As janelas da alma

887 views

Published on

apresentação feita por sergio condé
paz
www.fontedoser.com.br

Published in: Spiritual
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
887
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
4
Actions
Shares
0
Downloads
3
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

As janelas da alma

  1. 1. Através das Janelas da AlmaAtravés das Janelas da Alma Texto e montagem:Texto e montagem: Sergio CondéSergio Condé sergioconde@uaivip.com.brsergioconde@uaivip.com.br
  2. 2. Quando olhamos um cachorro nos olhos, veremos que ele logo desviará o olhar. Animais, apesar de inocentes, não suportam encarar um ser humano. Um encontro através dos olhos, não é um canal de comunicação possível para eles!
  3. 3. O mesmo não acontece com uma tenra criancinha, ela nos fita comO mesmo não acontece com uma tenra criancinha, ela nos fita com pureza e nem se preocupa em estar sendo olhada.pureza e nem se preocupa em estar sendo olhada. Uma imagem de si mesma, diferente do seu ser real,Uma imagem de si mesma, diferente do seu ser real, ainda não foi construída.ainda não foi construída. Nela impera uma inocência totalmente aberta à comunicação!Nela impera uma inocência totalmente aberta à comunicação! Uma comunhão sem palavras que ainda não divide a unidade.Uma comunhão sem palavras que ainda não divide a unidade.
  4. 4. Uma pessoa queUma pessoa que desvia o olhardesvia o olhar quando équando é encarada, protegeencarada, protege assim suaassim sua intimidade,intimidade, Traz o seu passadoTraz o seu passado ao presente, suaao presente, sua infância recordadainfância recordada onde olhares nãoonde olhares não acolhiam a suaacolhiam a sua inocência.inocência. O olhar do passadoO olhar do passado traz a dura marcatraz a dura marca do julgamento.do julgamento. Um olhar filtrado porUm olhar filtrado por tais memórias não setais memórias não se abre para o amor,abre para o amor, pois ainda teme opois ainda teme o desamor.desamor.
  5. 5. Imagine uma criança sendo olhada sempre com amor, afirmada em seus movimentos em direção a descobrir o ambiente que a envolve confiante de que é tanto amada quanto amorosa, desenvolvendo sua auto estima sem arrogâncias. Imagine seu olhar puro encontrando os olhos de seus pares, abertos para comungar confiança.
  6. 6. Uma infância assimUma infância assim abençoada, não teria deabençoada, não teria de desenvolver uma autodesenvolver uma auto imagem falsa, nem umaimagem falsa, nem uma atitude adaptada, um sorrisoatitude adaptada, um sorriso forçado, uma respostaforçado, uma resposta pensada para serpensada para ser recompensada.recompensada. Nenhum esforço seria feitoNenhum esforço seria feito para agradar outros, pelopara agradar outros, pelo preço da própria verdadepreço da própria verdade engolida ou de seusengolida ou de seus sentimentos íntimos traídos.sentimentos íntimos traídos. Alguém assim teria acessoAlguém assim teria acesso ao seu ser real.ao seu ser real. Seu livre arbítrio, seria livreSeu livre arbítrio, seria livre dos julgamentos alheios.dos julgamentos alheios.
  7. 7. Aceitação ou rejeição,Aceitação ou rejeição, antipatias ou simpatias,antipatias ou simpatias, não seriam um foco denão seriam um foco de possíveis conflitos.possíveis conflitos. Ser fiel a si mesmo seria aSer fiel a si mesmo seria a sua fonte de referenciasua fonte de referencia para ser.para ser. Seu movimento emSeu movimento em direção à vida seriadireção à vida seria simples e despretensioso.simples e despretensioso. Quem pretende ser,Quem pretende ser, perde sua pureza, suaperde sua pureza, sua simplicidade.simplicidade.
  8. 8. O pretencioso tem seu olhar desviado de si mesmo, pois busca uma imagem ideal e irreal. Seu olhar é desviado quando encontra outros, teme que adivinhem o que pretende. Ele mesmo, ainda julga a si mesmo da mesma forma que foi julgado em sua infância. Sua parte negada é exigida a se tornar outra e assim se arroga se tornar algo mais ou algo menos... condenada a simular e se confundir: Ou com a imagem e semelhança dos ideais dos pais, ou com suas antigas estratégias na busca do amor que não teve. A pretensão pode levar a querer se ver como “mais que humano” ostentando sua grandiosidade em defesa contra a humilhação, ou como “menos que humano” num pedido carente de piedade confundida com amor, ostentando para isso sua pequenez, sua especialíssima habilidade para sofrer. A humildade pode ser um antivírus para a pretensão do ego: Restitui a condição de igualdade para ser, nem mais nem menos, simplesmente humano.
  9. 9. Quando olhares se encontram e, por alguns segundos além do usual, não se desviam, muitas vezes existe um desconforto, uma sensação de invasão, uma antipatia.
  10. 10. Ou é a pessoa ”mais que humana” que se esconde atrás de um olhar crítico que se distancia...
  11. 11. ...ou é a pessoa “menos que humana“ que timidamente foge...ou é a pessoa “menos que humana“ que timidamente foge desviando o olhar, colocando alhures sua atençãodesviando o olhar, colocando alhures sua atenção..
  12. 12. Se não existir um real encontro, Ainda resta buscar a normose das formas banais: - Olá como vai, tudo bem? - Tudo bem e você... e fala-se sobre o tempo, as novidades na aparência dos corpos, sobre um terceiro não presente, enfim: Conversa jogada fora.
  13. 13. Mas o encontro de olhos que decidem não se desviar pode ser imensamente profundo e intenso: Alguém pode até derramar lágrimas ao ver uma tristeza escondida no outro que revelará a sua própria.
  14. 14. Pode até reconhecer uma alma antiga, descortinada para além destas nossas curtas vidas, destes nossos egos e corpos atuais.
  15. 15. Os olhos são a janela da alma.Os olhos são a janela da alma. Podem tanto ver quanto refletir a luz divina que existe no fundo dePodem tanto ver quanto refletir a luz divina que existe no fundo de todo ser humano.todo ser humano. Se alguém puder ver isto nos olhos de um irmão, poderá acreditarSe alguém puder ver isto nos olhos de um irmão, poderá acreditar na realidade de sua própria essência luminosa, feita à imagem ena realidade de sua própria essência luminosa, feita à imagem e semelhança do Mistério.semelhança do Mistério. Existe desde sempre no olhar humano um convite para olharmosExiste desde sempre no olhar humano um convite para olharmos juntos para este Mistério.juntos para este Mistério. Se o convite é aceito, seremos todos elevados.Se o convite é aceito, seremos todos elevados.
  16. 16. Mas qual é o segredo para a aceitação plena deste eterno convite?
  17. 17. A porta é a indefensividade, a confiança mútua.
  18. 18. Cada um que carregou sua solidão até a ponte do olhar, pode escolher abrir-se humildemente para a entrada do Terceiro Convidado, o Espírito Santo.
  19. 19. O espelho do olhar pode então refletir a plenitude de uma luz que nos une na Visão do Mistério, muito além dos nossos olhos mortais.
  20. 20. Mais um Natal, mais um ano terminando com os habituais bons desejosMais um Natal, mais um ano terminando com os habituais bons desejos que todos compartilhamos, todo santo fim de ano.que todos compartilhamos, todo santo fim de ano. Se é que estamos sujeitos ao tempo,Se é que estamos sujeitos ao tempo, seus padrões cíclicos de repetições.seus padrões cíclicos de repetições. Se é que, inexoravelmente obedecemos ao feitiço do tempo,Se é que, inexoravelmente obedecemos ao feitiço do tempo, que nos faz trazer nosso passado para ocupar o lugar do presenteque nos faz trazer nosso passado para ocupar o lugar do presente e nos faz projetar, sempre os mesmos, no futuro...e nos faz projetar, sempre os mesmos, no futuro... O que eu desejo compartilhar com vocês agora é:O que eu desejo compartilhar com vocês agora é: Que todos possamos estar aptos a trancenderQue todos possamos estar aptos a trancender o feitiço do tempo!o feitiço do tempo! Quando?Quando? Que talQue tal agoraagora? Que tal? Que tal sempresempre? Que tal? Que tal eternamenteeternamente?? Onde?Onde? Na tal Paz agora,Na tal Paz agora, Na tal Luz sempre,Na tal Luz sempre, Na tal eterna Presença do Amor.Na tal eterna Presença do Amor. Sergio CondéSergio Condé

×