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SignWriting Symposium 2016
SignWriting como um sistema de escrita
apropriado às línguas gestuais.
Um contributo para o desenvolvimento de
competência...
• Objeto de Estudo
• Objetivos Gerais
• Pertinência do Estudo
• Enquadramento teórico e Construção da Problemática:
– Polí...
Objeto de Estudo
O SignWriting (SW) enquanto sistema de escrita
apropriado às línguas gestuais e como possível promotor
do...
Objetivos Gerais
• Recolher e organizar informações sobre o SW
• Indagar se o SW é um sistema de escrita que se
adequa às ...
Pertinência do Estudo
• Escassez de estudos e publicações sobre o SW em Portugal
• Necessidade de aprofundar o estudo sobr...
SignWriting
Políticas de
educação
inclusiva
e
Legislação
Perspetivas
sobre a
Surdez
Surdez e
Educação
Bilingue
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Declaração de Salamanca (1994) Educação/Escola Inclusiva
Resoluções Parlamento Europeu (1988, 1998 e 2003)
Resolução 48/96...
Perspetiva Socioantropológica
surdez enquanto realidade biopsicossocial e cultural
Perspetiva Clínica
surdez enquanto pato...
Língua Gestual Portuguesa
LGP L1
Língua Portuguesa (escrita)
LP L2
Competências e performance em duas línguas
• acesso ao ...
A escrita para o Surdo
A leitura/escrita com base no código alfabético é apontada como sendo
(…) natural e intuitiva ao ou...
A escrita para o Surdo
A (...) escrita da Língua de Sinais ocupa um “lugar” de marcador
cultural, de tradução cultural sur...
convergem para uma única língua
 Língua Gestual
• pensamento
• comunicação
• escrita
O SignWriting é um sistema de escrit...
• adapta-se à escrita de qualquer língua gestual do mundo
• regista a forma física e visível do signo gestual e não o seu ...
• torna possível a explicitação de gestos em função de todos os parâmetros
simatosêmicos, sem recorrer à imagem pictórica ...
Sistema pioneiro de transcrição de gestos de Stokoe
Parâmetros definidos por Stokoe (anos 60, século XX)
• 19 símbolos DEZ...
O Sistema SignWriting
Quiri Topos Ema
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Quiri Form Ema
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Mascar Ema Ema
Quiriformema
Quiritop...
Como grafar um gesto em LGP
Gesto correspondente à expressão “ainda não”
SW
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Como grafar um gesto em LGP
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O Sistema SignWriting
Tarde Muitos Querer Frequentemente
Amêndoa Intérprete Faísca de
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Exemplos de aplicação do SW à LGP
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Desenho da pesquisa
Abordagem Qualitativa
Estudo Exploratório e
Descritivo
Análise Documental
Entrevistas e Questionários
...
Passos efetuados ao longo da pesquisa
1. Análise documental, registo documental e elaboração de grafias
exemplificativas e...
Realização de:
- 5 entrevistas semiestruturadas presenciais (Brasil)
- 3 inquéritos por questionário, autoadministrados
Su...
Desenho da pesquisa
• Visão Panorâmica
• Espaço da Libras
• Espaço do Sistema de Escrita SW
• Espaço de atividade profissional
• Espaço da Cid...
• Percurso escolar dos entrevistados surdos marcado pelo oralismo
• Angústia e experiências marcantes, na comunicação inte...
• Ensino assente em modelos ouvintistas
• Insucesso nas aprendizagens
• Medidas compensatórias de apoio suplementar, em sa...
• Só conheceram o SW no ensino superior
• Como profissionais adultos conduzem as suas atuações com alunos
surdos para proc...
• Sendo o Brasil um país de grandes dimensões, contrastes, assimetrias e
diversidades, a disseminação do SW tem sido lento...
• O SW vai para além dos seus aspetos práticos, concorrendo para a
herança cultural das LG, investindo-as de estatuto e di...
Não temos todo o tempo do mundo para discutir. SignWriting é uma
ferramenta e precisamos usá-la. Apenas o seu uso crescent...
Referências Bibliográficas
BATTISON, Robbin. "Phonological Deletion in American Sign Language". Sign Language Studies 5, p...
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SIGNWRITING SYMPOSIUM PRESENTATION 58: "SignWriting as an appropriate writing system for sign languages. A contribution to the development of the Deaf student's writing skills?" by Jorge Manuel Ferreira Pinto

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SIGNWRITING SYMPOSIUM PRESENTATION 58: "SignWriting as an appropriate writing system for sign languages. A contribution to the development of the Deaf student's writing skills?" by Jorge Manuel Ferreira Pinto.
SignWriting (SW) system has been receiving our special attention once we found an empty response concerning the acquisition and development of written language in deaf students. This writing system that adapts to any sign language is considered by some researchers (Stumpf, 2005; Pontin & Silva, 2010; Zappe, 2008; Hautrive & Souza, 2010) as a linguistic instrument applicable to educational practices and a fundamental support for the cultural and sociolinguistic development of Deaf child. To obtain clarifying answers, SW has been constituting our research field. Contrary to what happens in other countries, in Portugal this system is not applied to teach deaf children.

In Portugal, information about this thematic is almost inexistent, although there are some Brazilian, North American, Norwegian, Nicaraguan, German, Spanish and French authors that dedicated themselves to study some aspects of sign writing. According to these authors’ studies, this writing system (SW) not only carries a potential to cover the forms of registration of each detail of each linguistic sign’s simatosêmica composition, but also has revealed to be a pedagogical tool capable to help overcoming some obstacles concerning the acquisition of writing by Deaf children.

With this first study we aim to know the state-of-the-art concerning this subject and also try to clarify, extrapolating from other countries’ languages, whether we are or not before an investment capable to enable better performances in written Portuguese language Deaf students, so that they can attain levels of knowledge similar to those of their hearing pairs.

In this way, we draw here a research proposal through which we seek to study, systematize and expose wide information about SignWriting, its applicability and results, and therefore contribute to a wider consideration for sign languages, their written forms and its contribution within pedagogical work.
Read more: http://www.signwriting.org/symposium/presentation0058.html

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SIGNWRITING SYMPOSIUM PRESENTATION 58: "SignWriting as an appropriate writing system for sign languages. A contribution to the development of the Deaf student's writing skills?" by Jorge Manuel Ferreira Pinto

  1. 1. SignWriting Symposium 2016
  2. 2. SignWriting como um sistema de escrita apropriado às línguas gestuais. Um contributo para o desenvolvimento de competências de escrita do aluno surdo? Jorge Manuel Ferreira Pinto . Professora Doutora Orquídea Coelho Professora Doutora Marianne Stumpf Professor Doutor Rui Trindade Orientadores
  3. 3. • Objeto de Estudo • Objetivos Gerais • Pertinência do Estudo • Enquadramento teórico e Construção da Problemática: – Políticas de educação inclusiva e Legislação – Perspetivas sobre a Surdez – Surdez e Educação Bilingue – A escrita para o Surdo – O Sistema SignWriting • Desenho da Pesquisa • Resultados • Considerações Finais • Referências Bibliográficas Estrutura da Apresentação
  4. 4. Objeto de Estudo O SignWriting (SW) enquanto sistema de escrita apropriado às línguas gestuais e como possível promotor do desenvolvimento de competências de escrita do aluno Surdo.
  5. 5. Objetivos Gerais • Recolher e organizar informações sobre o SW • Indagar se o SW é um sistema de escrita que se adequa às Línguas Gestuais • Compreender em que medida o SW pode ser um contributo relevante para o desenvolvimento de competências de escrita do aluno surdo, no âmbito do registo escrito das LG e das Línguas Vocais (LV)
  6. 6. Pertinência do Estudo • Escassez de estudos e publicações sobre o SW em Portugal • Necessidade de aprofundar o estudo sobre uma modalidade de escrita para as línguas gestuais e de antever os seus efeitos em contexto escolar no âmbito do ensino bilingue de crianças surdas • Importância para as Ciências da Educação, contribuindo para o avanço do conhecimento e para a formação dos intervenientes na educação de alunos surdos • Valorização das LG (Línguas Gestuais), e da importância social, cultural, histórica, comunitária, linguística e pedagógica de uma modalidade escrita dessas línguas (estabilidade, uniformidade e afirmação das LG)
  7. 7. SignWriting Políticas de educação inclusiva e Legislação Perspetivas sobre a Surdez Surdez e Educação Bilingue A escrita para o Surdo O Sistema SignWriting Enquadramento teórico e construção da problemática
  8. 8. Declaração de Salamanca (1994) Educação/Escola Inclusiva Resoluções Parlamento Europeu (1988, 1998 e 2003) Resolução 48/96 das Nações Unidas (Março 1994) Artigo 74º, nº 2, alínea h) da Constituição da República Portuguesa (1997) Despacho 7520/98 Decretos-Lei 3 e 21/2008 EREBAS Reconhecimento e valorização da LGP Implementação da Educação Bilingue para os Surdos Políticas de educação inclusiva e Legislação
  9. 9. Perspetiva Socioantropológica surdez enquanto realidade biopsicossocial e cultural Perspetiva Clínica surdez enquanto patologia enfatiza a deficiência e conceptualiza-a como um “erro da natureza” Conceitos-chave - reabilitação - desmutização - normalização - oralização Conceitos-chave - minoria linguística - identidade - cultura - comunidade - história e arte - pedagogia visual - acessibilidade informacional e educativa - acessibilidade de bens sociais .Perspetivas sobre a Surdez a surdez como diferença a partir do seu reconhecimento, linguístico, cultural e político
  10. 10. Língua Gestual Portuguesa LGP L1 Língua Portuguesa (escrita) LP L2 Competências e performance em duas línguas • acesso ao currículo comum assegurado em LGP • disciplina curricular de LGP • professores fluentes em LGP e intérpretes de LGP • pedagogia visual (pedagogia surda) • LP com programa e objetivos adequados ao ensino de L2 para surdos • interação com pares Surdos e com professores Surdos de LGP • ensino de uma modalidade de registo escrito da LGP .Surdez e Educação Bilingue
  11. 11. A escrita para o Surdo A leitura/escrita com base no código alfabético é apontada como sendo (…) natural e intuitiva ao ouvinte, mas artificial e arbitrária ao Surdo. (Capovilla, Raphael, 2006: 1504) A (…) decodificação grafofonêmica produz a forma fonológica das palavras com que o ouvinte pensa, fortalecendo sua fala interna, mas não a forma quirêmica dos sinais com que o Surdo pensa. (Capovilla, Raphael, 2006: 1504)
  12. 12. A escrita para o Surdo A (...) escrita da Língua de Sinais ocupa um “lugar” de marcador cultural, de tradução cultural surda, pois retrata a diferença e experiência de ser surdo no sentido mesmo de disseminador de uma cultura, que se alicerça em conceitos como diferença e experiência visual. (Zappe, 2010: 63) E é só com o emergir natural desta ortografia de consenso que os maiores benefícios de SignWriting poderão se revelar: a simplicidade de escrita e a eficácia comunicativa, e, com elas, a união dos surdos em torno de sua cultura e de sua língua, ao longo das gerações e em todo o território nacional, a edificação cumulativa de seu patrimônio cultural e o registo perene de sua história à medida que ela se faz a cada novo poema, conto, peça de teatro e livro que poderão ser, doravante, escritos em sinais. (Capovilla, Sutton & Wöhrmann, 2011: 210)
  13. 13. convergem para uma única língua  Língua Gestual • pensamento • comunicação • escrita O SignWriting é um sistema de escrita para as LG, criado por Valerie Sutton, em 1974, nos EUA, que permite escrever diretamente a partir da LG, sem recorrer à tradução para outra língua. O Sistema SignWriting
  14. 14. • adapta-se à escrita de qualquer língua gestual do mundo • regista a forma física e visível do signo gestual e não o seu significado • consiste num sistema de escrita visual direta e assente na forma visível dos gestos (não é um sistema de escrita semantográfica ou ideográfica) • uma pessoa que domine o SW será capaz de emitir o gesto que lhe corresponde • a escrita e a leitura ocorrem na direção vertical, no sentido de cima para baixo, com signos separados por um espaço em branco • é composto por, aproximadamente, 950 símbolos O Sistema SignWriting
  15. 15. • torna possível a explicitação de gestos em função de todos os parâmetros simatosêmicos, sem recorrer à imagem pictórica e ao português escrito, sendo tão flexível que pode ser escrito em qualquer perspetiva (Capovilla, Sutton & Wöhrmann, 2011) • reconhecido como um sistema de notação linguística para estudos científicos • usado em mais de 40 países do mundo (Brasil, França, Finlândia, EUA, Nicarágua, Tunísia...) • adotado no Brasil desde 1996, no âmbito da prática pedagógica com alunos surdos • no Brasil e EUA existem artigos científicos publicados em SW • em Portugal, o SW é estudado e lecionado em algumas instituições do Ensino Superior, mas não é ainda aplicado no âmbito do trabalho pedagógico com alunos Surdos até ao 12º ano O Sistema SignWriting
  16. 16. Sistema pioneiro de transcrição de gestos de Stokoe Parâmetros definidos por Stokoe (anos 60, século XX) • 19 símbolos DEZ (designator ou handshape) – Configuração • 12 símbolos TAB (tabula ou sign location) – Localização • 24 símbolos SIG (signator ou action) – Movimento Battison (1974) acrescentou novo parâmtero – Orientação Liddell & Johnson (1989) definiram mais um parâmetro – Expressão O Sistema SignWriting
  17. 17. O Sistema SignWriting Quiri Topos Ema Quiri Tropos Ema Quiri Form Ema Quiri Cines Ema Mascar Ema Ema Quiriformema Quiritoposema Quiritroposema Quiricinesema Mascarema De acordo com a taxonomia de Capovilla & Garcia (2011):
  18. 18. Como grafar um gesto em LGP Gesto correspondente à expressão “ainda não” SW Quiriformema (configuração da(s) mão(s)) Quiritoposema (localização da(s) mão(s)) Quiritroposema (orientação da(s) mão(s)) Quiricinesema (movimento da(s) mão(s)) Mascarema (Expressão facial/corporal) O Sistema SignWriting
  19. 19. SW Quiriformema Como grafar um gesto em LGP Gesto correspondente à expressão “ainda não” O Sistema SignWriting
  20. 20. SW Quiritoposema Como grafar um gesto em LGP Gesto correspondente à expressão “ainda não” O Sistema SignWriting
  21. 21. SW Quiritroposema Como grafar um gesto em LGP Gesto correspondente à expressão “ainda não” O Sistema SignWriting
  22. 22. SW Quiricinesema Como grafar um gesto em LGP Gesto correspondente à expressão “ainda não” O Sistema SignWriting
  23. 23. SW Mascarema Como grafar um gesto em LGP Gesto correspondente à expressão “ainda não” O Sistema SignWriting
  24. 24. Tarde Muitos Querer Frequentemente Amêndoa Intérprete Faísca de relâmpago Sociedade Exemplos de aplicação do SW à LGP O Sistema SignWriting
  25. 25. Desenho da pesquisa Abordagem Qualitativa Estudo Exploratório e Descritivo Análise Documental Entrevistas e Questionários Análise de Conteúdo
  26. 26. Passos efetuados ao longo da pesquisa 1. Análise documental, registo documental e elaboração de grafias exemplificativas em LGP. 2. Estudo exploratório: - definição dos procedimentos a observar - construção dos instrumentos a aplicar (guiões, consentimento informado, outros) - critérios de seleção, e captação dos sujeitos da investigação - realização de entrevistas (no Brasil) - realização de inquéritos (a sujeitos brasileiros) - transcrição das entrevistas - análise de conteúdo Desenho da pesquisa
  27. 27. Realização de: - 5 entrevistas semiestruturadas presenciais (Brasil) - 3 inquéritos por questionário, autoadministrados Sujeitos da investigação: - 5 professores surdos - 1 professor / intérprete de Libras ouvinte - 1 professor ouvinte - 1 intérprete de Libras Critérios de seleção - ter conhecimentos de SW e preferencialmente ser usuário - preferencialmente, aplicar o SW a nível profissional Entrevistas e Questionários Desenho da pesquisa
  28. 28. Desenho da pesquisa
  29. 29. • Visão Panorâmica • Espaço da Libras • Espaço do Sistema de Escrita SW • Espaço de atividade profissional • Espaço da Cidadania, Mediação e Redes Informais de Participação e Ajuda Guião de entrevistas constituído por Questões Orientadoras agrupadas em Dimensões / Categorias: Desenho da pesquisa
  30. 30. • Percurso escolar dos entrevistados surdos marcado pelo oralismo • Angústia e experiências marcantes, na comunicação interpessoal e no acesso ao conhecimento • Cultura e a construção identitária colocados em segundo plano devido à hegemonia de uma cultura e de uma língua que lhes foram impostas – a Cultura e a Língua Portuguesas Resultados
  31. 31. • Ensino assente em modelos ouvintistas • Insucesso nas aprendizagens • Medidas compensatórias de apoio suplementar, em salas especiais, não representaram mudança de paradigma educacional (o oralismo) • Acesso tardio à Libras (entre os quinze e os dezoito anos) Resultados
  32. 32. • Só conheceram o SW no ensino superior • Como profissionais adultos conduzem as suas atuações com alunos surdos para processos visuais e lúdicos • O SW é aplicado no trabalho com os alunos e referido como de fácil acesso, de apropriação rápida e indicado em idades precoce (cinco/seis anos) Resultados
  33. 33. • Sendo o Brasil um país de grandes dimensões, contrastes, assimetrias e diversidades, a disseminação do SW tem sido lento. Apesar disso, tem aumentado o número de escolas onde o SW está a ser implementado prevendo-se que se expanda mais. • Concluiu-se, através das opiniões recolhidas, e da análise dos resultados obtidos, que o SW é adequado às LG, favorecendo o desenvolvimento cognitivo e linguístico da criança surda, podendo auxiliar na aquisição do Português Escrito (PE), dado que antecipa a consciência da escrita da criança surda. Resultados
  34. 34. • O SW vai para além dos seus aspetos práticos, concorrendo para a herança cultural das LG, investindo-as de estatuto e dimensão nos planos cultural, social e histórico, e conferindo ao surdo uma maior autonomia e poder de decisão. • O presente estudo sugere que o sentimento de rejeição do aluno Surdo perante a escrita e o insucesso, poderão ser superados através da aplicação do SW. • O SW constitui uma ferramenta pedagógica capaz de permitir aceder ao registo da língua nativa, servindo também de suporte para a aprendizagem e aprimoramento do PE. Considerações Finais
  35. 35. Não temos todo o tempo do mundo para discutir. SignWriting é uma ferramenta e precisamos usá-la. Apenas o seu uso crescente na literatura infantil e de ficção, em livros escolares didáticos, em edições da Bíblia e de outros textos religiosos, em livros científicos e profissionais e na correspondência cotidiana de surdos é que pode dar vida à escrita de sinais e criar naturalmente uma ortografia convencional e bem aceita. Capovilla, Sutton, & Wöhrmann (2011: 210) Considerações Finais
  36. 36. Referências Bibliográficas BATTISON, Robbin. "Phonological Deletion in American Sign Language". Sign Language Studies 5, pp. 1-19, 1974 CAPOVILLA, Fernando C., & RAPHAEL, Walkiria D. (2001). Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira, 2ª Ed., Vol. II. São Paulo: EDUSP. CAPOVILLA, Fernando C., & RAPHAEL, Walkiria D. (2006). Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira, Vol. II. São Paulo: EDUSP. CAPOVILLA, Fernando. C., & GARCIA, Wanessa (2011). Visemas, quiremas, e bípedes implumes: Por uma revisão taxonómica da linguagem do surdo que substitua visemas por fanerolaliemas, e quiremas por simatosemas para forma de mão (quiriformemas), local de mão (quiritoposemas), movimento de mão (quiricinesema), e expressão facial (mascarema). In Fernando César Capovilla (Org.), Transtornos de Aprendizagem – 2, da análise laboratorial e reabilitação clínica para as políticas públicas de prevenção pela via da educação (pp. 82-91). São Paulo: Memnon. CAPOVILLA, Fernando. C., SUTTON, Valerie., & WÖHRMANN, Stefan (2011). Recursos metalinguísticos na educação bilíngue Libras-Português do surdo: Como ler-escrever a articulação visível dos sinais de Libras via SignWriting e a das palavras faladas do Português via SpeechWriting promovendo leitura orofacial e leitura-escrita alfabéticas. In Fernando César Capovilla (Org.), Transtornos de Aprendizagem – 2, da análise laboratorial e reabilitação clínica para as políticas públicas de prevenção pela via da educação (pp.206-285). São Paulo: Memnon. LIDDELL, S. K. & JOHNSON, R. E. (1989). American Sign Language : the phonological base. Sign Language Studies 64. 197–278 ZAPPE, Carla T. (2010). Escrita da Língua de Sinais em Comunidades do ORKUT: marcador cultural na Educação de Surdos. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), Brasil.

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