limitation to theuse, adverse effects on the cardiovascular and CNS. The serotonergic drugs are alsoderived from amphetamine with less potential, its main effect is to produce satietyand reduce your intake of carbohydrates. Side effects of serotonergic (describeddrowsiness, headache and anxiety) are more tolerated than the noradrenergic. Thereare several issues relating to indications, time of use and choice of pharmacologicalagent in the treatment of obesity. According to the DRC 52/11 anorecticdiethylpropion, and mazindol femproporex were withdrawn, leaving only sibutramine,but not yet known whether sibutramine is effective only for patients already ontreatment. We believe then that there will be a great demand for these substancesprohibited by the Agency for Sanitary Surveillance in the illegal market, whichentailed the use of indiscriminate and totally out of control of these drugs.Keywords: Obesity Treatment and Anorectics
  11. 11. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1: Classificação do índice de massa corporal ............................................... 20Figura 2: IMC (Índice de Massa Corpórea) e os riscos associados ......................... 23Figura 3: Classe Farmacológica e Mecanismo de Ação. ........................................ 43
  12. 12. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 132 OBJETIVO ............................................................................................................ 163 REVISÃO LITERÁRIA .......................................................................................... 173.1 OBESIDADE ...................................................................................................... 173.1.1 Causas............................................................................................................ 193.1.2 Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas ....................... 203.1.2.1 Obesidade por Distúrbios Nutricional ........................................................... 203.1.2.2 Obesidade por Inatividade Física ................................................................. 213.1.2.3 Obesidade Decorrente de Distúrbios Emocionais ........................................ 213.1.2.4 Obesidade Secundária ás Alterações Endócrinas ....................................... 22 Hipotireoidismo ............................................................................................ 23 Síndromes Ovários policísticos ................................................................... 23 Déficit de hormônio de crescimento ............................................................. 23 Síndromes Prader-Willi ................................................................................ 24 Síndrome de Cushing .................................................................................. 24 Pseudo-hipoparatireoidismo ........................................................................ 24 Aumento de Insulina e Tumores Pancreáticos Produtores de Insulina ........ 24 Hipogonadismo ............................................................................................ 243.1.2.5 Obesidade de Causa Genética .................................................................... 25 Autossômico Recessiva ............................................................................... 25 Ligado ao Cromossomo X ........................................................................... 25 Cromossômicas ........................................................................................... 26 Síndrome de Laurence- Moon-Biedl ............................................................ 263.1.2.6 Clínica da Obesidade ................................................................................... 26 Obesidade Difusa ou Generalizada ............................................................. 26 Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta) ..................................... 27 Obesidade Ginecóide .................................................................................. 273.2 EPIDEMIOLOGIA DA OBESIDADE ................................................................... 273.3 FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE ................................................................. 273.4 PREVENÇÃO DA OBESIDADE ......................................................................... 283.4.1 Obesidade infanto-juvenil ............................................................................. 293.4.2 Obesidade na adolescência ......................................................................... 29
  13. 13. 3.4.3 Obesidade Adulto .......................................................................................... 293.5 ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA OBESIDADE................................................ 293.6 IMPACTOS DA OBESIDADE NA SAÚDE.......................................................... 29 Aparelho Cardiovascular .......................................................................... 30 Metabolismo Glicídico............................................................................... 30 Câncer ........................................................................................................ 30 Aparelho Respiratório ............................................................................... 31 Sistema Musculoesquelético .................................................................... 31 Sistema Reprodutor Feminino.................................................................. 32 Outros Distúrbios ...................................................................................... 32 Síndrome Metabólica................................................................................. 323.7 TRATAMENTO................................................................................................... 323.7.1 Tratamento não Farmacológico ................................................................... 333.7.1.1 Cirúrgica ...................................................................................................... 333.7.1.2 Dietoterápicas .............................................................................................. 343.7.1.3 Atividade Física ............................................................................................ 353.7.2 Tratamento Farmacológico .......................................................................... 353.7.2.1 Anorexígenos ............................................................................................... 36 3.7.2.1.1 Ação dos Anorexígenos ....................................................... 37 3.7.2.1.1.1 Sibutramina ................................................................ 37 3.7.2.1.1.2 Dietilpropiona ............................................................. 38 3.7.2.1.1.3 Femproporex ............................................................. 39 3.7.2.1.1.4 Mazindol .................................................................... 403.7.2.1 Inibidores de Absorção Intestinal de Gorduras............................................. 423.8 RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE ANOREXÍGENOS............................ 423.8.1 Anorexígenos x Hipertensão Pulmonar ...................................................... 423.9 PRINCIPAIS PONTOS DA RDC 52/11 .............................................................. 434 METODOLOGIA ................................................................................................... 445 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 456 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 47ANEXO A ................................................................................................................. 52ANEXO B ................................................................................................................. 67
  14. 14. 13 INTRODUÇÃO A obesidade é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo excessivo degordura corporal, e extensão tal que acarreta prejuízos a saúde do indivíduo. Sãomuitos e variados, incluindo desde dificuldades respiratórias, problemasdermatológicos e distúrbios do aparelho locomotor alem do favorecimento deenfermidades potencialmente letais como dislipidemias, doenças cardiovasculares,diabetes não-insulino dependentes, certos tipos de câncer. Estima-se que otratamento da obesidade e de suas consequências consuma 2% a 7% do total degastos em saúde feitos pelos países desenvolvidos (MONTEIRO; CONDE, 1999). Depois da revolução industrial em meados do século XX, muitas coisasmudaram na vivencia do homem, a mulher ganhou espaço no mercado de trabalho,passou a ajudar nas despesas do lar, e a perder a dedicação exclusiva a família.Como toda ação tem uma reação, mudanças drásticas como estas certamenteteriam consequências que só seriam percebidas no século seguinte. Com menostempo para se dedicar a casa e aos familiares, foi necessário a readaptação astarefas domésticas incluindo as refeições que até então eram feitas como grandesbanquetes onde fixava várias fontes de vitaminas, proteínas e minerais. Sem contarcom os avanços tecnológicos que reduziram em massa as atividades mecânicas dosindivíduos, formando assim uma nova sociedade provida de mazelas resultantesdestes fatos, começa ai um dos grandes problemas da modernidade e desta era, a“obesidade”. Considerada uma das principais ameaças à saúde, e a mais novaepidemia do século XXI. Uma rotina marcada pela correria em função do trabalho,estudos, etc. Com tudo isso não há tempo para uma alimentação saudável ebalanceada, assim, o famoso “fast food” torna-se a opção mais viável; não havendo,também, a oportunidade para a prática de atividades físicas, levando o sedentarismoa ganhar status (DIAS, 2011). Diferenças no estado nutricional podem ser decorrentes tanto de influênciagenética, quanto do meio ambiente e/ou interação entre ou ambos. A correlaçãoentre sobrepeso dos pais e de seus filhos é grande e decorre do compartilhamentoda hereditariedade, do meio ambiente e das condições socioeconômicas em quevivem (FONSECA; SICHIER; VEIGA, 1998).
  15. 15. 14 Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde no Brasil, considerandoindivíduos com mais de 18 anos, em 2010, encontrou uma freqüência de excesso depeso ou sobrepeso de 46,6%, sendo maior entre homens (51%) do que emmulheres (42,3%) (MELO, 2010). A obesidade por ser uma patologia que altera o aspecto físico e mental dosenvolvidos é responsável por grandes dificuldades por eles correntes comointerrupções de relacionamentos afetivos e sociais, problemas para se manter nomercado de trabalho e até mesmo quadros psiquiátricos decorrentes damarginalização que a sociedade como um todo incide ao individuo portador dadoença (CLAUDINO; ZANELLA, 2005). A mesma pode ser determinada pela associação de vários fatores, incluindoos orgânicos, genéticos, ambientais, culturais, alimentares e emocionais. Atualmentea classe que sofre mais com o sedentarismo são os adolescentes que tem fácilacesso a ingestão calórica e grande diminuição do gasto energético (CLAUDINO;ZANELLA, 2005). Segundo Ballone e Moura (2007) o excesso de peso se faz presente em40% da população (mais de 65 milhões de pessoas) e 10% dos adultos (cerca de 10milhões) são obesos. A etiologia da obesidade é multifatorial e complexa. Há três componentesprimários no sistema neuroendócrino envolvidos com a obesidade. A unidade deprocessamento do sistema nervoso central; o sistema aferente, que envolve aleptina e outros sinais de saciedade e de apetite de curto prazo; e o sistemaeferente, um complexo de apetite saciedade efetores autônomos, termo gênicos queleva ao estoque energético (RAVUSSIN; SWINBURN, 2005). Dentre os métodos utilizados para se determinar se uma pessoa está dentroda faixa de normalidade do peso, encontra-se o índice de massa corpórea (IMC),calculado dividindo seu peso (kg- Quilograma) por sua altura ao quadrado (SILVA;MELLO, 2008). Ainda segundo o autor citado acima, o tratamento da obesidade deveobjetivar a melhora da qualidade de vida do obeso e da sua saúde metabólica,diminuindo o risco de doenças e de morte. No entanto, o tratamento farmacológicodesta patologia já sofreu muitas críticas devido ao uso irracional dos agentesfarmacológicos existentes, generalização da prescrição de medicamentos,comercialização abusiva de cápsulas manipuladas e desvalorização da orientação
  16. 16. 15do tratamento tradicional (alimentação hipocalórica, aumento da atividade física emudança comportamental). A maior dificuldade dos especialistas, médicos e profissionais do meio paraa cura e manutenção deste mal é conseguirem a adesão dos envolvidos ásmodificações recomendadas para as devidas alterações metabólicas. As facilidadesatuais e acomodação do homem moderno levam a procurar o caminho mais fácilpara a eliminação das calorias e dessas gorduras, ou seja, o jeito com o menos deesforço possível: os anorexígenos (RAVUSSIN; SWINBURN, 2005). No entanto, é necessário uma reflexão da necessidade de utilização eprescrição desses fármacos, pois são parcialmente efetivos, possuem um altonúmero de efeitos colaterais, além de rápida instalação de dependência e tolerância. Sob esta perspectiva, em que especialistas permanecem prescrevendo osanorexígenos mazindol, sibutramina, anfepramona e femproporex de maneiradesenfreada, e muitas vezes sem uma necessidade real foi que sentimos motivadosem realizar um trabalho com uma abordagem mais clara e coerente sobre o usodestes fármacos, uma vez que ao iniciarmos nosso trabalho havia grande debatesobre a possível proibição do uso destes medicamentos, o que em 06 de outubro de2011 através da publicação da ANVISA, a RDC 52/11, define regras para o uso dasibutramina e proíbe a partir de 09 de dezembro de 2011, a aquisição, distribuição,fabricação, manipulação e dispensação da anfepramona, femproporex e manizidol. Neste sentido, realizamos uma pesquisa, através de livros, artigos científicos,revistas e outros, afim de levantar os principais problemas relacionados a estesfármacos como uso indiscriminado, posologia errônea, riscos com o consumodemasiado, dentre outros.
  17. 17. 162 OBJETIVO Este trabalho teve como objetivo uma abordagem mais clara e precisa sobrea obesidade, hoje considerada um problema de saúde pública, uma vez queexpande-se a largos passos tanto na população adulta, quanto na infância tornando-se cada vez mais preocupante, pelo fato de trazer consigo várias outras doençasassociadas; assim também como o uso de anorexígenos usados no seu tratamento. Como objetivos específicos podemos salientar: a avaliação da obesidade deuma forma global, descrição dos meios de tratamento existentes, abordagem dosriscos destes medicamentos quando utilizados de modo indiscriminado e analisar oimpacto da nova RDC 52/11 sobre o tratamento destes pacientes.
  18. 18. 173 REVISÃO LITERÁRIA3.1 OBESIDADE A palavra obesidade tem origem do latim obesus e quer dizer (ob= muito eesus = comer), e vem com o passar do tempo se tornando um problema social. Aobesidade envolve uma complexa relação entre corpo-saúde-alimento (GASPARINI,2001). A obesidade é uma doença causada pelo excesso de gordura no organismo,considerada um problema de saúde pública devido à sua alta incidência napopulação em geral. Trata-se de um distúrbio que além de natureza estética epsicológica, constitui um grande risco, quando não corrigido causa danos aocoração, as artérias, o fígado, as articulações e ao sistema endócrino (FISIBERG,2005). Já para Claudino e Zanella (2005) a obesidade é uma doença orgânica,crônica, de origem multifatorial, resultante da combinação de fatores genéticos,dietéticos, ambientais, psicológicos e comportamentais. De acordo com os dados daOrganização Mundial da Saúde (O.M.S) em 2011, dos mais de seis bilhões dehabitantes do planeta 23,4% estão com excesso de peso. Ainda segunda o autor citado acima, no Brasil, calcula-se que 40% dapopulação estejam acima do peso normal. Mas nem todas as pessoas com o pesoacima do normal apresentam o mesmo tipo de problema, o Índice de MassaCorpórea (IMC) como mostrado na figura, não consegue distinguir a massagordurosa da massa magra, sendo assim é necessário observar cada umindividualmente.
  19. 19. 18Figura 1: Classificação do índice de massa corporal IMC CLASSIFICAÇÃO 20-25 Faixa de peso ideal 25-30 Excesso de peso 30-35 Obesidade Moderada ou Obesidade Grau I 35-40 Obesidade Importante ou Obesidade Grau II 40-50 Obesidade Mórbida ou Obesidade Grau III > 50 Superobesidade Fonte: CLAUDINO e ZANELLA (2005) Uma pessoa pode ser definida como obesa quando o seu peso corpóreo estásuperior a 20% do peso considerado ideal. A obesidade pode ter início em qualquerépoca da vida, especialmente nos períodos de aceleração do crescimento (FILHO,2007). Amplamente a obesidade é influenciada pelo meio ambiente, que disponibilizaquantidades excessivas de alimentos altamente calóricos e a redução de atividadefísica. As pessoas se movimentam cada vez menos, gastam menos energia eacumulam mais gordura no organismo (SALBE; RAVUSSIN, 2003). No período da infância e da adolescência é que normalmente ocorrem as variações da composição corporal, uma vez que o crescimento é um processo dinâmico e complexo, regulado por múltiplos fatores, os quais incluem a hereditariedade, a ingestão de nutrientes, a atividade física, a idade, o sexo e o balanço endócrino, exercendo influencia sobre a obesidade do individuo (FILHO, 2007, p.35). Durante o crescimento e desenvolvimento, a composição das massas gorda e magra sofre alterações consideradas fisiológicas, portanto é essencial haver um entendimento sobre as modificações que ocorrem nesses períodos, para melhor avaliarmos as situações em que ocorrem desvios do peso corporal (FISIBERG, 2005, p.33). Dos componentes corporais, a gordura é a mais vulnerável podendoapresentar uma variação de 5 a 50% do peso corporal, mas normalmente a variaçãoé de 10 a 30% (FISIBERG, 2005).
  20. 20. 19 Embora ao nascimento ou mesmo em períodos precoces e composição corporal apresente diferenças em relação ao sexo, as alterações ocorrem principalmente na puberdade. Em ambos os sexos, a puberdade é caracterizada por uma hipertrofia e hiperplasia dos adipócitos, sofrendo alterações na distribuição de gordura, especialmente no sexo masculino. Há também significante diferença sexual na distribuição de gordura subcutânea, com uma predominância do tecido adiposo na parte superior do corpo no sexo masculino e na parte inferior no feminino. Algumas destas variações têm sido atribuídas aos efeitos dos hormônios adrenais e ovarianos (FISIBERG, 2005, p.34).3.1.1 CAUSAS As causas dessa epidemia são variadas e estão associadas a fatoresorgânicos, genéticos, culturais, sociais, econômicos e psicológicos. Os principaissão: os excessos de ingestão de alimentos calóricos, o sedentarismo, baixacondição sócia econômica e educacional e a herança genética. Causada por umdesbalanço, entre as calorias que são consumidas sob a forma de alimento e ascalorias que são gastas pelo individuo (CUPPARI, 2005). Segundo Damaso (2001), dessa maneira a pessoa pode ser obesa porquecome exageradamente, gasta poucas calorias, tem mais facilidade de produzirgorduras quando o balanço calórico é positivo ou queima gordura com menorfacilidade. A estabilidade do peso corpóreo nos indivíduos normais é garantida peloequilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas com a dieta e a quantidade decalorias queimadas pelo organismo. Quando essa combinação se desequilibra e aquantidade de calorias ingeridas supera as calorias eliminadas, as calorias emexcesso ficam acumuladas no tecido adiposo sob forma de gordura. Se a situaçãopersiste no tempo, pode-se desenvolver a obesidade (McARDLE; KATCH. F;KATCH. V, 2001). O desenvolvimento do organismo humano é o resultado de diferentesinterações entre os genes, o ambiente individual e familiar, o ambientesocioeconômico, cultural e educativo. Assim, uma determinada pessoa apresenta
  21. 21. 20sempre características peculiares relativamente à sua nutrição e saúde (ANJOS,2001). De acordo com Salbe e Ravussin (2003), a obesidade é o resultado dediversas dessas interações. Os conhecimentos científicos chamam a atenção paraos aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos ospais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadasmudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas.3.1.2 CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE DE ACORDO COM SUAS CAUSAS A avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (Índice de Massa Corporal),que é o mais recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O valor assimobtido estabelece o diagnostico da obesidade e caracteriza também, os riscosassociados conforme apresentados:Figura 2: IMC e os riscos associadosIMC (kg/m2) Grau de Risco Tipo de Obesidade18 a 24,9 Peso Saudável Ausente25 a 29,9 Moderado Sobre peso (pré-obesidade)30 a 34,9 Alto Obesidade Grau I35 a 39,9 Muito Alto Obesidade Grau II40 ou mais Extremo Obesidade Grau III (“Mórbida”)FONTE: CLAUDINO e ZANELLA (2005)3.1.2.1 OBESIDADE POR DISTÚRBIO NUTRICIONAL A obesidade é resultante do descompasso energético, onde a energiaingerida excede a que o organismo gasta. Esse desequilíbrio pode ser o resultadoda ingestão calórica excessiva, baixo gasto energético, ou da combinação deambos. A única forma de controlar tal descompasso é com reeducação alimentar eatividade física (ANJOS, 2001). Hoje em dia pela falta de tempo e comodidade as pessoas cada vez maisconsomem produtos pré-cozidos e congelados que facilitam o preparo do alimento,
  22. 22. 21mas por contra partida é muito calórico, fazendo assim com que as pessoasadquiram cada vez mais o ganho de massa corporal, aumentando seu peso.Estudos mostram que o indivíduo deve se alimentar em pequenos espaços detempo durante o seu dia e também em pequenas quantidades, dando preferênciapara a ingestão de alimentos mais saudáveis não esquecendo das frutas e saladas,que favorecem um melhor funcionamento metabólico (VEJA, 2008).3.1.2.2 OBESIDADE POR INATIVIDADE FÍSICA Anjos (2001), diz que a atividade física pode ser entendida como qualquermovimento corporal produzido pela contração da musculatura esquelética queimplique em gasto energético. O exercício é considerado uma categoria de atividadefísica planejada, estruturada e repetitiva. A aptidão física, por sua vez, é uma característica do individuo que engloba apotência aeróbica, força e flexibilidade (BOTSARIS, 2011). Experiências com atividades físicas na infância podem ser decisivas para umestilo de vida ativo na idade adulta e prevenir o risco de sobrepeso e obesidade.Com a atividade física o individuo tende a escolher alimentos menos calóricos(GARCIA, 2003). A prática de atividade física consiste no uso de um ou mais grupos musculares em atividades que promovem a elevação do número de batimentos cardíacos. Em geral, isso resulta em maior gasto de energia e aumento das atividades metabólicas (produção de calor, manutenção dos gradientes iônicos nas células, função respiratória) (CLAUDINO; ZANELLA, 2005, p.254).3.1.2.3 OBESIDADE DECORENTE DE DISTURBIOS EMOCIONAIS Distúrbios emocionais, como imagem corpórea negativa, é um problemagrave para pessoas obesas, pois acarreta uma autocrítica extrema e desconforto emsituações sociais (Boccia, 2002).
  23. 23. 22 Os obesos são vistos como “diferentes”, seja andando na rua quando as pessoas acompanham com os olhares; seja tentando passar na catraca de um metrô ou de um ônibus; seja numa loja de shopping quando são tratados com desdém pela vendedora e ainda não conseguem roupas que lhes sirvam; ou ainda, na fila de um restaurante self-service quando é provável que as suas escolhas alimentares sejam observadas com muito rigor (FISBERG, 2005, p. 95). Os adolescentes são os que mais têm dificuldades para passarem por estafase, pois estão mais suscetíveis a chacotas e vexames, impostos pela sociedade.Tendo ainda mais as meninas uma cobrança maior (CLAUDINO; ZANELLA, 2005). São raros os relatos na história de mulheres afligindo homens, mas há relatos em toda história de homens queimando, amordaçando e apedrejando mulheres. Na atualidade, mais uma vez o sistema masculino tortura as mulheres: imprime um padrão de tirânico e inatingível de beleza (CURY, 2010, p. 63). De tanto serem tratados como diferentes, os adolescentes obesos começamde fato a se sentirem diferentes, incapazes de fazer qualquer coisa, ficamdesmotivados e acham que são insignificantes e que não adianta tentar, auto estimaestá muito baixa (CLAUDINO; ZANELLA, 2005).3.1.2.4 OBESIDADE SECUNDÁRIA ÀS ALTERAÇÕES ENDOCRINAS As reconhecidas complicações metabólicas e cardiovasculares envolvidasno processo de ganho de peso implicam em sofrimento pessoal e coletivo, comcustos progressivos e imprevisíveis aos sistemas de saúde. O eixo corticotróficoencontra-se hiper-responsivo, com maior depuração dos hormônios e nível decortisol normal. A leptina parece ser um hormônio permissivo para odesencadeamento da puberdade. Em adultos, as gonadotrofinas são normais,hiperandrogenismo e hiperestrogenismo são encontrados. Nas mulheres, aresistência insulínica é central no desenvolvimento da síndrome dos ováriospolicísticos (SOP), associada à hiperandrogenemia ovariana. Nos obesos, o
  24. 24. 23hormônio do crescimento (GH) geralmente é baixo e a proteína do controle decrescimento (IGF1) normal. A função tireoidiana é habitualmente normal nos obesos(ADAMS, 2000). • Hipotireoidismo Patologia mais frequente da glândula tireóide, na maioria dos casos éprovocada por alterações que afetam a própria glândula tireóide (hipotireoidismoprimário), ou devido à suspensão da terapia de reposição hormonal (levotiroxina)para o seguimento do carcinoma tireoidiano após a cirurgia. Os sinais e sintomasmais frequentes de hipotireoidismo incluem: pele fria, seca, áspera e rugosafrequentemente com aparecimento de uma cor amarelada devido ao acúmulo decaroteno, debilidade, letargia, sonolência, inchaço das pálpebras, intolerância ao frio,diminuição da memória, constipação intestinal, aumento de peso, queda de cabelo,rouquidão, nervosismo, alterações nos ciclos menstruais e palpitações (ADAMS;MURPHY, 2000). • Síndromes Ovários policísticos É uma síndrome ou um conjunto de sintomas provocado pela formaçãode micro cistos no ovário. Embora freqüente nas mulheres, apenas 6% a 10% delasapresentam alterações endócrinas por causa do problema, a maior parte dos casosaparece na adolescência, acompanhando a mulher durante a vida, e tende a senormalizar após os 35 anos. Esta síndrome provoca distúrbios no metabolismofavorecendo o ganho de peso (ADAMS; MURPHY, 2000). • Déficit de hormônio de crescimento O hormônio de crescimento (GH) exerce um importante papel, nãoapenas na regulação do crescimento somático, mas também na regulação de váriosprocessos metabólicos. O GH aumenta a oxidação de ácidos graxos duranterestrição calórica, acelera a lipólise, promove conservação de nitrogênio e alteraçõesda composição corporal (ADAMS;MURPHY, 2000).
  25. 25. 24 • Síndromes Prader-Willi Apresentam deficiência hipotalâmica, retardo mental, mãos e péspequenos, hipogenitalismo, baixa estatura, especialmente no primeiro semestre devida (CYSNEIROS, 1996). • Síndrome de Cushing Segundo Damianin et al. (2002), nessa síndrome há presença de tecido adiposo, estrias vermelhas, policitemia, diminuição de força muscular, osteoporose, atraso na idade óssea e crescimento lento. • Pseudo-hipoparatireoidismo Temos obesidade, atraso de desenvolvimento neuropsíquico, baixaestatura, faces arredondadas, episódio de tetânica (CYSNEIROS, 1996). • Aumento de Insulina e Tumores Pancreáticos Produtores de Insulina A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas, ea sua concentração sérica, assim como a da leptina, é proporcional à adiposidade.Com seu efeito anabólico, a insulina aumenta a captação de glicose, e a queda daglicemia é um estímulo para o aumento do apetite. Estudos experimentaisdemonstraram que a insulina tem uma função essencial no sistema nervoso centralpara incitar a saciedade, aumentar o gasto energético e regular a ação da leptina. Ainsulina incita a saciedade por aumentar os efeitos anorexígenos dacolecistoquinina, reduzindo dessa forma a ingestão de alimentos (BORDINI, 2011). • Hipogonadismo O termo hipogonadismo é geralmente aplicado para os defeitospermanentes, ao invés dos temporários ou reversíveis, e geralmente implica
  26. 26. 25deficiência dos hormônios reprodutivos, com ou sem defeitos de fertilidade. O termoé menos usado para infertilidade sem deficiência hormonal. É um defeito no sistemareprodutor que resulta na diminuição da função das gônadas (ovários ou testículos)(BORDINI, 2011).3.1.2.5 OBESIDADE DE CAUSA GENÉTICA • Autossômico Recessiva Os genes estão localizados nos cromossomos autossômicos, esta é aherança genetica de cada individuo onde o componente genético é um fatordeterminante de algumas doenças congênitas e um elemento de risco para aobesidade e diversas doenças crônicas como diabetes, osteoporose, hipertensão,câncer, entre outras (ROMEO, 2005). Para análise de qualquer distúrbio é necessária a obtenção da históriafamiliar abrangente do individuo, é uma primeira etapa fundamental na análise detomada de decisões. A história familiar estudada adequadamente deve incluirinformações sobre os parentes, em primeiro grau do paciente nos vários ramos dafamília pelo menos até os avós e seus irmãos. A história deve conter detalhesdocumentar a consanguinidade dos pais, bem como antecedentes geográficos eétnicos (ROMEO, 2005). De acordo com o autor acima os distúrbios autossômicos recessivosexpressam-se apenas em homozigotos, que, portanto, devem ter herdado um alelomutante de cada genitor. Vários são os critérios para a ocorrência Herança Autossômicos Recessiva, alguns deles são: * O fenótipo salta gerações; * O risco de recorrência para cada irmão do probando é de 1 em 4; * Pais consanguíneos * Probabilidade de ambos os sexos serem afetados. • Ligado ao Cromossomo X O fenótipo ligado ao X é descrito como dominante se ele se expressarregularmente em heterozigotos, ou seja, se herda o gene da mãe diferente do gene
  27. 27. 26do pai, ao contrario da autossômica recessiva, que os genes têm as duas heranças.(TASSO, 2011). Segundo artigo de ELETÉA TASSO – da Universidade Federal de São Paulo,em um heredograma dominante ligado ao X, todas as filhas e nenhum filho dehomens afetados são afetados; se alguma filha não for afetada ou algum filho forafetado, a herança deve ser autossômica. • Cromossômicas A obesidade mórbida atinge um terço da população mundial, e cercade 70 milhões de brasileiros. O Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial.Esse cenário pode ser alterado depois que pesquisadores ingleses descobriram quea doença é provocada por um problema no cromossomo 16. Segundo eles, aspessoas que nascem com a falta de um pedaço do cromossomo 16 têm 43 vezesmais chances de serem obesos mórbidos no futuro. Essa é a segunda maior causagenética responsável pelo surgimento dessa patologia, a primeira é causada pelamutação do gene MC4R, no cromossomo 18 (TASSO, 2011). • Síndrome de Laurence- Moon-Biedl É uma doença complexa, que afeta várias partes do corpo, incluindo aretina. Ela aparece na infância, quando a retinose pigmentar é diagnosticada. Osafetados pela síndrome apresentam problemas neurológicos e raramenteapresentam polidactilia. A síndrome de Laurence- Moon – Biedl (LMBB) tem umpadrão de herança do tipo autossômico recessivo. Ambos os pais nesse caso sãoportadores do gene da LMBB ao lado de um gene normal o que faz com que adoença não se manifeste nos pais, mas seja transmitida aos filhos (TASSO, 2011).3.1.2 CLÍNICA DA OBESIDADE • Obesidade Difusa ou Generalizada É aquela em que o tecido gorduroso em excesso se distribui demaneira homogênea (HALPERN, 1997).
  28. 28. 27 • Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta) São mais ou menos, características dos obesos masculinos do tipoadulto, a gordura se localiza mais no tronco do que nos membros (HALPERN, 1997). • Obesidade Ginecóide É o tipo morfológico das mulheres obesas, onde a distribuição dagordura se faz preferencialmente na metade inferior do corpo, glúteos e coxas(HALPERN, 1997).3.2 EPIDEMIOLOGIA DA OBESIDADE A epidemiologia da obesidade estuda a frequência e distribuição destadoença nas diversas populações, bem como os possíveis fatores que determinam oseu aparecimento ou desenvolvimento. A obesidade é uma realidade que atingetodas as faixas de idade na população, daí a ser considerada um dos maioresproblemas de Saúde Pública. O interesse em reconhecer dados epidemiológicosestá em estabelecer graus de risco, que permitam programar linhas de atuaçãoespecíficas para um determinado grupo. Neste sentido, é conhecido que existe umacorrelação clara entre a gravidade da obesidade e a frequência de desenvolvimentode complicações, que é máxima quando o índice de massa corporal ultrapassavalores de 40 kg/m2 (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000). Segundo Mendonça e Anjos (2004), estudos evidenciam que o problema dosobrepeso/obesidade nos brasileiros adultos afeta, proporcionalmente, quase odobro de mulheres em relação aos homens.3.3 FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE O tecido adiposo não é apenas um mero depósito de células gordurosas, masuma verdadeira "glândula endócrina do organismo". Esse tecido produz diversoshormônios, dentre eles a leptina. A leptina é um hormônio protéico que age nocérebro inibindo o apetite e estimulando o gasto de energia. Sua produção édiretamente proporcional à massa de tecido adiposo. Os níveis de leptina circulantesparecem estar diretamente relacionados com a quantidade de RNAm para leptina no
  29. 29. 28tecido adiposo. Além disso, vários fatores metabólicos e endócrinos contribuem pararegular a transcrição dos genes da leptina em adipócitos. Por exemplo, ocorrediminuição de leptina em resposta a baixos níveis de insulina, havendo uma relaçãodiretamente proporcional entre as concentrações desses hormônios (MONTEIRO;MONDINI; SZARFARC, 2000).3.4 PREVENÇÃO DA OBESIDADE Como toda e qualquer doença o papel principal de efeito cognitivo mais eficazé a prevenção, tendo ou não fatores genéticos favoráveis para o individuo aprevenção é o meio para uma vida saudável, feliz e de boa convivência com suasmazelas. Carregar muito peso é um risco para individuo, pois o peso força o coraçãoe outros órgãos, tais como articulações, pressão sanguínea e os órgãosrespiratórios, levando a estagnação do corpo (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC,2000). Estar sempre ingerindo alimentos saudáveis de pouca caloria e grandenumero de nutrientes, fazendo um balanço da quantidade de calorias e gordurasingeridas e o seu gasto, através de exercícios físicos coniventes com seu estado desaúde é estar ponderando a sua qualidade de vida. Para saber o ponto de equilíbrioentre o seu biótipo, relação entre a sua altura e seu peso é necessário umacompanhamento em longo prazo (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000). Se consumir mais caloria do que se gasta, o organismo irá usá-la para gerar mais calor. Se por outro lado se usa mais caloria do que se consome, o organismo se tornará mais eficiente e transformá-las em energia, para prevenir a perda de peso em curto prazo. Isso significa que, quando se está tentando perder ou ganhar peso, deve- se comprometer por um longo período, para reeducar o organismo e reajustar o ponto de partida (VEJA, 2008). Ter um plano de atividade física capaz de aumentar este gasto calórico parapromover a oxidação de gordura corporal. E tão importante quanto o trabalhocorporal é o trabalho psíquico, ter a mente voltada para o necessário a sua saúde,saber que a ajuda com uma dieta regular associada a exercícios físicos lhe trarábenefícios não imediatos, mas para a longo prazo com saúde e estética, quanto o
  30. 30. 29tratamento medicamentoso com os fármacos pode te dar resultados imediatos,porem com consequências desastrosas no futuro onde poderá vir a ter que tratar devárias outras doenças decorrentes da pressa em perder tudo aquilo se ganhou emum longo período (VEJA, 2008). • Obesidade infanto-juvenil É aquela que se inicia até os doze anos de idade (VEJA, 2008). • Obesidade na adolescência Inicia-se na puberdade (VEJA, 2008). • Obesidade Adulto É aquela que pode acometer o individuo na sua fase adulta, porémgeralmente já vem acometendo-o durante sua vida devido seus hábitos alimentarese físicos (VEJA, 2008).3.5 ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA OBESIDADE Os adolescentes obesos passam a conviver com uma discriminação socialdiária, às vezes sendo excluídos dos grupos de estudos, dos jogos de futebol,(quando a participação é permitida são colocados no gol); são esquecidos nas suasclasses no intervalo; não são convidados para festinhas, e no caso das meninasobesas é como se elas fossem verdadeiras “aberrações”, já que existe uma maiorexigência cultural com o sexo feminino (CLAUDINO;ZANELLA, 2005).3.6 IMPACTO DA OBESIDADE NA SAÚDE O risco de doença associada à obesidade é proporcional ao aumento doIMC (Índice de Massa Corpórea), isto é, quanto maior o IMC, mais chances e maisgraves são as doenças associadas à obesidade, por isso, quando o IMC é maior que40 temos a chamada “Obesidade Mórbida” (VEJA, 2008).
  31. 31. 30 • Aparelho Cardiovascular A obesidade por pressão arterial elevada é um fator de risco bemconhecido de doença cardiovascular. Nos Estados Unidos, 70% dos casos dehipertensão em homens e 61% nas mulheres foram atribuídos diretamente aoexcesso de gordura, aonde foram calculados, que para cada quilograma de pesoganho, a pressão arterial sistólica elevou-se em média 1 mmhg, já se sabe que adiminuição do peso, podendo ser pouca, traz benefícios ao paciente hipertensoquanto à diminuição dos níveis pressóricos e, a respeito à melhora de outrascondições, freqüentemente associadas à obesidade, como o diabetes tipo 2 e ahiperlipemia (excesso de gordura) (HALPEM; MANCINI, 2000). • Metabolismo Glicídico A maioria dos pacientes com diabetes do tipo 2 apresenta sobrepeso ouencontra-se obeso. Pacientes não diabéticos, modestamente obesos, têm um riscomaior de desenvolver diabetes em comparação àqueles que inicialmente erammagros. A obesidade aumenta o risco de diabetes do tipo 2 por ter maior resistênciaà insulina na ação de estimular, a captação de glicose. Por tanto, a redução de pesonos indivíduos obesos diminui a resistência à insulina e o risco de desenvolvimentodesta doença (GURSOY et al., 2005). A presença do diabetes propicia o desenvolvimento de doençacardiovascular, pois a exposição demorada, em níveis elevados de glicose nosangue, provoca lesões no sistema vascular e no coração, já os pacientes com adoença já estabelecida a redução de peso provoca melhora evidente do controleglicêmico (GURSOY et al., 2005). • Câncer Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a obesidade é osegundo maior fator de risco evitável para o câncer (perdendo apenas para otabagismo) e o índice de mortalidade da doença é maior entre obesos. Umlevantamento realizado pelo Ministério da Saúde entre 2002 e 2005 mostrou que
  32. 32. 3140% da população brasileira têm excesso de peso: o dobro dos índices verificadosem 1974. Ao mesmo tempo, 37% da população são insuficientemente ativa ou sedentária. A obesidade é um fator de risco para o câncer, modificável na maioria dos casos. No entanto, a maioria das pessoas associa o câncer ao histórico familiar, adiando a adoção de hábitos saudáveis, como mudanças na dieta e a prática de exercício físico. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sobrepeso e a obesidade estão ligados a 14% das mortes de câncer entre homens. Número que sobe para 20% entre as mulheres (VEJA, 2008). • Aparelho Respiratório O ronco é um dos sintomas noturnos, popularmente conhecido. Estadoença é incapacitante, progressiva, com alta taxa de morbidade e mortalidadecardiovascular. O sexo masculino é mais afetado em virtude das diferençasanatômicas das vias aéreo superiores e do pescoço, perfil hormonal e distribuiçãode gordura do tipo central na região do tronco (FILIPPATOS, 2005). • Sistema Musculoesquelético Há evidências científicas de que a obesidade favorece o aparecimentode artrose nos membros inferiores, especialmente nos joelhos. E artrose significador e limitação de movimento. Nas articulações, os ossos estão revestidos por umacartilagem que os protege e serve como amortecedor, absorvendo impactos eevitando lesões. Obesidade e mal alinhamento esquelético são algumas dascondições que prejudicam esse processo de reparação. Quando existem distúrbiosno alinhamento esquelético, o peso não é distribuído homogeneamente nasarticulações, mas se concentra sobre pontos específicos, o que aumenta o desgastearticular (GUANZIROLI, 2011).
  33. 33. 32 • Sistema Reprodutor Feminino O aumento da obesidade entre a população dos países terá comoconsequência um aumento nos casos de infertilidade feminina, adverte um estudorealizado por cientistas da Austrália e do Reino Unido. A pesquisa prevê que osníveis de infertilidade nos chamados países desenvolvidos aumentarão nospróximos dez anos. Nesse período, 20% dos casais terão de se submeter atratamentos de fertilidade, segundo os cientistas. A obesidade tem um efeitosubstancial na manifestação da síndrome de ovário policístico, ou seja, o excesso depeso aumenta as anomalias reprodutivas e metabólicas nas mulheres que sofremdessa síndrome (COSTA, 2011). • Outros Distúrbios Dislipedemia: O paciente obeso se distingue, especialmente, porhipertrigliceridemia, ou seja, triglicerídeos aumentados e também pela diminuição doHDL colesterol ou lipoproteína de alta densidade (“bom colesterol”) Pesquisasmostram que pacientes obesos, apresentam elevados níveis de triglicéridescirculantes, principalmente após refeições e um nível baixo de HDL-colesterol. Estesdados mostram a importância do diagnóstico e tratamento concomitante daobesidade e distúrbios lipídicos (DAY;BAILEY, 2002). • Síndrome Metabólica Os pacientes com essa síndrome têm um alto risco de sofrer dedoença cardiovascular. A obesidade abdominal vem sendo repetidamente associadode forma independente a hipertensão, a dislipedemia, e ao diabetes, até mesmo emindivíduos que não apresentam exagero de peso (HEAL et al., 1998).3.7 TRATAMENTO Segundo Czepielewski, (2008) o tratamento da obesidade envolvenecessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e,eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação
  34. 34. 33de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo opsiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deveinicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.3.7.1 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO • Cirúrgica Para se qualificar para uma cirurgia no tratamento da obesidade, deve-se ter um IMC maior que 35, além de um histórico de falhas em tentativas de perdade peso e nenhum registro de abuso de substâncias químicas ou problemaspsiquiátricos. O procedimento cirúrgico mais comum para tratamento da obesidade échamado de banda laparoscopia, este procedimento limita e controla o consumo dealimentos, e, em geral, resulta em um emagrecimento de 25 a 50% do pesocorporal, que costuma ser mantido (VEJA, 2008). Os pacientes precisam ser capazes de seguir uma dieta pós-cirúrgica restrita,que inclui comer quantidades muito pequenas de alimento, na maioria proteínas, nasprimeiras seis semanas, e tomar vitaminas e sais minerais diariamente. Entre osefeitos colaterais, está má absorção dos nutrientes, desnutrição e “dumping”,problema no qual o alimento passa muito rapidamente do estômago para o intestino,causando sudorese, desmaio e palpitações. A cirurgia só deve ser considerada noscasos de obesidade mórbida, nos quais os tratamentos terapêuticos não dãoresultados (VEJA, 2008). De acordo com Dômaso e Teixeira (1997), a cirurgia é a única esperançapara a obesidade mórbida, as operações mais empregadas nesse tipo de obesidadeé a gástrica em Y de Rowi e a gastroplastia vertical com bandagem. Ambas asoperações são efetivas e seguras, com mortalidade abaixo de 1%. Os benefíciossão inúmeros, com redução na incidência das complicações e/ou doençasassociadas com a obesidade. A derivação gástrica em Y de Rowi apresenta maiorperda de peso do que a gastroplastia vertical com bandagem.
  35. 35. 34 • Dietoterápicas É o uso de uma dieta hipocalórica com os nutrientes adequados. Arestrição calórica é o elemento fundamental para a redução do peso. Para opaciente e seu médico, esta é uma tarefa frustrante e difícil (MONTEIRO;SZARFARC; MONDINI, 2000). Os princípios básicos são simples. 1. Manter o gasto energético e reduzir a ingestão calórica abaixo dasnecessidades diárias; 2. Manter a ingestão calórica e aumentar o gasto calórico por meio deatividade física adicional; 3. Combinar com os métodos 1 e 2, reduzindo a ingestão energética, ascalorias armazenadas sob forma de gordura serão consumidas. Em geral um déficitde 32.000 kg (7.700 Kcal) resulta numa perda de 1 Kg. Por meio da estimativa dasnecessidades calóricas diárias o paciente de aproximadamente 125 a 150 kg (30 a35 Kcal por quilograma de peso corporal) pode calcular o déficit diário necessáriopara se conseguir uma determinada taxa de emagrecimento (MONTEIRO;SZARFARC; MONDINI, 2000). Devem-se evitar as dietas hipocalóricas (VLCD) e restritas, somente comgrande acompanhamento médico, a obesos que não tiveram sucesso com outraterapia, pois a rapidez na perda de peso pode provocar alguns riscos a saúde comoperda de potássio e de proteína corpórea (MONTEIRO; SZARFARC; MONDINI,2000). A pirâmide de alimentos pode ajudar o paciente a planejar uma alimentaçãosaudável. Dessa forma, ele pode ingerir maior quantidade de verduras, legumes,frutas e cereais integrais (com ênfase de grãos, pães, arroz e massas integrais emdetrimento dos cereais refinados); quantidade moderada de laticínios e carnespobres em gordura e uma quantidade pequena de óleos, manteiga/margarina,açúcares e doces (VEJA, 2008).
  36. 36. 35 • Atividade Física Vaisman et al. (1995), aponta que programas regulares de exercícios aeróbios levam o obeso a aumentar a capacidade cardiorrespiratória e a sensibilidade periférica à insulina. Ocorre assim redução dos níveis pressóricos e facilitação do metabolismo intermediário. O objetivo da perda sustentável de peso à custa da massa gordurosa deve ser obtido por meio de um déficit calórico, baseado em: Planejamento alimentar hipocalórico, pobre em gorduras (especialmente gorduras saturadas de origem animal, como: carne de vaca, frango com pele, gema de ovo) e em açúcares simples; Plano de atividade física adequado, capaz de aumentar gasto calórico e promover oxidação de gordura corporal, além de aumentar a capacitação de glicose no tecido periférico (músculos), diminuindo a resistência à insulina (ALMEIDA et al. 2002).3.7.2 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Por muito tempo o tratamento farmacológico da obesidade foi vistocomo opção terapêutica controversa e sujeita a inúmeras críticas. Isso deve-se avários fatores; entre eles, erros no uso racional dos agentes disponíveis,generalização da prescrição de medicamentos, abusos na comercialização decápsulas manipuladas, desvalorização da orientação do tratamento clássicoorientação dietética hipocalórica, aumento de atividade física programada ou nãoprogramada, técnicas de modificação comportamental. A escolha de ummedicamento anti obesidade deve basear-se também na experiência prévia doindivíduo (paciente), no uso anterior de medicamentos, muito embora a falência deum tratamento prévio não justifique a não utilização de um determinado agenteposteriormente (HALPREN; MANCINI, 2002). O uso de medicamentos para o tratamento da obesidade não tem resultadosimediatos, pois do mesmo modo que se demora em aparecer a obesidade, também
  37. 37. 36exige um determinado tempo para o surgimento de resultados permanente e de umaforma que não comprometam à saúde (VEJA, 2008). A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, algum deles bastante grave como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais (CZEPIELEWSKI, 2008, p.69). Eles são contra indicados às gestantes, crianças, cardiopatas e usuário de drogas. Eles tentam aumentar o gasto calórico diário e reduzir a gordura corporal. No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é importante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos frequentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios em longo prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicial (CZEPIELEWSKI, 2008, p.71).3.7.2.1 Anorexígenos Embora, os pilares do tratamento da obesidade sejam à adoção demudanças de estilo de vida, com orientação dietoterápica e aumento da atividadefísica, apenas 30% a 40% dos obesos conseguem bons resultados com as medidasconservadoras, acabam precisando de medicamentos. Mas é importante ressaltarque o uso destes fármacos controla a doença, melhora a aderência às medidascomportamentais, mas não cura a obesidade (RADOMINSKI, 2011). Os anorexígenos são substâncias que inibem o apetite ou a sensação defome. A Lista IV da Convenção Internacional sobre Psicotrópicos de 1971 detalha 14dessas substâncias. As mais consumidas mundialmente são a phentermina (45%),femproporex (23%), anfepramona (18%), mazindol (9%) e phendimetrazina (4%).Elas são receitadas principalmente contra a obesidade e para o tratamento denarco-lepsia (distúrbio do sono que resulta em sonolência diurna excessiva) e DDA(Distúrbio do Déficit de Atenção) (RADOMINSKI, 2011).
  38. 38. 37 O tratamento da obesidade deve objetivar a melhora da qualidade de vida doobeso e da sua saúde metabólica, diminuindo os riscos de doenças e de morte(SILVA; MELLA, 2008). Ainda segundo o mesmo autor, o tratamento farmacológico dessa patologia jásofreu muitas críticas, devido ao uso irracional dos agentes farmacológicosexistentes, generalização da prescrição de medicamentos, comercialização abusivade cápsulas manipuladas e desvalorização da orientação do tratamento tradicional(alimentação hipocalórica, aumento na atividade física espontânea ou programada,além de técnicas de mudanças comportamentais). No entanto, é necessária umareflexão da necessidade de utilização e prescrição desses fármacos, pois sãoparcialmente efetivos, possuem um alto número de efeitos colaterais, além de rápidainstalação de dependência e tolerância. São vários os anorexígenos naturais como chá verdes e compostosfarmacêuticos usados como inibidores do apetite. Existem muitos no mercadofarmacêutico, porém os mais conhecidos e usados são os aqui trabalhados,Mazindol, Sibutramina, Dietilpropiona e Femproporex (GAZALLE, 2006).3.7.2.1.1 Ação dos Anorexígenos Sibutramina A sibutramina é um medicamento serotoninérgico e adrenérgico que reduz aingestão alimentar e aumenta a termogênese. Reduz peso corporal em cerca de 4kg após 12 meses, e melhora a glicose no sangue e lipídios, no entanto, podeaumentar a frequência cardíaca e pressão arterial (BRASIL, 2011). No estudo SCOUT (resultados Sibutramina Cardiovascular) eventoscardiovasculares graves, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral,em comparação com placebo, e hoje em dia ela pode ser comercializada somentecom prescrição médica (BRASIL, 2011). A Sibutramina é um inibidor de receptação neuronal de 5-hidroxitriptamina(5-HT) noradrenalina nos locais do hipotálamo que regulam a ingestão de alimentos,ou seja, bloqueia a reabsorção da serotonina e da norepinefrina no SNC. Através demecanismos ainda não claramente compreendidos, estes efeitos podem contribuir
  39. 39. 38para o apetite (promovem a sensação de saciedade) e aumentar o gasto energéticoem repouso (aumento da taxa metabólica) (BRASIL, 2011). As principais ações da sibutramina consistem em reduzir a ingestão dealimentos e produzir perda de peso dose pendente. Além de aumentar a saciedade,ela produz uma redução da circunferência da cintura (isto é, redução da gorduravisceral), diminuição dos níveis plasmáticos de triglicerídeos e lipoproteínas dedensidade muito baixa, porém elevação das lipoproteínas de densidade elevada.Além disso, são observados efeitos benéficos sobre a hiperinsulinêmica e a taxa demetabolismo da glicose. A redução do peso corporal obtida com a sibutraminaisoladamente não é facilmente mantida. Para ser eficaz como terapia contra aobesidade, pode ser necessária combinar a sibutramina com outras medidas contraa obesidade. A eficácia é de 7-10% de redução do peso corporal com reduçãopreferencial da gordura visceral. A perda máxima de peso e alcançada por volta dos6 meses e mantida enquanto a droga não for interrompida (BRASIL, 2011). Efeitos Adversos Taquicardia, boca seca, constipação, insônia, aumento da pressãosanguínea . Esta droga é contra-indicada para pacientes com cardiopatia, doençacerebral vascular e hipertensão não controlada (BRASIL, 2011). Dietilpropiona A dietilpropiona, também conhecida como anfepramona oubenzoiltrietilamina, é um anorexígeno bastante utilizado em fórmulas paraemagrecimento, sendo uma das substâncias que eram mais utilizadas no Brasil paratratar a obesidade. Em outubro de 2011 a ANVISA proibiu a comercialização deanfepramona no Brasil (GURSOY, 2005). A dietilpropiona (anfepramona) era comercializada com os nomes de DualidS, Hipofagin S e Inibex S. Sua atuação se dá inibindo o apetite do paciente ao agirsobre o sistema nervoso central. Ela tem efeito psicoestimulante e potencial paracausar dependência. É importante saber que a dietilpropiona deveria ser tomadaapenas por um período limitado de tempo, pois têm potencial de causardependência. Também já foi verificado que o efeito pode cair com o passar dotempo. Desta forma, a dietilpropiona tratava a obesidade apenas a curto prazo,
  40. 40. 39sendo fundamental que a pessoa desenvolvesse hábitos de alimentação e estilo devida que favorecessem o emagrecimento para não recuperar o peso perdido quandoo tratamento for suspenso. O paciente que estivesse utilizando a dietilpropionadeveria estar ciente que ela não era a cura mágica para a obesidade, mas sim umauxiliar no tratamento (GURSOY, 2005). Efeitos Adversos Os efeitos colaterais potenciais da dietilpropiona são: boca seca, nervosismo, insônia, obstipação intestinal, irritabilidade, nervosismo, ansiedade, excitação, tremores, taquicardia, hipertensão arterial (GURSOY, 2005). Femproporex Foi utilizado como supressor de apetite devido a sua estimulação no sistemanervoso central, ao qual inibia a fome. Apesar de emagrecer, a sua venda foiproibida em alguns paises devido a diversas ocorrências de abuso do medicamento,inclusive no Brasil, que após resolução da ANVISA em 06 de outubro de 2011 nãopode mais ser comercializado. Femproporex era consumido em larga escala noBrasil, no qual era o medicamento mais produzido e consumido no Brasil. O Paísproduziu em media 73% do Femproporex comercializado em todo o mundo no anode 2009 (GURSOY, 2005). Efeito Adversos Os sintomas mais comuns do Femproporex são: Boca seca, insônia, causardependência, irritabilidade, náuseas, fadiga (GURSOY, 2005).
  41. 41. 40 Mazindol O mazindol, é uma substância anorexígena pertencente a classe doscatecolaminérgicos onde seu mecanismo de ação é inibir o apetite que atua comoauxiliar no tratamento da obesidade. Depois do femproporex, sibutramina edietilpropiona, era um dos anorexígenos mais usados. (Dias, 2011). Efeitos Adversos Os efeitos colaterais mais comuns do mazindol são: boca seca, obstipaçãointestinal, depressão, sensação de desconforto, agitação psicomotora, pânico,taquicardia, nervosismo, alteração do sono (Dias, 2011).
  42. 42. 41 A tabela abaixo mostra de uma forma resumida algumas informações sobreos medicamentosFigura 3: Classe Farmacológica e Mecanismo de Ação. Classe Substancia Medicamento de Ação Efeitos Colaterais Nome Comercial Catecolami Femproporex Diminui a ingestão Boca seca, insônia, Desobesi-M nérgicos alimentar por mecanismo taquicardia noradrenérgico ansiedade Diminui a ingestão Boca seca, insônia, Absten, Catecolami Mazindol alimentar por mecanismo taquicardia Dasten, nérgicos noradrenérgico. Não é ansiedade fagolipo derivado da feniletilamina Inibição da recaptação da Boca seca, serotomina e da constipação Serotoninér Sibutramina noradrenalina, central e taquicardia, Reductil, gicos perifericamente sudorese, Planty diminuindo a ingestão e eventualmente aumentando o gasto aumento da calórico. pressão arterial Inibidor da Atua no lúmen intestinal Esteatorréia absorção inibindo a ação da lípase (diarréia intestinal pancreática que é uma gordurosa), de Orlistat enzima necessária para a incontinência fecal, Xenical gorduras absorção de triglicerídeos interfere na absorção das vitaminas A, D, E e K necessitando de suplementação Catecolami Anfrepramona Diminui a ingestão Boca seca, insônia, Dualid S, nérgicos (Dietilpropiona) alimentar por mecanismo taquicardia, Hipofagin S, noradrenergico ansiedade Inibex S, ModerineFonte: GAZALLE (2006)
  43. 43. 423.7.2.1 Inibidores de Absorção Intestinal de Gorduras O orlistat é um potente inibidor de lípase gastrointestinais (GI). Estascatalisam ou quebram a molécula de triglicérides (gordura), produzindo ácidosgraxos livres e monoglicerídeos. Aquele se liga de maneira irreversível no sitio ativoda lípase, impedindo-a de exercer a sua ação. Cerca de 33% dos triglicerídeosingeridos permanecem não digeridos e não são absorvidos pelo intestino delgado,atravessando o tubo digestivo e são eliminados pelas fezes. Esse fármaco nãoapresenta atividade no sistema nervoso central. Os efeitos adversos do orlistat estãorelacionados ao seu mecanismo de ação. São eles: urgência fecal, fezes oleosas,maior número de evacuações, flatulência com ou sem eliminação de gordura. O usoem longo prazo do orlistat pode causar deficiência na absorção de algumasvitaminas, necessitando a suplementação dessas (GAZALLE, 2006). Atualmente, orlistat é aprovado para tratamento a longo prazo, no entanto,os efeitos adversos gastrointestinais do orlistat podem ser intoleráveis para algunspacientes. Há agora uma clara necessidade de encontrar drogas anti-obesidade quesão eficazes e seguros a longo prazo (BRASIL, 2011).3.8 Riscos do Uso Indiscriminado de Anorexígenos ● Anorexígenos x Hipertensão Pulmonar Uma prescrição errada com uma dosagem elevada e associaçõesextravagantes ameaçam a saúde dos pacientes. Tendo entre elas a hipertensãopulmonar que normalmente são associadas ao uso dessas substâncias. (Mancini,2007) Devido a um aumento extremo da pressão no interior dos vasos que conduzem o sangue ao pulmão, a hipertensão arterial pulmonar bloqueia o fôlego e deprime os portadores que, nessas fazes, mal conseguem andar do quarto para a sala ou mesmo pentear os cabelos. É importante ressaltar que a hipertensão arterial pulmonar é bem diferente da tradicional pressão alta, que se refere a elevação perigosa da força necessária para que o coração mande o sangue para o corpo pelas artérias. (...) é considerada um tipo raro de doença, decorrente de uma desordem nos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão na artéria pulmonar. Quando sobe de mais,
  44. 44. 43 torna-se uma ameaça a vida. Os principais sintomas da doença são dispnéia, fadiga, tonturas e dor no peito (Tavares, 2011, p.01).Porém os anorexígenos são úteis desde que usados corretamente (Mancini, 2007).3.9 Principais Pontos da RDC 52/11 ● Proibição do uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, emedidas de controle da prescrição e dispensação de medicamentos que contenhama substância sibutramina. ● Fica vedada à fabricação, importação, exportação, distribuição,manipulação, prescrição, dispensação, o aviamento, comércio e uso demedicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham as substânciasanfepramona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem comointermediários. ● A Resolução entrará em vigor no prazo de 60 (sessenta) dias a contar dadata da publicação. ● Aprovação da permanência da sibutramina no mercado, porém com maiorcontrole sobre a prescrição e utilização da substância. A partir da publicação daRDC 52/11, além da sibutramina ser prescrita na Notificação de Receita “B2”, deacordo com o estabelecido na RDC 58/07, o médico e o paciente terão também deassinar um Termo de Responsabilidade. ● As empresas detentoras do registro dos medicamentos à base dasubstância sibutramina, seus sais e isômeros, bem como intermediários deverãocumprir as normas constantes que dispõe sobre as normas de farmacovigilância(RDC 04/09 e IN 14/09).
  45. 45. 444 METODOLOGIA Foi realizado um levantamento bibliográfico através de livros, artigos científicos,sites de pesquisa, no intuito de encontrar pesquisas sobre a obesidade, seutratamento, seus riscos, o uso de anorexígenos e o impacto da RDC 52/11 sobre ospacientes em tratamento.
  46. 46. 455 CONSIDERAÇÕES FINAIS A obesidade é considerada a epidemia do século XXI é um dos maioresproblemas de saúde pública no Brasil que vem se tornando cada vez maior. É necessário ressaltar que essa constante busca pelo “corpo perfeito”, estárelacionada a medidas que seriam a padrão impostas pela sociedade, que muitasvezes não é o saudável e muito menos o ideal, o que gera ainda maispreocupações, pois são procurados para uma perda de peso em menor tempo esem maiores esforços, juntamente com dietas milagrosas e os medicamentosanorexígenos. Os pilares do tratamento da obesidade são adoção de mudanças de estilo devida, com orientação dietoterápica e aumento da atividade física. No entanto,segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia ABESO, apenas30% a 40% dos obesos conseguem bons resultados com as medidas citadas acima,no entanto, os outros 60% a 70% precisam de medicamentos, lembrando que com ouso deles é possível controlar a doença, melhorar a aderência ao tratamento(medidas comportamentais), mas não há cura de obesidade. Levando emconsideração que nenhuma droga é totalmente segura, é necessário que seusbenefícios sejam maiores que seus riscos. Os anorexígenos não são piores que muitos outros medicamentos, como é ocaso dos anticoncepcionais orais que aumenta em 250 vezes o risco de uma mulherjovem sofrer acidente vascular cerebral, ou ainda os antiinflamatórios que aumentamem até 3 vezes o risco de infarto em pessoas saudáveis. O que deve ser coerente é a prescrição médica, pois os médicos precisamconhecer os riscos dos medicamentos anorexígenos e avaliar o seu uso em cadacaso. Com a proibição destes fármacos, acreditamos que haverá uma corrida parao mercado negro, tanto para o uso de substâncias ditas “milagrosas” como tambémpara o uso de medicações que não tem indicação formal no tratamento daobesidade como o topiramato e a bupropiona. Mesmo antes da proibição dos anorexígenos, o uso da liraglutide, para otratamento da diabete tipo 2, já estava sendo indiscriminado, como foi publicada narevista veja na edição 2233 de 07 de setembro deste ano.
  47. 47. 46 Na pagina 98 da referente revista, pode-se ser lida em letras garrafais:“Victoza, um remédio recém lançado para o tratamento do diabetes, revela-se agrande arma contra o excesso de peso também para pessoas sem a doença. Alémde fazer emagrecer, ele oferece cômodos e passageiros efeitos colaterais”. Estapublicação da revista veja, levou as pessoas a procurarem e comprarem omedicamento de maneira também indiscriminada uma vez que este medicamentonão é de controle especial e não foram realizados estudos que comprovem seu usono tratamento da obesidade para não diabéticos. A verdade é que a proibição dos anorexígenos em nada contribuirá para umamelhor eficiência no tratamento da obesidade, pois sempre haverá “um jeitinho” parase conseguir outros fármacos com características emagrecedoras até mesmo semregistro e sem comprovação cientifica do uso, tornando a situação igual senão piordo que a atual. Em lugar de retirar do mercado, seria mais adequado fiscalizar a prescriçãoincorreta, abusiva e antiética. Também seria indispensável que todos osresponsáveis pelo uso inadequado desses agentes (usuários, prescritores edispensadores) fossem mobilizados através de campanhas, debates, propagandas eanúncios. Medidas de divulgação na mídia, alertando para os perigos do uso deanorexígenos, bem como os efeitos colaterais causados pelos mesmos, poderiamreduzir o consumo desses agentes. Muitos pacientes que estavam em tratamento com o uso destes anorexígenosque foram proibidos, conseguindo emagrecer e também manter o peso, voltarão aengordar, e toda sua farmacoterapia terá sido inútil. A substituição pela sibutramina no tratamento destes pacientes não seráeficaz, pois a quantidade média de massa corporal perdida é modesta e a maiorparte dos pacientes permanecerá significativamente obesa ou com sobrepesomesmo com o seu uso. Se ainda pensarmos na hipótese do surgimento de novos agentes anti-obesidade, estes ainda se encontram em fases iniciais de estudo, o que demandaráum certo tempo para chegar ao mercado, e quando isto acontecer, é bem provávelque terá um preço proibitivo, e inacessível para a maioria dos pacientes.
  48. 48. 476 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASADAMS J, P; MURPHY P, G. Obesidade e a intensidade das doenças. JornalBrasileiro de Anestesia, 2000.ALMEIDA et al. 2002 disponível em < www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u322866.shtml Acesso em 10 ago. 2011.ANJOS, L.A. Obesidade nas sociedades contemporâneas: o papel da dieta e dainatividade física. In: Anais do 3o Congresso Brasileiro de Atividade Física e Saúde.Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2001. p. 33-4.BALLONE, G.J.; MOURA, E.C. Obesidade. Disponível em <http://www.psiqWeb.med.br> Revisto em 2007. Acesso em 02 Jul. 2011BORDINI, G.J.; MOURA, E.C. Obesidade, in PsiqWeb, disponível em<http://www.psiqweb.med.br> revisto em 2007. Acesso em 02 Jul. 2011.BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária; disponível em<http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM. Acesso em 20 ago. 2011.(a)BRASIL. Conseho Regional do Estado de São Paulo – CRF-SP .Disponível em: <http://www.bulas.med.br/bula/5835/desobesi+m.htm Acesso em 11 jul. 2011. (b)BRASIL. O.M.S - Organização Mundial da Saúde. Disponível emhttp://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=10/10/2011&jornal=1&pagina=55&totalArquivos=128> Acesso em 20 ago. 2011. (c)BOCCIA, P. Alimentos LIGHT. Revista Saúde é Vital, São Paulo, v. 7, n. 227, p.24-26, agosto, 2002.
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  53. 53. 52 ANEXOS ADESOBESI-M®Cloridrato de femproporex CÁPSULASO abuso deste medicamento pode causar dependência.USO ADULTOUSO ORALAPRESENTAÇÃO: - DESOBESI-MCaixa com 30 cápsulasCOMPOSIÇÃO: - DESOBESI-MCada cápsula contém: Cloridrato de femproporex... 25 mg Excipientes: talco,estearato de magnésio, amido, dióxido de silício, goma laca decerada, óleo de rícinoe sacarose.INFORMAÇÕES AO PACIENTE: - DESOBESI-MDESOBESI- M® deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30° C), aoabrigo da luz e umidade, em sua embalagem original, para uma boa conservação.Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem.Ao adquirir um medicamento confira sempre o prazo de validade na embalagemexterna do produto. Não tome nem utilize medicamentos cujo prazo de validadeesteja vencido. Pode ser perigoso para sua saúde.Ao iniciar o tratamento com DESOBESI- M®, informe seu médico sobre as seguintessituações: seu histórico médico, ou seja: doenças que tem ou teve e tratamentosque segue (remédios que toma, dietas, etc.); - DESOBESI-Mocorrência de gravidez, antes do início ou durante o tratamento, pois omedicamento não deve ser utilizado durante a gravidez; - DESOBESI-Malergias que sofre, especialmente relativas ao emprego de medicamentos. -DESOBESI-MOs horários de administração do medicamento, assim como a dose a ser utilizada,devem ser rigorosamente seguidos. Caso ocorra alguma emergência, informe seumédico sobre o seu histórico clínico e os tratamentos que segue, inclusive otratamento com DESOBESI- M®.No início do tratamento podem ocorrer fraqueza,cansaço e leve sonolência; no entanto estes sintomas podem ser originados peladieta imposta.Informe ao médico caso ocorram reações desagradáveis com o uso do produto.Atenção diabéticos: contém açúcar.TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DASCRIANÇAS.NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SERPERIGOSO PARA SUA SAÚDE.INFORMAÇÕES TÉCNICAS: - DESOBESI-MDESOBESI- M® tem como princípio ativo o femproporex, um agente impatomiméticocom ação similar à dexanfetamina.Devido à sua ação anorexígena tem sido utilizado como adjuvante no tratamento daobesidade.Causa depressão do apetite e diminuição da acuidade pelo sabor e odor, o que levaa uma redução da ingestão de alimentos. Ocasiona aumento da atividade física, o

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