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Celulas de Desenvolvimento Urbano_Rio de Janeiro

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A pergunta que se coloca é: como prover qualidade urbana sem a estrutura burocrática adequada e necessária?
O que propomos neste documento é responder a esta questão através da parceria entre governo e sociedade civil na produção de cidade. Radi- calizar este processo através da criação de arcabouços legislativos, juridicos e fiscais que permitam o governo, em conjunto com a sociedade civil poduzir sua cidade com qualidade.

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Celulas de Desenvolvimento Urbano_Rio de Janeiro

  1. 1. PROGRAMA DE GOVERNO: ESTRATÉGIA URBANA CÉLULAS DE DESENVOLVIMENTO URBANO: QUALIDADE DE VIDA E PRODUTIVIDADE ECONÔMICA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RODRIGO AZEVEDO / AAA_AZEVEDO AGÊNCIA DE ARQUITETURA WWW.AAA.COM.BR . CONTACT@AAA.COM.BR Projeto Urbano Nova Luz, centro de São Paulo: somos o único escritório de arquitetura do Rio de Janeiro com experiência em projeto e gerenciamento de Concessão Urbanística
  2. 2. CÉLULAS DE DESENVOLVIMENTO URBANO: EMPODERAR A SOCIEDADE CIVIL PARA MELHORAR O ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Atualmente são 92 municipios no estado do Rio de Janeiro e, quase todos, com grande déficit de infraestrutura urbana. A maior parte destes muni- cipios não possui equipe técnica em número e em qualidade para lidar com as demandas por infraestrutura. Isso quer dizer: não são capazes de iden- tificar problemas e propor soluções adequadas - sejam projetos, licitações ou concursos - que viabilizem a melhoria das cidades. Se soma a esta di- ficuldade, a incapacidade de se captar verba junto ao Governo Federal ou Governos Estaduais para se investir em projetos e obras de fundamental importância para o desenvolvimento dos municipios. Com a redução da desigualde de renda registrada na maior parte dos muni- cipios brasileiros entre 2000 e 2010 (indice Gini de 2010), a população passou a consumir mais, a se deslocar mais, a contratar mais serviços, e foi nas áreas urbanas onde se sentiu mais este impacto, demandando um au- mento de investimentos em infraestrutura urbana e qualidade dos serviços. É importante uma reflexão sobre o significado de investimentos em cidade a partir do ano 2000. O Brasil, como um pais eminentemente urbano, está em vias de alcançar a quantidade de infraestrutura necessária para sua popu- lação atual. Ainda há muito a ser feito, como por exemplo habitação e sua infraestrutura correspondente (saneamento, pavimentaçao, etc). Entretanto, falta qualidade a infraestrutura já existente, isto é, é preciso que fun- cione bem, que tenha boa gestão, que tenha uma boa performance, um bom desenho arquitetônico e urbano em consonância com o contexto local, entre outras questões que são diretamentes relacionadas as demandas de uma popu- lação urbana, alfabetizada, com acesso à informação e todos os serviços de atenção básica (saúde, mobilidade, educação). Isto quer dizer que o Brasil já superou o desafio de prover quantidade, mas não qualidade. É no universo urbano do bairro, da pequena escala, onde a qualidade de qualquer investimento público se materializa. São nos elementos fundamentais da ci- dade - calçada, praça, parque, os equipamentos públicos - que os cidadãos se relacionam com a grande escala dos investimentos e sua qualidade na im- plantação e gestão. Desta forma, o desafio do Brasil para este século será prover, em todos seus investimentos, qualidade: nas ações, nos pro- jetos, nas obras, nos serviços. E a pergunta que se coloca é: como prover qualidade urbana sem a estrutura burocrática adequada e necessária? O que propomos neste documento é responder a esta questão através da parceria entre governo e sociedade civil na produção de cidade. Radi- calizar este processo através da criação de arcabouços legislativos, juridicos e fiscais que permitam o governo, em conjunto com a sociedade civil poduzir sua cidade com qualidade.
  3. 3. Novo Museu do Índio: AAA em parceria com Associação Indigena Aldeia Maracanã_Aguardando aprovação Governo do Estado
  4. 4. Estação da Luz Sala Sõo Paulo Pinacoteca do Estado Projeto Urbano Nova Luz, Centro, São Paulo: um exemplo AAA+AECOM+FGV+CONCREMAT+Cia CITY para cocessão urbana con- templando habitação, comércio, serviços, e áreas de lazer ÍNDICE 01 Informação AAA 02 Qualificação Profissional da Equipe 03 Programa Células de Desenvolvimento 04 Programa Meu Bairro
  5. 5. 01 Informação AAA Agência especializada em articular diferentes atores, interesses, culturas, contextos e escalas para materializar a melhor estratégia urbana. Mercado Popular da Rocinha, Rio de Janeiro
  6. 6. Rodrigo Azevedo / AAA_Azevedo Agência de Arquitetura O escritório AAA foi fundado em 2002 pelo arquiteto Rodrigo Azevedo, após três anos a frente do escritório Container. Ao longo dos últimos 12 anos, o escritório desenvolveu projetos junto a iniciativa pública, privada e sociedade civil, em programas como estratégia urbana, master plan, com- plexos comerciais e culturais, restauração, educação e habitação. Na esfera pública, AAA busca projetos de relevância que tragam benefícios para as cidades e seus usuários. Participamos de importantes iniciativas de qualificação urbana e arquitetônica no Brasil, como por exemplo o pro- jeto urbano Nova Luz (São Paulo), a restauração e readequação do Palácio Laranjeiras (residencia oficial do governador, Rio de Janeiro), o master plan, restauração e readequação da Estação Ferroviária Barão de Mauá (Rio de Janeiro), o desenho urbano para Ilha de Paquetá (Rio de Janeiro), a restauração da Igreja de Nossa Senhora do Outeiro da Glória (Rio de Ja- neiro), além da experiência do arquiteto Rodrigo Azevedo à frente da Sec- retaria de Projeto Urbano da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu e como professor de Projeto na Faculdade de Arquitetura da UFRJ. No mercado privado, AAA desenvolve projetos para clientes grandes e peque- nos, abordando desde a conceituação e definição do programa de usos até o detalhamento final do projeto. Assim tem sido em iniciativas como o master plan para a Fábrica da Bhering (Porto, Rio de Janeiro), o conjunto de três torres de escritórios (contíguas) no Porto do Rio de Janeiro, o Museu Casa do Pontal nos Galpões da Gamboa (Porto, Rio de Janeiro), o master plan para o empreendimento Cidade da Copa (Recife) e bairro Teresina (Teresi- na), além de diversos projetos de arquitetura, de menor escala, em áreas sensíveis (sítios históricos e favelas). Soma-se a isso a experiência adquirida, em 2009, no mestrado em Housing and Urbanism (MA) na Architec- tural Association (AA) School of Architecture em Londres, UK. Junto a sociedade civil, AAA desenvolve o programa filantrópico “Bair- ros do Rio”, que consiste no desenvolvimento de projetos urbanos e ar- quitetônicos para associações de bairro do Rio de Janeiro, objetivando qualificar seus espaços públicos. Estamos com projetos em aprovação junto à Prefeitura do Rio de Janeiro e financiadores (BNDES) nos seguintes bair- ros: Glória, Cosme Velho, Humaitá e Pavão-Pavãozinho (Copacabana), mobili- zando um total de cerca de 150 mil pessoas. Restauração e readequação do Palácio Laranjeiras, Parque Guinle, Rio de Janeiro
  7. 7. Em 2012, AAA abre suas portas em nova sede, uma casa do século XIX, com 150m2, na Villa Olga, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, consolidando sua atuação na cidade e estabelecendo novos laços profissionais. AAA principais clientes: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Prefeitura da Cidade de São Paulo Prefeitura de Belém do Pará Governo do Estado do Rio de Janeiro Alphaville Abel Gomes (P&G Cenografia) Concremat / Concrejato Ilha Pura / Odebrecht OAS L’Óreal BNDES AECOM Rio de Janeiro, 2014. Rodrigo Azevedo CAU: 124475-2 AAA_Azevedo Agência de Arquitetura CAU: 7039-4 / CNPJ 00670945/0001-10 Mercado Ver-o-Peso, Belém do Pará, PA
  8. 8. Principais Projetos www.aaa.com.br Complexos Comerciais Mercado Ver-o-Peso (tombamento: IPHAN*) Requalificação urbana, com uso de lonas tensionadas, da maior feira livre do Brasil. Restauração e intervenção interna em quatro edificações. Executado. Área: 40.000m2 (Belém do Pará, PA-1999-2002); Mercado Popular da Rocinha Novo mercado em lona tensionada. Área: 1.300m2. Executado (Favela da Rocinha, Rio de Janeiro – 2004); Fábrica da Bhering (tombamento: DGPC*) Projeto de restauro e adequação da Fábrica para inserção de novos usos, mantendo os já existentes (produção de arte), transformando o espaço em um centro de bairro para o Porto do Rio. Elaboração de business plan em conjunto com o projeto. Área: 20.000m2. Em desenvolvimento (Área por- tuária, Rio de Janeiro – 2013). Master plan Projeto de Estruturação Urbana da Cidade de Nova Iguaçu, RJ (financiamen- to do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), 2007). Projeto para os centros de bairro da cidade, contemplando infraestrutura urbana, equi- pamentos públicos e mobilidade; Master plan para o bairro do Cosme Velho (Rio de Janeiro, 2012), contemp- lando novas calçadas, praça e um novo equipamento urbano com estaciona- mento para ônibus e carros além de uma praça suspensa pública (4 hec). Master plan para a cidade de Santana de Parnaíba (SP, 2005), contemplando residência, comércio, cultura e parque público (100 hec); Projeto Cidade da Copa_Recife Projeto de um novo bairro aos arredores da nova Arena Pernambuco (estádio para Copa do Mundo de 2014), compreendendo 250 hec. (2011). Em parceria com AECOM (http://arenapernambuco.cloudapp.net/); Master plan Cidade da Copa, Recife
  9. 9. Projeto Nova Luz_São Paulo (Área de Proteção Urbana CONDEPHAAT/COMPRESP/IPHAN) Regeneração urbana do centro de São Paulo, compreendendo uma área de 50 hec. (São Paulo, SP-2011). Em parceria com AECOM (http://www.no- valuzsp.com.br/) Projeto Teresina Projeto de um novo bairro nas margens do Rio Poti, contemplando residencias, escritórios e comércio, com área total de 60hec. (Teresina, PI - 2012). Em parceria com AECOM. Restauração Palácio Laranjeiras, Parque Guinle (Residência oficial do Governador) (tombamento: IPHAN) Restauração interna e externa, além de adequacão dos espaços da ala residencial. Gerenciamento dos projetos complementares. Área: 3.000m2. Em desenvolvimento (Rio de Janeiro – 2008-2012); Cine Palácio (tombamento: DGPC) Restauração e intervenção interna para inserção de novos usos, como sala de cinema digital, restaurante e livraria. Executado. Área: 800m2 (Rio de Janeiro – 2004); Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro (tombamento: IPHAN) Restauração interna e externa da igreja e nova iluminação monumental. Área: 1.200m2. Executado (Glória, Rio de Janeiro – 2006-2007). Master plan Teresina, Piauí
  10. 10. Cultura Pavilhão Olímpico Projeto para centro cultural com área expositiva, café, loja e parque ex- terno. Em parceria com Abel Gomes. Área construída: 3.500m2. (Centro, Rio de Janeiro. 2013; Casa Museu do Pontal - Galpões da Gamboa (tombamento: DGPC/INEPAC) Projeto para instalação do Museu do Pontal (maior acervo de arte popu- lar da America Latina) nos Galpões da Gamboa. Em andamento. Área: 8.000m2 (Área Portuária, Centro, Rio de Janeiro. 2012); Centro Cultural OAB-RJ Projeto para o centro cultural da OAB-RJ com biblioteca, cinema, telecen- tro, escritórios de atendimento para OAB e parque urbano. Áreas: 4.000m2 (terreno)/2.500m2 (prédio). Suspenso (Campinho,Rio de Janeiro. 2008). Parque Lage (tombamento: IPHAN / INEPAC) Restauração e adequação das edificações para uso da Escola de Artes Visu- ais do Parque Lage e elaboração do masterplan para toda a area. Área: 3.000m2. Em detalhamento (Jardim Botânico, Rio de Janeiro. 2008-2009); Estação Ferroviária Barão de Mauá (tombamento: INEPAC) Master Plan para o terreno (contemplando residência, comércio, cultura e áreas públicas (10hec)), restauração e intervenção interna além de um novo prédio anexo (escritórios+entretenimento). Área: 10.700m2 (Rio de Janeiro - 2006); Praça Cultural Sérgio Porto Projeto de um Centro de Bairro contemplando: dua salas de teatro (330 e 150 lugares), sala multiuso, biblioteca/midiateca, bar e restaurante, ga- leria de arte e livraria. Em parceria com AMA Humaitá e classe artística. Área: 4.600m2. Em andamento (bairro do Humaitá, Rio de Janeiro. 2013). Palacete São Cornélio Centro de Cultura (tombamento: IPHAN) Restauração do Palacete e projeto de nova edificação anexa contemplando teatro (500 pessoas), três salas de cinema (120 pessoas cada), loja, café e restaurante. Em parceria com AMA Glória. Área: 5.000m2 (Glória, Rio de Janeiro. 2013); Escola Municipal Capitão Silvino, Nova Iguaçu, RJ
  11. 11. Educação Escola Municipal Capitão Silvino Escola para 400 estudantes, com terraço de gramado, captação de água pluvial e bio-digestor. Área: 750m2 (Nova Iguaçu, RJ. 2006); Escola Municipal França Carvalho Escola pra 1200 estudantes com terraço gramado, captação de água pluvial e bio-digestor. Área: 1400m2 (Nova Iguaçu, RJ. 2006); Centro de Educação e Cultura de Campinho (tomabamento DGPC) Complexo educacional para a Prefeitura da Cidade do Rio de Ja- neiro, contenmplando escola primária, creche, biblioteca e área de lazer. Área: 16.000m2. Suapenso (Campinho, Madureira, Rio de Janeiro. 2008-2009); CeCIC_Centro Comunitário de Inovação e Cultura do Pavão-Pavãoz- inho Complexo educacional e cultural para a comunidade do Pavão e Pavãozinho, contendomplando espaços para cultura, ensino, gas- tronomia, atividades comerciais e associação de moradores. Em parceria com ONG Entrelaces e AMA Pavão-Pavãozinho. Área: 900m2. Cliente: BNDES. Em desenvolvimento (Ipanema, Rio de Janeiro. 2013). Prédios Prédio Porto do Rio Projeto de um conjunto de edificações comerciais (escritórios) com 30.000m2 – duas torres com 15 pavimentos cada e mais em- basamento comercial, para OAS (Rio de Janeiro. 2012-2013). Em desenvolvimento. Residencial Recife Projeto de edificação residencial multifamiliar com 80.000m2 – duas torres com 30 pavimentos cada e mais embasamento comercial (Centro, Recife, PE), para Odebrecht Realizações Imobiliárias (2012). Em parceria com AECOM. Santana 119_Habitação Social Projeto de edificação residencial multifamiliar com 1000m2 – térreo mais três pavimentos (Centro, Rio de Janeiro), para a Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro (1999). Praça Cultural Sérgio Porto, Rio de Janeiro: AAA em parceria com AMA Humaitá e classe artística
  12. 12. Prédio Comercial, Área Portuária, Rio de Janeiro Estação Barão de Mauá (Leopoldina): Restauração e Master Plan para o terreno, Rio de Janeiro
  13. 13. Fábrica Bhering: Master plan e business model. Área Portuária, Rio de Janeiro 02 Qualificação Profissional da Equipe Agência constituída por profissionais com conheci- mento e experiência abrangente: no campo da ar- quitetura, desenho urbano, cidade, academia, além de atuar junto à sociedade civil, instituições públicas e privadas, tanto no Brasil como no exterior.
  14. 14. Rodrigo Azevedo Sócio-Fundador Rodrigo Azevedo é arquiteto e urban designer com 15 anos de experiência em projetos de média e grande escala no Brasil. Sua experiência inclui regeneração urbana (portos e centros históricos), restaurações e novas edificações junto à bens tombados, edificações comerciais e residenciais e programas arquitetônicos com ênfase cultural e educacional nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará, Minas Gerais e Espirito Santo. De 2004 a 2006, Rodrigo foi professor de Projeto na Faculdade de Ar- quitetura da UFRJ, escola onde se formou em 1997. Em 2005, foi Secre- tário de Projeto Urbano da cidade de Nova Iguaçu, onde ficou até 2007. Em 2008, recebeu bolsa de estudos pelo Foreign Commonwealth Office and British Council (Chevening Scholarship) para mestrado em Housing and Urbanism (MA) na Architectural Association (AA) School of Architecture em Londres, UK, desenvolvendo projetos urbanos em Londres e Hanoi (Viet- nan). De 2010 a 2012, Rodrigo foi consultor para AECOM em projetos de urban- ismo e arquitetura nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Teresina, a frente dos seguintes trabalhos: Nova Luz (SP), Cidade da Copa (PE) e Bairro Teresina (PI). Em 2012, Rodrigo desenvolve uma série de projetos relacionados com as Olimpiadas e a requalificação portuária do Rio de Janeiro, além do seu projeto filantrópico “Bairros do Rio”, auxiliando diversas associações de bairro na qualificação dos espaços públicos através de projetos urba- nos e arquitetônicos. Rodrigo tem seu trabalho publicado nos jornais e revistas especializadas no Brasil e no exterior. Proficiente em inglês e espanhol. Escola Municipal França Carvalho, Nova Iguaçu, RJ
  15. 15. Clarissa Moreira Consultora Urbana (Professora UFF_RJ) Em 2002, Clarissa concluiu Mestrado em Urbanismo – PROURB- UFRJ (Programa de Mestrado em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) com bolsa CNPQ apresentando a dissertação: ¨A cidade contemporânea entre a tábula rasa e a preservação: o caso do Porto do Rio¨ e obteve prêmio de melhor dissertação de mestrado pela Anpur (2002). De 1997 a 2002, foi Gerente do Programa Novas Alternativas, Secre- taria Municipal de Habitação, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Em 2003 foi consultora do Programa de Revitalização de Sí- tios Históricos da Caixa Econômica Federal (CEF), avaliando as experiências de promoção do uso habitacional em áreas centrais no Recife, São Luís e Belém. De 2003 a 2006 foi consultora em projetos de reabilitação urbana (Rio de Ja- neiro, Cuiabá e Fortaleza) do Programa Cidade Brasil – Co- operação técnica entre CEF e Governo Francês. Em 2007 concluiu doutorado na École Doctorale de Philoso- phie - Universidade Paris I – Sorbonne, com bolsa Capes e teve a tese publicada em 2009 pela editora L’Harmattan, Paris. Em 2010-2011 desenvolve consultoria para a Agência Francesa de Desenvolvimento e para o Governo do Estado de São Paulo sobre habitação e sustentabilidade. Neste mesmo ano Clarissa recebe bolsa da FAPERJ para Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em urbanismo da UFRJ com a pes- quisa “Um olhar sobre o Rio de Janeiro: novo ou velho dest- ino para a metrópole”. Desde 2011, Professora Assistente na Universidade Federal Fluminense (RJ).Proficiente em francês e inglês. Museu Casa do Pontal, Área Portuária, Rio de Janeiro
  16. 16. 03 Programa Células de Desenvolvimento ORGANIZAÇÃO DE ARRANJOS PRODUTIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM PARCERIA COM A SOCIEDADE CIVIL ESTADO DO RIO DE JANEIRO 92 MUNICIPIOS
  17. 17. CÉLULAS DE DESENVOLVIMENTO Nossa proposta de planejamento para o estado do Rio de Janeiro está baseada no fortalecimento dos municípios e na sua estruturação em arranjos produtivos, ou clusters. O Estado está dividido em oito regiões (com 92 municípios), cada qual com suas características produtivas. A iniciativa se baseia na organização de cada região em uma Célula de Desenvolvimento, com incentivos específicos e diferenciados para cada uma, sem ferir a autonomia dos municípios, fortalecendo a produtividade de cada região do estado. Isto quer dizer que cada Célula de Desenvolvimento terá um grande aumento de emprego e renda fruto dos investi- mento produtivos. As Células de Desenvolvimento serão organizadas de acordo com as suas especifi- cidades e potenciais produtivos, sempre complementares entre si, fortalecendo o Estado para disputas econômicas nacionais e internacionais. Por exemplo, a região sul fluminense concentra um forte parque industrial automotivo; o norte fluminense concentra a industria do petróleo; a região serrana possui agri- cultura e produção textil; a borda da Baia de Guanabara possui grande potencial imobiliário e turistico; desta forma, cada região será planejada para receber investimentos que possibilitem a concentração de atividades similares e comple- mentares e qualifiquem o universo produtivo, desde o ambiente urbano, fiscal até a mobilidade. Para que as regiões se transformem em Células de Desenvolvimento, terão de sofrer uma série de intervenções de infraestrutura – urbanísticas, ambientais, mobilidade, sociais – elaboradas sob forma de Parcerias Público Privadas (PPP) ou Operações Urbanas (OU). Será necessário criar uma Companhia de Desenvolvimento para cada uma das Células, que ficará responsável por identificar e planejar os investimentos necessários para potencializar e atrair atividades produtivas e, através de parcerias com a iniciativa privada, trazer financiamentos para obras de in- fraestrutura e mobilidade. Através de mecanismos de Parcerias Público-Privado será facultado a iniciativa privada apresentar projetos de infraestrutura urba- na para as Células de Desenvolvimento e posteriormente, se selecionados, execu- tar e administrar o investimento sob a supervisão do Estado. “A essência da organização de clusters é a criação de capacidades especializadas dentro de regiões para a promoção de seu desenvolvi- mento econômico, ambiente e social. Não faz sentido falar de um cluster sem contextualizá-lo espacialmente. O cluster de soja no oeste do Paraná é diferente do cluster de soja do oeste da Bahia, entre outros motivos, por causa do nível organizacional dos produ- tores, da qualidade da mão-de-obra, da lógica de transporte, dos indicadores de desenvolvimento sustentável, dos insumos de conheci- mento científicos e tecnológicos, etc. Neste sentido, um cluster produtivo não seá competitivo se a região onde opera não for igual- mente competitiva em termos de qualidade de sua infra-estrutura econômica, social e politico- institucional.” Paulo Haddad, ex-ministro da economia
  18. 18. A itemização abaixo relaciona as intervenções de infraestrutura a serem feitas em cada Célula de Desenvolvimento (oito regiões) do programa urbano CIDADES PRODUTIVAS: - TECNO-PARQUES: Criação de parques tecnológicos produtivos com dotação de infraestrutura específica e implantação de atividades variadas e complemen- tares a universiades e centros de pesquisa locais de forma a se constituir, futuramente, um bairro incorporado à cidade. Exemplos seriam as cidades de Campos e Vassouras. Custo de R$1bi por Célula de Desenvolvimento; - PARQUE-INDÚSTRIA (Foco em petróleo/gás e metal/mecânica): Estímulo e or- ganização de atividades industriais complementares em núcleos já existentes - por exemplo, a cidade de Resende, Macaé, Itaboraí - de forma a constituir um conjunto de empresas de uma mesma cadeia produtiva que reforcem a econo- mia local e regional simultaneamente. Investimentos em infraestrutura urbana e incentivos fiscais serão necessários para criar estas novas centralidades produtivas. Custo de R$1.5bi por Célula de Desenvolvimento; - URBANIDADE: Implementar operações urbanas para desenvolvimento urbano (imobiliário, mobilidade, ambiental, patrimônio histórico) em áreas con- solidadas e com demanda por infraestrutura - por exemplo, Baia de Guanabara e suas redondezas (Niteroi e Ilha do Governador+Ilha do Fundão (através da construção de uma ponte rodo-ferreviária ligando à São Gonçalo)) e Maricá. Atualmente, já existem as operações no porto do Rio como referencias para aperfeiçoamento deste modelo. Custo de R$2bi por Célula de Desenvolvimento; - CAPITAL CULTURAL: A cada seis meses uma Região-Cluster sediará uma série de eventos culturais, como shows de música, teatro, dança, exposições, todos de porte nacional, com temática de acordo com sua diretriz produtiva. Serão 8 eventos em 4 anos. Estes eventos podem ser submetidos as diversas leis de incentivo cultural e ter apoio de empresas privadas. Custo de R$50mi por Célula de Desenvolvimento; - PLATAFORMAS LOGÍSTICAS: Re-planejar e requalificar os corredores de es- coamento da produção das Célula de Desenvolvimento, criando, por exemplo, plataformas logisticas que visem alcançar os aeroportos e portos do Rio de Janeiro, Sepetiba e Açu e as capitais dos estados limítrofes (MG, ES, SP). Custo máximo de R$1bi por Célula de Desenvolvimento. Exemplos são as cidades de Duque de Caxias, São Gonçalo e Itaguaí. Mapa do Estado do Rio de Janeiro e suas regiões produtivas
  19. 19. NOVA IGUAÇU DUQUE DE CAXIAS PETRÓPOLIS MAGÉ TERESÓPOLIS SÃO GONÇALO NITERÓI RIO DE JANEIRO BAIA DE GUANABARA ITABORAÍ CÉLULA DE DESENVOLVIMENTO_REGIÃO METROPOLITANA .PROGRAMA: URBANIDADE .AÇÕES: REQUALIFICAÇÃO DO ECOSSISTEMA, DESENVOLVIMENTO URBANO (HABITAÇÃO/ COMÉR CIO/EQUIPAMENTOS PÚBLICOS/TURISMO/PARQUES), MOBILIDADE MULTI-MODAL, TRANSFORMAÇÃO DA LINHA FÉRREA EM UMA LINHA DE BENEFÍCIOS
  20. 20. - BAIRRO-CIDADE: Reurbanizar grandes áreas públicas com adensamento populacional - praças, ruas comerciais, avenidas – em parcerias com as prefeituras locais, melhorando a mobilidade e potencializando atividades comerciais, ao custo máximo de 12mi por área; - ÁGORA CULTURAL: Equipamento cultural (nova construção ou em prédios existentes, como fábricas abandonadas) contando com, no mínimo, 2 tea- tros (150 e 300 pessoas), espaço de exposição, sala de cinema/auditório (120 pessoas), biblioteca/mediateca, espaço para ensaios e cusros e espaço comercial. Custo de R$30mi cada, um por Célula de Desenvolvimento; - ESCOLA-PRAÇA: Reforma e adaptação dos CIEPS e outros equipamentos escolares estaduais para abrigar ensino secundário + técnico especifico, mesclando atividades que sejam utilizadas também pela comunidade nos fins de semana e no período noturno. Custo de até R$2.5mi por escola; - SAÚDE!: Construção de unidades mista de saúde (urgência, emergência e ambulatório), atendendo a cerca de 1000 pessoas/dia, ao custo de até R$3mi cada; - CASA VERDE: Construção de bairros susten- táveis, ao longo das linhas férreas (Super- via), com usos variados e compactos para abrigar uma nova população e atender as deman- das atuais. Custo de R$80mil por unidade (2 quartos) com infraestrutura (8mil unidades: total R$640mi); - ACESSO TOTAL: Aberturas de vias em áreas muito densas, como favelas, levando todo tipo de infraestrutura necessária ao longo do seu percurso: drenagem, saneamento, água, áreas de lazer, habitação, serviços sociais e cul- turais. Custo máximo de R$40mi por favela; - RIO-PATRIMÔNIO: Restaurar edifcações e es- paços históricos e simbólicos de cada região, com inserção de novos usos quando possível. Custo máximo de R$20mi por região. Estação Barão de Mauá (Leopoldina): Restauração e Master Plan para o terreno, Rio de Janeiro
  21. 21. Intervenção no bairro do Cosme Velho, Rio de Janeiro, AAA em parceria com a AMA Cosme Velho 04 Programa Meu Bairro UMA PARCERIA ENTRE O PODER PÚBLICO E A SOCIEDDE CIVIL PARA CONSTRUÇÃO DE CIDADES PARA TODOS
  22. 22. MEU BAIRRO O programa urbano MEU BAIRRO será uma iniciativa inédita do Governo do Estado do Rio de Janeiro que permitirá as associações de moradores de todo o estado do Rio de Janeiro apresentar projetos de qualificação ur- bana e posteriormente executá-los, em parceria com o Governo do Estado e as Prefeituras locais. Uma parceria entre governo e sociedade civil para qualificar nossas cidades. Como funciona o MEU BAIRRO? As associações de moradores de cada região do estado do Rio de Janeiro papresentará projetos de melhoria para seu bairro ao Governo do Estado que, em conjunto com as Prefeituras locais, serão responsáveis pela aprovação do projeto. Cabe ao Estado receber os projetos e encaminhá-los as prefeituras para análises de viabilidade técnica. Após periodo de até 90 dias, os municpios deverão emitir parecer e encaminhar os projetos ao Governo do Estado para autorizar, ou não, a captação de recursos. Aprovado, a associação de bairro estará apta, em parcerias com os gover- nos, a captar as verbas necessárias para execução do seu projeto. Com o dinheiro em conta, a associação contratará uma empresa para executar os serviços constantes no projeto aprovado, e a fiscalização dos serviços será ralizada pelo Governo do Estado. O que pode reformar ou construir no MEU BAIRRO? O objetvo do programa MEU BAIRRO é agilizar a melhoria dos bairros em todo o estado do Rio de Janeiro de acordo com o desejo dos moradores. Desta forma, iniciativas que melhorem a vida dos cidadãos nos espaços públicos serão contempladas, tais como: reforma e construção de calça- das, praças, parques, equipamentos públicos de cultura, de saúde, de educação, ciclovias, pavimentação, arborização. Como deverão ser elaborados os projetos para o MEU BAIRRO? As associações de moradores deverão contar com profissionais qualifi- cados para auxiliarem na elaboração dos projetos (e orçamentos), como arquitetos, médicos, advogados, engenheiros, biólogos, entre outros. No caso de não possuir o profissional necessário, as associações poderão buscar, através de convênios estabelecidos pelo Governo do Estado, as associações de classe de cada profissão ou as Universidades para auxil- iarem na escolha de um profissional ou no desenvolvimento da proposta. Intervenção urbana na praça central da cidade de Três Rios, RJ: um exemplo AAA de iniciativa MEU BAIRRO Intervenção urbana na praça Cosme Velho, RJ: um exemplo AAA de iniciativa MEU BAIRRO
  23. 23. Como o Governo do Estado vai implementar o pro- grama MEU BAIRRO? O Governo vai elaborar uma lei - Lei dos Bairros - definindo os critérios para a implementação do programa MEU BAIRRO, contemplando o nivel de detalhamento dos projetos, formas de patrocinio (pessoa física e jurídica) e dedução fiscal, va- lores máximo por projeto. UMA REVOLUÇÃO URBANA MEU BAIRRO é um programa que adota uma estratégia simples e eficaz: intervenções urbanas de pequena escala, em parceria com a sociedade civil (asso- ciações de moradores, universidades e associações de classe) e prefeituras locais. As intervenções urbanas do programa MEU BAIRRO buscam reverter o esvaziamento do espaço público, trazendo as pes- soas para a rua, praças e parques. A consequência imediata é uma redução nos índices de violência urbano e o aumento das atividades econômicas e de lazer, gerando mais empregos e impostos (prin- cipalmente para as prefeituras). Serão obras de baixo custo, feitas através da mobilização da sociedade civil, com grande potencial irradiador e impacto local. Para viabilizar o programa MEU BAIRRO, o Es- tado deverá dispor, em um primeiro momento, de um fundo de cerca de R$350 milhoes para os in- vestimentos em melhorias urbanas. A expectativa é criar, ao longo da implementação do programa MEU BAIRRO, cerca de 30.000 empregos (durante as obras e na criação de novos negócios dentro das áreas beneficiadas). Centro Cultural de bairro na Glória, Rio de Janeiro (Palacete São Cornélio): AAA em parceria com a AMA Glória
  24. 24. RODRIGO AZEVEDO / AAA_AZEVEDO AGÊNCIA DE ARQUITETURA contact@aaa.com.br www.aaa.com.br www.facebook.com/azevedoagenciadearquitetura Rua das Laranjeiras, 392, sobrado, Villa Olga CEP: 22240-006 - Rio de Janeiro CeCIC: AAA em parceria com AMA Pavão-Pavãozinho e ONG Entrelaces_Aguardando aprovação Governo do Estado

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