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NERVOS CRANIANOS Dr. Rafael Higashi Médico neurologista www.estimulacaoneurologica.com.br
NERVO OLFATÓRIO <ul><li>Sai diretamente do encéfalo (rinencéfalo) e penetra no crânio pelos orifícios da lâmina crivosa do...
 
DEFINIÇÕES RELACIONADAS À ANORMALIDADES DO OLFATO <ul><li>Anosmia </li></ul><ul><li>Hiposmia </li></ul><ul><li>Hiperosmia ...
CAUSAS DE PERDA DA OLFAÇÃO <ul><li>Infecção no trato respiratório superior </li></ul><ul><li>Trauma </li></ul><ul><li>Doen...
NERVO ÓPTICO  <ul><li>Faz parte das vias ópticas: formado pela retina, nervo óptico, trato óptico, corpo geniculado latera...
 
EXPLORAÇÃO : <ul><li>Acuidade visual </li></ul><ul><li>Campos visuais </li></ul><ul><li>Oftalmoscopia </li></ul><ul><li>Ou...
 
Distúrbios visuais <ul><li>Ambliopia: redução da acuidade visual </li></ul><ul><li>Amaurose: perda total da visão </li></u...
 
OFTALMOSCOPIA NORMAL
PAPILEDEMA POR AUMENTO DA PRESSÃO INTRACRANIANA
CAUSAS DE PAPILEDEMA BILATERAL   (aumento da PIC) <ul><li>Lesões de Massa: infarto , tumor , hematoma e etc. </li></ul><ul...
PAPILEDEMA CAUSADO POR NEURITE ÓPTICA
CAUSAS DE EDEMA UNILATERAL <ul><li>Neurite óptica  </li></ul><ul><li>Neuropatia óptica isquêmica  </li></ul><ul><li>Compre...
PSEUDO PAPILEDEMA <ul><li>Corpos hialóides (depósitos hialinos calcificados de herança familiar) </li></ul><ul><li>Fibras ...
ATROFIA ÓPTICA
CAUSAS DE ATROFIA ÓPTICA <ul><li>Neurite óptica </li></ul><ul><li>Glaucoma </li></ul><ul><li>Trauma </li></ul><ul><li>Papi...
PERDA VISUAL NÃO ORGÂNICA <ul><li>A cegueira orgânica a pessoa consegue :  </li></ul><ul><li>assinar o próprio nome  </li>...
Um velho ditado ! “  Quando o paciente enxerga e o médico enxerga ( anormalidade do disco) é papiledema ; quando o pacient...
NERVOS OCULOMOTORES <ul><li>NERVO OCULOMOTOR (III)  </li></ul><ul><li>NERVO TROCLEAR (IV) </li></ul><ul><li>NERVO ABDUCENT...
Movimentação extrínseca ocular
Nervos cranianos:
PARALISIA DO III NERVO CRANIANO Á DIREITA
<ul><li>PARALISIA DO III  NERVO CRANIANO À DIREITA </li></ul><ul><li>PARALISIA DO VI NERVO CRANIANO À DIREITA </li></ul>
Paralisia do VI nervo craniano à direita
PTOSE UNILATERAL <ul><li>Lesão do III nervo craniano </li></ul><ul><li>Síndrome de Horner </li></ul><ul><li>Lesão hemisfér...
Relato de caso: JGO, masculino, 60 anos, com história de cefaléia há quatro meses. As crises de cefaléia eram frontotempor...
A RNM e a angio-ressonância de crânio demonstraram a  presença de volumosa dilatação aneurismática posterior ao seio caver...
Paciente masc. 39 anos há 3 meses 1 episódio de crise convulsiva , há 1 semana apresentou cefaléia, vômitos e diminuição d...
A TC de crânio do paciente anterior apresentou  área hipodensa não captante acometendo a coroa radiata, fronto-parietal à ...
A lesão determina colabamento parcial e distorção do ventrículo lateral homolateral , apagamento parcial dos sulcos cortic...
Paciente de 49 anos apresentando cefaléia holocraniana há 6 meses associado a alteração visual , náuseas e queixa de irrit...
A paciente anterior foi internada no hospital aonde realizou-se TC de crânio s/ contraste(alérgica)  evidenciando lesão ex...
SÍNDROME DE TOLOSA- HUNT <ul><li>Descrição : Dor episódica orbitária associada com paralisia de um ou mais dentre os III, ...
Migranêa oftalmoplégica  : observa-se ptose à direita. Atlas Mosby em Cores e Texto de Neurologia – 1998 – editora Manole ...
Cefaléia em salvas e outras cefaléias trigêmino-autonômicas CEFALÉIA EM SALVAS – Maria Eduarda Nobre – editora lemos 2001 ...
NORMALIDADE PUPILAR <ul><li>Tamanho normal : 2 a 6 mm </li></ul><ul><li>Em ambiente de luz é de 3 a 4 mm de diâmetro </li>...
PUPILAS AUMENTADAS   <ul><li>Paralisia do III nervo craniano </li></ul><ul><li>Pupila tônica de Adie’s </li></ul><ul><li>G...
Regra da pupila   <ul><li>“  Pupila integra com completa ou isolada paralisia do III NC nunca é aneurisma. A pupila é mais...
PUPILAS PEQUENAS <ul><li>Drogas: opióides , pilocarpina </li></ul><ul><li>Síndrome de Horner (dilata mal no escuro) </li><...
Síndrome do Horner á direita
Paralisia oculosimpática à esquerda devido a dissecção da artéria carótida esquerda após manobra de quiropraxia .   The Mo...
 
 
Síndrome de Horner à direita por lesão no plexo braquial inferior ( Déjerine-Klumpke )
OFTALMOPLEGIA INTERNUCLEAR Assemelha-se  à paralisia do reto medial , exceto pela habilidade para convergência. O olho que...
Desvio conjugado do olhar :  o que pensar ? <ul><li>Lesões destrutivas do lobo frontal  ( olha para o lado contralateral à...
SEMIOLOGIA DO V PAR CRANIANO
 
 
 
Sistematização: <ul><li>As células localizadas no gânglio de Gasser se unem num tronco único e penetram ao nível do sulco ...
Porção motora: <ul><li>Tem origem no núcleo mastigador, na porção média da protuberância anular. A raiz motora passa pelo ...
Exploração  :
 
Reflexos axiais da face
Etiologia : <ul><li>Lesões bulboprotuberanciais : síndromes vasculares do tronco encefálico, siringobulbia, EM, Glioma, Li...
Zoster na região inervada pelo nervo trigêmio (1 º ramo ).
Zoster na porção inervada pelo 2 ° ramo do trigêmio .
Neuralgia do trigêmio .
Doença de Sturge-Weber apresentando malformação hemangiomatosa na distribuição do nervo trigêmio .
Amiotrofia do músculo temporal esquerdo devido a infiltração de carcinoma metastático de mama .
RNM em T2 mostrando placa de EM em ponte em paciente com clínica de neuralgia do trigêmio
Investigação  (dependendo da clínica)   : <ul><li>Exame direto da nasofaringe e laringe </li></ul><ul><li>RNM ou TC de crâ...
SEMIOLOGIA DO VII PAR CRANIANO
Anatomia e fisiologia :
ANATOMIA FUNCIONAL DO NERVO FACIAL :
 
 
 
Inervação do VII par <ul><li>Musculatura da mímica facial </li></ul><ul><li>Glândulas lacrimais e submandibulares </li></u...
 
 
 
História clínica: <ul><li>História da progressão da fraqueza. </li></ul><ul><li>Sintomas neurológicos associados. </li></u...
Exploração
Exploração <ul><li>Desvio dos traços fisionômicos para o lado são.  </li></ul><ul><li>Piscado menos evidente do lado compr...
Etiologia:  <ul><li>Tronco: AVC, Glioma pontino, EM, Abcesso. </li></ul><ul><li>Ângulo ponto cerebelo: neuroma do acústico...
Paralisia facial periférica: Síndrome de Guillain-Barré
 
 
 
 
Síndrome de Hamsay Hunt
Paralisia Facial Periférica à direita  Paralisia Facial Central à direita Hemiespasmo Facial à direita
Paciente ao pedir para mostrar os dentes Paciente ao pedir para fechar os olhos e mostrar os dentes HD: Paralisia facial p...
Complicações da paralisia facial periférica <ul><li>Contraturas </li></ul><ul><li>Paralisia facial definitivas </li></ul><...
Investigação :(dependendo da clinica) <ul><li>RNM do crâneo e osso temporal </li></ul><ul><li>TC de crâneo </li></ul><ul><...
Nervo acusticovestibular <ul><li>Formado por duas fibras : </li></ul><ul><li>Acústico : sistema auditivo (sinais + ou -)  ...
 
 
Glossofaríngeo (IX) <ul><li>Função motora = idem ao vago </li></ul><ul><li>Função sensitiva especial = sensibilidade gusta...
Vago (X) <ul><li>Função motora : músculos do palato mole, faringe e laringe </li></ul><ul><li>Função sensitiva – sensoriai...
 
 
 
Nervo espinhal (XI)
Nervo hipoglosso ( X )
ATROFIA DE LINGUA  : NA E.L.A   NO TUMOR DE TRONCO
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Nervos Cranianos: Exame físico Neurológico

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Aula sobre Nervos Cranianos: Exame físico Neurológico ministrada por Dr. Rafael Higashi, médico neurologista, para os internos de medicina da Universidade Federal Fluminense (2007). www.estimulacaoneurológica.com.br

Nervos Cranianos: Exame físico Neurológico

  1. 1. NERVOS CRANIANOS Dr. Rafael Higashi Médico neurologista www.estimulacaoneurologica.com.br
  2. 2. NERVO OLFATÓRIO <ul><li>Sai diretamente do encéfalo (rinencéfalo) e penetra no crânio pelos orifícios da lâmina crivosa do etimóide </li></ul><ul><li>Axônios de segunda ordem levam até a área olfatória do córtex cerebral (núcleo amigdaliano e uncus do hipocampo ) </li></ul><ul><li>As áreas olfatórias cerebrais são associados pela comissura branca anterior </li></ul>
  3. 4. DEFINIÇÕES RELACIONADAS À ANORMALIDADES DO OLFATO <ul><li>Anosmia </li></ul><ul><li>Hiposmia </li></ul><ul><li>Hiperosmia </li></ul><ul><li>Disomia </li></ul><ul><li>Cacosmia </li></ul><ul><li>Coprosmia </li></ul><ul><li>Agnosia olfatória </li></ul><ul><li>Presbiosmia (devido idade) </li></ul><ul><li>Fantosmia </li></ul>
  4. 5. CAUSAS DE PERDA DA OLFAÇÃO <ul><li>Infecção no trato respiratório superior </li></ul><ul><li>Trauma </li></ul><ul><li>Doença sinusal e / ou nasal </li></ul><ul><li>Idiopático </li></ul><ul><li>Meningite </li></ul><ul><li>Levodopa </li></ul><ul><li>Antibiótico </li></ul><ul><li>Condições psiquiátricas </li></ul><ul><li>Deficiência de cobre e zinco </li></ul><ul><li>Doença de Alzheimer e ou Parkinson </li></ul><ul><li>Tumores para e selares, do lobo frontal e meningioma da goteira olfatória </li></ul>
  5. 6. NERVO ÓPTICO <ul><li>Faz parte das vias ópticas: formado pela retina, nervo óptico, trato óptico, corpo geniculado lateral, trato geniculocalcarino ou radiação óptica e córtex visual ( lobo occiptal ). </li></ul><ul><li>O nervo óptico não é um verdadeiro nervo é um prolongamento do cérebro anterior . </li></ul>
  6. 8. EXPLORAÇÃO : <ul><li>Acuidade visual </li></ul><ul><li>Campos visuais </li></ul><ul><li>Oftalmoscopia </li></ul><ul><li>Outros específicos : teste do foto stress </li></ul>
  7. 10. Distúrbios visuais <ul><li>Ambliopia: redução da acuidade visual </li></ul><ul><li>Amaurose: perda total da visão </li></ul><ul><li>Hemianopsia: perda da visão na metade do campo visual, ex: heterônima (lesão do quiasma óptico) X homônima (retroquiasmáticas) </li></ul><ul><li>Diplopia: visão dupla (paresia ou paralisia dos músculos extra- oculares) </li></ul>
  8. 12. OFTALMOSCOPIA NORMAL
  9. 13. PAPILEDEMA POR AUMENTO DA PRESSÃO INTRACRANIANA
  10. 14. CAUSAS DE PAPILEDEMA BILATERAL (aumento da PIC) <ul><li>Lesões de Massa: infarto , tumor , hematoma e etc. </li></ul><ul><li>Edema cerebral : TCE , após anóxia, hipertensão intracraniana benigna </li></ul><ul><li>Transtorno do líquor : estenose de arqueduto, tumor intraventricular, pós HS e meningite </li></ul><ul><li>Hipertensão maligna </li></ul><ul><li>Transtornos circulatórios : Trombose no seio venoso, trombose da veia jugular, síndrome de hiperviscosidade (policitemia vera, mieloma múltiplo) </li></ul><ul><li>Transtorno metabólico : hipercapenia, hipocalcemia </li></ul>
  11. 15. PAPILEDEMA CAUSADO POR NEURITE ÓPTICA
  12. 16. CAUSAS DE EDEMA UNILATERAL <ul><li>Neurite óptica </li></ul><ul><li>Neuropatia óptica isquêmica </li></ul><ul><li>Compressão do nervo óptico </li></ul><ul><li>Infiltração do nervo óptico ( carcinomatose , linfomatose ) </li></ul><ul><li>Oclusão da veia central da retina </li></ul><ul><li>Deficiência nutricional (principalmente B12) </li></ul><ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Neuropatia óptica hereditária de Leber </li></ul>
  13. 17. PSEUDO PAPILEDEMA <ul><li>Corpos hialóides (depósitos hialinos calcificados de herança familiar) </li></ul><ul><li>Fibras nervosas mielinizadas extendendo-se além da margem do disco </li></ul><ul><li>Artéria hialóide primitiva ( papila de Bergmeister’s) </li></ul>
  14. 18. ATROFIA ÓPTICA
  15. 19. CAUSAS DE ATROFIA ÓPTICA <ul><li>Neurite óptica </li></ul><ul><li>Glaucoma </li></ul><ul><li>Trauma </li></ul><ul><li>Papiledema crônico </li></ul><ul><li>Neuropatia óptica isquêmica </li></ul><ul><li>N.O.H.L </li></ul><ul><li>Drogas e toxinas </li></ul><ul><li>Compressão do nervo óptico </li></ul><ul><li>Estado de deficiências </li></ul>
  16. 20. PERDA VISUAL NÃO ORGÂNICA <ul><li>A cegueira orgânica a pessoa consegue : </li></ul><ul><li>assinar o próprio nome </li></ul><ul><li>localizar a posição de sua própria mão devido a propriocepção (Schimidt-Rimpler Test) </li></ul><ul><li>Tocar seus dedos juntos sem dificuldade </li></ul><ul><li>Não têm reflexo de ameça </li></ul>
  17. 21. Um velho ditado ! “ Quando o paciente enxerga e o médico enxerga ( anormalidade do disco) é papiledema ; quando o paciente não enxerga e o médico enxerga ( anormalidade do disco) é papilite ; quando o paciente não enxerga e nem o médico isto é neurite retrobulbar. ” DeJong’s sixth edition
  18. 22. NERVOS OCULOMOTORES <ul><li>NERVO OCULOMOTOR (III) </li></ul><ul><li>NERVO TROCLEAR (IV) </li></ul><ul><li>NERVO ABDUCENTE (VI) </li></ul>
  19. 23. Movimentação extrínseca ocular
  20. 24. Nervos cranianos:
  21. 25. PARALISIA DO III NERVO CRANIANO Á DIREITA
  22. 26. <ul><li>PARALISIA DO III NERVO CRANIANO À DIREITA </li></ul><ul><li>PARALISIA DO VI NERVO CRANIANO À DIREITA </li></ul>
  23. 27. Paralisia do VI nervo craniano à direita
  24. 28. PTOSE UNILATERAL <ul><li>Lesão do III nervo craniano </li></ul><ul><li>Síndrome de Horner </li></ul><ul><li>Lesão hemisférica ( mais à direita ) </li></ul><ul><li>Miastenia Gravis (comumente bilateral) </li></ul>
  25. 29. Relato de caso: JGO, masculino, 60 anos, com história de cefaléia há quatro meses. As crises de cefaléia eram frontotemporais à direita, latejantes, de forte intensidade, piorando com atividades físicas rotineiras, associadas à fotofobia e fonofobia e com duração aproximada de 6 horas. Os episódios de cefaléia se manifestavam de forma intermitente com freqüência variável e o paciente era assintomático fora das crises. Vinte dias antes da internação iniciou quadro de ptose palpebral e paresia da musculatura ocular inervada pelo oculomotor ipsilateral
  26. 30. A RNM e a angio-ressonância de crânio demonstraram a presença de volumosa dilatação aneurismática posterior ao seio cavernoso , supraclinóidea, na emergência da artéria comunicante posterior direita, com cerca de 3,9 x 2,3 x 2,2cm. Sua luz era parcialmente trombosada, apresentando sinal hipodenso, correspondendo a calcificações. Determinava ainda efeito de massa sobre o pedúnculo cerebral direito, sobre a artéria cerebral posterior, a artéria basilar e a ponte.
  27. 31. Paciente masc. 39 anos há 3 meses 1 episódio de crise convulsiva , há 1 semana apresentou cefaléia, vômitos e diminuição do nível de consciência ao exame apresentava ptose e anisocoria com dilatação pupilar à esquerda.
  28. 32. A TC de crânio do paciente anterior apresentou área hipodensa não captante acometendo a coroa radiata, fronto-parietal à esquerda . A lesão exerce moderado efeito de massa sobre o ventrículo lateral direito e apaga os sulcos corticais periféricos, no laudo pediu-se para considerar as possibilidades de lesão expansiva ou AVC isquêmico agudo.
  29. 33. A lesão determina colabamento parcial e distorção do ventrículo lateral homolateral , apagamento parcial dos sulcos corticais adjacentes e discreta herniação subfalcina das estruturas da linha média . A lesão é sugestiva de glioma infiltrativo. Na biópsia foi diagnosticado Astrocitoma anaplásico grau III ( OMS ).
  30. 34. Paciente de 49 anos apresentando cefaléia holocraniana há 6 meses associado a alteração visual , náuseas e queixa de irritabilidade. Ao exame neurológico evidencia comprometimento do III e VI pares cranianos à esquerda.
  31. 35. A paciente anterior foi internada no hospital aonde realizou-se TC de crânio s/ contraste(alérgica) evidenciando lesão expansiva extra axial , levemente hiperdensa espontâneamente de localização selar estendendo-se superiormente ocupando a cisterna supra selar e comprimindo o quiasma óptico e o 3 ventrículo.
  32. 36. SÍNDROME DE TOLOSA- HUNT <ul><li>Descrição : Dor episódica orbitária associada com paralisia de um ou mais dentre os III, IV e VI nervos cranianos, que comumente desaparece espontaneamente, mas tende a recorrer e remitir. </li></ul><ul><li>Classificação Internacional das Cefaléias – 2 o edição - 2004 </li></ul>
  33. 37. Migranêa oftalmoplégica : observa-se ptose à direita. Atlas Mosby em Cores e Texto de Neurologia – 1998 – editora Manole LTDA
  34. 38. Cefaléia em salvas e outras cefaléias trigêmino-autonômicas CEFALÉIA EM SALVAS – Maria Eduarda Nobre – editora lemos 2001 pag.24.
  35. 39. NORMALIDADE PUPILAR <ul><li>Tamanho normal : 2 a 6 mm </li></ul><ul><li>Em ambiente de luz é de 3 a 4 mm de diâmetro </li></ul><ul><li>Ao nascimento é de pequeno tamanho </li></ul><ul><li>Na adolescência o tamanho máximo de 4mm </li></ul><ul><li>diminui a medida que envelhece para 3 mm </li></ul><ul><li>< que 2 mm é miótico </li></ul><ul><li>Reflexo cilioespinhal (dilatação da pupila ao estímulo dolorosa ipsilateral ao pescoço ) </li></ul><ul><li>Reflexo psíquico </li></ul>
  36. 40. PUPILAS AUMENTADAS <ul><li>Paralisia do III nervo craniano </li></ul><ul><li>Pupila tônica de Adie’s </li></ul><ul><li>Glaucoma de ângulo fechado </li></ul><ul><li>Drogas anticolinérgicas e simpáticomiméticas (atropina , escopolamina , cocaína) </li></ul><ul><li>Pupila de Marcus Gunn </li></ul>
  37. 41. Regra da pupila <ul><li>“ Pupila integra com completa ou isolada paralisia do III NC nunca é aneurisma. A pupila é mais proeminente envolvida em compressões do III par por herniação uncal ” </li></ul><ul><li>De Jongs 2005 </li></ul>
  38. 42. PUPILAS PEQUENAS <ul><li>Drogas: opióides , pilocarpina </li></ul><ul><li>Síndrome de Horner (dilata mal no escuro) </li></ul><ul><li>Neurosífilis ( lesão periaquedutal ) </li></ul><ul><li>Idoso </li></ul>
  39. 43. Síndrome do Horner á direita
  40. 44. Paralisia oculosimpática à esquerda devido a dissecção da artéria carótida esquerda após manobra de quiropraxia . The Mount Senai Journal of Medicine 2005
  41. 47. Síndrome de Horner à direita por lesão no plexo braquial inferior ( Déjerine-Klumpke )
  42. 48. OFTALMOPLEGIA INTERNUCLEAR Assemelha-se à paralisia do reto medial , exceto pela habilidade para convergência. O olho que faz abdução desenvolve nistagmo. Lesões no FLM na ponte.
  43. 49. Desvio conjugado do olhar : o que pensar ? <ul><li>Lesões destrutivas do lobo frontal ( olha para o lado contralateral à hemiparesia ) </li></ul><ul><li>Atividade epiléptica do lobo frontal </li></ul><ul><li>Lesões destrutivas na ponte (olha para o lado da hemiparesia) </li></ul>
  44. 50. SEMIOLOGIA DO V PAR CRANIANO
  45. 54. Sistematização: <ul><li>As células localizadas no gânglio de Gasser se unem num tronco único e penetram ao nível do sulco bulboprotuberancial. As fibras ascendentes terminam a nível do núcleo sensitivo principal do trigêmio na protuberância anular(sensibilidade tátil) que após haver cruzado a linha média, constituem o feixe trigêmio-talâmico dorsal. As fibras descendentes formam a raiz espinhal do trigêmio e conduzem a sensibilidade térmica e dolorosa da face. Estas fibras terminam no núcleo na raiz descendente ou substância gelatinosa do V par e cruzam a linha média formando trigêmio-talâmo ventral. </li></ul><ul><li>As fibras correspondendo ao ramo oftálmico estão localizados na porção mais baixa do núcleo espinhal, enquanto as fibras sensitivas do ramo mandibular estão localizados na porção mais alta do núcleo. </li></ul><ul><li>As lesões nucleares do trigêmio costumam ser dissociadas (seringobulbia, síndrome de Wallenberg) enquanto nas lesões tronculares o déficit sensitivo é global. </li></ul>
  46. 55. Porção motora: <ul><li>Tem origem no núcleo mastigador, na porção média da protuberância anular. A raiz motora passa pelo gânglio de Gasser e deixa o crânio pelo forame oval. Estas fibras são responsáveis pela inervação do músculo masseter, temporal, pterigóideo externo e interno, milo-hióideo e ventre anterior do digástrico.Na lesão motora à esquerda ao abrir a boca se desvia para à esqueda, ou seja o lado lesado </li></ul>
  47. 56. Exploração :
  48. 58. Reflexos axiais da face
  49. 59. Etiologia : <ul><li>Lesões bulboprotuberanciais : síndromes vasculares do tronco encefálico, siringobulbia, EM, Glioma, Linfoma. </li></ul><ul><li>Lesões entre a protuberância e o gânglio de Gasser : tumor do ângulo pontocerebelar, meningite crônica. </li></ul><ul><li>Lesões do gânglio de Gasser : síndromes tumorais, fratura da fossa craniana média, Herpes Zoster, síndrome de Gradenigo(osteíte da ponta do rochedo que leva distúrbio sensório total, perda motora, paralísia do abducente e ou dor auricular ipsilateral). </li></ul><ul><li>Lesões dos ramos periféricos : aneurisma ou trombose do seio cavernoso(comprometimento do ramo oftálmico associado a uma oftalmoplegia e exoftalmo),síndrome de Tolosa-Hunt, neurite leprótica, neuralgia essencial, drogas, colagenoses, sarcoidose. </li></ul>
  50. 60. Zoster na região inervada pelo nervo trigêmio (1 º ramo ).
  51. 61. Zoster na porção inervada pelo 2 ° ramo do trigêmio .
  52. 62. Neuralgia do trigêmio .
  53. 63. Doença de Sturge-Weber apresentando malformação hemangiomatosa na distribuição do nervo trigêmio .
  54. 64. Amiotrofia do músculo temporal esquerdo devido a infiltração de carcinoma metastático de mama .
  55. 65. RNM em T2 mostrando placa de EM em ponte em paciente com clínica de neuralgia do trigêmio
  56. 66. Investigação (dependendo da clínica) : <ul><li>Exame direto da nasofaringe e laringe </li></ul><ul><li>RNM ou TC de crâneo, base de crâneo e orbita </li></ul><ul><li>Exame do líquor </li></ul><ul><li>Hemograma ,VHS, Glicemia </li></ul><ul><li>Baciloscopia p/ Lepra </li></ul><ul><li>FAN, ECA </li></ul><ul><li>RX de toráx </li></ul><ul><li>Angiografia de carótida </li></ul>Tratamento : depende da causa.
  57. 67. SEMIOLOGIA DO VII PAR CRANIANO
  58. 68. Anatomia e fisiologia :
  59. 69. ANATOMIA FUNCIONAL DO NERVO FACIAL :
  60. 73. Inervação do VII par <ul><li>Musculatura da mímica facial </li></ul><ul><li>Glândulas lacrimais e submandibulares </li></ul><ul><li>Sensibilidade gustativa nos 2/3 anteriores da língua (nervo intermediário de Wrisberg) </li></ul><ul><li>Músculo estapédio ( dentro do canal de falópio) </li></ul>
  61. 77. História clínica: <ul><li>História da progressão da fraqueza. </li></ul><ul><li>Sintomas neurológicos associados. </li></ul><ul><li>Condições médicas pré-existentes. </li></ul><ul><li>Diagnóstico diferencial: </li></ul><ul><li>Fraqueza do facial por neurônio motor superior </li></ul><ul><li>Fraqueza do neurônio facial inferior: </li></ul><ul><li>1- associado a déficit neurológico múltiplo. </li></ul><ul><li>2- acometimento bilateral de início rápido x lento . </li></ul>
  62. 78. Exploração
  63. 79. Exploração <ul><li>Desvio dos traços fisionômicos para o lado são. </li></ul><ul><li>Piscado menos evidente do lado comprometido. </li></ul><ul><li>Sulcos da pele menos pronunciados do lado paralisado. </li></ul><ul><li>Rima palpebral mais aberta do mesmo lado(lagoftalmia). </li></ul><ul><li>A secreção lacrimal se coleta e escorre pela face do lado paralisado(epífora). </li></ul><ul><li>No lado paralisado os cílios ficam retificados(sinal de Souques) e reflexo palmo-mentoniano abolido(sinal de Marinesco-Radovici). </li></ul><ul><li>Sinal de Negro, Sinal de Bell, sinal de Charcot ( sobrancelha tem um arqueamento assimétrico). </li></ul><ul><li>Manobras de mímica facial no exame físico. </li></ul>
  64. 80. Etiologia: <ul><li>Tronco: AVC, Glioma pontino, EM, Abcesso. </li></ul><ul><li>Ângulo ponto cerebelo: neuroma do acústico, meningioma. </li></ul><ul><li>Ganglio gêniculado: Herpes Zoster ( Sindrome de Ramsay Hunt). </li></ul><ul><li>Canal facial: paralisia de Bell. </li></ul><ul><li>Osso petroso temporal: trauma, infecção, metástase, invasão por meningioma. </li></ul><ul><li>Ramo do nervo facial: lepra, trauma, tumor da glandula parótida. </li></ul><ul><li>Mononeuropatia do facial: isquêmia, sarcoidose, Behçet, Sjögren, sífilis e doença de Lyme. </li></ul>
  65. 81. Paralisia facial periférica: Síndrome de Guillain-Barré
  66. 86. Síndrome de Hamsay Hunt
  67. 87. Paralisia Facial Periférica à direita Paralisia Facial Central à direita Hemiespasmo Facial à direita
  68. 88. Paciente ao pedir para mostrar os dentes Paciente ao pedir para fechar os olhos e mostrar os dentes HD: Paralisia facial periférica bilateral Etiologia : Síndrome de Guillain Barre
  69. 89. Complicações da paralisia facial periférica <ul><li>Contraturas </li></ul><ul><li>Paralisia facial definitivas </li></ul><ul><li>Espasmos faciais </li></ul><ul><li>Sincinesias </li></ul>
  70. 90. Investigação :(dependendo da clinica) <ul><li>RNM do crâneo e osso temporal </li></ul><ul><li>TC de crâneo </li></ul><ul><li>Teste sorológicos p/ herpes simples, Zoster, HIV, doença de Lyme. </li></ul><ul><li>Glicemia, ECA, VDRL. </li></ul><ul><li>RX de toráx </li></ul><ul><li>Líquor. </li></ul>Tratamento : depende da causa.
  71. 91. Nervo acusticovestibular <ul><li>Formado por duas fibras : </li></ul><ul><li>Acústico : sistema auditivo (sinais + ou -) prova de Weber (hipoacusia sensorial x condução ) e Rinné (na hipoacusia de condução estará patológica , não ouvirá pela condução aérea após vibração óssea prolongada ) </li></ul><ul><li>2) Vestibular : sistema vestibular ( desvio postural, nistagmo , vertigem compensátoria) </li></ul>
  72. 94. Glossofaríngeo (IX) <ul><li>Função motora = idem ao vago </li></ul><ul><li>Função sensitiva especial = sensibilidade gustativa dos 1/3 posterior da língua </li></ul><ul><li>Função sensitiva normal = parte posterior do véu do palato e faringe ( idem vago) </li></ul><ul><li>Função parasimpática = inervação secretória da glândula parótida </li></ul>
  73. 95. Vago (X) <ul><li>Função motora : músculos do palato mole, faringe e laringe </li></ul><ul><li>Função sensitiva – sensoriais : área cutânea retroauricular e do conduto auditivo externo, mucosa da laringe e porção inferior da faringe </li></ul><ul><li>Função vegetativa : função parassimpática da árvore traqueobrônquica, miocárdio e trato digestivo </li></ul>
  74. 99. Nervo espinhal (XI)
  75. 100. Nervo hipoglosso ( X )
  76. 101. ATROFIA DE LINGUA : NA E.L.A NO TUMOR DE TRONCO
  77. 102. Obrigado ! www.estimulacaoneurologica.com.br

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