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Ana Fernandes, 
43 anos(19-02-1971), mãe de três fi-lhos... 
a minha maior obra! 
Poetisa ou pseudo-poetisa. 
Ler e es...
mar a força do oponente 
Quantas lutas são vencidas sem des-ferir 
um golpe somente 
De quantos verbos eu preciso para fa-...
OM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu iní-cio 
distante… 
Vivo na era da descoberta do Bosão de Higgs, do ...
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distante… 
Vivo na era da descoberta do Bosão de Higgs, do ...
O que pode um homem simples dizer 
ou fazer no Mundo agora? 
Não sou, à semelhança da maioria dos 
homens e mulheres dos n...
O que pode um homem simples dizer 
ou fazer no Mundo agora? 
Não sou, à semelhança da maioria dos 
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Depois de ti, veio o branco 
As paredes voltaram a ser brancas 
sem os quadros que pintava, as folhas 
por escrever perder...
Tenho a convicção de que a percepção 
é apenas a porta de entrada para um 
conhecimento maior que o entendi-mento 
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31 Entredia 
(1) by Jack CJ Simmons (2) 
Matadouro nº1, Lisboa, 15:46 UTC 
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nião de hoje não decidam desactivar 
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que não perdíamos uma vida huma-na, 
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O que pode um homem simples dizer 
ou fazer no Mundo agora? 
Não sou, à semelhança da maioria dos 
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Artista Plástico 
António Maria Sousa Lara 
nasceu em Lisboa, Maio 1984, e actu-almente 
vive e trabalha no Estoril. 
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Catarina Vieira Pereira nasceu a 25 
de Fevereiro de 1989, em S. Miguel, 
Açores. Utiliza como nome artístico Vi-eira 
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Estes vídeos mostram a realidade de uma pintura em acção, 
em meio aquoso, dá-nos a ver a metamorfose pela qual a pin-tura...
Hoje em dia está na moda o uso de pa-lavras 
como por exemplo: Bio, Eco, 
Green, Sustentável, Nature, etc…. Pa-lavras 
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BASTA 
OLHARES 
Alguns podem dizer que sou pintora, 
outros que sou artista, ou até nenhu-ma 
destas duas. Mas, se me perg...
SENDO INICIANTE OU AMADOR 
– Eu gosto da ideia de me definir 
como um entusiasta da arte da foto-grafia. 
Eu como entusias...
www.jviegasphotography.blogspot.pt
Paulo Muiños nasceu em Lisboa em 
1971. Começou a fotografar em 2011. 
Inspira-se em Ansel Adams, Edward 
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Desde 1996, a Auto C. Borges situa-se na Av. do Brasil nº 22, 
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2ª parte Resenha para Catálogo Aka Om Lind' Mundo

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  1. 1. 23 Ana Fernandes, 43 anos(19-02-1971), mãe de três fi-lhos... a minha maior obra! Poetisa ou pseudo-poetisa. Ler e escrever, escrever e ler sempre foi algo que me fascinou e me deixa fe-liz. Escrever é algo de estonteante, uma viagem extraordinária. Onde posso ser eu...onde posso ser ...mais al-guém. Por incrível que pareça, gosto de es-crever poesia mas não sou uma leitu-ra assídua deste género de literatura. Poesia, o parente pobre no meio edito-rial... Quando escrevo, confio a minha es-crita no leitor. Espero que gostem de me ler, pois os meus poemas estão im-pregnados de sentimento. O meu sen-timento... há revolta, amor, raiva, de-sencanto, prazeres e sentidos apura-dos. A importância da amizade e da afectividade, o meu desejo de ser des-coberta e entendida, a procura da ver-dade, da pureza e também do sonho. Incompatível Quantos contos de fadas são precisos para escrever um final feliz Nenhuma maquilhagem é capaz de es-conder do coração uma cicatriz Quantas verdades se perdem no meio da escuridão E quantos passos são dados no cami-nho da solidão De quantas ilusões é preciso se inven-tar para sobreviver Apenas uma, mas esta ilusão é capaz de me fortalecer Essa ilusão és TU Quanto barulho cabe no silêncio de um coração apaixonado Quanta esperança morre em cada amanhecer de mais uma noite acorda-do Quanta saudade some na poeira de uma estrada sem fim Quantos beija- flores cercam a mais bela flor do jardim De quantos sonhos é preciso desistir para não sofrer Apenas de um, mas este um é o maior sonho que se pode ter Esse sonho és TU Quantas apostas são precisas para se ganhar um coração Quantos inocentes morrem presos des-sa prisão Quantos gigantes caem por subesti-
  2. 2. mar a força do oponente Quantas lutas são vencidas sem des-ferir um golpe somente De quantos verbos eu preciso para fa-lar e alguém entender Que por mais incompatível que possa parecer O meu amor és TU Dança das Fadas No compasso do amor eu sou a canção que toca a melodia da vida... O meu canto viaja além dos mundos... Posto que com a alma entoo a música do coração, Alcançando a todos os seres E eis que ao ouvir a voz do meu canto Fadas encantadas bailam delicada-mente Balançando as folhas e flores Trazendo felicidade e sorrisos Celebrando a plenitude da existência Tão gentilmente nos doada Em meio a voos rasantes espalham sua poderosa essência É a magia no ar contagiando a tudo e a todos E a música ainda está tocando E ainda encanta E ainda ilumina E tudo se torna um misto de êxtase e alegria que é também um rumor sem fim. Quando me concentro, respiro-o, sin-to- lhe, por momentos, essa nesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte. Já me explicaram que maís o conse-guiria integrar se tivesse “o copo meM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu início distan-te… Vivo na era da descoberta do Bosão de Higgs, do pleno, seguro e consolidado funcionamento do Acelerador de Par-tículas do CERN, já numa época pós Relatividade Geral de Einstein, nos tempos da elaboradíssima complexi-dade matemática da Teoria das Cor-das. No meu íntimo, no fundo da minha al-ma (será que esta existe?)procuro con-tudo e apenas ouvi-lo: este silêncio que é também um rumor sem fim. Quando me concentro, respiro-o, sin-to- lhe, por momentos, essa nesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte. Já me explicaram que maís o conse-guiria integrar se tivesse “o copo me nos cheio”. É mais fácil encher um copo vazio do que fazer entrar o que seja numa mal-ga (amálgama!) a transbordar. ência do seu postulado. 24
  3. 3. OM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu iní-cio distante… Vivo na era da descoberta do Bosão de Higgs, do pleno, segu-ro e consolidado funcionamento do Acelerador de Partículas do CERN, já numa época pós Relatividade Geral de Einste-in, nos tempos da elaboradíssima complexidade matemática da Teoria das Cordas. No meu íntimo, no fundo da minha alma (será que esta exis-te?) procuro contudo e apenas ouvi-lo: este silêncio que é tam-bém um rumor sem fim. Quando me concentro, respiro-o, sinto-lhe, por momentos, es-sa nesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte. Já me explicaram que maís o conseguiria integrar se tivesse “o copo menos cheio”. É mais fácil encher um copo vazio do que fazer entrar o que seja numa malga (amálgama!) a transbordar. A dura tarefa que tenho hoje pela frente é esvaziar-me desse caudal. É minha essa tarefa apenas porque a escolho. Não sei se sou capaz, se estou à altura da complexa exigên-cia do seu postulado. Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma crian-ça (talvez até com um pouco da sua indisciplina e irreverên-cia). Por isso começo por desenhar e pintar. Não me levem a mal. Não sou capaz de o fazer de outra forma agora. Vou pintar o que não compreendo, pintarei tudo o que me dis-traí o pensamento, para ver se a pintar desmistifico e des-mistificando exorcizo essa força magnética que me agarra obsessivamente à forma das coisas. Pensando menos sentirei talvez mais. Mais perto estarei tal-vez do essencial, do conteúdo. Mais perto da verdade, quem sabe, da consciência, do coração… de Ti! Aka OM (Aum), já em outubro deste ano, com o apoio Tailo-red, AKA Art Projects e da Câmara Municipal de Sintra. 25
  4. 4. OM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu iní-cio distante… Vivo na era da descoberta do Bosão de Higgs, do pleno, segu-ro e consolidado funcionamento do Acelerador de Partículas do CERN, já numa época pós Relatividade Geral de Einste-in, nos tempos da elaboradíssima complexidade matemática da Teoria das Cordas. No meu íntimo, no fundo da minha alma (será que esta exis-te?) procuro contudo e apenas ouvi-lo: este silêncio que é tam-bém um rumor sem fim. Quando me concentro, respiro-o, sinto-lhe, por momentos, es-sa nesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte. Já me explicaram que maís o conseguiria integrar se tivesse “o copo menos cheio”. É mais fácil encher um copo vazio do que fazer entrar o que seja numa malga (amálgama!) a transbordar. A dura tarefa que tenho hoje pela frente é esvaziar-me desse caudal. É minha essa tarefa apenas porque a escolho. Não sei se sou capaz, se estou à altura da complexa exigên-cia do seu postulado. Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma crian-ça (talvez até com um pouco da sua indisciplina e irreverên-cia). Por isso começo por desenhar e pintar. Não me levem a mal. Não sou capaz de o fazer de outra forma agora. Vou pintar o que não compreendo, pintarei tudo o que me dis-traí o pensamento, para ver se a pintar desmistifico e des-mistificando exorcizo essa força magnética que me agarra obsessivamente à forma das coisas. Pensando menos sentirei talvez mais. Mais perto estarei tal-vez do essencial, do conteúdo. Mais perto da verdade, quem sabe, da consciência, do coração… de Ti! Aka OM (Aum), já em outubro deste ano, com o apoio Tailo-red, AKA Art Projects e da Câmara Municipal de Sintra. 26
  5. 5. O que pode um homem simples dizer ou fazer no Mundo agora? Não sou, à semelhança da maioria dos homens e mulheres dos nossos tempos, especialista em economia ou finan-ças, mas como comum entre comuns sinto hoje mais desconfiança e receio em relação ao futuro. Pelo menos em relação a este futuro, a dois tempos, em que alguns enrique-cem e muitos empobrecem. Não penso assim por despotismo. Passo a vida a desejar o melhor para quem o procura, para quem luta por mais e melhor. Alegra-me a visão da abundância no regaço de quem for. Celebro a fertilidade por si só e regalo os olhos quando vejo a Terra cheia de tudo e do bom. Por isso não consigo deixar de inda-gar porque é que neste Mundo onde há excesso e abundância de tudo, vemos fome, desemprego, doença, desprote-ç ã o n a s a ú d e e n a v e l h i c e ? Porque que pagam os homens e as mu-lheres do nosso tempo os caprichos da doutrina do Capitalismo desenfrea-do? Porque malha o peso da quimera do lu- 27
  6. 6. O que pode um homem simples dizer ou fazer no Mundo agora? Não sou, à semelhança da maioria dos homens e mulheres dos nossos tempos, especialista em economia ou finan-ças, mas como comum entre comuns sinto hoje mais desconfiança e receio em relação ao futuro. Pelo menos em relação a este futuro, a dois tempos, em que alguns enrique-cem e muitos empobrecem. Não penso assim por despotismo. Passo a vida a desejar o melhor para quem o procura, para quem luta por mais e melhor. Alegra-me a visão da abundância no regaço de quem for. Celebro a fertilidade por si só e regalo os olhos quando vejo a Terra cheia de tudo e do bom. Por isso não consigo deixar de inda-gar porque é que neste Mundo onde há excesso e abundância de tudo, vemos fome, desemprego, doença, desprote-ç ã o n a s a ú d e e n a v e l h i c e ? Porque que pagam os homens e as mu-lheres do nosso tempo os caprichos da doutrina do Capitalismo desenfrea-do? Porque malha o peso da quimera do lu- 28
  7. 7. Depois de ti, veio o branco As paredes voltaram a ser brancas sem os quadros que pintava, as folhas por escrever perderam a utilidade; os sonhos verteram os contornos, a for-ma, o destino. Escrevi-lhe cartas de amor e de perda, cartas de partilha e de esperança. Mas a sua morada já era outra. Procurei-a então no topo dos penhas-cos, no fundo dos mares; procurei-a nos olhos do futuro, na arca do passa-do. Mas ela já não se deixava encon-trar. Enquanto contemplava os amarelos do Sol, este arrefecia no meu coração; durante o tempo que estudei as molé-culas, estas morriam sem reprodução. Eu definhava sem remédio. Como gotículas de água que saltam pa-ra o precipício vindas de uma mão sem intenção fugia-me por de entre os cabelos outrora pretos e fortes. Não pude evitar (embora batalhasse), que o tempo fizesse o seu trabalho de esbatimento; a cada batida a sua me-mória perdia pormenores. Eu enlou-quecia sem prognóstico. Assisti ao entendimento de que quan-do julgamos percepcionar, não é a rea-lidade que tocamos, mas apenas uma representação auto-renomeada, uma falsa ordem de grandeza a que nos agarramos; precisamos afinal de fa-zer a vida “funcionar”, independen-temente de entendermos ou não qual a função. O abismo não é o vazio, nem o desco-nhecido, mas o tédio. Há quem tenha; há quem seja. Eu não tenho, não sou. Tudo bem. Foi na ausência que a perdi. E foi assim... no silêncio ...que te en-contrei. Nesta linguagem comum, desistir é de-ixar de existir; um corpo sem um propósito é um cor-po sem essência, uma mera cápsula que distrai, mas não estimula. Talvez por isso me deste o que eu não sabia que queria mas que sabia que precisa-va. Só após abandonar o jogo do tempo en-contrei a disponibilidade para a ra-zão; só depois de abandonar os limites do ego encontrei a vastidão da con-templação. Foi quando deixei de chorar a nature-za inevitável da juventude que depre-endi que nunca a saborearia neste tra-jecto superficialmente mundano, in-trinsecamente insano e genuinamen-te simples. Foi talvez por nem raspar o exterior da sua compreensão, que ela me tenha abandonado tão rápido. Não me interessa particularmente se a folha onde escrevo é uma unidade, ou um número incontável de átomos unidos por leis de atracção. Interessa-me o que faço com ela: escreverei a mi-nha história com a minha própria mão, ou a folha cairá no esquecimento sem glória? Richard Feynman dissera que “o que não conseguia criar não conseguia compreender”; pois digo que não con-sigo criar se não conseguir compreen-der; e compreender não é dissecar, nem dissertar, mas tão somente... acei-tar. Aceitar que sou uno na imensidão das minhas possibilidades, que não preci-so de muito mais que a verdade abso-luta e de um pouco de alimento, talvez um carinho sem apego de vez em quan-do... O branco cobre agora as montanhas que compõem a minha história; o Mun-do não me deu um nome, deu-me um propósito; sou parte dele e cumpro a sua função. Não há determinismo da espécie. Há existência. Hugo Alexandre, Setembro de 2014 29 Eras um par de sapatos cor-de-rosa salto alto que realçavas a elegância do movimento dos pés enlatados por acaso não deixaste a tua dona ficar mal nunca sei lá, um buraco, um salto e lá se foi o tacão! Foste velho, tiveste arrumado, mas também não eram as-sim tão velho de deitar fora, mas eras velho. Um PAR que foste posto num canto em modo de hiberna-ção. Queria saber se eras velho de deitar fora ou velho e de não querer deitar fora. De uma BD com vontade de saltar fora do armário, deci-diu mostrar a sua história porque também era um velho an-tigo, quis realmente fazer parte desta história. Grande prémio para quem conseguir saltar dez carros… Podia ser de Patinete como o tio patinhas propôs… Mas consegues saltar? Com salto ou sem salto, até podes experimentar de patinete, mas fica aqui o desafio, calça os sapatos e salta de salto, movimenta-te de que maneira for.
  8. 8. Tenho a convicção de que a percepção é apenas a porta de entrada para um conhecimento maior que o entendi-mento em si mesmo. Sem o erro da expectativa, e a escolha não assumida de que o vazio é neces-sário, talvez seja a perda o despertar necessário para a obrigatoriedade sempre voluntária de abandonar o “pouco” em detrimento do “tudo”, po-is o que criamos será sempre pouco quando comparado com o que foi cria-do e acumulado antes de nós. Poderá até nem ser este o caminho da redenção, mas perder o mapa faz-nos perceber que o acumular de informa-ção não nos torna mais sábios; cada estrada é uma incógnita até a percorrermos por nós mesmos; saben-do que nunca as percorreremos todas, isso só nos dá mais tempo para apreci-armos cada uma delas; encaro a limitação temporal como a maior dádiva que a vida nos pode dar; a verdadeira superioridade face aos demais seres; NÒS SABEMOS que um dia mudare-mos de estado; não interessa o como, o para quê, nem mesmo o quando; ape-nas sabemos que sendo talvez a única verdade universal, irá acontecer. Talvez no final as suspeitas sejam con-firmadas, e só exista a solidão e uma inesgotável e intrínseca cega vontade de acreditar que somos peças de um quadro maior que nós mesmos. Talvez nem assim a vida faça sentido. Talvez só exista um corpo que cami-nha para o cansaço e para o envelhe-cimento. Mas não é a maior tragédia de todas, já nos termos encontrado e ainda as-sim continuarmos perdidos? “ Yesterday is history, tomorrow is a mystery, today is a gift (…)” – Bill Kea-ne Easier? Pedaços essenciais de entendimento encontram-se nos locais e nas pessoas mais improváveis. Estiveram eles sempre ali à espera de ser descobertos? Quem os criou, e à sua interpretação? Como nos sentirmos gratos pela dádi-va, independentemente da sua forma e do seu conteúdo? E se o entendimento é uma construção cultural, como poderei apagar todos os valores e começar de novo? Olho à volta; sou o apogeu máximo da minha própria existência; sou os sonhos por realizar dos meus pa-is; sou capaz de descrever o Mundo, ou de o aniquilar. Sou tão poderoso quanto os mosquitos que vejo no pára-brisas. Grita comigo; Dá-me todas as palavras de ódio e dor acumuladas até ficares vazio Aponta-me o dedo, cerra os dentes, franze as sobrancelhas, e acusa-me mesmo que o raciocínio não faça sen-tido Amaldiçoa-me pelas tuas escolhas er-radas, deseja-me penitências sofridas e eternas pelos teus pecados Eu nada direi; É através da minha imperfeição que te reconheço como parte de mim e te quero ver voar para longe desta lama que te torna pesado Ouvir-te-ei como quem tem a disponi-bilidade que só a eternidade possui e se me permitires, segurar-te-ei com a mesma dedicação que um ramo segu-ra a sua última folha Todas as nuvens passam; mesmo as que cobrem o Sol por muito tempo; é a inevitabilidade da mudança; Por isso dá-me tudo quanto tens dentro de ti; Porque quando te dás, és. Isso é Deus. Isso é… esperança. NÓS SABEMOS GRITA COMIGO EASIER 30
  9. 9. 31 Entredia (1) by Jack CJ Simmons (2) Matadouro nº1, Lisboa, 15:46 UTC Esta monotonia do abate e desmanche de carcaças só costumava ser inter-rompida pela presença sempre hilari-ante do Sr. Mendes, mas hoje é dia de reuniões, pode não passar por cá. Mes-mo assim, o dia tem sido diferente, ora pela chuva que cai forte lá fora, ora pe-los trovões que se ouvem ao longe. Aqui os humanos reagem sempre ao som dos trovões. Eu não. Primeiro rea-jo à luz, e depois sim, ao som, mesmo quando estão mais próximos. Mas é normal, com a quantidade de sensores de luz que tenho activos, a mínima alte-ração da intensidade da luz aqui den-tro é detectada. Mesmo assim, é inte-ressante ver as reacções deles, surpre-endem sempre um pouco. Não deixam de espantar os humanos. Acho que faz parte do nosso processo de aprendiza-gem. Só os conhecendo melhor que eles próprios, os podemos proteger. Engra-çado como as coisas são, fui criado pa-ra proteger a vida humana e acabo de volta da morte. A morte de animais, é verdade, mas morte. E estas carcaças, vacas em vida na sua grande maioria, e que não são mais do que alimento pa-ra a raça humana, não as protegemos. Protegemos uma raça mas não outras. Às vezes interrogo-me como as coisas seriam se a EDT não nos tivessem cri-ado. Se tivéssemos sido criados por ou-tra organização, por outros humanos, com outros objectivos, com outros valo-res. Será que a humanidade ainda existiria? Será que teríamos conse-guido parar a primeira vaga? A ver-dade é que há mais de cem anos que es-peramos pela segunda vinda. Eles sempre acreditaram que viriam mais. Mais tarde, mais fortes, muito depois de eles morrerem, é certo, mas mesmo assim deixaram-nos de vigia, à espe-ra, porque acreditavam. Ora aí está, o Sr. Mendes acabou de entrar na sala. Lá está ele a conferir tudo. E lá está o Lemos a levar outro raspanete. Sem-pre a fazer as coisas à maneira dele. Depois ouve. Não é um trabalho difí-cil, mas há humanos que não têm per-fil para isto. Nem todos conseguem desmanchar as carcaças sem que isso os afecte, mesmo no longo prazo. Mais cedo ou mais tarde, todos acabam por desistir. É demasiadas horas, demasi-adas carcaças, demasiado sangue, tor-na- se demasiado pessoal. Não resis-tem. Menos eu, claro. Já estou cá há do-ze anos. Mas a mim não me afecta, é verdade, mas eu não sou humano. - Boa tarde, Sr. Mendes - digo-lhe an-tes mesmo de chegar ao pé de mim. - Jones - responde sem me olhar nos olhos. Ainda vinha lá ao fundo e já vi-nha com os olhos posto no meu traba-lho. Acho que sonha um dia encontrar um defeito no meu trabalho. Mal ele sa-be que isso é impossível. Por norma não conseguimos fazer diferente do que nos é pedido. E mesmo entre nós, quando é preciso fazer algo de dife-rente, são precisos ultrapassar as dez salvaguardas do nosso ser. Antes di-zíamos core, mas desde que nos inte-grámos na população que tivemos que adaptar alguns termos. Dantes éra-mos muito estranhos, mas depressa aprendemos a ser mais humanos. - Sempre perfeito, Jones - diz-me com o ar habitual de quem não me conse-gue perceber totalmente - Sempre per-feito. Carry on - e afasta-se em direc-ção à porta B, como sempre faz. Afi-nal, as reuniões foram curtas hoje e ainda conseguiu visitar-nos. - Até amanhã, Sr. Mendes - respondo-lhe monotonamente. - Até amanhã - conclui de pronto, colo-cando o habitual ponto final na con-versa. Que todos os humanos fossem como o Sr. Mendes, previsíveis, fiéis aos seus hábitos, e o nosso trabalho era muito mais fácil. Mas não são. Eles fa-lam em livre-arbítrio, nós chamamos-lhes o efectivamente ser humano. Nun-ca estão contentes com o que têm, que-rem sempre mais, querem sempre sa-ber mais. E têm uma aptidão natural de se meterem em sarilhos no proces-so. Desde o último voo da EDT que não param de tentar sair do planeta. Não sei durante quanto tempo mais vamos conseguir manter as watch towers ac-tivas sem perdas de vida. No dia em que descobrirem que todos os nossos es-forços são pela preservação da vida humana, de toda e qualquer a vida hu-mana, e enviarem um voo pilotado pa-ra furar o escudo e nós formos obriga-dos a desligá-lo pela vida humana, per-deremos o controlo. Nesse dia, a raça humana será outra vez livre de explo-rar o espaço, mas também ficará vul-nerável às ameaças externas. E nós continuaremos a fazer os possíveis p Notas: (1) Entredia é um advérbio que signi-fica durante o dia, fora das horas da refeição. (2) Jack CJ Simmons escreve em Por-tuguês sem respeitar o acordo orto-gráfico de 1990. ra manter a vida humana por todos os meios possíveis. Por falar em fazer os possíveis pela vida humana, hoje é dia de reunião. Costumamos reunir uma vez por mês, mas este mês já é a se-gunda e ainda estamos só a vinte e um. As coisas não estão fáceis. A sema-na passada foram lançados três shut-tles pilotados de locais distintos para ver se tínhamos a capacidade de os in-capacitar a todos. E fizeram-no secre-tamente. Não tivemos hipóteses de os sabotar antes dos lançamentos. E on-tem tivemos o primeiro a menos de um quilómetro do escudo. Foi por uma unha negra, como costumam dizer os humanos, mais um segundo e atingia o seu objectivo. Os humanos defendem a desactivação do escudo e vão tentá-lo por todos os lados e de todas as for-mas. Cada sonda que enviam é destru-ída quando atinge o escudo, mas eles continuam a achar que conseguem pe-netrá- lo com base em escudos própri-os e deflectores. Por um lado é bom, es-tão a evoluir na defesa e na protecção. Há inclusive entre nós, quem defenda que no dia em uma sonda penetrar o es-cudo é o dia que a raça humana estará suficientemente protegida para ex-plorar o espaço. Tenho pensado muito nisso, mas continuo sem ter uma opi-nião formada. Só espero que na reu-
  10. 10. 32 nião de hoje não decidam desactivar já o escudo. Eu sei que foi por pouco que não perdíamos uma vida huma-na, mas os humanos ainda não estão preparados para o espaço. O espaço é frio, longe e demorado. E neste caso, inútil. Qualquer viagem espacial que tenha um outro planeta ou lua do nos-so sistema solar como destino terá o mesmo problema que agora: o escudo protector. Não podíamos permitir o es-tabelecer de bases tão perto de nós aquando da primeira vinda. E conti-nuamos a não permitir. Todos os pla-netas e luas deste sistema estão prote-gidos. E portanto, permitir a saída do planeta é permitir a entrada nos res-tantes. E se permitimos para huma-nos, não podemos não deixar de per-mitir para outras raças. Será demasi-ado complexo separar a raça humana das outras, e provavelmente demasia-do tarde quando o fizermos. A nossa evolução tecnológica já não é o que era. O espirito humano desapareceu da nossa equipa tecnológica, e sozi-nhos levamos mais tempo a estabele-cer os objectivos e a atingi-los. Contu-do, acredito no nosso trabalho e acre-dito na raça humana. Gostava de ter sido explorador, conhecer outros mun-dos, outras raças. Gostava de me po-der juntar aos humanos nesta aventu-ra que se avizinha. Talvez um dia, quem sabe. Notas: (1) Entredia é um advérbio que significa durante o dia, fora das horas da refeição. (2) Jack CJ Simmons escreve em Por-tuguês sem respeitar o acordo orto-gráfico de 1990. FAROL Relatividade Geral de Einstein, nos tempos da elaboradíssima complexi-dade matemática da Teoria das Cordas. No meu íntimo, no fundo da minha alma (será que esta existe?)procuro con-tudo e apenas ouvi-lo: este silêncio que é também um rumor sem fim. Quando me concentro, respiro-o, sinto-lhe, por momentos, essa nesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte. Já me explicaram que maís o conseguiria integrar se tivesse “o copo me nos cheio”. É mais fácil encher um copo vazio do que fazer entrar o que seja numa mal-ga (amálgama!) a transbordar. A dura tarefa que tenho hoje pela frente é esvaziar-me desse caudal. É minha essa tarefa apenas porque a escolho. Não sei se sou capaz, se estou à altura da complexa exigência do seu postu-lado. Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma criança (talvez até com um pouco da sua indisciplina e irreverência). Por isso começo por desenhar e pintar. Não me levem a mal. Não sou capaz de o fazer de outra forma agora. Vou pintar o que não compreendo, pintarei tudo o que me distraí o pensaA dura tarefa que tenho hoje pela frente é esvaziar-me desse caudal. É minha essa tarefa apenas porque a escolho. Não sei se sou capaz, se estou à altura da complexa exigência do seu postu-lado. Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma criança (talvez até com um pouco da sua indisciplina e irreverência). Por isso começo por desenhar e pintar. o fazer de outra forma agora. Relatividade Geral de Einstein, nos tempos da elaboradíssima complexidade matemática da Teoria das Cordas.
  11. 11. O que pode um homem simples dizer ou fazer no Mundo agora? Não sou, à semelhança da maioria dos homens e mulheres dos nossos tempos, especialista em economia ou finan-ças, mas como comum entre comuns sinto hoje mais desconfiança e receio em relação ao futuro. Pelo menos em relação a este futuro, a dois tempos, em que alguns enrique-cem e muitos empobrecem. Não penso assim por despotismo. Passo a vida a desejar o melhor para quem o procura, para quem luta por mais e melhor. Alegra-me a visão da abundância no regaço de quem for. Celebro a fertilidade por si só e regalo os olhos quando vejo a Terra cheia de tudo e do bom. Por isso não consigo deixar de inda-gar porque é que neste Mundo onde há excesso e abundância de tudo, vemos fome, desemprego, doença, desprote-ç ã o n a s a ú d e e n a v e l h i c e ? Porque que pagam os homens e as mu-lheres do nosso tempo os caprichos da doutrina do Capitalismo desenfrea-do? Porque malha o peso da quimera do lu- 27 Simão Mota Carneiro Artista plástico nascido em 1989 vive e trabalha em Lisboa, desde cedo que estabeleceu a sua paixão pelas Artes. For-mou- se em Produção Artística na Escola António Arroio com especialização em cerâmica e mais tarde frequentou o Instituto de Artes Visuas IADE onde se licenciou e obteve o seu mestrado em Design e Cultura Visual. Desenho e pintura são as suas principais áreas de interes-se no entanto afirma que não deixa outras linguagens ex-cluídas não querendo ficar limitado pela técnica para pro-duzir uma peça.
  12. 12. Artista Plástico António Maria Sousa Lara nasceu em Lisboa, Maio 1984, e actu-almente vive e trabalha no Estoril. Em 2010 termina a sua Mestrado em Artes Plásticas - Pintura na Faculda-de de Belas Artes da Universidade de Lisboa. António Sousa Lara mantém um trabalho pictórico activo desde 1998 com obras nas mais diversas cate-gorias como Pintura, Retrato, Gravu-ra, Fotografia, Arte Digital e Ilustra-ção. Foi aluno de prestigiados Mestres Artistas e participou em já várias ex-posições colectivas e individuais. De momento trabalha como Professor, Re-tratista, Game Designer e Actor. Visi-tou diferentes países e culturas procu-rando sempre novos caminhos e novas experiências no mundo artístico. 28
  13. 13. Catarina Vieira Pereira nasceu a 25 de Fevereiro de 1989, em S. Miguel, Açores. Utiliza como nome artístico Vi-eira Pereira. Licenciada em Artes Plásticas e No-vos Media, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (2008-2011). Possui também o mestra-do de Artes Plásticas, no mesmo esta-belecimento de ensino superior (2011- 2013). Tema da defesa pública: “Pin-tura Fotográfica – efemeridade, meta-morfose e acção num percurso plásti-co”. Na sua pesquisa questiona os limi-tes da pintura, colocando a questão se o seu trabalho poderá estar no “campo expandido” da pintura, tal como a crí-tica de arte Rosalind Krauss propôs para a escultura. Web: - www.behance.net/cat_pekena - www.flowartconnection. com/artists/view/17 - www.tumblr.com/blog/vieirapereira - www.tumblr.com/blog/dispositivos-pintura - www.facebook.com/pages/Vieira- Pereira/110449015757458
  14. 14. Estes vídeos mostram a realidade de uma pintura em acção, em meio aquoso, dá-nos a ver a metamorfose pela qual a pin-tura passa. Enquanto a metamorfose está a ocorrer, as cores alteram-se, novos efeitos e tonalidades são gerados, acerca destas modificações José Gil afirma: «O amarelo passará imperceptivelmente a vermelho, o verde a azul, de tal maneira que entre eles surgirá uma multidão de tonalidades quase indiscerníveis: outros tantos feixes de pe-quenas percepções. É por toda a parte do visível que nos ba-nhamos em pequenas percepções.». (GIL, José, A imagem-nua e as pequenas percepções: Estética e Metafenomenolo-gia, Lisboa, Relógio D' Água, 2.ª Edição: Fevereiro de 2005, p. 311.) Toda a movimentação passada no meio aquoso mostra ao es-pectador a realidade de um acontecimento pictórico, a for-ma como a metamorfose se manifesta, e a sua mudança de formas e de cores quase hipnotizam o nosso olhar. Este pro-cesso forma-se dentro de um tanque de vidro com líquido, e resulta da fusão entre certos materiais tradicionais de pin-tura, tais como: acrílicos, aguarelas, ecolines, guaches, e ma-teriais não associados à pintura, como por exemplo: molhos culinários, detergentes e bebidas. Para registar toda a acção que se desenvolve no meio aquoso de forma espontânea e na-tural, recorro à fotografia e ao vídeo, estes registam a fusão do processo químico (dos pigmentos com o meio aquoso) que ocorre e que gera a metamorfose. NÓS SABEMOS
  15. 15. Hoje em dia está na moda o uso de pa-lavras como por exemplo: Bio, Eco, Green, Sustentável, Nature, etc…. Pa-lavras que intersetam e entram no flu-xo da natureza, mas atualmente usa-das como veículos de chamariz na pu-blicidade, com um propósito de gerar lucro comercial. Entre todas as pala-vras que possamos nos lembrar à cer-ca deste tema, há uma que se destaca, Permacultura. E o que é a permacultura? Para res-ponder a esta questão, talvez seja me-lhor perceber onde começou e por quem. O termo permacultura, provém do in-glês permaculture, criado por Bill Mol-lison e David Holmgren na década de 70, na Austrália. Trata-se de uma con-tração das palavras permanente e agricultura. Um modelo holístico on-de as suas bases assentam numa ideia inicial de sustentabilidade ecológica e permanente, com base na agricultura, prendendo-se com a necessidade de obter culturas permanentes. Mais tar-de este conceito extende-se à susten-tabilidade de planear, atualizar e man-ter sistemas de escala humana, como por exemplo a criação de jardins, vi-las, aldeias, cidades, comunidades, que sejam ambientalmente sustentá-veis, socialmente justos e financeira-mente viáveis. Podemos dizer que a ideia central da permacultura é in-trínseca a todo o ser humano, pois ma-is do que nunca, sentimos a necessida-de de desenvolver ferramentas para o desenvolvimento e manutenção de ecossistemas, no campo ou nas cida-des (as tão badaladas hortas urbanas), de modo que tenham diversidade, esta-bilidade e a mesma resistência dos ecossistemas naturais. Queremos ter sempre disponível, alimentos saudá-veis, habitações e energias para o de-senvolvimento destes sistemas, e de forma sustentável. Todos nós somos então permacultores e no centro desta atividade está o de-sign. Design que em permacultura, as-senta na tomada de consciência, no que respeita, por exemplo, ao planea-mento sem desperdício ou poluição da utilização da terra para a construção de jardins, hortas, habitações ou mes-mo na restauração de paisagens de-gradadas, podendo também ser alar-gada, a toda a estrutura do habitat hu-mano (construção/arquitetura das nossas habitações), desenho de siste-mas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio, finanças, comunicação e governação, de modo a construir na nossa rotina diária, hábi-tos e costumes de vida que se transfor-mem numa verdadeira simbiose com a natureza. "Desenhar a nossa vida" de modo a vivermos com a natureza e não contra ela. De acordo com várias opiniões de uma permacultura contemporânea, te-mos três pilares: Cuidado com a Terra: Provisão para que todos os sistemas de vida continu-em e se multipliquem. Este é o primei-ro princípio, porque sem uma terra sa-udável, os seres humanos não podem exercer as suas qualidades de forma saudável. Cuidado com as Pessoas: Provisão pa-ra que as pessoas acedam facilmente aos recursos necessários para sua existência. Repartir os excedentes: Ecossistemas saudáveis utilizam a saída de cada elemento para nutrir outros ecossiste-mas. Nós, os seres humanos podemos fazer o mesmo. Segundo o livro de David Holmgren “Permacultura Príncipios e caminhos além da sustentabilidade”, encontra-mos os 12 princípios de design da Per-macultura: 1.Observar e interagir (disponibilizar tempo para nos envolvermos com a na-tureza, desenhar soluções adequadas à nossa situação particular). 2. Captar e armazenar energia (De-senvolver sistemas que coletem recur-sos que estejam no pico de abundân-cia, para serem utilizados quando hou-ver necessidade). 3. Obter rendimento ( Assegar a obten-ção de recompensas verdadeiramente úteis como parte do trabalho que se faz). 4. Praticar auto-regulação e aceitar retornos (Desencorajar atividades inapropriadas para garantir que os sistemas continuem funcionando bem). 5. Utilizar e valorizar recursos e ser-viços renováveis ( Fazer o melhor uso da abundância da natureza para redu-zir nosso comportamento consumista e nossa dependência de recursos não-renováveis). 6. Evitar o desperdício ( Valorizar e fa-zer uso de todos os recursos que estão disponíveis para nós, evitando o des-perdiçar). 7. Projetar desde os padrões aos deta-lhes (Dando um passo atrás, na huma-nidade, podemos observar padrões na natureza e na sociedade. Estes pa-drões podem formar a espinha dorsal de nossos projetos, com os detalhes sen-do preenchidos conforme avança-mos). 8. Integrar ao invés de segregar ( Colo-car as coisas certas no local certo, fa-zer com que as relações entre uma e ou-tra se desenvolvam). 9. Utilizar soluções pequenas e lentas (Sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que sistemas gran-des, fazendo uso mais adequado de re-cursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis). 10. Utilizar e valorizar a diversidade (A diversidade reduz a vulnerabilida-de a uma variedade de ameaças). 11. Utilizar bordas e valorizar ele-mentos marginais (leia-se marginal como por exemplo margens de um rio, de um canteiro, etc..., são estás mar-gens onde os eventos mais interessan-tes ocorrem. É onde frequentemente es-tão os elementos mais valiosos, diver-sificados e produtivos de um sistema). 12. Utilizar e responder criativamen-te às mudanças (Podemos ter um im-pacto positivo nas mudanças inevitá-veis se as observarmos com atenção e intervirmos no momento certo). Estes 12 princípios da permacultura não terão de ser seguidos como uma bí-blia, a sua intenção é apenas orientar, havendo margem para a criatividade e diversidade. Fala-se muito num futuro sustentável para a humanidade, e nós o que temos feito? Será que a humanidade está a viver em simbiose com o organismo vi-vo que é o planeta terra? PER MAC ULT URA
  16. 16. BASTA OLHARES Alguns podem dizer que sou pintora, outros que sou artista, ou até nenhu-ma destas duas. Mas, se me pergun-tassem, acho que a resposta mais acer-tada seria: “Sou exploradora do mun-do”. Desta forma procuro sentir, experi-mentar, respirar, sonhar e viver o des-conhecido e o diferente. Quero prati-car a intuição, a audácia, a candura, o despropósito, o magnânimo, o es-trambólico, o arrumadinho e o absur-do. Procuro viver o momento. Quero desvendar o mundo que já vi, e o mun-do que ainda espera ser desvendado. Quero viver o original, o vulgar, o fic-tício e o verdadeiro, tudo de uma só vez. E assim, numa só explosão, num só instante, quero sê-lo continuamente para sempre, e resumir-me inteira-mente num simples ponto, estendido no infinito. E assim, para começar a minha cami-nhada, O PEQUENO DETALHE nasce: Uma coleção inspirada na arte abs-trata e no expressionismo, constitui-da por 9 peças únicas. Cada peça representa um detalhe que só tu consegues ler. Esse detalhe varia de pessoa para pessoa, umas ve-zes coincidindo com o detalhe de uns, outras vezes com o de outros. Mas sem te aperceberes, cada uma destas peças terá um pequeno detalhe que existe no tu de agora, no tu do pas-sado ou no tu do futuro. A peça transforma-se no teu espelho, pois tudo o que vires, tudo o que senti-res, faz parte de ti. Sim, um espelho. Basta olhares, e dizeres-me o que vês… - Mana
  17. 17. SENDO INICIANTE OU AMADOR – Eu gosto da ideia de me definir como um entusiasta da arte da foto-grafia. Eu como entusiasta poderei fazer serviços profissionais ou não, depende de oportunidade, perfil ( preocupado com a qualidade) e ne-cessidade de uso da fotografia com fonte de renda complementar. Mas sendo apenas amador ( por hobby) eu fatalmente não tenho compro-metimento com alta qualidade das minhas fotos por se tratar de reali-zação pessoal e não profissional. Mas nunca deixando de a traba-lhar e fazer o melhor possível pela foto. Mas eu irei tentar novamente e novamente até acertar. Hobista da fotografia também não está pre-ocupado com uma entrega de um cli-ente ou com a concorrência no mer-cado nem com seu nome comercial. No entanto, existem entusiastas muito talentosos e também aqueles que investem em equipamentos pro-fissionais e sabem utilizar muito bem esses recursos. Existem tam-bém aqueles amadores que , mesmo sem muitos recursos, participam de concurso internacionais e conse-guem prêmios de destaque. Atualmente, a fotografia se ali-menta de muitas diversificações. Cada fotógrafo possui uma manei-ra diferente de trabalhar, mediante seus gostos e tradições. Vejo a fotografia como um instru-mento genialmente intelectualiza-do para captar gestos e sensibilida-des. Muito mais que momentos, ela pode captar uma época e uma civiliza-ção, congelando culturas e valores. Muito do que vimos hoje em gran-des editoriais de moda, são resulta-dos de mentes ímpares e talentosas e ousadas. Afinal, grandes nomes da fotogra-f i a n a s c e r a m d a o u s a d i a . Fotografia, é muito mais que uma simples definição. É Arte! É criatividade! É revolução! Aos meus amigos, conhecidos, cole-gas e aos críticos de fotografia o meu OBRIGADO Jorge Franco
  18. 18. www.jviegasphotography.blogspot.pt
  19. 19. Paulo Muiños nasceu em Lisboa em 1971. Começou a fotografar em 2011. Inspira-se em Ansel Adams, Edward Weston, Cartier-Bresson, Dorothea Lange, Berenice Abbott, Eugène Atget, P.H. Emerson, Lee Friedlander, Lewis Hine, Alfred Stieglitz, Robert Capa, Willam Claxton, Nanã Sousa Dias, Rui Fonseca, Eduardo Gageiro, Michael Frye, Steve McCurry, e Se-bastião Salgado, entre outros. Fotografa com Canon, Sony RX100, s m a r t p h o n e s , e é e n d o r s e r d a Olympus, fotografando com uma OMD Em1. Exposições/Exhibitions: CB Art Gallery – Carcavelos | Dezem-bro 2012 Centro Comercial Amoreiras – Instanta (50 melhores fotos de Lisboa – com 2 fotos) | Janeiro 2013 Casa de Santa Maria – Cascais (Ener-gias Paralelas II) | Fevereiro de 2013 Centro Comercial Amoreiras – Instanta (50 melhores fotos de Lisboa – com 2 fotos) | Novembro de 2013 www.paulomuinos.viewbook.com
  20. 20. A Empresa Desde 1996, a Auto C. Borges situa-se na Av. do Brasil nº 22, em Lisboa. Somos especializados na comercialização e assis-tência de pneus tanto das marcas líderes de mercado como de marcas que proporcionam alternativas para todas as necessi-dades dos clientes. Fazemos parte do grupo Pneuport, uma cooperativa com co-bertura nacional. Inovamos o mercado pertencendo ao pro-jecto pneuport conticlub -P.C.C.- no qual a continental, nossa marca premium,é o nosso parceiro. Prestamos assistência completa através dos nossos serviços de manutenção automóvel e estação de serviço. O nosso lema é oferecer qualidade aliada aos mais recentes meios tecnológicos, para a segurança, comodidade, conforto e satisfação da preferência do cliente, sempre com os melho-res preços. AUTO C. BORGES GRUPO PNEUPORT www.autocborges.pt Auto c borges

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