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Apostila de apologética cristã

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Apostila de apologética cristã

  1. 1. INSTITUTO BÍBLICO BETEL BRASILEIROCurso de Apologética CristãUma Introdução ao estudo da defesa da fé Professor: Pr. Josias Moura de Menezes Site: www.josiasmoura.wordpress.com Email: josiasmoura@hotmail.com
  2. 2. Curso de Apologética Cristã 2Índice:PARTE 01 - APOLOGÉTICA ............................................................................................... 5O Emprego da Apologética................................................................................................... 5TEXTOS ONDE A APOLOGIA APARECE: ....................................................................... 5Objetivos da apologética ....................................................................................................... 6As motivações cristãs na prática da apologética .............................................................. 8EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS OS APOSTOLOS FAZIAM DEFESAS DA FÉ?........... 9Fazendo uma referência a apologética John Stott diz: .................................................... 9Beattie conclui que:................................................................................................................ 9Algo importante a esclarecer.... .........................................................................................10VAMOS ESTABELECER ALGUNS FATOS BÁSICOS .................................................10Metodologia da apologética................................................................................................14PARTE 02. A CERTEZA APOLOGÉTICA .......................................................................19COMO PODEMOS CHEGAR A CERTEZA NA PRÁTICA APOLOGÉTICA? .........19A DEFINIÇÃO DE CERTEZA.............................................................................................19Espécies de certeza: ..........................................................................................................20Segundo o modo do conhecimento, a certeza é: ...........................................................20Critério.................................................................................................................................... 20Uma das grandes discussões históricas é quanto a certeza dos dados, quanto averdade das declarações que são feitas pela Bíblia. .....................................................21A Bíblia é Única. ...................................................................................................................21Esses fatos comprovam que a Bíblia é única!................................................................. 23Curso de Apologética ..........................................................................................................25PARTE 03 – Apologética focada em seitas e heresias..................................................25Pluralidade Religiosa ...........................................................................................................25
  3. 3. Curso de Apologética Cristã 3Por Que Estudar as Falsas Doutrinas ..............................................................................26Definição dos Termos..........................................................................................................27A Caracterização das Seitas ..............................................................................................28Outras Características .........................................................................................................33PARTE 03. Textos apologéticos para trabalhos em grupo ...........................................34GRUPO 01 ............................................................................................................................34GRUPO 02 ............................................................................................................................36GRUPO 03 ............................................................................................................................39GRUPO 04 ............................................................................................................................41GRUPO 05 ............................................................................................................................44Parte 04. O caso de Saul e a feiticeira de En-Dor ..........................................................47Parte 05. O Contexto Moderno e Pós-Moderno da Apologética .................................. 53A Era moderna......................................................................................................................53Características da Era Moderna ........................................................................................54Influência do Modernismo no Cristianismo ......................................................................58O Pós-modernismo ..............................................................................................................63Uma grande frustração: os avanços em várias áreas foram insuficientes paraproduzir um mundo edênico. ..............................................................................................63Os avanços científicos na compreensão do cosmos foram insuficientes paraestabelecer a paz mundial .................................................................................................. 63A confiança na ciência e tecnologia não foram suficientes para gerar otimismo ......64Mesmo com toda a influência da razão e inúmeros os avanços produzidos por ela, onosso século continua a testemunhar as mais impressionantes carnificinas. ...........64Diante do vazio da modernidade, aparece o pós modernismo .................................... 65Pós modernidade: Não aos Absolutos .............................................................................66
  4. 4. Curso de Apologética Cristã 4A deconstrução: a espinha dorsal da metodologia pós moderna ................................66O Jardim Pluralista ...............................................................................................................71O Pós-Modernismo e a Fé Cristã ......................................................................................75Informações acerca do professor ......................................................................................82Ementa do curso de Apologética .......................................................................................83
  5. 5. Curso de Apologética Cristã 5 PARTE 01 - APOLOGÉTICAO Emprego da Apologética"Santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações, estando sempre preparadospara responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,fazendo-o, todavia, com mansidão e temor..." (1 Pedro 3:15).A palavra traduzida acima por "responder" é, no grego, apologia (isto é, "defesa").Essa palavra sugere a idéia de "defesa da conduta ou procedimento". Wilbur Sinithexpressa-o da seguinte maneira: "... uma defesa verbal, uma palavra de defesadaquilo que alguém fez ou da verdade que alguém crê...".O substantivo apologia (traduzido em português pelo verbo "responder" em 1 Pedro3:15, acima citado) é empregado mais sete vezes no Novo Testamento:TEXTOS ONDE A APOLOGIA APARECE:  Atos 22:1: "Irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós."  Atos 25:16: "A eles respondi que não é costume dos romanos condenar quem quer que seja, sem que o acusado tenha presentes os seus acusados e possa defender-se da acusação."  1 Coríntios 9:3: "A minha defesa perante os que me interpelam é..."  Filipenses 1:7: "... porque vos trago no coração, seja nas minhas algemas, seja na defesa e confirmação do evangelho, pois todos sois participantes da graça comigo." Filipenses 1:16: "... estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho."  2 Timóteo 4:16: "Na minha primeira defesa ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram. Que isto não lhes sej a posto em conta."
  6. 6. Curso de Apologética Cristã 6Objetivos da apologética Fortalecer a própria fé - muitos crentes nos dias de hoje sentem sua fé abalada quando o cristianismo é submetido a ataques. Muitos carregam desnecessariamente dúvidas e questionamentos mal resolvidos. Essas dificuldades podem atrapalhar seu viver cristão (louvor, adoração, inseguranças, etc.) Quanto mais soubermos quão inabaláveis são os fundamentos da nossa fé, mais motivos teremos para louvá-lo! Não é "menos espiritual" que nos empenhemos em aprofundar nossos conhecimentos, mesmo que em outras áreas, se isso nos leva a glorificá-lo... ILUSTRAÇÃO. Francis Shaeffer narra um episódio em que, depois de um de seus seminários onde ele ministrou apologética para líderes cristãos, ele recebeu os cumprimentos de um velho e humilde pastor. Ele esperava ouvir algum comentário positivo quanto ao aprendizado do conteúdo avançado, mas suas surpreendentes palavras foram: "obrigado por me dar mais motivos para adorar o meu Deus". Ajudar a fortalecer a fé dos nossos irmãos em Cristo: como membros do Corpo de Cristo, temos o dever de fortalecer a fé uns dos outros. A instrução mútua é imprescindível em uma igreja sadia. Cl 3:16 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai- vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. Remover barreiras intelectuais dos descrentes - informações e convicções equivocadas podem estar impedindo pessoas de se chegarem a Deus através do Senhor Jesus. -O Senhor Jesus confiou aos crentes a missão de proclamar verdade para o mundo. -Os céticos podem ter diversas posturas: escarnecer, ridicularizar, se auto- afirmar (soberba), etc. Mas eles podem manifestar questões e dúvidas sinceras que são barreiras à compreensão e aceitação dos princípios da fé evangélica.
  7. 7. Curso de Apologética Cristã 7 -A missão da apologética é demonstrar que a fé cristã pode ser incorporada por uma pessoa sem que a mesma cometa um suicídio intelectual. As bases do cristianismo sobrevivem imaculadamente por investigações e análises de qualquer natureza (porque estamos falando a Verdade). -Nossa fé é racional, e a apologética se emprega de argumentos lógicos para facilitar o acesso pelos descrentes, e em alguns casos até desacreditar os inimigos da cruz de Cristo que influenciam negativamente outros contra a Verdade. A apologética, obviamente, é uma ferramenta indispensável nas mãos do evangelista.  Mas, além disso, a apologética é muito importante para estabelecer e fortalecer o crente na sua fé. Contra as influências das filosofias do evolucionismo, materialismo, comunismo, humanismo, pós-modernidade, ocultismo, e as demais religiões do mundo. É bem fácil o crente ficar confuso até ao ponto de ser enganado por uma seita. Alguns abandonaram a sua fé por falta de respostas às dúvidas levantadas pelos seus mestres. A apologética, portanto, tem um papel especial na vida dos jovens crentes que vão estudar numa faculdade secular. Por todas essa razões, a Igreja não pode deixar de ensinar apologética. Ela (apologética) nunca substitui a oração nem a ação do Espírito Santo. Quem opera a salvação é Deus - os argumentos devem fazer parte do processo de evangelização O método que Deus definiu para nós é o de apresentar verbalmente (pregar) a mensagem do evangelho, e essa mensagem tem que ser entendida - aprovada pela razão - pelos que a recebem. É esse o lado positivo da apologética: comunicar com clareza o evangelho à geração atual, de forma que esta possa, entendendo-o, crer. Pessoas diferentes demandam maior ou menor intensidade na argumentação.
  8. 8. Curso de Apologética Cristã 8 Deus ama a todas elas. Somos seus instrumentos para alcançá-las. O convencimento final é do Espírito Santo. Derrubar os argumentos somente não é suficiente. Não derrubá-los, pode deixar barreiras que podem ter conseqüências fatais.As motivações cristãs na prática da apologéticaO valor do estudo de Apologética só se manifesta com as motivações corretas: Amor - aos irmãos com dificuldades e ao homem sem Cristo. Rm 13:8 A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros: pois quem ama o próximo tem cumprido a lei Humildade. 1 Co. 8:1 No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos somos senhores do saber O saber ensoberbece, mas o amor edifica i Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber. Nenhum "saber" (mesmo o "saber" pertinente a assuntos espirituais) tem valor (cristão) se mal empregado: Auto-exaltação - ostentar conhecimento e boa argumentação, nutrir alguma fama ou imagem, ter o ego massageado, etc. Fp. 2:3 Nada façais por partidarismo ou vangloria, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Depreciação alheia. Devemos ter respeito e amor pelas pessoas - eventualmente atacar as idéias erradas que atrapalham seu relacionamento com Cristo. O desmoronamento de anos de convicções equivocadas pode ser doloroso. Ganhar argumentos e perder pessoas contraria o chamado cristão. Obediência: Nosso chamado envolve: (preparo, palavras, procedimento)1 Pe 3:15 antes, santificai a Cristo, como Senhor; em vosso coração, estandosempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão daesperança que há em vós, 16 fazendo-o, todavia, com mansidão e temor; com boa
  9. 9. Curso de Apologética Cristã 9constância, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquemenvergonhados os que difamem o vosso bom procedimento em Cristo.EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS OS APOSTOLOS FAZIAM DEFESAS DA FÉ?  Quando eram confrontados por Judaizantes.  Quando a doutrina ensinada era distorcida.  Quando precisavam comprovar relatos milagrosos como a ressurreição de Cristo.  Quando precisavam demonstrar que o novo regime implantado por Cristo era superior ao antigo regime (o regime d a lei)  Para responderem a seguinte questão: "Porque você é cristão?"Fazendo uma referência a apologética John Stott diz:"Não podemos fomentar a arrogância intelectual de uma pessoa, mas devemosalimentar sua integridade intelectual" (E eu acrescentaria que devemos responder aperguntas feitas com sinceridade).Beattie conclui que:"Ou o cristianismo é TUDO para a humanidade, ou então não é NADA. Ou é amaior das certezas ou a maior das desilusões. ..Mas se o cristianismo for TUDO para a humanidade, é importante que cada pessoaseja capaz de apresentar uma boa razão para a esperança que possui em relaçãoàs verdades eternas da fé cristã.Aceitar tais verdades sem ponderar a respeito, ou aceitá-las simplesmente porcausa da autoridade que têm, não é suficiente para uma fé inteligente e estável."
  10. 10. Curso de Apologética Cristã 10Algo importante a esclarecer....O Cristianismo É uma Religião de FATOSO cristianismo apela à história, aos fatos da história. P. Carnegie Simpsom chamade os dados mais claros e acessíveis que existem". Simpson prossegue: "Ele(Jesus) é um fato histórico, verificável como qualquer outro".Portanto, o cristianismo é objetivo em suas constatações.Clark Pinnock escreve: "Exige um grande esforço o trabalho de apresentar àspessoas, e de um modo inteligente, as provas em favor do evangelho, de maneiraque elas possam tomar decisões significativas, convencidas pelo poder do EspíritoSanto. O coração não pode se comprazer com aquilo que a mente rejeita comosendo falso". 14/8Um princípio importante na Apologética: "A MELHOR DEFESA E O ATAQUE"(Josh Mac Dowell)Pinnock, um hábil apologeta e testemunha de Cristo, expressando-se com muitapropriedade diz: "Um cristão inteligente deve ser capaz de apontar as falhas numaposição não-cristã e apresentar fatos e argumentos em favor do evangelho.Se nossa apologética nos impede de explicar o evangelho a quem quer que seja, éuma apologética inadequada".VAMOS ESTABELECER ALGUNS FATOS BÁSICOSAntes de tratar das diversas provas que favorecem a fé cristã, deve-se esclareceralgumas idéias errôneas e entender várias questões fundamentais.Fé CegaUma acusação bem comum e contundente feita contra o cristão é: "Vocês, cristãos,me deixam doente! Tudo o que vocês tem é uma fé cega".Será que para tornar-se cristão, a pessoa precisa cometer um "suicídio intelectual"?Pessoalmente, "meu coração não pode se alegrar com aquilo que minha menterejeita". Meu coração e minha cabeça foram criados para juntos agirem e creremem harmonia. Cristo nos mandou: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teucoração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento "(Mateus 22:37).
  11. 11. Curso de Apologética Cristã 11Quando Jesus Cristo e os apóstolos conclamavam uma pessoa a exercitar a fé,essa não era uma "fé cega", mas uma "fé inteligente". O apóstolo Paulo disse: "Seiem que tenho crido" (2 Timóteo 1:12). E Jesus disse: "Conhecereis a verdade e averdade vos libertará" (João 8:32). Conhecer, saber, é o contrário de ignorar.A fé de um indivíduo envolve "a mente, as emoções e a vontade". F. R. Beattie temtoda razão ao afirmar que "o Espírito Santo não opera, no coração, uma fé cega esem fundamentos...".É justificável que Paul Little escreva: "A fé no cristianismo baseia-se em fatos. Nãoé contrária à razão. No sentido cristão, a fé vai além, mas não contra a razão". 10/30A fé é a certeza que o coração tem de que as provas são suficientes.A Fé Cristã É uma Fé ObjetivaUm bolsista muçulmano disse a um professor de teologia: "Conheço muitosmuçulmanos que têm mais fé em Maomé do que alguns cristãos têm em Cristo". Oprofessor respondeu: "Pode ser verdade, mas o cristão é "salvo".A fé cristã é fé em Cristo. Paulo disse: "Sei em quem tenho crido". Isso explica porque o evangelho gira em torno da pessoa de Jesus Cristo.O CONCEITO DE CRISTO DA FÉ E O CRISTO DA HISTÓRIAAlguns fazem uma diferença entre o "Cristo da fé" e o "Cristo da história".O Cristo da fé é aquele que é concebido na dimensão da crença e da experienciasubjetiva.O Cristo da história é aquele que é concebido por meio dos resultados daspesquisas arqueológicas, dos dados históricos, dos documentos encontrados.Acredito que o Cristo da fé e o Cristo da História não são distintos como concebemos liberais, são a mesma pessoa.Conforme Herbet Butterfield um dos maiores historiadores da nossa época, oexpressou: “Seria um erro perigoso imaginar que as características de uma religiãohistórica continuariam inalteradas caso o Cristo dos teólogos fosse divorciado doJesus da história.”
  12. 12. Curso de Apologética Cristã 12Testemunhas OcularesOs escritores do Novo Testamento ou escreveram na qualidade de testemunhasoculares dos eventos que descreveram ou registraram os acontecimentos,conforme relatados, em primeira mão, por testemunhas oculares.Veja o que diz um apostolo: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vindade nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, masnós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pedro 1:16).Os escritores do NT, sabiam qual a diferença entre mito, lenda e realidade. É bomlembrar, que a mitologia grega se aplica a seres de existência mitológica. Ocristianismo se refere a seres de existência história.J. B. Phillips,afirma: “Já li, em grego e em latim, dezenas de histórias de mitos, masnão encontrei a menor idéia de mito na Bíblia”.Definição de mito: "Pode-se definir mito como uma tentativa pré-científica e imaginativa de explicar algum fenômeno, real ou aparente. Freqüentemente apela mais às emoções do que à razão, e, de fato, em suas manifestações mais típicas, parece ter surgido em uma época quando não se exigiam explicações racionais."RELATOS BÍBLICOS DAS TESTEMUNHAS OCULARES1 João 1 :1-3: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos vistocom os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparamcom respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e deladamos testemunho e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai enos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros,para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão écom o Pai e com seu Filho Jesus Cristo."Lucas 1:1-3: "Visto que muitos houve que empreenderam uma narraçãocoordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os
  13. 13. Curso de Apologética Cristã 13que desde o princípio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra,igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desdesua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem."I Coríntios 15:6-8 "Depois Jesus foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma sóvez, dos quais a maioria sobrevive até agora, porém alguns já dormem. Depois foivisto por Tiago, mais tarde por todos os apóstolos, e, afinal, depois de todos, foivisto também por mim, como por um nascido fora de tempo."João 20:30,31 "Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais quenão estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais queJesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”Atos 10:39-42 "É nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeuse em Jerusalém? ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. A esteressuscitou Deus no terceiro dia, e concedeu que fosse manifesto, não a todo opovo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, anós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos; enos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juizde vivos e de mortos".
  14. 14. Curso de Apologética Cristã 14Metodologia da apologética  O alvo desta metodologia é avaliar as várias cosmovisões que estão competindo pela lealdade do povo.  Um outro alvo do sistema é a comunicação da cosmovisão cristã. Para comunicar é preciso um ponto de contato com o não-crente.  Qualquer sistema de apologética deve ter pelo menos as seguintes partes: 1) Um ponto de partida lógico, 2) um ponto de contato com o descrente, ou seja, "terreno comum", 3) provas da verdade, 4) o papel do raciocínio, 5) a base da fé em Deus, Cristo e a Bíblia. O significado destes aspectos de uma apologética deve ficar claro ao explicar as metodologias abaixo.1.1 A apologética tradicional1) Os "evidencialistas"tomam a postura de que a melhor maneira de se comprovar a existência de Deus ea veracidade da Bíblia é apelar para a evidência da história. Eles apontam para aevidência da ressurreição de Jesus, por exemplo, como a prova de que Ele é Deus.O "evidencialismo" é caracterizado pela tendência de se asseverar que a verdadedo Cristianismo pode ser demonstrada como sendo altamente provável. Osevidencialistas começam a partir do empirismo e a abordagem deles pode seranalisada assim:a) Ponto de partida lógico - O empirismo começa a partir do dado empírico paraconstruir uma cosmovisão.Ele pressupõe que exista uma correspondência entre a realidade exterior e aspercepções interiores na mente humana e que os cinco sentidos são confiáveis.Outros pressupostos incluem a unidade da experiência, a regularidade das leis danatureza e causalidade. É claro que o evidencialismo não depende apenas dosfatos, mas também de alguns pressupostos metafísicos, embora nem todos osempiristas admitam isso.
  15. 15. Curso de Apologética Cristã 15b) Terreno comum - Os evidencialistas dizem que a coisa que temos em comumcom o não-crentes são os fatos. "Um fato é um fato", eles dizem. Eles pressupõemque os fatos são os mesmos para todo mundo é que eles têm o mesmo significado.Alguns evidencialistas admitem que temos em comum com os descrentes as formaslógicas do raciocínio humano.c) Prova da verdade -Algo é verdadeiro se ele é consistente com os fatos. Por issoeles dão muita ênfase aos fatos históricos: a ressurreição de Jesus, etc. Para eles aevidência exige um veredito. (Daí, o título do livro de Josh McDowell).d) O papel do raciocínio - Os evidencialistas dependem da lógica indutiva. Elestentam raciocinar a partir dos fatos (a ordem no universo, a ressurreição) para osprincípios metafísicos (a existência de Deus, a divindade de Cristo).e) A base da fé - Certeza absoluta é impossível, segundo os evidencialistas. Omelhor que podemos esperar é um alto grau de probabilidade. Eles dizem que entreas várias cosmovisões possíveis, o cristianismo é o mais provável e deve ser aceito.2) RacionalismoO que é? O racionalismo é uma epistemologia que tenta conhecer a verdadededutivamente. Vários filósofos (Anselmo, Descartes) tentaram o comprovarcristianismo através do racionalismo.Ponto de partida lógico - O racionalismo começa a partir de axiomas oupressupostos que não podem ser negados. O cogito ergo sum (penso, logo, existo)de Descartes é um exemplo.Terreno comum - O ponto de contato entre os não-crentes é a validade universaldas leis da lógica: a lei da não-contradição, a lei da identidade, e a lei do meioexcluído. Estas leis compõem a estrutura da mente humana e definem aspossibilidades na realidade.Prova da verdade - A consistência lógica é a prova da verdade final.O papel do raciocínio - O processo de raciocinar, segundo o racionalismo, é deduziras conclusões que se seguem logicamente dos axiomas. A razão é puramentededutiva.
  16. 16. Curso de Apologética Cristã 16e) A base da fé cristã é a certeza dos silogismos lógicos.Problemas? O problema do racionalismo é que os argumentos são apenas tão bonscomo os pressupostos. Um argumento pode ser válido e ainda :also por ter falsospressupostos.O racionalismo pretende construir um argumento com pressupostos fundamentadosno mundo finito e concluir com um Deus infinito. Mas, pressupostos finitos (pensou,logo existo, etc.) não são suficientes para chegar a um Ser Infinito.O raciocínio, para ser suficiente, deve começar a partir de um ponto de referênciainfinito.3) MisticismoPonto de Partida lógico - Testemunho pessoal sobre sua experiência de Deus.Terreno comum - Não existe terreno comum porque os não-crentes não podementender o que eles não experimentaram.Prova da verdade - A auto-autenticação da experiência. O místico responde aosincrédulos ao dizer: "Jesus mudou a minha vida". A prova final é a realidade de umencontro com Deus.d) O papel do raciocínio - A razão pode interpretar a experiência, mas ela é incapazde avaliar a verdade da experiência. As vezes o raciocínio é visto como umobstáculo a uma experiência de Deus.e) A base da fé - Os místicos dizem que eles têm uma certeza psicológica. A fé éirracional.Problemas? Os Mórmons têm a sua experiência, os Hindus, e todas as outrasreligiões também. A experiência precisa de um ponto de referência objetivo paravalidá-la.4) Os "verificacionalistas".Combinam os métodos tradicionais e ainda acrescentam outras provas. Elespropõem que a probabilidade da veracidade da religião cristã pode ser aumentadaatravés da viabilidade existencial. Um sistema que não é viável ao nível prático éconsiderado improvável.
  17. 17. Curso de Apologética Cristã 17Portanto, neste sistema aquilo que em nível prático se revela como funcional eviável pode ser usado como prova.Ponto de partida lógico- Eles propõem a existência de Deus como uma hipóteseque precisa ser apresentada por meio de argumentos e testada por meio daexperiência.Terreno comum- Os verificacionalistas dizem que todos os homens têm em comumos fatos da experiência, as leis da lógica, a busca de valores e as leis morais.Prova da verdade - Consistência sistemática, ou seja, aquilo que corresponde aosfatos (com menos problemas do que outros sistemas), sem contradições lógicas, epode ser vivido sem hipocrisia é o mais provável.O papel do raciocínio - A razão humana é o juiz que verifica a hipótese através dalógica e experiência.e) A base da fé - A probabilidade intelectual e a certeza moral são as bases da fé,segundo os verificacionalistas. O cristianismo é a cosmovisão mais provável e estaprobabilidade é tão al ta qu e exi g e certeza m oral .Problemas? O verificacionalismo é uma combinação do empirismo, o racionalismo eo misticismo. Começando com os pontos de partida finitos que estes sistemas têm,ele sofre as mesmas fraquezas.5) Os "pressuposicionalistas"Os pressuposicionalistas defendem a idéia que os apóstolos atacavam a estruturado pensamento dos pecadores e nós devemos fazer o mesmo.Então os "pressuposicionalistas" procuram expor os pressupostos dos incrédulos edemonstrar a sua insuficiência. Através da destruição dos alicerces do pensamentopagão, as idolatrias do mun do são derrubadas e o Evangelho é apresentado comoa única esperança.Neste sistema, utiliza-se argumentos favoráveis ao cristianismo e critica-se osistema de crenças dos incrédulos através de uma comparação entre ambos.
  18. 18. Curso de Apologética Cristã 18Ponto de partida lógico – Os pressuposicionalistas começam onde a Bíblia começa,com o pressuposto da existência do Deus Triúno da Bíblia e a inerrância dasEscrituras.Terreno comum - Não existe terreno comum entre o sistema (epistemologia) dodescrente e do crente, porque a interpretação do mundo feita pelo descrentepressupõe que Deus não existe. Mas o descrente não é consistente com os seuspróprios pressupostos. Ele aceita várias verdades que ele roubou do sistemacristão. Podemos aproveitar este "terreno comum" para falar com eles.Por exemplo, os humanistas aceitam relativismo ético e negam que existemabsolutos morais, mas quando alguém rouba o carro deles, eles insistem queroubar é errado.Prova da verdade - As reivindicações da Bíblia são auto-autenticadas. No fim, aprova da verdade do sistema cristão é que, se não fosse verdadeiro, não existiriaverdade. Os pressupostos da cosmovisão cristã são necessários para qualquerpredicação.O papel do raciocínio - O crente pode se colocar no lugar do não-crente paramostrar-lhe os resultados do seu sistema não-cristão. O crente usa a razão paradesconstruir a cosmovisão do não-crente e revelar os seus absurdos e problemas.Além disso, o crente mostra que a Bíblia contém uma cosmovisão que é suficientepara resolver os problemas da epistemologia, da ética, da ontologia, e da teleologia.A Base da fé - No fim das contas, a Palavra de Deus e a autoridade de Deus sãoas bases da fé cristã. Os pressuposicionalistas dizem que a veracidade da fé cristãé absoluta.
  19. 19. Curso de Apologética Cristã 19 PARTE 02. A CERTEZA APOLOGÉTICAQual é o grande objetivo destas metodologias apologéticas?RESPOSTA: NOS CONDUZIR A CERTEZA DAS AFIRMAÇÕES FEITAS PELOCRISTIANISMOCOMO PODEMOS CHEGAR A CERTEZA NA PRÁTICA APOLOGÉTICA?Um dos grandes desafios da apologética é conduzir as pessoas a ter certeza deque as afirmações do cristianismo são verdadeiras.Vamos definir o que é a certeza apologética, e quais as condições e critérios paraque possamos chegar a certeza.A DEFINIÇÃO DE CERTEZACerteza é o estado da mente em que está intimamente persuadida de possuir averdade. Estar certo é, portanto, formular um juízo, que exclui totalmente a dúvida eo temor de errar.Certeza é resultado de um processo:  Intelectual, onde pelo raciocínio uma pessoa acredita que conseguiu encontrar uma verdade espiritual, lógica , sensata e coerente com a razão.  Psicológico. As emoções precisam aqui estar em sintonia com as convicções intelectuais. Há pessoas que falam sobre a fé, mas seus sentimentos não produzem a mesma convicção psicológica.  Espiritual, onde o indivíduo em contato com o divino tem uma experiência única com a revelação, de modo que está se apresenta para ele com a verdade mais concreta e absoluta para explicar o propósito e sentido de sua existência.
  20. 20. Curso de Apologética Cristã 20Espécies de certeza:A certeza metafísica, que se funda na relação necessária entre os termos do juízoou raciocínio lógico. Ex. Quando digo que “o todo é maior que a parte”, o atributoconvém de tal modo ao sujeito que é impossível conceber o contrário. Aoformularmos um juízo desses, o nosso espírito não só não admite a possibilidade dedúvida, mas afirma que a contraditória é absurda e não se pode conceber;A certeza física, que se baseia na constância das leis do universo. Só a experiêncianos pode dar esta certeza. Ex. Quando dizemos que “os corpos tendem a cair parao centro da terra”, julgamos que a proposição contrária é falsa, por contradizer osfatos observados, mas não absurda, pois as leis poderiam ser de outro modo;A certeza moral, que se funda no testemunho dos homens, quando este seapresenta com todas as garantias de verdade. Ex. As verdades históricas e,portanto, as religiosas são objeto da certeza moral. Ex. O Pecado é a transgressãoda lei. É errado matar.Segundo o modo do conhecimento, a certeza é:Imediata, direta ou intuitiva, quando se apresenta à inteligência sem o intermédio deoutra verdade; ex.: o todo é maior que a parte; Ex. alguém tem uma experienciadireta com uma revelação.Mediata, indireta ou discursiva, quando a conhecemos indiretamente por meio doraciocínio; ex.: a soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a dois retos(180º). Ex. alguém conhece a revelação por meio do testemunho de outra pessoaCritérioPor conseguinte, o problema da verdade reduz-se a saber qual é o sinal ou critériopor onde podemos conhecer que estamos em posse da verdade.Foram propostos vários critérios:
  21. 21. Curso de Apologética Cristã 21  A revelação divina (Ex. experiências místicas, sobrenaturais, visões, etc...), o consenso universal (Ex. milhões de pessoas creem em Deus), o senso comum (São as crenças populares. ), o sentimento (sentimos o amor, por isso temos a certeza da sua existência)  O critério ou sinal infalível e universal da verdade é a evidência. Mas, que é a evidência? O termo evidente, como a etimologia o indica, significa que a verdade está revestida duma claridade que a faz brilhar aos nossos olhos. Desse modo a evidência exerce no espírito uma espécie de violência, coloca- o na impossibilidade de não ver.  “Estou certo porque vejo que a coisa é assim, e não pode ser de outro modo; e vejo que é assim, ou por intuição direta, ou por meio da demonstração, ou finalmente por um testemunho irrefragável que não me permite julgar o contrário.”Uma das grandes discussões históricas é quanto a certeza dos dados,quanto a verdade das declarações que são feitas pela Bíblia.Portanto, precisamos definir a Bíblia apologeticamente.A singularidade da Bíblia.... ....Nosso ponto de partida para a apologética.A Bíblia é Única.É um livro "diferente de todos os demais" nos seguintes aspectos (além de emmuitos e muitos outros):ÚNICA NA SUA COERÊNCIA. Esse é um livro:Escrito durante um período de mais de 1.500 anos.
  22. 22. Curso de Apologética Cristã 22Escrito durante mais de 40 gerações.Escrito por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, inclusivereis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos, etc:Escrito em diferentes lugares:Moisés, no deserto;Jeremias, numa masmorra;Daniel, numa colina e num palácio;Paulo, dentro de uma prisão;Lucas, enquanto viajava;João, na ilha de Patmos;Outros, nos rigores de uma campanha militar.Escrito em diferentes condições: Davi, em tempos de guerra; Salomão, em temposde paz.Escrito sob diferentes circunstâncias:Alguns escreveram enquanto experimentavam o auge da alegria, enquantooutros escreveram numa profunda tristeza e desespero."Voltaire, o francês renomado e incrédulo que morreu em 1778, afirmou que, cemanos depois dele o cristianismo estaria varrido da face da terra e teria passado àhistória. Mas o que aconteceu? Voltaire passou para a história, ao passo que acirculação da Bíblia continua a aumentar em quase todas as partes do mundo,levando bênçãos aonde quer que vá.A respeito da presunção de Voltaire de que o cristianismo desapareceria num prazode cem anos, Geisler e Nix assinalam que "apenas cinqüenta anos depois de suamorte a Sociedade Bíblica de Genebra usou a gráfica e a residência de Voltairepara imprimir pilhas de Bíblias.“ QUE IRONIA DA HISTÓRIA!
  23. 23. Curso de Apologética Cristã 23Esses fatos comprovam que a Bíblia é única!A Bíblia é única em sobrevivência:Ser escrita em material perecível, tendo que ser copiada e recopiada durantecentenas de anos, antes da invenção da imprensa, não prejudicou seu estilo,exatidão ou existência. Comparada com outros escritos antigos, a Bíblia possuimais provas em termos de manuscritos ."Os judeus a preservaram como nenhum outro manuscrito foi jamais preservado.Com a massora (O termo "massorá" provém na língua hebraica de mesorah queindica "tradição". Portanto, massoreta era alguém que tinha por missão a guarda epreservação da tradição) eles verificavam atentamente cada letra, sílaba, palavra eparágrafo. Dentro de sua cultura, eles dispunham de grupos de homens comfunções específicas, cuja única responsabilidade era preservar e transmitir essesdocumentos com uma fidelidade praticamente perfeita - eram os escribas, copistase massoretas. Quem alguma vez contou as letras, sílabas e palavras dos textos dePlatão ou Aristóteles?John Lea comparou a Bíblia aos escritos de Shakespeare: "Em artigo na NorthAmerican Review (Revista Norte-Americana): “Parece estranho que o texto deShakespeare, que existe há menos de duzentos e oito anos, seja bem maisduvidoso e tenha bem mais corruptelas do que o texto do Novo Testamento, agoracom mais de dezoito séculos de idade, “....o texto de cada versículo do Novo Testamento encontra-se tão bem estabelecido,em face de uma concordância geral entre os estudiosos, que qualquer ressalvaquanto ao texto diz respeito mais à interpretação das palavras do que a quaisquerdúvidas sobre as próprias palavras.A Bíblia é a única em sobrevivência em meio as perseguições:Em 303 A.D. o imperador Diocleciano proclamou um edito (Camridge History of theBible) para impedir os cristãos de adorarem e para destruir as suas Escrituras: "...um documento imperial foi promulgado em todos os lugares, determinando ademolição das igrejas e a queima das Escrituras, e proclamando que aqueles queocupavam posições de destaque perderiam todos os seus direitos, enquanto que
  24. 24. Curso de Apologética Cristã 24aqueles que trabalhassem em suas casas perderiam a liberdade, caso insistissemem professar o cristianismo“.Quanto a esse edito para destruir a Bíblia, a ironia da história é que Eusébio registrao edito proclamado 25 anos depois por Constantino, o imperador que sucedeu aDiocleciano, para que se preparassem 50 cópias das Escrituras às expensas dogoverno.A Bíblia é única em termos de sobrevivência. Isso não prova que a Bíblia é aPalavra de Deus. Mas confirma que ela ocupa um lugar sem igual entre os livros.Quem quer que esteja buscando a verdade deve refletir sobre um livro com essascaracterísticas distintivas.Nenhum outro livro tem sido tão atacado, retalhado, vasculhado, examinado edifamado. Que livro de filosofia, religião, psicologia ou literatura, do período clássicoou moderno, sofreu um ataque tão maciço como a Bíblia? Um ataque marcado portanta maldade e ceticismo? Um ataque tão vasto e desferido por pessoas tãoeruditas? Um ataque contra cada capítulo, parágrafo e linha?A Bíblia ainda é amada por milhões, lida por milhões e estudada por milhões.
  25. 25. Curso de Apologética Cristã 25 Curso de Apologética PARTE 03 – Apologética focada em seitas e heresias MATERIAL EXTRAIDO DO LIVRO –SÉRIE APOLOGÉTICA- ICP. INSTITUTO CRISTÃO DE PESQUISAS   As pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos: Os saduceus (At 5.17) e os fariseus (At 15.5). Os dois grupos tinham posições religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt 23.13-15,33).  O Mestre deixou claro que não aceitava a idéia de que todos os caminhos levará a Deus. Ele ensinou que há apenas dois caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13-14).  Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na Igreja.  O primeiro ataque doutrinário lançado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns judeus-cristãos estavam instigando novos convertidos à prática das leis judaicas, principalmente a circuncisão.  Em Antioquia, havia uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no estudo das Escrituras (At 13.1), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviam descido da Judéia e ensinavam: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podereis ser salvos (At 15.1). Esses ensinamentos eram uma ameaça à Igreja. Foi necessário que um concilio apreciasse essa questão e se posicionasse.  Em Atos 15.1-35, temos a narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos que contrariam a fé cristã. Outras fontes ameaçam a Igreja- Dentre elas, destacamos a pluralidade religiosa.Pluralidade Religiosa  A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de Jesus. Atualmente existem milhares de seitas e religiões falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão.  Há dez grandes religiões principais: Hinduísmo, Jainismo, Budismo e Siquismo (na índia); Confucionismo e Taoísmo (na China); Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo.  Além disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivisões dessas religiões), estando seis mil localizadas na África, 1200 nos Estados Unidos e o restante em
  26. 26. Curso de Apologética Cristã 26 outros países.  Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas:  Secretas : Maçonaria,Teosofia, Rosacrucianismo, Esoterismo etc.  Pseudocristãs: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos de Deus), Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa etc.  Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão etc.  Afro-brasileiras : Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Voduísmo, Cultura Racional, Santo Daime etc.  Orientais: Seicho-No-Iê, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare Krishna, Meditação Transcendental, Igreja da Unificação (Moonismo), Perfeita Liberdade etc.  Unicistas : Voz da Verdade, Igreja Local, Adeptos do Nome Yehoshua e suas Variantes (ASNYS), Só Jesus, Tabernáculo da Fé, Cristadelfíanismo etc. Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminhammilhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos à exortaçãode Judas 3: batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.Por Que Estudar as Falsas Doutrinas  Muitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seria melhor a dedicação à leitura da Bíblia. Certamente devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas aos que questionam nossa fé. Assim sendo, apresentamos as razões para o estudo das falsas doutrinas:  1ª - Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, de porta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acerca do que os vários grupos ensinam. Só assim poderão refutá-los biblicamente (Tt 1.9);  2a . - Proteção do rebanho: Um rebanho bem alimentado não dará problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparação dos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam o nosso povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, refutando as argumentações dos sectários e expondo-lhes a verdade, será útil para proteger os recém-convertidos dos ataques das seitas;  3a . - Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários nos ajuda a apresentar-lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas também precisam do Evangelho. Se estivermos preparados para abordá-los, e demonstrar a verdade em sua própria Bíblia,
  27. 27. Curso de Apologética Cristã 27 poderemos ganhá-los para Cristo;  4a . - Missões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito mais do que se deslocar de uma região para outra ou de um país para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto à cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente esses elementos nos dará condições para alcançá-los adequadamente.  Uma objeção levantada por alguns é esta: Não gosto de falar contra outras religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho. Concordamos plenamente, todavia lembramos que o apóstolo Paulo foi chamado para pregar o Evangelho e disse não se envergonhar dele (Rm 1.16). Disse também que Cristo o chamou para defender esse mesmo Evangelho (Fp 1.16).  A objeção mais comum é a seguinte: Jesus disse para não julgarmos, pois com a mesma medida que julgarmos, também seremos julgados. Quem somos nós para julgar"? Ora, o contexto mostra que Jesus não estava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15 Ele alerta: acautelai-vos, porém, dos falsos profetas.  Como poderíamos nos acautelar dos falsos profetas se não pudéssemos identificá-los? Não teríamos de emitir um juízo classificando alguém como falso profeta? Concluímos, portanto, que há juízos estabelecidos em bases sinceras, mas, para isso, é preciso usar um padrão correto de julgamento e, no caso, esse padrão é a Bíblia (Is 8.20). Há exemplos nas Escrituras de que nem todo juízo é incorreto. Certa vez Jesus disse: julgas te bem (Lc 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Co 10.15). Disse mais: O que é espiritual julga bem todas as coisas (1 Co 2.15).Definição dos Termos  Antes de apresentarmos os meios para se identificar uma seita ou religião falsa, saibamos o que significam as palavras seita e heresia. Ambas derivam da palavra grega háiresis, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola etc... A palavra heresia é adaptação de háiresis. Quando passada para o latim, háiresis virou seda. Foi do latim que veio a palavra seita.1 Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), não foi em sentido depreciativo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do Judaísmo. Com o tempo, háiresis também assumiu conotação negativa, como em 1 Co 11.19; Gl 5.20; 2 Pe 2.1-2.  Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita.  Há outras definições sobre o que é seita:  1ª. — Um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da
  28. 28. Curso de Apologética Cristã 28 Bíblia, feita por uma ou mais pessoas -Dr. Walter Martin.3  2a. — É uma perversão, uma distorção do Cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da Igreja cristã — Josh McDoweell e Don Stewart.4  3a. — Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria — J.K. Van Baalen.5  Façamos um breve comentário sobre o que é doutrina. A palavra doutrina vem do latim doctrina, que significa ensino. Referindo-se a qualquer tipo de ensino ou a algum ensino específico. Existem três formas de doutrina: a) Doutrina de Deus - At 13.12; 1.42; Tt 2.10; b) Doutrina de homens - Mt 15.9; Cl 2.22; c) Doutrina de demônios - 1 Tm 4.1.  A primeira é boa, as duas últimas são danosas. É preciso distinguir a primeira das últimas, senão os prejuízos podem ser fatais. O contraste entre a verdade e a mentira é mais nítido que o contraste entre a verdade e a falsidade. Religiões e seitas pagas podem ser analisadas facilmente. Contudo, uma religião ou seita que se apresente como cristã, mas tem uma doutrina contrária às Escrituras, merece toda nossa atenção. Para tanto, devemos conhecer os meios adequados para se identificar uma seita.A Caracterização das Seitas  O método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos seguidos por elas, ou seja, o da adição, subtração, multiplicação e divisão. As seitas conhecem as operações matemáticas, contudo, nunca atingem o resultado satisfatório.1. Adição: O grupo adiciona algo à Bíblia. Sua fonte de autoridade não levaem consideração somente a bíblia.P OR E X E MP LO :  Adventismo do Sétimo Dia. Seus adeptos têm os escritos de Ellen White como inspirados tanto quanto os livros da Bíblia. Declaram: Cremos que: Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. Essa alegação é altamente comprometedora. Diversas profecias escritas por Ellen White não se cumpriram. Isso põe em dúvida a alegação de inspiração e sua fonte.  As Testemunhas de Jeová crêem que somente com a mediação do corpo governante (diretoria das Testemunhas de Jeová, formada por um número variável entre nove e 14 pessoas, nos EUA), a Bíblia será entendida. Declaram: Meramente ter a Palavra de Deus e lê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida.% A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na
  29. 29. Curso de Apologética Cristã 29 estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.9 Essa afirmação iniciou-se com o seu fundador, Charles Taze Russell. Ele afirmava que seus livros explicavam a Bíblia de uma forma única. A Bíblia fica em segundo plano nos estudos das Testemunhas de Jeová. É usada apenas como um livro de referência. A revista A Sentinela tem sido seu principal canal para propagar suas afirmações. O candidato ao batismo das Testemunhas de Jeová deve saber responder a aproximadamente 125 perguntas. A maioria nega a doutrina bíblica evangélica. Certamente, com a literatura das Testemunhas de Jeová, é impossível compreender a Bíblia. Somente a Palavra de Deus contém ensinos que conduzem à vida eterna. Adicionar- lhe algo é altamente perigoso! (Ap 22.18-19). Nessa mesma linha estão os mórmons, que dizem crer na Bíblia, desde que sua tradução seja correta. Ensinam: Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o "Livro de Mórmon" a palavra de Deus (Artigo 8o das Regras de Fé). Eles acham que o "Livro de Mórmon" é mais perfeito do que a Bíblia. Declarei aos irmãos que o Livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros da terra, e a pedra angular da nossa religião ("Ensinamentos do Profeta Joseph Smith", p. 178). Outros livros também são considerados inspirados: "Doutrina e Convênios" e "A Pérola de Grande Valor". Usam também a Bíblia apenas como livro de referência. Se dissermos aos mórmons que temos a Bíblia e não precisamos do "Livro de Mórmon", eles responderão com esse livro: Tu, tolo, dirás: uma Bíblia e não necessitamos mais de Bíblia! Portanto, porque tendes uma Bíblia, não deveis supor que ela contém todas as minhas palavras; nem deveis supor que eu não fiz com que se escrevesse mais (LM-2 Néfi 29.9-10). Citam as variantes textuais dos manuscritos como argumento de que a Bíblia não seja fidedigna. Ignoram, porém, que a pesquisa bíblica tem demonstrado a fidedignidade da Palavra de Deus. Os Meninos de Deus (A Família) dizem que é melhor ler os ensinamentos de David Berg, seu fundador, do que ler a Bíblia. E quero dizer-vos francamente: se há uma escolha entre lerem a Bíblia, quero dizer-vos que é melhor lerem o que Deus diz hoje, de preferência ao que disse 2000 ou 4000 anos atrás! Depois, quando acabarem de ler as últimas Cartas de MO podem voltar e ler a Bíblia e as Cartas velhas de MO! ("Velhas Garrafas" - MO, julho, 1973, p. 11 n. 242-SD). Práticas abomináveis, segundo a moral bíblica, são justificadas com a Bíblia. A Igreja da Unificação, do Rev. Moon, julga ser seu princípio divino de inspiração mais elevado do que a Bíblia. A Bíblia... não é a própria verdade, senão um livro de texto que ensina a verdade. ...Portanto, não devemos considerar o livro de texto como absoluto em todos os detalhes ("O Princípio Divino", Introdução, p. 7). Outro exemplo da conseqüência de abandonar as Escrituras é observado nesse movimento. Além da Bíblia, rejeitam também o Messias e seguem um outro senhor. Os Kardecistas não têm a Bíblia como base, mas a doutrina dos espíritos, codificada por Allan Kardec. Usam um outro Evangelho conhecido como "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Dizem: Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O Espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas chamadas cristãs. Não assenta os seus princípios nas
  30. 30. Curso de Apologética Cristã 30 Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. Mas a nossa base éo ensino dos espíritos, daí o nome - Espiritismo ("A Margem do Cristianismo", p. 214). Procuram interpretar as parábolas e ensinos de Jesus Cristo segundo uma perspectiva espírita e reencarnacionista. A Palavra de Deus é bem clara quanto às atividades espíritas e suas origens.  A Igreja de Cristo Internacional (Boston) interpreta a Bíblia segundo a visão de Kipp Mckean, o seu fundador. Um sistema intensivo de discipulado impede outras interpretações. Qualquer resistência do discípulo, referindo-se à instrução, desencadeará uma retaliação social. Resposta Apologética:  O apóstolo Paulo diz que as Sagradas Letras tornam o homem sábio para a salvação pela fé em Jesus (2 Tm 3.15); logo, se alguém ler a Bíblia, somente nela achará a fórmula da vida eterna: crer em Jesus. A Bíblia relata a história do homem desde a antigüidade. Mostra como ele caiu no lamaçal do pecado. Não obstante, declara que Deus não o abandonou, mas enviou seu Filho Unigênito para salvá-lo. Assim, lendo a Bíblia, o homem saberá que sem Jesus não há salvação. Ele não procurará a salvação em Buda, Maomé, Krishna ou algum outro, nem mesmo numa organização religiosa; pois a Bíblia é absoluta e verdadeira ao enfatizar que a salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo 1.45; 5.39-46; Lc 24.27,44; At 4.12; 10.43; 16.30-31; Rm 10.9-10).2. Subtração: O grupo tira algo da pessoa de Jesus.  A maçonaria vê Jesus simplesmente como mais um fundador de religião, ao lado de personalidades mitológicas, ocultistas ou religiosas, tais como, Orfeu, Hermes,Trimegisto, Krishna, (o deus do Hinduísmo), Maomé (profeta do Islamismo), entre outros. Se negarmos o sacrifício de Jesus Cristo e sua vida, estaremos negando também a Bíblia que o menciona como Messias (Is 7.14 - Mt 1.21-23; Dn 7.13-14). Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como revelação completa e, portanto, nas implicações salvíficas que há em Jesus Cristo, ou a rejeitamos integralmente. Não há meio termo.  A Legião da Boa Vontade (LBV) subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo que Jesus possui apenas um corpo aparente ou fluídico, além de negar sua divindade, dizendo que ele jamais afirmou que fosse Deus.10 Jesus não poderia nem deveria, conforme as imutáveis Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua natureza espiritual, mas um corpo fluídico ("Doutrina do Céu da LBV", p. 108).  Agora, o mundo inteiro pode compreender que Jesus, o Cristo de Deus, não é Deus nem jamais afirmou que fosse Deus ("Doutrina do Céu da LBV", p. 112).  Outros grupos também subtraem a divindade de Jesus: as Testemunhas de Jeová dizem que Ele é o arcanjo Miguel na sua preexistência, sendo a primeira criação
  31. 31. Curso de Apologética Cristã 31 de Jeová.  Os adventistas ensinam que Jesus tinha uma natureza pecaminosa, caída. Dizem, Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna ("Testemunhos Seletos", vol. III, p. 22 — 2 edição, 1956).  Os Kardecistas ensinam que Jesus foi apenas um médium de Deus. Dizem que Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus ("A Gênese", p. 311). Resposta Apologética:  A Bíblia ensina que Jesus éDeus (Jo 1.1; 20.28;Tt 2.13; 1 Jo 5.20 etc). Assim sendo, não pode ser equiparado meramente a seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lc 2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44) etc. Foi gerado pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, sendo portanto, santo, inocente e imaculado (Hb 7.26). É verdadeiramente Deus (Jo 5.18; 10.39-33; 1 Jo 5.20) e verdadeiramente homem (Lc 19.10).3. Multiplicação: Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, masnão é tudo. A salvação é pelas obras. Às vezes, repudiam publicamente osangue de jesus:  A Seicho-No-Iê nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sangue para remissão de pecados, chegando a dizer que se o pecado existisse realmente, nem os budas todos do Universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui- lo.  Os mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem o cumprimento das leis estipuladas pela Igreja não haverá salvação. Outro requisito foi exposto pelo profeta Brigham Young, que disse: Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith.12 O Homem tem de fazer o que pode pela própria salvação ("Doutrinas de Salvação", p. 91, volume III, Joseph Fielding Smith). Por isso, eles têm grande admiração por Smith.  Os adventistas, por meio de sua profetisa Ellen Gould White, ensinam que a guarda do sábado implica salvação e que os benefícios da morte de Cristo nos serão aplicados desde que estejamos vivendo em harmonia com a lei, que, no caso, é guardar o sábado. Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna ("Testemunhos Seletos", vol. III, p. 22 - 2 edição, 1956).  Doutrinas semelhantes são ensinadas pela Igreja da Unificação do Rev. Moon, que desdenha os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz, chegando a dizer que os que assim ensinam estão enganados. Dizem: Como tem sido vasto o número de cristãos, durante os 2000 anos de história cristã, que tinham plena confiança de terem sido completamente salvos
  32. 32. Curso de Apologética Cristã 32 pelo sangue da crucificação de Jesus!13  As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para alguém alcançar sua própria salvação por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o caminho. O restante é com o homem. Uma de suas obras diz: Trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação.14 Outra declaração: Somos salvos por mais do que apenas crer na mensagem do Reino de todo o nosso coração; também temos de declarar publicamente esta mensagem do reino a outros, para que estes também possam ser salvos para o novo mundo de Deus ("Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado", p. 249 STV). Resposta Apologética:  A Bíblia declara que todo aquele que nega a existência do pecado está mancomunado com o diabo, o pai da mentira (Jo 8.44 comparado com 1 Jo 1.8). A eficácia do sangue de Cristo para cancelar os pecados nos é apresentada como a mensagem central da Bíblia. E a base do perdão dos pecados (Ef 1.7; 1 Jo 1.7-9; Ap 1.5).  Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é clara ao ensinar que somos salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.8-9). Praticamos boas obras não para sermos salvos, mas porque somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor.  As obras são o resultado da salvação, não o seu agente. O valor das obras está em nos disciplinar para a vida cristã (Hb 12.5-11; 1 Co 11.31-32). Paulo declara em Cl 2.14-17 que o sábado semanal fazia parte das ordenanças da lei que foram cravadas na cruz e que não passavam de sombras, indicando assim que o verdadeiro descanso encontramos em Jesus (Mt 11.28-30).4. Divisão: Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer àorganização ou à Igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvaçãofora do seu sistema religioso, da própria organização ou igreja.  Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam como a restauração do Cristianismo primitivo, que, segundo ensinam, sucumbiu à apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, numa determinada data, o movimento apareceu por vontade divina para restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de exclusividade. Outras, quando não pregam que não integram o Cristianismo redivivo, ensinam que todas as religiões são boas, e que a sua somente será responsável por unir todas as demais. Dizem que segundo o plano de Deus ela foi criada para esse fim, como é o caso da fé Bahá’í e outros movimentos ecléticos. Resposta Apologética:  O ladrão arrependido ao lado de Jesus na cruz entrou no Céu sem ser membro de nenhuma dessas seitas (Lc 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (At 16.30-31). Desse modo,
  33. 33. Curso de Apologética Cristã 33 ensinar que uma organização religiosa possa salvar é pregar outro evangelho (2 Co 11.4; Gl 1.8). Isso implica dividir a fidelidade a Deus com a fidelidade à organização e tira de Jesus a sua exclusividade de conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). Não há salvação sem Jesus (At 4.12; 1 Co 3.11).Outras Características  Falsas profecias: As Testemunhas de Jeová, os adventistas, os mórmons e outros já proclamaram o fim do mundo para datas específicas. Resposta Apologética:  A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas para eventos como fechamento da porta da graça, a vinda de Jesus (Dt 18.20-22; Mt 24.23-25; Ez 13.1-8; Jr 14.14).  Negam a ressurreição corporal de Cristo, admitindo que Jesus Cristo tenha ressuscitado apenas em espírito: As Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo ensinam uma ressurreição espiritual de Jesus, afirmando que seu corpo físico simplesmente foi escondido, ou que se evaporou; outros dizem que nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha morrido na cruz (Rosa cruz, Islamismo etc). Resposta Apologética:  Quanto à morte e ressurreição de Jesus, a Bíblia afirma que:1. Jesus morreu realmente. Eis o processo de sua morte: a) A agonia no Getsêmani (Lc 22.44); b) Açoitado brutalmente (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.1); c) Mãos e pés cravados na cruz (Mt 27.35; Mc 15.24); d) Morte comprovada (Jo 19.33-34); e) Sepultamento (Jo 19.38-40).2. Ressuscitou corporalmente:a) Ressurreição predita (Jo 2.19-22);b) O túmulo vazio comprova a ressurreição (Lc 24.1-3);c) Suas aparições (Lc 24.36-39; Jo 20.25-28).3 .Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha contra Deus, pois:a) Essa é a mensagem do Evangelho (1 Co 15.14-17);b) A expressão Filho do Homem designa a forma da suasegunda vinda e testifica que Jesus mantém seu corporessuscitado (At 7.55-59; Mt 24.29-31; Fp 3.20-21);c) Jesus com corpo glorificado está no céu (1 Tm 2.5).
  34. 34. Curso de Apologética Cristã 34 PARTE 03. Textos apologéticos para trabalhos em grupoGRUPO 01Lider do Grupo: _______________Equipe: _____________________________________________________Obs. O trabalho deve ser apresentado em Power Point.1 TESSALONICENSES 4:13 - Paulo ensinou a doutrina de que a alma dorme?PROBLEMA: Diversas vezes a Bíblia refere-se aos mortos como se estivessemdormindo. Isso quer dizer que a alma não fica consciente entre a morte e aressurreição?SOLUÇÃO: As almas tanto dos crentes como dos que morrem como incrédulosficam conscientes entre a morte e a ressurreição. Os incrédulos ficam emconsciente aflição (veja Lc 16:23; Mc 9:48; Mt 25:41) e os crentes, numaconsciente felicidade. O verbo "dormir" é uma referência ao corpo, não àalma. E dormir é uma apropriada figura de linguagem paira expressar a mortedo corpo, já que a morte é temporária até a ressurreição, quando o corpo será"despertado" desse sono.As evidências de que a alma (espírito) fica consciente entre a morte e aressurreição são muito fortes:1. Enoque foi tomado para estar com Deus (Gn 5:24; Hb 11:5).2. Davi falou da felicidade que há na presença de Deus depois da morte (SI16:10-11).3. Elias foi tomado ao céu (2 Rs 2:1).4. Moisés e Elias estavam conscientes no Monte da Transfiguração (Mt 17:3),muito tempo depois de quando viveram na terra.5. Jesus disse que iria ao Pai no dia em que morreu (Lc 23:46).6. Jesus prometeu ao ladrão que se arrependeu que este estaria consigo noparaíso naquele mesmo dia em que morreu (Lc 23:43).7. Paulo disse que era muito melhor morrer e estar com Cristo (Fp l:23).8. Paulo afirmou que quando deixamos "o corpo", então habitamos "com oSenhor" (2 Co 5:8).
  35. 35. Curso de Apologética Cristã 359. O autor de Hebreus refere-se ao céu como sendo um lugar onde os"espíritos dos justos" são "aperfeiçoados" (Hb 12:23).10. As "almas" dos mártires que morreram durante a tribulação estavamconscientes no céu, cantando e orando a Deus (Ap 6:9).GÊNESIS 22:2 - Por que Deus pediu a Abraão que sacrificasse seu filho, tendo opróprio Deus condenado o sacrifício humano em Levítico 18 e 20?PROBLEMA: Tanto em Levítico 18:21 como em 20:2, Deus especificamentecondenou o sacrifício humano, ao ordenar a Israel: "E da tua descendência nãodarás nenhum para dedicar-se a Moloque" (Lv 18:21); e "Qualquer dos filhos deIsrael... que der de seus filhos a Moloque, será morto; o povo da terra o apedrejará"(Lv 20:2). Contudo, em Gênesis 22:2, Deus ordenou a Abraão: "Toma teu filho, teuúnico filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali emholocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei". Isso parece estar em totalcontradição com o seu mandamento para não oferecer sacrifícios humanos.SOLUÇÃO: Primeiro, Deus não estava interessado em que Abraão viesse de fato amatar o seu filho, nem era esse o seu plano. O fato de o anjo do Senhor terimpedido que Abraão matasse Isaque (22:12) revela isso. O propósito de Deus foiprovar a fé de Abraão, com o pedido de que entregasse completamente aquele seuúnico filho a Deus. O anjo do Senhor declarou que era a disposição de Abraão deentregar o seu filho, e não o ato de realmente matá-lo que satisfez as expectativasde Deus com respeito a Abraão. Deus disse explicitamente: "Não estendas a mãosobre o rapaz... pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste ofilho, o teu único filho" (Gn 22:12). Segundo, as proibições tanto em Levítico 18:21 como em 20:2 eramespecificamente contra o oferecimento de um filho ao deus pagão chamadoMoloque. Portanto não é uma contradição Deus ter proibido oferendas de vidas aMoloque e ter solicitado a Abraão que oferecesse o seu filho a si, ao único everdadeiro Deus. É claro, oferecer um filho em sacrifício ao Senhor não é o mesmoque oferecê-lo a Moloque, já que o Senhor não é Moloque. Apenas Deus é
  36. 36. Curso de Apologética Cristã 36soberano sobre toda vida (Dt 32:39; Jó 1:21), e portanto somente ele tem o direitode pedir a vida de alguém. Com efeito, é Deus que determina o dia da morte decada um (SI 90:10; Hb 9:27). Terceiro, Abraão confiou no amor e no poder de Deus de tal maneira quevoluntariamente obedeceu, crendo que o Senhor ressuscitaria Isaque dentre osmortos (Hb 11:17-19). Isto está implícito no fato de que, embora Abraãopretendesse matar Isaque, ele disse aos seus servos: "eu e o rapaz [nós] iremos atélá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós" (Gn 22:5). Finalizando, não é moralmente errado para Deus pedir que sacrifiquemos umfilho a ele. Deus mesmo ofereceu o seu Filho no Calvário (Jo 3:16). De fato, atémesmo o governo de um país muitas vezes pede ao povo que sacrifique seus filhospelo país. Certamente Deus tem um direito bem maior para requerer isso.GRUPO 02Lider do Grupo: _______________Equipe: _____________________________________________________Obs. O trabalho deve ser apresentado em Power Point.GÊNESIS 46:8-27 - Por que a Bíblia fala de doze tribos de Israel, se na realidadeeram catorze?PROBLEMA: Com freqüência a Bíblia afirma que eram doze as tribos de Israel.Contudo, em três passagens distintas, a relação das tribos é diferente. Narealidade, havia 14 tribos diferentes, que são apresentadas como sendo 12: Gênes is 46 Números 26 A poc alips e 71. Rúben Rúben Rúben2. Simeão Simeão Simeão3. Levi - Levi4. Judá Judá Judá5. Issacar Issacar Issacar6. Zebulom Zebulom Zebulom
  37. 37. Curso de Apologética Cristã 377. José - José8. - Manasses Manasses9. - Efraim -10. Benjamim Benjamim Benjamim11. Dã Dã -12. Gade Gade Gade13. Aser Aser Aser14. Naftali Naftali NaftaliEram então doze ou catorze tribos?SOLUÇÃO: Nesta resposta, há que se observar que Jacó teve apenas doze filhos.Seus descendentes constituíram as doze tribos originais. Entretanto, por váriasrazões, esses mesmos descendentes são redispostos em tempos diferentes emgrupos de doze um pouco diferentes entre si. Por exemplo, em Gênesis 48:22 Jacóconcede a José uma porção dupla de herança. Na relação do livro de Números, Manasses e Efraim, filhos de José,substituem a tribo de José. Também acontece que Levi não recebeu uma porção deterra em herança porque os levitas exerciam a função de sacerdotes. Espalhadospor todas as tribos em 48 cidades levíticas, eles ensinavam os estatutos do Senhoràs tribos (Dt 33:10). Conseqüentemente, a dupla porção de José fica dividida entreManasses e Efraim, seus dois filhos/de forma a preencher a vaga deixada por Levi. Na passagem do Apocalipse, José e Manasses são contados em separado,possivelmente indicando que José e Efraim (filho de José) são contados como umaúnica tribo. Dã é omitido nesta relação, possivelmente porque os danitas tomaram asua porção pela força numa área ao norte de Aser, separando-se de sua herançaoriginal que era ao sul. Além disso, os danitas foram a primeira tribo a ir para aidolatria. Levi aparece nesta relação como uma tribo separada, possivelmente porque,depois da cruz, os levitas não mais exercem o seu ofício para todas as tribos e,então, podem receber uma porção de terra por herança para si. Em cada caso, o autor bíblico tem o cuidado de preservar o número originalde 12 tribos, número este que tem um significado espiritual, indicativo de uma
  38. 38. Curso de Apologética Cristã 38perfeição espiritual (cf. as portas e fundações da Cidade celestial, em Apocalipse21).ÊXODO 4:21 - Se foi Deus que endureceu o coração de Faraó, por que este foientão considerado responsável?PROBLEMA: A Bíblia cita Deus dizendo: "eu lhe endurecerei o coração [o coraçãode Faraó], para que não deixe ir o povo". Se Deus endureceu o coração de Faraó,então este não pode ser responsabilizado por seus atos, já que não os praticousegundo a sua própria vontade, mas por ter sido forçado a isso (cf. 2 Co 9:7; 1 Pe5:2).SOLUÇÃO: Deus não endureceu o coração de Faraó contrariamente ao que opróprio Faraó por sua livre vontade determinou. A Escritura deixa claro que Faraóendureceu o seu coração. Ela declara que "o coração de Faraó se endureceu" (Êx7:13), que Faraó "continuou de coração endurecido" (Êx 8:15) e que "o coração deFaraó se endureceu"(Êx 8:19). Novamente, quando Deus enviou a praga dasmoscas, "ainda esta vez endureceu Faraó o coração" (Êx 8:32). Esta frase, ou umaequivalente, é repetida vez após vez (cf. Êx 9:7, 34-35). De fato, exceto quandoDeus o que aconteceria (Êx 4:21), Faraó foi quem endureceu o seu próprio coraçãoem primeiro lugar (Êx 7:13; 8:15 ; 8:32 etc), e só mais tarde Deus o endureceu (cf.Êx 9:12; 10:1, 20, 27). Além disso, o sentido em que Deus endureceu o coração de Faraó ésemelhante ao modo pelo qual o sol endurece o barro ou derrete a cera. Se Faraótivesse sido receptivo às advertências de Deus, o seu coração não teria sidoendurecido por Deus. Mas quando Deus dava alívio de cada praga, Faraó tomavavantagem da situação. "Vendo, porém, Faraó que havia alívio, continuou de coraçãoendurecido, e não os [a Moisés e Arão] ouviu, como o Senhor tinha dito" (Êx 8:15). A questão pode ser resumida como se segue: Deus endurece o coração?D E US NÃ O E NDURE CE O CORA ÇÃ O D E US E NDURE CE O CORA ÇÃ OInicialmente SubseqüentementeDiretamente IndiretamenteContra o livre arbítrio da pessoa Por meio do próprio livre arbítrio
  39. 39. Curso de Apologética Cristã 39Como sua causa Como seu efeito(Veja também a abordagem feita em Romanos 9:17.)GRUPO 03Lider do Grupo: _______________Equipe: _____________________________________________________Obs. O trabalho deve ser apresentado em Power Point.ÊXODO 20:8-11 - Por que os cristãos fazem culto no domingo, já que omandamento separa o dia de sábado como o dia para o culto a Deus?PROBLEMA: Este mandamento estabelece que o sétimo dia da semana, o sábado,é o dia que o Senhor escolheu como o dia de descanso e de culto. Entretanto, noNT a igreja cristã começou a cultuar e a descansar no primeiro dia da semana, nodomingo. Os cristãos não estão violando o mandamento do sábado por cultuarem aDeus no primeiro dia da semana, e não no sétimo dia?SOLUÇÃO: Primeiro, a base para o mandamento de observar o sábado, comoestabelecido em Êxodo 20:11, é que Deus descansou no sétimo dia, depois de seisdias de trabalho, e que ele abençoou e santificou o sétimo dia. O dia do sábado foiinstituído como um dia de descanso e culto. O povo de Deus deveria seguir oexemplo do próprio Deus, no seu trabalho e descanso. Entretanto, como Jesusdisse, corrigindo a visão distorcida dos fariseus, "O sábado foi estabelecido porcausa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mc 2:27). O que Jesusquis dizer é que o sábado não foi instituído para escravizar as pessoas, mas parabeneficiá-las. O espírito da observância do sábado é preservado no NT com aobservância do descanso e do culto no primeiro dia da semana. Segundo, deve-se lembrar que, de acordo com Colossenses 2:17, o sábadoera uma "sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo". Aobservância do sábado estava associada com a redenção citada em Deuteronômio5:15, onde Moisés determinou: "porque te lembrarás que foste servo na terra do
  40. 40. Curso de Apologética Cristã 40Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão poderosa, e braço estendido:pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado". Osábado era uma sombra da redenção que viria com Cristo; simbolizava o descansode nossas obras e a entrada no descanso que Deus propiciou com a sua obraconsumada. Finalmente, embora os princípios morais expressos nos mandamentos sejamreafirmados no NT, o mandamento de separar o sábado como o dia de descanso ede culto a Deus é o único mandamento que não é repetido. Há muito boas razõespara isso. Os crentes do Novo Testamento não estão debaixo da Lei do AT (Rm6:14; Gl 3:24-25). Pela ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana (Mt 28:1),por suas contínuas aparições em vários domingos (Jo 20:26), e pela descida doEspírito Santo num dia de domingo (At 2:1), a igreja primitiva passou a cultuar nodomingo, regularmente (At 20:7; 1 Co 16:2). O culto no domingo foi ainda consagrado pelo Senhor quando ele apareceu aJoão naquela última grande visão "no dia do Senhor" (Ap 1:10). É por estas razõesque os cristãos cultuam no domingo, em vez de o fazerem no sábado dos judeus.ISAÍAS 45:7 - Deus é o autor do mal?PROBLEMA: De acordo com este versículo, Deus forma a luz e cria as trevas, faz apaz e cria o mal (cf. também Jr 18:11 e Lm 3:38; Am 3:6). Mas muitos outros textosdas Escrituras nos informam que Deus não é mau (1 Jo 1:5), que ele não pode nemmesmo ver o mal (Hc 1:13), nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1:13).SOLUÇÃO: A Bíblia é clara ao dizer que Deus é moralmente perfeito (cf. Dt 32:4; Mt5:48), e que lhe é impossível pecar (Hb 6:18). Ao mesmo tempo, sua absolutajustiça exige que ele puna o pecado. Este juízo assume ambas as formas: temporale eterna (Mt 25:41; Ap 20:11-15). Na sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamadade "mal", porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb 12:11).Entretanto, a palavra hebraica correspondente a "mal" (rá) empregada no texto nemsempre tem o sentido moral. De fato, o contexto mostra que ela deveria ser
  41. 41. Curso de Apologética Cristã 41traduzida como "calamidade" ou "desgraça", como algumas versões o fazem (porexemplo, a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do "mal" neste sentido, mas nãono sentido moral - pelo menos não de forma direta. Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do mal em seusentido moral. Deus criou seres morais com livre escolha, e a livre escolha é aorigem do mal de ordem moral no universo. Assim, em última instância Deus éresponsável por fazer criaturas morais, que são responsáveis pelo mal de ordemmoral. Deus tornou o mal possível ao criar criaturas livres, mas estas em sualiberdade fizeram com que o mal se tornasse real. E claro que a possibilidade domal (i.e., a livre escolha) é em si mesma uma boa coisa. Portanto, Deus criou apenas boas coisas, uma das quais foi o poder da livreescolha, e as criaturas morais é que produziram o mal. Entretanto, Deus é o autorde um universo moral, e neste sentido indireto, ele, em última instância, é o autor dapossibilidade do mal. É claro, Deus apenas permitiu o mal, jamais o promoveu, epor fim irá produzir um bem maior através dele (cf. Gn 50:20; Ap 21-22). A relação de Deus com o mal pode ser resumida da seguinte maneira: DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL DEUS É O AUTOR DO MAL No sentido de pecado No sentido de calamidade Mal de ordem moral Mal de ordem não moral Perversidade Pragas Diretamente Indiretamente Concretização do mal Possibilidade do malGRUPO 04Lider do Grupo: _______________Equipe: _____________________________________________________
  42. 42. Curso de Apologética Cristã 42Obs. O trabalho deve ser apresentado em Power Point.OSÉIAS 1:2 - Como um Deus que é santo, que condena o meretrício, pôde ordenara Oséias que se casasse com uma prostituta?PROBLEMA: Deus ordenou a Oséias: "Vai, toma uma mulher de prostituições".Entretanto, de acordo com Êxodo 20:14, o adultério é pecado; e, de acordo com 1Coríntios 6:15-18, ter relações sexuais com uma prostituta é imoral (cf. Lv 19:29).Como um Deus que é santo pôde ordenar a Oséias que tomasse uma prostitutacomo esposa?SOLUÇÃO: Alguns eruditos tentaram contornar essa dificuldade, declarando que setrata de uma alegoria. Entretanto, já que Deus obviamente pretendia fazer dissouma ilustração dramática para Israel de sua infidelidade para com Ele (cf. 1:2), nadahá no texto que nos possa dar a entender que essa situação não seja literal. Seassim não fosse, ela não teria efeito algum como ilustração da infidelidade do povode Israel. Considerando-a literalmente, não há contradição com nenhuma outrapassagem das Escrituras, por várias razões. Em primeiro lugar, quando Deusordenou que Oséias tomasse Gômer, filha de Diblaim, como sua esposa, pode atéser que ela ainda não tivesse se prostituído. Entretanto, Deus sabia o que seachava no coração dela, e sabia que ela acabaria sendo infiel a Oséias. Isso ésemelhante a quando o anjo do Senhor chamou Gideão de "homem valente" antesde ele ter lutado quer uma batalha (Jz 6:11-12). Deus sabia que Gideão iria tornar-se i grande líder em Israel, mesmo não sendo ele ninguém, ainda. Deus ordenouque Oséias tomasse como mulher alguém que ele sabia que se tornaria umaprostituta porque queria ilustrar o adultério espiritual que I rael cometera contra oSenhor. Quando Deus tirou Israel do Egito, eles constituíam uma nação no-vinha emfolha. Ela ainda não quebrara a aliança que Deus estabeleceria com ela no deserto.Assim como Israel havia cometido adultério espiritual através da adoração de outrosdeuses, também Gômer cometeria adultério físico, tendo relações com outros
  43. 43. Curso de Apologética Cristã 43homens. O relacionamento entre Oséias e Gômer era uma lição objetiva para toda anação de Israel. Segundo, esta passagem não desconhece a prostituição como pecado. Defato ela é uma forte condenação da prostituição, tanto física como espiritual(idolatria) (cf. 4:11-19). O fato de o grave pecado da idolatria ser descrito como umaprostituição revela a desaprovação de Deus quanto a essa prática. Terceiro, Oséias recebeu a ordem para casar-se com uma prostituta, e nãopara adulterar com ela. Deus disse: "Vai, toma por esposa uma mulher deprostituições" (Os 1:2, R-IBB). Deus não lhe disse que fosse cometer fornicaçãocom ela. Pelo contrário, disse-lhe que se casasse com ela, que fosse fiel a ela,mesmo que ela lhe viesse a ser infiel. Isso não apenas não viola o compromisso docasamento, mas na verdade o valoriza. Oséias deveria manter-se fiel aos seusvotos de casamento mesmo que sua mulher viesse a ser infiel aos dela. Quarto, o mandamento de Levítico 21:14, proibindo o casamento com umaprostituta, foi dado aos sacerdotes levitas, e não a todos. Salmom aparentementecasou-se com a prostituta Raabe (Mt 1:5), de cuja genealogia legal veio Cristo. Sejacomo for, Oséias era um profeta, não um sacerdote levítico, não se aplicando a ele,portanto, a proibição do casamento com uma prostituta. Finalmente, o mandamento de 1 Coríntios 6:16, de não se unir a umaprostituta, não é um mandamento para não se casar com alguém que tenha sidouma prostituta. Não, o mandamento é dirigido àqueles que vinham tendo relaçõessexuais fora do casamento. Mas Oséias não teve relações sexuais fora docasamento. Deus ordenou que ele se casasse com Gômer e que sempre fosse fiela ela.MATEUS 11:14 - Jesus disse que João Batista era Elias reencarnado?PROBLEMA: Nesse versículo Jesus refere-se a João Batista como "Elias, queestava para vir" (cf. Mt 17:12; Mc 9:11-13). Mas, já que Elias havia morrido muitosséculos antes, João então seria uma reencarnação de Elias.
  44. 44. Curso de Apologética Cristã 44SOLUÇÃO: Há muitas razões pelas quais esse versículo não ensina areencarnação. Em primeiro lugar, João e Elias não foram o mesmo ser - elestiveram a mesma função. Jesus não estava ensinando que João Batista literalmenteera Elias, mas apenas que João veio "no espírito e poder de Elias" (Lc 1:17), ouseja, para continuar o seu ministério profético. Em segundo lugar, os discípulos de Jesus entenderam que ele estavafalando de João Batista, já que Elias apareceu no monte da Transfiguração (Mt17:10-13). Àquela altura, depois da vida e da morte de João Batista, e já que Eliasainda tinha o mesmo nome e autoconsciência, ele obviamente não tinha sereencarnado em João Batista. Em terceiro lugar, Elias não se enquadra dentro do modelo da reencarnaçãopor uma outra razão: é que ele não morreu. Ele foi tomado ao céu como Enoque,que "foi trasladado para não ver a morte" (2 Rs 2:11; cf. Hb 11:5). De acordo com ofalso ensino da reencarnação, o que tradicionalmente é dito é que uma pessoa temde morrer primeiro, para depois reencarnar-se num outro corpo. Em quarto lugar, se houver qualquer dúvida quanto a essa passagem, eladeverá ser entendida à luz do claro ensino das Escrituras contra a reencarnação. Oautor de Hebreus, por exemplo, declara que "aos homens está ordenado morreremuma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hb 9:27; cf. Jo 9:2)GRUPO 05Lider do Grupo: _______________Equipe: _____________________________________________________Obs. O trabalho deve ser apresentado em Power Point.1 PEDRO 3:19 - Pedro apóia a idéia de que uma pessoa pode ser salva depois damorte?
  45. 45. Curso de Apologética Cristã 45PROBLEMA: Em 1 Pedro 3:19 lemos que, após a morte, Cristo "foi e pregou aosespíritos em prisão". Mas a Bíblia diz também que "aos homens está ordenadomorrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo 9:27”. Esses dois versículosparecem ensinar posições mutuamente opostas.SOLUÇÃO: A Bíblia é clara quanto a não haver uma segunda oportunidade para asalvação, depois da morte (cf. Hb 9:27). O livro do Apocalipse registra o Julgamentodo Grande Trono Branco, no qual aqueles cujos nomes não são encontrados nolivro da vida são lançados no lago de fogo (Ap 20:11-15). Lucas nos informa de que, depois da morte, a pessoa vai ou para o céu (parao seio de Abraão) ou para o inferno, e há posto um grande abismo entre o céu e oinferno, de forma que "os que querem passar" de um lado para o outro "não podem"(Lc 16:26). Toda a urgência que há de se responder a Deus nesta vida, antes damorte, dá ainda um respaldo adicional ao fato de que não há esperança além dotúmulo (cf. Jo 3:36; 5:24). Há outros modos de se entender essa passagem, sem o envolvimento deuma segunda oportunidade de salvação após a morte. Alguns alegam que não estáclaro que a frase "espíritos em prisão" seja uma referência a seres humanos,argumentando que em parte alguma da Bíblia essa expressão é aplicada a sereshumanos no inferno. Declaram que esses espíritos são anjos caídos, já que os"filhos de Deus" (anjos caídos, veja Jó 1:6;2:1; 38:7) foram "desobedientes... nosdias de Noé (1 Pe3:20; cf. Gn 6:1-4). Pedro pode estar se referindo a isso em 2 Pedro 2:4, onde ele menciona osanjos pecando, imediatamente antes de referir-se ao dilúvio (v. 5). Em resposta,argumenta-se que os anjos não se casam (Mt 22:30), e que certamente eles nãopoderiam relacionar-se em casamento com os seres humanos, já que, sendoespíritos, eles não têm os órgãos reprodutivos. Uma outra interpretação é que essa seja uma referência a uma proclamaçãode Cristo, feita aos espíritos dos que já passaram, quanto ao triunfo de suaressurreição, declarando-lhes a vitória que ele alcançou por sua morte eressurreição, como é indicado no versículo precedente (veja l Pe 3:18).

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