Curso de Gestão Bancária III - Quantitave easing, prof. doutor Rui Teixeira Santos /Curso livre de direito bancário (ISCAD, 2014)

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http://www.slideshare.net/Ruiteixeirasantos/regulao-do-sistema-bancrio-i-prof-2013

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  • As taxas principais da região foram reduzidas, com a taxa directora a descer para 0.15% (-10 pontos base), a taxa cobrada nos empréstimos overnight a ser reduzida para 0.40% (-35 pb) e a taxa aplicável aos depósitos no banco central a ser colocada em -0.10% (-10 pb). A redução destas taxas era já esperada pelo mercado, embora o consenso em torno da redução da taxa dos depósitos para valor negativo não tenha sido tão alargado devido à incerteza sobre a eficácia da medida e da possibilidade de ocorrerem efeitos adversos relacionados com a sua implementação. Desta forma, o BCE está efectivamente a cobrar pelos depósitos que os bancos tenham em excesso das reservas obrigatórias (a taxa negativa será aplicável à facilidade de depósito e às reservas excedentárias na conta corrente com o banco central). A redução da refi será provavelmente a medida com menor impacto nas taxas de curto prazo, uma vez que já se encontrava bastante próxima de zero e a alteração é apenas residual. Por outro lado, a redução da taxa dos depósitos poderá desincentivar a aplicação de recursos excedentários no BCE e canalizar o excesso de reservas para a economia real ou resultar numa transferência de capitais dos países centrais (com maiores reservas excedentárias) para os países periféricos (com maiores necessidades de liquidez). No entanto, pode dar-se um efeito perverso de que o custo de manter as reservas no banco central seja transferido para particulares e empresas sob a forma de taxas de juro mais elevadas no crédito ou taxas de depósito mais reduzidas (principalmente nos países com reservas em excesso no banco central), da mesma forma que poderá verificar-se uma saída expressiva de capitais para outras regiões, nomeadamente Reino Unido e EUA, onde se prepara o retorno à normalização da política monetária.
    Paralelamente, as novas operações de refinanciamento direccionadas de prazo alargado (TLTRO), com maturidade máxima de 4 anos (com opção de amortização antecipada ao final de 2 anos) condicionam os montantes que o sector bancário pode obter ao saldo de empréstimos ao sector privado não financeiro. Em particular, os bancos podem obter 7% dos seus stocks de empréstimos ao sector privado não financeiro (não considerando empréstimos à habitação) à data de 30 de Abril de 2014, através de dois leilões que decorrerão em Setembro e Dezembro deste ano (desde que o valor total dos empréstimos obtidos não ultrapasse os EUR 400 mil milhões). Entre Março e Junho de 2016, os bancos poderão obter financiamento neste programa numa base trimestral, num montante até 3 vezes os empréstimos líquidos ao sector não financeiro (novos empréstimos - amortizações). Esta medida procura desbloquear o mecanismo de transmissão da política monetária, por forma a que o excesso de liquidez seja canalizado para empréstimos ao sector real. A eficácia desta medida poderá, no entanto, ficar comprometida por factores relacionados com a solvência do sector privado, na medida em que os níveis de endividamento ainda permanecem elevados. Ainda assim, estes empréstimos poderão ajudar a canalizar os recursos da banca para sectores de actividade que apresentem mais dinamismo e que poderão constituir o take-off de uma recuperação mais robusta da economia, como o sector exportador.
    A compra de ABS (asset-backed securities) constitui uma forma de o BCE conseguir influenciar directamente os custos de financiamento do sector privado. No entanto, dado o reduzido desenvolvimento deste mercado na região, é necessário todo um trabalho de preparação que o BCE agora decidiu intensificar, com o objectivo de conseguir aumentar a eficácia deste instrumento. Por último, foi anunciada a extensão da actual lista de activos elegíveis como garantia em empréstimos do BCE ao sector bancário até Setembro de 2018, foi alargado o período em que os bancos podem obter financiamento ilimitado a taxa fixa nos leilões regulares efectuados pelo banco central até Dezembro de 2016 e foi suspensa a absorção de liquidez relacionada com a compra de títulos de dívida pública ao abrigo do programa SMP, iniciado em 2010 e terminado em 2012 com o anúncio do mais abrangente OMT (que nunca chegou a ser activado).
    A intervenção do BCE poderá ser suficiente para reanimar a transmissão da política monetária, impulsionar o crescimento do nível de preços e contribuir para relançar o crescimento da economia da região. No entanto, vários riscos persistem, nomeadamente relacionados com o elevado endividamento do sector não financeiro nos países mais afectados pela crise da dívida soberana e com as expectativas de recuperação ainda deprimidas, que no limite poderão limitar a eficácia da intervenção. Por outro lado, nunca o BCE tinha adoptado uma postura tão activa, com este novo pacote de medidas a aproximar-se das medidas apresentadas pelo Banco do Japão e pela Reserva Federal. Enquanto o último já está a preparar o regresso à normalização da política monetária, o primeiro começa a dar sinais de estar a sair da espiral deflacionária em que tem estado mergulhado nas últimas duas décadas. Desta forma, a actuação do BCE constitui um bom sinal e poderá ser um alívio para a procura interna europeia.
  • BCE pode estar a alimentar duas bolhas financeiras
    É o alerta do economista Constantin Gurdgiev, editor do blogue irlandês TrueEconomics. As medidas tomadas a 5 de junho ficaram a meio e poderão não implicar o efeito esperado sobre a economia real, diz o professor de Finanças em Dublin.
    1
    Jorge Nascimento Rodrigues |
    10:26 Segunda, 9 de Junho de 2014 Última atualização há 4 minutos


    A linha de atuação do BCE está prisioneira de um caminho "de crescente complexidade, maior apoio em efeitos de segundo ordem, maior agressividade no fornecimento indireto de liquidez", diz o economista Constantin Gurdgiev / DANIEL ROLAND/AFP/Getty Images
    O Banco Central Europeu (BCE) ficou a meio caminho na reunião do seu conselho a 5 de junho. "O BCE necessitará de avançar com mais medidas, incluindo um programa completo de quantitative easing [conhecido pelo acrónimo QE, respeitante a compra massiva de ativos pelo banco central]", refere-nos o economista Constantin Gurdgiev, professor de Finanças no Trinity College em Dublin e na principal escola de negócios irlandesa, a UCD Michael Smurfit Graduate Business School. O economista russo é editor de um blogue de referência internacional, TrueEconomics .
    O economista alerta que a política monetária do BCE - apesar das novas condicionalidades, na direção certa, que está a impor aos bancos da zona euro - poderá conduzir à conjugação de duas bolhas financeiras: "A minha preocupação central é que as novas medidas acabem simplesmente por atuar como um estimulante das valorizações nos mercados bolsistas e nos preços da dívida soberana - com a consequente descida nas yields das obrigações para mínimos históricos nunca registados. Sem que haja uma tradução para a economia real, nomeadamente na despesa em investimento e na criação de emprego".
    Recorde-se que a economia do conjunto da zona euro continuava praticamente estagnada no primeiro trimestre de 2014, com um crescimento de 0,2% em relação ao trimestre anterior (crescimento em cadeia), inferior inclusive ao verificado no trimestre anterior.
    Banco central prisioneiro
    A linha de atuação do BCE está prisioneira de um caminho "de crescente complexidade, maior apoio em efeitos de segundo ordem, maior agressividade no fornecimento indireto de liquidez", diz o economista nesta entrevista ao Expresso. "Ainda que, à superfície, os objetivos das inovações em política monetária tenham mudado, a forma de atuar continua em larga medida a mesma", refere, para sublinhar que foi positiva a viragem para lidar com os problemas graves de fragmentação dos mercados de crédito, com a dinâmica de desinflação e com as pressões sobre o euro, mas, no final, todas essas medidas sucessivas "mostraram ter eficácia limitada".
    Será diferente no futuro? Gurdgiev duvida. Acresce que o BCE atua num contexto em que a política orçamental dos governos, em particular nos países periféricos, é norteada pela austeridade, com efeitos macroeconómicos contrários ao "alívio" provocado pelas decisões de política monetária.
    Para o economista, o balanço das decisões da reunião do BCE da semana passada é "misto". Por um lado, algumas decisões positivas - como o lançamento de uma nova linha de operações de refinanciamento a quatro anos (TLTRO) condicionada por objetivos e com proibições que fazem todo o sentido e a suspensão da esterilização semanal do programa SMP de aquisição de dívida soberana em 2010 e 2011. Por outro, medidas muito arriscadas - como a taxa negativa de remuneração dos depósitos, ou o atraso no avanço para um programa de compra de ativos, seja "mitigado", como o programa de compra de ABS (asset-backed securities) cuja preparação está em curso, seja de um QE pleno. No conjunto, Gurdgiev vê um emaranhado "complexo e desconexo".
    Dúvida que permanece
    Mas, acima de tudo, diz o economista russo, permanece a dúvida de que o "pacotão" de medidas anunciadas e em previsão consiga efetivamente "reparar" o canal de transmissão da política monetária de "alívio" decidida em Frankfurt para a economia real (sobretudo para as empresas, cujo crédito bancário continua a contrair-se em termos anuais) e em benefício dos países periféricos, em virtude da permanência de uma "fragmentação" no mercado da zona euro.
    O economista pensa que a descida da taxa diretora de juros de 0,25% para 0,15% terá um efeito neutro nos casos de Itália e Portugal e inclusive negativo nos casos de Espanha e Irlanda, onde os altos níveis de endividamento de empresas e famílias está ligado a empréstimos com juros a prazos mais curtos.
    No caso da medida radical de passar para negativa a taxa de remuneração dos depósitos dos bancos nos cofres do banco central, refere que a governadora da Reserva Federal, Janet Yellen, já havia chamado a atenção em novembro de 2013 que tal estratégia pode gerar "disrupções significativas nos mercados". Gurdgiev recorda que este tipo de medida foi de muito curta duração na Suécia, com o banco central a ser o primeiro a testar taxas negativas entre julho e outubro de 2010, e acabou recentemente por ser abandonada pelo banco central da Dinamarca, que registou taxas negativas entre julho de 2012 e 23 de abril de 2014. "A experiência dinamarquesa não foi eficaz em aumentar a oferta de crédito ou em baixar as taxas de juro no mercado interbancário", sublinha. O impacto sobre os depositantes pode ser muito negativo. Segundo a edição de hoje do jornal online El Economista, os bancos espanhóis já estão a pagar menos de 1% pela remuneração de depósitos a 12 meses.
    Efeito bolha de Draghi
    As yields da dívida soberana dos periféricos da zona euro desceram acentuadamente desde que Mario Draghi proferiu em Londres em julho de 2012 as célebres frases de que "o BCE está pronto a fazer tudo o que for necessário para preservar o euro" e "acreditem em mim, será suficiente".
    Nos casos da dívida obrigacionista a 10 anos da Irlanda, Espanha e Itália as yields registaram este ano mínimos históricos sucessivos, com o custo de financiamento da dívida irlandesa e espanhola já em níveis inferiores ao registado para a dívida britânica e norte-americana. Uma situação artificial, na análise de muitos analistas. O retorno médio de toda a dívida obrigacionista da zona euro este ano (de janeiro até à data) subiu para 6,74%, segundo o índice da Bloomberg. O retorno médio anual em 2013 foi de 2,69%.
    Nas bolsas europeias, o índice Eurostoxx 600 (que abrange a capitalização bolsista em 18 países) valorizou-se em 45% entre junho de 2012 e agora, e só, nas últimas 52 semanas, subiu 17,5%. O índice bolsista global para a Europa, o MSCI Europe, valorizou-se 21,66% nas últimas 52 semanas, a maior valorização entre os índices MSCI, e acima da valorização mundial de 17,69%.
    Gurdgiev aponta para uma incongruência. Desde o segundo semestre de 2011, que a dinâmica de crescimento do índice Eurostoxx 600 diverge da evolução do rácio dos ganhos por ação. A valorização na capitalização bolsista coincide paradoxalmente com uma descida naquele rácio. "O cenário está a ser levantado para que uma bolha substancial emergente nas ações das cotadas nas bolsas europeias se desenvolva em paralelo com uma já bem estabelecida bolha na dívida soberana", conclui


    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/bce-pode-estar-a-alimentar-duas-bolhas-financeiras=f874782#ixzz348YRDXMF
  • Os overdratfs dependem do capital dos bancos e do volume de credito solicitado ao BCE – as grandes transacções quase nao pagam juros
    Este sistema domestico é para alguns bancos enquanto no mercado de fundos do eurodollar
  • No fim do dia o banco B apresentação o titulo e este é convertido em dinheiro; ou seja no sistem privado nao ha dinheiro, mas promessa de pagamento ao contrario da emissão de reservas por parte do BCE, pois aí ha dinheiro novo, dinheiro real emitido pelo BCE.
  • As reservas anulam os overdrafts. Há um sistema de expasão e de contração do crédito do BCE durante o dia
  • Este sistema permite num terceiro momento proceder-se ao pagamento com as reservas. O Banco A paga hj prometendo pagar amanha. O BCE pode ainda comprara reservas ao banco com excesso de reservas overnith e anular a expanção do crédito.
  • Como o banco nao via ficar com reservas à espera vai utilizar os fundos do BCE
  • Banco B vai aplicar as reservas em emprestimos ao sistema (Findos do BCE) e por seu laod o Banco C vai precisar de um emprestimo do BCE ºara criar reservas e assim empresatar ao banco A que vai dar a hipoteca.

    Quem empresstou então o dinheiro da hipoteca?
  • Curso de Gestão Bancária III - Quantitave easing, prof. doutor Rui Teixeira Santos /Curso livre de direito bancário (ISCAD, 2014)

    1. 1. P R O F . D O U T O R R U I T E I X E I R A S A N T O S C U R S O L I V R E D E D I R E I T O B A N C Á R I O I N S T I T U T O S U P E R I O R D E C I E N C I A S D E A D M I N I S T R A Ç Ã O L I S B O A 7 d e m a i o 2 0 1 4 Gestão Bancária “QUANTITATIVE EASING” (módulo 3)
    2. 2.  (continua)  Prof. Doutor Rui Teixeira Santos  ISCAD – Instituto Superior de Ciencias de Administração  Lisboa  2014
    3. 3. Medidas inéditas do BCE  As taxas principais da região foram reduzidas, com a taxa directora a descer para 0.15% (-10 pontos base), a taxa cobrada nos empréstimos overnight a ser reduzida para 0.40% (-35 pb) e a taxa aplicável aos depósitos no banco central a ser colocada em -0.10% (-10 pb).  Novas operações de refinanciamento direccionadas de prazo alargado (TLTRO), com maturidade máxima de 4 anos (com opção de amortização antecipada ao final de 2 anos) condicionam os montantes que o sector bancário pode obter ao saldo de empréstimos ao sector privado não financeiro. Em particular, os bancos podem obter 7% dos seus stocks de empréstimos ao sector privado não financeiro (não considerando empréstimos à habitação) à data de 30 de Abril de 2014, através de dois leilões que decorrerão em Setembro e Dezembro deste ano (desde que o valor total dos empréstimos obtidos não ultrapasse os EUR 400 mil milhões). Entre Março e Junho de 2016, os bancos poderão obter financiamento neste programa numa base trimestral, num montante até 3 vezes os empréstimos líquidos ao sector não financeiro (novos empréstimos - amortizações). Esta medida procura desbloquear o mecanismo de transmissão da política monetária, por forma a que o excesso de liquidez seja canalizado para empréstimos ao sector real.  Compra de activos ABS (asset-backed securities) -constitui uma forma de o BCE conseguir influenciar directamente os custos de financiamento do sector privado.  (5.6.2014)
    4. 4. Balanço “misto” ou QE “mitigado”  O BCE atua num contexto em que a política orçamental dos governos, em particular nos países periféricos, é norteada pela austeridade, com efeitos macroeconómicos contrários ao "alívio" provocado pelas decisões de política monetária.  O balanço das decisões da reunião do BCE é "misto". Por um lado, algumas decisões positivas - como o lançamento de uma nova linha de operações de refinanciamento a quatro anos (TLTRO) condicionada por objetivos e com proibições que fazem todo o sentido e a suspensão da esterilização semanal do programa SMP de aquisição de dívida soberana em 2010 e 2011. Por outro, medidas muito arriscadas - como a taxa negativa de remuneração dos depósitos, ou o atraso no avanço para um programa de compra de ativos, seja "mitigado", como o programa de compra de ABS (asset- backed securities) cuja preparação está em curso, seja de um QE pleno. Trata-se de um emaranhado "complexo e desconexo” pacote de medidas do BCE.
    5. 5. Quantitative easing  Termo que expressa estas facilidades de crédito / compra maciça de ativos o por parte do banco central e que começou a ser usado na sequencia das intervenções da Fed Reserve na crise de 2008.  Do ponto de vista da liquidez a responsabilidade do s bancos para com o BCE é em primeiro lugar com a capacidade de pagarem os créditos ao BCE e em segundo lugar com a gestão de reservas no BCE (as reservas pertencem aos bancos e são depósitos destes no BCE que atualmente pagam juros). Porém, o nível das reservas no BCE é hj tão elevado que este objectivo está posto de lado (em face da desconfiança no mercado interbancário europeu).  Por isso a intervenção do BCE é hj mais decisiva no sistema de pagamentos entre bancos.
    6. 6. Sistema de pagamentos: se um banco quiser pagar e já não tiver reservas no BCE? -Existe um sistema publico de expansão de credito diário BCE fund marcket/Sistema de bancos centrais europeus Banco A • Activo • Passivo • Overdraft/descoberto BCE/SBCE • Activo • Overdraft/descoberto • Passivo • +reservas Banco B • Activo • +reservas (dinheiro real) • Passivo
    7. 7.  Se o banco nao pagar o overdraft, então o banco tem que pagar um empréstimo à taxa de desconto. O banco tem que procurar recursos de outro lado e pagar ao sistema.  Overdratf: é uma expansão de crédito diário (intraday)
    8. 8. Sistema de pagamentos: se um banco quiser pagar e já não tiver reservas no BCE? -Existe um sistema privado de expansão de crédito diário Eurodollar marcket Banco A • Activo • Passivo • Divida ao Chips CHIPs • Activo • colaterais • Passivo • +depósitos Banco B • Activo • +credito do chips (titulo, em vez de dinheiro) • Passivo
    9. 9. Regras da gestão Regras do sistema financeiro:  Elasticidade  Disciplina  Um bom banqueiro vai querer rentabilizar os seus recursos.  No final do dia os overdrafts convertem-se em fundos do BCE (reservas) o banco A passa a ter reservas do BCE no seu passivo (promessa de pagamento de reservas na manha seguinte – promessa overnigth) e o banco B passa a ter no seu ativo a promessa de + Reservas do BCE no dia seguinte.  Como? Vai depositar o seu excesso de reservas desta noite no BCE e assim anula a criação de moeda
    10. 10. Sistema de pagamentos: se um banco quiser pagar e ja nao tiver reservas no BCE? -Existe um sistema publico de expansão de credito diário BCE fund marcket Banco A • Activo • - Overdrafts • +reservas • Passivo • + reservas • -Fundos do BCE BCE • Activo • -overdrafts • +overdrafts • Passivo • +reservas • -reservas Banco B • Activo • +reservas • Passivo • + Fundos do BCE/depósitos dos bancos no BCE/SBCE
    11. 11. Sistema de pagamentos: O Banco A paga hoje prometendo pagar amanha Banco A • Activo • - Overdrafts • +reservas • Passivo • + reservas • -Fundos do BCE BCE • Activo • +reservas A • - reservas B • Passivo • +reservas B • - Reservas A Banco B • Activo • +reservas • Passivo • + Fundos do BCE
    12. 12. Compra de uma casa envolve o Mercado de Fundos do BCE também Banco A • Activo • hipoteca • Passivo • depósito cliente • Activo • depósito • Passivo • hipoteca
    13. 13. Compra de uma casa envolve o Mercado de Fundos do BCE também Banco A • Activo • Hipoteca • +reservas • -reservas • Passivo • Depósito • -Fundos do BCE • -depositos Banco C • Activo • -reservas • Fundos do BCE /Emprestimos do BCE • Passivo Banco B • Activo • depósito • Passivo • hipoteca
    14. 14. O Banco B depois de receber o deposito vai empreta-lo reduzindo assim as suas reservas Banco A • Activo • Hipoteca • +reservas • -reservas • Passivo • Depósito • -Fundos do BCE • -depositos Banco C • Activo • -reservas • Fundos do BCE /Emprestimos do BCE • +Reservas • Passivo • Fundos do BCE/emprestimo Banco B • Activo • depósito • Passivo • Hipoteca • -Reservas • + Fundos do BCE/Emprestimo ao sistema
    15. 15. Quem empresstou então o dinheiro da hipoteca?  O banco A pediu emprestado ao banco C que pediu emprestado ao banco B que por sua vez fez o emprestimo com base no deposito que o cliente fez no banco B.  Em ultima análise o dinheiro que o banco emprestou ao cliente foi o seu proprio dinheiro…  Antes deste credito hipotecario ser securitirizado ou comprado por algum fundo de pensões ou incluido em qq derivado, a hipoteca é financiada pela expansão do balanços do bancos, pela expanção do crédito. Trata-se apneas de uma transferencia de balanços.
    16. 16. E o que faz o banco C no sistema?  Este banco compra fundos do BCE e vende Fundos do BCE.  E porquê?  Eles só o faz porque ha um spread. Porque pode haver uma diferença entre o preço que paga quando compra os fundos e o preço que recebe quando os vende.  O Banco B é um DEALER do mercado de fundos do BCE – uma nova entidade financeira. Isso significa como dealer que tem a mesma exposição no passivo e no activo do banco
    17. 17. Pagamento do hipoteca  O banco C vai ter que pagar o depósito. Ele pode tomar qualquer das suas reservas e vende-las o que significa que o BCE diminui as reservas do banco e emite moeda ou cede liquidez.  Não há problema para o sistema pois cash e reservas são passivos do BCE. O BCE conta que esse dinheiro nao é seu…
    18. 18. Brockers e Dealers  Um brocker arranja o encontro entre o banco A e B. Ele nao compra nem toma posições. Apenas opera como agente do negócio.  O dealer faz o mercado estando no meio do credito e do emprestimo. Os bancos nem sabem quem nada entre eles…
    19. 19. Imparidades e influencia do BCE  A expançao dos balanços evidenciam os preços e o perfil dos pagamentos de uma economia  Se ha muita gente a querer fundos é porque ha dificuldades de pagamento (imbalances) e posso pedir maior preço.  Já não é o ciclo do dia (overnight) mas o ciclo económico.  O BCE entra aqui gerindo as tacas REPRO e as reservas e comprando activos, antecipando ondo pode haver imablances ou problema de pagamento.  O BCE influencia a quantidade de reservas fazendo emprestimos overnigth criando reservas adicionais que podem ser usadas pelo security business para financiar o sistema formando um preço que flua durante o dia consuante o risco e a procura no mercado interbancário.
    20. 20. Conclusão  O preço do dinheiro depende do padrão de risco de uma economia e não da procura de crédito. Esse perfil de risco é definido pelo padrão de pagamento. Este mede-se pelo nível de expansão do dos balanços dos bancos. Quanto maiores forem as dificuldades de pagamento e as imparidades numa economia mais empréstimos os bancos pedem ao sistema ou ao BCE/SBCE.  Se o padrão de risco for elevado a taxa de juro é elevada também.  Não existe pagamentos em dinheiro. O que existe no sistema é transferências de balanço e passivos que compensam ativos...

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