Antropologia Prof Sandro Valentin

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AULA DE ANTROPOLOGIA PROF SANDRO VALENTIN

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Antropologia Prof Sandro Valentin

  1. 1. PROF SANDRO VALENTIN
  2. 2. ETHEMG- ESCOLA DE THEOLOGIA MINAS GERAIS PROF SANDRO VALENTIN Valentin.sandro@gmail.com (31) 8353-9579 / 9581-6544
  3. 3. Esta é mais do que uma curiosidade em nossa aula, mas um alimento à nossa fé no nosso Criador. Louis Pasteur químico francês de renome mundial e Biólogo (1822 – 1895) – inventor da pasteurização.
  4. 4. Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima. (História ocorrida em 1892) Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.
  5. 5. Sem muita cerimônia, o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou: - O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices? - Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Jesus. Estou errado? - Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias.
  6. 6. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso. -É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia? - Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
  7. 7. O velho, então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur Diretor-Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.
  8. 8. “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” Louis Pasteur, quem foi: Louis Pasteur (Dole, 27 de dezembro de 1822 — Villeneuve-L'Etang, 28 de setembro de 1895) foi um cientista francês cujas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina. A ele se deve a técnica conhecida como pasteurização.
  9. 9. Pasteur, que era cristão, foi dos maiores adversários da moda da teoria da evolução que então se instalava com furor. Disse textualmente: “Há algo no fundo de nossas almas que nos diz que o mundo deve ser algo mais do que uma mera combinação de fatos, devida a um equilíbrio mecânico surgido simplesmente do caos dos elementos, por uma ação gradual das forças materiais” Fonte: http://www.squidoo.com/louis-pasteur
  10. 10. I. Introdução. p 250 II. Termos correlatos à homem e humanidade. p 253 III. Antropologia em relação à biologia. p 255 IV. Antropologia em relação à Biogenia - O universo e a terra. p 258
  11. 11. V. A Antropologia em relação à Genética: A) Lamarck e suas idéias. p 259 B) Darwin e a obra Origem das Espécies. p 259 VI. Conjecturas sobre o futuro – para onde vamos? p 266
  12. 12. VII. O estudo sobre o homem no contexto geral. p 267: • Antropologia Biológica • Antropologia Pré-histórica • Antropologia Lingüística • Antropologia Psicológica
  13. 13. VIII. O estudo sobre o homem em sua diversidade. p 257 IX. Antropologia do Oriente. p 259: • Religião dos povos do Oriente. p • Literatura do Oriente. p X. Antropologia no contexto teológico. p 262 XI. O problema das origens. p 262
  14. 14. XII. O homem real e os elementos humanos. p 263 XIII. O homem imagem de Deus. p 269 XIV. Antropologia Bíblica. p 276 XV. Pensamento Antropológico Segundo Chafer. p 330 XVI. Considerações finais. p 345 XVII. BIBLIOGRAFIA. p 347
  15. 15. O termo “Antropologia" é uma tradução para o português da palavra grega antropos. Vem do antigo grego Koiné. ἄνθρωπος (antropos = homem) + λόγος (logos = conhecimento, ciência).
  16. 16. E porquê diferirmos entre Antropologia científica e Antropologia Bíblica? A antropologia, por definição, nada mais é do que o estudo do homem. Entretanto a Antropologia bíblica difere-se da Antropologia científica em fundamento, abordagem e propósito:
  17. 17. •Fundamento: encontra-se exclusivamente na Revelação Especial de Deus ao homem; do homem pelo homem; •Abordagem: feita a partir da visão bíblica do homem, e não, como propõe a antropologia científica, do homem pelo homem;
  18. 18. •Propósito: Demonstrar a postura privilegiada do homem em relação às demais criaturas, bem como sua atual deficiência moral diante de Deus; “A antropologia teológica ocupa-se unicamente com o que a Bíblia diz a respeito do homem e da relação em que ele está e deve estar com Deus”
  19. 19. A antropologia Bíblica “confina-se à Palavra de Deus e a corroboração que a experiência humana pode dar testemunho que confirma a verdade revelada”.
  20. 20. A antropologia implica: Estudo da humanidade em seu contexto universal, regional, local, tribal, dentre outros. Também nesse estudo temos o ser humano em relação à sua cultura, sociedade, personalidade, etc. Quando pesamos em pesquisar Antropologia, vê-se um conteúdo, muito grande de informações que se tenta explicar em relação à humanidade.
  21. 21. Ao estudar a cultura e a ecologia em relação ao ser humano, depara-se com as fases bio-culturais da humanidade como: a obtenção de alimentos, padrões de aldeamento dentre outros. No ponto que trata sobre a organização social, vê-se o que se propõe é: status e função, o ciclo da vida, união e casamento, família, clubes, grupos de idade, organização econômica, classes
  22. 22. sociais e castas, controle social, leis e política. Na Expressão Simbólica, estuda-se a cultura, cosmovisão, religião, mito, ideologia simbólica, crenças, práticas sobrenaturais, a linguagem e a arte. No contexto teológico em relação à antropologia, também os pontos citados acima são abordados.
  23. 23. Contudo, afirma-se que a antropologia teológica vai um pouco mais além da antropologia geral. Na antropologia teológica é uma disciplina que enfoca o ser humano em relação ao seu criador que é Deus, sua origem em relação à Bíblia, à dogmática, à teoria criacionista em contraste com a teoria evolucionista, a unidade da raça.
  24. 24. Quanto à natureza do homem, os pontos estudados são: os elementos constitutivos da natureza humana, a origem da alma do individuo, o seu espírito, o corpo. Em relação ao homem como imagem de Deus, a teologia destaca os conceitos históricos da imagem de Deus no homem, os dados bíblicos, a condição original.
  25. 25. Em relação ao homem como imagem de Deus, a teologia destaca os conceitos históricos da imagem de Deus no homem, os dados bíblicos, a condição original. As alianças de Deus com o homem é também ponto marcante dentro da teologia. O homem em seu estado de inocência, consciência.
  26. 26. O homem no estado de pecado é enfatizado os seguintes pontos: origem do pecado, dados bíblicos sobre o pecado, natureza pecaminosa do homem, o primeiro pecado, a tentação, resultado do primeiro pecado da raça humana, transmissão do pecado. O resgate feito por Deus em relação à raça humana.
  27. 27. a universalidade do pecado, o pecado original, o castigo em conseqüência do pecado. O resgate feito por Deus em relação à raça humana. Temos ainda o relacionamento do ser humano com o seu criador após a queda, a providência para o ser humano por meio de Jesus Cristo, o seu viver com Cristo e o seu estado final.
  28. 28. Ainda na Antropologia veremos as duas correntes teológicas em relação à Dicotomia e a Tricotomia na composição humana. Há vários teólogos que dizem ou defendem que o ser humano só possui duas partes, ou seja, é composto da parte material e a imaterial, o corpo e o espírito, sendo que a alma é a vida que se acaba.
  29. 29. A outra teoria é a tricotomia que faz com que os defensores dessa corrente teológica dizerem que o ser humano é composto de corpo, alma e espírito. No decorre do estudo, veremos muitos outros pontos de vistas divergentes não só nesse assunto como em outros.
  30. 30. •Homem – A maior criação de Deus na terra. Só o homem foi feito à imagem de Deus. O termo é, também, usado para distinguir o ser humano, homem, do ser humano, mulher. •Homem, a questão da origem do – A questão se o homem foi criado diretamente por Deus ou é descendente de alguma outra criatura, de natureza humana ou física.
  31. 31. •Homem da iniqüidade – O anticristo (2Ts 2.3). •Homem, desenvolvimento intra-específico do – Referência à idéia de que houve crescimento e desenvolvimento no interior do gênero humano. Contrasta com a idéia de desenvolvimento a partir de ou para outras espécies.
  32. 32. •Homem, divindade do – Referência à idéia, principalmente no liberalismo religioso, de que cada ser humano possui interiormente um elemento divino. •Homem do pecado – Tradução feita, algumas vezes, da referência de Paulo ao anticristo (2Ts 2.3). Homem da iniqüidade, é uma melhor tradução.
  33. 33. •Homem, Doutrina do – Compreensão teológica quanto à natureza e destino do ser humano. •Homem essencial – Ver humanidade essencial. •Homem existencial – ver humanidade existencial.
  34. 34. • Homem exterior – Expressão paulina referindo- se ao aspecto da natureza humana que pode estar se consumindo. O crente, no entanto, em seu interior, se renova. (2 Co 4.16). • homem moderno – O que aceita as crenças e a forma de pesar e de agir da sociedade contemporânea.
  35. 35. • Homem exterior – Expressão paulina referindo- se ao aspecto da natureza humana que pode estar se consumindo. O crente, no entanto, em seu interior, se renova. (2 Co 4.16). • homem moderno – O que aceita as crenças e a forma de pesar e de agir da sociedade contemporânea.
  36. 36. •Homem não-espiritual – Em 2 Coríntios 2.14, a pessoa que, não tendo o Espírito, não aceita e não conhece as coisas que vêm do Espírito, uma vez que precisam ser discernidas espiritualmente. • Homem natural – O estado do homem não remido e sem a salvação em Jesus Cristo.
  37. 37. •Homem, natureza composta do – Referência a idéia de que a natureza humana é feita de componentes materiais e espirituais. • Homem, natureza espiritual do – A parte ou o lado da natureza humana que sobrevive à morte.
  38. 38. •Homem, natureza material do – Aquela parte ou divisão do homem que passa pela morte física. • Homem - Queda do homem • Homem, visão naturalista do – idéia de que o homem é simplesmente uma parte da natureza.
  39. 39. •Homossexualismo – Atração sexual por pessoa do mesmo sexo. É o que se chama orientação homossexual. Quando uma pessoa de fato pratica atos físicos com alguém do mesmo sexo esta envolvida em prática homossexual. Tal prática é condenada nas Escrituras.
  40. 40. •Humanidade – Toda a raça humana ou a essência da natureza humana. • Humanidade caída – A raça humana em sua condição depois da queda. • Humanidade de Cristo – Referência ao fato de Jesus Cristo ter assumido integralmente a natureza humana, sem, no entanto, ter pecado.
  41. 41. •Humanidade essencial – Designa a humanidade como planejada e criada por Deus em contraposição à natureza como tal depois da queda.
  42. 42. • Humanidade existencial – A expressão designa a natureza humana como observada no estado atual dos seres humanos. Humanidade existencial contrasta coma a humanidade essencial, ou seja, a natureza humana como Deus originalmente a planejou e criou.
  43. 43. • Humanismo – Estudo do e interesse pela humanidade. Humanismo pode se referir a uma filosofia segundo a qual o mais importante ser é o homem o que , neste caso, é uma forma de ateísmo. Pode, também, se referir a uma filosofia em que, muito embora haja um ser mais elevado, é o homem que deve ser mais realçado e valorizado.
  44. 44. • Humanismo Cristão – A idéia que com base nos ensinos do cristianismo os seres humanos devem ser valorizados. • Humanismo Secular – Filosofia que, conquanto negue a existência de qualquer entidade religiosa ou divina, esta preocupada e compromissada com os seres humanos.
  45. 45. •Humanidade de Cristo, humilhação de – O período a que se submeteu Jesus, em sua vida terrena (humana), esvaziando-se a si mesmo, seu sofrimento, morte e sepultamento (alguns ainda acrescentariam uma descida ao Hades).
  46. 46. Verifica-se que as raízes daquele tronco da genealogia hominiana representado pelos répteis teroformos seriam comuns a várias espécies colaterais. Recuando ainda mais, a ciência hodierna admite animais e vegetais, chegando, por fim, à porta intransponível: origem da vida.
  47. 47. A ciência não soluciona, é certo, o problema básico da filosofia, limitando-se a fazer conjeturas. Das conjeturas nascem os princípios, as hipóteses, as teorias, os sistemas, as leis. Assim progride a Ciência. O estudo da vida compete à biologia, mas, apenas na parte que se refere ao como dos fenômenos vitais; no que respeita o
  48. 48. porquê e ao para que desses mesmos fenômenos, compete à filosofia responder ou, pelo menos, argumentar. A ciência descreve o fenômeno, a filosofia discute o número, ou a coisa em si. Conjeturando sobre a origem da vida, impõe-se desde logo a idéia de saber-se o que compreende por vida.
  49. 49. Não há uma definição exata sobre o que seja a vida, sendo, entretanto, numerosas as definições aceitáveis. Algumas delas, dadas por grandes luminares da ciência, são, hoje, clássicas e figuram em todos os compêndios de biologia. Assim as Bichal, de Spencer, de Lamarck e outras.
  50. 50. Augusto comte definiu-a como sendo “o produto de dois termos: organismo apropriado e meio adequado.” Na definição de Hebert Spencer, “a vida é acomodação continua das relações internas e das relações externas.” Claude Bernard considerou-a “a resultante de um conflito travado entre o organismo e as condições físico-químicas ambientes”
  51. 51. Nenhuma das definições citadas traduz exatamente o que é a vida. Muito se tem escrito a propósito dessa indecifrável incógnita que não passa, afinal, de um aspecto da incógnita maior: origem do Universo.
  52. 52. Algumas definições da vida são de caráter metafísico; outras – que mais nos interessam – são de matiz biológico. Para os biólogos modernos, os seres vivos se capitulam “como partes do grande universo físico, um universo que abrange desde as estrelas gigantesca de milhares de quilômetros de diâmetro até os minúsculos elétrons de menos de um milionésimo de polegada de grandeza.
  53. 53. O aparecimento da vida é coisa que se confunde com o começo do universo e, particularmente, do nosso planeta. As indagações em torno da vida levam-nos ao inicio de todas as coisas que existem o universo infinito; conduzem-nos à origem do Todo, de vez que o fenômeno vital, pequena parte desse todo, está intimamente ligado ao meio.
  54. 54. Vida e Matéria são como que dois aspectos de uma mesma coisa. O Universo é espaço imensurável com todos os corpos que nele se contém. A concepção real, exata do que seja o espaço infinito escapa à nossa compreensão. Ele é ocupado por incontáveis arquipélagos gigantescos formados por milhões de milhões de estrelas, formando outras tantas via lácteas semelhantes à nossa.
  55. 55. O nosso solzinho, cuja potencia luminosa é igual a 3 mil quatrilhões de velas e cujo peso é de 333.000 vezes maior do que o da terra, tem, entretanto, um diâmetro 280 vezes menor do que a da estrela betelgeuze e 800 vezes menor do que o de uma estrela recentemente descoberta com o poderosíssimo telescópio americano de Monte
  56. 56. Wilson (lente de 100 polegadas), que penetra nos espaços até cerca de 500 milhões de anos-luz, aumentando incrivelmente o nosso horizonte sideral. Se a estrela Sírio – que está 500.000 vezes mais longe do que o sol – estivesse tão distante de nós quanto está o sol, dar-nos-ia 40 vezes mais luz do que a que recebemos do nosso astro rei.
  57. 57. Wilson (lente de 100 polegadas), que penetra nos espaços até cerca de 500 milhões de anos-luz, aumentando incrivelmente o nosso horizonte sideral. Se a estrela Sírio – que está 500.000 vezes mais longe do que o sol – estivesse tão distante de nós quanto está o sol, dar-nos-ia 40 vezes mais luz do que a que recebemos do nosso astro rei.
  58. 58. Para Ribot. “a hereditariedade é a lei biológica em virtude da qual todos os seres dotados de vida tendem a se repetir em seus descendentes; está para a espécie como a identidade pessoal está para o individuo. Em virtude dela, no meio de variações incessantes, há um fundo que permanece, e a natureza se copia e imita incessantemente.” (Pinheiro Guimarães).
  59. 59. A hereditariedade é em síntese, a repetição, nos descendentes, de todos os defeitos e qualidades que a espécie vem acumulando através das idades. Consoante a definição de Bauer, a hereditariedade é “um fenômeno em virtude do qual se realiza a constituição dos indivíduos, constituição esta que representaria a soma dos caracteres dos pais ou antepassados, transmitida por meio do plasma germinativo.”
  60. 60. “É a lei biológica – diz Aluísio Marques – pela qual, numa geração, se transmitem particularidades e aptidões, normais e patológicas; e, nesse procedimento, as células germinativas constituem o veículo exclusivo da perfeita integração.”
  61. 61. O fenômeno da hereditariedade é conhecido desde a mais remota antiguidade. Mas, esse conhecimento dos antigos não assentava em bases cientificas, sendo, ao contrário, fruto exclusivo da observação vulgar. Todos sabem que há flagrantes semelhanças físicas, morais e patológicas entre pais e filhos. Somente nos tempos modernos a ciência começou a desvendar o que de maravilhoso e fascinantes há em tudo o que se relaciona com a herança, por vezes fatal, que recebemos não somente dos pais, mas todos ancestrais.
  62. 62. As idéias de Lamarck foram, entretanto, timidamente aceitas por vários cientistas de pouca projeção nas altas esferas intelectuais. Contudo, Lamarck, o sábio revolucionário, não necessitou fugir de Paris, como Maomé necessitara fugir de Meca, porque as querelas de caráter cientificam nunca apaixonam tanto quanto as de ordem política e religiosa.
  63. 63. Muitos eram os sábios – como Von Baer, Büchner e Schaafhausen – que esposavam teorias de sabor transformistas. Faltava-lhes, entretanto, um centralizador, um coordenador que apresentasse ao mundo científico, ainda confuso e hesitante, uma idéia clara e precisa do que se conhecia por transformismo. Foi quando surgiu o grande, m o extraordinário naturalista inglês: Charles Darwin.
  64. 64. Sua obra, hoje célebre – Origem das espécies – apareceu em 1859 e desde logo causou um verdadeiro pânico nos arraiais fixistas, obtendo um sucesso retumbante em todo o mundo. Era o dawirnismo que, com a seleção natural, passava à vanguarda de todas as teorias até então apresentadas. Era também a vitória de Lamarck, embora Darwin explique os fatos de maneira diferente.
  65. 65. Para Darwin, todas as espécies existentes variam incessantemente, e todos os seres vivos, mesmo os menos prolíficos, reproduzem-se com tal abundancia que, se todos os seus descendentes conseguissem sobreviver, cada espécie por se só alcançaria tal número de representantes que o globo terrestre seria insuficiente para contê-los, tanto no que respeita à nutrição como no que respeita ao espaço. Era a influencia de Malthus, cujas idéias impressionaram sobremaneira o grande Darwin.
  66. 66. Darwin presumiu as suas idéias nas muito conhecidas leis de Darwin, que são quatro: 1.ª Lei da hereditariedade direta ou imediata. 2.ª Lei da preponderância na transmissão dos caracteres. 3.ª Lei da hereditariedade de retorno ou mediata. 4.ª Lei da hereditariedade por homocronia.
  67. 67. Muito embora não seja uma idéia de exclusividade do meio cristão, a Teoria do Design Inteligente (DI), é uma resposta à especulação científica, aos absurdos propostos pela falseável e malfadada teoria do evolucionismo.
  68. 68. Ainda que eles conquanto não identifiquem quem seria o Design Inteligente (se um deus criador, ou um extra terrestre), fato é que não podem mais negar que este ser exista. Nós o conhecemos e concordamos que Ele é imensuravelmente inteligente em cada detalhe de toda a sua criação.
  69. 69. A Teoria do Design Inteligente diz que “causas inteligentes são necessárias para explicar as complexas e ricas estruturas da Biologia, e que estas causas são empiricamente detectáveis.” Certas características biológicas desafiam o padrão darwiniano de “coincidências fortuitas”. Elas parecem haver sido desenhadas.
  70. 70. Uma vez que o desenho necessita, logicamente, de um desenhista inteligente, a aparência do desenho (design) é citada como evidência para a existência de um Desenhista (designer). Há três argumentos primários na Teoria do Design Inteligente: (1) complexidade irredutível, (2) complexidade específica e (3) princípio antrópico.
  71. 71. Que somos? De onde viemos? Para onde vamos?
  72. 72. A esse mistério impenetrável, o homem opõe um pertinaz desejo de conhecer, não esmorecendo ante as dificuldades insuperáveis que a separam do Conhecimento Absoluto, continuaria pesquisando mais alem, na ignorância de já haver atingindo a verdade. Sempre se admite a existência de algo alem de alguma coisa.
  73. 73. Haverá vantagem em conhecer a causa das coisas? Se o homem chegasse, um dia, ao Conhecimento Absoluto, continuaria pesquisando mais além, na ignorância de já haver atingido a verdade. Sempre se admite a existência de algo além de alguma coisa.
  74. 74. “É sem limites a extensão desse sentimento de curiosidade, dessa necessidade de conhecer, dessa paixão ou amor pelo conhecimento da razão das coisas, que subjuga o ser humano por toda parte, em todas as direções da sua atividade, em todas as esferas das suas ações...
  75. 75. “É por isso que ele paira nas altas esferas das cogitações transcendentes, únicas que nos podem dar o conhecimento das leis universais, numa concepção monistica, que abranja o cosmos e a vida, a vida e a consciência, a consciência e o homem, homem e a sociedade.” (Laudelino Freire).
  76. 76. 1- Conjeturas - Juízo ou Opinião sem Fundamento preciso; Suposição. Na ânsia de responder as enigmáticas interrogações que o acicatam, o homem criou essa coisa maravilhosa que é a ciência.
  77. 77. Não podendo penetrar o segredo dessa verdade indecifrável e inatingível, o homem emprestou-lhe , desde a primeira hora, os atributos de divindade, compensando a sua ignorância com os confortantes e promissores postulados da Religião.
  78. 78. Para onde vamos? As conjeturas em torno dessa irrespondível interrogação são tão vagas quanto aquelas outras referentes às outras duas interrogações: Que Somos? De onde Viemos? Pode-se, entretanto conjeturar a propósito de qualquer coisa.
  79. 79. O ESTUDO DO HOMEM NO CONTEXTO GERAL Só pode ser considerada como antropológica uma abordagem integrativa que objetive levar em consideração as múltiplas dimensões do ser humano em sociedade.
  80. 80. Certamente, o acúmulo dos dados colhidos a partir de observações diretas, bem como o aperfeiçoamento das técnicas de investigação, conduz necessariamente a uma especialização do saber.
  81. 81. Certamente, o acúmulo dos dados colhidos a partir de observações diretas, bem como o aperfeiçoamento das técnicas de investigação, conduz necessariamente a uma especialização do saber. Porém, uma das vocações maiores de nossa abordagem consiste em não parcelar o homem, mas, ao contrário, em tentar relacionar campos de investigação freqüentemente separados.
  82. 82. Ora, existem cinco áreas principais da antropologia, que nenhum pesquisador pode, evidentemente, dominar hoje em dia, mas às quais ele deve estar sensibilizado quando trabalha de forma profissional em algumas delas, dado que essas cinco áreas estreitas entre si.
  83. 83. 1ª - Antropologia Biológica: (designada antigamente sob o nome de antropologia física) consiste no estudo das variações dos caracteres biológicos do homem no espaço e no tempo. Sua problemática é a das relações entre o patrimônio genético e o meio (geográfico, ecológico, social), ela analisa a s particularidades morfológicas e fisiológicas ligadas a um meio ambiente, bem como a evolução destas particularidades.
  84. 84. O que deve, especialmente, a cultura a este patrimônio, mas também, o que esse patrimônio (que se transforma) deve à cultura? Assim, o antropólogo biologista levará em consideração os fatores culturais que influenciam o crescimento e a maturação do individuo. Ele se perguntará, por exemplo: por que o desenvolvimento psicomotor da criança africana é mais adiantado do que da criança européia?
  85. 85. 2ª - Antropologia Pré-histórica: é o estudo do homem através dos vestígios materiais enterrados no solo (ossadas, mas também qualquer marca da atividade humana). Seu projeto, que se liga à arqueologia, visa reconstituir as sociedades desaparecidas, tanto em suas técnicas e organizações sociais, quanto em suas produções culturais e artísticas.
  86. 86. Notamos que esse ramo da antropologia histórica e da antropologia social e cultural, o historiador é antes de tudo um historiógrafo, isto é, um pesquisador que trabalha a partir do acesso direto aos textos. O especialista em pré-história recolhe, pessoalmente, objetos no solo. Ele realiza um trabalho de campo, como o realizado na antropologia social na qual se beneficia de depoimentos vivos.
  87. 87. 3ª - A Antropologia Lingüística: a lingüística é a ciência da língua. Muitos lingüistas consideram sua disciplina como uma ciência completamente autônoma, de pleno direito, e nota-se uma tendência crescente nas universidades americanas para estabelecer departamentos independentes de lingüística.
  88. 88. Mas, as línguas são aspectos de culturas, em interação intima com todas as outras manifestações da cultura, e portanto são melhores entendidas no contexto cultural. Pelo menos nos Estados Unidos todos os maiores departamentos de antropologia incluem analise lingüística como parte de seus programas.
  89. 89. Entretanto, os estudos tradicionais das línguas arcaicas (sânscrito, grego e latim, por exemplo), e das línguas modernas européias fizeram parte das atividades da universidade em áreas fora da antropologia, durante séculos. A linguagem é, com toda evidência, parte do patrimônio cultural de uma sociedade.
  90. 90. É através dela que os indivíduos que compõem uma sociedade se expressam e expressam seus valores, suas preocupações, seus pensamentos. Apenas o estudo da língua permite compreender. Como os homens pensam o que vive e o que sentem, isto é, suas categorias psicoafetivas e psicoconitivas (etnolinguistica);
  91. 91. Como eles expressam o universo e o social (estudo da literatura, não apenas escrita, mas também de tradição oral); Como, finalmente, eles interpretam sues próprios saber e saber-fazer (área das chamadas etnociências).
  92. 92. Como 4ª - Antropologia Psicológica: Aos três primeiros pontos de pesquisa que foram mencionados, e que são habitualmente os únicos considerados como constitutivos (com a antropologia social e a cultural, das quais falaremos a seguir) do campo global da antropologia, um quinto da antropologia psicológica, que consiste no estudo dos processos e do funcionamento do psiquismo humano.
  93. 93. De fato, o antropólogo é em primeira instancia confrontado não a conjuntos sociais, e sim a indivíduos. Ou seja, somente através dos comportamentos – conscientes e inconscientes – dos seres humanos particulares podemos apreender essa totalidade sem a qual não é antropologia.
  94. 94. É a razão pela qual a dimensão psicológica (e também psicopatológica) é absolutamente indissociável do campo do qual procuramos aqui dar conta.
  95. 95. 5ª - Antropologia Social e Cultural – Etiologia: A etnologia é a “ciência dos povos, de suas culturas e das histórias de suas vidas como grupo.” Difere da etnografia porque, como ciência, busca as inter-relações entre os povos e seus meios ambientes, entre os seres humanos como organismos e suas culturas, entre as diferentes culturas e entre os aspectos distintivos das culturas.
  96. 96. Como ciência, a etnologia emprenha-se em dar explicações que vão além da descrição, enfatizando a análise e a comparação. Como toda cultura é evidentemente um continuum que se altera através dos tempos, a etnologia se preocupa muito com o fundamento histórico das culturas. Este aspecto da etnologia é a s vezes chamado.
  97. 97. 6º-História cultural. Quanto seu interesse é pelos princípios gerais do desenvolvimento cultura, ela se expressa como evolucionismo cultural. A etnologia também apresenta muitas subdivisões, de acordo com o grau de especialização. Assim, há especialistas em parentesco primitivo e vida familiar, atividades econômicas, leis e governo, religião;
  98. 98. cultura material e tecnologia; língua, pintura, escultura, musica, dança; folclore e mitologia – em quase todos os aspectos principais das manifestações culturais humanas imagináveis. Existem também estudos especializados sobre todos esses assuntos. A antropologia etnológica nos deterá por muito mais tempo. Apenas nessa área temos alguma competência.
  99. 99. Assim sendo, toda vez que utilizarmos o termo antropologia mais genericamente, estaremos nos referindo à antropologia social e cultural (ou etnologia), mas procuraremos nunca esquecer que ela é apenas um dos aspectos da antropologia.
  100. 100. Um dos aspectos cuja abrangência é considerável, já que diz respeito a tudo que constitui uma sociedade: seus modos de produção econômica, suas técnicas, sua organização política e jurídica, seus sistemas de parentesco, seus sistemas de conhecimento, suas crenças religiosas, sua língua , sua psicologia, suas criações artísticas.
  101. 101. Isso posto, esclareçamos desde já que a antropologia consiste menos no levantamento sistemático desses aspectos do que em mostrar a maneira particular com a qual estão relacionados entre se e através da qual aparece a especificidade de uma sociedade. É precisamente esse ponto de vista da totalidade, e o fato de que o antropólogo procura compreender,
  102. 102. como dez Lévi-Strauss, aquilo que os homens “não pensam habitualmente em fixar na pedra ou no papel” (nossos gestos, nossas trocas simbólicas, os menores detalhes dos nossos comportamentos), que faz dessa abordagem um tratamento fundamentalmente diferente dos utilizados setorialmente pelos geógrafos, economistas, juristas, sociólogos, psicólogos...
  103. 103. Os etnólogos que se especializam em relações sociais, como família e parentesco, grupos etários, organização política, leis e atividades econômicas – preferem ser chamados, Antropólogos sociais. Os antropólogos ingleses que aceitaram a posição de A.R. Radcliff-Brown negam a utilidade dos estudos históricos na
  104. 104. Antropologia e querem divorciar a Antropologia Cultural e a denominarem antropologia social, a qual às vezes chama também de sociologia comparada. A antropologia social e não-histórica, segundo a opinião deles, enquanto que a etnologia é histórica.
  105. 105. A Antropologia não é apenas o estudo de tudo que compõe uma sociedade. Ela é o estudo de todas as sociedades humanas (a nossa inclusive), ou seja, das culturas da humanidade como um todo em suas diversidades históricas e geográficas.
  106. 106. Visando constituir os “arquivos” da humanidade em suas diferenças significativas, ela, inicialmente privilegiou claramente as áreas de civilização exteriores a nossa. Mas a antropologia não poderia ser definida por um objeto empírico qualquer (e, em especial, pelo tipo de sociedade ao qual ela, a princípio, se dedicou preferencialmente ou mesmo exclusivamente).
  107. 107. Se seu campo de observação consistisse no estudo das sociedades preservadas do contato com o Ocidente, ela se encontraria hoje, como já comentamos, sem objeto.
  108. 108. IX - ANTROPOLOGIA DO ORIENTE. 1- Religião dos Povos do Oriente. 1-1 – Os Povos do oriente: no que diz respeito às crenças, se distinguem por seu caráter profundamente religioso politeísta, exceção feita do monoteísmo dos hebreus. Os egípcios registram Herótodo, são muito mais religiosos que o restos dos homens.
  109. 109. Nos pródromos de sua História, eles praticam uma religião naturalista, adoração de animais, plantas e forças da natureza, que divinizam. Daí uma serie de deuses: Amon-Ra, Osiries, Ator, Toth, Ápis, Anúbis, dos quais dois Amon-Ra, o deus sol, espírito do universo e principio da vida, e Osíris encarnação matéria da natureza, têm o lugar de honra no panteão nacional.
  110. 110. os antropólogos começaram a se dedicar ao estudo das sociedades industriais avançadas apenas muito recentemente. As primeiras pesquisas trataram primeiro, dos aspectos “tradicionais” das sociedades “não tradicionais” (as comunidades camponesas européias), em seguida, dos grupos marginais, e finalmente, há alguns anos apenas na França, do setor urbano.
  111. 111. 1-2 - Os Caldeus: adoram os deuses dos astros, os deuses da natureza, os deuses das cidades. Na Babilônia, a precedência cabe a Marduc, na Assíria ao casal divino: o deus Assur e a deusa Istar. Essa religião – sobremodo terrena – difere da egípcia, ignora a idéia da sobrevivência e a noção da bem-aventurança.
  112. 112. 1-3 – os Hititas : são os donos de um rico politeísmo. O tratado egípcio-hitita de 1278. é colocado sob a salvaguarda de “mil deuses masculinos e femininos” do país de Hati. 1-4 – Na Fenícia: a religião consiste, essencialmente, na adoração dos astros – Atarté- Istar, em primeiro plano – das fontes, montanhas
  113. 113. e vegetação, está ultima simbolizada particularmente pelo culto e os mistérios de Adonis, forma helenizada da palavra semita “Adon”, que significa Senhor. 1-5 – Na Pérsia: o politeísmo, sem desaparecer inteiramente, se simplifica sob a forma de um dualismo: Ormuz, o espírito do bem, Ariman, o espírito do mal, assistidos,
  114. 114. respectivamente, por uma série dupla de gênios, uns benfazejos, outros malfazejos. O mundo terrestre serve de perpétuo campo de batalha no conflito desses dois grandes princípios. A religião persa, se ela não devia jamais alcançar a noção integral de um Deus único e todo- poderoso, não deixou de trazer eficaz contribuição à concepção monoteísta, principio fundamental das grandes religiões modernas.
  115. 115. Três ensaios são particularmente característicos: sob o Médio Império Egípcio a supremacia conferida a Amon-Ra sobre os outros deuses; mais tarde, no Novo Império, a tentativa de Amenófis IV de criar um monoteísmo solar oficial, culto de Aton, ao qual as outras divindades deveriam ser subordinadas, e enfim, na Caldéia,
  116. 116. ao tentar Hamurabi fazer de Marduc o deus local da Babilônia, o deus supremo do império por ele criado. Quanto a concepção da sobrevivência, imortalidade que se conquista pela pratica da justiça e da virtude, a grande idéia generalizada pelo cristianismo, aparece já na religião de dois dos principais povos orientais, os egípcios e os persas.
  117. 117. No Egito: a possibilidade de sobrevivência em um outro mundo e o principio mora decorrente se ligam ao culto de Osíris. Osíris, rei do Antigo Egito, morto por seu irmão Set, Isis, sua mulher, fá-lo ressuscitar. Em recompensa à sua virtude ele conquistou a imortalidade.
  118. 118. Sob o antigo império, a iniciação, com as conseqüências da sobrevivência que ela comporta, permanece adstrita ao rei e aos seus; depois, no Médio Império, será acessível a todos os egípcios. Após a morte, a alma do defunto passa em julgamento perante Osíris e um tribunal de quarenta e dois juízes.
  119. 119. Se durante uma existência terrestre não cometeu pecados muito graves, é admitido a viver, eternamente, ao lado de Osíris, senão é devorado por um monstro ou entregue às chamas. Conquista-se a sobrevivência, então, pela observância da justiça e do valor moral. O “Livro dos Mortos” fixa as modalidades desse julgamento único que pode dar acesso à vida futura.
  120. 120. A religião Persa: o masdeísmo comporta um julgamento análogo “o julgamento dos mortos”. Desde sua vida terrestre, o individuo dedicar-se-á a contribuir por suas ações para a vitória de Ormuz, o bem, sobre Ariman, o mal.
  121. 121. Os adeptos de Osíris – o deus vencedor da morte – aqueles que praticarem os ritos ligados ao seu culto em particular a manutenção religiosa do corpo sob a forma de múmia – renascerão como ele.
  122. 122. Após a morte é submetido a julgamento. Mitra, o gênio da justiça, pesa-lhe na balança os atos. De acordo com o resultado, a alma vai para o Paraíso ou é precipitada no Inferno. Um segundo julgamento, o juízo final, terá lugar para todos nos fim do mundo. Terminará com a vitória definitiva de Ormuz sobre Ariman.
  123. 123. O monoteísmo Hebraico: de um lado e a imortalidade da alma, unida a um alto ideal de moral e justiça, por outro lado, como conceberam no Oriente egípcio e persa, serão realçados na religião cristã.
  124. 124. O mundo, do ponto de vista bíblico, foi por Deus criado, é por Ele preservado e dirigido. Mas, por que Deus criou e dirige o mundo? Tudo que Deus fez era bom, diz Gênesis. Não “bom” no sentido moral (o que não se aplica às coisas), mas “bom”no sentido teleológico, isto é, próprio para o fim a que destina-se. Desse modo vemos que o homem foi o alvo e coroa da criação de Deus.
  125. 125. O homem é o interlocutor de Deus, criado à sua “imagem e semelhança”. As relações do homem com Deus são a essências mesmas do seu ser. O pecado (quebra dessa relação) é, pois, estudada em dois segmentos: o homem natural (antropologia propriamente dita) e o homem regenerado.
  126. 126. Quanto à antropologia a ser agora considerada (e que não pode ser confundida com antropologia física ou social – puramente cientificas) constará do estudo do homem como imagem de Deus, como pecador, como ser religioso. Cristo, o homem perfeito, é o arquétipo do homem e seu verdadeiro revelador.
  127. 127. Quanto à antropologia a ser agora considerada (e que não pode ser confundida com antropologia física ou social – puramente cientificas) constará do estudo do homem como imagem de Deus, como pecador, como ser religioso. Cristo, o homem perfeito, é o arquétipo do homem e seu verdadeiro revelador.
  128. 128. Definida a natureza do homem como o interlocutor de Deus e a natureza do pecado como a perversão de seu destino, estão em melhor perspectiva para discutir o problema de origem, quer seja do homem, quer seja do pecado.
  129. 129. Em Cristo, encontramos não apenas uma revelação soteriológica – Deus, na pessoa de Seu Filho, identificando-se com o homem e por ele sofrendo – mas uma revelação antropológica: um homem real, na extensão da palavra. Homem que, pela sua “obediência”, venceu sempre o pecado, esteve sempre em comunhão com o Pai, serviu sempre os propósitos divinos.
  130. 130. Esse é o homem ideal, pois que foi, na sua experiência terrestre, o perfeito interlocutor de deus, e, por isso, glorificado após a ressurreição, realiza integralmente, no céu, o destino humano. Está em plena comunhão e em pleno gozo, na glorificação de deus.
  131. 131. Para isso criou Deus o homem. O homem regenerado está nesse rumo, através do processo de santificação, e vai atingi-lo pelo “aperfeiçoamento dos santos”... Também os predestinou para serem conforme à imagem do seu Filho” (Rm 8.29).
  132. 132. Se, em Cristo temos uma visão de como é que Deus quer o homem e para que o quer, e no regenerado temos o homem no caminho de seu mais elevado e correto destino, temos também na Bíblia, a revelação que, com tais possibilidades criou Deus o homem. Deus não o criou pecador.
  133. 133. O ser humano não é fruto da mera evolução: é resultado do ato criador de Deus; o pecado do ser humano não é imposição de necessidade de sua natureza de ser humano, mas de sua responsabilidade. Sendo personalidade (imagem de Deus no segundo sentido). Pecando, deixou de ser – neste ultimo sentido – mas, por Cristo pode ainda vir sê-lo.
  134. 134. O milagre da criação do homem e o drama de sua queda são descritos nos primeiros capítulos de Gênesis.
  135. 135. Pretendemos, no curso de antropologia teológica, considerar o ser humano em suas relações com Deus. É esse o homem propriamente dito, o homem real. Acontece, porém, que o contexto científico- fisiolófico dessa dimensão sofreu modificações.
  136. 136. Um teólogo que discuta hoje, o homem em terminologia aristotélica, certamente há de deixar em suspenso a mente do estudioso contemporâneo, visto que não responde às indagações deste, em termos inteligíveis.
  137. 137. A significação teológica do ser humano é inegável para nós, para afirmá-la e por afirmá-la é que entraremos nesse antecedente não teológico. Ele nos permitirá usar terminologia mais apropriada nas lições posteriores.
  138. 138. 1 - O Homem como Ser Biológico. 2 - O Homem com um Ser Psicológico. 3 - O Homem como um ser Sociológico. 4 - O Homem como um ser Moral.
  139. 139. 5 - O Homem como um ser Filosófico. 6 - O Homem como um ser Teológico. 7 - O Homem um ser Real.

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