O ensino da literatura como meio lúdico de aprendizagem

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O ensino da literatura como meio lúdico de aprendizagem

  1. 1. O ENSINO DA LITERATURA COMO MEIO LÚDICO DE APRENDIZAGEM Boa Vista- RR 2010
  2. 2. ACADÊMICAS: ANA MÁRCIA SILVA SERRÃO MARIA SEBASTIANA GOMES AZEVEDO NAIRA REGINA DE SOUZA VERAS O ENSINO DA LITERATURA COMO MEIO LÚDICO DE APRENDIZAGEM Boa Vista- RR 2010
  3. 3. TEMA O ensino da literatura como meio lúdico de aprendizagem ÁREA TEMÁTICA Letras AUTORES Ana Márcia Silva Serrão Maria Sebastiana Gomes Azevedo Naira Regina de Souza Veras OBJETIVO GERAL Desenvolver de forma lúdica o interesse pela aprendizagem da literatura. OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Identificar as dificuldades ocorridas durante o processo de aprendizagem da literatura;  Orientar os alunos sobre a importância da aquisição da literatura utilizando o lúdico;  Estimular o interesse pela literatura. JUSTIFICATIVA A literatura vem conquistando um espaço cada vez maior no ensino, por se tratar de uma disciplina que possibilita o aluno a conhecer fatos da historia que ocorreram em contextos distintos. É importante destacar que, grandes obras literárias serviam como meio de protesto e críticas a sociedade da época, pós a trajetória dos personagens, representavam a vida real do povo, que sempre buscavam combater os limites impostos pela ideologia dominante. Logo a literatura contribui no desenvolvimento intelectual e sócio cultural de indivíduos.
  4. 4. Apesar dessa enfática importância, observa-se que há dificuldades no que se refere a sua aprendizagem, devido à aplicação de métodos tradicionais que não estimulam no aluno o interesse pela disciplina, causando assim uma aprendizagem mecânica e desprazerosa. A aprendizagem mecânica refere-se à aprendizagem de novas informações com pouca ou nenhuma associação com conceitos já existentes [...] o conhecimento assim adquirido fica arbitrariamente distribuído na estrutura cognitiva, sem se ligar a conceitos específicos. (Book, 2006) Esse projeto tem como objetivo ensinar a literatura através do estímulo à sensibilidade, criatividade e criticidade e da formação do gosto pela leitura, contribuindo de forma significativa e por que não dizer libertadora na vida dos alunos, além de ser um fator importante no desenvolvimento do pensamento crítico. Na medida em que os métodos tradicionais impõem um ensino artificial, e que não faz parte da realidade, há de se providenciar mudanças imediatas que alterem esse quadro e que acompanhem as reais necessidades dos estudantes de hoje, pois: “o que não se faz sentir não se entende e o que não se entende não interessa”. (Autor desconocido). Diante dessa realidade, se propõe novas formas para tornar o processo de aprendizagem em um momento natural do cotidiano, estimulado por atividades lúdicas que enriquecem e dinamizam o aprendizado da literatura. Passado o momento de descoberta, passado o momento de informação, passado o momento de leitura e de apreciação, é chegada a hora de levar o aluno à criação. Como estamos falando de escola, de sala de aula, esta criação poderá ter sempre o caráter da coletividade e ludicidade. Neste momento de criação coletiva o diálogo, as trocas e as demais tentativas serão sempre somadas àquelas outras coisas que chamamos currículo de formação e objetivos da escola. (ALMEIDA, 2007, p. 148) O educador deve conscientizar- se de que na aprendizagem da literatura, o aluno deve atuar dinamicamente durante as aulas, para se sentirem próximas de situações concretas e reais para mais tarde construírem seus próprios conceitos de literatura. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA APRENDIZAGEM Sabe-se que a aprendizagem é um segmento de interpretação de conhecimentos escolares por meio de atividades próprias dos alunos, tais atividades podem ser os conteúdos das disciplinas e da maneira de resolver as tarefas práticas que lhes correspondem. No estudo
  5. 5. da literatura não é diferente, pois é necessário que o docente passe para o aluno a importância que a aquisição da literatura tem para o seu desenvolvimento intelectual e social. Estar o aluno motivado para o estudo não depende, portanto, apenas da sua capacidade individual, porque, para sabermos do que cada um é capaz, é preciso verificar, antes, as condições reais de vida que se sobrepõem a individualidade. O professor deve conhecer as experiências sociais dos alunos: o meio em que vivem as relações familiares, a educação familiar, as motivações e as expectativas em relação à escola e ao seu futuro na vida. Estas características vão determinar, inclusive, sua percepção da escola, da matéria, do professor, seu modo de aprender. (LIBÂNIO, 1994, p.114). O LÚDICO Educar utilizando o lúdico vem sendo discutido há muito tempo, pois alguns educadores antigamente não acreditavam que se podia transformar a brincadeira em prática educativa. Um recurso lúdico é valioso no processo de aprendizagem, tanto para crianças quanto para adultos, pois jogar, brincar, além de favorece a interação com o colega, estimula o uso da imaginação, possibilitando, portanto, a exteriorização de opiniões como a assimilação da opinião alheia. Participar, participar e participar. Tornar-se agente ativo em todas as etapas do processo de construção do conhecimento. Fazer se presente e sentir-se presente, participativo. [...] o aluno deve ser considerado em seu conjunto, em suas múltiplas inteligências em seu espaço particular bem como no espaço escolar. (Revista projetos escolares, ano 1- no 1 2010) De fato o lúdico é estimulante e faz com que a criança saia da monotonia da sala de aula e se torne mais criativa e espontânea. Para que se possa alcançar efetivamente a aprendizagem, a criança tem que ter estas duas últimas características do lúdico aguçadas. Por isso, que muitas crianças ao irem à escola anseiam pela hora do recreio, lugar e hora que se sentirão livres para se divertir. O professor tem que mostrar ao aluno que estar na sala de aula é prazeroso, e nesse contexto explicar a importância de estar ali. É na sala de aula que o aluno vai aprender a viver no coletivo, a se socializar e para isso o educador deve ensinar através de atividades lúdicas como fazê-lo. LITERATURA Sabe-se que desde tempos antigos a prática da leitura faz a diferença na vida do ser humano. A prática e as competências leitoras destacam a importância da literatura na formação pessoal e intelectual do ser humano ainda na infância e adolescência.
  6. 6. (...) possibilidade de o artista recriar a realidade, transformando-se, assim, em criador de mundos, de sonhos de ilusões, de verdades. O artista tem dessa forma, um poder mágico em suas mãos: o de moldar a realidade segundo suas convicções, seus ideais, sua vivência. (DE NICOLA, 1998, P.10) Sendo assim, a literatura pode proporcionar ao homem uma posição social bastante significativa dentro da sociedade. Pois naturalmente neste mundo criado pelos artistas ocorrem grandes transformações que certamente retratam e influenciam sua cultura, suas idéias, suas experiências e sua visão de mundo. Como afirma o escritor brasileiro Machado de Assis “Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo ou uma revolução; alguns dizem mesmo que assim é que a natureza compôs suas espécies.” (DE NICOLA, 1998, p.24) Portanto, para que haja desempenho e interesse pela arte literária é de grande importância que o lúdico esteja presente no ensino da literatura, pois este enriquece as aulas, retém a atenção do estudante e ajuda muito na aquisição da oralidade e escrita, fazendo com que os alunos se sintam mais a vontade e motivados a aprender. Além disso, desperta a curiosidade para buscar novas informações culturais, buscando assim construir seu próprio conceito de literatura. METODOLOGIA O presente estudo foi elaborado com base em pesquisas bibliográficas em livros e artigos, com os seguintes temas relevantes, aprendizagem, lúdico e literatura, os quais abordam o ensino da literatura por meio da ludicidade. Este teve como principal objetivo desenvolver de forma lúdica o interesse pela aprendizagem das artes literárias. Para a realização deste trabalho foi utilizado como método pedagógico o lúdico no âmbito literário, sendo apresentados por meio de ilustrações, dramatizações, oralidade, compreensão auditiva e áudio-visual. Esta pesquisa foi desenvolvida com alunos de Escolas Públicas do Ensino Fundamental. Entre os trabalhos desenvolvidos pode-se também realizar outras atividades que lhes despertarão maior interesse pela literatura como, por exemplo, um jogo de quebra-cabeça que será formado por uma historia estruturada com inicio, meio e fim que será montado de acordo com a ocorrência dos fatos. Quebra cabeça: Material: * Papel ofício, papel EVA (emborrachado), cola, tesoura, textos literários.
  7. 7. 1. Faça cópias de pequenos textos de histórias literárias; 2. Em seguida recorte somente nos parágrafos, esses recortes devem corresponder a estrutura dos encaixes seguindo ao modelo de um quebra cabeça normal; 3. Cole em papel EVA para novamente ser recortado; 4. Coloque-os fora de ordem e peça para os alunos lerem e montarem o quebra - cabeça. Outra forma também muito interessante de se trabalhar é a criação de uma história que anteriormente será iniciada pelo professor e no decorrer dos acontecimentos ele deixe livre para que os alunos desenvolvam e finalizem o texto de acordo com sua criatividade para dessa forma a aula passe a ser divertida e é claro mais significativa. Sendo assim, os alunos passarão a demonstrar suas capacidades e seus conhecimentos, além de estarem desenvolvendo seu raciocínio e suas habilidades. Diagnóstico: Inquérito oral e escrito Material: * Gravuras, papel ofício, caneta, lápis colorido e hidrocor. 1. Perguntar se conhecem determinada obra relatando alguns fatos iniciais ocorridos na história deixando para o aluno a desenvolvimento decida o final da história; 2. Entrega a folha de papel oficio na qual o aluno escreverá seu nome e o nome da instituição em que estuda; 3. Poderá escrever, desenhar e pintar de acordo com sua criatividade e conhecimentos já adquirido anteriormente; 4. Depois de pronta a atividade apresentá-la de maneira lúdica aos colegas. RECURSOS Data show, telão, imagens, mural de fotos, aparelho de som, papel emborrachado, papel oficio e hidrocor. TEMPO DE REALIZAÇÃO 1 hora aula
  8. 8. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Teoria e prática em psicomotricidade: jogos, Atividades lúdicas, expressão corporal e brincadeiras infantis/ Rio de Janeiro: Wak Editora, 2006. BOOK, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13º edição reformada e ampliada. São Paulo. Saraiva, 2002. LIBANEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994 – Coleção magistério 2º grau. Série e formação do professor; Revista projetos escolares - INCLUSÃO NA ESCOLA ano 1-nº1 On Line. Editora, 2010. DE NICOLA, José. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipone, 1998.

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