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Missa parte por parte marquinho

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Missa parte por parte marquinho

  1. 1. O POVO DE DEUS CELEBRA MISSA PARTE POR PARTE
  2. 2. Para início de conversa: <ul><li>Liturgia é ação de graças! Não se trata de show, tampouco teatro. É celebrar a vida e a realidade do povo. Unir fé e vida! </li></ul><ul><li>Rito é diferente de ritualismo e fixismo! Deve evitar posturas arrogantes e fechadas. </li></ul><ul><li>Devoção é diferente de devocionismo! Deve-se buscar estar atualizado com as orientações da Igreja. (Concílio Vaticano II). </li></ul>
  3. 3. O que é a Missa? A missa é o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor. Nós não vamos à missa somente para pedir, mas também para louvar, agradecer e adorar a Deus A desculpa de que rezar em casa é a mesma coisa que ir à missa é por demais pretensiosa! É querer fazer da reza particular algo melhor que a missa, que é celebrada por toda uma comunidade! Assim, vamos à missa para ouvir a Palavra do Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a sua família reunida. Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a Palavra de Deus e acertarmos nossas vidas (conversão).
  4. 4. MISSA PARTE POR PARTE <ul><li>A Missa compõe-se das seguintes partes: </li></ul><ul><li>• Ritos Iniciais; </li></ul><ul><li>• Liturgia da Palavra: </li></ul><ul><li>• Liturgia Eucarística; </li></ul><ul><li>• Ritos Finais </li></ul>
  5. 5. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>Reunidos em nome do Senhor </li></ul><ul><li>Os ritos iniciais da Missa são o momento para que juntos, os cristãos, convocados pela iniciativa de Deus, busquem e criem um clima de entrosamento e de comunhão, no Espírito de Jesus. </li></ul>
  6. 6. Ritos Iniciais da Missa Comentário Introdutório à missa do dia Canto de Abertura Acolhida Elementos dos Ritos Iniciais: Antífona de Entrada Ato Penitencial Oração Coleta. Hino de Louvor
  7. 7. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>Acolhida </li></ul><ul><li>A equipe de acolhida deverá proporcionar às pessoas um acolhimento afetuoso, espontâneo e bem fraterno, para que, ao reunir, a assembléia seja, na verdade, uma família de irmãos. Bom seria que quem preside e toda a equipe de celebração pudessem acolher e saudar as pessoas, na porta da igreja </li></ul>
  8. 8. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>Criar Clima Orante: </li></ul><ul><li>O ensaio de cantos e um breve tempo de silêncio para oração das pessoas que chegam, ajudam a criar um clima celebrativo. Não ajudam o vai-e-vem dos membros da equipe junto do altar, testando os microfones, os cantores e músicos afinando os instrumentos, parecendo mais um show do que uma celebração litúrgica. </li></ul>
  9. 9. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>Comentário </li></ul><ul><li>Evitem-se comentários longos. O comentarista ou animador(a) lembra os motivos principais da celebração, ligando-os à vida, morte e ressurreição de Jesus; convida a assembléia, de maneira orante, a iniciar seu diálogo confiante com o Senhor. O comentarista orienta a assembléia e não comenta cada elemento da celebração. </li></ul><ul><li>Não é necessário anunciar o canto de entrada nem dizer que a celebração vai começar. Basta os instrumentos e os cantores darem início ao canto e todos acompanharão. </li></ul>
  10. 10. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>O Gesto de Beijar o Altar. </li></ul><ul><li>O beijo do Altar, feito pelo que preside a celebração, logo na chegada, é um gesto significativo: </li></ul><ul><li>• o altar representa o próprio Jesus Cristo, pedra angular, rocha espiritual; </li></ul><ul><li>• o beijo expressa a íntima relação de quem preside com o Senhor, pois é em nome Dele que ele irá presidir a celebração eucarística. </li></ul>
  11. 11. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>Canto Inicial </li></ul><ul><li>O canto de entrada não é &quot;para acolher o ministro que preside&quot;. Ele é a expressão da fé, da unidade, do sentido da celebração e da alegria dos irmãos que se reencontram entre si e com o Pai. É canto de toda a assembléia. Seu mérito é de convocar a assembléia e pela união das vozes, juntar os corações no encontro com Jesus Ressuscitado, na certeza de que &quot;onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles (Mt 18,20) (IGMR 25-26). </li></ul><ul><li>É um canto que acompanha o rito da procissão de entrada. Deve ser um canto animado para colocar a assembléia num bom estado de espírito. </li></ul><ul><li>Depois do canto inicial, as primeiras palavras que ouvimos são palavras bíblicas:”Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “A graça e a paz…” Parece importante que não se diga nenhuma palavra antes disso: nem “Bom-dia” ou “Boa-noite”, nem comentários ou introduções! </li></ul>
  12. 12. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>O Sinal da Cruz e a Saudação. </li></ul><ul><li>As pessoas se reúnem em assembléia para celebrar em &quot;nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo&quot;. isto é, em nome da Trindade (IGMR 27-28). </li></ul><ul><li>A celebração acontece no amor de Jesus: &quot;é a graça de Deus&quot;. Por isso, a assembléia responde: &quot;Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo&quot;! Com a saudação, quem preside, toma contato mais pessoal com o povo sacerdotal e o introduz na liturgia do dia. </li></ul><ul><li>Que a saudação inicial seja feita de &quot;coração&quot;, carregada de sentido e de sentimento, não apenas lida ou dita de cor e de maneira impessoal. Cada pessoa deveria se sentir atingida pela saudação: É o Pai que acolhe seus filhos e filhas para um encontro, a festa da comunhão eclesial (cf Puebla 918). </li></ul>
  13. 13. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>Ato Penitencial </li></ul><ul><li>O ritual da Missa apresenta quatro fórmulas penitenciais: </li></ul><ul><li>• a confissão geral dos pecados (o eu confesso); </li></ul><ul><li>um breve responsório dialogado (tende compaixão de nós, Senhor); </li></ul><ul><li>• as súplicas litânicas: Senhor, tende piedade de nós; </li></ul><ul><li>a aspersão com água benta, sobretudo no domingo e festas (recorda a vida nova do cristão assumida no batismo); </li></ul>
  14. 14. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>Após saudar a assembléia presente, o sacerdote convida toda assembléia a, em um momento de silêncio, reconhecer-se pecadora e necessitada da misericórdia de Deus. Após o reconhecimento da necessidade da misericórdia divina, o povo a pede em forma de ato de contrição: Confesso a Deus Todo-Poderoso... Em forma de diálogo por versículos bíblicos: Tende compaixão de nós... Ou em forma de ladainha: Senhor, que viestes salvar... Após, segue-se a absolvição do sacerdote. Tal ato pode ser substituído pela aspersão da água, que nos convida a rememorar-nos o nosso compromisso assumido pelo batismo e através do simbolismo da água pedirmos para sermos purificados. </li></ul>
  15. 15. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>KYRIE ELEISON </li></ul><ul><li>Cabe aqui dizer, que o “Senhor, tende piedade” não pertence necessariamente ao ato penitencial. É, sim, uma doxologia, ou seja, uma glorificação do Deus de bondade, ou da misericórdia de Deus. Este se dá após a absolvição do padre e é um canto que clama pela piedade de Deus. Daí ser um erro omiti-lo após o ato penitencial quando este é cantado. </li></ul>
  16. 16. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>O Hino do Glória </li></ul><ul><li>Trata-se de um venerável hino de louvor, com caráter cristológico e pascal. Por isso, não pode ser substituído por um simples canto de glória. Não é uma aclamação à Santíssima Trindade. A liturgia deixa este hino para os domingos e festas. Não é cantado na Quaresma e Advento. O hino do Glória não deve ser substituído por qualquer hino de louvor ou por paráfrases que se distanciam demasiadamente do seu sentido original (lGMR 31). </li></ul>
  17. 17. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>A Oração da Coleta </li></ul><ul><li>O único elemento ritual que nunca deve faltar nos ritos iniciais é a oração, chamada de &quot;oração da coleta&quot;: porque recolhe as intenções do povo feitas em silêncio, depois do convite do ministro que preside: &quot;Oremos&quot;. Este coloca a assembléia diante de Deus que a convocou. </li></ul>
  18. 18. Ritos Iniciais da Missa <ul><li>É oração de quem preside, pois age em nome de Cristo e assume em Cristo toda a oração do povo e expressa o sentido da celebração. O tom de voz e a maneira de rezar, o gesto das mãos elevadas e abertas, que o povo poderia acompanhar, ajudam a fazer da oração uma verdadeira súplica a Deus Pai, expressão da vida e da experiência religiosa da comunidade. Aqui seria um momento adequado para se colocar as intenções (IGMR 32). </li></ul>
  19. 19. Liturgia da Palavra
  20. 20. Liturgia da Palavra <ul><li>Estrutura da Liturgia da Palavra </li></ul><ul><li>A Liturgia da Palavra compõe-se: </li></ul><ul><li>• pelas leituras dos textos bíblicos (1ª e 2ª leitura); </li></ul><ul><li>pelo salmo responsorial; </li></ul><ul><li>• pela aclamação ao Evangelho; </li></ul><ul><li>• pela proclamação do Evangelho; </li></ul><ul><li>• pela homilia; </li></ul><ul><li>• pela profissão de fé e a oração dos fiéis. </li></ul>
  21. 21. Liturgia da Palavra <ul><li>Organização Celebrativa </li></ul><ul><li>A Liturgia da Palavra pode começar com um refrão repetido para criar clima de acolhida e de escuta; (como: Fala, Senhor, Fala da vida. Que a vossa Palavra, Senhor...). </li></ul>
  22. 22. Liturgia da Palavra <ul><li>1ª Leitura - Tirada do Antigo Testamento {exceto no tempo pascal - tirada do Atos dos Apóstolos). Anuncia e prepara para a acolhida de Jesus. Ela está em relação com o Evangelho. </li></ul><ul><li>O Salmo Responsorial - Está ligado à primeira leitura. É resposta orante da assembléia à proposta do Pai. </li></ul><ul><li>A 2ª Leitura - Tirada dos escritos dos Apóstolos. Revela como os primeiros cristãos viveram a Boa Nova de Jesus e como nós a deveríamos viver hoje. </li></ul>
  23. 23. Alguns lembretes: <ul><li>Os leitores são ministros da Palavra. Por meio de seu ministério, Cristo vai falar. Por isso, não se deve improvisar uma proclamação. Não se deve arrebanhar leitores 5 minutos antes do início da celebração. </li></ul><ul><li>Somente o leitor é quem deve ler o texto bíblico; as outras pessoas são convidadas a terem as mãos, os olhos e o coração livres para escutar! </li></ul><ul><li>Será necessário dizer, não só de qual livro, mas também de qual capítulo a leitura vai ser tirada?Talvez seja suficiente dizer o nome do livro bíblico e o capítulo…Quem deve fazer isso? O próprio leitor poderá fazê-lo, a menos que já tenha sido anunciado pela pessoa que fez a motivação antes da leitura. </li></ul><ul><li>Muitas comunidades já integraram a dança em momentos processionais (entrada, aclamação ao Evangelho ou a preparação das oferendas). Não se trata tanto de uma coreografia para os outros verem, mas de um movimento corporal que chama à participação de todos. </li></ul>
  24. 24. Liturgia da Palavra <ul><li>A Aclamação ao Evangelho (Aleluia) - Este canto exprime o acolhimento solene de Cristo, que se toma presente através de sua palavra viva. E uma manifestação de alegria e de fé na presença do Senhor. </li></ul><ul><li>O Evangelho - proclama e atualiza a Palavra e as ações de Jesus Cristo. A proclamação do Evangelho é o ponto alto da liturgia da Palavra. Por razões pastorais, eventualmente, pode-se suprimir uma leitura (a 2ª Leitura), mas nunca o Evangelho. A proclamação do Evangelho deve ser cercada da maior veneração possível (IGMR 35). </li></ul>
  25. 25. Liturgia da Palavra <ul><li>Homilia </li></ul><ul><li>Homilia, significa conversa familiar. Ela tem a finalidade de: </li></ul><ul><li>Ligar a Palavra de Deus escutada nas leituras com a vida e a celebração; </li></ul><ul><li>Introduzir a assembléia na celebração (na atualização) do mistério da salvação anunciado; </li></ul><ul><li>Sugerir aplicações concretas cia Palavra de Deus; </li></ul>
  26. 26. Liturgia da Palavra <ul><li>Despertar nos fiéis a atitude de ação de graças, de conversão e de compromisso; </li></ul><ul><li>Interpelar a realidade da vida pessoal e comunitária, fazendo perceber o sentido dos acontecimentos, à luz da Palavra de Deus, tendo como referência, a pessoa, a vida, a missão e o mistério pascal de Jesus Cristo; </li></ul><ul><li>Despertar a participação ativa da assembléia, por meio do diálogo, aclamações, gestos, refrões apropriados, depoimentos. </li></ul>
  27. 27. Liturgia da Palavra <ul><li>Uma discreta e artística dramatização da Palavra de Deus poderá ser excelente complementação da homilia, sobretudo nas comunidades menores e mais simples, que gostam de se expressar com gestos, símbolos e encenações adequadas à sua cultura e à celebração litúrgica. A explicação viva da palavra de Deus motiva a assembléia a participar na oração de louvor e na vivência da caridade. </li></ul>
  28. 28. Liturgia da Palavra <ul><li>Profissão de Fé </li></ul><ul><li>O Creio é uma resposta de fé da comunidade à Palavra de Deus. Destaca a vivência da fé como uma virtude cristã. Exprime a unidade da Igreja na mesma fé e sua adesão a Deus. </li></ul><ul><li>O ritual da Missa apresenta três fórmulas da profissão de fé: </li></ul><ul><li>• O Símbolo dos Apóstolos(o mais comum: Creio em Deus Pai todo-poderoso...); </li></ul><ul><li>• O símbolo Niceno-constantinopolitano (Creio em Deus ...criador de todas as coisas); </li></ul><ul><li>• As perguntas e respostas como na Vigília Pascal ou no Batismo. </li></ul>
  29. 29. Liturgia da Palavra <ul><li>Oração dos Fiéis (Preces) </li></ul><ul><li>A comunidade cristã reunida em assembléia celebrante, como povo sacerdotal, pede a Deus que a salvação proclamada pela Palavra se concretize na Igreja e no mundo, nos que sofrem e nessa mesma assembléia. De certa forma, rompem-se os limites da comunidade para tomar a salvação uma realidade de todo o mundo. </li></ul>
  30. 30. Liturgia da Palavra <ul><li>A oração dos fiéis exige: </li></ul><ul><li>• educar a comunidade para a oração comunitária, sem excluir os pedidos pessoais; </li></ul><ul><li>• diversificar as intenções segundo os interesses, as necessidades da Igreja, da sociedade, da nação, da comunidade local e as circunstâncias das pessoas presentes; </li></ul><ul><li>• educar para o espírito de solidariedade no sentido de lembrar e rezar pelos que sofrem e passam dificuldades (cf IGMR 45-47). </li></ul><ul><li>Todavia, é preciso lembrar que &quot;o pedido de uma graça a Deus&quot; implica um compromisso de colaboração para que a necessidade seja satisfeita em conformidade com a vontade do próprio Deus. </li></ul><ul><li>Para facilitar a participação orante das pessoas na oração dos fiéis, pode-se propor uma resposta cantada, como: &quot;Escuta-nos, Senhor da Glória!&quot;, Ouve-nos, amado Senhor Jesus, etc... </li></ul>
  31. 31. Liturgia Eucarística
  32. 32. Liturgia Eucarística <ul><li>A liturgia eucarística é memorial da páscoa de Jesus Cristo. Traz presente, atualiza, faz acontecer sacramentalmente, em mistério, o sofrimento e a morte (o sacrifício), a entrega total de Jesus Cristo ao Pai que ressuscita seu Filho, tirando-O da humilhação (cf IGMR 48). </li></ul>
  33. 33. Liturgia Eucarística <ul><li>Partes da Liturgia Eucarística </li></ul><ul><li>A liturgia eucarística se edifica em cima dos quatro elementos do relato da última ceia de Jesus: </li></ul><ul><li>Última Ceia Liturgia Eucarística </li></ul><ul><li>Jesus tomou o pão, o cálice = Preparação das oferendas </li></ul><ul><li>Deu graças = Oração eucarística </li></ul><ul><li>Partiu o pão = Fração do Pão </li></ul><ul><li>E deu = Comunhão </li></ul>
  34. 34. Liturgia Eucarística <ul><li>O Altar, centro da Liturgia Eucarística </li></ul><ul><li>O altar ou a “mesa do Senhor” é o centro de toda a liturgia eucarística. A partir da preparação das ofertas, as ações passam a acontecer no altar. Agora, para ele voltam-se as atenções da assembléia. </li></ul><ul><li>A preparação da &quot;mesa do Senhor” deve lembrar o encontro da família ao redor da mesa. Os ministros da comunhão eucarística ou os acólitos (coroinhas) &quot;arrumam o altar&quot; trazendo e estendendo o corporal, o sangûineo, o cálice, o missal, enfim tudo o que for necessário para a eucaristia. </li></ul>
  35. 35. Liturgia Eucarística <ul><li>Preparação das Oferendas </li></ul><ul><li>No conjunto da celebração eucarística, após a Liturgia da Palavra e antes de iniciar-se a Oração eucarística, a preparação das oferendas representa um momento de pausa, de descanso para a assembléia. Por isso, convém tomar o tempo necessário, de maneira que a Oração eucarística, a seguir, tenha um destaque maior. A meta da preparação das oferendas é aquilo que acontece depois. O ponto alto para o qual a preparação das oferendas nos encaminha é a oração eucarística. </li></ul>
  36. 36. Liturgia Eucarística <ul><li>Preparado dignamente o altar, trazem-se as oferendas com o pão e o vinho: </li></ul><ul><li>A coleta das ofertas da comunidade (o dinheiro) e outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para as necessidades da Igreja. </li></ul><ul><li>os dons que simbolizem a vida da comunidade, seus trabalhos e a comemoração realizada naquele dia; </li></ul><ul><li>• o pão, o vinho e água, frutos da terra e do trabalho de homens e mulheres, que se converterão em Corpo e Sangue de Jesus (cf lGMR 49). </li></ul>
  37. 37. Liturgia Eucarística <ul><li>Procissão das Ofertas </li></ul><ul><li>Em muitas comunidades, costuma-se levar as ofertas ao altar em procissão. Quando isto acontece, as ofertas e outros símbolos da comunidade, seguem antes do pão e do vinho. É um momento de grande participação da comunidade. Pelas expressões corporais (gestos, coreografia, dança) o povo oferece e dá graças pelas maravilhas da criação e do trabalho humano. </li></ul>
  38. 38. Liturgia Eucarística <ul><li>Quando se leva ao altar a vida do povo em procissão por meio de símbolos e gestos, não se explica cada símbolo, fazendo-os entrar um após o outro a exemplo de um desfile de moda. É suficiente convidar a comunidade a apresentar sua vida ao Senhor através dos símbolos tais e tais, que entram em procissão com o pão e o vinho acompanhados do canto. O mais importante é deixar que os símbolos falem por si mesmos. </li></ul>
  39. 39. Liturgia Eucarística <ul><li>O canto de Oferendas </li></ul><ul><li>O canto que acompanha a preparação das oferendas não é dos mais importantes. Não é necessário, às vezes, nem desejável, principalmente quando não há uma procissão mais solene dos dons. Muitas vezes é mais importante deixar este momento em silêncio ou acompanhado por uma música (d e órgão, flauta, violão...). Outras vezes, especialmente nas celebrações eucarísticas durante a semana, o padre reza a oração do pão e do vinho em voz alta e o povo responde cantando: Bendito seja Deus para sempre... (lGMR 50). </li></ul>
  40. 40. Liturgia Eucarística <ul><li>Oração Eucarística </li></ul><ul><li>&quot;O Senhor deu graças“ </li></ul><ul><li>A oração eucarística é o centro e o ponto alto de toda a celebração. É a oração de ação de graças e de santificação. Quem dá o verdadeiro louvor ao Pai é Jesus. A assembléia é convidada a unir-se a Ele (Cristo) na proclamação das maravilhas e no louvor a Deus e na entrega do sacrifício (cf iGMR 54-55). </li></ul><ul><li>Hoje, a Igreja no Brasil dispõe de 14 Orações Eucarísticas. Uma oração eucarística compõe-se dos seguintes elementos: </li></ul>
  41. 41. Liturgia Eucarística <ul><li>O Diálogo </li></ul><ul><li>É convite ao louvor e à ação de graças. &quot;Demos graças ao Senhor nosso Deus”. Deve ser um diálogo vibrante. O sacerdote que preside, com frases curtas e gestos, estimula e desperta: </li></ul><ul><li>• as intenções e os motivos pelos quais a igreja dá graças; </li></ul><ul><li>a convicção da presença do Senhor no meio da assembléia; </li></ul><ul><li>• a necessidade de estar na presença de Deus para dar-lhe graças; </li></ul><ul><li>o clima adequado para ser iniciada a oração eucarística. </li></ul>
  42. 42. Liturgia Eucarística <ul><li>O Prefácio (Proclamação) </li></ul><ul><li>O prefácio exprime o louvor e a ação de graças a Deus pela obra da salvação que se atualiza na Ação Eucarística, destacando alguns aspectos particulares segundo o dia, a festa o tempo liturgia. Se oportuno, antes do prefácio, a comunidade pode ser convidada a proclamar os motivos da ação de graças </li></ul>
  43. 43. Liturgia Eucarística <ul><li>A Aclamação do Santo </li></ul><ul><li>No final do prefácio, o sacerdote convida toda a assembléia a cantar, junto com todos os anjos e santos, a uma só voz: Santo, Santo, Santo é o Senhor. É o louvor universal que brota da ressurreição de Jesus Cristo. Cantando o Santo &quot;...&quot;, a assembléia proclama a glória e a santidade de Deus e de Jesus Cristo. </li></ul><ul><li>O Santo é a grande aclamação cantada da Missa. É uma aclamação que requer a participação de toda a assembléia e não é conveniente substituir o texto do Santo por outros hinos. </li></ul>
  44. 44. Liturgia Eucarística <ul><li>A Epíclese </li></ul><ul><li>Invocação a Deus Pai para que derrame o Espírito Santo e transforme os dons de pão e vinho em Corpo e Sangue de Jesus Cristo. </li></ul><ul><li>A Narração da Instituição (ou Consagração ) </li></ul><ul><li>Narrativa da última ceia quando Cristo encerrou dizendo: &quot;Fazei isto em memória de mim”, </li></ul><ul><li>A Anamnese </li></ul><ul><li>Oração da memória do sofrimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo. </li></ul>
  45. 45. Liturgia Eucarística <ul><li>A Oblação </li></ul><ul><li>Pela qual a Igreja reunida, realizando essa memória, oferece ao Pai, no Espírito Santo; recorda-se a entrega total, do sacrifício sem reservas de Jesus. </li></ul><ul><li>A Epiclese da Comunhão </li></ul><ul><li>O Espírito é quem congrega a assembléia e a transforma em Corpo de Cristo - Igreja. </li></ul><ul><li>As Intercessões </li></ul><ul><li>Expressam que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja tanto do céu como da terra e por todas as pessoas vivas e falecidas. É expressão da comunhão dos santos. </li></ul>
  46. 46. Liturgia Eucarística <ul><li>O Por Cristo, Com Cristo... (a doxologia) Amém </li></ul><ul><li>É o grande louvor que encerra a oração eucarística; ponto alto da liturgia eucarística. É o momento da grande oferta. Por isso se eleva os dons transformados em Corpo e Sangue do Senhor. O Por Cristo, Com Cristo é como que a síntese de toda a celebração. Síntese e expressão de nossas vida vividas em louvor e gratidão a Deus, por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do Espírito Santo&quot;, É a comunidade que transborda de alegria por tudo aquilo que Deus é e fez por ela. </li></ul>
  47. 47. Liturgia Eucarística <ul><li>A aclamação final, o grande &quot;Amém&quot;: é o sim, aceitamos, ó Pai, tua proposta de vida, É o sim da fé e do compromisso. Queremos percorrer o caminho de salvação aberto por Jesus. O Louvor final indica o tom que deve caracterizar toda a oração eucarística. O Amém deve ser vibrante, contagiante, de preferência cantado. A participação no canto do Amém é tão importante que se podem usar outras aclamações, como: Amém! Amém! Louvor e glória ao Pai, que em Cristo nos salvou&quot;. </li></ul>
  48. 48. Liturgia Eucarística <ul><li>As Aclamações da Assembléia </li></ul><ul><li>A oração eucarística é proclamada pela pessoa que preside. A assembléia toda tem um papel ativo. É a assembléia quem dá graças a Deus, por meio do ministério do presidente. As aclamações facilitam e expressam melhor a participação de todo o povo sacerdotal. </li></ul><ul><li>Durante a oração eucarística não é recomendável recitar outras orações devocionais e executar músicas e cantos que não correspondam ao espírito das aclamações. Tudo deve favorecer a atenção e a participação viva da comunidade. </li></ul>
  49. 49. Liturgia Eucarística <ul><li>RITOS DA COMUNHAO </li></ul><ul><li>Ele partiu o pão e o deu; tornai, comei; tornai e bebei . </li></ul><ul><li>O fato De comer pão e beber vinho (Corpo e Sangue de Jesus), a comunhão, é um ato de louvor e agradecimento, pois as pessoas unem-se a Jesus que fez de sua vida um hino de louvor ao Pai. Comungando, estas pessoas são transformadas em louvor, bênção, ação de graças. Toda a vida se torna &quot;eucaristia&quot;. </li></ul>
  50. 50. Liturgia Eucarística <ul><li>Comungar não é um ato individualista. E uma ação comunitária. Não é simplesmente &quot;receber Jesus na hóstia sagrada em nossa alma&quot;. É assumir, como Igreja-comunidade, o projeto de Jesus e dar continuidade à sua missão. </li></ul><ul><li>Na liturgia eucarística, três sinais, mutuamente relacionados, encaminham a assembléia à comunhão: O Pai-nosso, o Gesto de Paz e a Fração do Pão (cf IGMR 56). </li></ul>
  51. 51. Liturgia Eucarística <ul><li>O Pai-Nosso </li></ul><ul><li>A Oração do Senhor - oração que Jesus ensinou - exprime: a comunhão dos filhos com o Pai. O Pai-nosso, sobretudo quando é cantado e expresso em gestos que se harmonizam com a oração e o costume do povo, estimula o sentimento de fraterna solidariedade cristã. É ótimo na eucaristia quando se canta com a própria letra da oração bíblica que o Senhor ensinou. Outras letras de Pai-nosso podem ser cantadas em outros momentos, como na comunhão. </li></ul>
  52. 52. Liturgia Eucarística <ul><li>O Gesto de Paz </li></ul><ul><li>Pelo abraço da paz, desejamos uns aos outros, a paz de Cristo, a paz do Ressuscitado. O gesto na celebração eucarística é compromisso e missão, fazer acontecer a paz: na família, na comunidade, na sociedade, vencendo o ódio, a prepotência e a discriminação social, racial e sexual. </li></ul><ul><li>Seria preferível não cantar nada durante o rito da paz, para que as pessoas possam se abraçar e saudar com ternura e espontaneidade. Também, o gesto de paz pode ser deslocado para outros momentos da celebração. </li></ul>
  53. 53. Liturgia Eucarística <ul><li>A Fração do Pão (o Cordeiro de Deus) </li></ul><ul><li>Partir juntos o pão é sinal de intimidade, de solidariedade, de comunhão dos mesmos valores, comunhão de vida e de missão. Partindo o pão uns com os outros, em nome de Jesus, a comunidade assume continuar trabalhando em favor de melhores condições de vida para todos. Na eucaristia um único pão (uma única hóstia) é &quot;Cristo pão repartido; e os que tornam parte desse pão formam um só corpo&quot;. </li></ul>
  54. 54. Liturgia Eucarística <ul><li>O padre parte o pão (hóstia) e coloca um pedacinho no cálice: simboliza que a unidade da Igreja se realiza e recebe novo impulso na celebração eucarística, na comunhão da fé, na fraternidade que anima e edifica a Igreja pela força do Espírito Santo. </li></ul><ul><li>Enquanto o padre fraciona o pão, a assembléia canta. O Cordeiro de Deus é uma prece litânica (em forma de ladainha). Não é função do presidente começar o Cordeiro e sim do grupo de canto. Convém que seja sempre cantado. Quem canta: O cantor(a) faz a invocação, e a assembléia responde com o tende piedade de nós </li></ul>
  55. 55. Liturgia Eucarística <ul><li>Comunhão </li></ul><ul><li>&quot; Tomai e comei, Tomai e bebei&quot; </li></ul><ul><li>&quot;Felizes os convidados...&quot; é um convite universal à participação na Ceia do Senhor e não apenas à assembléia presente. &quot;Felizes os convidados para as bodas nupciais do Cordeiro&quot; (Ap 19,9): proclama que a comunidade participa da Ceia do céu e que a comunhão eucarística é participação na comunhão em Deus. A comunhão no Corpo e Sangue de Cristo une as pessoas a toda a Igreja de todos os lugares e de todos os tempos, realiza a &quot;comunhão dos santos&quot;. </li></ul>
  56. 56. Liturgia Eucarística <ul><li>O Canto de Comunhão </li></ul><ul><li>Durante a comunhão pode-se entoar um hino (canto) que exprima: a união espiritual dos comungantes; a alegria dos corações e a fraternidade da assembléia. O canto acompanha o rito da comunhão. Ele deve estar em sintonia com o evangelho proclamado. Deve se evitar entoar cantos cujos textos apresentam excessivas doses de subjetivismos. Também cantos que são usados na adoração ao Santíssimo Sacramento </li></ul>
  57. 57. Liturgia Eucarística <ul><li>O Silêncio depois da Comunhão </li></ul><ul><li>Pode haver um fundo musical, especialmente depois da comunhão, para criar um ambiente agradável de silêncio ou de recolhimento. Porém, sem dar explicações do porque&quot; do silencio. É um tempo precioso de intimidade com o Senhor. É um momento não tanto para pedir ou dar graças (isto já foi feito nas preces e na oração eucarística), mas para mergulhar no mistério da comum-união com o Senhor. Pode-se entoar um hino de louvor, como: O Magnificat ou o Cântico de Zacarias. </li></ul>
  58. 58. Liturgia Eucarística <ul><li>Oração depois da Comunhão </li></ul><ul><li>É a oração que encerra o rito de comunhão. É uma oração voltada mais para a missão no mundo, que de agradecimento. É uma súplica: que possamos, alimentados pela eucaristia, viver, na vida do dia-a-dia, aquiIo que experimentamos na celebração. Que cada participante se tome, como Cristo, pão partilhado e sangue derramado para a vida do próximo. Evite-se qualquer momento antes desta conclusão. </li></ul>
  59. 59. Ritos Finais
  60. 60. Ritos Finais <ul><li>A comunhão foi o momento culminante de todo o movimento da celebração: viemos para nos encontrar com o Senhor, para fazer memória de Jesus, para nos encontrar uns com os outros: a comunhão nos fez viver tudo isso. Voltamos revigorados, refeitos, reanimados em nossa fé, em nossa disposição para a missão. A Eucaristia é fermento de transformação. Os que dela participam são enviados para renovar o mundo, apressando a vinda do Reino de Deus (cf Ap 21,1). </li></ul>
  61. 61. Ritos Finais <ul><li>Os Avisos </li></ul><ul><li>Antes da assembléia se dispersar é informada sobre acontecimentos, iniciativas pastorais, encontros e outras realidades relacionadas à vida e à missão. Como informar a comunidade de sua vida e atividades é um desafio! Que fazer para que os avisos sejam breves, objetivos e claros, isto é, compreendidos por todos? É preciso evitar a confusão com números, datas e horários. </li></ul>
  62. 62. Ritos Finais <ul><li>Homenagens </li></ul><ul><li>Este momento é também o mais indicado para breves homenagens que as comunidades gostam de fazer em dias especiais, como: dia das mães, dos pais, catequistas, cumprimento aos aniversariantes, etc. </li></ul>
  63. 63. Ritos Finais <ul><li>A Bênção e Despedida </li></ul><ul><li>O ministro que presidiu a celebração estende as mãos sobre a comunidade reunida e invoca a bênção de Deus e despede a todos: &quot;Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe!” </li></ul><ul><li>Enquanto todos saem, conversando, música de órgão ou violão podem prolongar, o ar festivo da reunião e celebração eucarística. De qualquer modo, haja, no fim da missa, uma verdadeira despedida humana e fraterna. </li></ul>
  64. 64. Ritos Finais <ul><li>Canto Final ou Despedida </li></ul><ul><li>Um canto final ou de despedida, se parecer oportuno, embora não esteja previsto no ritual da eucaristia, pode manifestar, uma vez mais, a alegria e o compromisso de viver como &quot;cristãos eucarísticos&quot;. É um momento para se entoar um hino à Virgem Maria ou aos santos, nossos padroeiros. </li></ul>

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