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Ergonomia e Segurança no Trabalho

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Slides de Ergonomia e segurança do trabalho desde de sua evolução....até os dias atuais e, sendo melhorado.....

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Ergonomia e Segurança no Trabalho

  1. 1. ERGONOMIA E SEGURANÇA NO TRABALHO Professor Ricardo Início 05/08/16 e Término 03/12/16
  2. 2. Os primeiros estudos sobre as relações entre homem e o trabalho se perdem na origem dos tempos: em termos arqueológicos, é possível demonstrar que os utensílios de pedra lascada se miniaturizaram, num processo de melhoria de manuseabilidade e que teve por resultados produtivo, o ganho de eficiência na caça e coleta. O ganho de eficiência no processo de caça permitiu uma nova forma de divisão do trabalho podendo as mulheres se ocuparem melhor dos bebês e com isso reduzindo a mortalidade infantil. A Origem...
  3. 3. 1.Os estudos de Leonardo da Vinci e sua ação precursora na ergonomia. • Os estudos de Leonardo da Vinci e sua ação precursora na ergonomia. Cientista,matemático,engenheiro,inve ntor,anatomista,pintor,escultor,arquite to,botânico,poeta e músico. Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos campos da anatomia, da engenharia civil. I .A Evolução Histórica da Ergonomia no Mundo e seus pioneiros
  4. 4. Leonardo da Vinci Características notáveis de suas obras:  jogos de luz;  organização espacial ; e  perspectiva e tridimensionalidade. Visionário, curioso e ávido por saber nos mais diversos campos, como o da pintura, arquitetura, escultura, engenharia, natureza (física e humana), anatomia e fisionomia (animal e humana), entre outros. 1.Os estudos de Leonardo da Vinci e sua ação precursora na ergonomia.
  5. 5. Como pintor,cientista...
  6. 6. 1.1Atitudes precursoras. Para Leonardo da Vinci o verdadeiro saber provinha das experiências, observações e de invenções. Os estudos anatômicos e fisiológicos foram certamente as principais contribuições a ERGONOMIA.
  7. 7. 1.1Atitudes precursoras. A principal relevância da ação de Leonardo da Vinci ao juntar o homem do canônico do quadro e da circunferência em seus centros geradores e clássicos em uma só figura, o que viria a ser o princípio da Ergonomia. O Homem Vitroviano.
  8. 8. O conhecimento das formas e medidas do corpo aplicado em projetos é denominado Antropometria! Leonardo da Vinci, constatam- se ainda as máquinas voadoras, helicópteros, submarinos, tanques militares e bicicletas. Estuda as medidas e dimensões das diversas partes do corpo humano. 1.1Atitudes precursoras.
  9. 9. 2.Contribuições científicas de Bernard Forest de Bélidor para o estudo e a organização do trabalho. No final do séc XVII substituição dos seres humanos por máquina nos postos de trabalho com a finalidade de poupar a saúde e integridade dos trabalhadores. Dividido entre o militarismo e a ciência. Professor de Matemática. Dedicou-se a Engenharia Civil. Contribuição para Ergonomia.  Bélidor tentou medir a capacidade de trabalho físico nos locais de trabalho dos operários no Séc XVIII.  Demonstrou como o ser humano interagia com a máquina.
  10. 10. • 3.Philibert Patissier proteção individual. • Frederick Winslow Taylor analisar como as formas eram desempenhadas. • Jules Amar estudo amplo da Ergonomia que transcende a filosofia e a psicologia.
  11. 11. Aumentar a eficiência da empresa Racionalização do trabalho Análise e divisão do trabalho operário Aumentar a produtividade com o aumento da eficiência no nível operacional Henry Lawrence Gantt, Frank Bunker Gilbreth, Harrington Emerson, Henry Ford (aplicou) De baixo para cima (do operário para a direção) Ênfase na tarefa Deu início a Organização Racional do Trabalho (ORT) 4. Da Organização Científica à Ergonomia: A contribuição de Frederick Winslow Taylor
  12. 12. 12 ORGANIZAÇÃO RACIONAL DO TRABALHO ( ORT) 1. Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. 2. Estudo da fadiga humana. 3. Divisão do trabalho e especialização do operário. 4. Desenho de cargos e de tarefas. 5. Incentivos salariais e prêmios de produção. 6. Conceito do homo economicus 7. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto entre outros. 8. Padronização de métodos e de máquinas. 9. Supervisão funcional. Substituição de métodos empíricos e rudimentares pelos métodos científicos
  13. 13. 13 DIVISÃO DO TRABALHO uma pessoa que faz todas as cinco etapas na fabricação de um produto de um carro. Cinco pessoas especializadas em uma das cinco etapas , pode fazer dez unidades no mesmo tempo
  14. 14. 14 PAUSA PARA PENSAR • Eficiência – A correta utilização dos recursos disponíveis – Fazer bem feito – Melhor forma de fazer a coisa certa • Eficácia – Fazer o planejado – Fazer o certo – Fazer o que precisa ser feito
  15. 15. 15 Estudo da fadiga humana • Baseados na fisiologia e anatomia humanas.  Evitar movimentos inúteis na execução de uma tarefa.  Execução econômica dos movimentos úteis do ponto de vista fisiológico.  Seriação apropriada aos movimentos (Princípios de economia de movimentos)
  16. 16. 16 • Diminuição – Produtividade – Qualidade do trabalho – Capacidade de esforço • Perda de tempo • Aumento – Da rotatividade – Doenças e acidentes FADIGA É REDUTOR DE EFICIÊNCIA Estudo da fadiga humana Consequências
  17. 17. Na ergonomia, o trabalho de Taylor foi um dos marcos inicial, os conceitos de projeto de tarefas, controle do tempo e estudos de movimentos se tornaram a base para os métodos de análise de tarefas utilizados ainda hoje. Além disso, quando o trabalho passa a ser estudado por métodos científicos, surge uma nova especialidade, que posteriormente, e até como forma de reação às condições precárias às quais os trabalhadores eram submetidos, deu surgimento à ergonomia. Discussão e considerações finais
  18. 18. 6. A Origem da Ergonomia na Europa: Contribuições Específicas da Inglaterra e França. Essa fase da ergonomia é denominada precursora ou gestacional: Inglaterra. Murrell define ergonomia como “o estudo da relação entre o homem e o seu ambiente de trabalho”; Anos 1950, o primeiro Departamento de Ergonomia na indústria; e Em 1960,Murrel publica o primeiro livro sobre ergonomia.
  19. 19. 6. A Origem da Ergonomia na Europa: Contribuições Específicas da Inglaterra e França. França. Na França, a ergonomia se desenvolveu principalmente nos setores de pesquisa e ensino público; A pesquisa ergonômica e a divulgação de seus resultados ou o desenvolvimento e aplicação da ergonomia na indústria foram a base de estudo para a Ergonomia na França
  20. 20. 7. Desenvolvimento da Ergonomia na Rússia (Ex- URSS): Estudos Aplicados à Indústria e à Aeronáutica. No século XX foi marcado pela I e II Guerras Mundiais. Nesse período, além da necessidade de desenvolver armamentos rapidamente, foi preciso criar sistemas de comunicação e controle mais avançados. O que se percebeu nesse período foi que muitos desses equipamentos não se adaptavam às características dos seres humanos que os operavam, provocando erros e acidentes. Em períodos de guerra, estudos e pesquisas começaram a ser desenvolvidos por engenheiros, médicos e cientistas, a fim de desenvolver e modificar os projetos de comandos (alavancas, botões, pedais, painéis, entre outros)
  21. 21. 7.Desenvolvimento da Ergonomia na Rússia (ex-URSS): estudos aplicados à indústria e à aeronáutica.  Yastrzebowski utilizou o termo “ergonomia” pela primeira vez em 1857.  Gellerstein e Ittin, em 1924, a respeito do redesenho das fontes russas para melhor funcionamento das impressoras tipográficas.  Bernstein, em 1929, a respeito do redesign de postos de trabalho de estações elétricas.  Platonov e Mikhailovskii, que em 1934 discutiram cadeiras ajustáveis para mecânicos automotivos.  O psicólogo soviético V. N. Myasishchev propôs a criação de uma disciplina especial chamada ergologia o estudo do trabalho humano.
  22. 22. • Discussão e considerações finais A partir do estabelecimento dessa nova área do conhecimento, foram realizados diversos esforços para caracterizar a ergonomia como ciência. Esses esforços eram centrados principalmente no militarismo, utilizando a ergonomia como possível solução para deficiências na interface com os equipamentos. Destaca-se ainda a importância dos estudos ergonômicos de Popov, envolvendo painéis de comando complexos e com grande número de acionamentos, voltados para a aviação e área espacial soviética. Desde a utilização do termo ergonomia, são inúmeros os relatos de estudos envolvendo fatores ergonômicos, seja no projeto de estações de trabalho, seja na produção de dispositivos ou ferramentas mais eficientes a partir de dados antropométricos.
  23. 23. 8.Origem da Ergonomia nos Estados Unidos da América. Primeiros passos: a ergonomia no período anterior às guerras mundiais. Os testes de adequação da máquina ao homem realizados no período anterior às Guerras eram basicamente empíricos, ou seja, testes estritamente relacionados à tentativa e ao erro. O novo conceito de administração científica, onde se considerava que o trabalho deveria ser sistematicamente observado e que, para cada tarefa, fosse desenvolvido um método correto para executá-la.
  24. 24. Primeiros passos: a ergonomia no período anterior às guerras mundiais. Exemplo Os Gilbreth realizaram uma análise nas equipes de cirurgiões de hospitais, e seu trabalho resultou em um procedimento utilizado ainda hoje: “um cirurgião obtém um instrumento pedindo por ele e estendendo a mão para uma enfermeira, que coloca o instrumento na posição correta”. Eles concluíram que na antiga técnica os cirurgiões passavam muito tempo procurando pelos instrumentos.
  25. 25. O desenvolvimento da ergonomia a partir da Primeira Grande Guerra Mundial • A Experiência de Hawthorne ( 1927-1932)  Situada em Chicago, bairro Hawthorne.  Fábrica da Western Eletric Company (relés).  Objetivo: Correlação: iluminação X produtividade Medida pela produção  Coordenador: Elton Mayo (Psicologo Industrial).  Também abordou: fadiga, acidentes de trabalho, rotatividade, efeitos das condições de trabalho sobre o pessoal. Resultados prejudicados por variáveis psicológicas
  26. 26. O desenvolvimento da ergonomia a partir da Primeira Grande Guerra Mundial. A Experiência de Hawthorne. 1ª Fase: grupo de observação e grupo de controle para conhecer o efeito da iluminação na produtividade. 2ª Fase: grupo experimental e grupo de controle para conhecer os efeitos de mudanças nas condições de trabalho: 1.Estabelecer a capacidade de produção em condições normais.(2 Sem) 2.Isolamento do grupo experimental na sala de provas.(5 Sem) 3.Separação do pagamento por tarefas do grupo experimental.(8 Sem)^ 4.Intervalos de 5 minutos na manhã e na tarde.^ 5.Aumento dos intervalos de descanso para 10 minutos.^ 6.Três intervalos de 5 minutos pela manhã e o mesmo pela tarde.= 7.Retorno a dois intervalos de 10 minutos (manhã + tarde).^ 8.Saída do trabalho às 16:30 hs. e não mais às 17:00 hs.^^ 9.Saída do trabalho às 16:00 horas.(produção estacionária) 10.Retorno à saída às 17:00 horas.= 11.Semana de 5 dias com sábado livre.(um ano de experiência)^ 12.Retorno às condições do 3º período. (12 semanas)^ 3ª Fase: Início do Programa de Entrevistas: conhecer as atitudes e sentimentos, condições de tratamento, ouvir opiniões, sugestões. 4ª Fase: Experiência: Análise da organização informal do grupo. produtividade X solidariedade grupal
  27. 27. Conclusões de Hawthorne. O desenvolvimento da ergonomia a partir da Primeira Grande Guerra Mundial. A Experiência de Hawthorne.  O nível de produção é resultante da integração social. Normas sociais e expectativas grupais Maior integração ao grupo = maior disposição para produzir  Comportamento social dos empregados. Os trabalhadores reagem como membros do grupo Podem sofrer punições sociais ou morais.  Relações humanas. Estudo da interação social Pessoas querem ajustar-se ao grupo Influenciada pelas atitudes e normas informais do grupo  Importância do conteúdo do cargo. Trabalho repetitivo = monótono e maçante  Ênfase nos aspectos emocionais Autores humanistas = sociólogos da organização
  28. 28.  Recompensas e sanções sociais. Norma social dita a produção Podem perder o respeito e consideração Ganhar menos X crise com colegas  Grupos informais. Empresa = organização social Composta de grupos sociais informais Definem suas regras de comportamento Formas de recompensa ou sanções Objetivos Escalas de valores sociais Crenças e expectativas O desenvolvimento da ergonomia a partir da Primeira Grande Guerra Mundial. A Experiência de Hawthorne. Conclusões de Hawthorne.
  29. 29. 9. Ergonomia na América Latina: iniciativas,estabelecimento e consolitação. O marco inicial o dia 12 de julho de 1949, quando “... reuniu-se pela primeira vez, na Inglaterra, um grupo de cientistas e pesquisadores interessados em discutir e formalizar a existência desse novo ramo de aplicação interdisciplinar da ciência”.... Em 1949, foi fundada a Ergonomics Research Society. Os reflexos do surgimento da ergonomia no mundo foram sentidos gradativamente nas mais diferentes partes do mundo, incorporando melhorias e trazendo benefícios à qualidade de vida do trabalhador.
  30. 30.  Argentina. 9. Ergonomia na América Latina: iniciativas,estabelecimento e consolitação. Historicamente, a ergonomia na Argentina apresentou três períodos bem definidos. • O primeiro (60) deles, ocorrido nas décadas de 1950- 1960, teve o interesse ergonômico voltado para a saúde dos trabalhadores e aspectos fisiológicos do trabalho humano. • O segundo (70) período dá-se na década de 1970, quando o interesse dos estudos ergonômicos passa a ser focado na antropometria e nas interações entre o homem e a máquina, bem como na criação de laboratórios de ergonomia aplicada
  31. 31. 9. Ergonomia na América Latina: iniciativas,estabelecimento e consolitação.  Argentina. O terceiro (80) e último período foi marcado pela cooperação entre a Argentina, a Alemanha e a França, para formação acadêmica de profissionais da área, e efetivou-se quando 27 engenheiros e médicos foram treinados na Alemanha e criaram o laboratório denominado REFA (Verband für Arbeitsgestaltung, Betriebsorganisation und Unternehmensentwicklung).
  32. 32.  Chile 9. Ergonomia na América Latina: iniciativas,estabelecimento e consolitação. No ano de 1972, por iniciativa de Ennio Vivaldi, foi criado o primeiro laboratório de ergonomia do Chile, dedicado exclusivamente à docência, investigação, difusão e assistência técnica dessa disciplina.  Colômbia Em 1969, em Bogotá, realizou-se o congresso ibero- americano de segurança, sendo que a partir da década de 1970 a Colômbia já passa a ter certa autonomia nos estudos de ergonomia, desenvolvidos em suas próprias universidades
  33. 33. 9. Ergonomia na América Latina: iniciativas,estabelecimento e consolitação.  México A prática de ergonomia no México surgiu a partir da década de 1990  Panamá A contribuição efetiva da professora Mariana McPherson, da Universidade Tecnológica do Panamá, que na década de 1980 ministrou aulas nessa área e manteve estreita e constante a atividade docente com o programa de saúde ocupacional dessa universidade.
  34. 34. 9. Ergonomia na América Latina: iniciativas,estabelecimento e consolitação.  Peru Somente em 2008, objetivando a proteção do menor e a segurança e saúde no trabalho, o governo peruano aprovou uma norma básica de ergonomia.  Discussão e considerações finais De forma geral, observa-se que na América Latina o interesse pela ergonomia é recente, ficando, na maioria das vezes, confinada na academia ou em cursos específicos, não se desenvolvendo plenamente na área industrial.
  35. 35. Foi na década de 1990, com base em um método proposto pelas professoras Anamaria de Moraes e Cláudia Mont’Alvão, que novos estudos ergonômicos surgiram. Anamaria dedicou-se a pesquisas na área de Ergodesign e Usabilidade, estudando principalmente ergonomia do produto, interação humano- computador, transporte e ergonomia ambiental. Maria Mont’Alvão teve como interesse os seguintes temas: interação humano-computador, ergonomia informacional/advertências, aplicações da ergonomia no ambiente construído e ergonomia em sistemas de transportes. 10.Trajetória da Ergonomia no Brasil: Aspectos expressivos da aplicação em Design.
  36. 36. 10.Trajetória da Ergonomia no Brasil: Aspectos expressivos da aplicação em Design. Moraes e Soares, afirmam que as primeiras vertentes de implantação da ergonomia no Brasil ocorreram juntamente às engenharias e ao design, sem aplicação experimental. Uma nova abordagem metodológica com ênfase na:  observação sistemática do trabalho;  com o desenvolvimento da análise da tarefa;  medições do ambiente ; e  levantamentos antropométricos. Passaram a fazer parte do escopo do ergonomista brasileiro.
  37. 37. 10.Trajetória da Ergonomia no Brasil: Aspectos expressivos da aplicação em Design. É possível afirmar assim que a origem da ergonomia no Brasil possui duas abordagens metodológicas:  a de origem francesa, inicial; e  a de origem anglo-saxônica, não são contraditórias, mas, sim, complementares. Seis principais vertentes para a difusão da ergonomia no país. A primeira vertente ocorreu na década de 1960, no curso de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP, com o professor Sérgio Penna Kehl, através da abordagem “O Produto e o Homem”.
  38. 38. 10.Trajetória da Ergonomia no Brasil: Aspectos expressivos da aplicação em Design. A segunda vertente, iniciada no início da década de 1970, ocorreu com a introdução do ensino de ergonomia no curso de Engenharia de Produção, do Programa de Pós-graduação em Engenharia da UFRJ. A terceira vertente ocorreu em 1976, com a introdução do ensino de ergonomia no curso de Desenho Industrial da Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ. Seis principais vertentes para a difusão da ergonomia no país.
  39. 39. 10.Trajetória da Ergonomia no Brasil: Aspectos expressivos da aplicação em Design. A quarta vertente, na década de 1970, foi identificada através de estudos relacionados à psicologia ergonômica, com ênfase na percepção visual aplicada no estudo do trânsito, no curso de Psicologia da USP de Ribeirão Preto. Seis principais vertentes para a difusão da ergonomia no país.
  40. 40. 10.Trajetória da Ergonomia no Brasil: Aspectos expressivos da aplicação em Design. A quinta vertente, na década de 1970, compreendeu a área de Psicologia do Instituto Superior de Estudos e Pesquisas Psicossociais da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, o qual foi coordenado pelo professor Franco Lo Presti Seminério e promoveu, em 1974, o 1º Seminário Brasileiro de Ergonomia, marco fundamental na história da ergonomia brasileira. Também coube a esse instituto a implantação do primeiro curso de especialização em ergonomia no Brasil, no ano de 1975. Seis principais vertentes para a difusão da ergonomia no país.
  41. 41. 10.Trajetória da Ergonomia no Brasil: Aspectos expressivos da aplicação em Design. A sexta vertente foi marcada, ainda nos anos 1970, pela visita do professor Alain Wisner do Conservatoire National des Arts et Métiers de Paris.Incentivou vários brasileiros à pós-graduação em ergonomia na sua instituição de origem, já na década de 1980. Os egressos dessa instituição francesa distribuíram-se por vários Estados e cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte e Brasília, e hoje são responsáveis pelo desenvolvimento de pesquisas e programas de pós-graduação. Seis principais vertentes para a difusão da ergonomia no país.
  42. 42. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(Cnpq) A ergonomia no Brasil viveu seu momento de destaque a partir da década de 1980, quando vários pesquisadores brasileiros retornaram da França após desenvolverem mestrado e doutorado. Criando ou contribuindo para a realização de cursos de especialização em ergonomia. Sem dúvida esse fato contribuiu para a divulgação da ergonomia no país.
  43. 43. Vídeo Tempos Modernos Prova do Livro AArte da Guerra 23/09/2016 LER - Lesões por Esforços Repetitivos. DORT-Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho equiparando-a LER Prova da Disciplina Ergonomia 30/09/2016
  44. 44. 10,0 Prova do Livro a Arte da Guerra 10 x 110 x 2 3 Prova de Ergonomia Avaliação I
  45. 45. Este termo se originou a partir do grego ergon, que significa “trabalho”, e nomos, que quer dizer “leis ou normas”. O principal objetivo da ergonomia é desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do homem ao seu ambiente de trabalho, além de técnicas eficientes e seguras de o desempenhar visando a otimização do bem- estar e, consequentemente, aumento da produtividade. Dois temas cruciais no âmbito da ergonomia são: A segurança no trabalho. A prevenção dos acidentes laborais. II.Conceituação da Ergonomia, Objetivos e características
  46. 46. A ergonomia também determina os horários de trabalho, assim como a sua nacionalização, e contempla tudo através de uma perspectiva humanitária da empresa e das relações que se estabelecem nela. O conceito de Ergonomia se aplica à qualidade de adaptação de uma máquina ao seu operador II.Conceituação da Ergonomia, Objetivos e características
  47. 47.  Os principais objetivos da Ergonomia são: Controlar a introdução de novas tecnologias nas organizações e sua adaptação às capacidades e habilidades da força laboral existente; Aumentar a satisfação e motivação no trabalho; Adaptar o local e as condições de trabalho em relação às características do trabalhador; Definir requisitos para a compra de máquinas, equipamentos ergonômicos e outros materiais; e Identificar, analisar e minimizar os riscos ocupacionais. II.Conceituação da Ergonomia, Objetivos e características
  48. 48. As definições de ergonomia, na sua maioria, questionam dois objetivos fundamentais conforme citados a seguir:  O conforto e a saúde dos trabalhadores – quando aplicado para evitar os riscos (acidentais e ocupacionais) e para diminuir a fadiga.  Eficácia – utilizada pela organização para medir as suas diferentes dimensões (produtividade e qualidade), sendo dependente da eficiência humana. II.Conceituação da Ergonomia, Objetivos e características
  49. 49. A ergonomia estuda vários aspectos, tais como: • Postura e movimentos corporais, os quais podem ser assim relacionados – sentados, em pé, puxando e levantando cargas, empurrando. • Fatores ambientais – evidenciados através de ruídos, vibrações, iluminação, clima e agentes químicos. • Informação, captadas por meio da audição, visão e demais sentidos. II.Conceituação da Ergonomia, Objetivos e características
  50. 50. Atualmente, o desenvolvimento da ergonomia pode ser caracterizado de acordo com quatro níveis de exigências: Exigências tecnológicas – relativas ao aparecimento de novas técnicas de produção que impõem novas formas de organização do trabalho. Exigências organizacionais – relativas a uma gestão mais participativa, trabalho em times e produção enxuta em células que impõem uma maior capacitação e polivalência profissional. II.Conceituação da Ergonomia, Objetivos e características
  51. 51. Atualmente, o desenvolvimento da ergonomia pode ser caracterizado de acordo com quatro níveis de exigências. Exigências econômicas – relativas à qualidade e ao custo da produção que impõem novas condicionantes às atividades de trabalho, como zero defeito, zero desperdício, zero estoque, etc. Exigências sociais – relativas a melhoria das condições de trabalho e, também, do meio ambiente. II.Conceituação da Ergonomia, Objetivos e características
  52. 52. Os domínios de especialização da ergonomia são: •Ergonomia física – a qual está relacionada com as características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação à atividade física. De forma que os temas relevantes abrangem o estudo da postura no trabalho, manejo de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho, projeto de posto de trabalho, segurança e saúde.
  53. 53. Os domínios de especialização da ergonomia são: •Ergonomia cognitiva – refere-se aos processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio e a forma de como afetam as interações entre seres humanos e diferentes elementos de um sistema. Neste sentido ressalta-se o estudo da carga mental de trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interação homem computador, estresse e treinamento.
  54. 54. Os domínios de especialização da ergonomia são: •Ergonomia organizacional – reportar-se à otimização dos sistemas sócio técnicos, abrangendo suas estruturas organizacionais, políticas e de processos, principalmente através das comunicações, projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em gru- po, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura organizacional, organizações
  55. 55. Aplicações ergonômicas A ergonomia dentro de um contexto pode ser aplicada nos mais distintos setores da atividade produtiva, como por exemplo, dentro da indústria, na busca de novas soluções corretivas de máquinas e equipamentos, possibilitando adotar medidas de prevenção que permitam procedimentos laborais mais seguros. É notório a aplicação ergonômica no setor de serviços, assim como, na qualidade de vida das pessoas, e que neste caso pode ser observado em residências principalmente nas atividades domésticas e de lazer. Da mesma forma, sua aplicação é observada na qualidade de produtos através de testes de segurança, desempenho e durabilidade.
  56. 56. Aplicação ergonômica nas diversas etapas do processo produtivo.  A ergonomia pode ser aplicada em diversas etapas do processo produtivo, principalmente nas etapas que seguem a seguir: a)Etapa de projetação Fase em que ocorre a identificação de dificuldades, riscos e problemas de produtividade relacionados a projetos que envolvem novas instalações, máquinas e equipamentos, e postos de trabalho. Constatação dos requisitos legais e normativos da ergonomia com a conformidade do projeto. Redefinição de layout visando aperfeiçoar o funcionamento da área laboral, especificando com detalhes os fluxogramas, equipamentos, deslocamentos, tarefas, entre outros.
  57. 57. Aplicação ergonômica nas diversas etapas do processo produtivo. b)Etapa do planejamento. Fase em que é realizado o estudo de impacto de mudanças organizacionais na operação com a identificação das limitações e necessidades de investimento em novas tecnologias, tais como equipamentos, máquinas, ferramentas, softwares, recursos ou competências. Aplicação operacional por meio de modelagem e otimização de processos e/ou métodos de trabalhos.
  58. 58. Aplicação ergonômica nas diversas etapas do processo produtivo. c)Etapa do investimento/aplicações. Definição das condições para compra de ferramentas, máquinas, equipamentos, mobiliários, acessórios e materiais compatíveis com as atividades desenvolvidas e de acordo com as características dos trabalhadores. d)Etapa de produção Esta relacionada à solução de problemas referentes à saúde, qualidade, segurança, os quais podem ser assim descritos: • Má qualidade identificada em produtos e serviços. • Reclamações de trabalhadores. • Ocorrência de acidentes graves. • Trabalho fisicamente repetitivo. • Posturas rígidas durante jornada laboral.
  59. 59. Aplicação ergonômica nos diversos setores da atividade produtiva A ergonomia pode ser aplicada em diversos setores da atividade produtiva. Inicialmente, a sua maior aplicação ocorreu na agricultura, mineração e, principalmente, na indústria. Ultimamente a ergonomia tem sido utilizada no emergente setor de serviços e, também, na vida diária das pessoas, em suas atividades domésticas e de lazer, conforme evidenciado a seguir.
  60. 60. Aplicação ergonômica nos diversos setores da atividade produtiva  Ergonomia na indústria Geralmente, nas atividades laborais na indústria, cada trabalhador tem uma função e local bem definido, utilizando determinadas máquinas e equipamentos. Neste caso, o trabalhador geralmente recebe treinamento e conta com o apoio de outros diversos profissionais, tais como, ferramenteiros, profissionais em higiene e segurança, bombeiros, médicos, entre outros. A ergonomia na indústria refere-se à ergonomia utilizada para melhorar as: •Interfaces dos sistemas seres humanos/tarefas. •Condições ambientais de trabalho. •Condições organizacionais de trabalho.
  61. 61. Ergonomia na indústria Posição incorreta
  62. 62. Aplicação ergonômica nos diversos setores da atividade produtiva  Ergonomia na agricultura e na construção Nas atividades laborais agrícolas ou de construções ocorre geralmente uma variedade de tarefas para cada trabalhador, de forma que podem utilizar diversos tipos de instrumentos, expostos a possíveis e frequentes mudanças climáticas nos ambientes de trabalho. Estas atividades em geral são árduas, executadas em posturas inconvenientes ,frequentemente exigindo grandes esforços musculares e em determinados casos sob ambientes climáticos desfavoráveis.
  63. 63. Posturas inconvenientes em atividades laborais na agricultura Ergonomia na agricultura e na construção
  64. 64. Nesse caso, a ergonomia também é utilizada no projeto de máquinas e equipamentos da área agrícola para aprimorar o transporte e armazenagem. Estes equipamentos permitem abranger com menor tempo e esforço atividades excessivamente duras e árduas, evitando, dessa forma, maiores esforços físicos e as amplas e duras jornadas de trabalho, próprias do trabalho exclusivamente manual conforme pode ser observado abaixo. Utilização de moto cultivadores
  65. 65. Ergonomia no setor de serviços Empregado para aperfeiçoar o projeto de sistemas de informação através da aplicação da ergonomia no setor de informática, principalmente em relação ao desenvolvimento de problemas na saúde física, relacionados à anatomia humana muscular e esquelética, que ocorrem devido ao uso prolongado e sob condições ergonômicas inadequadas. Neste caso, e como exemplo, envolvendo posturas incorretas e movimentos repetitivos na área de informática, pode ser citada a interação homem-computador. Aplicação ergonômica nos diversos setores da atividade produtiva
  66. 66. Ergonomia no setor de serviços Interação homem-computador
  67. 67. A aplicação ergonômica no setor de serviços se faz também pela necessidade de alterar o projeto em sistemas complexos de controle (layout), e que pode ser realizado em inúmeros locais, entre eles, hospitais, bancos, supermercados, entre outros. Ergonomia no setor de serviços
  68. 68. Ergonomia no Supermercado
  69. 69. Ergonomia no Supermercado
  70. 70. Ergonomia nos Bancos
  71. 71. Ergonomia nos Bancos
  72. 72. Ergonomia nos Bancos
  73. 73. Ergonomia na vida diária Refere-se às recomendações ergonômicas voltadas a concepção de objetos e equipamentos eletrodomésticos utilizados no dia-a-dia. É possível observar que a altura de balcões e armários pode influir durante o uso e manuseio de objetos próximos.
  74. 74. Resumo Pode-se estudar as aplicações ergonômicas e como elas explicitam a importância dos constantes estudos realizados em relação às diferentes tarefas executadas pelo trabalhador, situações e ambientes. Isso ocorre de forma a evidenciar a necessidade de se adotar critérios que envolvam além da segurança, eficiência e produtividade, outros tais como: conforto, qualidade de vida, bem estar social, entre outros.
  75. 75. III.Sistema homem-máquina. Conforme Pinheiro e França (2006),o sistema homem-máquina é a união das partes que formam um todo, de forma a unir um ou mais elementos simultaneamente, interagindo o homem e a máquina para executarem uma tarefa. De forma que, para tomar decisões, o homem precisa das informações das máquinas e das condições e tarefas de trabalho.
  76. 76. III.Sistema homem-máquina. Diferenças entre homem e máquina As diferenças operacionais e principalmente de comando podem ser evidenciadas por meio de diversas situações que os distinguem um do outro, conforme pode ser observado a seguir. O homem se distingue por: a)Ter capacidade de decidir, julgando e resolvendo situações imprevistas. b)Ser capaz de resolver situações não codificadas, isto é, não se restringe ao previsível. c)Não requer programação, desenvolvendo seus próprios programas, à medida que se fazem necessários. d)Ser sensível a extensa variedade de estímulos.
  77. 77. Diferenças entre homem e máquina O homem se distingue por: e)Perceber modelos e generalizar a partir destes. f)Guardar grande quantidade de informações por longo período e recordar fatos relevantes em momentos apropriados. g)Aplicar originalidade na resolução de problemas: soluções alternativas. h)Aproveitar experiências anteriores. i)Executar manipulações delicadas, quando da ocorrência de eventos inesperados. j)Agir mesmo sob sobrecarga. k)Raciocinar indutivamente.
  78. 78. A máquina se distingue por: a)Não estar sujeita á fadiga nem a fatores emocionais. b)Executar operações rotineiras, repetitivas ou muito precisas com maior confiabilidade, pois podem ser programadas. c)Selecionar muito mais rapidamente as informações e os dados necessários. d)Memorizar, com exatidão, muito maior número de dados. e)Exercer uma grande quantidade de força regularmente e com precisão. f)Executar computações complexas rapidamente e com exatidão. g)Ser sensível a estímulos além da faixa de sensibilidade do homem (infravermelho e ondas de rádio)
  79. 79. i)Ser insensível a fatores estranhos. j)Repetir operações rápidas, contínuas, e precisamente da mesma maneira, sob longo período de tempo. k)Operar em ambientes hostis ou até mesmo inóspitos ao homem. A máquina se distingue por:
  80. 80. IV Antropométrica. Antropometria refere-se às medidas físicas do corpo humano, sendo que até a década de 1940, visavam apenas determinar grandezas médias da população, com pesos e estaturas, sendo que com o tempo passou a determinar as variações e os alcances dos movimentos. Willian Sheldon através de um estudo minucioso em uma população de 4.000 estudantes norte-americanos. De forma que foi realizado um levantamento antropométrico, combinado com uma análise fotográfica de todos os indivíduos, nas posições de frente, perfil e costas. Isso permitiu a Sheldon definir três tipos básicos com características próprias.
  81. 81. IV Antropométrica. • Ectomorfo – neste tipo, os indivíduos apresentam corpo e membros longos e finos, com um mínimo de gorduras e músculos, e os ombros são largos e caídos. O pescoço é fino e comprido com o rosto magro, queixo recuado, testa alta, tórax e abdômen estreitos e finos.
  82. 82. •Mesomorfo – refere-se a indivíduos de tipo musculoso com formas angulosas, cabeça cúbica e maciça, ombros e peitos largos e abdômen pequeno. Os membros são musculosos e fortes e possui pouca gordura subcutânea. IV Antropométrica.
  83. 83. •Endomorfo – indivíduos com tipo de formas arredondadas e macias e com grandes depósitos de gorduras. Forma extrema com característica de uma pêra (estreita em cima e larga em baixo). O abdômen é grande e cheio, sendo que o tórax parece ser relativamente pequeno. Apresenta braços e pernas curtos e flácidos com os ombros e a cabeça arredondados. Os ossos são pequenos e o corpo tem baixa densidade, podendo flutuar na água, a pele é macia. IV Antropométrica.
  84. 84. Medições antropométricas As medições antropométricas, sempre que for possível e economicamente justificável, devem ser efetuadas diretamente, através de uma amostra significativa de indivíduos que serão usuários ou consumidores de um objeto a ser projetado. Estas medições compreendem as etapas de definição de objetivos e das medidas com a escolha do método de medição, seleção da amostra, as medidas e as respectivas estatísticas. IV Antropométrica.
  85. 85. Definição dos objetivos Inicialmente deve-se definir o motivo da utilização das medidas antropométricas, pois a partir desta definição é decidido o tipo de aplicação antropométrica, estática ou dinâmica com a escolha das variáveis a serem medidas, de acordo com os detalhamentos e precisões com que estas medidas devem ser realizadas. Um exemplo, onde para o projeto de um posto de trabalho para digitadores são tomadas, no mínimo, seis medidas críticas do operador sentado. IV Antropométrica.
  86. 86. Principais dimensões antropométricas a serem consideradas no projeto de um posto de trabalho para uma pessoa sentada. IV Antropométrica.
  87. 87. A veia poplítea tem uma trajetória ao lado da artéria poplítea e carrega sangue da articulação do joelho e músculos na coxa e da porção posterior da panturrilha em direção ao coração.
  88. 88. Tipos de medidas antropométricas As medidas antropométricas podem ser definidas como estática, dinâmica e funcional. •Medida antropométrica estática – se refere às medidas obtidas com o corpo parado ou com poucos movimentos. A sua aplicação pode ocorrer em projetos de objetos isentos de partes móveis ou com mínima mobilidade. A maior parte das tabelas existentes relacionadas à antropométrica, refere-se a estática.
  89. 89. •Medida antropométrica dinâmica– utilizada para medir o alcance dos movimentos corporais, sendo recomendados para os projetos de máquinas, ou postos de trabalho com partes que se movimentam, possibilita medir os alcances dos movimentos de cada parte do corpo, mantendo-se o resto do corpo estático, o que neste caso envolve pequenos movimentos corporais.
  90. 90. Medida antropométrica dinâmica
  91. 91. Medida antropométrica funcional – este tipo de medida está relacionado com a execução de tarefas específicas, devido ao fato de que cada parte do corpo não se move isoladamente, havendo uma conjugação de diversos movimentos na realização de uma determinada função. Por exemplo, pode ser citado o alcance das mãos, que não é limitado pelo comprimento dos braços, mas que envolve o movimento dos ombros, rotação do tronco, inclinação das costas e o tipo de função que será exercido pelas mãos.
  92. 92. Antropômetro Medida antropométrica do ombro utilizando a trena métrica
  93. 93. V Conceitos Básicos da Ergonomia ,na percepção visual e da visão humana. Os produtos, para bem funcionarem, necessitam de três fundamentos desejáveis, que são as qualidades ergonômica, estética e técnica. Assim para o melhor inter-relacionamento/consumidor, os produtos devem possuir, na qualidade ergonômica, itens relacionados com o conforto e segurança de uso, como, por exemplo, a facilidade de uso, a adaptação antropométrica, o fornecimento claro e preciso de informações e as compatibilidades de movimento.
  94. 94. V Conceitos Básicos da Ergonomia ,na percepção visual e da visão humana.
  95. 95. V Conceitos Básicos da Ergonomia ,na percepção visual e da visão humana.
  96. 96. V Conceitos Básicos da Ergonomia ,na percepção visual e da visão humana.
  97. 97. V Conceitos Básicos da Ergonomia ,na percepção visual e da visão humana.
  98. 98. V Conceitos Básicos da Ergonomia ,na percepção visual e da visão humana.
  99. 99. V Conceitos Básicos da Ergonomia ,na percepção visual e da visão humana.
  100. 100. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Os fatores ambientais de acordo com os limites de exposição podem exercer uma determinada influência na ergonomia, dentre os quais podemos citar os ruídos, radiação, iluminação, vibrações, substâncias químicas, clima e a poluição microbiológica.
  101. 101. Ruído É um fator que devido ao seu índice elevado, em um ambiente de trabalho, e com o decorrer do tempo de exposição, pode perturbar e causar sérios problemas ao trabalhador. Os ruídos constituem-se no principal motivo de reclamações sobre as condições ambientais. Os sintomas podem ser observados através da dificuldade de comunicação e na redução de concentração, devido à interferência de ruído. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia.
  102. 102. A medição pode ser realizada utilizando-se o decibelímetro de acordo com figura abaixo. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia.
  103. 103. Quadro 9.2: Limites toleráveis a ruídos em diversos tipos de atividades Nível de ruído dB (A) Atividades 50 Amaioriaconsideracomoumambientesilencioso,mascercade25%daspessoas terãodificuldadepara dormir. 55 Máximo aceitável para ambientes que exigem silêncio. 60 Aceitável em ambientes de trabalho durante o dia. 65 Limite máximo aceitável para ambientes ruidosos. 70 Inadequação para trabalho em escritórios. Conversão difícil. 75 É necessário aumentar a voz para conversação. 80 Conversação muito difícil. 85 Limite máximo tolerável; jornada de trabalho. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia.
  104. 104. Caso o ruído ainda seja perceptível ao ouvido humano, torna-se indispensável e necessário o emprego de protetores auriculares, conhecidos como ear plugs e ear- muffs, mesmo quando o ruído for ocasional ou temporário. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia.
  105. 105. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Vibração As vibrações podem afetar as mãos e braços ou ocorrer no corpo inteiro, quando surge nos pés na posição em pé ou no assento através da posição sentada. A vibração é qualquer movimento que o corpo ou parte dele executa em torno de um ponto fixo, podendo ser regular do tipo sensorial ou irregular, quando não segue nenhum padrão determinado.
  106. 106. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Trabalhador operando um martelete com EPI´s
  107. 107. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Trabalhador operando um martelete sem EPI´s
  108. 108. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. A utilização de equipamentos que permitam analisar as vibrações, possibilitam obter uma resposta rápida em relação aos problemas detectados ou previstos, assim como, o seu respectivo grau de gravidade e de prioridade em relação às ações corretivas e preventivas. Medidor de vibrações Fluke 810
  109. 109. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Iluminação A visibilidade adequada em um local de trabalho pode ser determinada pela intensidade da luz expressa em lux que incide sobre a superfície de trabalho, a qual deve ser suficiente para garantir uma boa visibilidade. Existem distinções entre a luz ambiental, iluminação local e a iluminação especial determinada pelas quantidades de luz e definidas através das intensidades luminosas.
  110. 110. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Luz ambiental – a quantidade de lux neste caso fica entre 10 a 200 lux, sendo suficiente para locais em que não são realizadas tarefas exigentes. Iluminação local – neste caso e devido a execução de tarefas normais como, por exemplo, montagens de peças, leituras e trabalhos com máquinas e equipamentos, a intensidade de lux deve ser de 200 a 800 lux. Iluminação especial – deve ser utilizada com uma intensidade luminosa alta que pode variar de 800 a 3000 lux, de forma que a luz incida diretamente sobre a tarefa. A aplicação com esta exigência visual pode ser observada durante a realização de cirurgias delicadas.
  111. 111. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Luxímetro digital
  112. 112. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Quadro 9.3: Iluminância por classes de tarefas visuais Classe Iluminância (lux) Tipo de atividade A Iluminação geral para áreas interruptamenteoucomtarefasvisuais simples. 20 - 30 - 50 Áreas públicas com arredores escuros. 50 - 75 - 100 Orientação simples para permanência curta. 100 - 150 - 200 Recintos não usados para o trabalho contínuo; depósitos. 200 - 300 - 500 Tarefas com requisitos visuais limitados, trabalho bruto de maquinaria, auditórios. B Iluminação geral para área de trabalho. 500 - 750 - 1000 Tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria, escritórios. 1000 - 1500 - 2000 Tarefas com requisitos especiais, gravação manual, inspeção, indústria de roupas. C Iluminação adicional para tarefas visuais difíceis. 2000 - 3000 - 5000 Tarefas visuais exatas e prolongadas, eletrônica de tamanho pequeno. 5000 - 7500 - 10000 Tarefas visuais muito exatas, montagem de microeletrônica. 10000 - 15000 - 20000 Tarefas visuais muito especiais, cirurgia.
  113. 113. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Clima O clima de trabalho para ser considerado confortável deve atender a diversas condições, que podem ser observadas por meio dos seguintes fatores referentes ao conforto térmico: temperatura do ar, calor radiante, velocidade do ar e umidade relativa, de modo que para ser considerado agradável é necessário verificar o vestuário e o tipo de atividade física desenvolvida.
  114. 114. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Em relação à temperatura do ar, o ideal seria realizar o ajuste da temperatura de acordo com o esforço físico, por exemplo, em atividades com trabalhos pesados o clima poderia ser mais frio, já em trabalhos leves o clima pode ser mais quente. Temperaturas acima de 24°C podem gerar queda de rendimento e aumento de erros. O clima consiste ... 1. Na temperatura do ar; 2. Na temperatura das superfícies no entorno; 3. Na umidade do ar; 4. No movimento do ar; e 5. Na qualidade do ar.
  115. 115. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. O equilíbrio térmico, ou seja, a quantidade de calor recebida pelo organismo é semelhante à quantidade cedida ao ambiente , é uma condição inicial, mas não suficiente, para assegurar o conforto térmico. Recomendações que envolve pouco ou nenhum esforço manual. 1. A temperatura do ar, no inverno, deve estar entre 20 e 21ºC e, no verão, entre 20 a 24ºC. 2. As temperaturas das superfícies dos objetos adjacentes devem estar na mesma temperatura do ar. 3. A movimentação entre a cabeça e os joelhos do ar não deve exceder 0,2 m/s.
  116. 116. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Substâncias químicas As substâncias químicas presentes no ambiente podem estar sob forma de líquidos, gases, vapores, poeiras e sólidos, de forma que determinadas substâncias quando inaladas, ingeridas ou em contato com a pele e olhos, podem causar doenças ou mal estar. Em relação à exposição a substâncias químicas, existem limites internacionais de tolerância, em relação a sua exposição no ar. O limite de tolerância, corresponde a concentração média de uma substância encontrada no ar, no período de 8 horas, e que não pode ser ultrapassada em nenhum dia.
  117. 117. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Poeiras – são considerados os aerodispersóides sólidos com granulações invisíveis, menores que 0,2 µm ou visíveis de 10 a 150 µm. Os menores que 5µm flutuam no ar durante muito tempo e os menores de 3 µm podem atingir os alvéolos pulmonares e pode ser encontrado em poeiras de granito, sílica e algodão.
  118. 118. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Trabalhador equipado em contato com a produção de pó.
  119. 119. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Fumos – são resultantes da condensação de vapores apresentando dimensões inferiores a 1 µm e que ocorrem em processos de solda com ferro, alumínio entre outros. Os sintomas neste caso podem ser de curta duração, semelhantes a uma gripe, como tosse, febre, dor de garganta e dores no corpo. Em casos mais graves podem causar a incapacidade de trabalho.
  120. 120. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Gases – são partículas muito pequenas que tendem a ocupar todo o volume do espaço de trabalho, exemplos: monóxido de carbono, gás sulfrídico, cloro e gás cianídrico. O monóxido de carbono em particular apresenta uma afinidade com a hemoglobina de até 300 vezes maiores que o oxigênio, por isso pequenas concentrações produzem sintomas como falta de ar, tontura, dores de cabeça, confusão mental, inconsciência e morte.
  121. 121. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Vapores – são semelhantes aos gases e difundem-se facilmente no ar, diferindo-se dos gases, devido ao fato de que em condições normais de temperatura e pressão, podem encontrar-se em estado líquido ou sólido. Exemplos: gasolina, benzeno, dissulfeto de carbono e mercúrio.
  122. 122. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia. Neblinas – referem-se as partículas líquidas que resultam de um processo de dispersão mecânica, produzidas pela passagem de ar ou de gás através de um líquido ou processo mecânico com aspersão. Podem ser observados em processos de irrigação ou em processos de aplicação de agrotóxicos.
  123. 123. Radiação O corpo humano troca calor sucessivamente com o ambiente, por radiação, seja recebendo calor de objetos mais quentes ou irradiando para aqueles mais frios que o seu corpo. É importante salientar que temperaturas diferentes emitem diferentes tipos de radiações (alfa, beta ou gama), ou seja, quanto maior a temperatura, menor é o comprimento de onda das radiações emitidas. VI Influência dos fatores ambientais na ergonomia.
  124. 124. VI Análise ergonômica do trabalho. Normalmente, atribui-se a origem da ergonomia aos esforços do homem em adaptar seu trabalho às suas características e necessidades. Esta adaptação envolve, além do ambiente físico (máquinas, equipamentos), os aspectos ambientais e organizacionais referentes à maneira como o trabalho é controlado para alcançar os resultados esperados. Assim, pretende-se utilizar a abordagem ergonômica em uma pequena empresa de perfumaria e cosméticos, procurando correlacionar o sistema de trabalho às necessidades da organização.
  125. 125. VI Análise ergonômica do trabalho. Análise ergonômica do trabalho A aplicação deste estudo está baseada numa sistemática que busca conduzir e orientar modificações para melhorar as condições de trabalho sobre os pontos críticos evidenciados. Esta intervenção é conhecida como Análise Ergonômica do Trabalho (AET). Ela permite identificar e avaliar a ação das principais condicionantes que podem afetar o trabalho e contexto organizacional. A análise ergonômica do trabalho compreende três fases: • Análise da demanda. • Análise da tarefa. • Análise das atividades.
  126. 126. VI Análise ergonômica do trabalho. Análise ergonômica da demanda Esta etapa compreende a definição do problema a ser analisado, a partir do envolvimento dos diversos atores sociais. A demanda corresponde ao ponto de partida para a ação ergonômica, através da intervenção sobre diversos profissionais e organizações. Desta forma, é possível compreender a origem e a dimensão dos problemas apresentados, delimitando-se a abrangência desta ação.
  127. 127. VI Análise ergonômica do trabalho. Em relação à demanda central da pesquisa, estão os problemas relacionados à temperatura do ambiente, nível sonoro, presença de vibrações, dimensão do local de trabalho e condições posturais dos empregados. A possibilidade desses problemas estarem presentes no local é de grande importância, ao nível das atividades executadas.
  128. 128. VI Análise ergonômica do trabalho. Análise ergonômica da tarefa Trata-se daquilo que deve ser realizado pelo colaborador, considerando as condicionantes tecnológicas, ambientais e organizacionais. A tarefa é um objetivo a ser atingido. Neste sentido, sua análise coincide com a análise das condições dentro das quais o trabalhador desenvolve suas atividades de trabalho. As etapas de coleta de dados na empresa de perfumaria e cosméticos através de visitas no local.
  129. 129. VI Análise ergonômica do trabalho. Com isso, foi possível a realização de técnicas de observação direta, entrevistas dirigidas e informais com os empregados, além de aplicação de questionários para entender suas atividades realizadas no local. Acrescido a isso, foi também necessário o uso de aparelhos específicos para coletar informações a respeito do ambiente físico, como termômetro, luxímetro, e decibelímetro.
  130. 130. VI Análise ergonômica do trabalho. Essas técnicas foram aplicadas na área de produção da empresa, que consiste nos setores de pesagem, mistura, envase, rotulagem e produção de saches. No setor de pesagem são feitas as medições da quantidade de produtos necessários para a produção de determinado artigo (água, álcool, essências, entre outras).
  131. 131. VI Análise ergonômica do trabalho. No setor de mistura é feita, através de maquinário especializado, a mistura dos componentes dos produtos. No setor de envase, são despejadas as fórmulas nas suas respectivas embalagens. No setor de rotulagem, o produto final é especificado através de rótulo de identificação. No setor de produção de saches, são confeccionadas essências em forma de pó de raízes regionais e embaladas em recipientes plásticos. Análise das condições físicas; Análise das condições posturais dos trabalhadores; Análise dos aspectos psicológicos dos trabalhadores; Análise organizacional; Condições ambientais; Temperatura; Ruído; Iluminação; e Vibração
  132. 132. VI Análise ergonômica do trabalho. Análise ergonômica da atividade Corresponde à análise do comportamento humano na realização das tarefas no trabalho. Ao realizar determinada tarefa o homem coloca em funcionamento mecanismos de adaptação e regulação que permitirão a sua realização. Ao realizar o levantamento dos comportamentos do indivíduo no trabalho são consideradas principalmente as atividades que podem ser levantadas por métodos aplicáveis na situação de trabalho.
  133. 133. VI Análise ergonômica do trabalho. Buscou-se descrever e analisar as principais exigências das tarefas e as condições de sua realização. Logo, foram realizadas observações livres e regulares na empresa, além de diálogos com os operadores, em que a questão da relação saúde/trabalho e os aspectos organizacionais foram os mais explorados. Durante a execução da tarefa, verificou-se que os trabalhadores costumam valer-se de suas características pessoais na realização das operações. Normalmente, diferenciam-se quanto à postura adotada (trabalho sentado ou em pé), frequência de deslocamentos no setor, frequência de comunicação com os demais trabalhadores, entre outros.
  134. 134. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. NR 26 - Sinalização de Segurança. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. vermelho amarelo branco preto azul laranja púrpura lilás cinza alumínio marrom
  135. 135. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. É empregado para identificar: caixa de alarme de incêndio vermelho
  136. 136. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. hidrantes bombas de incêndio
  137. 137. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. extintores e sua localização indicações de extintores
  138. 138. VII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. baldes de areia ou água, para extinção de incêndio portas de saídas de emergência
  139. 139. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. Extintor Classe A :Indicado para apagar incêndio em materiais sólidos, como: plásticos, borrachas, madeira, tecidos. Extintor Classe B :Indicado para apagar incêndio em líquidos inflamáveis, como gasolina, óleo, álcool, diesel e querosene. Extintor Classe C :Indicado para apagar incêndio em equipamentos elétricos energizados, como bateria, alternador e outros componentes elétricos do veículo. Extintores A B C
  140. 140. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. É empregado para identificar: amarelo corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco
  141. 141. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. branco É empregado para identificar: - passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas - direção e circulação, por meio de sinais; - localização e coletores de resíduos; - localização de bebedouros; - áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência; - áreas destinadas à armazenagem; - zonas de segurança.
  142. 142. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  143. 143. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche.) preto azul O azul será utilizado para indicar "Cuidado!", será também empregado em: - canalizações de ar comprimido; - prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção; - avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.
  144. 144. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  145. 145. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". Deverá ser empregado para identificar: - canalizações de água; - caixas de equipamento de socorro de urgência; - caixas contendo máscaras contra gases; - chuveiros de segurança; - macas; - fontes lavadoras de olhos; e - quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc.
  146. 146. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  147. 147. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. O laranja deverá ser empregado para identificar: - canalizações contendo ácidos; - partes móveis de máquinas e equipamentos; - partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas; - faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos; - faces externas de polias e engrenagens; - botões de arranque de segurança; e - dispositivos de corte, borda de serras, prensas. laranja
  148. 148. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  149. 149. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  150. 150. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  151. 151. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  152. 152. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  153. 153. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  154. 154. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.púrpura Deverá ser empregada a púrpura em: - portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade; - locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados; - recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados; -sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.
  155. 155. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho.
  156. 156. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. lilás Cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo; Cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos. cinza
  157. 157. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante.). alumínio marrom O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para identificar qualquer fluído não identificável pelas demais cores
  158. 158. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. Palavra de Advertência As palavras de advertência que devem ser usadas são: - "PERIGO", para indicar substâncias que apresentem alto risco; - "CUIDADO", para substâncias que apresentem risco médio; - "ATENÇÃO", para substâncias que apresentem risco leve.
  159. 159. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. - Indicações de Risco - As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. Exemplos: "EXTREMAMENTE INFLAMÁVEIS", e "NOCIVO SE ABSORVIDO ATRAVÉS DA PELE".
  160. 160. VIII Uso e influência da cor na segurança do trabalho. - Medidas Preventivas - Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. Exemplos: "MANTENHA AFASTADO DO CALOR, FAÍSCAS E CHAMAS ABERTAS“ "EVITE INALAR A POEIRA".
  161. 161. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos. Poluição da água é a contaminação deste elemento essencial para a vida por partículas estranhas ao ambiente natural, que podem ser nocivas ou prejudiciais à fauna, à flora e às populações humanas que utilizem essa água ou habitem local próximo à região contaminada. De forma geral, a água é considerada poluída quando está tomada por contaminantes, não podendo ser usada para nenhum fim humano, como banhos ou água potável.
  162. 162. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  163. 163. Classificações dos contaminantes A água é poluída por uma grande variedade de produtos e os contaminantes podem ser divididos em agentes químicos, agentes físicos e agentes biológicos. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  164. 164. Agentes químicos: As formas de contaminação química alteram a composição da água e reagem com esta. Os agentes químicos podem ser orgânicos ou inorgânicos. Os orgânicos (biodegradáveis ou persistentes) envolvem as gorduras, proteínas, hidratos de carbono, ceras, solventes, dentre outros; já os inorgânicos envolvem os álcoois, tóxicos, ácidos, sais solúveis ou inertes. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  165. 165. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  166. 166. Riscos à saúde Efeitos irritantes: são causados, por exemplo, por ácido clorídrico, ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, cloro, que provocam irritação das vias aéreas superiores. Efeitos asfixiantes: são causados, por exemplo, por gases como hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono e outros causam dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e até a morte. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  167. 167. Poeiras minerais: provêm de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral, e provocam silicose*(quartzo),asbestose* (asbesto), pneumoconioses* (ex.: carvão mineral, minerais em geral). *Doenças pulmonares causadas pelo acúmulo de poeira nos pulmões IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  168. 168. Efeitos anestésicos: a maioria dos solventes orgânicos assim como o butano, propano, aldeídos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, alcoóis, tolueno, tem ação depressiva sobre o sistema nervoso central, provocando danos aos diversos órgãos. O benzeno especialmente é responsável por danos ao sistema formador do sangue. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  169. 169. Poeiras vegetais: são produzidas pelo tratamento industrial, por exemplo, de bagaço de cana-de-açúcar e de algodão, que causam bagaçose e bissinose, respectivamente. Poeiras alcalinas: provêm em especial do calcário, causando doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  170. 170. IX. Classificação e Estudo dos Contaminantes. Poeiras incômodas: podem interagir com outros agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tornando-os mais nocivos à saúde. Fumos metálicos: provenientes do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro, entre outros, causando doença pulmonar obstrutiva crônica, febre de fumos metálicos, intoxicações específicas, de acordo com o metal.
  171. 171. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  172. 172. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  173. 173. Agentes físicos: Ao contrário do que ocorre com as formas de contaminação químicas, as formas físicas não reagem com a água, mas afeta negativamente a vida do ecossistema. Os agentes físicos envolvem a radioatividade, o calor e a mudança do sistema terrestre, por meio da movimentação de terras ou similares. Fenômenos naturais, tais como algas marinhas, terremotos, erupções vulcânicas e outros são algumas das causas de alteração da qualidade da água e sua condição no ecossistema. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  174. 174. Riscos à saúde Ruído: provoca cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição da audição (surdez temporária, surdez definitiva e trauma acústico), aumento da pressão arterial, problemas no aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto. Vibrações: cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doença do movimento, artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  175. 175. Calor extremo: taquicardia, aumento da pulsação, cansaço, irritação, choques térmicos, fadiga térmica, perturbações das funções digestivas, hipertensão. Frio extremo: fenômenos vasculares periféricos, doenças do aparelho respiratório, queimaduras pelo frio. Radiações ionizantes: alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais, acidentes do trabalho. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  176. 176. Radiações não ionizantes: queimaduras, lesões na pele, nos olhos e em outros órgãos. É muito importante saber que a presença de produtos ou agentes no local de trabalho como, por exemplo, radiações infravermelhas, presentes em operações de fornos, de solda oxiacetilênica; ultravioleta, produzida pela solda elétrica; de raios laser podem causar ou agravar problemas visuais (ex. catarata, queimaduras, lesões na pele, etc.). IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  177. 177. Mas isto não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde, pois depende da combinação de muitas condições como a natureza do produto, a sua concentração, o tempo e a intensidade que a pessoa fica exposta a eles, por exemplo. Umidade: doenças do aparelho respiratório, doenças da pele e circulatórias, e traumatismo por quedas. Pressões anormais: hiperbarismos, embolia traumática pelo ar, embriaguez das profundidades, intoxicação por oxigênio e gás carbônico, doença descompressiva. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  178. 178. Agentes biológicos. São aqueles que incluem infecções agudas ou crônicas, parasitoses, reações tóxicas ou alérgicas a plantas e animais. Os riscos biológicos ocorrem por meio de micro- organismos que, em contato com o homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, entre outors. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  179. 179. Agentes biológicos: Alguns micro-organismos, estranhos àquele ecossistema, encontrados nas águas podem causar problemas à saúde humana. Estes micro-organismos se dividem em microscópicos (vírus, algas, protozoários, helmintos e bactérias) e macroscópicos (plantas e animais que não pertencem àquele habitat natural). IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  180. 180. * Vírus * Bactérias * Parasitas * Protozoários * Fungos * Bacilos IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  181. 181. Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por micro-organismos incluem-se: tuberculose, bruclose,malária e febre amarela. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  182. 182. Para que essas doenças possam ser consideradas doenças profissionais, é preciso que haja exposição do funcionário a estes micro-organismos. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  183. 183. São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  184. 184. • Grupo de Risco 1: constituído por microrganismos que provavelmente não causam doenças no homem ou nos animais, tanto individual como coletivo. • Grupo de Risco 2: inclui germes patogênicos capazes de causar doenças em seres humanos ou animais, com risco muito fraco a comunidade, e sempre apresentam tratamento preventivo. • Grupo de Risco 3: inclui germes patogênicos capazes de causar doenças graves em seres humanos ou animais. E indica alto risco individual, porém risco moderado para a comunidade. Porém os sintomas causados em seres humanos nem sempre tem tratamento. • Grupo de Risco 4: inclui germes patogênicos capazes de causar doenças graves em seres humanos ou animais. De fácil transmissão entre os seres humanos, apresenta alto risco individual e alto risco comunitário. Muitos não apresentam tratamento.
  185. 185. Todos os itens citados anteriormente podem tornar-se fonte de contaminação para os manipuladores. As principais vias envolvidas num processo de contaminação biológica são a via cutânea ou percutânea (com ou sem lesões - por acidente com agulhas e vidraria, na experimentação animal - arranhões e mordidas), a via respiratória (aerossóis), a via conjuntiva e a via oral. IX. Classificação ,estudo dos Contaminantes e meios de absorção dos Agentes Nocivos.
  186. 186. • Luvas (de procedimentos, estéreis): São necessárias para tocar material biológico, mucosas ou pele não intacta de todo paciente e para proceder acesso venoso; • Máscaras Cirúrgicas e protetores oculares: Previsão de respingo de material biológico; • Capotes (limpos, estéreis, plásticos, descartáveis), Jaleco: Necessários se houver respingos generalizados; • Protetor facial; • Sapatos, botas.
  187. 187. XI. Insalubridade (NR-15)

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