ICCCM10 – International Conference on Coastal Conservation
and Management in the Atlantic and Mediterranean

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ecológicos, estéticos, construtivos e económicos atravé...
Requalificação Funcional:
• Limpeza e desobstrução do leito
• Aumentar a sua resiliência às perturbações naturais
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• Agricultura
• Urbanização/ Uso do Solo
• Produção de Madeira
• Extracção de Areias
• Sedimentação;

• Contaminação;
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• Povoamentos homogéneos, paisagisticamente monótonos
• Constituem uma grave ameaça para a biodiversidade
• Dificultam o d...
Ribeira de São Pedro de Moel

Ribeira de São Pedro de Moel

Ribeira do Abano

Ribeira na foz do Lizandro
Características da Vegetação
• Espécies autóctones
• Resistência do sistema
radicular (rotura, tracção e
extirpamento)
• R...
Ammophila arenaria - Estorno

Eryngium maritimum

Lotus creticus

Otanthus maritimus

Pancratium maritimum

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Stauracanthus genistoides

Juniperus turbinata - Zimbro

Armeria pungens

Arbutos unedo - Medronheiro
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Alnus glutinosa - Amieiro

Salix alba – Salgueiro branco

Fraxinus angustifolia - Freixo

Myrica faya – Faia da terra

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Fonte:FISRWG, 1998.

As raízes da vegetação proporcionam a estabilização das margens.
A base da margem deverá ser plantada...
• Utilizada na estabilização de taludes
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• Fornece uma protecção natural para a...
Antes da intervenção

2 anos após intervenção
(muro de vegetação)

Construção da técnica

2 meses após intervenção
• Linhas de água de energia média
(caudais e níveis médios relativamente
constantes)
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• Aplicada em margens fluviais ou taludes com declives
entre 45-55º
• A vegetação exerce uma acção drenante pois absorve
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• Taludes e margens fluviais
com declives entre 40-50º
• Consolidação imediata e

robusta da margem
• Flexibilidade estrut...
Construção de muro de vegetação

2 meses após intervenção

Colocação de faxinas

3 meses após intervenção
• Linhas de água com erosão lateral e no

fundo do leito
• Baixo transporte sólido
• Escoamento mínimo constante, de forma...
• Técnica de protecção durável e
resistente para margens de rios
expostas a altas velocidades de
corrente
• Efeito protect...
• Utilizada a jusante na zona dunar
• Protecção contra o vento
• Combinada com plantações e sementeiras
• Utilizada a jusante na zona dunar
• Estabilização e consolidação imediata do
talude
• Combinada com plantações e semente...
• Hidrossementeira
• Aplicação de mantas orgânicas
• Estacaria viva
• Entraçado vivo

• Rolos de fibra de coco
• Esporões ...
- Evitar a colonização agressiva por espécies invasoras;
- Instalação de passadiços em madeira (sobrelevados ou assentes e...
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Técnicas de engenharia natural aplicadas à recuperação de ribeiras costeiras icccm10

  1. 1. ICCCM10 – International Conference on Coastal Conservation and Management in the Atlantic and Mediterranean Rita Sousa - APENA
  2. 2. Sub domínio da Engenharia Civil que prossegue objectivos técnicos, ecológicos, estéticos, construtivos e económicos através sobretudo da utilização de materiais construtivos vivos, ou seja, sementes, plantas, partes de plantas e associações vegetais. Objectivos atingidos através de métodos de construção próximos do natural, utilizando as diferentes vantagens que a utilização de plantas vivas garante.
  3. 3. Requalificação Funcional: • Limpeza e desobstrução do leito • Aumentar a sua resiliência às perturbações naturais • Criação de uma estrutura sustentável e compatível com os usos do território • Desenvolver as condições necessárias e adequadas à optimização do espaço, numa perspectiva de protecção e equilíbrio ambiental Requalificação Ecológica: • Criação e melhoria de habitats e outros sistemas ecológicos de modo a atingir um equilíbrio adequado às características biofísicas existentes Requalificação Paisagística: • Concepção de uma paisagem agradável e enquadrada no espaço
  4. 4. • Agricultura • Urbanização/ Uso do Solo • Produção de Madeira • Extracção de Areias • Sedimentação; • Contaminação; • Alteração hidrológica; • Aumento do escoamento/erosão hídrica • Remoção da vegetação ripícola; • Instabilidade nas margens; • Canalização.
  5. 5. • Povoamentos homogéneos, paisagisticamente monótonos • Constituem uma grave ameaça para a biodiversidade • Dificultam o desenvolvimento de flora e fauna autóctone • Ao longo da costa portuguesa, a invasão por espécies de Acacia é comum e tem-se tornado um grave problema ecológico. • A perda de espécies nativas que fixam o solo, torna estes sistemas mais susceptíveis à erosão pelas águas e pelo vento . • Espécies exóticas, como as acácias e o chorão, têm sido utilizadas para fixar as areias, no entanto, não promovem a formação de dunas. Carpobrotus edulis - Chorão
  6. 6. Ribeira de São Pedro de Moel Ribeira de São Pedro de Moel Ribeira do Abano Ribeira na foz do Lizandro
  7. 7. Características da Vegetação • Espécies autóctones • Resistência do sistema radicular (rotura, tracção e extirpamento) • Resistência a longos períodos de submersão Adaptado de Waterways Restoration Institute and Urban Creeks Council (2006) • Capacidade de consolidação • Capacidade de reprodução vegetativa (estrutura radicular mais profunda e desenvolvida • Capacidade de criar raízes adventícias em estacas vivas enterradas
  8. 8. Ammophila arenaria - Estorno Eryngium maritimum Lotus creticus Otanthus maritimus Pancratium maritimum Thymus carnosus
  9. 9. Stauracanthus genistoides Juniperus turbinata - Zimbro Armeria pungens Arbutos unedo - Medronheiro Pinus pinaster – Pinhero bravo Osyris quadripartita
  10. 10. Alnus glutinosa - Amieiro Salix alba – Salgueiro branco Fraxinus angustifolia - Freixo Myrica faya – Faia da terra Crataegus monogyna – Pilriteiro Tamarix africana – Tamargueira
  11. 11. Fonte:FISRWG, 1998. As raízes da vegetação proporcionam a estabilização das margens. A base da margem deverá ser plantada com espécies adaptadas e resistentes à força abrasiva da corrente, enquanto que, na parte superior, deverão existir plantas capazes de deter o escoamento superficial. A base poderá, ainda, ser reforçada com enrocamento ou faxinas.
  12. 12. • Utilizada na estabilização de taludes incoerentes, na correcção de deslizamentos superficiais e em taludes em aterro, com inclinação até 40º • Consolidação em profundidade • Diminuição da velocidade de escoamento superficial das águas • Diminuição da mobilidade do solo
  13. 13. • Margens de linhas de água onde seja necessário uma protecção contínua e elástica • Fornece uma protecção natural para a margem assim como a retenção dos sedimentos • Estrutura flexível e permeável • Aplicados em margens que são ameaçadas com inundações antes do estabelecimento da vegetação • Protecção imediata contra a erosão mecânica e posterior consolidação em profundidade através do desenvolvimento radicular
  14. 14. Antes da intervenção 2 anos após intervenção (muro de vegetação) Construção da técnica 2 meses após intervenção
  15. 15. • Linhas de água de energia média (caudais e níveis médios relativamente constantes) • Melhoramento imediato da acção drenante, devido ao efeito evapotranspirante das plantas • Notável eficácia estabilizante • Realização simples • Facilidade de recolha de material • Permitem redireccionar o sentido natural do escoamento, afastando as águas das áreas instáveis
  16. 16. • Aplicada em margens fluviais ou taludes com declives entre 45-55º • A vegetação exerce uma acção drenante pois absorve a água necessária ao seu desenvolvimento • Permite o desenvolvimento de vegetação em taludes com declives muito acentuados sem a necessidade de nivelamento • Estabilização imediata e contínua
  17. 17. • Taludes e margens fluviais com declives entre 40-50º • Consolidação imediata e robusta da margem • Flexibilidade estrutural • A vegetação implementada desenvolve uma acção drenante, pois absorve a água necessária ao seu desenvolvimento
  18. 18. Construção de muro de vegetação 2 meses após intervenção Colocação de faxinas 3 meses após intervenção
  19. 19. • Linhas de água com erosão lateral e no fundo do leito • Baixo transporte sólido • Escoamento mínimo constante, de forma a favorecer a durabilidade da estrutura. • Elevada duração temporal • Elevada capacidade drenante • Podem substituir as construções tradicionais, podendo também recorrer à utilização de material local
  20. 20. • Técnica de protecção durável e resistente para margens de rios expostas a altas velocidades de corrente • Efeito protector imediato • Assim que as estacas vivas desenvolvam o seu sistema radicular aumenta o efeito estabilizador no solo • Manutenção reduzida
  21. 21. • Utilizada a jusante na zona dunar • Protecção contra o vento • Combinada com plantações e sementeiras
  22. 22. • Utilizada a jusante na zona dunar • Estabilização e consolidação imediata do talude • Combinada com plantações e sementeiras
  23. 23. • Hidrossementeira • Aplicação de mantas orgânicas • Estacaria viva • Entraçado vivo • Rolos de fibra de coco • Esporões vivos
  24. 24. - Evitar a colonização agressiva por espécies invasoras; - Instalação de passadiços em madeira (sobrelevados ou assentes em areia), de modo a evitar o pisoteio de zonas sensíveis; - Promover a implementação de técnicas de Engenharia na Natural; - Impedir a circulação de veículos todo o terreno sobre as dunas; - Evitar a construção nestes locais; - Planear a abertura de corta fogos, visto que estes têm sido uma grande ameaça nos últimos anos; - Promover campanhas de sensibilização ambiental; - Condicionar o licenciamento de extracção de areias no litoral, a areia que se acumula a Norte de um esporão pode ser utilizada para realimentar a zona Sul, sujeita a forte erosão; - Fiscalizar e denunciar a deposição de lixos e entulhos.

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