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ROMANTISMO                   PROSAProf. Vitor Dias
Rio de Janeiro - meados do século XIX     Lettighe. Street in Rio Janeiro          Migliavacca, ca 1840         Colecção d...
FIESTAS – Jean Béraud (1849)
Society Evening - Jean Beraud
Rodelnégio Gonçalves Neto
CONTEXTO HISTÓRICO Romanço             Romance. Independência do Brasil (1822). Procurou-se definir nação, povo, língua e ...
TIPOS DE PROSA ROMÂNTICA Romance indianista (a vida primitiva) Romance regional (a vida rural) Romance urbano (a vida cita...
CARACTERÍSTICAS A busca da identidade nacional (selva, campo, cidade). Inicialmente o romance foi publicado em folhetins. ...
Flash back narrativoO amor como redençãoIdealização da mulherIdealização do heróiPersonagens planasLinguagem metafórica.
ROMANCE INDIANISTA Autêntica expressão da nacionalidade. Índio – o herói nacional. Representantes:  José de Alencar - Obra...
O Guarani                            José de AlencarQuando a cavalgata chegou à margem da clareira, ai se passava uma cena...
   ROMANCE URBANO   Retrato do dia-a-dia do leitor.   Discute os problemas e valores vividos pela burguesia    do sécul...
   REPRESENTANTES:         José de Alencar:   Senhora : tematiza o casamento como forma de    ascensão social.   Diva ...
Senhora                               José de Alencar“Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.Desde o momento de ...
   Romance regionalista   Buscou compreender e valorizar as características étnicas,    lingüísticas, sociais e culturai...
O gaúcho                          José de AlencarI-  O PAMPAComo são melancólicas e solenes, ao pino do sol, as vastascamp...
O cabeleira                                Franklin TávoraA história de Pernambuco oferece-nos exemplos de heroísmo e gran...
Inocência                        Visconde de Taunay"O legítimo sertanejo, explorador dos de sertos, não tem, em gera l,  f...
CangaceiroDi Cavalcanti - 1952
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  1. 1. ROMANTISMO PROSAProf. Vitor Dias
  2. 2. Rio de Janeiro - meados do século XIX Lettighe. Street in Rio Janeiro Migliavacca, ca 1840 Colecção de estampas - Antonio Feliciano de Castilho
  3. 3. FIESTAS – Jean Béraud (1849)
  4. 4. Society Evening - Jean Beraud
  5. 5. Rodelnégio Gonçalves Neto
  6. 6. CONTEXTO HISTÓRICO Romanço Romance. Independência do Brasil (1822). Procurou-se definir nação, povo, língua e cultura brasileira. Projeto romântico: construção de uma cultura brasileira autônoma. Nascimento do romance brasileiro. Classe consumidora: burguesia.
  7. 7. TIPOS DE PROSA ROMÂNTICA Romance indianista (a vida primitiva) Romance regional (a vida rural) Romance urbano (a vida citadina)
  8. 8. CARACTERÍSTICAS A busca da identidade nacional (selva, campo, cidade). Inicialmente o romance foi publicado em folhetins. Sentimentalismo. Impasse amoroso, com final feliz ou trágico. Oposição aos valores sociais. Peripécia (artimanha narrativa).
  9. 9. Flash back narrativoO amor como redençãoIdealização da mulherIdealização do heróiPersonagens planasLinguagem metafórica.
  10. 10. ROMANCE INDIANISTA Autêntica expressão da nacionalidade. Índio – o herói nacional. Representantes: José de Alencar - Obras: Iracema; Ubirajara; O Guarani.
  11. 11. O Guarani José de AlencarQuando a cavalgata chegou à margem da clareira, ai se passava uma cenacuriosa.Em pé, no meio do espaço que formava a grande abóbada de árvores,encostado a um velho tronco decepado pelo raio, via -se um índio na flor daidade.Uma simples túnica de algodão, a que os indígenas chamavam aimará,apertada à cintura por uma faixa de penas escarlates, caía-lhe dos ombros atéao meio da perna, e desenhava o talhe delgado e esbelto como um juncoselvagem.Sobre a alvura diáfana do algodão, a sua pele, cor do cobre, brilhava comreflexos dourados; os cabelos pretos cortados rentes, a tez lis a, os olhosgrandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte; a pupila negra,móbil, cintilante; a boca forte mas bem modelada e guarnecida de dentesalvos, davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça, da força e dainteligência.
  12. 12.  ROMANCE URBANO Retrato do dia-a-dia do leitor. Discute os problemas e valores vividos pela burguesia do século XIX. 1844 - A Moreninha de Joaquim Manoel de Macedo – 1º romance romântico. Temática: amores impossíveis, intrigas amorosas, chantagens, dúvida entre o dever e o desejo. Personagens planas: comportamento previsível. Herói romântico: ser idealizado, forte, honrado, corajoso . Figura feminina: frágil, sonhadora, submissa.
  13. 13.  REPRESENTANTES: José de Alencar: Senhora : tematiza o casamento como forma de ascensão social. Diva Lucíola Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um sargento de milícias: difere dos demais romances, pois o protagonista não é herói ou vilão, não há idealização da mulher e do amor e a linguagem aproxima-se da jornalística.
  14. 14. Senhora José de Alencar“Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foiproclamada a rainha dos salões.Tornou-se deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. Era rica e famosa.Duas opulências, que se realçavam como a flor em vaso de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prisma do diamante.Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira seu fulgor?Tinha ela dezoito anos quando apareceu a primeira vez na socieda de. Não a conheciam; e logo buscaram todos com avidez informações acerca da grande novidade do dia.Dizia-se muita coisa que não repetirei agora, pois a seu tempo saberemos a verdade, sem os comentos malévolos de que usam vestí-la os noveleiros.Aurélia era órfã; tinha em sua companhia uma velha parenta, viúva, D. Firmina Mascarenhas, que sempre a acompanhava na sociedade.”
  15. 15.  Romance regionalista Buscou compreender e valorizar as características étnicas, lingüísticas, sociais e culturais que marcam as regiões do país. REPRESENTANTES: Visconde de Taunay : Inocência ( centro-oeste ) José de Alencar : O Ga ucho ( sul ) Franklin Tá vora : O Cabeleira ( nordeste )
  16. 16. O gaúcho José de AlencarI- O PAMPAComo são melancólicas e solenes, ao pino do sol, as vastascampinas que cingem as margens do Uruguai e seus afluentes!A savana se desfralda a perder de vista, ondulando pelas sangase coxilhas que figuram as flutuações das vagas nesse verde oceano.Mais profunda parece aqui a solidão, e mais pavorosa, do quena imensidade dos mares.É o mesmo ermo, porém selado pela imobilidade, e como que estupefatoante a majestade do firmamento.Raro corta o espaço, cheio de luz, um pássaro erradio, demandando a sombra,longe na restinga de mato que borda as orlas de algum arroio. A trecho passao poldro bravio, desgarrado do magote; ei-lo que se vai retouçandoalegremente babujar a grama do próximo banhado.
  17. 17. O cabeleira Franklin TávoraA história de Pernambuco oferece-nos exemplos de heroísmo e grandeza moral que podem figurar nos fastos dos maiores povos da antigüidade sem desdourá-los. Não são estes os únicos exemplos que despertam nossa atenção sempre que estudamos o passado desta ilustre província, berço tradicional da liberdade brasileira. Merecem -nos particular meditação, ao lado dos que aí se mostram dignos da gratidão da pátria pelos nobres feitos com que a magnificaram, alguns vultos infelizes, em quem hoje veneraríamos talve z modelos de altas e varonis virtudes, se certas circunstâncias de tempo e lugar, que decidem dos destinos das nações e até da humanidad e, não pudessem desnaturar os homens, tornando-os açoites das gerações coevas e algozes de si mesmos.(...) Com a simplicidade irrepreensível que é o primeiro ornamento das concepções do espírito popular, habilitam -nos esses trovadores a ajuizarmos do famoso valentão pela seguinte letra:Fecha a porta, gente,Cab eleira aí vem,Matando mulheres,Meninos também.
  18. 18. Inocência Visconde de Taunay"O legítimo sertanejo, explorador dos de sertos, não tem, em gera l, família. Enquanto moço, seu fim único é devassar terra s, pisar campos onde ninguém antes pusera pé, vadear rios desconhecidos, de spontar cabeceiras e furar matas, que descobridor algum até então haja varado." (Cap. I)."... Quanto às mulheres, não tenho as sua s opiniões, nem as acho razoáveis nem de justi ça. Entretanto, é inútil discutirmos porque sei que isso são prevençõe s vinda s de longe, e quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita... No meu parecer, as mulheres são tão boas como nós, se não melhores: não há, pois, motivo para tanto desconfiar delas e ter os homens em tão boa conta... Cuide cada qual de si, olhe Deus para todos nós, e ninguém queira arvorar-se em palmatória do mundo." (Cap. V).
  19. 19. CangaceiroDi Cavalcanti - 1952
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