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Evangelismo conteúdo, método e motivação.

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Slides usados pelo Presb. Carlos Ximenes no I Simpósio de Evangelismo da Federação de UMPs da Borborema

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Evangelismo conteúdo, método e motivação.

  1. 1. • Conteúdo• Motivações• Métodos @CarlosXimenes_
  2. 2. UM ROTEIRO PARA NOS AUXILIARUm diagnósticoPressupostos do evangelismoO que não é o Evangelho?O que é o Evangelho?Por que devemos evangelizar?Como devemos evangelizar?Quem deve evangelizar?Evangelho e Cultura
  3. 3. Redescobrir o antigo, autêntico e bíblico Evangelho, efazer nossa pregação e nossa prática ajustarem-se aomesmo, talvez seja anossa mais premente necessidade atual.
  4. 4. • Sem o percebermos, durante os últimos cem anos temos trocado o evangelho por um substituto que, embora lhe seja semelhante quanto a determinados pormenores, trata-se de um produto inteiramente diferente.• O novo evangelho fracassa notavelmente em produzir reverência profunda, arrependimento profundo, humildade profunda, espírito de adoração e preocupação pela situação da Igreja.• Por quê? Cumpre-nos sugerir que a razão jaz em seu próprio caráter e conteúdo.
  5. 5. • Não leva os homens a terem pensamentos centrados em Deus, temendo-O em seus corações, mesmo porque, primariamente, não é isso que o novo evangelho procura fazer.• Uma das maneiras de declararmos a diferença entre o novo e o antigo evangelho é afirmar que o novo preocupa-se por demais em "ajudar" o homem — criando nele paz, consolo, felicidade, sucesso, saúde, prosperidade e satisfação — e pouco demais em glorificar a Deus.
  6. 6. • O antigo era sempre e essencialmente uma proclamação da soberania divina em misericórdia e juízo, uma convocação para os homens prostrarem-se e adorarem ao todo- poderoso Senhor de quem os homens dependem quanto à tudo.• Seu centro de referência era Deus, sem a mínima ambigüidade. Porém, no novo evangelho o centro de referência é o homem.
  7. 7. • Enquanto que o alvo principal do antigo era ensinar os homens a adorarem a Deus, a preocupação do novo parece limitar-se a fazer os homens sentirem-se melhor.• O assunto abordado pelo antigo evangelho era Deus e os Seus caminhos com os homens; e o assunto abordado pelo novo é o homem e a ajuda que Deus lhe dá.• Nisso há uma grande diferença. A perspectiva e a ênfase inteiras da pregação do evangelho se alteraram.
  8. 8. • Dessa mudança de interesses originou-se a mudança de conteúdo, pois o novo evangelho na realidade reformulou a mensagem bíblica no suposto interesse da prestação de "ajuda" ao homem.• Assim, não são mais pregadas verdades bíblicas tais como – a incapacidade natural do homem em crer, – a eleição divina e gratuita como a causa final da salvação, e – a morte de Cristo especificamente pelas Suas ovelhas.• Essas doutrinas, segundo o novo evangelho, não "ajudam" o homem; mas antes, contribuem para levar os pecadores ao desespero, sugerindo-lhes que eles não podem salvar-se a si mesmos.
  9. 9. • O resultado dessas omissões é que apenas uma parcela do evangelho bíblico está sendo pregada como se fosse a totalidade do mesmo; e, uma meia-verdade que se mascara como se fosse a verdade inteira torna-se uma mentira completa.• A Bíblia é contra nós, quando pregamos dessa maneira; e o fato que tal pregação tornou-se a prática quase padronizada entre nós serve apenas para demonstrar quão urgente se tornou que revisássemos TODA A QUESTÃO.
  10. 10. • Lloyd-Jones coloca a questão nestes termos: “A maior tirania que temos que enfrentar nesta vida é a perspectiva mundana. Ela se insinua em nosso pensamento em toda parte, e nós a recebemos imediatamente após nascermos. (...) O mundo tende a controlar o nosso pensamento, a nossa perspectiva e a nossa mentalidade”.• Sem que percebamos, temos, em nome da liberdade de pensamento, uma mente estruturalmente cativa. (Hermisten Maia)• Nós não podemos sentir como cristãos e viver como cristãos se não pensamos como cristãos. (Michael Horton)• Em muitos pontos cruciais, perdemos nossos alicerces espirituais e doutrinários. Procuramos substituir o genuíno poder espiritual por métodos de homens. (Tomas Ascol)
  11. 11. PRESSUPOSTOS DO EVANGELISMO A Inspiração e Inerrância das Escrituras A Universalidade do Pecado A Soberana Graça de Deus A Responsabilidade Humana A Suficiência e Eficácia da Obra Sacrificial de Cristo O Ministério Eficaz do Espírito Santo A Doutrina da Eleição A Glória a Deus Se consideramos ou desprezamos essas doutrinas - como isso influencia nosso evangelismo?Fonte: Hermisten Maia em Teologia da Evangelização: Uma Palavra aos Evangelistas
  12. 12. O que não é o EvangelhoA Impossibilidade de Imposição.A Subjetividade do Testemunho PessoalAção SocialA Academia da ApologéticaA Variedade de Resultados
  13. 13. A Impossibilidade de Imposição.• Igualar evangelismo com imposição implica que o Cristianismo é apenas subjetivamente verdadeiro – verdadeiro e obrigatório para mim, mas não para os outros. O Cristianismo não é a opinião subjetiva do homem. É a verdade de Deus, a despeito das nossas opiniões subjetivas.• Igualar evangelismo com imposição implica que os cristãos são capazes de converter eles mesmos as pessoas, o que é inteiramente falso. De fato, de todas as religiões no mundo, o Cristianismo é a menos receptiva a tal imposição, por causa da sua teologia da conversão.• A humanidade está tão arraigada no pecado que, a menos que o Espírito de Deus faça a obra da conversão, nenhum de nós jamais se arrependerá e crerá.• Portanto, o Cristianismo é realmente único entre as religiões do mundo pela impossibilidade de impor sua estrutura de crenças sobre outros.• Somente Deus convence as pessoas a se arrepender e crer.
  14. 14. A Subjetividade do Testemunho Pessoal• Muitos compartilham seu testemunho de uma forma que meramente diz aos outros os benefícios que adviram com sua conversão. Isso não é evangelismo, e levará a uma típica resposta: “bom para você!”.• Os testemunhos pessoais devem comunicar a reivindicação do evangelho (arrependimento e fé) sobre as vidas dos ouvintes se o evangelismo há de acontecer através deles.• Talvez sem que o tenhamos percebido, o Evangelho deixou de ser a Palavra do Senhor para ser a minha palavra, a minha compreensão, a minha opinião, a minha experiência, a minha perspectiva, a minha tese, etc.• Cristo tornou-se (quando muito) uma ilustração do meu testemunho. A mudança que ocorreu nas nossas vidas é que pode ilustrar a mensagem do Evangelho.
  15. 15. Ação Social• Algumas pessoas confundem ação social ou envolvimento político com evangelismo. Mas os problemas horizontais que enfrentamos na sociedade são frequentemente apenas sintomas de uma ruptura em nosso relacionamento vertical com Deus.• Evangelismo que se restringe a satisfazer necessidades sentidas, salvando o restaurante público ou sendo politicamente ativo, não é evangelismo de forma alguma, pois falha em comunicar claramente o evangelho e a necessidade de se arrepender e crer em Jesus Cristo.
  16. 16. A Academia da Apologética• Frequentemente as pessoas assumem que defender a fé respondendo as perguntas e objeções dos céticos é evangelismo. A apologética pode certamente, e frequentemente, levar ao evangelismo.• Mas a menos que Jesus seja apresentado como a única provisão de Deus para o pecado do homem e o arrependimento e a fé sejam apresentados como o único caminho de obter o perdão diante de Deus, o exercício permanece meramente acadêmico e cognitivo.
  17. 17. A Variedade de Resultados• Talvez a maioria das pessoas confunda evangelismo com os resultados desejados ou esperados do evangelismo. Mas evangelismo não é simplesmente ver pessoas convertidas.• O verdadeiro evangelismo pode ocorrer milhares de vezes sem uma única conversão. Confundir evangelismo com seus resultados levará eventualmente à frustração e desilusão.• Paulo estava fazendo evangelismo em Atos 13:44- 47, embora os judeus tenham rejeitado a palavra de Deus e julgados a si mesmos indignos da vida eterna.
  18. 18. “Nada é mais solicitamente intentado por satanás do que impregnar nossasmentes, ou com dúvidas, ou com menosprezo pelo Evangelho.” João Calvino
  19. 19. O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado.O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia.O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. (John Stott – A Cruz de Cristo)
  20. 20. O evangelho é uma mensagem:• que é pregada (Mateus 4:23; 9:35; 11:5; 24:14; Marcos 16:15; I Coríntios 15:1)• sobre o reino de Deus (Mateus 4:23; Marcos 1:14) .• sobre Jesus Cristo (Marcos 1:1; Romanos 15:19) .• que deve ser crida pelos homens (Marcos 1:15) .• que deve ser obedecida pelos homens (Romanos 10:16; II Thes. 1:8) .• da graça de Deus (Atos 20:24) .• da paz de Deus (Romanos 10:15) .• do poder de Deus (Romanos 1:16)• da qual os cristãos nunca devem se envergonhar (Romanos 1:16) .• através da qual somos nascidos de novo (I Coríntios 4:15) .• que pode ser ocultada do homem (II Coríntios 4:3) .• que pode ser pervertida pelo homem (Gálatas 1:6-9) .• de salvação (Efésios 1:13) .• que pode ser defendida pelo homem (Filipenses 1:17) .• de verdade e esperança (Colossenses 1:5,23) . (John A. Kohler, III)
  21. 21. • Este é o evangelho que foi originalmente pregado pelo Senhor Deus (Gênesis 3:15) e mais tarde proclamado pelos profetas do Antigo Testamento (Atos 10:43), por João Batista (João 1:29; Atos 19:4), pelo próprio Senhor Jesus Cristo (Marcos 1:15; João 3:16,18; Lucas 24:45-47), pelos apóstolos do Novo Testamento (Atos 2:38; 3:19; 13:38-39; Romanos 1:16), e pelos verdadeiros pregadores e igrejas cristãs no decorrer das eras. (John A. Kohler, III)
  22. 22. O que é o Evangelho DEUS HOMEM JESUS CRISTOARREPENDIMENTO FÉ
  23. 23. O que é o Evangelho • Quem Ele é, qual o Seu caráter, quais os Seus padrões e o que Ele requer de nós que somos Suas criaturas. • Enquanto estas verdades não forem compreendidas o restanteDEUS da mensagem do Evangelho não parecerá convincente nem relevante. • O Evangelho nos fala de como foi que não alcançamos o padrão divino; como nos tornamos culpados, corruptos e impotentes no pecado e como estamos sob a ira de Deus agora.HOMEM • O verdadeiro cristianismo é realista quanto ao lado obscuro de nosso mundo, nossa vida, nossa natureza, nosso coração.
  24. 24. O que é o Evangelho • O Filho de Deus encarnado + O Cordeiro de Deus + O Senhor ressurreto + O Salvador perfeito. • A morte de Cristo na cruz: sacrifício substitutivo, redenção (resgate, preço pago para que o homem fosse liberto do poder e consequências do pecado), JESUS reconciliação, justificação legal, vitória militar (triunfo) e propiciação (a morte de Cristo anula, cobre, remove o pecado – perdão é concedido). CRISTO • Nada disso é meramente potencial, uma possibilidade. Cada figura se refere a algo que cumpre realmente a sua finalidade ou propósito. • Consciência de um relacionamento errado com Deus (necessidade de restauração da comunhão com Deus).ARREPENDI- • Consciência da culpa, impureza, rebelião, alienação e estranhamento Dele. MENTO • Convicção de pecadoS (particulares e específicos) – nossos feitos. • Convicção de pecaminosidade (corrupção e perversidade total aos olhos de Deus) – nossa natureza. • É lançar-se, descansar e confiar plenamente e somente nas promessas de misericórdia que Cristo fez aos pecadores e no Cristo que fez essas FÉ promessas. • A fé que salva exige exclusividade (plenamente e somente ). • A fé que salva desconfia, despreza e denuncia. Hem??? Lutero responde!
  25. 25. Eis o que entendo sobre as boas-novas: O Deus único e verdadeiro, que é santo, nos fez a Sua imagem para que o conheçamos. No entanto, nos pecamos e nos separamos dEle.Em Seu grande amor, Deus se tornou homem em Jesus, viveu de modo perfeito e morreu na cruz, cumprindo ele mesmo a lei e tomando sobre si mesmo a punição pelos pecados de todos aqueles que se converteriam e creriam nele. Ele ressuscitou dos mortos, mostrando que Deus aceitou o sacrifício de Cristo e que a ira de Deus contra nós foi satisfeita.Ele agora nos chama a arrepender-nos de nossos pecados e crer somente em Cristo, a fim de obtermos perdão. (Mark Dever)
  26. 26. Por que devemos evangelizar? Obediência Amor aos a Deus perdidos Pelo “simples” Amor a fato de termos Deus sido alcançados pelo Evangelho. Anunciar Por sabermosGlorificar como é terrível a Deus o passar o tempo e a eternidade Evangelho sem Ele
  27. 27. Deveríamos evangelizar por obediência a Deus• Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! (1Co. 9:16). Paulo era motivado pela compulsão do Espírito.• Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt. 28:18-20).• Somos ordenados a fazer evangelismo fazendo discípulos. A ordem em si, portanto, tem o intuito de produzir obediência.
  28. 28. Deveríamos evangelizar por amor aos perdidos• Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Marcos 6:34). – O amor e a compaixão de Jesus pelos perdidos motivaram-no a ensinar, não apenas satisfazer necessidades sentidas operando um milagre. – O ensino de Jesus é motivado por amor e compaixão, não um desejo de ganhar um argumento ou parecer inteligente.• Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara (Mt. 9:36). – O amor e a compaixão de Jesus pelas pessoas motivaram-no a orar por mais trabalhadores para a seara.
  29. 29. Deveríamos evangelizar por amor a Deus• Se me amais, guardareis os meus mandamentos (João 14:15).• Amar a Deus é o único motivo suficiente para o evangelismo. Somente um profundo amor a Deus nos manterá em Seu caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos humanos falham (John Cheesman, The Grace of God in the Gospel [Edinburgh: Banner of Truth, 1972], 122).• O amor a Deus resultará num desejo de obedecer aos seus mandamentos e promover sua glória reunindo mais adoradores e fazendo mais discípulos. – Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação (1Pedro 2:12).
  30. 30. O Evangelho e o Humor - Jim Elliff• O evangelho e encenações de humor são parceiros muito estranhos• O humor é um instrumento ineficaz para trazer convicção de pecado (anestesia a mente!)• Tal meio pode amortecer a capacidade e o apetite em entender a palavra escrita, lida e pregada.• O humor torna a verdade reduzida e simplista – até mesmo sufocada• É uma maneira vazia e vã de falar sobre Deus
  31. 31. • Diversão é uma palavra que é usada hoje na igreja de forma desenfreada! É um adjetivo, é um substantivo, é um verbo, porque nós exercemos o ministério buscando ajustar-nos a essa mentalidade. (John Piper)• Estou profundamente preocupado com isso. Eu quero defender a seriedade a respeito de Deus, em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele pareça "divertido", transformando-O em mais uma peça de entretenimento. (John Piper)• Não somos desafiados a abandonar nosso pecado quando os nossos sentimentos são afagados e nossas preferências são estimuladas. (Mark Dever)
  32. 32. Devemos precaver-nos para que, cedendo ao desejo de adequar Cristo às nossas própriasinvenções, não o mudemos tanto, que ele se torne dessemelhante de si próprio. Não nos é permitido inventar tudo ao sabor de nossos gostos pessoais, senão que pertence exclusivamente a Deus instruir-nos segundo o modelo que te foi mostrado (Ex 25.40). João Calvino, Exposição de hebreus, p. 209.
  33. 33. Como devemos evangelizar?• Precisamos pôr em revista todos os nossos planos e práticas evangelísticas - nossas missões, nossas campanhas; nossos sermões, discursos e testemunhos; nossas reuniões, grandes ou pequenas e nossa apresentação do evangelho no tratamento pessoal; os folhetos que distribuímos, os livros que emprestamos, as cartas que escrevemos - e nos fazer as seguintes perguntas a respeito de cada uma dessas coisas:
  34. 34. • Será que esta maneira de apresentar a Cristo foi prevista para deixar claro às pessoas que o evangelho é a palavra de Deus?• Será que ela foi prevista para desviar a atenção do homem e de todas as coisas meramente humanas e fazê-la voltar-se para Deus e a sua verdade?• Ou será que sua tendência é de desviar a atenção do Autor e autoridade da mensagem, para a pessoa e desempenho do mensageiro?• Ela faz o evangelho soar como uma idéia humana, um brinquedo do pregador, ou uma revelação divina, diante da qual o próprio mensageiro humano fica amedrontado?
  35. 35. • Será que esta maneira de apresentar a Cristo cheira mais a esperteza e perícia humana?• Será que a tendência é mais para a exaltação do homem?• Ou ela antes incorpora a simplicidade honesta e sincera do mensageiro, cuja única e exclusiva preocupação é a de entregar sua mensagem, sem o mínimo interesse em chamar a atenção sobre si mesmo, e que deseja até onde ele puder apagar a si mesmo e ocultar-se, por assim dizer, atrás da sua mensagem, pois seu maior temor é que os homens o admirem e aplaudam, quando deveriam estar se curvando e humilhando a si mesmos diante do poderoso Senhor, a quem ele representa?
  36. 36. • Será que ela é planejada para mexer com a mente ou, antes, para pô-la para dormir? Seria esta forma de apresentar a Cristo uma tentativa de mover os homens pela força das emoções ou da verdade?• Certamente não há nada de errado com as emoções; seria muito estranho uma pessoa deixar de se emocionar ao se converter. O que está errado é o tipo de apelo que se faz às emoções e o brincar com as emoções, que atormenta os sentimentos das pessoas ao invés de instruir as suas mentes.
  37. 37. • Insisto: é preciso que nos perguntemos, esta forma de apresentar a Cristo é planejada para convencer as pessoas da doutrina do evangelho, e não só de partes dela mas toda ela - a verdade sobre o nosso Criador e suas reivindicações, e sobre nós mesmos como pecadores totalmente culpados, perdidos e sem esperança, carentes de um novo nascimento, e sobre o Filho de Deus que se tornou homem, morreu pelos pecados e vive para perdoar os pecadores e levá-los a Deus?• Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, trate de meias verdades, faça as pessoas terem uma noção incompleta destas coisas, e passe depressa à exigência de fé e arrependimento, sem deixar claro do que é que elas deveriam se arrepender e no que devem crer?
  38. 38. • Insisto: temos que nos perguntar, esta forma de apresentar a Cristo é planejada para convencer as pessoas da aplicação do evangelho, não só de alguma parte dele, mas de todo ele - a convocação para que nos vejamos e conheçamos a nós mesmos - como Deus nos vê e conhece, isto é, como criaturas pecaminosas, e para encararmos a largura e profundidade da necessidade a que um relacionamento errado com Deus nos levou e, finalmente, para encararmos também o custo e as conseqüências da conversão e aceitação de Cristo como Salvador e Senhor?• Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, fazendo vistas grossas para algumas dessas coisas, dando uma impressão inadequada e distorcida do que o evangelho de fato exige de nós?
  39. 39. • Isso não deixará, por exemplo, as pessoas inconscientes de que elas têm a obrigação de dar uma resposta imediata a Cristo? Ou as deixará supor que tudo o que têm a fazer é confiar em Cristo como um carregador de pecados, sem se dar conta de que eles também têm que negar a si mesmos e entronizá-lo como o seu Senhor?• Ou os deixará imaginando que tudo o que elas têm a fazer é consagrar-se a Cristo como o seu Mestre, deixando de se dar conta de que eles também têm que recebê-lo como o seu Salvador?
  40. 40. • É preciso lembrar aqui que, do ponto de vista espiritual, é até mais perigoso para uma pessoa cuja consciência foi despertada, dar uma resposta erroneamente concebida ao evangelho, de partir para uma prática religiosa deficiente, do que não dar resposta alguma.• Se você transformar um publicano em fariseu, você o estará colocando em condições piores e não melhores.
  41. 41. • Insisto ainda uma vez: temos que nos perguntar, esta forma de apresentar a Cristo é concebida para transmitir a verdade do evangelho de uma maneira adequadamente séria?• É concebida para fazer as pessoas sentirem que elas estão, de fato, diante de uma questão de vida ou de morte?• É planejada para fazê-los ver e sentir a grandiosidade de Deus, as enormes dimensões do seu pecado e carência e a grandeza da graça de Cristo?• É concebida para torná-los conscientes da tremenda majestade e santidade de Deus?
  42. 42. • Isto os ajudará a compreenderem que é uma coisa terrível cair nas Suas mãos?• Ou esta maneira de apresentar a Cristo é tão leve, circunstancial, confortável e divertida, que torna difícil aos ouvintes perceberem que o evangelho é uma questão de tremenda importância, e não um estimulante para os desajustes da vida?• É um insulto grosseiro contra Deus e um verdadeiro deserviço aos homens, banalizar e trivializar o evangelho no momento da sua apresentação.
  43. 43. • Não é que tenhamos que assumir um ar de formalidade artificial ao falarmos das coisas espirituais; não há nada mais absolutamente fútil do que tentar simular seriedade e nada melhor para tornar os nossos ouvintes em hipócritas.• O que é preciso é o seguinte: que nós, que devemos falar por Cristo, devemos orar constantemente para que Deus ponha e mantenha nos nossos corações uma consciência clara da sua grandeza e glória, da alegria da comunhão com ele, e de como é terrível passar o tempo e a eternidade sem ele; para que Deus nos capacite a falar de maneira honesta, direta, e precisa acerca destes assuntos.• Assim sendo, seremos realmente espontâneos na apresentação do evangelho - ao mesmo tempo que verdadeiramente sérios.
  44. 44. • É fazendo perguntas deste tipo que devemos testar e, onde for necessário, reformar os nossos métodos teológicos (evangelísticos).• Qual é o melhor método em cada caso particular, nós teremos que descobrir por nós mesmos. (Oração + Palavra + Orientação + dependência do Espírito Santo)• É à luz deste princípio que todos os debates sobre métodos evangelísticos necessitam ser decididos.
  45. 45. • O princípio básico é que o melhor método de evangelização é aquele que serve de forma mais integral ao evangelho.• É o que fornece o testemunho mais evidente da origem divina da mensagem, e do caráter de vida ou morte dos temas que ele levanta.• É aquele que possibilita a mais completa e perfeita explanação das boas novas de Cristo e da sua cruz, e a aplicação mais exata e crítica das mesmas.• É a que mais eficazmente engaja as mentes daqueles a quem se dirige o testemunho, as conscientizando de maneira mais viva de que o evangelho é a palavra de Deus, endereçada pessoalmente a eles em seus contextos particulares.
  46. 46. Quem deve evangelizar?• A ordem de Cristo de ir e fazer discípulos em todas as nações foi dada a todos os seus discípulos, não apenas aos doze primeiros (Mt. 28:18-20).• Veja Atos 8:1-4; 11:19-21. Quem foi espalhado e quem permaneceu em Jerusalém? Quem pregava? (todos, exceto os apóstolos … os que foram dispersos)• Veja 1Pedro 1:1-2; 3:15. A quem Pedro está escrevendo? O que ele lhes manda fazer? (aos forasteiros da dispersão …. Estejam prontos para responder a razão da vossa esperança)
  47. 47. • Veja Romanos 1:14-15. Essa é simplesmente uma passagem descritiva sobre os desejos de Paulo como um apóstolo? (sou devedor ... estou pronto a anunciar) Eles se aplicam a nós hoje?• De acordo com Atos 6:5, Filipe era um diácono, que não era uma posição de supervisão e liderança espiritual, mas de serviço em questões físicas e financeiras da igreja. Todavia, em Atos 8:5-6, 25- 40, vemos Filipe engajado num evangelismo transcultural.• O evangelismo na igreja primitiva não foi deixado aos apóstolos ou “super-cristãos”. TODO MUNDO FAZIA EVANGELISMO, E HAVIA UMA ÂNSIA EM SEUS
  48. 48. Evangelho e Cultura – Rev Albert Mohler• O texto da Escritura deve ser nossa atenção principal e não a cultura. (Com o texto versus contexto)• Nunca cantamos e tocamos tanto e nunca fomos tão analfabetos em relação às Escrituras. (Augustus Lopes)• Temos interesse na cultura porque é onde encontramos os pecadores – o nosso interesse não é fundamentalmente a cultura em si. Ela é passageira. ________________________________________• Não existe cultura neutra, isenta, pura e inocente. (...) Toda cultura, por mais civilizada que seja, traz valores pecaminosos, crenças equivocadas, práticas iníquas que se refletem na arte, música, literatura, cinema, religiões, costumes e tudo mais que a compõe.
  49. 49. • De que maneira apresentar o Evangelho em diferentes culturas? Pessoalmente, acredito que há princípios universais que transcendem as culturas. Eles são verdadeiros em qualquer lugar e em qualquer época.• O grande desafio que Jesus e os apóstolos deixaram para os cristãos foi exatamente este, de estar no mundo, ser enviado ao mundo, mas não ser dele (Jo 17:14-18). Implica em não se conformar com o presente século, mas renovar- se diariamente (Rm 12:1-3). Quando a cultura se torna o Evangelho. Rev Augustus Nicodemus
  50. 50. Facetas da nossa cultura• Auto-realização• Auto-suficiência• Autodefinição• Autointeresse• Autotranscendência• Auto-acréscimo A cultura diz: O problema do homem é externo. As soluções estão dentro dele.• Auto-segurança Deus diz: O vosso problema é interno. A solução provém das Minhas mãos.
  51. 51. ... Umaúnicacondição
  52. 52. Mesmo os santos precisam sentir-seameaçados por um total colapso das forças humanas, a fim de aprenderem, de suas próprias franquezas, a depender inteira e unicamente de Deus.João Calvino, Exposição de 2 Coríntios, p. 22.
  53. 53. • Eis um chamado à REFLEXÃO bíblica sobre evangelismo.• Só então, passemos à AÇÃO de evangelizar biblicamente. A Deus Toda a Glória!

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