Tecnologias Socioambientais para Agricultura Familiar

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Apresentação sobre Tecnologias Sociais no XXXII Congresso de Jovens Lavradores do Vale do Canindé.

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Tecnologias Socioambientais para Agricultura Familiar

  1. 1. INTRODUÇÃO • Na agricultura é possível identificar a existência de diversos tipos de produtores, que se diferenciam por suas condições socioeconômicas, por suas tomadas de decisão e pela maneira que empregam suas práticas agrícolas. • Tradicionalmente, quando se fala de agricultura no Brasil, o foco é o agronegócio voltado para exportação, que usa pacotes tecnológicos de multinacionais. No entanto, o último censo agropecuário, realizado em 2010, aponta que as pequenas propriedades têm uma significativa colaboração na produção total de alimentos e emprega a grande maioria dos trabalhadores rurais.
  2. 2. INTRODUÇÃO •Uma das grandes contradições que vivemos em nosso país é o fato de sermos um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo e, ao mesmo tempo, ainda não termos solucionado o problema da fome.
  3. 3. INTRODUÇÃO • Este quadro se explica historicamente por uma ênfase econômica na monocultura exportadora, por um lado, e pela exclusão sistêmica de parcelas importantes de nossa população, por exemplo os agricultores familiares, por outro. • No entanto, muitos defendem a importância da Agricultura Familiar no contexto agropecuário brasileiro, atribuindo-lhe papel importantíssimo e fundamental na produção de alimentos, na geração de emprego e renda, segurança alimentar, preservação ambiental e consequentemente no desenvolvimento socioeconômico do país.
  4. 4. AGRICULTURA FAMILIAR •Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Art. 3o Para os efeitos desta Lei, considera-se agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que pratica atividades no meio rural, atendendo, simultaneamente, aos seguintes requisitos: I - não detenha, a qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais; II - utilize predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; III - tenha percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento, na forma definida pelo Poder Executivo; (Redação dada pela Lei nº 12.512, de 2011) IV - dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.
  5. 5. AGRICULTURA FAMILIAR A agricultura familiar e a nordestina em particular - sofrem de forma mais acentuada a restrição ocasionada pela qualidade dos recursos naturais disponíveis a água, principalmente, e o acesso a terra. A maioria dos produtores familiares do Semiárido explora estabelecimentos rurais com área inferior a 5 e 20 hectares (81%). Estes produtores têm sofrido ao longo dos anos um processo de redução nas suas rendas, boa parcela deste processo de empobrecimento pode ser explicada pela pouca oferta e pela baixa qualidade dos serviços públicos voltados para os mesmos, os quais poderiam viabilizar a inclusão socioeconômica destes agricultores (IBGE, Censo Agropecuário 1996).
  6. 6. As palavras técnica e tecnologia possuem sua raiz no TECNOLOGIA ??? verbo grego tictein, que significa criar, produzir. Os gregos utilizavam a palavra téchne para designar o conhecimento prático que visava a um fim concreto e, combinada com logos (palavra, fala), diferenciava um "simples fazer" de um "raciocínio".
  7. 7. TECNOLOGIAS SOCIAIS Considera-se TECNOLOGIA SOCIAL todo produto, método, processo ou técnicas criadas para solucionar algum tipo de problema social e que atendam aos quesitos de simplicidade, baixo custo, fácil aplicabilidade e impacto social comprovado, ou seja, um conjunto de técnicas de produção que utiliza de maneira ótima os recursos disponíveis de certa sociedade maximizando, assim, seu bem-estar” (DAGNINO, 1976).
  8. 8. TECNOLOGIAS SOCIAIS Introduzidas por Gandhi entre 1924 e 1927 como forma de lutar contra as injustiças sociais. Sua frase era “Produção pelas massas, não produção em massa”.
  9. 9. TECNOLOGIAS SOCIAIS • Gandhi introduziu as Tecnologias Alternativas visando a popularização da fiação manual e sendo reconhecida como o primeiro equipamento tecnologicamente apropriado como forma de lutar contra a injustiça social e o sistema de castas da Índia.
  10. 10. TECNOLOGIAS SOCIAIS “Uma tecnologia social sempre nasce da mistura do saber popular com os estudos da ciência, oferece solução simples e barata para a população e pode ser difundida para outros lugares, sempre respeitando a realidade do local que a recebe”. Falar em tecnologias sociais é abordar processos que, ao mesmo tempo, se inserem na mais moderna agenda do conhecimento e na mais antiga das intenções – a superação da pobreza.
  11. 11. TECNOLOGIAS SOCIAIS • Toda relação do homem com a natureza é portadora e produtora de técnicas que se foram enriquecendo, diversificando e avolumando ao longo do tempo… As técnicas oferecem respostas à vontade de evolução dos homens e, definidas pelas possibilidades que criam, são a marca de cada período da história. (Santos, 2000, p. 62-63).
  12. 12. TECNOLOGIAS SOCIAIS Temos, hoje, um conjunto de experiências para um desenvolvimento alternativo, integral e solidário, com base em uma ética que inclua a responsabilidade e que supere a lógica utilitarista e individualista do lucro acima do ser humano, do econômico em detrimento ao social, cultural e ambiental. São iniciativas espalhadas por esse Brasil afora que se voltam para as necessidades de grupos, comunidades e territórios, que valorizam o saber popular e o integram ao conhecimento acadêmico. Os exemplos de tecnologias sociais são variados e em diferentes áreas, como: comercialização e economia solidária; reservatórios para armazenamento de água de chuva para a produção de alimentos e consumo humano; agroecologia; saneamento; energia; meio ambiente; sementes crioulas; segurança alimentar e nutriconal; moradia popular; educação; saúde; plantas medicinais; inclusão digital; arte; cultura; lazer; geração de trabalho e renda; microcrédito; promoção de igualdade em relação à raça, gênero, comunidades tradicionais e pessoas com deficiência; comunicação popular e comunitária; entre outras.
  13. 13. TECNOLOGIAS SOCIAIS Muitos conhecem, mas poucos sabem o que são tecnologias sociais (TS). Elas estão espalhadas por todo lugar, mas, por serem extremamente simples, nem sempre o status de tecnologia lhes é facilmente conferido.  Estão relativamente disseminadas, em várias áreas (há tecnologias para a saúde, a educação, o meio ambiente, a agricultura etc.), e chegam a pessoas de norte a sul do país. Todavia, espalhadas como estão, vivem isoladas umas das outras e representam soluções parciais. Não se integram a ponto de representar uma solução conjunta para políticas sustentáveis (LASSANCE JR. et al., 2004). Existem algumas tão geniais, tão inovadoras, tão simples e tão baratas que provocam uma reação imediata em qualquer pessoa: a de se perguntar por que não se pensou nisso antes.
  14. 14. TECNOLOGIAS SOCIAIS PRÉ-REQUISITOS: • Inovação: é o grau de novidade intrínseco à tecnologia social, aquilo em que ela inova e faz a diferença frente às outras iniciativas com objetivos similares. • Nível de Envolvimento da Comunidade: trata do protagonismo da comunidade no desenvolvimento ou na apropriação da tecnologia. • Transformações Sociais: é o resultado concreto, em termos quantitativos e qualitativos, das transformações sociais instauradas pelas ações desenvolvidas. É expresso por melhorias significativas e consistentes nas condições de vida das pessoas e das comunidades. • Potencial de reaplicabilidade: capacidade latente de reaplicar um modelo de intervenção social, de maneira global, em outros ambientes ou junto a outros segmentos sociais, sem perda relevante nos seus níveis de eficácia, eficiência e efetividade. Quanto maior a amplitude do público beneficiário, maior o potencial de reaplicabilidade.
  15. 15. EXEMPLOS DE “TS” A agricultura familiar está inserida em uma complexa rede de relações sociais, o que possibilita aos agricultores fornecer informações fundamentais na elaboração de estratégias de desenvolvimento. Por isso, as tecnologias sociais têm grande potencial para que ocorra uma sinergia entre produtor rural e conhecimento. Desta feita a seguir cita-se exemplos de Tecnologias Socioambientais para Agricultores Familiares Região do Vale do Canindé.
  16. 16. EXEMPLOS DE “TS” USO DA ENERGIA SOLAR
  17. 17. EXEMPLOS DE “TS” Secador Solar para Desidratação de Frutas  O uso da energia solar em substituição à energia elétrica no processo de desidratação das frutas em empreendimentos agroindustriais pode ter consequências favoráveis, tanto em termos econômicos e ambientais quanto de inclusão social, pois permite maior participação de pequenos produtores no processamento industrial de frutas (SILVA, 2010).
  18. 18. EXEMPLOS DE “TS” Secador Solar para Desidratação de Frutas  O secador consta de uma câmara de vidro, cantoneiras e chapas de alumínio para desidratação de frutas;  As vantagens da desidratação observadas foram praticidade, baixos custos e redução de volume no transporte, bem como o aumento na vida útil e vantagens no armazenamento do produto, mantendo o alimento natural e saudável.
  19. 19. EXEMPLOS DE “TS” Desinfecção Solar de Água A Organização Mundial da Saúde recomenda que as garrafas com água sejam expostas ao sol por um período de 6 horas a sol pleno;  A utilização das garrafas transparente e preta permite eficiência de 100%, ambas com tempo de exposição solar de 5 horas;
  20. 20. •EXEMPLOS DE “TS” INTEGRAÇÃO HOMEM-SOLO-ÁGUA
  21. 21. BARRAGINHAS EXEMPLOS DE “TS” Consiste na construção de mini-barramentos de forma a recuperar áreas degradadas pelo escorrimento das águas de chuvas sobre solos compactados (enxurradas), formando pequenos açudes que captam a água da chuva e a mantém represada Com o barramento da água, ocorre o umedecimento da área e aumento do nível do lençol freático, o que favorece o desenvolvimento da agricultura, dando condições para o plantio de hortas, pomares, canaviais, bosques, assim como a criação de pequenos animais. Além disso, possibilita a diminuição de danos ambientais, principalmente erosão e assoreamento, ao evitar enxurradas. Barragem Subterrânea
  22. 22. EXEMPLO DE GILBUÉS-PIAUÍ
  23. 23. EXEMPLOS DE “TS” ÁGUA É VIDA •O projeto Água é Vida é uma tecnologia social desenvolvida pela Associação da Juventude Defensora da Natureza de Matelândia–Adenam, com a finalidade de recuperar as nascentes de água assoreadas ou degradadas localizadas nas propriedades de pequenos produtores rurais. •O método consiste em limpar o entorno da nascente manualmente, colocando pedras e, em seguida, instalando canos. A cabeceira é vedada com uma mistura feita com solo, cimento e água. As pedras têm o objetivo de filtrar a água. A tecnologia ainda viabiliza o aumento dos ganhos através de atividades típicas da agricultura família. Valor estimado para a implementação da tecnologia: R$ 1.000,00 VÍDEO
  24. 24. EXEMPLOS DE “TS” Gestão Doméstica de Recursos Hídricos A tecnologia social proposta implica na implantação de sistema de captação e armazenamento de água de chuva, de fossa ecológica (bacia evapotranspiradora) para tratamento de água negra (esgoto) e de um sistema ecológico (círculo de bananeira) para tratamento de água cinza (servida por pias, chuveiros e etc.). Por ser apropriada, a tecnologia proposta não necessita de mão de obra especializada, requerendo apenas materiais com baixo custo relativo e de fácil acesso no mercado, além de reaproveitar materiais reciclados de diferentes origens. O impacto ambiental da tecnologia mais sensível é justamente transformar o que seriam problemas soluções, na forma de recursos. O uso da água da chuva garante o abastecimento familiar mínimo períodos de seca e diminui a pressão sobre os recursos hídricos locais. A contaminação do solo sumidouros e fossas sépticas é totalmente eliminada. Os sistemas de tratamento, além desempenharem função ecológica, atuam como ambientes produtivos. em em por de
  25. 25. EXEMPLOS DE “TS” Bambu Inclusão Sustentável Utilização do bambu como matéria-prima para o desenvolvimento de produtos artesanais. Melhoria das condições sustentabilidade. de renda e inclusão social, empregabilidade e O cultivo do bambu pode ser realizado em diversos tipos de solo e em desnível. O plantio nessas áreas possibilitará a contenção da erosão e a preservação dos recursos hídricos dessas áreas, tanto na prevenção do assoreamento dos cursos d’água quanto dos aquíferos, por permitir um elevado coeficiente de infiltração das águas das chuvas. Documentário Sisal
  26. 26. Banco Comunitário de Sementes Crioulas •O Banco Comunitário de Sementes Crioulas é uma tecnologia social que promove a sustentabilidade da agricultura familiar por meio do fortalecimento do intercâmbio de variedades crioulas e as respectivas informações sobre o seu cultivo e usos entre as famílias de agricultores e agricultoras. •Com a agricultura moderna, criou-se uma relação de dependência entre sementes melhoradas, adubos e defensivos químicos. Um pacote tecnológico caro e viável somente quando aplicado em extensas áreas. Insumos e custos que não se sustentam no contexto da agricultura familiar, forçada a adquirir sementes híbridas, muitas vezes as únicas disponíveis no mercado. •Promover a sustentabilidade da agricultura familiar através do fortalecimento do intercâmbio de variedades tradicionais e as respectivas informações sobre o seu cultivo e usos, entre as famílias de agricultores e agricultoras.
  27. 27. Bioconstrução para Agricultura Familiar Uso de tecnologias sustentáveis na construção de moradias eficientes do ponto de vista ecológico, econômico e social para agricultores familiares de baixa renda, visando a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. A bioconstrução apresenta uma maior eficiência econômica com um reduzido impacto ambiental e promove a igualdade social pela valorização da cultura e do bem-estar familiar pela valorização do clima local na concepção dos projetos. Problema Solucionado: Redução do déficit habitacional no meio rural por meio de soluções sustentáveis; - Ampliação do acesso a moradias com qualidade ambiental e baixo custo financeiro; - Redução do impacto ambiental das obras; Uso de materiais locais com baixa energia incorporada (madeira, terra, pedra, fibras vegetais); Construção de moradias com eficiência energética, com redução do uso de energia para conforto térmico e luminosidade; - Redução do uso da energia elétrica pelo uso do aquecimento solar de baixo custo para água de banho
  28. 28. EXEMPLOS DE “TS” •PAIS – Produção Agroecológica Integrada e Sustentável  Agroecológica – dispensa uso de ações que causam danos ao meio ambiente;  Integrada – alia criação de animais com produção vegetal, utilizando insumos da propriedade em todo o processo;  Sustentável – preserva a qualidade do solo e das fontes de água, incentiva o associativismo e aponta novos canais de comercialização.
  29. 29. EXEMPLOS DE “TS” Fossa Séptica Biodigestora O projeto visa o tratamento dos dejetos humanos por meio do processo de biodigestão, afim de evitar a contaminação do solo e, ainda, produzir adubo orgânico de qualidade (biofertilizante) e Biogás; A tecnologia consiste no desvio da tubulação do vaso sanitário para três caixas coletoras, enterradas para propiciar o isolamento térmico.
  30. 30. Aliança Social (AS) Metodologia socioeducativa aplicada em várias localidades, inovadora e em constante renovação. Mobiliza a comunidade utilizando a cultura como catalisador de projetos sociais. Visa soluções socioeconômicas, culturais e ambientais, utilizando pedagogias participativas, de ampla difusão e replicável. Esta ação busca tirar as pessoas da situação conformista, fazendo-as acreditar na possibilidade de mudança e proporcionando a identificação dos fatores que as influenciam e que as fazem permanecer sem expectativas de desenvolvimento Problemas Solucionados: •Aumento da vulnerabilidade social, analfabetismo político, individualidade, desconfiança, falta de cooperação, falta de identidade coletiva, e da inoperância das associações; Baixa autoestima, impossibilidade de qualificação profissional, histórico de estudos precários e reduzidas experiências profissionais Documentário
  31. 31. Aprender Fazendo: Formação de Multiplicadores Comunitários •A tecnologia consiste em uma metodologia para formação de multiplicadores em comunidades de baixa renda junto a serviços e produtos gerados pela Embrapa Amazônia Oriental e parceiros em um sistema produtivo e organizacional. •Estimular a busca pelo conhecimento e a adoção de atitudes e práticas conscientes e cidadãs a partir da formação de multiplicadores comunitários a fim de colaborar com a inclusão social, a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. •Como solução dos problemas foi construída uma agenda de capacitações para formação de multiplicadores comunitários de acordo com as necessidades levantadas nas comunidades. Os multiplicadores atuam como consultores e capacitam outros moradores a partir de uma linguagem de fácil entendimento.
  32. 32. •Assentamentos Rurais Sustentáveis •Conhecimentos técnicos para a sustentabilidade. complexos e biodiversos, social de conhecimento assentamento rural. e científicos em agroecologia suficientes para provocar processos de transição O principal objetivo da ação é promover o estabelecimento de sistemas com objetivos econômicos e ambientais associados. Construção e apropriação agroecológico para a transição para a sustentabilidade em realidades de •De modo geral, os assentamentos carecem de uma base técnica mais sólida em agricultura sustentável, em parte pela perda dos conhecimentos tradicionais ancestrais, especialmente nas camadas mais jovens, em parte pela adesão parcial ao modelo agrícola da modernização. •A solução em desenvolvimento para o avanço dos sistemas agroecológicos em assentamentos rurais inclui forte interação com as comunidades na aplicação de um conjunto de processos técnicos e pedagógicos. A tecnologia social proposta se define como um conjunto de princípios e métodos de construção da sustentabilidade dos assentamentos rurais, estreitamente vinculado a aplicações locais na forma de unidades referenciais de conhecimento agroecológico.
  33. 33. Bancos de Sementes Comunitários Resgate, multiplicação e preservação de variedades de sementes locais que estavam desaparecendo com a erosão genética. É uma TS que busca dinamizar o processo produtivo dos agricultores(as) por meio do estoque coletivo de sementes e grãos, através de bancos de sementes comunitários. Fortalecimento da agricultura familiar através do resgate, multiplicação e preservação das sementes locais. Problema Solucionado: Os agricultores da região semiárida, ao longo dos anos, sofreram um perigoso processo de erosão genética, sobretudo no que se refere às sementes agrícolas. As formas tradicionais e típicas de entrada de sementes na região não eram baseadas no âmbito local. Isso ocasionou um cenário de dependência em relação às sementes externas, que na sua grande maioria são inadequadas à realidade climática do semiárido.
  34. 34. EXEMPLOS DE “TS” Cisterna de Placas Pré-Moldadas  Consiste na construção de estrutura para captação e armazenamento da água da chuva, por meio de calhas instaladas nas casas, ligadas à cisterna de placas;  De construção simples e tradicional, a cisterna oferece água limpa e fácil de ser tratada;  O custo aproximado dessa instalação varia em torno de R$ 1.400,00 e ela pode ser construída em sistema de consórcio ou mutirão.
  35. 35. EXEMPLOS DE “TS” Minifábrica de Castanha-de-Caju Promove o aperfeiçoamento da produção e o melhor aproveitamento das castanhas;  Os pequenos produtores rurais estarão participando de toda a cadeia produtiva, não só na produção, mas também no beneficiamento, na seleção, na comercialização e na exportação das castanhas de caju.
  36. 36. TECNOLOGIAS SOCIOAMBIETAIS •A agricultura familiar está inserida em uma complexa rede de relações sociais, o que possibilita aos agricultores fornecer informações fundamentais na elaboração de estratégias de desenvolvimento. Por isso, as tecnologias sociais têm grande potencial para que ocorra uma sinergia entre produtor rural e conhecimento.
  37. 37. CONSIDERAÇÕES FINAIS “O que precisamos para a agricultura familiar são políticas públicas, maior interação entre a sociedade e pequenos agricultores, investimento no desenvolvimento científico e tecnológico para geração de tecnologias sociais e meios alternativos para uma produção que seja, ao mesmo tempo, saudável e preserve nossa diversidade”
  38. 38. FINALISTAS
  39. 39. "Deus dá o talento, e o trabalho transforma o talento em genialidade". (Ana Pavlova) Eng. Agrônomo: Sebastião Nascimento E-mail: spnascimento@ifpi.edu.br

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