Apresentação de "Introdução a Homero"

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"Resumo" do capítulo VI do livro "Introdução a Homero", de Robert Aubreton

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Apresentação de "Introdução a Homero"

  1. 1. Introdução a Homero A Odisséia e suas Origens Robert Aubreton Bruna Moraes da Silva Michelle M. Gonçalves de Oliveira Renata Cardoso de Sousa História Antiga I – Fábio Lessa
  2. 2. Sobre o autor Robert Henri Aubreton (1909-1980) foi doutor em Letras e aluno titular da École des Hautes Études de Paris. Chegando ao Brasil em 1952, foi ele o responsável pela reformulação dos métodos, objetivos e programas dos cursos de grego da Universidade de São Paulo, onde deu aulas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Ele encontrou a cadeira de grego em grande deficiência e resolveu, inclusive, importar da França vários livros essenciais para o aprendizado de grego. Fundou a Associação dos Estudos Clássicos do Brasil e criou seu Boletim . Seu objetivo era transformar a cadeira de grego em um verdadeiro núcleo de estudos helenistas. Fonte : STARZYNSLI, Gilda Maria Reale. Língua e Literatura Grega: origens. Estudos Avançados , v. 8, n. 22, São Paulo, set./dez. 1994.
  3. 3. Construção do texto pelo autor <ul><li>Na totalidade do texto, mostra-se impessoal. </li></ul><ul><li>Faz uma espécie de “compilação” de teses acerca das origens do poema, expondo-as de forma a complementar uma idéia ou a contrastá-la. </li></ul>
  4. 4. Proposta do autor O que importa, segundo Aubreton, é saber se a Odisséia deve ser lida tradicionalmente (com os vinte e quatro cantos unidos sob um único autor) ou em partes distintas, como fez, por exemplo, Donaldo Schüler.
  5. 5. As fontes da Odisséia <ul><li>A Odisséia seria a reunião de vários poemas (escatológicos, Regresso de Tróia , Argonautas , Viagem aos Infernos , etc) e lendas de diversos povos, que foram reunidas e/ou transpostas. </li></ul><ul><li>O poema teria três divisões (Victor Bérard): </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Telemaquia : aventuras de Telêmaco, quando este sai à procura do pai; </li></ul><ul><li>Narrativas de Ulisses : tentativa de retorno a casa. As lendas contadas podem se referir às viagens dos povos do Egeu, cretenses, fenícios, egípcios e/ou aqueus; </li></ul><ul><li>Vingança ou Retorno a Ítaca : reconhecimento de Ulisses por Telêmaco, alegria das pessoas fiéis a ele , empecilhos que ele encontra até ser reconhecido pelas pessoas infiéis e pela mulher e assassinato dos pretendentes. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Há uma hipótese de que Ulisses não tenha nenhuma relação com a guerra de Tróia, uma vez que, por exemplo, nem grego seu nome é (P. Nilsson) e que, ao contrário do que amplamente se pensa, ele não seja um herói, mas sim um mortal tentando regressar à pátria. </li></ul>
  8. 8. O itinerário de Ulisses <ul><li>O autor começa refazendo o trajeto que Ulisses teria seguido, da Trácia até a chegada em Ítaca. </li></ul><ul><li>Há um conflito entre mito e realidade. </li></ul>
  9. 9. Ulisses cegando Polifemo , fragmento de cerâmica (Argos, século VII a.C.) Fonte : http://latinorium.blogspot.com/2005_06_01_archive.html
  10. 10. Cratera de Nisida , Nápoles (Itália) Fonte : http://faculty.ed.umuc.edu/~jmatthew/naples/nisidacrater.jpg
  11. 11. Odysseus and Circe , Muzeum Narodowe w Warszawie/National Museum in Warsaw/, 133 side A, ca. 440 B.C., inv. no. 140352, phot. T. Zoltowska-Huszcza. Fonte: http://www.uvm.edu/~classics/supplementary_slides/OdysseusCirce.jpg
  12. 12. Monte Circeo (Itália) Fonte : http://lh6.ggpht.com/_kgiv_tRGZNo/RTZzZYxuABI/AAAAAAAAATc/84jwJNOS4kA/IMG_3569.JPG
  13. 13. <ul><li>Compara-se a viagem relatada no poema com a reconstrução e vê que há algumas falhas. </li></ul>
  14. 14. Mapa do mundo atual Fonte : http://www.novomilenio.inf.br/porto/mapas/mundo.htm
  15. 15. O mapa do mundo segundo Homero Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Odiss%C3%A9ia
  16. 16. <ul><li>O autor apresenta, duas hipóteses da funcionalidade da obra: </li></ul><ul><li>Poema das portas do Mediterrâneo Ocidental : a Odisséia seria uma carta náutica (F. Robert); </li></ul><ul><li>Poema de combate : a epopéia homérica seria uma ilustração das façanhas das conquistas coloniais (E. Mireaux). </li></ul>
  17. 17. Fonte : FERREIRA, Olavo Leonel. Visita à Grécia Antiga . Ilustrações, Getúlio Delphin. São Paulo: Moderna, 1997, p. 17.
  18. 18. A unidade do poema <ul><li>Perigo de um realismo excessivo : é evidente que há erro de rotas, etc, mas o real objetivo de Homero era criar uma obra poética, cheia de imaginação e que encantasse os ouvintes, sem compromisso com a “verdade”. </li></ul><ul><li>Tradição mítica : o autor da Odisséia objetivava cantar o passado mítico dos povos para manter a memória das pessoas viva (tradição oral) e para entretê-las. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>O autor, no final, toma uma posição, dizendo que a obra de Homero, apesar das origens disparatadas, consegue ainda ser uma obra una e original. </li></ul>

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