O acesso de alunos com deficiencia

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Palestra proferida pela educadora e terapeuta, Silvia Maltempi.

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O acesso de alunos com deficiencia

  1. 1. O Acesso de Alunos com Deficiência às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular Silvia Maltempi
  2. 2. “ Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza, temos o direito a sermos diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza”. (Boaventura de Souza Santos)
  3. 3. O que diz a Constituição Federal ? <ul><li>Cidadania e dignidade; </li></ul><ul><li>Promoção do bem de todos, sem preconceito ou discriminação; </li></ul><ul><li>Direito à igualdade; </li></ul><ul><li>Direito de TODOS à Educação e ao acesso à escola </li></ul>
  4. 4. “ A tendência atual é que o trabalho da Educação Especial garanta a todos os alunos com deficiência o acesso à escolaridade, removendo barreiras que impedem a freqüência desses alunos às classes comuns do Ensino Regular. Assim sendo, a Educação Especial começa a ser entendida como modalidade que perpassa, como complemento ou suplemento, todas as etapas e níveis de ensino. Esse trabalho é constituído por um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio colocados à disposição dos alunos com deficiência, proporcionando-lhes diferentes alternativas de atendimento, de acordo com as necessidades de cada um”.
  5. 5. Aspectos a serem observados: <ul><li>É indispensável que os estabelecimentos de ensino eliminem suas barreiras arquitetônicas, pedagógicas e de comunicação, observando as diferenças e particularidades dos alunos em geral; </li></ul><ul><li>Oferecer alternativas, recursos de ensino e equipamentos especializados que contemplem a todas as necessidades educacionais dos educandos, sem discriminações; </li></ul>
  6. 6. <ul><li>O acesso a todas as séries do Ensino Fundamental (obrigatório) deve ser incondicional e com qualidade para todos; </li></ul><ul><li>Serviços de apoio especializados como : professores de Educação Especial e Braile, intérpretes e instrutores de Língua de Sinais (LIBRAS), professores de português (segunda língua para os surdos) ou outros recursos especiais de ensino e aprendizagem, todos estes recursos não caracterizam e nem podem substituir as funções do professor; </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Outros encaminhamentos como os alunos com deficiência e outras necessidades, devem ser encaminhados a serviços educacionais especializados ou clínicas especializadas, mas com a concordância expressa dos pais; </li></ul><ul><li>As escolas de educação infantil, creches e similares, com a função de cuidar e educar, devem estar preparadas para crianças com deficiência ou outras necessidades especiais, e oferecer atendimento educacional especializado e cuidados que favoreçam sua inclusão, se estes não oferecerem atendimentos clínico individua-lizados no próprio ambiente, devem ser realiza-dos convênios para a facilitação do atendimento da criança; </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Para aprovação ou reprovação no ingresso do Ensino Infantil ou Fundamental, não será permitida a realização de exames. Se tiver desequilíbrio na oferta de vagas e procura, deverá fazer uso de métodos objetivos e transparentes, conforme os termos do Parecer CNE / CEB 26/2003, do Conselho Nacional de Educação; </li></ul><ul><li>Os cursos de formação de professores, do Magistério às Licenciaturas, devem dar-lhes a consciência e a preparação para trabalharem com alunos com e sem necessidades especiais dentre os quais os alunos com deficiência; </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Os cursos de formação de professores especializados em Educação Especial devem preparar para prestar atendimento educacional especializado, em escolas comuns e em instituições especializadas, com os seguintes conhecimentos: código Braile, Libras, técnicas para facilitar o acesso da pessoa com deficiência ao ensino em geral, entre outros; </li></ul>
  10. 10. “ A educação é também onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-los de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos e tampouco, arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso e com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum”. (Hanna Arendt)
  11. 11. “ É importante ressaltar que NÃO existem receitas prontas para atender a cada necessidade educacional de alunos com deficiência que a natureza é capaz de produzir. Existem milhares de crianças e adolescentes cujas necessidades são quase únicas no mundo todo. Assim, espera-se que a escola, ao abrir as portas para tais alunos, informe-se e oriente-se com profissionais da Educação e da Saúde sobre as especificidades e instrumentos adequados para que aquele aluno encontre ali um ambiente adequado, sem discriminação e que lhe proporcione o maior e melhor aprendizado possível”.
  12. 12. ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS <ul><li>O desafio da inclusão: Inclusão – desafio e compromisso da escola </li></ul>Provoca melhoria da qualidade da Educação Básica e Superior e oferece a toda criança portadora de “deficiência” ou não o DIREITO a EDUCAÇÃO.
  13. 13. AGIR PARA TRANSFORMAR <ul><li>Colocando a aprendizagem como eixo das escolas; </li></ul><ul><li>Garantindo tempo e condições para que todos possam aprender; </li></ul><ul><li>Abrindo espaço para a cooperação, o diálogo, a solidariedade, a criatividade e o espírito crítico; </li></ul><ul><li>Estimulando, formando continuamente e valorizando o professor; </li></ul>
  14. 14. 2. Mudanças na organização pedagó-gica das escolas <ul><li>Autonomia na construção do Projeto Político Pedagógico; </li></ul><ul><li>Integração da área do conhecimento e novas propostas da organização curricular; </li></ul><ul><li>Implantação dos Ciclos como forma de integrar todos os alunos sem discriminação. </li></ul>
  15. 15. 3. Como ensinar a turma toda? <ul><li>Ensinar com ênfase nos conteúdos programáticos da série; </li></ul><ul><li>Adotar o livro didático; </li></ul><ul><li>Usar somente material xerocado; </li></ul>ASPECTOS QUE CAUSAM O INSUCESSO NA APRENDIZAGEM
  16. 16. <ul><li>Organizar de modo fragmentado o emprego do tempo do dia letivo; </li></ul><ul><li>Considerar a prova como decisiva na avaliação do rendimento escolar; </li></ul><ul><li>Olhar todos os alunos sem considerar suas diferenças. </li></ul>
  17. 17. PAPEL DO PROFESSOR <ul><li>Explorar talentos; </li></ul><ul><li>Atualizar possibilidades; </li></ul><ul><li>Desenvolver predisposições naturais de cada aluno; </li></ul><ul><li>Considerar as dificuldades, deficiências, limitações e a identidade sócio – cultural; </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Partilhar a construção e a autoria dos conhecimentos; </li></ul><ul><li>Valorizar a capacidade de entendimento que cada um tem do mundo e de si mesmo; </li></ul><ul><li>Estar atento à singularidade das vozes que compõe a turma. </li></ul>
  19. 19. 4. E as práticas de ensino? <ul><li>Experimentação; </li></ul><ul><li>Descoberta; </li></ul><ul><li>Pesquisa; </li></ul><ul><li>Co-autoria do conhecimento; </li></ul><ul><li>Espaços de construção da personalidade; </li></ul><ul><li>Atividades abertas e diversificadas explorando as possibilidades e interesses dos alunos. </li></ul>As práticas de ensino devem oferecer:
  20. 20. O SUCESSO DE PRÁTICAS DE INCLUSÃO DEPENDE: <ul><li>Da organização pedagógica escolar; </li></ul><ul><li>Do ensino interdisciplinar; </li></ul><ul><li>Da mudança de conceitos em relação as diferenças. </li></ul>
  21. 21. “ No ensino para todos e de qualidade, as ações educativas se pautam por solidariedade, colaboração, compartilhamento do processo educativo com todos os que estão direta ou indiretamente nele envolvidos”.
  22. 22. 5-Que tipos de atividades e quais os processos pedagógicos? <ul><li>Para ensinar a turma toda, deve-se propor atividades abertas e diversificadas que possam ser abordadas por diferentes níveis de compreensão, de conhecimento e de desempenho dos alunos e em que não se destaquem os que sabem mais ou os que sabem menos. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>As atividades são exploradas, segundo as possibilidades e interesses dos alunos que livremente as desenvolvem. </li></ul>O compromisso educativo do professor é ensinar não apenas os conteúdos curriculares, mas formar pessoas capazes de conviver em um mundo plural, que exige de todos nós experiências de vida compartilhadas.
  24. 24. <ul><li>A educação inclusiva preconiza um ensino em que aprender é um ato linear, continuo, fruto de uma rede de relações A que vai sendo tecida pelos aprendizes em ambientes que não discriminam, não rotulam e oferecem chances de sucesso para todos. </li></ul>
  25. 25. Toda criança com “ deficiência ” tem o mesmo direito de acesso à escola comum como qualquer outra criança “ sem deficiência ”. É um DIREITO humano, fundamental a TODAS as crianças.
  26. 26. 6.Como realizar a avaliação? <ul><li>De forma contínua, dinâmica, que acompanha o progresso de aprendizagem dos alunos, seus avanços e dificuldades. </li></ul>
  27. 27. ALGUNS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO <ul><li>º Registros e anotações diárias; </li></ul><ul><li>º Arquivos de atividades dos alunos; </li></ul><ul><li>º Diários de classe; </li></ul><ul><li>º Aluno se auto-avaliar. </li></ul>
  28. 28. 7-Finalmente... <ul><li>º Considerar os saberes dos alunos; </li></ul><ul><li>º Nutrir expectativas positivas sobre os alunos; </li></ul><ul><li>º A aula deve ser um momento de construção coletiva do conhecimento; </li></ul>PARA ENSINAR A TURMA TODA É PRECISO...
  29. 29. <ul><li>º Considerar a identidade sócio-cultural dos alunos; </li></ul><ul><li>º Ver a diferença como necessária na construção da identidade dos alunos; </li></ul><ul><li>º Oportunizar ao aluno que ele chegue até onde for capaz de progredir. </li></ul>
  30. 30. 8.Dúvidas mais freqüentes: <ul><li>Se o aluno que não atingiu a nota mínima, é valido que fique retido na série? </li></ul><ul><li>Mas não é importante que um mínimo de aprendizado seja exigido para passar adiante? </li></ul><ul><li>E a questão da não-repetência? É isso que a educação inclusiva defende? </li></ul>
  31. 31. <ul><li>A escola prejudica os alunos sem deficiência ao proporcionar tantas chances de aprendizado durante o ensino fundamental? </li></ul><ul><li>Crianças com graves comprometimentos podem ser incluídas? </li></ul><ul><li>As experiências práticas de inclusão têm sido bem sucedidas? </li></ul>
  32. 32. Aos Professores <ul><li>É preciso voltar o seu olhar para o novo e estar aberto às diferenças </li></ul><ul><li>É preciso ter consciência de que embora as dificuldades na inclusão existam, a exclusão de alguns educandos não tornará a escola mais acolhedora e de qualidade para todos; </li></ul><ul><li>É preciso estar disposto a aprender e buscar as informações, cobrando dos órgãos responsáveis pelas redes pública e privada de ensino; </li></ul>
  33. 33. ‘’ Professores, vocês são a peça essencial em todo o processo de garantia desse direito fundamental de TODAS as nossas crianças e adolescentes’’
  34. 34. CENSO ESCOLAR -BRASIL Fonte: Inep/MEC) Alunos com necessidades especiais por tipo de deficiência Tipo de necessidade 1996 1997 1998 Variação Def. Visual 8.081 13.875 15.473 91,5% Def. Auditiva 30.578 43.241 42.408 38,7% Def. Física 7.921 13.135 16.462 107,8% Def. Mental 121.021 189.370 181.332 49,8% Def. Múltipla 23.522 47.481 42.578 81,0% Problema de conduta 9.529 25.681 8.976 - 5,8% Superdotação 490 1.724 1.187 142,2% Outras - - 28.588 - Total Brasil 201.142 334.507 337.004 67,5%
  35. 35. SITES QUE PODEM AJUDAR <ul><li>www2.usp.br/canalacontece </li></ul><ul><li>www.unidadenadiversidade.org.br </li></ul><ul><li>www.crmariocovas.sp.gov.br </li></ul><ul><li>http://novaescola.abril.uol.com.br </li></ul>
  36. 36. CONTATO Silvia Maltempi Psicopedagogia/Arteterapia Telefone: (19) 3651-3227 Celular: (19) 8125-3748 E-mail: [email_address] Blog: http://smaltempi.blogspot.com Skype: sil.bia1

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