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Flexibilidade curricular: desafios pedagógicos colocados às bibliotecas

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Esta apresentação foi feita por Maria João Horta (Fundação Calouste Gulbenkian) no II Seminário das Bibliotecas de Santo Tirso que decorreu na BM de Santo Tirso no dia 27/09/2017.

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Flexibilidade curricular: desafios pedagógicos colocados às bibliotecas

  1. 1. O Perfildos Alunoseflexibilidade curricular: desafiospedagógicoscolocadosàsBibliotecasEscolares 27 de setembro de 2017 Santo Tirso Maria João Horta Fundação Calouste Gulbenkian
  2. 2. 1.Currículonuma sociedadeglobal - contexto - necessidadedemudança - algunsexemplos 2.Desafios - àEducaçãoeàsPolíticasEducativas - àsescolas,àsbibliotecas,aosprofessoreseàgestãocurricular 3.Notasfinais
  3. 3. 1. Currículonumasociedadeglobal - contexto - necessidadedemudança - algunsexemplos
  4. 4. Doze anos de Escolaridade obrigatória (aprovada pelo Parlamento em 10 de Julho de 2009; em 2015 terminaram os primeiros jovens essa escolaridade de 12 anos).
  5. 5. Modelo industrial (disciplinar, uniformizador, transferência do conhecimento, autoridade, hierarquia, dependência, quantidade, …) => Uma aprendizagem compartimentada que prepara para a produção em massa de mão de obra uniformizada e barata (ouvintes, seguidores, conservadores, imitadores, dependentes, …) Modelo social (multidisciplinar, diferenciador, construção do conhecimento, colaboração, autonomia, interdependência, qualidade, …) => Uma aprendizagem orgânica e social, encarada como transformativa e que prepara para um mundo global que destaca a diferença (concretizadores, líderes, inovadores, criadores, projetistas, autónomos, …) Modelo industrial Modelo social
  6. 6. “Num mundo em acelerada mutação, como deve a escola formar jovens que são diferentes das gerações anteriores e de quem se exigirá também algo de diferente?” Jornal Expresso: Bernardo Mendonça e Isabel Leiria, dia 8 de abril de 2017
  7. 7. Zygmunt Bauman: “Liquid Times” Constantly changing conditions Uncertain future Collapse of long-term thinking Focus on short-term goals Focus on individual responsibility Risk is to stand still. Uma reflexão profunda sobre a insegurança, sobretudo nas grandes cidades. Terrorismo, desemprego, solidão - fenómenos típicos de uma era na qual, para Bauman, a exclusão e a desintegração da solidariedade expõem o homem aos seus temores mais graves.
  8. 8. Thomas Friedman: “O Mundo é plano” O livro analisa o progresso da globalização com particular ênfase para o princípio do Secúlo XXI. O autor acredita que o Mundo é plano no sentido em que os campos de competição entre os países desenvolvidos e os países em via de desenvolvimento estão a ficar nivelados (apontando os exemplos da China e da Índia).
  9. 9. Competências não cognitivas (“soft skills”)  capacidade de autoregulação, empatia, persistência, curiosidade, autoconfiança e autoestima, abertura a novas experiências, tolerância à incerteza, capacidade para gerir o insucesso. (1.ª edição de 2012)
  10. 10. OCDE Currículo2030
  11. 11. Fórum Económico Mundial
  12. 12. Currículo Austrália
  13. 13. Currículo Finlândia
  14. 14. Currículo Singapura
  15. 15. 2. Desafios - àEducaçãoeàspolíticaseducativas - àsescolas,àsbibliotecas,aosprofessoreseàgestãocurricular
  16. 16. Perfil dos Alunos Flexibilização do currículo Definição das aprendizagens essenciais
  17. 17. Áreas de Competências (revistas)
  18. 18. Implicações práticas (1/2) • Abordar os conteúdos de cada área do saber associando-os a situações e problemas presentes no quotidiano da vida do aluno ou presentes no meio sociocultural e geográfico em que se insere, recorrendo a materiais e recursos diversificados; • Organizar o ensino prevendo a experimentação de técnicas, instrumentos e formas de trabalho diversificados, promovendo intencionalmente, na sala de aula ou fora dela, atividades de observação, questionamento da realidade e integração de saberes; • Organizar e desenvolver atividades cooperativas de aprendizagem, orientadas para a integração e troca de saberes, a tomada de consciência de si, dos outros e do meio e a realização de projetos intra ou extraescolares;
  19. 19. Implicações práticas (2/2) • Organizar o ensino prevendo a utilização crítica de fontes de informação diversas e das tecnologias da informação e comunicação; • Promover de modo sistemático e intencional, na sala de aula e fora dela, atividades que permitam ao aluno fazer escolhas, confrontar pontos de vista, resolver problemas e tomar decisões com base em valores; • Criar na escola espaços e tempos para que os alunos intervenham livre e responsavelmente; • Valorizar, na avaliação das aprendizagens do aluno, o trabalho de livre iniciativa, incentivando a intervenção positiva no meio escolar e na comunidade.
  20. 20. Implicações práticas Mudança nas práticas pedagógicas Práticas pedagógicas inovadoras:  aquelas que são desenvolvidas em contexto educativo por professores que buscam formas diferenciadas de melhorar e aperfeiçoar continuamente as suas metodologias de ensino e que pressupõe como referência um ensino centrado no aluno.  exigem competência e confiança dos professores, “fatores decisivos na implementação da inovação nas práticas educativas” (Peralta e Costa, 2007, p. 78).
  21. 21. Práticas pedagógicas O professor dá suporte a aprendizagens mais profundas através de estratégias e atividades diversificadas: trabalho de grupo e trabalho de pares, colaboração entre pares e aprendizagem por descoberta (tendo, p.e. como ponto de partida situações do quotidiano ou desafios), trabalho de projeto, etc...
  22. 22. Práticas pedagógicas A Biblioteca como espaço de acesso ao conhecimento e como hub criativo Piso digital FabLabs O professor e os alunos utilizam recursos diversificados, nomeadamente, as tecnologias de informação e comunicação para utilizações contextualizadas de promoção das literacias digitais Resolução de problemas complexos, criatividade e pensamento crítico... No âmbito de projetos desenvolvidos na Biblioteca e articulados com o Projeto Educativo e os projetos curriculares.
  23. 23. Práticas pedagógicas O professor Bibliotecário como agente de mudança ativo e participativo nos processos de mudança
  24. 24. Práticas pedagógicas Acabar com a compartimentação de saberes; Abrir a sala de aula, fisicamente e digitalmente; Envolver os alunos nas tomadas de decisão. http://www.oecd.org/edu/school/education-2030.htm
  25. 25. 3. Notasfinais
  26. 26. Que sustentação paraainovação pedagógica? Sistema Educativo: um ecossistema social, resistente à mudança onde os diversos atores (currículo, professores, sindicatos, editoras, pais e encarregados de educação, …avaliação, políticas, manuais, ….) se reforçam mutuamente em configurações estáveis, altamente resistentes à mudança. A inércia do sistema tende a diluir as inovações.
  27. 27. «Limitaraeducaçãoàtransmissãodeconhecimento académicoécorreroriscodeestupidificarosalunos,reduzindo- osàcompetiçãocomoscomputadores,aoinvésdefocarem característicashumanasfundamentaisquepermitemquea educaçãofiqueàfrentedosprogressostecnológicosesociais. Pensarsobreaverdade,domíniodoconhecimentohumanoe daaprendizagem;sobreobelo,domíniodacriatividade,da estéticaedodesign;sobreobem,domíniodaética;ojusto, domíniodavidapolíticaecívica;osustentável,domínioda saúdedanaturezaefísica.Sãoapenasalgunsexemplos.(…)é precisoreorganizaraaprendizagem,com“ousadia”.» Diretor do Departamento da Educação da OCDE, Andreas Schleicher, 2017
  28. 28. obrigada Maria João Horta maria.joao.horta@dge.mec.pt

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