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A CMG possui hoje 35 vereadores que estão na 16ª legislatura (até 2012). Além da mesadiretora, possui 15 comissões técnica...
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Gráfico nº 2- Adjetivos atribuídos aos vereadores - Pesquisa Imagem dos Servidores da CMG          Veja no gráfico abaixo ...
Esta tabela referente à quarta pergunta visa saber como o funcionário da CMGacompanha o trabalho do vereador. O resultado ...
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Poder da-mídia-sobre-imagem-dos-servidores-atualizado

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Artigo descreve resultado de pesquisa junto aos servidores do poder Legislativo municipal de Goiânia para saber qual é a imagem que têm da Casa em que trabalham, visto que a imagem da Câmara junto à sociedade se equipara à imagem que ela tem dos políticos em geral: corruptos, que não trabalham, que se envolvem em pagamentos de propinas etc...

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Poder da-mídia-sobre-imagem-dos-servidores-atualizado

  1. 1. A influência da mídia sobre a imagem que os servidores da Câmara de vereadores de Goiânia têm da casa onde trabalham Quézia Alcântara Os parlamentares brasileiros gozam de uma péssima imagem junto à opinião pública. Fruto de escândalos que se traduzem em CPI‟s-Comissões Parlamentares de Inquérito, que no final “sempre acabam em pizza”, conforme um bordão bastante utilizado pela mídia. Em Goiânia, capital de Goiás, a situação é a mesma. Sabe-se por meio de divulgação da mídia que os parlamentares goianienses também são autores dessas práticas, contribuindo para essa imagem que a sociedade tem do legislativo. E entre os servidores efetivos que atuam diretamente com os vereadores no município de Goiânia, qual é a imagem que possuem? Para esclarecer esta questão foi realizada uma pesquisa exploratória junto aos funcionários e depois comparada com outra do ano de 2008 realizada junto aos cidadãos comuns. O resultado é que, como os cidadãos da cidade de Goiânia, os servidores efetivos apontam problemas, mas ainda assim, acham que a Câmara Municipal de Goiânia tem uma imagem razoável perante a opinião pública. Palavras-chave: Legislativo, Câmara de vereadores de Goiânia, imagem institucional, mídia, jornalismo político The Brazilian parliamentarians enjoy a bad image in public opinion. The result of scandals that translate into CPIs-Parliamentary Commissions of Inquiry, which in the end "always end up in pizza" as a slogan widely used by the media. In Goiania, capital of Goias, the situation is the same. It is known through the media disclosure that lawmakers Goianiense are also the authors of these practices, contributing to the image society has of the legislature. And between the actual servers that work directly with the council in the municipality of Goiânia, which is the image that you hold? To clarify this issue was conducted exploratory research with employees and then compared with one in 2008 carried out with ordinary citizens. The result is that as citizens of the city of Goiânia, the servers actual link problems, but still think the municipality of Goiânia has a reasonable image to the public. Keywords: legislative, city council of Goiania, corporate image, media, political journalism Este artigo tem como objetivo verificar a imagem percebida pelos servidores efetivos daCâmara Municipal de Goiânia, local onde trabalham e o que acham da atuação dos vereadores dacasa, bem como, se esta imagem midiática colabora para a formação da opinião pública junto aosfuncionários. O trabalho não pretende esgotar o assunto e este artigo pretende ser um pontapé parafuturas pesquisas de opinião e observações. 1
  2. 2. Por imagem entende-se o que disse o professor e especialista em comunicação, WilsonBueno(2009): “A imagem de uma organização são percepções que estão na cabeça dos públicos oudas pessoas individualmente, formadas pelo contato direto ou não com essa organização” e que paraGomes(2004) pode ser traduzido como “fama, reputação” ou sintetizando, “imagem pública”. Esta imagem reflete o juízo de valor que os servidores possuem sobre as açõesdesenvolvidas pelo legislativo goianiense. Teve-se também como objetivo apurar aresponsabilidade por esta imagem: se dos vereadores, se dos funcionários ou de ambos. O que sepretende ainda é verificar se a imagem interna é semelhante à imagem externa – aquela que osmeios de comunicação e a população possuem da Casa, uma vez que é notória a referência negativaque se tem dos poderes legislativos em todo o país. Há que se verificar se os servidores sentem-se inseridos no processo de construção dessaimagem – quer positiva ou negativa. Será que o clima organizacional também influencia na imagemdos parlamentares junto aos funcionários que trabalham diretamente com eles? Ou apenas a imagemmidiática é que exerce influência na opinião dos que atuam na casa de leis da cidade de Goiânia? A administração pública, e entre seus órgãos inclui-se as câmaras municipais, sofreconstantes críticas e nunca é reconhecida como eficiente, antes tem sua eficácia comprometida pelodescrédito e pela falta de participação popular. Os erros, os deslizes e os escândalos dosparlamentares, que se traduzem em opinião pública, fazem com que a imagem institucional dopoder legislativo fique tão desgastada que comprometa a legitimidade de sua existência, ou seja, areal necessidade de se manter essa instituição. Segundo Kunsch, “imagem é o que passa na mente dos públicos, no seu imaginário... é umavisão intangível, abstrata das coisas, uma visão subjetiva de determinada realidade... a imagemrepresenta o que está na cabeça do público a respeito do comportamento institucional dasorganizações e dos seus integrantes”. Aplicando este conceito à administração pública, este trabalho aponta as percepções que oservidor efetivo tem da Câmara quanto ao trabalho, ao processo legislativo e à atuação parlamentardos vereadores. Há que se esclarecer que este trabalho não se trata de uma pesquisa institucional, descritapor Kuncsh e que “visa conhecer a organização como um todo, valendo-se, para tanto, de técnicas einstrumentos apropriados para chegar a uma análise completa da real situação organizacional,envolvendo os aspectos estruturais, administrativos, econômicos, políticos, sociais, históricos e os 2
  3. 3. recursos humanos”. Antes é um pequeno levantamento da opinião dos servidores da CMG e quepoderá subsidiar futuramente outras pesquisas, estudos e inclusive uma auditoria de imagem. No futuro, pesquisadores poderão utilizar alguns dos dados ora levantados para seaprofundar, seja na observância de como o público interno vê a Câmara e a atuação parlamentar,seja na questão do clima organizacional. Entende-se que as câmaras legislativas são organismos que possuem duas vertentes - de umlado possuem uma atuação política, enquanto um dos três poderes constituídos no país e por outrolado é uma organização que tem estruturas de apoio onde atuam servidores, sejam concursados,efetivos ou provisórios (comissionados, terceirizados e estagiários). 1- O descrédito dos brasileiros quanto aos seus parlamentares A sociedade tem uma imagem negativa dos parlamentares brasileiros. Esta imagem éreforçada diariamente pelos sucessivos escândalos, pela impunidade, pela omissão, pelas denúnciase pelo desgastes provocados pelos privilégios que vêm à tona em praticamente em todas as formasde comunicação. A imagem dos políticos brasileiros é constantemente associada à corrupção, usoindevido de verbas públicas, suborno, uso do cargo para tirar proveito pessoal, furto, compra devotos. Além da falta de transparência, as instituições parlamentares são pouco eficientes tanto naapuração quanto na punição de seus membros envolvidos em denúncias. Faz parte do senso popular de que CPI e CEI sempre acabam “em pizza”, o que reforçaainda mais a imagem de que o corporativismo entre parlamentares é tão grande quanto à lentidão daJustiça. Os noticiários estão repletos de exemplos, e a cada época, um novo escândalo surge. O problema da péssima imagem do parlamento brasileiro não é de hoje. Também as práticasnão são novidade, ou exclusivas dos tempos atuais. A descrição abaixo cabe perfeitamente aopolítico do século XXI. “O brasileiro, é politicamente, o homem individualista e privatista, arrastado pela libido dominandi e conduzindo-se na vida pública sem outro objetivo senão a satisfação desta libido. Infelizmente, os nossos “políticos” são, na generalidade, todos deste tipo inferior de homens públicos – e é o interesse privado que os inspira e determina”. (Ferreira Filho) Esta afirmação que contém adjetivos tão atuais é uma descrição dos primeiros políticos dopaís e consta de livro que analisava a política do Império e dos primórdios da República. Noentanto, demonstra que a prática de colocar seus interesses acima dos interesses coletivos ou dasociedade vem historicamente acontecendo desde o início da existência do poder político da nação. 3
  4. 4. As próximas linhas foram transcritas de depoimentos colhidos na Tribuna Livre do sitewww.políticosdobrasil, que mostram como o brasileiro vê os políticos em geral e o trabalholegislativo. “Primeiramente, é fato notório que ser político é um grande negócio. Não precisa ter experiência, muito menos saber administrar, lidar com pessoas, “bater cartão”. Seus salários não são atrasados, inclusive, muitas vezes tem o poder de reajustá-los por livre e espontânea vontade.” Wagner Campos “Com um legislativo vergonhoso, com políticos sem partido – como é possível ficar sem partido mas com o mandato para o qual foram eleitos? Valdemy Correia “...vemos inúmeros parlamentares que se reelegem em todas as eleições. A compra de votos ainda é uma realidade nas eleições brasileiras, principalmente nas eleições municipais para prefeito e vereadores, a compra se dá através de negociação de bens materiais, favores administrativos e promessa de cargos”. Sérgio Furquim- presidente da 56ª secção da OAB/MG “O congresso Nacional está virando um balcão de negociações políticas sujas e roscofe. Estão jogando o nome da instituição na lama, o povo não acredita mais em discursos inflamados e gestos esbravejastes para convencer a massa. Milton Botelho -professor A população brasileira, na voz de um articulista de jornal, vê o político como uma pessoaque se sente acima do bem e do mal, que não se percebe como um ser humano normal, mas sim,como alguém endeusado. “Difícil imaginar uma tarefa, tão bem remunerada, sem a menor possibilidade de exigência no quesito produtividade. Com o agravante de férias esticadas, décimo quarto salário e atuação de minguados três dias por semana no local de trabalho. O que justificam regalias como gabinetes especiais, carro oficial com direito a gasolina, auxílio-moradia, generosas passagens aéreas, viagens internacionais, mordomias na área de saúde, ressarcimento de restaurantes e outras sinecuras que o povão sequer imagina usufruir?” jornalista Rosemwal Ferreira 2- A imagem que o cidadão tem do Legislativo goianiense Goiânia, capital do Estado de Goiás, possui, de acordo com o último levantamento do IBGE,1 milhão e 300 mil habitantes. A cidade tem atraído grande número de migrantes, das regiões nortee nordeste por ser um pólo econômico de grande expansão e por ter uma localização privilegiada,bem no centro do país. De acordo com o cenário municipal apresentado no Plano Plurianual-PPA 2010-2013 que aprefeitura elaborou, Goiânia é entreposto de mercadorias, pessoas entre as regiões sul e norte, lestee oeste do país, e é conhecida pela qualidade de vida que oferece, sendo o principal centrocomercial da região Centro-Oeste, “exercendo influência econômica sobre uma área muito extensaformada por municípios tanto do Estado de Goiás, como de Mato Grosso e MT Sul, Tocantins,Maranhão e Pará”. Porém, o próprio PPA 2010-2013 mostra que existem pontos fracos, como violência urbana,grande informalidade, baixa qualificação da mão-de-obra, a qualidade da saúde e da educação 4
  5. 5. pública, além de segregação social, envelhecimento e decadência do centro da cidade. O PPAtambém mostra dados da Secretaria de Planejamento Municipal de que nas zonas de exclusão vivemcerca de 21% da população goianiense. Nesses bairos há muita carência de infra-estrutura, escolas,postos de saúde, creches, delegacias de polícia e outros equipamentos de uso público e comunitário. Neste contexto é que se inserem os projetos de lei e requerimentos que os vereadoresapresentam em plenário. Eles têm a missão de contribuir junto ao executivo para diminuir estasdesigualdades e promover mais qualidade de vida para os bairros que pertencem a uma faixaexcluída economicamente das riquezas geradas no município. Com todos esses problemas a enfrentar e solucionar, o Legislativo de Goiânia precisa dalegitimidade popular para exercer com toda plenitude sua tarefa de discutir, analisar, apreciar, votaros instrumentos do Plano Diretor e as leis –sejam de sua autoria, ou do prefeito – para proporcionara qualidade de vida que o cidadão-eleitor merece. Será que nas últimas legislaturas, o parlamentogoianiense tem conseguido alcançar seu alvo? Foi-se buscar a resposta em uma pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Sondagem dePesquisa, em agosto de 2008 junto à população. Para se ter uma idéia, de acordo com a pesquisa20,4% dos entrevistados avaliaram o trabalho da Câmara Municipal de Goiânia-CMG como ótimo ebom; 25,4% como regular positivo e 46,4% avaliam negativamente o trabalho da CMG. Somandoas avaliações positivas têm-se o total de 45,8%, contra 46,4% de negativas. Com isto, deduz-se quehouve um empate técnico nas avaliações. A CMG tem uma imagem equilibrada de acordo com o ISP, no meio termo, para o cidadãoda capital goiana. O trabalho dela não é bom, mas não é ruim também. É regular(21,1% dizem que éregular negativo e 25,4%, regular positivo). Então a imagem é considerada razoável. Para osentrevistados - moradores de mais de 100 bairros da capital, de todas as 12 zonas eleitoraisregistradas pelo T.R.E., o Legislativo, apesar da mídia divulgar fatos negativos e escândalosenvolvendo parlamentares, ainda está em consonância com o senso comum. O desconhecimento do trabalho parlamentar também ficou notório nesta pesquisa em que55% contra 44,8% disseram que tem lembrança de pelo menos um projeto importante que olegislativo aprovou. Perguntados quais projetos, eles afirmaram 19 vezes, que foi o da „lei seca‟.Veja a análise feita na própria pesquisa pelo responsável pela mesma, sociólogo Benaias AiresFilho: “Mesmo sendo uma questão que aceitava múltiplas respostas, podemos perceber o nível de desconhecimento e desinformação em relação aos projetos votados na CMG, o projeto que resultou na chamada‟ lei seca‟, é de âmbito federal e muitas das respostas não são de responsabilidade e iniciativa do poder legislativo municipal”. Esta é a imagem do cidadão comum que se inteira dos trabalhos do Legislativo, a maiorparte das vezes, pelo que a mídia divulga. Porém, quanto aos servidores da Casa, qual é a imagem 5
  6. 6. que eles têm do Legislativo goianiense? Será que a imagem dos funcionários coincide com aimagem da sociedade? 3-O poder Legislativo em Goiânia A Câmara Municipal de Goiânia foi criada pelo decreto 510, de 20 de novembro de 1935,pelo então governador Pedro Ludovico Teixeira que marcou eleições municipais para o anoseguinte e nomeou, enquanto isso, sete conselheiros municipais que tinham a função de legislar atéa posse dos sete vereadores eleitos em 1936. Mas o mandato foi extinto com o golpe de Estadoimposto pelo presidente Getúlio Vargas, que fechou os órgãos legislativos, como câmara devereadores e assembléias de deputados, em todo o país dia 10 de novembro de 1937. A Casa de Leis de Goiânia só foi novamente reaberta dez anos depois, dia 6 de dezembro de1947. Esta é considerada a data oficial de criação da CMG. A primeira sede foi instalada no antigoprédio do jornal O Popular, na Avenida Goiás. Naquele tempo, as sessões eram ininterruptas, desegunda a sexta e sem hora para terminar, segundo atas daquela época. As primeiras leis foramfeitas em uma época em que a população goianiense que girava em torno de 40 mil habitantes,convivia com a falta de estrutura de uma cidade que acabava de nascer. Com a redemocratização após o Estado Novo, a CMG teve outras cinco sedes: o antigoprédio do Jornal O Popular, na Avenida Goiás; prédio do antigo Cine Frida, também na AvenidaGoiás; o Edifício Inhumas, na Rua 6, esquina com a Avenida Anhanguera; o Palácio da Pecuária e o9º andar do Pathernon Center. Durante o golpe militar de 1964, que ocorreu na 5ª Legislatura (1963/1966), o poderlegislativo de Goiânia começou a enfrentar os primeiros problemas com o regime ditatorial, ou seja,não havia autonomia para legislar, não se podia usar a tribuna sem ser censurado. Na 6ª Legislatura,dois partidos faziam parte da CMG: Arena e MDB. Iris Rezende foi eleito prefeito pelo MDB, quetambém elegeu 12 vereadores, contra apenas cinco da Arena. Em 1998, finalmente a Câmara de Goiânia ganhou sede própria, ocupando uma áreaconstruída de 8.500 metros na avenida Goiás em frente à Praça do Trabalhador onde se encontra atéos dias atuais. Nesses 61 anos de existência, este parlamento aprovou importantes leis para a cidadede Goiânia, tais como a LOM-Lei Orgânica do Município, Código de Posturas, Código de Obras eEdificações, Código tributário, Plano Diretor e Legislação Ambiental. 3.1-Estrutura legislativa e funcional 6
  7. 7. A CMG possui hoje 35 vereadores que estão na 16ª legislatura (até 2012). Além da mesadiretora, possui 15 comissões técnicas permanentes que têm como atribuição, analisar os projetos delei, emitir pareceres antes das votações em plenário. Além dos pareceres cabe às comissões realizarestudos, relatórios, pesquisas, audiências e debates sobre temas próprios. Administrativamente aCMG possui uma estrutura com cinco Diretorias, 15 assessorias, nove divisões, e 12 núcleos, alémde dezenas de assistentes Possui 230 servidores efetivos, sendo 70 empossados após o primeiro concurso públicorealizado na casa em 2006. Os demais 160 foram nomeados antes da constituição de 1988, porindicação política. Eles assumiram por volta da década de 1970 e 1980, e portanto, possuem maisde 20 anos de serviços prestados ao legislativo goianiense. A pesquisa por amostragem ouviu 30 funcionários, sendo que 24 possuíam mais de 15 anosde serviço - na verdade, mais de 21 anos de casa. Os demais servidores ouvidos tinham menos dedois anos, pois os novos concursados somente foram chamados após julho de 2007. Os servidores comissionados – cerca de 10 para cada vereador - não foram entrevistadosdevido à situação funcional transitória, pois não têm estabilidade e podem ser demitidos a qualquermomento, o que também gera muita rotatividade. Por conviverem diretamente nos gabinetespoderiam emitir opiniões com uma visão menos distanciada e profissional. 4- Avaliando os dados coletados junto aos servidores 4.1-O que o servidor efetivo acha do Legislativo Afinal, que imagem os funcionários efetivos da Casa têm dos vereadores? Eles trabalhampara proporcionar o suporte para que os parlamentares façam seu trabalho de legislar e fiscalizar asações do Executivo. Será que estes servidores sabem da importância de suas atividades para o bomfuncionamento dessa casa de leis? A primeira pergunta do questionário quis saber, qual a opinião do funcionário efetivo sobrea imagem da CMG. A pesquisa foi realizada logo após o escândalo ocorrido em setembro de 2008,quando a poucos dias das eleições, os vereadores votaram, numa sessão bastante defasada, a criaçãodos 14º e 15º salários para si. Tiveram que recuar na semana seguinte, após a péssima repercussão.Alguns vereadores não conseguiram se reeleger tamanha repercussão na mídia. Alguns dias antes, oplenário havia votado apenas 3,95% de aumento para o funcionalismo municipal, o que serviu paramuitos funcionários públicos rejeitarem tais candidatos. 7
  8. 8. A mídia repercutiu negativamente o fato durante semanas. Todos os meios de comunicação,televisão, rádio e os três jornais diários da capital – O Popular, Diário da Manhã e Hoje Notícia-divulgaram e questionaram a matéria. Apesar disso, os funcionários continuaram a aprovar aatuação dos vereadores conforme o gráfico a seguir que traduz o resultado desta pesquisa.Gráfico nº1- Pesquisa Imagem dos Servidores da CMG A repercussão negativa junto à opinião pública ocorrida seis meses antes desta pesquisainfluenciou na opinião dos efetivos da casa? Esta tabela com a primeira pergunta do questionáriodemonstra que não, apesar de não avaliar especificamente esta ocorrência. Se somarmos asrespostas ótima, boa e razoável teremos como resultado o percentual 69%, ou seja, 23 servidoresaprovando a atuação da CMG. Somente 23,33%, apontaram a imagem como ruim ou péssima. O resultado é superior ao obtido em pesquisa do Instituto DataFolha em março deste ano,sobre a opinião da população brasileira quanto à atuação dos parlamentares eleitos em 2006 para oCongresso Nacional. Segundo o DataFolha, na Centro-oeste, região da qual o estado de Goiás fazparte, o resultado da somatória das respostas ótima/boa e regular(razoável) foi 59%, contra 36% queapontaram a atuação do Congresso como ruim/péssima. Os goianienses, apesar da imagem negativa divulgada pela mídia acha regular ou razoável aatuação dos vereadores. Enquanto na pesquisa nacional, 59% acham a atuação dos parlamentaresbrasileiros razoável, entre os servidores efetivos do legislativo municipal de Goiânia, o resultado éde 69%. 4.2- Adjetivos e notas dos parlamentares Apesar dos funcionários aprovarem a imagem da Câmara, eles não pouparam críticas napergunta que visou a descrição dos vereadores usando alguns adjetivos do senso comum. 8
  9. 9. Gráfico nº 2- Adjetivos atribuídos aos vereadores - Pesquisa Imagem dos Servidores da CMG Veja no gráfico abaixo que novamente o meio termo imperou entre os servidores. A maioria,18 entrevistados deram notas acima de 6 para a atuação do parlamentar da Câmara de Goiânia. Aopinião dos servidores corresponde exatamente à apurada na pesquisa do ISP. Afinal, será estaposição de conformismo quanto ao que é regular, razoável uma característica do goiano,considerado por muitos antropólogos e historiadores, como povo pacato.Gráfico nº 3- Notas que os servidores deram aos vereadores-Pesquisa Imagem dos Servidores da CMG Câmara Filho diz respeito ao potencial agropecuário das terras goianas bem como para acapacidade de trabalho do povo goiano, o qual segundo a propaganda era um povo - que emboraindolente - pacato, obediente e ordeiro, portanto, ideal para a submissão ao trabalho capitalista(ASMAR, 1989). Seria uma peculiaridade do goiano o conformismo, ou no caso, específico destapesquisa, seria um comodismo dos servidores, tal avaliação? 4.3- Como o funcionário acompanha o trabalho do parlamentar que ajudou a elegerGráfico Nº 4- Acompanhamento do trabalho do vereador? Pesquisa Imagem dos Servidores da CMG 9
  10. 10. Esta tabela referente à quarta pergunta visa saber como o funcionário da CMGacompanha o trabalho do vereador. O resultado é interessante. Enquanto a maioria do eleitorcomum, que esquece em quem votou e não acompanha a atuação do político que ajudou a eleger, oservidor efetivo CMG é atento. O cientista político Alberto Carlos Almeida publicou livro em quedemonstra que “sete entre dez brasileiros” não se lembra em quem votou nas últimas eleições. Almeida revela que 71% dos eleitores esqueceram em quem votaram para deputado federal quatro anos antes e outros 3% citam nomes inexistentes. Essa amnésia começa cedo: dois meses após a eleição, 28% já não se recordam de seu candidato a deputado federal, e 30%, em quem votaram para deputado estadual (os dados constam do Estudo Eleitoral Brasileiro conduzido pela UFF e pelo Cesop/Unicamp). Talvez o fato da proximidade física, pois os gabinetes ficam no mesmo prédio que a alaadministrativa e muitos trabalham no plenário, com atividades diretamente ligadas às sessões, taiscomo o Cerimonial, o Apoio Legislativo, a Taquigrafia, a Imprensa, a TV Câmara, faça com que osfuncionários que responderam ao questionário, se interessem mais pelo trabalho dos vereadores. Com este resultado constata-se que a proximidade física não é o meio que o servidor seutiliza para perceber como o vereador de sua preferência está desempenhando suas funçõeslegislativas. A maioria, apesar de trabalhar no mesmo prédio, prefere acompanhar por meio damídia. Como a pergunta era de múltipla escolha, o resultado indicou que alguns vereadores sãoavaliados pela imagem midiática divulgada por vários tipos de veículos de comunicação. Somente 3responderam que acompanham pessoalmente, talvez por exercerem alguma função de confiança nosgabinetes, o que é permitido pelo regimento interno da casa. Confira no gráfico abaixo: 10
  11. 11. Gráfico Nº 5-Como você acompanha o trabalho do vereador em quem votou? Pesquisa Imagem dos Servidores da CMG Mesmo para quem atua diretamente junto aos parlamentares, a opinião pública divulgada ereforçada pelos meios de comunicação de massa é muito importante. A maioria prefere acompanharo que o vereador faz pela mídia. Tal fato se deve, por um lado pela precária comunicação internaque é feita na casa, uma vez que até a 15ª legislatura nenhuma ação nesse sentido era feita, senãoalguns informes via boletim do sindicato dos servidores, o Sindiflego. Até esta data toda acomunicação institucional era voltada para o público externo. Com a criação da Diretoria de Comunicação na 15ª legislatura(2006-2008), iniciou-se adivulgação por meio do site institucional de notícias do plenário, canal para divulgação, identificadocom características da comunicação externa. Porém, somente na atual legislatura este trabalho tevemais efetividade com a criação do Boletim impresso Diário da Câmara, com a Rádio Câmara emídias „out of home‟-mídias internas de corredores e elevadores, que veiculam diariamente notíciasde interesse dos servidores e dos projetos aprovados, além de uma remodelação do site com notíciasda atuação dos parlamentares. Isso permitiu que notícias sobre a atuação parlamentar tivessem umamassificação junto ao público interno e representou um início de ações de endomarketing, nãocaracterizando ainda um plano de comunicaçao interna.4.4 - Por que o funcionário que trabalha próximo ao parlamentar não se sente parte do processo? 11
  12. 12. Gráfico Nº 6-De quem é a responsabilidade pela imagem da Câmara? Pesquisa Imagem dos Servidores da CMG Interessante observar que o servidor de carreira do legislativo goianiense atribui granderesponsabilidade pela imagem pública da casa ao vereador. Ele não se inclui no processo. Aresposta desta questão também era de múltipla escolha, e alguns indicaram que a responsabilidaderecaía também sobre vereadores e comissionados. Outros, que era dos vereadores, comissionados eprestadores de serviço. Mesmo assim, na última pergunta, em que a pesquisa quis saber as sugestões que o servidorefetivo tem para a melhoria da imagem da CMG, eles opinaram dizendo que acreditam que jáestarem trabalhando para isto. Dos 30 entrevistados, seis não quiserem responder. Estão apáticos,alheios, desmotivados? Dos 23 servidores que responderam esta questão subjetiva, dez informaram que paramelhorar a imagem da câmara, eles deveriam continuar trabalhando, desempenhando suas tarefascomo o fazem ou cada vez mais e melhor. Algumas sugestões merecem ser citadas, tais como:“sugerindo à direção e aos vereadores posturas e atitudes e cuidar bem e exercer bem as atividades que lhecompetem”; “acompanhar os seus trabalhos dando sugestões e reivindicando”. Duas sugestões apontam para a necessidade de mais comunicação e divulgação interna e externa naCMG. “Deixar o povo bem informado”, é a sugestão de uma dos servidores e outro mostra como proposta:“estimulando vereadores e funcionários a conhecerem as leis (orgânica, código de ética,etc) para melhorcompreensão do papel deste legislativo”. Silva(2006) que estudou a Câmara de Santa Maria, município do Rio Grande do Sul, defende quenão somente a área de comunicação, que tem como função principal, a divulgação dos trabalhos do plenárioe das comissões que integram o poder Legislativo, mas também todos os servidores envolvidos no processoparlamentar podem disseminar as boas práticas da organização, angariando apoio popular e contribuindopara o reforço positivo junto à opinião pública. Ele diz que: “Alguns estereótipos sobre a administração pública (pouca eficiência, cabide de empregos, burocracia, suborno, gastos excessivos, etc.), que aparecem na mente das pessoas, são alguns dos entraves para a obtenção do apoio público. Muito embora a responsabilidade das informações governamentais fique a cargo de uma assessoria ou de profissionais contratados, é preciso lembrar que todos os servidores públicos devem contribuir para a execução de uma comunicação transparente e aberta em todos os sentidos da linha hierárquica, mas para que isso aconteça, eles precisam ser informados e treinados.” Uma das respostas sobre a contribuição que o funcionário pode dar ao processo de melhoria daimagem diz: “esclarecendo pessoas do meu círculo de relacionamento como funciona a criação de leis ecomo se dá a contribuição delas nesse processo”. A resposta desse servidor demonstra o que o professor 12
  13. 13. Wilson Bueno(2009) diz em recente artigo, que explica o porquê dos funcionários não “vestirem a camisa daempresa”. O mesmo pode ser aplicado para a câmara enquanto organização. “ A maioria dos funcionários não se compromete com as organizações e se recusa terminantemente a vestir a camisa, exatamente porque não se identifica com elas (e deveriam?). E isso acontece por inúmeros motivos, desde o clima organizacional que não é nada saudável, ambientes que não privilegiam a comunicação interna e inclusive problemas relativos à falta de reconhecimento por parte da empresa... infelizmente, para boa parte das organizações, a gestão continua autoritária, com pouco incentivo à participação, assédio moral, desestímulo à divergência de idéias e opiniões”. Palhares e Tófani(2007) também discorrem sobre a importância de investir no funcionário e namelhoria do clima organizacional como fator de melhoria da imagem de uma organização: “Antes de satisfazer os clientes externos é primordial preocupar-se com quem colabora para o progresso da empresa. Trabalhar inovações nas atividades de endomarketing é atrelar crescimento organizacional à satisfação das pessoas. Os resultados que as empresas podem obter ao investir neste serviço são positivos: funcionários satisfeitos e sentindo-se essenciais para a empresa como um todo. Isto origina uma significativa melhoria no atendimento ao cliente externo, ampliação do nome da empresa e o crescimento tão almejado”. Mesmo não sendo empresa que visa fim lucrativo, o legislativo possui um corpo de servidores quelhe presta serviço administrativo e de apoio para seu funcionamento. Portanto, enquanto organismo, devetambém promover políticas de recursos humanos que incentivem seus trabalhadores a não somente teremsuas habilidades desenvolvidas, mas adquirir novos conhecimentos. Falando especificamente do problema nas administrações públicas, Tófani(2007) diz que “osetor público tradicionalmente não se preocupa com a manutenção de clientes, mas deve sepreocupar com o atendimento das necessidades desses e com a sua própria imagem, prestandoserviços que atinjam, e até mesmo superem, as expectativas”. E ele sugere algumas ações queseriam bem vindas para os servidores que por sua vez impactariam em todos os públicos com osquais a Câmara de Vereadores se relaciona, os „stakholders‟ e a sociedade: Para isso é preciso que ocorra uma modernização da máquina pública, além da valorização dos funcionários, para que estes, dentro das perspectivas do endomarketing, estejam bem informados, bem preparados, satisfeitos e bem remunerados e deixem os clientes bem igualmente bem informados e satisfeitos com os serviços recebidos. É necessário também que eles sejam capacitados e treinados para consolidar e tornar irreversível o processo de melhoria contínua na prestação de serviços públicos‟.5- A mídia e a imagem pública da Câmara – considerações finais: O poder da mídia para a formação da opinião ou imagem pública de uma organização éincontestável. Ela está presente em todos os aspectos da vida humana e permeia as relaçõespessoais, econômicas e políticas da sociedade. Diz Gomes(2004) que “a imagem pública nos chega 13
  14. 14. como nos chega o mundo: mediado pelo sistema institucional e expressivo da comunicação, onde epor onde se realiza a visibilidade social”. Nenhuma organização está isenta da avaliação da mídia e toda instituição precisa e quer sernotícia, o que para Gomes(2004) ocorre porque: “a informação midiática é hoje o modofundamental como se podem construir ou destruir honras, reputações, nomes e imagens”. O fato é que o relacionamento de uma organização com a mídia é complexo e delicado. Omesmo ocorre com as câmaras legislativas, enquanto organização. A diferença é que enquanto um aempresa, instituições, muitas vezes não encontra espaço garantido nas páginas de um periódicodevido a inúmeros critérios utilizados pelos editores, as câmaras legislativas, enquanto poderconstituído em um município, será sempre campo fértil da produção de notícias e do interesse daimprensa. “As organizações investem muito para criar estruturas ágeis e eficientes de forma a melhorar seu relacionamento com a mídia. Principalmente as grandes empresas e os órgãos públicos, que sofisticam cada vez mais suas ações de comunicação e também de marketing com a imprensa. Isso se deve, sobretudo, ao poder que ela representa de formar e manipular a opinião pública. Quem não gosta de ocupar positivamente espaços na mídia e não tem medo de cair na desgraça de ser mal interpretado, ver seu nome envolvido negativamente em escândalos e denúncias?”(Kunsch) Porém, na maioria das vezes, o poder Legislativo é prato cheio de notícias negativas,conforme descrito nos capítulos anteriores deste trabalho. São notícias de mal versação de dinheiropúblico, nepotismo, corrupção e outros. Se por um lado estas notícias respingam na imagem daCasa, por outro, as câmaras não podem abrir mão da cobertura da imprensa, da visibilidade públicaque os meios de comunicação de massa proporcionam. “A questão fundamental é a seguinte: nenhuma empresa, por maior, mais bem estruturada e mais poderosa que seja, é capaz de criar embaraços ou danos graves para a imprensa. Mas também esta – mesmo um pequeno jornal de bairro - pode causar prejuízos insanáveis e perturbações definitivas a qualquer grande empresa. A imprensa leva a vantagem, que a empresa seja poderosa”. (Kunsch) Porém, para uma câmara de vereadores o trabalho da imprensa funciona como legitimadorado poder. Ela coopera para que a sociedade conheça o que a Casa de leis faz, os projetos aprovados,como tem atuado na fiscalização do poder Executivo, coibindo, de certa forma, os abusos quepossam ser efetuados. A mídia, ao levar diariamente à opinião pública fatos e denúncias contra o poder Legislativo,está contribuindo para que os excessos que possam ocorrer nesta esfera de poder, também venham apúblico e diante da pressão popular, sejam corrigidos e até mesmo inibidos. Com isto, osparlamentares, com medo da exposição negativa de seus atos, observem mais a postura ética, atransparência e o decoro parlamentar. Assim, mesmo que seja para saber dos bons ou dos maus atos 14
  15. 15. praticados pelos vereadores, a sociedade busca nos meios de comunicação, diariamente, notíciassobre a atuação do poder Legislativo. Diz Kunsch(2003) que o “trabalho, portanto, de relacionamento com a mídia devem ter umcompromisso e uma responsabilidade pública como fontes de informações”, e ela cita MiguelJorge(1999): “as empresas têm o direito e o dever de divulgar suas informações, seus pontos devista, suas atividades e suas reivindicações, até por um princípio democrático”. E falando em democracia, esta deve ser, juntamente com o decoro parlamentar, atransparência e a publicidade dos atos, pilares que sustentam o Legislativo enquanto poder e órgãoda administração pública. As câmaras não são apenas instituições com objetivos políticos, masenquanto organização possui também, setores administrativos que fornecem o necessário suportepara seu funcionamento. “Nesse sentido, podem ser ressaltadas as perspectivas que preconizamnovos estilos de gestão pública, revertendo o isolamento e o confinamento burocrático”.(Diniz,2001) . Enquanto poder Legislativo, as câmaras municipais têm, nessa nova perspectivaadministrativa, de ir além da feitura de leis e fiscalização dos atos do poder Executivo. Comoorganismo, também precisa nortear-se pela eficiência, eficácia e efetividade de seus atos,possibilitando que todos os atores do processo parlamentar – vereadores, servidores, fornecedores,eleitores - participem do jogo político, o que resultará na imagem institucional de um poderdemocrático de práticas ilibadas em consonância com os anseios da sociedade que representa. * * * *BIBLIOGRAFIA:BUENO,Wilson.“Será que dá para vestir a camisa da empresa?”http://www.comunicacaoempresarial.com.br/. Acesso em junho de 2009_______,Wilson.“Imagem, reputação e identidade: revisitando conceitos”.http://www.comunicacaoempresarial.com.br/. Acesso em junho de 2009DINIZ, Eli.“Globalização, reforma do estado e teoria democrática Contemporânea”.http://www.scielo.br/pdf/spp/v15n4/10368.pdf. Acesso em 15/06/09FERREIRA FILHO, Manuel Gonçalves. O Processo Legislativo- 2ª edição-SP, Saraiva, 1984FERREIRA, Rosenwal. Parlamentares ou Semideuses. Jornal Diário da Manhã, seção opinião,09/04/09FILHO, Benaias Aires. “Pesquisa de Opinião Pública sobre Corrupção Eleitoral e Avaliação doPoder Legislativo Municipal”.Goiânia, agosto de 2008. 15
  16. 16. GAMA ALVES, Michael Jullier. “Construindo Imagens Positivas”.http://portaldoadministrador.com.br. Acesso em junho de 2009GOIÂNIA, Regimento interno da CMG – aprovado pela Resolução Nº 026,de 19 de dezembro de1991 (Consolidado e atualizado até a resolução n° 006, de 26-06-2007)__________________, Informativo comemorativo da inauguração da nova sede da CâmaraMunicipal de Goiânia-Dezembro de 1996__________________, Plano Plurianual 2010-2013, elaborado pela Prefeitura e enviado paraaprovação da Câmara.GOMES, Wilson. Transformação da política na era da comunicação de massa. SP: Paulus,2004.KUSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas na comunicaçãointegrada-São Paulo: Summus 2003MENEGUELLO, Raquel. Percepções públicas do Congresso Nacional: o paradoxo dademocracia brasileira. http://www.comciencia.br/reportagens/2005/07/14.shtml. Acesso em maiode 2009OLIVEIRA FILHO, João de. Legislativo, Poder Autêntico.RJ, Ed.Forense, 1974PALHARES, Fernanda da Silva e TÓFANI, Flávio. “Novas Mídias para o Endomarketing:explorar novos conceitos e oportunidades de mídia para encantar o cliente interno”. 2007.http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Novas_Midias_para_o_endomarketing_explorar_Novos_Conceitos.htm. Acesso em abril de 2009PARANAGUÁ, Maurício Barbosa . História do Legislativo. Assembléia do Estado de GoiásPINTO ,Rubia-Mar Nunes. Contornos Da Relação Estado, Sociedade E Intelectuais Em Goiás NaDécada De 1930. Programa de Pós Graduação em Educação FE/UFFROCHA, Marco A. “A Imprensa e empresas em busca do lead”.In: KUSCH, Margarida MariaKrohling. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada-São Paulo: Summus2003SILVA ,Jaqueline Quincozes da . Comunicação social em instituições públicas: estudo de casodo Poder Legislativo de Santa Maria – RS. UNI revista - Vol. 1, n° 3 (julho 2006)VIANNA,Oliveira. Instituições Políticas Brasileiras-Volume 1-SP, Ed.da USP, 1987OUTRAS REFERÊNCIAS:www.politicosbrasileiros.com.br/tribuna_livre.php acesso em 07/03/09http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/vereadores/index.shtml 16

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