PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA                                    CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO                                SE...
I – INTRODUÇÃOO presente trabalho de auditoria investigativa foi realizado em cumprimento às Portarias nº1.322, de 06/07/2...
processos disciplinares, cujos prazos obedecem às regras legais, tendo em vista o direito aocontraditório e à ampla defesa...
aquaviário (hidrovias). Dessa forma, os elementos fundamentais anteriormente citados seriam osseguintes: a) necessidade da...
constatar facilmente a deficiência na programação, bastando relacionar alguns empreendimentosdo PAC, por exemplo, como os ...
É possível observar, a partir destes 12 empreendimentos listados, que os aditivos de valor sãofrequentes, principalmente n...
Gráfico 1: Distribuição percentual nos níveis de maturidade das organizações brasileiras.Fonte: Revista Mundo Project Mana...
d) Por fim, no que se refere à falta de recursos materiais, em especial os de Tecnologia daInformação – TI, por meio da So...
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Após a aprovação dos projetos, foi definido pela área técnica do DNIT que a obra seria divididaem três lotes, que compreen...
- Lote 1: R$ 297.200.695,82 (data base: setembro/2010)- Lote 2: R$ 128.823.583,82 (data base: setembro/2010)- Lote 3: R$ 4...
Entretanto, apesar do disposto nas referidas Instruções, o Edital contempla, nos três lotes, oremanejamento de serviços pú...
a) Aquisição de areia comercial em detrimento de sua exploração diretaO Projeto Básico prevê nos três lotes da obra a aqui...
Dados obtidos no DNPM (endereço eletrônico SIGMINE – http://sigmine.dnpm.gov.br) indicama existência de alguns areais não ...
Com a utilização de tais áreas observar-se-ia uma redução no valor da obra de R$ 7.176.622,60somente para o serviço de “Fo...
(serviços de drenagem, obras de arte especiais e correntes e pavimentação), o que geraria umaeconomia ainda maior ao contr...
Tabela I: Método BieniawskiComo se pode inferir da leitura da tabela, para as rochas de Classe I, II e III não há previsão...
Houve também falha na quantificação de pés-direitos das cambotas metálicas (elementosestruturais posicionados no rebaixo d...
m, no mínimo até 10 m abaixo da soleira do túnel, e sondagens geofísicas ao longo de todo otúnel ou nos mesmos trechos, de...
Observa-se, pela leitura do dispositivo, que o DNIT fixa o BDI em 15% somente para aquisiçãode material betuminoso.O Tribu...
Quadro XI: Custo do transporte de materiais betuminosos                                                                   ...
cotação com empresas especializadas e os preços obtidos foram inseridos em composiçãosimplificada, sem detalhamento de ins...
A CGU entende que essa regra exposta acima não pode ser aplicada indiscriminadamente, tendoem vista que em obras de duplic...
da Comissão e por outros dois Membros, engenheiros da Superintendência Regional no Estadodo Rio Grande do Sul, para anális...
Lote 03 (Lote 2.1 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-71...
- Código PNV: 116BRS3340 116BRS3350- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento:...
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  1. 1. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNOTIPO DE AUDITORIA : ESPECIALUNIDADE AUDITADA : DNIT e VALECCÓDIGOS : 393003 e 275075CIDADE : BRASILIARELATÓRIO Nº : 201112110UCI EXECUTORA : 170985 RELATÓRIO DE AUDITORIA Senhor Coordenador-Geral,Em atendimento à determinação contida na Ordem de Serviço nº 201112110, apresentamos osresultados dos exames realizados sob atos e consequentes fatos de gestão, ocorridos nasEntidades acima referidas, no período de 01/01/2005 a 25/08/2011.A estrutura deste Relatório é a seguinte:I – INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................................... 2 II – DESENVOLVIMENTO ...................................................................................................................................... 3  II.1 -  DA PRECARIEDADE ESTRUTURAL DO DNIT E DA VALEC ....................................................... 3  II.2 -  DNIT – FATOS CONSTANTES DA DENÚNCIA INICIAL ................................................................ 9  II.2.1 -  O CASO DA LICITAÇÃO DA BR-280/SC ...................................................................................... 9  II.2.2 -  O CASO DA LICITAÇÃO DA BR-116/RS .................................................................................... 23  II.3 -  DNIT – OUTROS FATOS DIVULGADOS NA MÍDIA ...................................................................... 33  II.3.1 -  CONTORNO DE VITÓRIA/ES ....................................................................................................... 34  II.3.2 -  CONFLITO DE INTERESSES – CONSTRUTORA ARAÚJO E TECH MIX ............................... 40  II.4 -  DNIT – OUTRAS APURAÇÕES DA CGU .......................................................................................... 58  II.4.1 -  DNIT – O CASO DAS OBRAS DA BR-101/NE ............................................................................ 58  II.4.2 -  DAS IRREGULARIDADES PRATICADAS NO ÂMBITO DO DNIT/ES .................................. 110  II.4.3 -  DOS FATOS CONSTATADOS NO ÂMBITO DO DNIT/RS ...................................................... 130  II.4.4 -  DO SISTEMA DE PESAGEM DE VEÍCULOS – PPV (CGPERT) .............................................. 147  II.4.5 -  IMPROPRIEDADES NA CONTRATAÇÃO DE EMPRESA TERCEIRIZADA ......................... 181  II.4.6 -  IMPROPRIEDADES NA EXECUÇÃO DE OBRAS DELEGADAS ........................................... 193  II.5 -  VALEC – FATOS CONSTANTES DA DENÚNCIA INICIAL ........................................................ 200  II.5.1 -  FERROVIA DE INTEGRAÇÃO OESTE-LESTE - FIOL............................................................. 200  II.6 -  VALEC – OUTROS FATOS DIVULGADOS NA MÍDIA ................................................................ 210  II.6.1 -  O CASO DISMAF .......................................................................................................................... 211  II.7 -  VALEC – OUTRAS APURAÇÕES DA CGU .................................................................................... 222  II.7.1 -  FERROVIA NORTE-SUL - FNS ................................................................................................... 222  II.7.2 -  IMPROPRIEDADES NA CONTRATAÇÃO DE EMPRESA TERCEIRIZADA ......................... 225 III – CONCLUSÕES .............................................................................................................................................. 232 IV – RECOMENDAÇÕES ..................................................................................................................................... 246 V - ANEXOS ............................................................................................................................................................ 251  Página 1 de 253
  2. 2. I – INTRODUÇÃOO presente trabalho de auditoria investigativa foi realizado em cumprimento às Portarias nº1.322, de 06/07/2011 e nº 1.579, de 08/08/2011, do Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União, que designou equipe específica para auditar as licitações, contratos e execuçãode obras que deram origem a denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes, maisespecificamente em suas entidades vinculadas DNIT e VALEC.Trata-se de Auditoria Especial, resultante de determinação da Senhora Presidenta da República,e que atendeu também a solicitação do então Ministro de Estado dos Transportes, dirigida àCGU por meio do Aviso nº 089/GM/MT, de 04/07/2011.Os trabalhos foram realizados na sede do Ministério dos Transportes – MT, no DepartamentoNacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT e na VALEC – Engenharia, Construções eFerrovias S.A., no período de 06/07/2011 a 31/08/2011, em estrita observância às normas deauditoria aplicáveis ao serviço público federal.A presente Ação de Controle teve por objetivo inicial a verificação da procedência dos fatosapontados na denúncia publicada pela Revista VEJA nº 2.224, de 6/7/2011, na qual foramabordadas questões relativas aos procedimentos licitatórios para contratação das obras nasRodovias BR-280/SC e BR-116/RS (entre Eldorado do Sul e Pelotas), bem como ao incrementodos custos para construção de trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste – FIOL.Além desses casos, entretanto, o presente Relatório aborda também outras denúncias veiculadasna imprensa, e, ainda, inclui resultados de outras auditorias e fiscalizações realizadas pelaControladoria-Geral da União - CGU.Estas últimas apurações, embora não tratem de casos apontados nas recentes denúncias, foramincluídas neste relatório tendo em vista a decisão do Governo de fazer um amplo diagnóstico,com vistas a uma completa reformulação e renovação nos órgãos envolvidos – DNIT e VALEC.Por isso, os critérios para sua inclusão levaram em conta serem eles casos emblemáticos erepresentativos das principais tipologias de problemas que a CGU encontra, frequentemente, nasauditorias de obras, sobretudo do DNIT.A partir dos casos descritos, é possível constatar a precariedade dos projetos de engenharia – fatoreiteradamente apontado pela CGU – e o modo como essas deficiências contribuem para ageração de superestimativas nos orçamentos de referência da própria Administração, daí para osobrepreço nos contratos, e como, por fim, levam, em muitos casos, ao superfaturamento dasobras, com prejuízo aos cofres públicos.Desse modo, serão aqui analisados, além das denúncias inicialmente mencionadas (BR-280/SC,BR-116/RS, Ferrovia de Integração Oeste-Leste – FIOL), os fatos relativos às obras derestauração e duplicação do Lote 07 da BR-101 no Estado de Pernambuco; às obras do Contornode Vitória/ES; às irregularidades constatadas no âmbito do DNIT/ES e do DNIT/RS; à licitaçãopara estruturação de Postos de Pesagem Veicular – PPV; a impropriedades na contratação deempresas terceirizadas pelo DNIT e pela VALEC; a impropriedades na execução de obrasdelegadas; à contratação de empresa para fornecimento de trilhos (FIOL e FNS); e à construçãoda Ferrovia Norte-Sul.Esclarece-se, por fim, que, além dos casos abordados no presente Relatório de Auditoria daSecretaria Federal de Controle (SFC/CGU), outras situações irregulares encontram-se emapuração na Corregedoria-Geral da União (outra unidade da CGU), mediante sindicâncias e Página 2 de 253
  3. 3. processos disciplinares, cujos prazos obedecem às regras legais, tendo em vista o direito aocontraditório e à ampla defesa. A Corregedoria-Geral, ademais, deverá receber também umacópia do presente relatório, tanto para subsidiar aqueles processos já em curso, quanto parapossível instauração de novos processos e sindicâncias.II – DESENVOLVIMENTOII.1 - DA PRECARIEDADE ESTRUTURAL DO DNIT E DA VALECO DNIT, Autarquia criada por meio da Lei 10.233/01 e que sucedeu o antigo DepartamentoNacional de Estradas de Rodagem – DNER, tem por objetivo implementar a política deinfraestrutura do Sistema Federal de Viação, compreendendo sua operação, manutenção,restauração ou reposição, adequação de capacidade e ampliação mediante construção de novasvias e terminais. Trata-se de entidade gestora e executora, sob a jurisdição do Ministério dosTransportes, das vias navegáveis, ferrovias e rodovias federais, instalações de vias de transbordoe de interface intermodal e instalações portuárias fluviais e lacustres.Além disso, o DNIT é o órgão da União competente para exercer as atribuições elencadas no art.21 do Código de Trânsito Brasileiro: nas rodovias federais, ele é responsável pela aplicação demultas por excesso de peso e ou de velocidade, por meio dos postos de pesagem e das lombadaseletrônicas.Para cumprir sua missão, o DNIT conta ainda com 23 Superintendências Regionais, de maneira acobrir todo o território nacional.A VALEC, Empresa Pública sob a forma de sociedade por ações, nos termos previstos na Lei n°11.772/2008, tem por função social a construção e exploração de infraestrutura ferroviárianacional. Além disso, a VALEC que vinha tendo como função principal a construção da EF 151– A Ferrovia Norte-Sul, que vai de Belém (PA) até Panorama (SP), detém, também, pela Lei11.772, a concessão das seguintes Ferrovias: EF 267, de Panorama, em São Paulo, a PortoMurtinho, no Mato Grosso do Sul, com 750 km; EF 334 – Ferrovia da Integração Oeste-Leste,que, partindo de Ilhéus, na Bahia, chega a Figueirópolis, no Tocantins, onde se liga à FerroviaNorte-Sul, num total de 1.490 km; e a EF 354 – Ferrovia Transcontinental, que partirá do LitoralNorte Fluminense e passará por Muriaé, Ipatinga e Paracatu, em Minas Gerais; por Brasília, noDistrito Federal, por Uruaçu, em Goiás; por Cocalinho, Ribeirão Castanheira e Lucas do RioVerde, em Mato Grosso; Vilhena e Porto Velho, em Rondônia; e Rio Branco e Cruzeiro do Sul,no Acre, até chegar à localidade de Boqueirão da Esperança, na fronteira Brasil-Peru. ATranscontinental terá, após concluída, um percurso de 4.400 km.Para cumprir sua missão, a VALEC conta ainda com 10 Escritórios nos seguintes Estados: RJ,MA, GO, TO e BA, conforme distribuição a seguir.Quadro I: Distribuição dos Escritórios da VALEC nos Estados UF Rio de Janeiro Maranhão Goiás Tocantins Bahia Nº Escritórios 1 4 2 2 1Fonte: VALECNo entanto, ambas as Entidades não dispõem de elementos fundamentais para garantia dosucesso em seus projetos, aqui entendido como a entrega do objeto contratado conforme oplanejado, dentro do prazo previsto, com o custo total dentro do orçamento avençado, e com anecessária qualidade, segundo os padrões e normas técnicas. Esses projetos relacionam-se àsatividades de construção/manutenção da infraestrutura dos modos rodoviário, ferroviário e Página 3 de 253
  4. 4. aquaviário (hidrovias). Dessa forma, os elementos fundamentais anteriormente citados seriam osseguintes: a) necessidade da estruturação de um planejamento estratégico; b) utilização dasmelhores práticas relacionadas à gestão de projetos; c) quantitativo adequado de pessoal próprionecessário ao pleno desenvolvimento de suas atividades, inclusive em suas Auditorias Internas; ed) aquisição de recursos materiais, em especial de TI.a) A falta de planejamento estratégico dificulta uma maior efetividade das políticas públicas, e,por este motivo, faz-se necessário que as organizações públicas aprimorem, continuamente, seusprocessos de gestão e o uso coordenado de recursos, visando obter os melhores resultados. Nocaso do DNIT e VALEC, sem a existência de um planejamento estratégico, os objetivos e metasdessas Entidades não são formalizados; não há mapeamento de processos críticos e, porconseguinte, não há meios de mitigação, de acompanhamento/atualização, de mensuração eclassificação dos riscos identificados.b) Quanto à falta de gestão de projetos, faz-se necessário efetuar as seguintes considerações:O conceito de maturidade em gestão de projetos está relacionado à capacidade de umaorganização de gerenciar, conduzindo ao êxito, seus projetos.Observa-se no DNIT e na VALEC que não existe um fluxo horizontal, em que os pacotes detrabalho são organizados e gerenciados mediante a interação permanente entre as áreas. Ascadeias de trabalho são verticais e não há interface entre as coordenações-gerais, no caso doDNIT ou superintendências, no caso da VALEC. As consequências são visíveis e manifestam-sepela falta de percepção do escopo completo dos projetos, acarretando surpresas do ponto de vistaambiental, das desapropriações, do descasamento entre a compra de insumos e o plano de ataquedas construções, entre outros.Não há um sistema de controle de custos minimamente razoável, que possibilite omonitoramento do desempenho, a melhoria nas estimativas e uma melhor compreensão do custoreal do trabalho exigido pelo empreendimento. Tampouco existe mecanismo para gestão demudanças de escopo e a compreensão de que o gerenciamento de riscos é fundamental para osucesso das obras, sendo mais abrangente que uma mera medida de proteção de uma estimativaou programação. Não são produzidos relatórios gerenciais de como os recursos humanos emateriais estão sendo reunidos e utilizados, inexistindo um modelo de planejamento decapacidade para percepção de quanto de esforço adicional as unidades são capazes de absorver.No DNIT em particular, há um grande número de projetos em estoque, inviabilizando ascompetentes análises técnicas com as profundidades requeridas. Muitos projetos acabam sendolicitados já defasados em relação ao volume médio diário de tráfego, ao nível de serviço, àslocalizações de jazidas e às necessidades de desapropriações, o que, inevitavelmente, conduz ànecessidade de aditivos contratuais, consequência das necessárias revisões de projeto em fase deobra.A conquista da maturidade na gestão de projetos passa obrigatoriamente pela definição desucesso em projeto. Se sucesso for definido como a concretização do prazo programado, dentrodo orçamento e com os requisitos de qualidade assegurados, o nível de êxito nosempreendimentos seria muito baixo, tanto no DNIT quanto na VALEC.Raríssimos são os empreendimentos em que não há acréscimos de custos, muitos dos quais seaproximam do limite legal, algumas vezes até superando-o, tornando sem efeito os descontosobtidos pela administração nos processos licitatórios, irrisórios em muitos casos. É possível Página 4 de 253
  5. 5. constatar facilmente a deficiência na programação, bastando relacionar alguns empreendimentosdo PAC, por exemplo, como os apresentados na Tabela a seguir:Tabela 1: Amostra de empreendimentos do PAC sob responsabilidade do MT, DNIT e VALEC VALOR VALOR % Unid Obra DESCRIÇÃO DO OBJETO Atual-Inicial INICIAL ATUAL variação (PAC) BR- Execução de obras do Proj. de Ampliação 101/RS - de Capacidade e Modernização da Ligação DNIT Adequação Rod. Florianópolis-Osório, BR-101/RS. 157.009.885,39 272.657.211,93 115.647.326,54 73,7% Divisa SC/RS Lote 03, km 52,86 - 72,06 (extensão 19,20 – Osório km). (PAC) BR- 101/PE - Restauração, duplicação e OAEs da BR-101 Adequação DNIT NE - subtrecho: entr. PE064/85 - entr. PE- 208.216.132,90 258.635.706,52 50.419.573,62 24,2% Trecho Divisa 126 (Catende) - km 148,5 a 188,5 - Lote 8 PB/PE - Divisa PE/AL (PAC) BR- 101/PE - Restauração, Duplicação e OAEs da BR Adequação 101 NE - subtrecho entr. PE-025/02/037 DNIT 272.504.024,09 316.021.702,67 43.517.678,58 16,0% Trecho Divisa (Cabo) - entr. PE-064/085 (Ribeirão) - Km PB/PE - Divisa 104,6 a 148,5 - Lote 7 PE/AL (PAC) Obra de infraestrutura e superestrutura Ferrovia Valec ferroviárias e obras de artes especiais no 119.449.743,01 159.797.894,67 40.348.151,66 33,8% Norte-Sul – trecho Darcinópolis - Araguaína -TO TO Execução das obras de infraestrutura e (PAC) superestrutura ferroviária e obras de arte Ferrovia Valec especiais da Ferrovia Norte-Sul, trecho 159.298.536,98 199.068.341,73 39.769.804,75 25,0% Norte-Sul – Córrego do Brejo Grande - Ribeirão TO Tabocão, Lote 08 Obras de infra-estrutura e superestrutura ferroviária e obras de arte especiais da (PAC) Ferrovia Norte - Sul,no trecho do TO - 080 Valec Ferrovia 299.684.766,95 372.897.156,29 73.212.389,34 24,4% Palmas (km 719,16) - Córrego Jaboti (km Norte-Sul - TO 818,30),Lote 12,com 99,14 km de extensão (Concorrência 001/2007) Obra de infraestrutura e superestrutura (PAC) ferroviárias e obras de arte especiais na Construção da Ferrovia Norte-Sul/GO, no trecho de 71 Valec 164.704.436,23 205.806.314,91 41.101.878,68 25,0% Ferrovia km, compreendido entre o Pátio de Norte-Sul/GO Jaraguá/GO e o Pátio de Santa Isabel/GO - Lote 03 Execução das obras de infra-estrutura e (PAC) superestrutura ferroviária e obras de arte Valec Ferrovia especiais da Ferrovia Norte-Sul, trecho 159.298.536,98 199.068.341,73 39.769.804,75 25,0% Norte-Sul - TO Córrego do Brejo Grande - Ribeirão Tabocão, Lote 08 Obras de infra-estrutura e superestrutura (PAC) ferroviária e obras de arte especiais da Valec Ferrovia 151.194.412,22 183.686.592,39 32.492.180,17 21,5% Ferrovia Norte-Sul, Lote 16 (Concorrência Norte-Sul - TO 001/2007) Obras de infra-estrutura e superestrutura (PAC) ferroviária e obras de arte especiais da Valec Ferrovia Ferrovia Norte-Sul, no trecho Córrego 127.895.492,86 159.839.936,10 31.944.443,24 25,0% Norte-Sul - TO Riacho Fundo - Córrego Brejo Grande, Lote 07 Execução, sob o regime de empreitada por preço unitário, de obra de infraestrutura e (PAC) superestrutura ferroviárias e obras de arte Construção da Valec especiais, no trecho de 52 km, 116.426.598,81 145.529.895,75 29.103.296,94 25,0% Ferrovia compreendido entre Ouro Verde de Goiás e Norte-Sul/GO o Pátio de Jaraguá no Estado de Goiás, relativo ao lote 2 Obras de infra-estrutura e superestrutura (PAC) ferroviária e obras de arte especiais da Valec Ferrovia Ferrovia Norte-Sul, no trecho Córrego 110.199.784,66 137.733.455,25 27.533.670,59 25,0% Norte-Sul - TO Gavião ,Córrego Riacho Fundo, Lote 06 com extensão de 51kmFonte: TCU Página 5 de 253
  6. 6. É possível observar, a partir destes 12 empreendimentos listados, que os aditivos de valor sãofrequentes, principalmente nas obras sob a responsabilidade da VALEC, muitas vezesaproximando, e, às vezes, até superando o teto previsto no § 1º do artigo 65 da Lei nº 8.666/93.Concorrem para este quadro a deficiência dos projetos de engenharia, principalmente no tocanteaos estudos geotécnicos, geológicos, topográficos, a falta de um plano estratégico de ataque àsobras, as fragilidades dos sistemas de referência de custos utilizados pela administração e asdificuldades de se conduzir cotações, entre outras causas. Convém alertar que a pressão para oinício da execução das obras e do orçamento previsto, encerra prematuramente os processos deconfecção e análise dos projetos, fatores que, somados à baixa capacidade operacional dosórgãos, muito aquém das necessidades impostas pelos gigantescos portfólios, contribui para obaixo percentual de êxito.Modernamente, a definição de sucesso em projetos é mais abrangente, mensurando fatores comoo alinhamento à estratégia da organização, a proteção ambiental e a conduta ética dos servidores.Em junho deste ano, a CGU aplicou um questionário aos diretores e coordenadores-gerais doDNIT com o intuito de avaliar a maturidade em gestão de projetos, seja pela compreensão dosconceitos relacionados à disciplina, seja pela atitude da alta direção ou pelo emprego deferramentas de gestão de projetos. O resultado mostra um quadro que explica o baixo nível desucesso alcançado, considerando-se os parâmetros primários de qualidade, custos e prazos.Dentro de um modelo de maturidade reconhecido internacionalmente, em que é possívelquantificar numericamente a capacidade de uma organização gerenciar projetos com sucesso,classificando o estágio de maturidade em cinco níveis, verificamos que o DNIT encontra-se nonível denominado inicial, ou seja, o mais baixo existente. Neste nível, os gestores reconhecem aimportância de dispor de ferramentas e métodos de gerenciamento de projetos, no entanto, nãohá medidas concretas para promover o amadurecimento na ciência e arte de gerir projetos.Figura 1: Modelo Capability Maturity ModelFonte: Curtis et al. 1995Neste patamar, o DNIT iguala-se a 11% das organizações brasileiras, segundo pesquisaconduzida por Darci Prado, publicada na Revista Mundo Project Management – Abr/Mai 2011. Página 6 de 253
  7. 7. Gráfico 1: Distribuição percentual nos níveis de maturidade das organizações brasileiras.Fonte: Revista Mundo Project Management – Abr/Mai 2011Merece destaque o fato de que, pelo portfólio de investimentos administrado, tanto o DNITquanto a Valec deveriam contar em suas estruturas com escritórios de gerenciamento de projetos.Este organismo teria como missão manter a propriedade intelectual relativa à gestão de projetosnas organizações, bem como sustentar o planejamento estratégico, realizando oacompanhamento e a supervisão dos empreendimentos, segundo uma visão de valor agregado,garantindo os marcos de entrega.Também é fundamental para o êxito contar com sistemas de informação confiáveis, em que severifiquem os valores reais e planejados para o trabalho, o tempo estimado da conclusão, oscustos envolvidos para retroalimentar o sistema de referência. Além disso, deve ser possívelregistrar lições aprendidas e pontuar o desempenho dos contratados, visando à aplicação dassanções, quando for o caso, e a emissão dos atestados.c) Em relação à falta de pessoal próprio, cabe apresentar a seguinte situação conforme se segue.O DNIT possui uma força de trabalho de 2.583 servidores efetivos e 3.360 terceirizados. Emfunção do grande volume de contratos de obras, e considerando-se que nem todos os 2.583servidores são engenheiros, ocorre, principalmente nos Estados da Federação com as maioresmalhas, a sobrecarga dos fiscais, especialmente no que se refere à efetividade das fiscalizaçõespor eles realizadas, tendo em vista a necessidade de se percorrer grandes trechos em construção,sem o devido aprofundamento nas questões inerentes a uma obra rodoviária. Se essa fiscalizaçãoprimária não for realizada de maneira efetiva, os empreendimentos passam a ser acompanhados,unicamente, pelas empresas supervisoras. Conforme será verificado mais adiante, verifica-se aexistência reiterada de diversos problemas decorrentes da precariedade da fiscalização e daatuação das empresas supervisoras nos empreendimentos em construção.Já a VALEC possui uma força de trabalho de 364 empregados e 155 terceirizados. Tendo emvista o volume das obras relacionadas à construção da infraestrutura ferroviária nacional, econsiderando-se que existem 42 engenheiros fiscais, cuja atuação já foi contestada pela CGU,devido à precariedade no gerenciamento, supervisão e fiscalização dos contratos de supervisãoda Ferrovia Norte-Sul (Lotes S/Nº, 1, 02, 04, 09, 10, 11, 12, 13, 14), é fundamental oaprimoramento desse controle primário. Da mesma forma como relatado para o DNIT, seráverificado mais adiante a existência reiterada de diversos problemas decorrentes da precariedadeda fiscalização e da atuação das empresas supervisoras nos empreendimentos em construção. Página 7 de 253
  8. 8. d) Por fim, no que se refere à falta de recursos materiais, em especial os de Tecnologia daInformação – TI, por meio da Solicitação de Auditoria nº 201112110/030, de 18/8/2011,solicitou-se ao DNIT o encaminhamento de um diagnóstico da área de TI da Autarquia eSuperintendências Regionais, destacando a existência ou não de política de segurança dainformação, a existência de PDTI já implementado, integração de sistemas no âmbito daAutarquia, além da composição do parque de hardware e os softwares em utilização pelo DNIT,em especial os relacionados à engenharia.Nesse sentido, a Autarquia, por meio da Coordenação-Geral de Modernização e Informática –CGMI, ressaltou diversos problemas em especial quanto à política de segurança da informação,tendo em vista o incremento considerável de incidentes de segurança da informação ao longo dosúltimos anos, os quais assumem as formas mais variadas, como, por exemplo: infecção por vírus,acesso não autorizado, ataques contra redes e sistemas, furto de informação proprietária, invasãode sistemas, fraudes internas e externas, e uso não autorizado de redes sem fio.Apesar de ainda não implementado, encontra-se em desenvolvimento o Plano Diretor deTecnologia da Informação da Autarquia, o qual tem como propósito orientar o planejamento e aexecução das ações de TI no DNIT, de maneira a consolidar a importância estratégica dessa área,consistindo em um instrumento essencial para orientar ações e decisões sobre tecnologia deinformação.No que se refere à integração de sistemas, verifica-se a necessidade de se integrar o universo desistemas existentes na Autarquia ao SIAC – Sistema de Acompanhamento de Contratos, aexemplo do Sistema de Faixa de Domínio, Sistema Patrimonial, Sistema Desapropriação,Sistema Custo Final de Obra, Sistema Contabilidade, além do Módulo Protocolo.Quanto ao parque de TI verifica-se que a situação atual requer melhoramentos, tendo em vista anecessidade de investimentos em hardware e na aquisição de licenças de softwares, em especialos relacionados à área de engenharia, atualmente insuficientes ao desenvolvimento dos trabalhosna Sede e Superintendências Regionais, situação relacionada ao fortalecimento do ambiente decontrole.Com base no anteriormente exposto, pode-se concluir que as duas Entidades estão com seusambientes de controle fragilizados, com baixa governança corporativa, e submetidas a diversasvulnerabilidades e riscos.Primeiramente, entende-se por um efetivo ambiente de controle aquele ambiente onde as pessoascompreendem suas responsabilidades, seus limites de autoridade e são responsáveis, cuidadosase comprometidas a fazer o que é correto e da forma adequada. Elas estão comprometidas com aspolíticas e procedimentos da organização e os padrões de ética e comportamento. O ambiente decontrole envolve tanto a competência técnica como os valores éticos, e estes são fatoresintangíveis essenciais ao controle interno. As diversas constatações apresentadas ao longo desteRelatório corroboram a precariedade do ambiente de controle tanto no DNIT quanto na VALEC.Em linhas gerais, uma boa governança deve garantir que os processos e instituiçõesgovernamentais devem produzir resultados que vão ao encontro das necessidades da sociedadeao mesmo tempo em que fazem o melhor uso possível dos recursos à sua disposição. NasEntidades do MT em foco, a baixa governança está associada à inadequada utilização de recursospúblicos, conforme pode ser verificado nos itens seguintes deste Relatório.Com um ambiente de controle precário e baixa governança, é fato que ambas as Entidadesestejam vulneráveis a diversos tipos de riscos e fragilidades. Em decorrência disso e de todo o Página 8 de 253
  9. 9. contexto apresentado anteriormente, ocorre a formação do cenário propício para o surgimento deprojetos mais caros do que realmente valem, com qualidade inferior, os quais serão licitados comsobrepreço, situação que futuramente acarreta a confirmação de obras superfaturadas, além delicitações dirigidas, fraudes relacionadas à execução de obras, situações de conflitos deinteresses, e pagamentos indevidos.Nos itens que se seguem, são apresentadas situações específicas relacionadas ao DNIT e àVALEC, as quais decorrem das questões expostas no item II.1 anteriormente apresentado.II.2 - DNIT – FATOS CONSTANTES DA DENÚNCIA INICIALII.2.1 - O CASO DA LICITAÇÃO DA BR-280/SCFato denunciado: O teor da denúncia se refere a situações envolvendo burla à livre concorrência,direcionamento de licitações e superestimativa na tabela de referência da Administração, deforma que esse contexto proporcionasse margem ao pagamento de propina.Conclusão CGU: No que compete ao órgão de auditoria - em especial a análise do procedimentolicitatório e sua lisura, a qualidade do projeto básico, o orçamento de referência da licitaçãoformulado pela Administração e eventuais superestimativas -, concluímos pela existência desuperestimativa na tabela da Administração, o que, por sua vez, pode, em tese, gerar contrataçãofutura com sobrepreço. Concluir, entretanto, que isso resultaria no pagamento de propinadependeria de apuração somente factível, via de regra, por meio de investigação policial, cominstrumental próprio e autorização judicial.DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIOTrata-se de licitação na modalidade Concorrência – Edital no 505/2010-00, cujo objeto é aexecução, sob o regime de empreitada a preços unitários, dos serviços necessários à realizaçãodas obras de duplicação, incluindo restauração e melhoramentos, para adequação de capacidadee segurança na Rodovia BR-280, no Estado de Santa Catarina.Em 08/10/2010, o Diretor-Geral do DNIT delegou, através da Portaria n° 1.167, competência aoSuperintendente Regional no Estado de Santa Catarina para analisar e aprovar os projetos deengenharia da duplicação da BR-280/SC.Em 25/10/2010 os referidos projetos foram aprovados pelo Superintendente através das Portariasno 148 e no 149, conforme descrito a seguir:- Portaria n° 148/2010 – o Superintendente de Santa Catarina aprova o Projeto de Engenharia dotrecho que vai de São Francisco do Sul (acesso ao Porto) até a intersecção com a BR-101 (ladooeste) - extensão 36,0 km – Projetista: Consórcio Prosul/ARS – Valor: R$ 319.690.509,98 (database: março 2010).- Portaria n° 149/2010 – o Superintendente de Santa Catarina aprova o Projeto de Engenharia dotrecho que vai da intersecção com a BR-101 (lado oeste) até Jaraguá do Sul – extensão 37,9 km –Projetista: Consórcio Iguatemi/Sotepa – Valor: R$ 621.948.711,15 (data base: março 2010).A Licença Prévia n° 370/2010 havia sido emitida pelo IBAMA em 09/09/2010 para as obras deduplicação da Rodovia BR-280/SC, com validade de dois anos. Página 9 de 253
  10. 10. Após a aprovação dos projetos, foi definido pela área técnica do DNIT que a obra seria divididaem três lotes, que compreenderiam:-Lote 1 – Porto de São Francisco do Sul a entrada da BR-101 – extensão de 36 km – valor deR$ 319.690.509,98 (março/2010);-Lote 2 – Entrada da BR-101 a entrada da SC-108 (A) (Neudor) – extensão de 14 km – valor deR$ 133.606.841,59 (março/2010);-Lote 3 – Entrada da SC-108 (A) (Neudor) a Corupá – extensão de 23,9 km – valor deR$ 488.341.869,56 (março/2010).-Valor Total: R$ 941.639.221,13Em 08/11/2010, foi publicado no DOU o aviso de licitação do Edital n° 505/2010-00, com a datade entrega das propostas definida para 21/12/2010, no valor total de R$ 941.639.221,13.O referido edital foi objeto de vários questionamentos e pedidos de impugnação devido a falhasapresentadas no orçamento, razão pela qual o Superintende Regional do DNIT/SC sugeriu asuspensão do edital para que fossem corrigidas as falhas.Em 14/12/2010 foi publicado no DOU o Aviso de Suspensão da Concorrência n° 505/2010.Após as devidas correções, a Superintendência Regional do DNIT apresentou os orçamentoscorrigidos pelas projetistas com os seguintes valores:- Lote 1 – R$ 319.392.338,60 (data base: março 2010)- Lote 2 – R$ 136.959.587,06 (data base: março 2010)- Lote 3 – R$ 492.759.483,02 (data base: março 2010)- Valor total: R$ 949.111.408,68- Incremento no orçamento total: R$ 7.472.187,55O Tribunal de Contas da União publicou em 08/12/2010 o Acórdão 3.402/2010 - Plenáriodeterminando ao DNIT que, enquanto não viabilizada e tornada oficial, no SICRO 2 e/ou noSINCTRAN, a pesquisa de preços de fretes praticados pelas distribuidoras/transportadoras demateriais betuminosos, adotasse as equações tarifárias sugeridas pelo referido Acórdão emsubstituição às equações constantes do Ofício Circular no 032/2000/DFPC/DNER, de28/06/2000.Diante da provocação do TCU, o Diretor-Geral do DNIT publicou a Instrução de Serviço/DGn° 02, de 18/01/2011, introduzindo as alterações nas equações tarifárias de transporte de materialbetuminoso.Em virtude da IS no 02, houve uma nova adequação no orçamento, com a data-base atualizadapara setembro/2010:- Lote 1: R$ 299.402.523,22 (data base: setembro/2010)- Lote 2: R$ 130.313.240,85 (data base: setembro/2010)- Lote 3: R$ 470.801.810,91 (data base: setembro/2010)- Total: R$ 900.517.574,98- Redução: R$ 41.121.646,15 (considerando o orçamento apresentado no edital da licitação)Motivado pelo Ofício 277/2011-TCU/SECOB-2 (oitiva) – Processo TC 000.823/2011-2, queapresentou questionamentos ao projeto, o Superintendente Regional do DNIT/SC fez novascorreções no orçamento, chegando aos valores dispostos a seguir: Página 10 de 253
  11. 11. - Lote 1: R$ 297.200.695,82 (data base: setembro/2010)- Lote 2: R$ 128.823.583,82 (data base: setembro/2010)- Lote 3: R$ 459.604.702,33 (data base: setembro/2010)- Total: R$ 885.628.981,97- Redução: R$ 56.010.239,16Em 27/05/2011 foi publicada no DOU a 1ª errata ao Edital, com as modificações procedidas e anova data para abertura das propostas, marcada para 06/07/2011.Na data marcada para a abertura das propostas foi publicado no DOU o Aviso de Revogação daLicitação, justificada pelo Diretor Executivo, através do Mem. n° 369/2011/DIREX, pelanecessidade de inclusão de uma ponte que não estava considerada no valor da obra, o queresultaria em um valor acima do autorizado pelo GEPAC.O presente edital foi objeto de auditoria do Tribunal de Contas da União – TCU no períodocompreendido entre 19/01/2011 e 18/02/2011, e teve como escopo a análise dos projetos eorçamentos apresentados quando da publicação do Edital n° 505/2010.Para a estruturação dos trabalhos, a equipe de auditoria da CGU utilizou como referência osachados apontados pelo TCU, modificando o escopo da análise para os projetos e orçamentosapresentados na 1ª Errata ao edital, tendo sido verificado alguns problemas tais como: previsãode execução de serviços que são da responsabilidade de particulares, projeto básico deficiente esuperestimativa decorrente de preços excessivos, que proporcionam um incremento no valor daobra estimado em R$ 47 milhões.CONSTATAÇÃO 001:PREVISÃO DE EXECUÇÃO DE SERVIÇOS CUJA RESPONSABILIDADE É DECONCESSIONÁRIOS.Os valores necessários ao remanejamento de serviços públicos (redes elétricas, de água, ecomunicações – telefonia e fibra ótica), no total de R$ 11.469.510,07 (setembro/2010), foramprevistos na planilha do Edital, sendo que, conforme as Instruções de Serviço no 06/2008,no 07/2008 e no 08/2008, tais serviços são de responsabilidade das respectivas concessionárias,não cabendo ao DNIT assumi-los.A IS/DG no 06/2008 estabelece em seu item 2.5 que será a Permissionária quem tomará todas asmedidas necessárias (com as despesas ocorrendo por sua conta) se o DNIT, por força de obrasnovas de melhoramentos, como alargamentos, pavimentação, construção de variantes e acessos,necessitar renovar a posteação e alterar suas condições geométricas.Por sua vez, a IS/DG no 07/2008 estabelece em seu item 4.6 que será a Permissionária quemtomará todas as medidas necessárias (com as despesas ocorrendo por sua conta) se o DNIT, porforça de obras novas ou melhoramentos na faixa de domínio, necessitar remover ou alterar assuas instalações de adutoras, tubulações de gás, oleodutos, esgotos e similares.E ainda, a IS/DG no 08/2008 estabelece em seu item 1.3 que em caso de obra em que for precisoinfluir nas redes de telecomunicações das Permissionárias, os custos de recomposição das redesdeverão ser absorvidos pelas próprias permissionárias. Página 11 de 253
  12. 12. Entretanto, apesar do disposto nas referidas Instruções, o Edital contempla, nos três lotes, oremanejamento de serviços públicos, com intervenções em redes elétricas, de comunicações e deágua e esgoto, conforme se observa nos Quadros a seguir:Quadro I: Lote 1 Valor Unitário Valor Total Interferências Unid. Quant. com BDI (R$) com BDI (R$) Remanejamento de LT 69 kV Joinville – São un 1 1.309.135,16 1.309.135,16 Francisco do Sul (orç. CELESC) Remanejamento LT 230 kV Joinville – Veja do Sul un 1 322.524,85 322.524,85 (orç. Eletrosul) Remanejamento de linha de telefonia e fibra ótica un 1 1.578.192,21 1.578.192,21 (orç. Oi – CT) Remanejamento de rede de água (orç. CASAN) un 1 1.637.011,67 1.637.011,67 Remanejamento de rede de água (orç. SAMAE) un 1 355.437,11 355.437,11 Total 5.202.301,00 5.202.301,00Fonte: Edital no 505/2010-00Quadro II: Lote 2 Valor Unitário Valor Total Interferências Unid. Quant. com BDI (R$) com BDI (R$) Remanejamento de rede elétrica (orç. CELESC) un 1 259.765,24 259.765,24 Remanejamento de rede de abastecimento (orç. un 1 3.137.989,65 3.137.989,65 Águas de Guaramirim) Remanejamento de rede de comunicação (orç. un 1 2.581.306,79 2.581.306,79 Brasil Telecom) Total 3.575.036,71 3.575.036,71Fonte: Edital no 505/2010-00Quadro III: Lote 3 Valor Unitário Valor Total Interferências Unid. Quant. com BDI (R$) com BDI (R$) Remanejamento de rede elétrica (orç. CELESC) un 1 11.327,96 11.327,96 Remanejamento de rede de abastecimento (orç. un 1 937.321,59 937.321,59 Águas de Guaramirim) Remanejamento de rede de abastecimento (orç. un 1 59.027,65 59.027,65 SAMAE Jaraguá do Sul) Remanejamento de rede de comunicação (orç. un 1 1.106.274,33 1.106.274,33 Brasil Telecom) Total 2.692.172,36 2.692.172,36Fonte: Edital no 505/2010-00Evidências:Planilha Orçamentária dos Lotes 01 a 03IS/DG no 06IS/DG no 07IS/DG no 08CONSTATAÇÃO 002:PROJETO BÁSICO DEFICIENTEForam observadas falhas no Projeto Básico da BR-280/SC, as quais poderiam acarretar umprejuízo potencial estimado de R$ 29.018.282,89, tais como: previsão de aquisição de areiacomercial em detrimento de sua exploração direta; utilização de fator de contração inadequado;quantificação indevida de cambotas metálicas e seus respectivos pés-direitos; e insuficiência desondagens. Página 12 de 253
  13. 13. a) Aquisição de areia comercial em detrimento de sua exploração diretaO Projeto Básico prevê nos três lotes da obra a aquisição de areia comercial, embora se tenhaconstatado a possibilidade de sua exploração direta pelo executor da obra.Primeiramente, cabe esclarecer que é possível se determinar, em caráter preventivo, o bloqueiodas áreas de jazidas necessárias à construção de rodovias, por Portaria do DNPM, como jáocorreu na BR-101/Sul e no Arco Rodoviário do Rio de Janeiro.Esta possibilidade se deve ao fato de que a propriedade do subsolo está dissociada dapropriedade do terreno. Segundo a CF/88, art. 20, inciso IX, os recursos minerais, inclusive os desubsolo, são bens da União. E de acordo com seu art. 176, as jazidas, em lavra ou não, e demaisrecursos minerais, constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ouaproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto dalavra e assegurada à participação do proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e novalor que dispuser a lei.O art. 42 do Código Minerário estabelece que “A autorização será recusada se a lavra forconsiderada prejudicial ao bem público ou comprometer interesses que superem a utilidade daexploração industrial, a juízo do Governo. Neste último caso, o pesquisador terá direito dereceber do Governo a indenização das despesas feitas com os trabalhos de pesquisa, uma vez quehaja sido aprovado o Relatório”.Ainda nesse aspecto, o Parecer DNPM/PROGE 136/2005 dispõe que “... a despeito do art. 42fazer a alusão somente à recusa do requerimento de lavra, possível o indeferimento derequerimento de autorização de pesquisa assim como a invalidação de autorização de pesquisa jáconcedidos com o fundamento em interpretação extensiva da mesma norma em face do caráterrelativo desses direitos e hão de ceder quando da existência de interesse público preponderante(garantido o ressarcimento pelos gastos com a pesquisa).A União, contudo, não necessita de título minerário para explorar o subsolo, sendo suficiente queo DNPM emita a “dispensa de título minerário”. Conforme o art. 3º, 1º do Código Minerário, noscasos de exploração de jazidas que se destinem à abertura de vias de transporte, a União poderáse utilizar desses recursos mediante a dispensa de título minerário.A esse respeito, a Portaria-DNPM 441/2009 estabelece em seu art. 7º que “A declaração deDispensa de Título Minerário somente poderá ser pleiteada pelo responsável ou executor daobra, mediante requerimento dirigido ao Chefe do Distrito do DNPM em cuja circunscrição estálocalizada a área de interesse”.Portanto, caberia ao DNIT pleitear junto ao DNPM o bloqueio e a Declaração de Dispensa deTítulos Minerários das áreas necessárias à construção da BR-280/SC antes da retomada dalicitação, proporcionando uma economia estimada de R$ 22.700.508,53 no preço da obra, emvirtude da exploração direta das jazidas, sem a cobrança comercial desses insumos, conformedemonstrado a seguir.Lote 1O Projeto Básico prevê a aquisição de areia comercial a partir de dois areais, o do km 30 + 200do lado direito da BR-280/SC (para substituição de solos inservíveis) e o de Águas do Piraí nokm 71 da BR-101/SC, distante 16,9 km do acesso à BR-280 no km 35 + 960 (para os demaisserviços), a um custo de R$ 24,31/m3. Página 13 de 253
  14. 14. Dados obtidos no DNPM (endereço eletrônico SIGMINE – http://sigmine.dnpm.gov.br) indicama existência de alguns areais não explorados passíveis de utilização vizinhos àqueles indicadosno projeto, o que reduziria o custo do insumo “areia” para R$ 5,27/m3 (composição 1 A 01 17001 – areia extraída com escavadeira hidráulica).As figuras a seguir mostram a localização de algumas jazidas pesquisadas para serem utilizadasem substituição às especificadas no projeto, com seus respectivos números de identificação derequerimento junto ao DNPM. Estes areais são aqueles cujos processos minerários são do tipo“requerimento de lavra”, “requerimento de pesquisa” ou “autorização de pesquisa”.Figura I: Jazidas pesquisadas para serem utilizadas em substituição às especificadas no projetoFonte: DNPMNota-se que nas proximidades do areal Águas do Piraí existem várias áreas com requerimento delavra de areia, mais próximas do eixo da rodovia, tais como as de números 815.981/1996,815.561/2001, 815.451/2004, 815.379/2004 e 815.443/2005.Figura II: Jazidas pesquisadas para serem utilizadas em substituição às especificadas no projetoFonte: DNPMNo caso do areal do km 30 + 200, que se encontra às margens da rodovia, existem as áreas815.377/2004, 815.226/1992, 815.452/2004 e 815.294/2004 que também estão nas condições derequerimento de lavra. Página 14 de 253
  15. 15. Com a utilização de tais áreas observar-se-ia uma redução no valor da obra de R$ 7.176.622,60somente para o serviço de “Fornecimento e Transporte de areia comercial”, em que a areia temmaior representatividade.Quadro IV: Redução do valor da obra para o serviço “Fornecimento e Transporte de areia comercial” Pr. Unit. Areia Pr. Total Areia Pr. Unit. Areia Pr. Total Areia Diferença sem Diferença com Quant. Comercial Comercial Expl. Direta Expl. Direta BDI BDI294.840,00 R$ 24,31 R$ 7.167.560,40 R$ 5,27 R$ 1.553.806,80 R$ 5.613.753,60 R$ 7.176.622,60Lotes 2 e 3Para os Lotes 2 e 3 adotou-se o areal “Extração e Comércio de Areia Ottomar Ltda”, localizadoem Guaramirim no km 46 + 740, situado do lado esquerdo da rodovia (processo minerárioDNPM no 815.092/1991), no valor de R$ 30,22/m3.Novamente, dados obtidos no DNPM (endereço eletrônico SIGMINE –http://sigmine.dnpm.gov.br) indicam a existência de dois areais (815.869/2008 e 815.340/2002)não explorados, passíveis de utilização, vizinhos àquele indicado no projeto, o que reduziria ocusto do insumo “areia” para R$ 5,27/m3 (composição 1 A 01 170 01 – areia extraída comescavadeira hidráulica), conforme figura a seguir.Figura III: Jazidas pesquisadas para serem utilizadas em substituição às especificadas no projetoFonte: DNPMCom a utilização de tais áreas observar-se-ia uma redução no valor da obra de R$ 11.451.713,39somente para o serviço de “Colchão de areia” do Lote 2 e de R$ 4.072.172,53 somente para oserviço “Forn., carga, transp. e esp. mat. de areal (terra armada)” do Lote 3, totalizandoR$ 15.523.885,93.Quadro V: Redução do valor da obra para os serviços “Colchão de areia” e “Forn., carga, transp. e esp. mat. de areal (terraarmada)” Pr. Unit. Areia Pr. Total Areia Pr. Unit. Areia Pr. Total Areia Diferença sem Diferença com Lote Quant. Comercial Comercial Expl. Direta Expl. Direta BDI BDILote 2 359.032 R$ 30,22 R$ 10.849.947,04 R$ 5,27 R$ 1.892.098,64 R$ 8.957.848,40 R$ 11.451.713,39Lote 3 127.670 R$ 30,22 R$ 3.858.187,40 R$ 5,27 R$ 672.820,90 R$ 3.185.366,50 R$ 4.072.172,53Total R$ 15.523.885,93É importante salientar que os cálculos foram feitos considerando-se apenas os serviços de maiorrepresentatividade em cada lote, porém tem uma série de outros serviços que utilizam o insumo Página 15 de 253
  16. 16. (serviços de drenagem, obras de arte especiais e correntes e pavimentação), o que geraria umaeconomia ainda maior ao contrato.Evidências:Planilha Orçamentária dos Lotes 01 a 03SIGMINE – site do DNPMVolume 2 – Projeto Básico de Terraplenagem dos Lotes 01 a 03Volume 4 – Projeto Básico – Orçamento da Obra dos Lotes 01 a 03b) Utilização de Fator de Contração (FC) inadequadoDe acordo com o Acórdão no 2311/2008-P, o TCU admite, para fins de projeto, um Fator deContração - FC (volume natural / volume compactado) de até 1,30.Pela análise dos quantitativos previstos no Projeto de Terraplenagem dos Lotes 02 e 03 (volume02), observou-se que o projetista adotou um FC de 1,39 para o Lote 02 e de 1,43 para o Lote 03em seus cálculos, conforme tabela apresentada a seguir, o que majora o volume de escavações,podendo acarretar um incremento no valor do contrato de R$ 3.411.237,11, no caso de seconsiderar uma DMT de 50 a 200 m.Quadro VI: Incremento do contrato em função da DMT Planilha TCU Diferença Pr. Unit. Lote Volume de Volume de Vol. Corte 3 Pr. Total (R$) 3 3 FC FC - TCU 3 Volume (m ) (R$) Aterro (m ) Corte (m ) Corrigido (m )Lote 2 485.748,00 676.550,00 1,39 1,30 631.472,40 45.077,60 4,96 223.584,90Lote 3 5.359.699,00 7.680.730,00 1,43 1,30 6.967.608,70 713.121,30 4,47 3.187.652,21Total 3.411.237,11Fonte: Projeto de Terraplenagem dos Lotes 02 e 03 (volume 02) e TCUEvidências:Planilha Orçamentária dos Lotes 01 a 03Volume 2 – Projeto Básico de Execução dos Lotes 02 e 03Volume 4 – Projeto Básico – Orçamento da Obra dos Lotes 02 e 03c) Quantificação indevida de cambotas metálicas e seus respectivos pés-direitosForam observadas, na análise do Projeto Básico do túnel (Lote 3), inconsistências naquantificação do número de cambotas metálicas a serem instaladas, levando a um aumento novalor do orçamento de R$ R$ 2.906.537,25 .O volume 3, tomo IV, item 4.7.5.1, estabelece as seguintes disposições para o Escoramento emSolo: “Nos emboques, os trechos escavados total ou parcialmente em solo ou no interior dotúnel nos trechos onde as características geológicas da rocha forem particularmentedesfavoráveis, o escoramento será executado com cambotas treliçadas feitas com vergalhões deaço. O espaçamento médio entre as cambotas será de 80 cm, podendo sofrer alteração deespaçamento conforme a situação geológica”.Já o item 4.7.5.2 estabelece para o Escoramento em Rocha - “A rocha será classificada conformeo método Bieniawski de classificação de maciço, de acordo com a tabela apresentada a seguir: Página 16 de 253
  17. 17. Tabela I: Método BieniawskiComo se pode inferir da leitura da tabela, para as rochas de Classe I, II e III não há previsão deescoramento por cambotas. Quanto às outras classes, a previsão é de espaçamento entrecambotas de 1,50m para as rochas de Classe IV e de 0,75 m para as de Classe V.Entretanto, observa-se na análise do Demonstrativo dos Quantitativos de Serviços (pag. 384,volume I, tomo II), que o projetista utilizou um espaçamento de 0,60 m, independentemente dotipo de material escavado, levando a uma superestimativa da quantidade de cambotas, conformese pode observar nos dados apresentados a seguir:- extensão de solo = 180 m (direito) + 180 m (esquerdo) = 360 m- extensão de rocha classe IV = 233m (direito) + 233 m (esquerdo) = 496 m- extensão de rocha classe V: 27 m (direito) + 27 m (esquerdo) = 54 m- extensão total: 910 m- considerando um espaçamento de 60 cm, o número de cambotas = 910 / 0,60 = 1.517 un- 1.517 + 10% = 1.680 unidades (margem de incerteza)Levando-se em consideração os espaçamentos apresentados nas especificações do volume 3 doProjeto Básico, tem-se:- número de cambotas instaladas em solo: 360 / 0,80 = 450 (espaçamento de 0,80 m em solos)- número de cambotas instaladas em rocha classe IV: 496 / 1,50 = 331 (espaçamento de 1,50 mem rochas da classe IV).- número de cambotas instaladas em rocha classe V: 54 / 0,75 = 72 (espaçamento de 0,75 m emrochas da classe V)- total de cambotas metálicas = 450 + 331 + 72 = 853 unidades- 853 + 10% = 939 (margem de incerteza)Quadro VII: Diferença de valor resultante de falha na quantificação das cambotas metálicas Valor Unit. Quant. Valor Total Quant. Valor Total Diferença (R$) (R$) Planilha (un) Planilha (R$) Corrigida (un) Corrigido (R$) 1.496,90 1.680 2.514.792,00 939 1.405.589,10 1.109.202,90Fonte: Demonstrativo dos Quantitativos de Serviços (pag. 384, volume I, tomo II) e especificações do volume 3 do ProjetoBásico Página 17 de 253
  18. 18. Houve também falha na quantificação de pés-direitos das cambotas metálicas (elementosestruturais posicionados no rebaixo do túnel), uma vez que o cálculo do número de pés-direitosleva em consideração a quantidade de cambotas. De acordo com o que está transcrito na pág.384, volume I, tomo II do Projeto Básico, considerou-se que 5% das cambotas terão pé direitoem apenas um lado, portanto:- quantidade de pés-direitos prevista na planilha = 1.680 + (0,95 * 1.680) = 3.276 unidades.Porém, levando-se em consideração o número corrigido de cambotas tem-se:- quantidade de pés-direitos = 939 + (0,95 * 939) = 1.831 unidadesQuadro VIII: Diferença de valor resultante de falha na quantificação de pés-direitos das cambotas metálicas Valor Unit. Quant. Valor Total Quant. Valor Total Diferença (R$) Planilha (un) Planilha (R$) Corrigida (un) Corrigido (R$) 1.243,83 3.276 4.074.787,08 1.831 2.277.452,73 1.797.334,35Fonte: Volume I, tomo II do Projeto BásicoCorrigindo-se os quantitativos de cambotas metálicas e pés-direitos tem uma redução total deR$ 2.906.537,25 no valor do contrato.Evidências:Planilha Orçamentária dos Lotes 01 a 03Volume 1 – Relatório do Projeto BásicoVolume 3 – Memória JustificativaVolume 4 – Projeto Básico – Orçamento da Obra do Lote 03d) Insuficiência de sondagensA norma DNER-PRO 391/98 – Projeto de aterros sobre solos moles para obras viárias,estabelece parâmetros mínimos para as investigações desses materiais - “As investigaçõespoderão ser realizadas em duas fases: a primeira, objetiva somente a obtenção do perfilgeotécnico e constará simplesmente de sondagens a percussão segundo a norma ABNT NBR6484, sendo pelo menos uma em cada depósito mole. Quando o depósito tiver mais que 100 mde extensão, as sondagens a percussão deverão ser realizadas com intervalo não superior a 100m. Estes estudos permitirão elaborar um perfil geotécnico detalhado”.Nos Lotes 2 e 3 os projetos não atenderam ao critério mínimo de investigações especificado pelanorma DNER-PRO 381/98.No Lote 2 foram detectados solos moles, de diferentes espessuras, desde o km 38 + 140 até o km45 + 150 (extensão de 7.100 m) e, em toda essa extensão, somente foram executados 34 furos desondagem.No Lote 3, no segmento compreendido entre o km 50 + 930 e o km 54 + 250 (extensão de 3.320m), foram executados apenas 10 furos de sondagem, embora tenha previsão de remoção de soloinservível em todo esse segmento.Ainda no Lote 03, verificou-se que as sondagens para caracterização geológica da região ondeserá construído o túnel, foram executadas em desacordo com as especificações da normaNBR 8044/83, que estabelece “Ao longo do túnel, execução de sondagens a percussão em solos,sondagens rotativas em rochas, verticais ou inclinadas nos trechos com capeamento inferior a 50 Página 18 de 253
  19. 19. m, no mínimo até 10 m abaixo da soleira do túnel, e sondagens geofísicas ao longo de todo otúnel ou nos mesmos trechos, dependendo das condições geológicas”.Da análise do Projeto Básico, volume 2, pg. 377 e 378 pode-se inferir que:- das seis sondagens executadas, pelo menos quatro delas (SM 01, 02, 03 e 04) não atenderam àsespecificações da norma. As de no 02, 03 e 04 sequer atingiram a parte superior do túnel (topoda abóboda). A de no 01 atingiu a região de escavação do túnel, porém não alcançou dez metrosabaixo da soleira;- há indícios que as outras duas, de no 05 e 06 também estão em desacordo com a norma, poisforam plotadas em local incorreto (diverge do estaqueamento dos furos) nas figuras constantesdas fls. 377 e 378;- em consulta ao volume 3, tomo VI do Projeto Básico, observou-se que a execução dos furos desondagens SM 05 e SM 06 se deu nas posições de estaca 66+680 e 66+710,80 e quando se plotaestes estaqueamentos verifica-se que as duas sondagens não se alinham às especificações danorma, pois não atingiram os dez metros abaixo da soleira do túnel;- caso se confirme o posicionamento incorreto das sondagens apresentadas no volume 2, pode-seconcluir que as sondagens executadas estão em desacordo com o preceituado pela norma. Essassondagens são determinantes para a identificação da geologia da região e para a escolha dasolução técnica e econômica de projeto mais adequada, para a definição dos métodos executivose das necessidades de escoramento e revestimento do túnel.Portanto, é fundamental proceder ao aperfeiçoamento do projeto, como novas investigações, demodo a se obter um perfil geotécnico detalhado que possibilite a adequada avaliação equantificação dos serviços.EvidênciasPlanilha Orçamentária dos Lotes 01 a 03Volume 1 – Relatório do Projeto BásicoVolume 2 – Projeto Básico de ExecuçãoVolume 3 – Memória JustificativaCONSTATAÇÃO 003SUPERESTIMATIVA DECORRENTE DE PREÇOS EXCESSIVOSObservou-se indícios de superestimativa decorrente de preços excessivos na planilha da 1ª Errataao Edital no 505/2010, que acarretam um prejuízo potencial estimado de R$ 6.515.530,30, paraos seguintes serviços: BDI inadequado para o serviço “transporte de materiais betuminosos”,BDI inadequado para serviços cujas composições foram obtidas a partir de cotações e serviçoscom preços referenciais de restauração em vez de construção.a) BDI inadequado para o serviço “transporte de materiais betuminosos”Da análise das composições de preços do DNIT, observa-se que este considera um BDI de27,84% para transporte e de 15% para aquisição dos materiais betuminosos, seguindo aorientação da Portaria no 349, de 06/03/2010, que estabelece em seu art. 1º que “Todos osmateriais betuminosos necessários às obras ou serviços rodoviários do DNIT financiados comRecursos Ordinários do Tesouro serão inseridos nas planilhas de quantidade de projetos e planosde trabalho, para aquisição pela empresa contratada, com os preços definidos peloacompanhamento de preços regionais de distribuição de asfaltos, realizado pela AgênciaNacional de Petróleo – ANP, acrescidos das respectivas alíquotas de ICMS e com LDI de 15%(quinze por cento)”. Página 19 de 253
  20. 20. Observa-se, pela leitura do dispositivo, que o DNIT fixa o BDI em 15% somente para aquisiçãode material betuminoso.O Tribunal de Contas da União tem vários Acórdãos a respeito do tema, dentre os quais sedestaca o de no 2649/2007 – Plenário, em que o Ministro relator afirma no Item “I.3 BDIAPLICADO À AQUISIÇÃO E AO TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS” quetendo em vista a representatividade dos materiais betuminosos no custo das obras rodoviárias, épremente e de necessidade imperiosa a realização de estudo sobre o valor de BDI incidente sobreos materiais betuminosos e que até que este estudo seja realizado, entende-se que deve seradotado o BDI de 15% na orçamentação de obras pelo DNIT, sendo que tal limite é plenamentejustificável, posto que, até outubro/1997, quando os materiais eram remunerados medianteapresentação da Nota Fiscal, acrescida de BDI, o percentual de 15% era amplamente adotadopelo DNIT, não havendo razão para incremento deste valor, sem qualquer justificativadevidamente fundamentada por aquela Autarquia.Nesse mesmo sentido, no Acórdão nº 1077/2008 – Plenário, o Ministro relator, após a análise dasNotas Fiscais apresentadas pela ABEDA faz a seguinte indagação: “se as distribuidoras deasfalto, que vivem da compra e venda do produto, pagando todos seus custos indiretos, pessoal,Administração Local e Central, e obtendo seu lucro, o fazem com margens brutas menores que10% (a maioria menor que 6%), por que motivo as empreiteiras, cuja estrutura operacionalnecessária para viabilizar a chegada do produto às usinas de CBUQ – Concreto BetuminosoUsinado a Quente não tem qualquer razão para ser maior que as distribuidoras, fariam jus a BDIsde 20 ou 30% ?”.Portanto, tendo em vista que o DNIT ainda não providenciou o estudo demandado pelo Tribunal,essa equipe de auditoria entende que é razoável que se aplique também um BDI diferenciado de15% para o transporte de materiais betuminosos, o que daria uma redução de preço total deR$ 349.314,21.Quadro IX: Custo do transporte de materiais betuminosos Lote 1 Custo do Transporte Custo do Transporte Custo do Transporte Material Transporte sem BDI BDI 27,84% BDI 15%%CAP a quente R$ 84,82 R$ 108,43 R$ 97,54CAP com polímero a quente R$ 57,03 R$ 72,90 R$ 65,58ADP a frio R$ 76,36 R$ 97,61 R$ 87,81Emulsão a frio R$ 51,33 R$ 65,62 R$ 59,03Fonte: Composições de preços do DNITQuadro X: Diferença de valores para o serviço de transporte de materiais betuminosos DNIT x CGU Lote 1 Valor Unit Valor Total Valor Unit. Valor Total Diferença Material Quant. (t) DNIT (R$) DNIT (R$) CGU (R$) CGU (R$) (R$)Transporte de Asfalto Diluído CM-30 1.092,00 97,61 106.590,12 87,81 95.892,89 10.697,23Transporte de Emulsão Asfáltica RR-1C 958,00 65,62 62.863,96 59,03 56.550,26 6.313,70Transporte de Emulsão Asfáltica RR-2C 162,00 65,62 10.630,44 59,03 9.562,78 1.067,66Transporte de CAP modificado por polímero 14.485,00 72,90 1.055.956,50 65,58 949.991,48 105.965,02Transporte de CAP 50/70 3.276,00 108,43 355.216,68 97,54 319.550,87 35.665,81Total - - 1.591.257,70 - 1.431.548,28 159.709,42Fonte: Edital no 505/2010 Página 20 de 253
  21. 21. Quadro XI: Custo do transporte de materiais betuminosos Lote 2 Custo do Transporte Custo do Transporte Custo do Transporte Material Transporte sem BDI BDI 27,84% BDI 15%%material betuminoso a quente R$ 113,27 R$ 144,80 R$ 130,26material betuminoso com polímero a quente R$ 83,88 R$ 107,23 R$ 96,46material betuminoso RR-2C a frio R$ 75,55 R$ 96,58 R$ 86,88material betuminoso CM-30 a frio R$ 102,08 R$ 130,50 R$ 117,39Fonte: Composições de preços do DNITQuadro XII: Diferença de valores para o serviço de transporte de materiais betuminosos DNIT x CGU Lote 2 Valor Unit Valor Total Valor Unit. Valor Total Diferença Material Quant. (t) DNIT (R$) DNIT (R$) CGU (R$) CGU (R$) (R$) Transporte comercial material betuminoso a quente 896,20 144,80 129.769,76 130,26 116.739,46 13.030,30 Transporte comercial material betuminoso a frio - RR- 276,70 96,58 26.723,69 86,88 24.040,39 2.683,30 2C Transporte comercial material betuminoso a frio - CM- 226,90 130,50 29.610,45 117,39 26.636,24 2.974,21 30 Transporte comercial material betuminoso a quente c/ 4.182,00 107,23 448.435,86 96,46 403.404,08 45.031,78 polímeroTotal - - 634.539,76 - 570.820,18 63.719,58Fonte: Edital no 505/2010Quadro XIII: Custo do transporte de materiais betuminosos Lote 3 Custo do Transporte Custo do Transporte Custo do Transporte Material Transporte sem BDI BDI 27,84% BDI 15%%material betuminoso a quente R$ 113,27 R$ 144,80 R$ 130,26material betuminoso com polímero a quente R$ 83,88 R$ 107,23 R$ 96,46material betuminoso RR-2C a frio R$ 75,55 R$ 96,58 R$ 86,88material betuminoso CM-30 a frio R$ 102,08 R$ 130,50 R$ 117,39Fonte: Composições de preços do DNITQuadro XIV: Diferença de valores para o serviço de transporte de materiais betuminosos DNIT x CGU Lote 3 Valor Unit Valor Total Valor Unit. Valor Total Diferença Material Quant. (t) DNIT (R$) DNIT (R$) CGU (R$) CGU (R$) (R$) Transporte comercial material betuminoso a quente 1.499,00 144,80 217.055,20 130,26 195.260,49 21.794,71 Transporte comercial material betuminoso a frio - RR- 557,00 96,58 53.795,06 86,88 48.393,55 5.401,51 2C Transporte comercial material betuminoso a frio - CM- 764,00 130,50 99.702,00 117,39 89.687,49 10.014,51 30 Transporte comercial material betuminoso a quente c/ 8.235,00 107,23 883.039,05 96,46 794.364,57 88.674,48 polímeroTotal - - 1.253.591,31 - 1.127.706,10 125.885,21Fonte: Edital no 505/2010Redução: R$ 159.709,42 +R$ 63.719,58 +R$ 125.885,21 = R$ 349.314,21Evidências:Planilha Orçamentária dos Lotes 01 a 03Volume 4 – Projeto Básico – Orçamento da Obra dos Lotes 01 a 03b) BDI inadequado para serviços cujas composições foram obtidas a partir de cotaçõesO projeto da BR-280/SC, especialmente em seu Lote 3, em que está prevista a construção de umtúnel, possui vários serviços não contemplados no SICRO.Em alguns desses serviços, o projeto não traz composições completas e detalhadas. Para sechegar ao preço referencial desses serviços, foi adotada a seguinte metodologia: realizou-se Página 21 de 253
  22. 22. cotação com empresas especializadas e os preços obtidos foram inseridos em composiçãosimplificada, sem detalhamento de insumos, sobre eles incidindo o BDI referencial de 27,84%.A CGU entende que, nesse caso, a bonificação a incidir sobre a parcela cotada na composiçãonão pode ser integral, pois conforme as propostas apresentadas à projetista, nos valores orçadospara esses serviços, já estão inclusos administração central, custos financeiros, lucro, impostos(PIS e COFINS) e riscos da empresa executora.Porém, acompanhando a descrição das propostas cotadas, percebe-se que nem todos os encargosestão previstos nas cotações, sendo razoável a manutenção do percentual destinado àadministração local (as cotações preveem a utilização da estrutura organizacional), garantiascontratuais (seguros e outras garantias não inclusas nas cotações) e ISSQN (as cotações preveemque o recolhimento do ISSQN é de responsabilidade do Contratante) o que daria um BDIdiferenciado de 8,40% a incidir sobre a parcela cotada, resultando em uma redução deR$ 4.656.557,84 no valor da obra.Quadro XV: Diferença decorrente da variação do percentual de BDI Planilha da Licitação Planilha Corrigida Serviços Serviços Demais Descrição Un Quant. Pr. Unit. BDI Pr. Unit. Diferença (R$) Pr. Total (R$) Cotados Cotados BDI Parcelas BDI Pr. Total (R$) 27,84% (R$) Corrigido (R$) (R$) 8,40% (R$) 27,84% (R$)Enfilagens Tubulares Injetadas em solo m 27.715,00 384,03 10.643.391,45 194,61 210,96 135,24 346,20 9.594.910,16 1.048.481,29(tubo schedule)Enfilagens Tubulares Injetadas em solo m 6.528,00 298,60 1.949.260,80 194,61 210,96 49,81 260,76 1.702.265,46 246.995,34(tubo PVC)Enfilagens Tubulares Injetadas em alteração m 16.075,00 580,32 9.328.644,00 309,65 335,66 184,46 520,12 8.360.944,05 967.699,95de rocha (tubo schedule)Enfilagens Tubulares Injetadas em alteração m 3.786,00 494,88 1.873.615,68 309,65 335,66 99,02 434,69 1.645.719,17 227.896,51de rocha (tubo PVC)Enfilagens Tubulares Injetadas em rocha m 11.642,00 645,94 7.520.033,48 309,65 335,66 250,08 585,74 6.819.199,14 700.834,34(tubo schedule)Enfilagens Tubulares Injetadas em rocha m 2.741,00 560,50 1.536.330,50 309,65 335,66 164,65 500,31 1.371.338,02 164.992,48(tubo PVC)Colunas de solo-cimento - perfuração em m 27.451,00 84,34 2.315.217,34 46,44 50,34 24,97 75,31 2.067.282,98 247.934,36soloColunas de solo-cimento - perfuração em m 9.151,00 453,69 4.151.717,19 317,24 343,89 48,13 392,02 3.587.374,29 564.342,90rochaColunas de solo-cimento D=0,80m - m 14.630,00 405,23 5.928.514,90 139,31 151,01 227,13 378,15 5.532.266,73 396.248,17Injeção de calda de cimentoColunas de solo-cimento D=1,20m - m 2.776,00 600,75 1.667.682,00 168,85 183,03 384,89 567,92 1.576.549,50 91.132,50Injeção de calda de cimentoTotal 46.914.407,34 42.257.849,50 4.656.557,84Fonte: Planilha da LicitaçãoEvidências:Planilha Orçamentária do Lote 03Volume 4 – Projeto Básico – Orçamento da Obra do Lote 03c) Serviços com preços referenciais de restauração em vez de construçãoNo SICRO os preços unitários dos serviços de restauração (5 S) são diferentes dos preçosunitários dos serviços de construção (2 S), consistindo as diferenças basicamente no fator deeficiência utilizado para a produção mecânica, onde em obras de construção considera-se quepara cada hora de produção nominal a produção efetiva é de 50 min, enquanto que nas obras derestauração, a produção efetiva é de 45 min, por causa da influência do tráfego existente nasexecução dos serviços de restauração.O critério geral adotado pelo SICRO no Manual de Custos rodoviários (Volume 7 – Obras deRestauração Rodoviária) é o seguinte: “os preços de restauração serão também aplicados para osserviços de adequação de capacidade das rodovias (duplicações, terceiras faixas de tráfego, etc) ecorreção de pontos críticos”. Página 22 de 253
  23. 23. A CGU entende que essa regra exposta acima não pode ser aplicada indiscriminadamente, tendoem vista que em obras de duplicação é comum que se isolem as praças de trabalho para aexecução dos serviços, mantendo-se o tráfego na rodovia previamente existente e sem que ocorratal interferência. Assim, entende-se que a planilha deve ser alterada, utilizando-se os preços deconstrução rodoviária, para os seguintes serviços: compactação de aterros, base de britagraduada, sub-base de macadame seco e concreto betuminoso usinado a quente, o que resultariaem uma redução estimada de R$ 1.509.658,25 somente nos serviços expostos na tabela a seguir.Quadro XVI: Diferença resultante de serviços com preços referenciais de restauração em vez de construção Restauração Construção Diferença Lote Serviço Unid. Quant. Código Valor Unit. Valor Total Valor Unit. Valor Total Código (R$) (Planilha) (R$) (R$) (R$) (R$) Compactação de aterros a 95% proctor normal m³ 2.454.630,00 5 S 01 510 00 2,68 6.578.408,40 2 S 01 510 00 2,44 5.989.297,20 589.111,20 Compactação de aterros a 100% proctor norma m³ 437.460,00 5 S 01 511 00 3,21 1.404.246,60 2 S 01 511 00 2,87 1.255.510,20 148.736,40 1 Compactação de material de "bota-fora" m³ 312.320,00 5 S 01 513 01 2,05 640.256,00 2 S 01 513 01 1,93 602.777,60 37.478,40 Base de brita graduada m³ 138.756,00 5 S 02 230 00 95,79 13.291.437,24 2 S 02 230 00 93,84 13.020.863,04 270.574,20 CBUQ – capa de rolamento AC t 54.599,00 5 S 02 540 51 77,56 4.234.698,44 2 S 02 540 51 76,78 4.192.111,22 42.587,22 Compactação de aterros a 95% proctor normal m³ 413.517,00 5 S 01 510 00 2,68 1.108.225,56 2 S 01 510 00 2,44 1.008.981,48 99.244,08 Compactação de aterros a 100% proctor norma m³ 72.231,00 5 S 01 511 00 3,21 231.861,51 2 S 01 511 00 2,87 207.302,97 24.558,54 Compactação de material de "bota-fora" m³ 166.896,00 5 S 01 513 01 2,05 342.136,80 2 S 01 513 01 1,93 322.109,28 20.027,52 Compactação de aterros a 95% proctor normal m³ 91.254,00 5 S 01 510 00 2,68 244.560,72 2 S 01 510 00 2,44 222.659,76 21.900,96 Compactação de aterros a 100% proctor norma m³ 22.813,00 5 S 01 511 00 3,21 73.229,73 2 S 01 511 00 2,87 65.473,31 7.756,42 2 Compactação de aterros a 95% proctor normal m³ 342.743,00 5 S 01 510 00 2,68 918.551,24 2 S 01 510 00 2,44 836.292,92 82.258,32 Compactação de aterros a 100% proctor norma m³ 111.950,00 5 S 01 511 00 3,21 359.359,50 2 S 01 511 00 2,87 321.296,50 38.063,00 27.230,00 5 S 02 230 00 88,09 2.398.690,70 2 S 02 230 00 85,92 2.339.601,60 59.089,10 Base de brita graduada m³ 1.017,00 5 S 02 230 00 88,09 89.587,53 2 S 02 230 00 85,92 87.380,64 2.206,89 t 83.130,00 5 S 02 540 51 72,26 6.006.973,80 2 S 02 540 51 71,48 5.942.132,40 64.841,40 CBUQ – capa de rolamento AC t 1.570,00 5 S 02 540 51 72,26 113.448,20 2 S 02 540 51 71,48 112.223,60 1.224,60Total 1.509.658,25Fonte: Planilha de custos da licitação e SICROEvidênciasPlanilha Orçamentária dos Lotes 01 e 02Volume 4 – Projeto Básico – Orçamento da Obra dos Lotes 01 e 02II.2.2 - O CASO DA LICITAÇÃO DA BR-116/RSFato denunciado: O teor da denúncia se refere a situações envolvendo burla à livre concorrência,direcionamento de licitações e superestimativa na tabela de referência da Administração, deforma que esse contexto proporcionasse margem ao pagamento de propina.Conclusão CGU: No que compete ao órgão de auditoria - em especial a análise do procedimentolicitatório e sua lisura, a qualidade do projeto básico, o orçamento de referência da licitaçãoformulado pela Administração e eventuais superestimativas -, concluímos pela existência desuperestimativa na tabela da Administração, o que, por sua vez, pode, em tese, gerar contrataçãofutura com sobrepreço. Concluir, entretanto, que isso resultaria no pagamento de propinadependeria de apuração somente factível, via de regra, por meio de investigação policial, cominstrumental próprio e autorização judicial.DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIOTrata-se de licitação na modalidade Concorrência – Edital n° 342/2010-00, cujo objeto é aexecução, sob o regime de empreitada a preços unitários, dos serviços necessários à realizaçãodas obras de melhorias de capacidade, incluindo duplicação na Rodovia BR-116, no Estado doRio Grande do Sul.Em 01/04/2009, o Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes -DNIT delegou, por meio da Portaria n° 307, competência à Comissão formada pelo Coordenador Página 23 de 253
  24. 24. da Comissão e por outros dois Membros, engenheiros da Superintendência Regional no Estadodo Rio Grande do Sul, para análise e aprovação dos projetos de engenharia.A Licença Prévia n° 356/2010 para as obras de duplicação da rodovia foi emitida pelo IBAMAem 27/05/2010, com validade de dois anos.Os referidos projetos foram aprovados pela Comissão através das Portarias de no 132, 133, 134 e135:Portaria n° 132, de 31/05/2011 – a Comissão aprova o projeto de engenharia do Lote 01- Segmento edital: km 291,20 – km 350,40- Segmento projeto: km 300,54 – km 351,34- Extensão projeto: 50,80 km- Contrato: PD-10-20-2000 – Consultora MagnaPortaria n° 133, de 31/05/2010 – a Comissão aprova o projeto de engenharia do Lote 02- Segmento edital: km 350,40 – km 397,80- Segmento projeto: km 351,34 – km 397,203- Extensão do projeto: 45,86 km- Contrato: PRO/DIS-10-021/2000 – Consultora EcoplanPortaria n° 134, de 31/05/2010 – a Comissão aprova o projeto de engenharia do Lote 03- Segmento edital: km 397,80 – km 448,500- Segmento projeto: km 397,180 (equivalente ao km 397,203 do lote 2) – km 447,975- Extensão do projeto: 50,795 km- Contrato: PRO/DIS-10-022/2000 – Consultora STEPortaria n° 135, de 31/05/2010 – a Comissão aprova o projeto de engenharia do Lote 04- Segmento edital: km 448,50 – km 510,62- Segmento projeto: km 448,50 – km 511,76- Extensão do projeto: 63,26 km- Contrato: PD-10-023/2000 – Consultora EneconDefiniu-se, então, que a obra seria dividida em nove lotes com as seguintes características:Lote 01 (Lote 1.1 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-703 (p/Guaíba) - Entr. RS-715/713 (p/Tapes)- Segmento: Km 300,54 ao Km 325,0- Extensão: 24,46 km- Código PNV 116BRS3275 116BRS3290 116BRS3295 116BRS3297- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 136.335.285,33 (setembro/2009)Lote 02 (Lote 1.2 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-713 (p/Sertão Santana) - Entr. RS-470/RS-350 (p/Camaquã)- Segmento: Km 351,34 ao Km 373,22- Extensão: 21,88 km- Código PNV: 116BRS3275 116BRS3290 116BRS3295 116BRS3297- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 127.624.999,94 (setembro/2009) Página 24 de 253
  25. 25. Lote 03 (Lote 2.1 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-713 (p/Sertão Santana) - Entr. RS-470/RS-350 (p/Camaquã)- Segmento: Km 351,34 ao Km 373,22- Extensão: 21,88 km- Código PNV: 116BRS3297 116BRS3310- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 84.630.040,94 (setembro/2009)Lote 04 (Lote 2.2 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-713 (p/Sertão Santana) - Entr. RS-470/RS-350 (p/Camaquã)- Segmento: Km 373,22 ao Km 397,20- Extensão: 23,98 km- Código PNV: 116BRS3297 116BRS3310- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 98.044.090,89 (setembro/2009)Lote 05 (Lote 3.1 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-715/717 (p/Tapes) - Entr. RS-265 (p/São Lourenço do Sul)- Segmento: Km 397,203 ao Km 422,30- Extensão: 25,12 km- Código PNV: 116BRS3310 116BRS3330 116BRS3340- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 120.123.668,36 (setembro/2009)Lote 06 (Lote 3.2 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-715/717 (p/Tapes) - Entr. RS-265 (p/São Lourenço do Sul)- Segmento: (01) Km 422,30 ao Km 428,164- Segmento: (02) Km 428,844 ao Km 447,975- Extensão: 24,995 km- Código PNV: 116BRS3310 116BRS3330 116BRS3340- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 101.443.789,40 (setembro/2009)Lote 07 (Lote 4.1 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-354 (p/Amaral Ferrador) - Acesso a Pelotas- Segmento: Km 448,50 ao Km 470,10- Extensão: 21,60 km- Código PNV: 116BRS3340 116BRS3350- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 101.321.366,35 (setembro/2009)Lote 08 (Lote 4.2 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-354 (p/Amaral Ferrador) - Acesso a Pelotas- Segmento: Km 470,10 ao Km 489,00- Extensão: 18,90 km Página 25 de 253
  26. 26. - Código PNV: 116BRS3340 116BRS3350- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 96.867.096,51 (setembro/2009)Lote 09 (Lote 4.3 do projeto)- Trecho: Div. SC/RS (Rio Pelotas) - Jaguarão (Front. Brasil/Uruguai)- Subtrecho: Entr. RS-354 (p/Amaral Ferrador) - Acesso a Pelotas- Segmento: Km 489,00 ao Km 511,76- Extensão: 22,76 km- Código PNV: 116BRS3355- Jurisdição: Superintendência Regional DNIT no Estado do Rio Grande Do Sul- Orçamento: R$ 102.367.219,44 (setembro/2009)Após a aprovação da Diretoria Colegiada em 13/07/2010, ata n° 28/2010, foi publicado o Avisode Licitação no DOU de 30/07/2010, marcando a abertura das propostas para a data de02/09/2010.Na data marcada foram abertos os envelopes contendo os documentos de habilitação dasempresas, sendo que somente duas foram desclassificadas: a empresa Constran S.A e a empresaAcciona Infraestruturas S.A, sendo que esta última se tornou habilitada após o julgamento dosrecursos apresentados.Após iniciada a sessão de abertura dos envelopes contendo as propostas de preços, em18/11/2010, a Presidenta da Comissão de Licitação comunicou que a mesma estava suspensa,tendo em vista o conhecimento da decisão judicial que deferiu a antecipação da tutela recursalpara que a agravante Constran S/A participasse da sessão, bem como o DNIT não ter sidonotificado oficialmente de tal decisão.Em 08/12/2010 foi publicado no DOU o Aviso de Alteração da Concorrência, que tornou semefeito a desclassificação da empresa Constran em virtude da decisão no Mandato de SegurançaIndividual n° 1.502/2010, tornando-a reclassificada no certame.Entretanto, em 14/02/2011 foi publicado no DOU o Aviso de Suspensão da Concorrência, emvirtude da medida cautelar expedida pelo Tribunal de Contas da União, determinando asuspensão do processo licitatório devido aos indícios de irregularidades graves encontrados naauditoria objeto do FISCOBRAS 2010.Tendo como referência os achados apontados pelo TCU e, aumentando o escopo do objetoanalisado sempre que possível, a equipe de auditoria da Controladoria-Geral da Uniãoidentificou problemas tais como: superestimativa decorrente de preços excessivos e deficiênciano projeto básico, que proporcionam um incremento estimado no valor da obra da ordem deR$ 101 milhões, conforme demonstrado a seguir.CONSTATAÇÃO 004SUPERESTIMATIVA DECORRENTE DE PREÇOS EXCESSIVOSForam observados indícios de superestimativa decorrente de preços excessivos na planilha decustos, os quais acarretam um prejuízo potencial estimado de R$ 30.028.407,31, relativos aosseguintes serviços: “transporte de materiais betuminosos”, serviços com preços referenciais derestauração em vez de construção e “escavação e carga de material de jazida”. Página 26 de 253

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