Escolinha diocesana

506 views

Published on

Published in: Spiritual
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
506
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
7
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Escolinha diocesana

  1. 1. ESCOLINHA DIOCESANA 17/04/2011 “ ...Oportunidade para atualizar os mistérios centrais da Redenção". (Bento XVI)
  2. 2. <ul><li>“ ...Os solenes ritos litúrgicos nos ajudam a meditar de forma mais viva a paixão, morte e ressurreição do Senhor” </li></ul><ul><li>(Bento XVI) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Ano Litúrgico </li></ul>
  4. 4. Ano Litúrgico Na Igreja primitiva, o mistério, a celebração, a pregação, a vida cristã tiveram um único centro: a Páscoa. O culto da Igreja primitiva nasceu da Páscoa e para celebrar a Páscoa.
  5. 5. <ul><li>No início da vida cristã encontra-se o Domingo como única festa, com a única denominação de &quot;Dia do Senhor&quot;. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>O Início da Celebração da Semana Santa </li></ul><ul><li>Por influência das comunidades cristãs provenientes do judaísmo, surgiu depois um &quot;grande Domingo&quot;, como celebração anual da Páscoa. </li></ul><ul><li>A partir do séc. IV, com os decretos que garantiam a liberdade de culto aos cristãos, começou-se a celebrar na Terra Santa os acontecimentos da Paixão e morte de Jesus Cristo, nos locais e às horas em que eram relatados nos Evangelhos. </li></ul><ul><li>Nasceu assim a Semana Santa e os peregrinos estenderam este uso a todas as igrejas. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>A preparação para a Semana Santa </li></ul><ul><li>A celebração do batismo na noite de Páscoa, já em uso no século III, e a disciplina penitencial com a reconciliação dos penitentes na manhã de Quinta-feira Santa, já no século V, fizeram nascer também o período preparatório da Páscoa, ou seja, a Quaresma, inspirada nos &quot;quarenta dias bíblicos&quot;. </li></ul><ul><li>A Semana Santa apresenta-se, neste contexto, como a Semana Maior do ano litúrgico. (Egéria, final do século IV: &quot;Itinerarium“ - as últimas horas de vida de Jesus). </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Semana Santa - “Semana Dolorosa” </li></ul><ul><li>Na Idade Média a Paixão de Cristo era dramatizada pelo povo, pondo em destaque os aspectos do sofrimento e da compaixão. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Semana Santa – O que é? </li></ul><ul><li>Na verdade, não é uma semana que é santa, mas é uma semana de santificação, em que devemos ficar mais santos. </li></ul>A Semana Santa é um ‘ percurso celebrativo’.
  10. 11. <ul><li>Semana Santa </li></ul><ul><li>Começa com o Domingo de Ramos e se prolonga com uma série de exercícios de piedade popular até o Domingo de Páscoa. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Semana Santa: Cores Litúrgicas </li></ul><ul><li>Roxa: quer lembrar a dor e o sofrimento de Jesus, isto é, a entrega do Deus Jesus para nossa salvação. </li></ul><ul><li>Vermelha: na Sexta-feira Santa lembra o derramamento do sangue de Cristo, a sua entrega a nós até a última gota de sangue. </li></ul>Branca: lembra um dia de festa, a transparência, a claridade, que reflete a luz de Deus.
  12. 13. <ul><li>Domingo de Ramos </li></ul><ul><li>A entrada do Senhor em Jerusalém (Mt 21,1-11). </li></ul><ul><li>A saudação messiânica Hosana ao Filho de Davi expressa que o povo espera e reconhece a chegada daquele descendente cujo trono seria estável ou permanente. </li></ul><ul><li>Jesus ao querer montar no jumento para entrar na cidade , assume a missão messiânica, descrita por Zacarias: “Dizei à Filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, filho de uma jumenta”. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Quantos dias têm </li></ul><ul><li>o Tríduo Pascal </li></ul><ul><li>Quinta-feira </li></ul><ul><li>Sexta-feira </li></ul><ul><li>Sábado </li></ul><ul><li>Domingo </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Tríduo Pascal </li></ul><ul><li>O dia civil (calendário), começa às 00:01 e vai até as 23:59. </li></ul><ul><li>O dia litúrgico começa numa véspera e vai até a outra véspera. </li></ul><ul><li>Segue o ritmo do sol (assim como dia judaico). </li></ul><ul><li>Por isso que nós rezamos as vésperas, na Liturgia das Horas. Na véspera já se celebra o que vai acontecer no dia seguinte.(Sábado à tardezinha já se celebra a missa de domingo, p. ex.). </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Tríduo Pascal </li></ul><ul><li>Com a celebração da Ceia (Quinta-feira Santa), com a instituição da Eucaristia à noite, começa o primeiro dia do tríduo pascal , que vai até a sexta-feira santa, mais ou menos ao meio dia. </li></ul><ul><li>Um segundo dia do tríduo pascal , começa com a celebração da paixão, morte, sepultura e um grande silêncio (que, muitas vezes, é esquecido) e vai até o sábado por volta do meio dia, quando à tarde se inicia a preparação da Vigília Pascal. </li></ul><ul><li>O terceiro dia do tríduo pascal começa com a preparação e a culmina com a celebração da Vigília Pascal. Se prolonga até o domingo! Celebramos o dia da vida, da Ressurreição, que vai se prolongando até o domingo de manhã com as Missas de Páscoa! </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Tríduo Pascal </li></ul><ul><li>No sábado as pessoas não sabem o que fazer, contudo é um dia de retiro. É um dia do túmulo, da ausência de Deus, um Deus que desapareceu. É a &quot;celebração da ausência“! </li></ul><ul><li>A rigor, o domingo de Páscoa a tarde já não seria mais domingo. Tanto que a Igreja demorou muito para permitir Missa vespertina de domingo, existindo tal possibilidade por motivos pastorais. </li></ul><ul><li>Assim, o tríduo começa na quinta, é o dia da ceia, mas também já é o dia da morte, do sofrimento e do sacrifício, que vai da sexta até o sábado, pelo meio dia. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Tríduo Pascal: QUINTA-FEIRA SANTA </li></ul><ul><li>Antigamente, na manhã deste dia celebrava-se o rito da reconciliação dos penitentes, a quem tinha sido imposto o cilício em quarta-feira de cinzas. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Tríduo Pascal – MISSA CRISMAL </li></ul><ul><li>Última celebração da Quaresma. </li></ul><ul><li>Reúne em torno do Bispo o clero da Diocese </li></ul><ul><li>Renovação dos compromissos sacerdotais </li></ul>
  19. 20. <ul><li>Missa Crismal </li></ul><ul><li>Exprime &quot;a plenitude do Sacerdócio de Cristo, assim como a comunhão eclesial que deve animar o povo cristão reunido para o Sacrifício Eucarístico e vivificado na unidade pelo dom do Espírito Santo&quot;. </li></ul><ul><li>(Bento XVI) </li></ul>
  20. 21. <ul><li>Tríduo Pascal – MISSA CRISMAL </li></ul><ul><li>São abençoados os óleos dos catecúmenos, dos enfermos e consagrado o Santo Óleo do Crisma. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Tríduo Pascal – MISSA CRISMAL </li></ul><ul><li>Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar &quot;o bom perfume de Cristo&quot;. </li></ul><ul><li>Usado no sacramento da Confirmação (Crisma), da Ordem, do Batismo. </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Tríduo Pascal – MISSA CRISMAL </li></ul><ul><li>Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. </li></ul><ul><li>Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha. </li></ul><ul><li>Usado no Sacramento do Batismo . </li></ul>
  23. 24. <ul><li>Tríduo Pascal – MISSA CRISMAL </li></ul><ul><li>Óleo dos Enfermos - significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa. </li></ul><ul><li>É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como &quot;extrema-unção&quot;. </li></ul>
  24. 25. <ul><li>Tríduo Pascal – LAVA-PÉS </li></ul><ul><li>Quinta-feira Santa - Lava Pés e a Instituição da Eucaristia </li></ul><ul><li>O Lava Pés e a Instituição da Eucaristia estão conexos porque o Cristo que serve lavando os pés, reconhecendo a necessidade de ser disponível para com o irmão e ser solidário, é o mesmo Cristo que se faz Pão, o Pão da Solidariedade e Pão do povo. </li></ul><ul><li>Cristo se entrega até a última gota de sangue e água na cruz. Então, este gesto já é a antecipação do sacrifício na Cruz (Mc 10, 45: sacrifício é um serviço e um resgate) </li></ul>
  25. 26. <ul><li>Celebração da Ceia do Senhor </li></ul><ul><li>“ Esta celebração nos convida a dar graças a Deus pelo dom da Eucaristia, que devemos acolher com devoção e adorar com fé&quot;. </li></ul>
  26. 27. <ul><li>Tríduo Pascal – Sexta-feira Santa </li></ul><ul><li>“ Comemorando a paixão e morte de Jesus na cruz, é um dia de tristeza, mas ao mesmo tempo o momento propício para despertar a nossa fé, reforçar a nossa esperança e coragem para levarmos a nossa cruz, com humildade e confiança em Deus, na certeza do seu apoio e da sua vitória&quot;. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>Tríduo Pascal – Sexta-feira Santa </li></ul><ul><li>Adoração do Cristo na Cruz </li></ul><ul><li>É o único dia do ano em que não há Missa, e em que não se tem Adoração com o Cristo exposto. </li></ul><ul><li>A celebração da tarde é uma espécie de drama em três atos: </li></ul><ul><li>proclamação da Palavra de Deus </li></ul><ul><li>apresentação e adoração da cruz </li></ul><ul><li>a comunhão. </li></ul>
  28. 29. <ul><li>Tríduo Pascal – </li></ul><ul><li>Sexta-feira Santa/Sábado Santo </li></ul><ul><li>“ No grande silêncio do Sábado Santo, a Igreja vela em oração, partilhando os sentimentos de Maria - de sofrimento e de confiança em Deus”. </li></ul>
  29. 30. <ul><li>Tríduo Pascal – </li></ul><ul><li>Sexta-feira Santa/Sábado Santo </li></ul><ul><li>A Igreja debruça-se, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor. </li></ul>“ Este recolhimento vai nos conduzir à Vigília pascal, onde explodirá a alegria da Páscoa”
  30. 31. <ul><li>Tríduo Pascal – Vigília Pascal </li></ul><ul><li>“ Explode a alegria da Páscoa. É então proclamada a vitória da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte e a Igreja se alegra pelo reencontro com o seu Senhor” </li></ul>
  31. 32. <ul><li>Tríduo Pascal – Vigília Pascal </li></ul><ul><li>É mais longa que a missa, é VIGÍLIA! </li></ul><ul><li>É a mãe de todas as celebrações! </li></ul><ul><li>A princípio girava em torno de uma figura fundamental, o catecúmeno, isto é, aquele que se converteu e, depois, se preparou e recebeu uma catequese durante a Quaresma, para ser batizado na Vigília Pascal. </li></ul>
  32. 33. <ul><li>Tríduo Pascal – </li></ul><ul><li>Vigília Pascal – CÍRIO PASCAL </li></ul><ul><li>A palavra “círio” vem do latim cereus e significa “cera”. </li></ul><ul><li>O círio, quando aceso, começa a se desgastar e já traz de imediato essa lembrança para nós: o Deus que gastou a sua vida pela nossa redenção. </li></ul>
  33. 34. <ul><li>Tríduo Pascal – Símbolos no círio: </li></ul><ul><li>o alfa e ômega: lembram o Cristo que é completo, o Deus que é eterno e se fez inteiro no meio da nossa humanidade. </li></ul><ul><li>o ano corrente: lembra que o Cristo é o senhor do tempo, da história e do mundo e, por isso, também do ano presente. </li></ul><ul><li>os grãos de incenso: lembram a doação de uma vida inteira em favor da humanidade, as chagas do Cristo Crucificado. </li></ul><ul><li>o cordeiro: lembra o Cristo que se doa e se entrega simplesmente por amor e por gratuidade. Ama porque quer amar. </li></ul><ul><li>a luz do círio pascal: lembra a vitória da Luz sobre a escuridão, nossa fé! </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Símbolos no círio: O Círio Aceso </li></ul><ul><li>A celebração inicial da Vigília Pascal se realiza, há séculos, com as luzes da Igreja apagadas para lembrar exatamente isto: o &quot;não&quot; do ser humano e o &quot;sim&quot; de Deus. </li></ul><ul><li>O &quot;não&quot; do homem gera as trevas, a escuridão, ou seja, o afastamento de Deus. </li></ul><ul><li>Deus, que ama na sua infinita bondade, brilha mesmo diante dessa escuridão. </li></ul><ul><li>O cristão deve resplandecer esta luz na sua vida, nas suas atitudes, na sua fé e no seu amor para com Deus. </li></ul>
  35. 36. <ul><li>Símbolos no círio: ... aceso no fogo novo </li></ul><ul><li>Depois de confeccionado, se acende o círio com um fogo novo. Lembrando que Cristo é sempre novo e, no seu amor, está sempre disposto a brilhar entre nós, mesmo que o homem e a mulher continuem, com suas atitudes, dizendo &quot;não&quot;. </li></ul><ul><li>Portanto, Deus continua amando o homem apesar da sua infidelidade e apesar de se cultivar nas trevas. </li></ul>
  36. 37. <ul><li>Tríduo Pascal – Domingo Pascal </li></ul><ul><li>A Semana Santa, a Quaresma e todo ano litúrgico nascem desse embrião, que é o fato marcante da nossa fé: a Ressurreição de Cristo. </li></ul>
  37. 38. <ul><li>Tríduo Pascal – Domingo Pascal </li></ul><ul><li>Para os judeus, a Páscoa se tornou uma festa anual. </li></ul><ul><li>Para os cristãos também deveria ser anual, mas acabou se tornando semanal. </li></ul><ul><li>No Ocidente católico, ela se torna diária, porque a Ressurreição é permanente. </li></ul>
  38. 39. <ul><li>Tríduo Pascal – Tempo Pascal </li></ul><ul><li>Oitava da Páscoa: são oito dias em que a Igreja continua repetindo o mesmo dia de Páscoa. Então, por oito dias se repete o mesmo grito: “O Senhor ressurgiu! Aleluia”. </li></ul><ul><li>Tempo Pascal: (ou qüinquagésima pascal) termina em Pentecostes, quando vem o Espírito prometido pelo Ressuscitado. </li></ul>
  39. 40. <ul><li>Tríduo Pascal - Sentido </li></ul><ul><li>Não é uma memória que se limita a recordar o passado, mas que &quot;nos atrai para a presença do amor de Cristo&quot;. </li></ul>
  40. 41. <ul><li>Data da Páscoa </li></ul><ul><li>Em 325 d.C, que determinou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano. </li></ul><ul><li>Desde então, festejam-se em oito dias a paixão, morte e ressurreição de Cristo. </li></ul><ul><li>O Domingo da Ressurreição é a data mais importante do ano eclesiástico - é celebrado sempre no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul. </li></ul>
  41. 42. <ul><li>Procissão do Encontro </li></ul><ul><li>Entre: o Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. </li></ul>
  42. 43. <ul><li>Procissão do Encontro: Sermão das Sete Palavras </li></ul><ul><li>Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34 a); </li></ul><ul><li>Hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23,43); </li></ul><ul><li>Mulher eis aí o teu filho, filho eis aí a tua mãe. (Jo 19,26-27); </li></ul><ul><li>Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?! (Mc 15,34); </li></ul><ul><li>Tenho sede. (Jo 19,28 b); </li></ul><ul><li>Tudo está consumado. (Jo 19,30 a); </li></ul><ul><li>Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23,46 b). </li></ul><ul><li>Reflexão chamando à conversão e à penitência. </li></ul><ul><li>Nossa fé é pascal, passa pelo sofrimento, morte e ressurreição do Senhor. </li></ul>
  43. 44. <ul><li>O que a Semana Santa diz para nós? </li></ul>
  44. 45. <ul><li>Escolinha Diocesana – 17.04.2011 </li></ul><ul><li>Santo Antonio da Platina – PR </li></ul><ul><li>Pe. Rosinei Toniette </li></ul><ul><li>Assessor Eclesiástico do CUR </li></ul>

×